Ou os bilionários que lhe pagaram a campanha ou os tribunais que ainda funcionam ou os estudantes em peso ou a malta que deixe de conseguir pagar o básico ou os democratas que, vitaminados pelo jovem Bernie Sanders e pela carismática Alexandria Ocasio-Cortez, acordem para a vida e façam levantar a indignação ou todos juntos conseguirão afastar a besta que está à frente dos Estados Unidos.
Hoje, no ginásio, enquanto estava a fazer a passadeira, ia olhando para a televisão onde passava o estupor a dizer as maiores alarvidades -- e pensava que o mundo é mesmo um lugar deveras perigoso para que aconteça a irracionalidade de milhões de pessoas terem votado numa besta daquele calibre, apesar de tudo o que já se conhecia dele.
Mas, enfim, não consigo acreditar que a situação de caos que Trump criou se consiga manter por muito mais tempo. É que ainda por cima, irracional como um animal burro e desencabrestado, torna a ordem mundial completamente imprevisível.
Entretanto, toda a gente que goze com ele é bem vinda, seja nos Estados Unidos seja no resto do mundo.
“Billionaires Are Actually Good” - Stephen Colbert feat. Alan Cumming
Stephen Colbert performs a special song for the richest people in the world, in the hopes of getting them out of our lives for good. Special thanks to Alan Cumming for hopping on the track!
Como sempre, Randy Rainbow mostra ser um cronista à altura. Parte da porcaria que o pato gordo, imundo e cor-de-laranja, Donald Trump de seu nome, tem sido abordada nas suas fantásticas composições.
Merece ser visto.
Para memória futura, também um vídeo com Jimmy Kimmel a falar do impensável assalto dos grunhos ao Capitólio.
E Stephen Colbert, que incansavelmente denunciou o canalha e o cobarde narcisista (mas há algum narcisista que não seja cobarde?) tem aqui mais uma intervenção antológica. A vergonha de qualquer americano decente atingiu os máximos com a invasão ao Capitólio incitada pelo porco burro que ainda não aceitou que perdeu as eleições e não quer saber de envergonhar uma nação inteira para satisfazer os seus desvairados caprichos.
Há pessoas que justificam a esperança que se deposita num país. Por mil razões distintas, cada pessoa terá as suas referências. Ou não terá. Por exemplo, em relação a Portugal, haverá quem olhe e só aqui veja estafermos, imprestáveis, gente que não interessa nem ao menino jesus. Estes ainda se dividem nos que, ainda assim, ficam por cá a dizer mal e a cuspir para o ar e os outros, os que nem querem respirar o mesmo ar que os seus conterrâneos e abalam para paraísos de onde se entretêm a cuspir de longe. Mas também há o oposto e que eu dividiria em três sub-grupos: os que se derretem por todos, sem excepção, os que gostam dos que toda a gente gosta e desgosta dos que caem em desgraça nas redes sociais e os que nem uma coisa nem outra, acreditando que uns quantos valem a esperança em melhores dias.
Como é bom de ver insiro-me no último grupo.
Mas os meus gurus são anti-gurus e alguns tão improváveis que nem saberia explicar porquê caso alguém tivesse a inoportunidade de mo perguntar. Por exemplo, o Manuel João Vieira. Acho-o o máximo. Um artista de primeira água, um maluco encartado, um irreverente sem igual, inteligente, informado, intemporal. Para a galeria dos portugueses indispensáveis, eu votaria nele. Outra que tenho acompanhado sempre que posso, por vezes em retrospectiva, e é, portanto, admiração recente e ainda apenas baseada na intuição, é a Matilde Menezes Ferreira que apresenta um programa que me fascina, o Paraíso. Acho-a fantástica na sua contenção e simpatia. Gostava de a convidar para vir passar uma tarde aqui comigo. Estou convencida que gostaria imenso de conversar com ela. Também gosto imenso da Paula Rêgo pois é, simplesmente, do caraças. Estou a falar apenas dos que ainda estão vivos, como é óbvio. Não quero falar de ninguém da política para a Isabel não vir queixar-se que isto é sobre política. Não é, Isabel, juro. Mas quero aqui incluir a Marta Temido porque acho que lhe somos devedores, porque a acho uma mulher de fibra, uma brava do pelotão, inteligente, destemida, abnegada. Se pudesse, fazia um presente e oferecia-lhe. Se soubesse fazer bolos bons, faria para ela um bolo bem especial e mandaria entregar em sua casa. Espero que o marido e os filhos, que devem sofrer com a sua ausência, se sintam honrados por uma mulher tão valorosa ser lá de casa. Também é sabido que acho o Simas, Pedo Simas, uma brasa. Não só uma brasa, também uma simpatia, um comunicador, um expert, um must. Também gosto de um misterioso poeta, um romântico que sempre me encanta com a beleza decantada que sai dos seus dedos. Dos seus dedos e do seu coração. E, por falar em bloggers, também gosto daquela que escreve textos algo enigmáticos mas sempre com um tal charme que mal vejo que há novidade vou logo ver a beleza com que adornou os seus belos atalhos de campo. Abençoada. Mas faço mal em especificar pois não é apenas um ou uma os bloggers que admiro e, até, estimo. E sei que isto de dizer que sinto estima por quem não conheço é meio estapafúrdio mas o que seria a vida sem coisas estapafúrdias, não é? Uma maçadoria. Por exemplo, também gosto bastante do Alvim, o Fernando. Um ganda maluco...? Ah pois é, bebé. O Alvim é maluco, sim senhor. Mas tem uma graça, um sentido de humor, uma maluqueira fervilhante dentro dele, uma criatividade que fico sempre com vontade de o convidar a vir cá jantar a minha casa. Uma tertúlia de gente doida e gente especial. Ah, o que eu gostava disso. Devia também ter um diseur, não era? O que é uma tertúlia sem um diseur especial? O Fernando Alves, por exemplo. De vez em quando interromperia a conversa e pediria aos dois Fernandos que dissessem poesia.
