Pelas palavras que as pessoas escrevem no Google e através das quais chegam até ao Um Jeito Manso vou percebendo o que lhes desperta a curiosidade ou o que as preocupa.
Uma das questões recorrentes tem a ver com o caso entre um administrador de uma das grandes empresas do país e uma conhecida figura da museologia (digamos assim). Por razões óbvias, não vou aqui escrever os seus nomes pois se não espalho boatos ou fofocas ao vivo, não é aqui que o vou fazer. O que posso dizer é que muita gente suspeita disso, até a julgar pelo número de vezes que o escrevem no google. Posso também confirmar que uma vez, há já uns quantos anos, amigos meus que vinham dos EUA, vieram no mesmo avião que eles e, pelo que viram, acharam que se ainda não tinha rolado, já tinha pintado (ou vice-versa).
Claro que, haja o que houver, não o iriam assumir: ele é casado e bom rapaz e uma figura exemplar e ela tem pouco de mulher convencional. Mesmo que ele fosse livre, ela não se sentiria publicamente confortável ao lado de um senhor administrador tão bem comportado, tão by the book. Não joga a bota com a perdigota.
E são opções de vida. Viver uma, às claras, segundo os cânones e outra, clandestina, segundo o que os sentimentos pedem - é o que muitas pessoas fazem e lá saberão porquê. Talvez pelos filhos, ou pelos pais, ou pela opinião dos outros, ou por qualquer outra coisa.
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A dama do burlesco, Dita van Teese, muito silicone, muitas plásticas, o corpo como objecto
Russel Crowe, um Óscar e 1 Globo de Ouro e várias nomeações para ambos os prémios |
É uma coisa como o que agora se comenta em relação ao reputado (e agora, de novo, solteiro) Russel Crowe: que ali haverá coisa com a Dita van Teese, essa grande maluca... Um casal que teria alguma graça pois aparentemente têm pouco a ver um com o outro. Mas isto, já se sabe: os opostos atraem-se. Nada a fazer.
Meio mundo comenta o caso entre o calmeirão, meio abrutalhado, Crowe e a trabalhada e sofisticada Dita mas eles não confirmam e as fotografias de um ao pé do outro são meras justaposições já que, publicamente, não se assumem como casal.
Uma das outras questões que me aparece dia sim, dia não, aqui nas estatísticas do blogue tem a ver com a orientação sexual de um conhecido deputado, figura assaz interveniente na sua área de especialidade. Pois, isso não sei. Já o vi ao vivo, estive ao lado dele numa fila e achei-o com ar de rapaz sensível, talvez um pouco amaneirado, tom de voz a atirar para o som da gaitinha. Mas, enfim, daí não se conclui nada. E, se for homossexual, daí não virá qualquer mal ao mundo - mas já das suas orientações políticas não se poderá dizer a mesma coisa.
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Jodie Foster e Cydney Bernard,
a sua companheira durante cerca de 14 anos |
Mas pode ser que um dia, na AR, quando subir ao púlpito para falar das questões de que costuma ocupar-se, deixe os colegas deputados de boca aberta com uma declaração idêntica à de Jodie Foster, 50 anos plenos de elegância e carácter, na entrega dos Globos de Ouro, que declarou que não ia ali assumir a sua
saída do armário porque já o tinha feito há muitos anos.
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Tirando isto, pouco mais tenho a dizer. A política nacional anda um saco, só pinderiquices, a política anda pelas ruas da amargura, um baixo nível que até mete dó, a economia e as finanças não saem do ground zero, só tretas, tretas, tretas. A situação internacional também a desgraça do costume - e eu com falta de paciência para tudo isto, desgraças e tretas nem vê-las.
Acontecem, seguramente milhares de coisas boas mas a comunicação social só fareja o sangue, a miséria, o abandalhamento e eu estou cansada disso.
Por isso, por agora, como é notório, assim como assim, prefiro ocupar-me da espuma dos dias.
Ou seja, por hoje, a falar de mais alguma coisa, só se for para referir aqui o assunto de que um Leitor me falou num dos seus comentários de ontem e isso, sim, é caso para preocupar as mulheres, especialmente as que vivem com homens ainda na flor da idade.
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Muitas ralações.... e depois dá no que dá |
Já no outro dia eu tinha visto uma reportagem na televisão. Os mais velhos na maior, mas os mais novos a patinarem. Apareceu também um homem, uns quarenta e tal anos, por aí, que, com muita naturalidade, confirmava, dizia que sim, e acrescentava qualquer coisa como que, com a crise, a coisa escasseava, que antes era para aí 2 ou 3 vezes por mês e que agora é isso mas por ano. Coitado. Mas ele dizia isso com resignação. A gente habitua-se a tudo, é um facto.
O cansaço, stress, crise e problemas na relação podem ser as causas da falta de desejo sexual masculino, segundo um estudo realizado por Ana Carvalheira, investigadora do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) e apresentado em Lisboa. A investigação envolveu 5255 homens heterossexuais em três países de "grandes diferenças culturais" como Portugal, Croácia e Noruega.
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14,4 por cento admitiu falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses |
Os homens entre 30 e 39 anos são os que mais reconhecem diminuição de desejo sexual (24,1 por cento), um caso que, segundo a investigadora, “apesar de não serem resultados preocupantes”, este grupo etário está mais vulnerável à crise, e problemas como o divórcio, desemprego ou a paternidade. "Nesse período da vida é quando se casam, têm filhos, se divorciam ou realizam um maior investimento na carreira profissional", refere.
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A vitalidade e a alegria do amor entre os mais maduros |
Apenas dez por cento dos homens com mais de 60 anos reconheceram perda de interesse sexual.
A investigadora assume que a crise económica pode afectar a vida sexual masculina, mas sugere o sexo como "uma forma de aliviar o stresse"
Ou seja, de acordo com a investigadora, nestes tempos de crise e desânimo, nada como o sexo para espantar as tristezas e afastar preocupações. Aqui fica, pois, a dica a bem do alívio do stress dos meus leitores (masculinos ou femininos, que isto faz bem a toda a gente)
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E por aqui me fico. Mas não sem antes vos convidar a ir até ao meu
Ginjal e Lisboa. Mas vou já avisando que o texto de hoje tem bolinha encarnada no canto (... não tem mas, se calhar, devia ter...) mas
a culpa não é minha, é do outro menino. E, assim, reparo uma tremenda injustiça, levando ao Ginjal pela primeira vez
José Régio - e logo com o seu
caliente Monólogo a Dois. A música é um novo momento feliz, Luís Represas e João Gil (e algum dos dois deve ser um amável sisudo mas eu não sei qual, pois parecem-me ambos muito amáveis e pouco sisudos)
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E, assim sendo, nada mais.
Tenham, meus Queridos Leitores, uma quarta feira 'a bombar'... ou seja, mesmo, mesmo muito boa.