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terça-feira, maio 28, 2024

Sem palavras
Ao cuidado do João Oliveira e de todos quantos, como ele, ainda não perceberem quem é que está a fazer a guerra

 

10-year-old boy describes missile attack that killed his parents


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Sim, eu sei, Israel está a portar-se também de forma criminosa, e escrevo criminosa com todas as letras, sim, eu sei, o que Israel está a fazer não se faz. 

Mas uma coisa não desculpa outra. A Rússia, apenas pela psicopatia de um imperialista narcisista, invadiu a Ucrânia para a anexar com a ideia megalómana de reconstituir, aos poucos, a antiga URSS ou, pelo menos, as partes que dela lhe interessam.

Israel não se tem portado bem, é certo, aliás, nada, nada bem, ninguém o contesta pois crimes de guerra são crimes de guerra e a dimensão do que está em curso ainda mais o empola, mas, não o esqueçamos, neste caso está a reagir a um bárbaro atentado levado a cabo por terroristas fanáticos que ainda mantêm um conjunto de reféns civis, inocentes. A reacção é bárbara, desproporcionada, indesculpável -- é um facto. 

Mas ao passo que a Ucrânia é um Estado de direito e a Rússia não teve qualquer pretexto para fazer o que continua a fazer, no caso da Palestina e de Israel não apenas o Hamas deu a Israel um pretexto como há uma situação histórica, religiosa, civilizacional que está longe de estar assimilada. Basear a constituição de países, de Estados de direito, em religiões não sei se será uma solução inteligente. Pelo menos, até ver, ainda não se conseguiu que resultasse. 

Claro que poderá sempre invocar-se que, por detrás do que se vê, há sempre equilíbrios geo-estratégicos, desequilíbrios e tentativas de reequilíbrios políticos, tudo isso. Mas só facínoras obtusos podem levar adiante crimes hediondos em que se violam leis internacionais e se mata indiscriminadamente em nome de estratégias fantasmagóricas. 

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quarta-feira, outubro 25, 2023

Mosab Hassan Yousef, filho do fundador do Hamas, depois um dos principais agentes secretos ao serviço de Israel, diz o que pensa (e sabe) sobre o que está a passar-se
[E Yuval Noah Harari reflecte sobre a situação]

--- E a palavra ao grande Eugénio Lisboa ---

 

Nestas guerras sangrentas, somos todos vítimas. 

Mas as vítimas não são todas iguais.

Umas morrem, outras são violadas, estropiadas, roubadas, agredidas, humilhadas, ameaçadas, forçadas a ver o horror.

E depois há as que estão a ver de longe -- nós.  

Estamos no bem bom das nossas casas, perto dos nossos, livres de perigo. Somos vítimas mas vítimas numa escala que, de forma alguma, se pode comparar com as que sofrem com o corpo e com a alma a dor e o medo das guerras sangrentas. Somos, isso sim, vítimas da verdade, vítimas de manipulação a que diariamente estamos sujeitos. 

Perde-se a perspectiva histórica, opina-se sem se conhecer a total verdade dos factos, fala-se do que não se sabe. O pó que nos entra em casa através das televisões não cobre apenas os corpos ensanguentados: cobre também a verdade que nunca conseguimos, realmente, ver.

Como sou ignorante, tenho dificuldade em dissertar sobre tema tão complexo. Mas tento adquirir informação para conseguir navegar neste mar encapelado e com tão fraca visibilidade.

Nos dois vídeos abaixo, pode pôr-se legendagem automática para português (mas, se o fizerem, não se espantem com gralhas que são de gargalhada...).

Hamas leader's son who became a spy explains what Hamas really wants

Mosab Hassan Yousef, the son of Hamas' founder who later became one of Israel's top informants, speaks with CNN's Jake Tapper about Israel's war on the terror group and the situation in Gaza


Yuval Noah Harari & Rosemary Barton - Israel's war with Hamas


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Recomendo a visita e a leitura de um texto do Grande Eugénio Lisboa no qual me revejo em absoluto: 

Começo, para não haver dúvidas sobre aquilo a que venho, por dizer que condeno com a maior veemência, o comportamento arrogante, brutal e invasivo que Israel tem demonstrado, ao longo dos anos, para com os palestinianos da faixa de Gaza. Mesmo tendo em conta que Israel passou por períodos altamente perigosos, no começo da sua formação, quando foi atacado por todos ou quase todos os Estados árabes da redondeza, o que lhe terá criado um complexo de “excesso de resposta”, este excesso tem ultrapassado todas as linhas vermelhas de uma desejada proporcionalidade. 
(...)
O fanatismo só pode levar à destruição e faz pena ver uma certa esquerda a pôr-se embevecidamente ao lado de fanáticos religiosos, que os devorarão, assim que tiverem oportunidade. Por detrás destes está um país infernal, tirânico, retrógrado e misógino, que a esquerda – uma certa – não gosta de atacar, porque financia os delírios revolucionários de grupelhos mais ou menos genocidas. Dizia o grande Umberto Eco que “as pessoas nunca são tão completamente e entusiasticamente más, como quando agem em nome das suas convicções religiosas.” Ficam aqui estes avisos destinados àqueles que se referem sempre à triste tragédia do povo palestiniano, esquecendo-se de mencionar o HAMAS, como um dos encenadores dessa tragédia. Com Israel, sim. Juntos.