Bem. Não vou continuar. Não caberiam aqui. Há portugueses extraordinários. Não incluí arquitectos, engenheiros, farmacêuticos, historiadores, médicos, jardineiros, empregadas da limpeza, cozinheiros, pianistas, violoncelistas, gestores, electricistas, professores, advogados, investigadores, recepcionistas.... não incluí tanta gente que, nos mais variados sectores da sociedade, a meus olhos, se destaca e que torna este país um lugar onde é bom viver. Podem alguns portugueses poluir o ambiente, incomodar-nos ou cansar a nossa beleza com a sua burrice, vacuidade ou gabarolice, mas -- e chamem-me retrógrada, pirosa ou o que vos apetecer -- há muita gente que vale o gosto que fazemos em pertencer ao bando dos ilustres lusitanos a quem um dia Neptuno e Marte obedeceram.
Mas desviei-me da rota. É que vi um vídeo e, como sempre que vejo os vídeos dele, fiquei toda bem disposta.
Há, algures nos States, um pato cor-de-laranja que gosta de fazer de conta que é palhaço e que, afinal, não passa de uma alimária desqualificada. Como apenas se vê a si próprio, o resto passa-lhe ao lado. Por exemplo, continua a achar que vai continuar a ser o potus quando já não há quem não o veja como o destrambelhado pato Donald que sempre foi, o da boquinha de botão de rosa.
Na verdade, talvez passe à história como a figura de banda desenhada mais parva e narcisista que alguém inventou.
Obviamente, vai acabar mal, na volta na prisa -- ele e, quiçá, também os seus donaldins.
Mas depois há o anti-Trump. Há vários anti-Trump e eu gosto deles todos. Colbert, por exemplo. Mas este aqui do vídeo é especial. Randy Rainbow.
Desta vez o seu alvo é outro palhaço que tal, alguém que se decompõe em público exibindo a má qualidade da tinta de cabelo e a ausência de uma rolha anal para conter a inoportuna flatulência: o advogado-mor do palhaço Trump, Rudolph Giuliani de seu nome. Ora vejam o vídeo, por favor.
Os States deixaram antever que ainda havia esperança de retomar a normalidade de cada vez que o Randy Rainbow publicava um dos seus deliciosos vídeos. A liberdade de expressão é um valores primordiais da democracia e o humor um dos seus mais poderosos aliados.
No meio da bagunça, da propaganda, da manipulação e distorção da informação, ainda sobrevivem vestígios da liberdade de expressão e do lado bom da democracia. Claro que podem ser vestígios inúteis mas, dos vestígios renasce, por vezes, em força, o que existia antes do desmoronamento. Com o descrédito que Trump e apaniguados representam para os seres que prezam a lógica e o que se aparente com a verdade, com a forma razante e ineficiente como (não) está a ser feito combate ao coronavírus e com o retrocesso civilizacional a que todos os dias se assiste por aquelas bandas, em especial se observarmos as declarações do Trump e ou da sua porta-voz, é uma lufada de ar fresco ver os vídeos de Randy Rainbow. Valha-nos a liberdade de movimentos que lhe faculta que a sua opinião seja tão divertida e claramente expressa.
Um santo em vida, este Dr. Fauci.
A sua capacidade de aguentar todos os destratos e burrices do narcisista-mor, o palhaço cor de laranja, é ímpar.
Estou a começar isto mais tarde do que é costume e, portanto, vou já directamente ao assunto.
Bem, directamente, directamente não, não faz o meu estilo. Deixem que faça um intróito.
Tive um dia super-hiper preenchido. De manhã grande limpeza à casa, tudo varrido, lavado, esfregado, cobertas de sofás, tapetes e almofadas tudo sacudido e pendurado ao sol, a casa toda rescendendo a lavado, tudo limpo de dar gosto. Enquanto isso o almoço no forno. Depois banho, almoço tardio e ala que se faz tarde, para casa da minha mãe.
Tem o jardim que é uma maravilha, rosas brancas e rosas vermelhas, e uma buganvília em fúcsia frida kahlo e outra, igualmente linda embora em laranja tez-trumpiana. E malmequeres e nem sei que mais. Nascem-lhe flores das mãos.
Ah, levei-lhe ramos de louro, de orégãos, de alfazema, de alecim e um com diversas florzinhas multi-coloridas. Se ela não quer ir para o campo vem o campo até ela.
Estivemos à conversa. Depois lembrei-me de lhe mostrar a Grace e Frankie para ver se a convenço a ter a Netflix (olha para mim...).
À saída, bye, bye -- todos de máscara, os visitantes descalços, os sapatos à porta, todo um protocolo contra natura, e rebéu-béu, pardais ao ninho, tudo coisas que me desconcentram -- pego no computador e bora que já estamos atrasados. Tínhamos um compromisso, às dezanove, num sítio ainda a quase uma hora dali. Na autoestrada dá-me vontade de um magnum ruby. A carência em que ando por gelados leva-me a estar por tudo e estes até que não são maus. À entrada na estação de serviço, vou à carteira tirar os dois euritos... qué dê a carteira...? Queres ver que a deixei em casa da minha mãe...? O meu marido, claro está, a fazer um ar furioso. Liguei à minha mãe. Foi ver à outra sala. Lá estava.
Já que ali estávamos, ele atestou e eu fui a correr comprar o gelado.
Quando vinha a sair, estava ele a vir na minha direcção, ar ainda mais irritado, a apontar-me para a cara. Não percebi. Se já estivesse a comer, ainda pensava que estivesse lambuzada e ele a chamar a minha atenção. Mas não, ainda vinha com ele na mão (ele, o gelado, bem entendido), pronta para me desinfectar antes de não sei o quê. 'O que foi agora?', perguntei, também já maçada com tanto controlo operário. E ele: 'Foste sem máscara...?!'. Mais tinha ele visto que sim. Nem de tal me tinha lembrado. Que não tenho cuidado, que não me esforço -- os remoques do costume. Saímos da autoestrada e ala para trás. Mais de meia hora perdida. Avisei o nosso compromisso que ia chegar atrasada. Ao meu lado, impaciente, ele não se conformava: 'Custava-te muito pensares no que fazes? A esta hora agora termos que voltar para trás...'. Pois, de facto, uma chatice mas fazer o quê?
Há bocado, viemos para casa. Aquela cena toda: andar de elevador sem tocar em nada, abrir a porta, descalçar à porta, trinta por uma linha e, ainda por cima, sob vigilância pois, segundo ele, sou descuidada, indisciplinada. Passa a vida a dizer, irritado comigo: 'O teu problema é a indisciplina. Numa situação destas é preciso alguma disciplina e tu tens que levar tudo à tua maneira, não como te dizem para fazer'. Se calhar é mas, caraças, bardacovid para o corona. Lavei as mãos, desinfectei o telemóvel, despi-me, trá-lá-lá. Quando já estava desnudada e lavada, lembrei-me: 'Ah.... deixei a máquina fotográfica no carro...Tenho que lá ir'. O meu marido, furioso: 'Não vais nada, prefiro ir eu'. E lá foi.
E depois meteram-se outras coisas e agora, já duas da matina, o tanto que tenho para fazer esta segunda e agora é que aqui estou.
Mas a sério: não tenho pachorra para a droga do coisa pequena. Sei que é preciso cuidado, claro que sim, mas habituada a andar descalça por casa ou a enfiar umas havaianas e sair para o campo onde não há covides de espécie alguma, uma pessoa chega à cidade e parece que não dá.
Além do mais, li uma notícia que me deixou vesga das ideias: há um crocodilo no Douro? Veio de Tordesilhas? Parece piada. Morde-me a vontade de ir averiguar a veracidade ou a plausibilidade da coisa, essa, sim, o acontecimento da década. E bem digo que um dia destes, lá in heaven, quando der por mim tenho um elefante ao lado. Com a quantidade de lagartixas, lagartões, cobras e animais do género que por lá andam, até o crocodilo do Nilo também lá pode aparecer, de tratado na mão, a dizer que quer negociar.
Enfim.
Peço desculpa por não responder aos comentários (tentarei fazê-lo durante ou ao fim do dia) e vou, agora sim, para o Randy Rainbow que goza a bom gozar com o boquinha de rosa.