Peço que o visitem e leiam o texto na íntegra

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Desejo-vos uma boa quarta-feira

Saúde. Boa sorte. Paz.

sábado, outubro 21, 2023

O horror de se ver crianças estropiadas e assassinadas como conteúdo privilegiado nas fake news

 

Informação e contra-informação, notícias verdadeiras e fake news, empolamento de número de mortes, obscenas encenações, manipulações de emoções, terrorismo de toda a espécie e feitio, vontade de vingança, loucura, radicalização. E tantas vezes com base em mentiras.

No meio disto, uma coisa me faz confusão (e me causa profunda repulsa): a posição do PCP, sempre colado a todos os criminosos, terroristas, ditadores, psicopatas, matem eles quem matarem, torturem, destruam, chacinem, violem, mintam, espezinhem... desde que sejam contra os Estados Unidos e o Ocidente em geral. Os Estados Unidos e o Ocidente em geral, apesar de falhas ou erros, estão do lado da democracia, da liberdade, do humanismo -- valores que não têm preço. Como se pode estar contra isso e a favor dos que se opõem a estes valores e se comportam como imperialistas tirânicos, como terroristas, como psicopatas tarados?

[Com isto não quero dizer que considere que a postura de Israel em relação à Palestina, em especial nos últimos anos, seja exemplar. Não considero. Pelo contrário. Nem gosto de saber que há sede de vingança (de ambos os lados). Ou que se sacrifica população inocente, seja de que nacionalidade ou religião for. Não.  Nunca. Mas isso não me cega, não me leva a pôr do lado dos acima referidos]. 

Sugiro que vejam a intervenção de Rodrigo Moita de Deus, na RTP3, no programa 'O último apaga a luz', em que ele desmonta a evolução da notícia sobre a farsa do falso ataque de Israel ao hospital que afinal não foi de Israel mas, muito provavelmente, um rocket falhado da Jihad Islâmica, que afinal também não caiu no hospital mas no parque de estacionamento ao lado, em que afinal não morreram 500 pessoas mas se calhar menos do que 100. 

Seja como for, coitados dos que morreram. Mas a verdade é que meio mundo se atiçou contra Israel quando Israel não teve, muito provavelmente, nada a ver com o assunto. E que vergonha, que vergonha obscena, os que jogam com as emoções das pessoas para propagarem mentiras e apelarem ao ódio.

No meio disto quero crer que ainda se pode confiar na BBC.

Two American hostages freed by Hamas - BBC News

Hamas has released two US hostages who were abducted during the Palestinian group's deadly raid on Israel.

Israel confirmed that mother and daughter Judith and Natalie Raanan had been handed over to them from Hamas at the Gaza border.

It follows a visit to Israel by the US President Joe Biden.

Hamas said the pair were freed for "humanitarian reasons".

They were the first captives released since the gunmen raided Israel on 7 October, killing 1,400 people and taking around 200 hostages.

More than 4,000 people have since been killed in Israeli air and artillery strikes in Gaza, according to Palestinian officials.

Clive Myrie presents BBC News at Ten reporting by Jeremy Bowen in Jerusalem and Sarah Smith in Washington.


quarta-feira, outubro 18, 2023

O que diz Fareed
(Vídeo publicado antes do sangrento ataque desta terça-feira mas, nem por isso, menos actual)

 

Gosto sempre de ouvir as opiniões, fundamentadas, bem informadas e sensatas de Fareed Zakaria. Há sempre um enquadramento e uma visão que situa os acontecimentos nas perspectivas histórias, geográficas e político-económicas.

Neste vídeo (legendado), divulgado antes do que aconteceu (e cuja autoria está a ser discutida), Fareed fala de Israel, da Autoridade Palestiniana, do Hamas, da Arábia Saudita e dos Estados Unidos e dos players que intervêm nesta triste e insana situação.

É um vídeo de curta duração e merece atenção.

Fareed shares what the 'severest setback' would be for Hamas now

CNN's Fareed Zakaria explains why he believes the Hamas attack on Israel was predictable and argues what the goal of the country should be now

sexta-feira, outubro 13, 2023

Quando um pai, em lágrimas, diz que sorriu e gritou: 'Boa!' ao saber que a filha de 8 anos tinha sido assassinada e não raptada, violada, agredida, deixada morrer à sede e à fome

 

Tudo é horroroso demais. O horror escancarado, cheio de pó e de sangue, em que os gritos e as lágrimas quase são de somenos, as pessoas transformadas em corpos, os corpos na rua, no chão, enrolados em plásticos ou panos, no meio do pó, dos escombros, do sangue. Ao pé crianças chorando, os rostos também cobertos de pó ou de sangue. Outras rindo e brincando, inocentes, convivendo com o horror.

As cidades destruídas e sem um raio de sol ou de esperança. 

A agonia. A aflição. O medo. 

A raiva. A sede de vingança.

Um ciclo infernal de destruição.

O fundo de um poço tenebroso, onde há almas afogadas, corpos em decomposição, sonhos destruídos, vísceras. E sangue e pó.

Não sei o que sobra.