Contra a vontade do meu marido, estivemos, aqui na sala, até anoitecer, de janela aberta. E refiro-me às janelas de dentro, de vidro. Duas portas largas de vidro. Uma delas aberta. As portadas de fora também, claro. Vi a noite vir chegando, lentamente. Vi os passarinhos a saltitarem aqui à porta. Ouvi-os a cantarem, um chilreio de dar gosto. O meu marido nunca quer as portas abertas ao fim do dia, diz que entram bichos. Diz bichos para dramatizar. Como se pudessem entrar pumas, chitas, javalis. Mas refere-se a melgas. Sei que sim, que há esse risco mas acho que vale a pena. Agora pus na tomada do quarto uma daquelas coisas que supostamente emitem uns ultrassons ou lá o que é que nós não ouvimos mas que põem a cabeça em água a moscas e mosquitos, afastando-os de lá. A ver se resulta, senão, para além das melgas, terei que o ouvir também a ele.
Mas foi tão bom estar na sala assim.
O dia hoje esteve ameno, não um sol franco mas um suave entressol-entrenuvens, nem frio, nem ventoso, nem chuvoso. E, há pouco, aqui na sala, fui sentindo a frescura da noite que se avizinhava, aquela frescura feita de penumbra e paz, uma lentidão harmoniosa, limpa, boa.
Quando fui fechar as portadas de fora vi o céu. Aquele azul límpido que antecipa o negrume da noite, apenas uma lua a vir em crescendo e, um pouco mais acima, uma única estrela. Brilhante, única. Olhei a toda a volta. Nada, apenas a imensidão do azul e aqueles dois pontos, uma estrela e uma lua a caminho. Emocionei-me. Isto é o mundo na sua perfeição. Só a natureza, o canto dos pássaros, a beleza das nuvens recortadas na linha do horizonte, o mistério das árvores escuras, igrejas onde os pássaros cantam a capella. Nada mais. Eu a olhar para o céu e para tudo, comovida por estar aqui, por me ser dado o privilégio de estar viva a ver, a ouvir e a sentir tamanha tranquilidade e beleza.
Aqui só temos uma televisão, esta, nesta sala, onde agora vejo um bailado na 2. Não há na cozinha, onde almoçamos quando estamos só os dois. Antes de irmos almoçar, liguei-a para espreitar as notícias. Estava a acabar o noticiário mas ainda ouvi que às três se cantaria o Grândola à janela.
E assim fiz. Já aqui estava de volta à sala. Liguei a televisão e confirmei. Fui então lá para fora e cantei. O meu marido estava do outro lado a fazer não sei o quê mas diz que também cantou. Mas nem eu o ouvi a ele nem ele a mim. Ainda tive esperança de ouvir um repicar de sinos ao longe ou um qualquer outro som que me fizesse saber que alguém, para além de mim, comemorava o 25 de Abril. Mas não. Só eu e os pássaros.
Li algures que o Marcelo se tinha portado bem e, curiosa, pus-me alerta. Não o ouvi inteiro mas, pelo que ouvi, hoje dava-lhe um beijinho. Dava. Dava se isto fosse pré-merdinhas. Assim, não dou porque isto do distanciamento é para valer. Mas ofereço-lhe um cravo. Se foi todo na base do que ouvi, terá sido um grande discurso. Directo, sem meias palavras. O discurso de um democrata. Critico-o quando vai atrás do efeito fácil, quando cede à sua necessidade de sentir o afecto dos outros ou à sua atracção fatal pelo mediatismo. Mas, num dia como o de hoje, tenho que louvar a clareza das palavras, a frontalidade, o elogio e a defesa da liberdade e da democracia e a importância de respeitar a casa dos que foram eleitos pelo povo. Marcelo, Ferro e Costa, um trio de peso que sabe tomar conta da democracia em Portugal. Gosto.
Tenho ainda a dizer, em minha defesa, que, de tarde, mais para o fim da tarde, concretamente, quando fui dar o meu passeio, me apeteceu filmar. No primeiro, a dada altura, ouvi o meu marido, a quem eu tinha dito que ia sair para ir andar, a chamar por mim. Cortei mas penso que deve ouvir-se o meu nome. Se eu tivesse paciência para ir aprender a fazer edição, talvez tivesse paciência para ir ali buscar a máquina e pôr-me com coisas. Fiz um outro mas tenho ideia que não deve ter pitada de graça e ainda um terceiro, sobre um arbusto que dá uma flor miudinha, branca, que cheira como os anjos da minha imaginação. Mas já não me lembro como se faz para passar os filmes para aqui, estou com preguiça. Além do mais, aconteceu o de sempre, não me dá jeito andar a falar alto, sozinha, e portanto, a falar baixo e com o meu fio de voz, há-de ter ficado o sussurrar do costume. Depois ouço-me e fico arrependida.
[Agora tive que me levantar para perceber que animal é aquele que ali vai avançando devagar na parede. Se ainda aqui estivesse o meu marido (já dorme a sono solto), já estava a dizer que, com aquilo de eu insistir em estar de janela aberta, vai ser um ver se te avias de bicharada. Afinal é um inocente bicho de conta. Sempre achei graça. Se eu lhe tocasse, fechar-se-ia feito bolinha. Mas não toquei. Ali vai, devagarinho, seguindo o seu caminho. Hoje é dia da liberdade. Hoje e, aqui, sempre.]
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Entretanto, o corona também vai fazendo o seu caminho e, se me sinto descansada por os números revelarem um crescimento contido, por outro lado, sinto o contrário, sinto que o grau de imunidade da população é baixíssimo e, portanto, mal o confinamento se atenue, isto vai voltar a crescer. E a ver se o merdinhas-vírus não vem com mais força, que aquilo ali é pior que traveca normal, é bicheza dada a transformismos tinhosos. No início do mês, quando eu dizia que as projecções destrambelhadas do Buescu não me convenciam, dizia também que se os números oficiais chegassem a 30.000 no fim de Abril, os números totais, no máximo eram capazes de andar pelos 200.000. Estamos a cinco dias do fim do mês e vejo que as minhas previsões, pelo menos no que se referem ao número de infectados, não deverão falhar por muito e isso significa que, a nível do número global de infectados, também não deve andar muito longe. Ora, isso é nada face ao que garantiria uma imunidade razoável. Ou seja, até que a vacina ou o tratamento cheguem, a liberdade de movimentos vai ter que continuar a ser muito controlada sob pena de voltarmos ao empinamento da exponencial.
(Se calhar nada disto vem muito a propósito da primeira parte do post mas também não sei porque haveria de vir.)
Aqui abaixo, Harari, obviamente também em quarentena, diz de sua justiça. Fala da humanidade e do que o corona faz com ela. E é sempre uma voz inteligente que se ouve de gosto. O meu marido trouxe os livros dele mas acho que ainda não lhes pegou desde que cá chegou. Aliás, na cidade, eram livros de cabeceira dele. Volta e meia, via que estava a lê-los. Mas nem ele lhes pegou nem eu. Tinha pensado ler à vez, com ele, e, afinal, nem de tal me lembrei até agora. Não temos tempo. Ou é a trabalhar no duro durante a semana ou, ao fim de semana, eu atirada às limpezas de casa e ele do mato. Depois, chegamos ao fim do dia e já não atinamos com as letras. E os dois livros ainda ali estão, onde ele os depositou quando viemos deportados.
E, para acabar com um apontamento de tragicomédia, deixo-vos com o Randy Rainbow a propósito de mais uma anormalidade da besta quadrada do Trump. Só não sei é porque é que ninguém lhe dá uma injecção de lixívia naquele rabo gordo e esbardalhado para ele comprovar se, para além de ficar branquinho, fica também limpinho de vez. Bom. Mas também não tinha que ser lixívia pura que eu, nisso, não sou de tratamentos radicais.
Sou completamente fã do inteligente, divertido, oportuno e directo Randy Rainbow. Perante as últimas do ultra-narcisista Pato Donald da cabeça cor-de-laranja, saíu mais uma brilhante paródia. A ver, sem sombra de dúvida.
Ouço o Presidente da Câmara de Mação, a típica esperteza saloia, fazendo de conta que, nas suas funções, não tem nada a ver com o cumprimento dos regulamentos relativos à limpeza dos terrenos e com a protecção civil na sua autarquia, e, todo lampeiro, a apontar o dedo ao Governo -- e pasmo com o palco que os tontos dos jornalistas lhe dão, não havendo um que tenha a presciência de lhe perguntar: 'Ó, faz favor, mas isso não é incumbência sua?'
Nada. Uma corrente de parvoíce: esperteza saloia, o acusador; totós, os que o ouvem; palermas, os políticos de meia tigela que cavalgam a onda da estupidez e, sem saberem do que falam, juntam a voz aos acusadores. E assim vai engrossando a chusma dos descontentes, descontentes e desinformados, que nem se lembram de condenar os incendiários porque o que tem mais sainete é acusar os políticos, de preferência os de Lisboa. Porque condenar os autarcas labregos que falam muito e não fazem nada isso também não é sexy, o que é sexy é acusar os outros, os que estão longe do povo, lá em cima.
Até que, um dia, um qualquer saloio que a malta conhece bem das televisões -- quiçá um daqueles comentadores de futebol, um dos que diz as verdades todas, seja lá o que isso signifique no mundo dos comentadores de futebol -- aparece a dizer coisas com ar muito convicto, a dizer que:
também é contra os políticos -- e, se forem dos que se sentam Lisboa, então, nem vê-los
e que está ali para devolver o poder às pessoas,
e tornar o país grande outra vez,
e nada de imigrantes nem de perigosos esfomeados,
e mulheres feias nem vê-las, que a essas nem dá vontade de agarrá-las pela pussy,
e homens que têm a mania que são inteligentes, esses que voltem para os seus empregos de porcaria e deixem trabalhar quem quer ajudar o povo.
E a malta, que gosta de dizer mal de tudo, vai acolher de braços abertos esse salvador da pátria, um igual a eles, um que também diz mal de tudo, e por mais porcaria que faça, aí estarão a defendê-lo. E, sempre que saírem notícias a denunciar o chauvinismo, a xenofobia, a misoginia, o racismo e a estupidez encartadas da criatura, saltarão a pés juntos para defender o seu ídolo porque tudo o que se diz são fake news.
E, claro, também acabarão por achar que isso do planeta é treta, aquecimento global my ass, e, se for preciso, defenderão também que a terra é plana e que isso da evolução das espécies é puro charlatanismo, sendo Darwin o charlatão-mor.
E o que desejo é que, se tal desgraça um dia nos vier bater à nossa porta -- porque ter tanta gente a eleger e a defender alimárias como o Trump ou como o Bolsonaro é uma verdadeira desgraça -- nos apareça alguém tão frontal e tão divertido como o Randy Rainbow.
De vez em quando dá-me para o pessimismo e dou por mim a pensar que isto ainda não vai acabar bem. E isto é, nada mais, nada menos, que o mundo. Pessimista que é pessimista não faz por menos. Nada de dramazinho particular, choradinho pífio. Nada disso. Se é para antecipar desgraças pois que seja em grande, a malta toda a implodir, coisa assim, tragédia do mais tenebroso que há.
E digo isto porque.
Nestes momentos em que me parece que estamos a ser absorvidos por um buraco negro, sinto-me especialmente perplexa e assustada por ver que, um pouco por todo o lado, o povo -- e nessas alturas deixo-me de delicadezas e mentalmente digo 'a populaça' -- parece que gosta de lamber o rabo de quem o pontapeia. Vai um país a votos e os que mais têm a perder são os que mais depressa votam nos maiores estafermos.
Pessimista mas ainda com um resquício de racionalidade, penso que não admira: os mais carentes de tudo são os mais vulneráveis, os mais facilmente manipuláveis. Mas como pobres, dependentes de apoios, pouco escolados, mal informados e etc. são a maioria, são eles que decidem as eleições. E, portanto, se aparecer um anormal qualquer a dizer que vai correr com os bandidos, os malandros e os imigrantes a varapau, o zé povo aplaude e, sem pestanejar, brinda-o com likes no Face e no Insta e, na altura de votar, entrega-lhe o voto. E nem cuida de saber que, na boca dos malucos como o Trump, o Bolsonaro, a Le Pen e tantos outros, os bandidos, os malandros e os imigrantes são justamente eles, os pobres, as vítimas.
Só que, para meu bem, apenas sou pessimista a espaços. Poupo-me o mais que posso. Portanto, passado pouco tempo, já eu estou a consolar-me, a desfiar argumentos beneméritos, que toda a história foi sempre este descer ladeira abaixo -- e forço a redundância, descer-abaixo -- que sempre pareceu que o mundo estava a bater no fundo, e que, afinal de contas, como uma bola saltitona, volta e meia surpreende o mundinho com lampejos, momentos de luz.
Mas, não sei se já repararam, também sou dada à dialética. É que, logo a seguir, ocorre-me que nada de optimismos vãos porque momentos de esperança só mesmo nos momentos de ruptura, coisa breve, quando a malta ainda está boquiaberta a ver no que a disrupção vai dar. Fogachos. Porque, logo a seguir, mal a poeira assenta, já a malta se divide, uns a acharem que afinal foi só fumaça, outros a reivindicarem outra coisa, que não era para ser nada daquilo, outros a quererem combater, outros a quererem mais, outros a quererem menos. E quanto mais letrados, mais dados a frioleiras, pior. Gente que usa a cabeça é gente infeliz, parece que nunca nada está bem, uma seca. Passam a vida a dissertar, a jogar conversa fora, ninguém aguenta. E, por isso, a maltosa, a dita populaça, farta de conversa, vai mas é na lábia fácil, no mamar doce dos badamerdas deste mundo, dos populistas, das bestas quadradas, dos tiranos e tiranetes, dos fascistas ou dos simples palhaços.
E aqui chegada.
Não sei tirar nenhuma conclusão. Uma ou outra bissectriz eu ainda sei tirar. Agora conclusão no meio de uma confusão destas eu não sei. Isto é coisa para se resolver com recurso a grafos, a heurísticas, a algoritmos desencabrestados no meio de topologias aluadas. Na volta, aqui é que entrava bem a tal de inteligência artificial.
Entretanto, aconselho-me a não me preocupar muito com inequações que gostam de se fazer difíceis e a, em vez disso, me divertir a observar com quem consegue rir-se dessa desqualificada tropa fandanga.
Imagino que ao longo dos tempos sempre tenha havido isto de algumas pessoas acharem que se caminha a passos a«largos para o fim dos tempos. Ou isso, ou que se está a bater no fundo. Ou que, depois disto, só a hecatombe. Portanto, não creio que faça parte de algum grupo de vencidos da vida new age ou que esteja a ser minimamente original. Desiludidos e descrentes sempre os houve e, enquanto por cá andarmos, sempre os haverá.
Não tenho conta de Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter e não apenas isso não me atrai e não me é útil como considero, e desde o início o considero, que mais do que plataformas de partilha, elas facilmente podem ser usadas como armas contra a liberdade e contra a democracia. E isto não apenas pelas ferramentas em si como pela forma desregulada como são utilizadas. Claro que há formas legítimas de as usar, mas mesmo essas podem alimentar armas ilegítimas (como tem sido sobejamente noticiado e como, certamente, na maioria dos casos, nos é ocultado).
Está provado que grande parte da população tem hoje, como principal fonte de informação, o que circula nas redes sociais. Mais: está provado que, mesmo que inúmeras vozes credíveis denunciem a falsidade de parte dessa informação, as pessoas acreditam mais facilmente nas mentiras do que nas denúncias de falsidade.
E isto acontece porque os humanos são bichos dados à burrice. Ainda recentemente vivi uma situação em que uma criatura, tida como uma estrela, e venerada e paga como tal, mentiu, tomou decisões erradas, umas a seguir às outras, causou estragos de monta e, quando alguém tentou alertar para o que estava a passar-se, foi apontada como desagradável, como alguém que apenas quis denegrir a imagem de uma estrela. Mesmo perante evidências, claras como a água, as pessoas preferem acreditar em histórias nebulosas, mal contadas, manipuladas. A verdade por vezes é crua, pode ferir a vista. Por isso, grande parte dos humanos prefere filtros, névoas, embustes.
O que se passou e passa nos Estados Unidos, o que aconteceu no Brasil, o que acontece em Itália são exemplos do que acabo de dizer. Tudo o que aqueles populistas, ignorantes e estúpidos têm dito e feito, deveria merecer um drástico repúdio, um valente chega para lá. Mas não. Os seus defensores continuam a defendê-los. Porque são igualmente ignorantes e estúpidas, por preguiça, por cegueira...? Não sei. Presumo que por um misto de tudo isso.
Hoje foi notícia que a namorada de Matteo Salvini, o populista direitolas de Itália, anunciou no Instagram que estão separados. E qual a melhor forma de o anunciar? Pois bem: com uma fotografia de ambos na cama, ele aparentemente nu, ela de roupão, perna ao léu. Tudo bizarro, estúpido, injustificável. Qual a lógica de anunciar uma separação numa rede social? Qual a lógica de o fazer ostentando uma fotografia mais ou menos íntima? Qual a lógica disto quando ele é o rosto de um governo que envergonha os italianos* e a Europa? Zero. Lógica nenhuma. Mas é o fruto do tempo, quiçá o novo normal.
* Isto numa altura em que Itália pasma com a anormalidade do dito animal que, perante o drama das cheias, faz uma selfie a andar de barco em Veneza, todo pimpão, a fazer um like. Houve um tempo em que nos governos havia estadistas, gente de bem. Gente, pelo menos com decência, com bom senso. Agora é isto. E é nisto que a maioria anda a votar.
Entretanto, os Estados Unidos vão a votos e eu estou curiosa para ver o que se passa. Provavelmente os que gostam de andar armados até aos dentes e que têm fobia de imigrantes e de comunistas em geral, seja lá o que isso, nos States, significar, irão votar em Trump como antes votaram. Não há evidências que lhes entrem pelos olhos adentro porque, simplesmente, se recusam a ver.
Salva-se o humor e, de novo, aqui trago Randy Rainbow a quem acho graça pela irreverência directa, sem meias palavras. Pode ser que consiga influenciar três ou quatro indecisos.
Gostava tanto que Trump fosse corrido, banido, humilhado, gozado. Ainda me parece impossível que o mundo assista impotente a uma coisa destas. Mas quando se começa a trilhar o caminho da mediocridade, tudo ajuda à festa e as consequências são todas as que se possam e não possam imaginar. O populismo é o ninho na qual os ovos de serpente melhor fruto dão.
Valha-nos o ridículo que, de tão incomensurável, inspira os humoristas. Randy Rainbow é um dos que anda em cima de Trump... e não as poupa.
Ali tudo é mau de mais. Quando os Estados Unidos, a seguir ao Obama, escolhem (ou são levados a escolher, tanto me dá) um palhaço como o Trump, tudo se pode esperar.
Os cépticos dirão que o Obama também não foi grande coisa e rapidamente apontarão algumas falhas lamentáveis na sua governação. Mas os cépticos vivem afogados no permanente fel que lhes azeda a existência, valorizando tudo o que é mau e desvalorizando tudo o que é bom ou razoável. Portanto, passo adiante e foco-me na desgraça a que, agora, quotidianamente, se assiste.
E o que é um facto incontornável é que a aldrabice, por mais esfarrapada que seja, ali campeia a par e passo com a vigarice, a chantagem, a ameaça, a desconsideração, o mais descarado vale-tudo, a ausência de escrúpulos, de coerência e, até, de cultura ou boa educação.
O que cerca Trump poderia ser um reality show rasca, ao nível dos da TVI, aqueles Love on Top ou Quinta dos Segredos ou das Celebridades ou o que for em que dá ideia que repescam tudo o que é vadiagem, prostituição, futilidade, pimbalhada e ignorância. O mesmo baixo nível que se encontra na entourage de Trump. A gente até se esquece que aquilo é a Casa Branca.
Os escândalos rebentam como castanhas quentes e cada qual mais cabeludo que o anterior. Artistas porno, adultérios, advogados que compram o silêncio, jogadas com agentes russos envolvendo hackers e produtores de sites e de fake news - you name it. Que tenha metido a filha o genro ali no meio até já é pormenor. Tudo ali parece inverosímil e, para perplexidade geral, é sempre tudo verdade.
Claro que lá chegará o dia em que a justiça se encarregará de varrer de lá esta sinistra e macarrónica figura. Mas, enquanto isso não acontece, o mundo vai assistindo, pasmado, à sistemática degradação completa dos princípios, da ética, do civismo.
No entanto sabido é que, onde há um risco para uns, há uma oportunidade para outros.
Comediantes, cartoonistas, jornais e revistas têm uma fonte de inspiração diária. Será fraco o consolo mas, enfim, não havendo outras alegrias, que se aproveitem estas.
Aqui abaixo, em mais um suculento vídeo, o talentoso Randy Rainbow parodia o recente escândalo Omarosa, mais uma ex-fiel que, agora, virou inimiga número 1, ameaçando poder fazer muitos mais estragos.
Tenho para mim que os populistas são altamente perigosos, mais perigosos que os bandidos encartados, que ladrões de esticão, que malta que cospe na sopa ou goza com velhinhas. Os populistas sabem ser simpáticos, ser sorridentes, sabem fazer promessas que são um engodo para os desvalidos, chegam mesmo a distribuir umas esmolas que sabem a tesouro aos pobrezinhos. Os mais desfavorecidos são, pois, o grande apoio deste tipo de gente. Regra geral, os populistas têm também uma conversa em que apelam ao medo -- aparecendo, a seguir, a prometer protecção. E aí, portanto, têm os mais indefesos a suportá-los.
Têm ainda alguns traços comuns: não têm escrúpulos, não distinguem a verdade da mentira, são egocêntricos, ambiciosos, são destituídos de remorsos, de consciência, de empatia.
São perigosos porque enganam muita gente. São perigosos porque são imprevisíveis, incontroláveis. São perigosos. Ponto.
Trump, a um nível transnacional, tal como tantos palhaços por aí -- e, a nível tuguinha e nos tempos recentes, lembremo-nos de Bruno de Carvalho no Sporting -- eles alimentam-se da iliteracia que abunda nas redes sociais e da presença omnimediática. Os tempos desregulados em que vivemos são pasto favorável para animais destes.
Imagine-se, pois, o terreno favorável que é a própria terra do animal, uma terra onde há brutamontes aos molhos. Apesar de Trump ser uma óbvia cavalgadura, ganhou as eleições (é certo que com muitas maozinhas escondidas atrás das moitas). Mas ganhou. Está lá.
Gente inculta, deformada, gente com cérebros deturpados, atrofiados. Não são todos. Mas são muitos os que são assim.
O vídeo abaixo, muito recente, dá que pensar. É certo que a amostra pode não ser significativa mas, caraças, é assustador. Aquela gente não vê boi de coisa nenhuma. Não sabem o nome de países, não fazem ideia das geografias, não fazem ideia de nada.
Como podem eles perceber que são governados por uma besta populista se nem fazem ideia onde se situa o país em que vivem?
Vejam, por favor. Passou no programa de Jimmy Kimmel.
Can you name a country?
Em contrapartida, extraordinária é a canção do expressivo Randy Rainbow. Humor do bom. Os States são um vexante atraso de vida mas são também o país da democracia e onde o humor cintila.
Vejam também, por favor. A very stable genius.
Só para lembrar: estamos a falar do maior trafulha dos tempos modernos, um doido e descarado trapalhão. Passará à história como palhaço. E digo isto na esperança que seja corrido antes que tenha oportunidade de fazer mal a sério.
Agora diz que se enganou ao falar da interferência russa nas eleições. Mentiras parvas, imaturidades de babaca.
Igualmente: ver para crer.
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Ai és tão lindo
Um cabelinho à fo...-se mesmo lindo
Uma sugestão à Melania:
abra uma excepção e vá ao quarto do estupor e.... corte-lhe a palha capilar... à escovinha.