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domingo, fevereiro 03, 2019

Com o Richard Gere o Arnaud du Tilh da Rede do Mr. X fica ainda mais interessante


Há uns anos vi o filme e, claro, sendo eu devota de Richard Gere desde os tempos do saudoso Gigolo, até ao Breathless, passando pelo Oficial e Cavalheiro, gostei bastante. Tinha, além do mais, Jodie Foster como a mulher estranhamente iludida, tinha uma história muito interessante com fundo verídico e tinha paixão, drama e estranheza.

A propósito de embustes, ilusões e coisas não muito fáceis de explicar, andou Mr. X a contar, em fascículos, a história de Arnaud. Chamou-lhe a Rede e deixo o link para o epílogo. E eu, lendo-a, tive vontade de rever imagens de Sommersby, ainda com pena do exagero do desfecho. Naquela altura, a malta era de extremos e gostava deles. De cada vez que havia enforcamento era uma festa. 
Sendo eu, por princípio e em regra, muito contrária a penas exageradas que retiram partes da vida a pessoas que talvez conseguissem regenerar-se se a pena fosse mais razoável, não posso deixar de sentir alguma inquietação por uma pessoa como a que a Conceição Lino reportou na reportagem da SIC -- pessoa essa que manipulou e condicionou a vida de várias outras -- continuar a exercer a sua profissão de professora do ensino básico. Perante uma situação destas, que mereceu uma condenação (light) em tribunal, não deveria aquela criatura ser sujeita a testes psicológicos para se verificar se tem  a estabilidade emocional e a estrutura mental adequadas ao exercício da sua função? Afinal, um professor do ensino básico ajuda a estruturar a personalidade das crianças à sua guarda na escola e nem imagino que danos lhes poderá causar se tiver comportamentos desviantes, manipuladores, estranhos.
 Mas, enfim, let's look at the trailer. 

Sommersby com Richard Gere e Jodie Foster



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E queiram continuar a  descer para as adivinhas, nomeadamente para a que ainda está em aberto: a do tomate roxo (que vem à mistura com a CGD, os enfermeiros, o PCP, a Elizabeth Holmes e etc).

domingo, agosto 04, 2013

O tempo passou na janela, só Carolina não viu. Mas há pessoas por quem o tempo passa muito bem.


A esta hora já não tenho cabeça para coisas que me façam puxar pelo intelecto. Por isso, depois de afazeres múltiplos sentei-me aqui a ouvir música. Escolhi a Carolina de Chico Buarque com a Carminho, uma maravilha. Quis colocá-la no Um Jeito Manso mas não é possível incorporá-la no blogue. Por isso, desisti.

Lembrei-me, então, que, no outro dia, no Público, vi como algumas figuras públicas ganhavam em beleza com a idade (essencialmente artistas de cinema, se bem me lembro). Hoje tentei rever isso mas não encontrei. Nabice minha, certamente. O sono tira-me a inteligência.

A inteligência e a paciência: também não tive paciência para andar à procura.

Resolvi, então, encontrar eu imagens de pessoas que mantivessem a beleza ou o carisma com o passar do tempo. Difícil é escolher mas a esta hora também não tenho pedalada para superar dificuldades. Por isso, vou aqui colocar apenas o que me vier à cabeça em primeiro lugar, três homens e três mulheres.

E é isso que vos vou mostrar e não me perguntem a que propósito vem isto hoje porque não faço ideia. Tenho é pena de não ser capaz de pôr as fotografias do antes e do agora, ao lado uma da outra. Se calhar, se me esforçasse, conseguiria. Mas a verdade é que também não tenho paciência para investigações nestas matérias.


Homens (especiais)





Chico Buarque, um senhor, um sedutor, um homem com uma grande pinta e a quem o tempo não retira uma pitada de charme. 


A voz parece que foi feita para nos prender. Um fiozinho de voz que nos enleia.


(Chico Buarque nasceu em 1944)



António Fagundes, encantou-me pela primeira vez como Cacá já lá vão uns mil anos. Gozão, folgazão, lindão.


E o tempo só tem feito maravilhas com ele. Tem um charme, uma voz e um corpo que até fazem impressão.


(António Fagundes nasceu em 1949)

  

José Mourinho é um desafiador, um insubmisso, um homem com uma enorme auto-confiança. Por vezes arrelia ver o que parece ser arrogância. Mas a verdade é que consegue bons resultados por onde passa (com uma ou outra excepçãozita que não vale a pena trazer para aqui). Mas, independentemente disso, tem charme, tem carisma e é bonito - e parece que cada vez mais.


(José Mourinho nasceu em 1963)

[Não faço ideia de como é que às vezes consigo pôr duas fotografias ao lado uma da outra, nem porque é que umas vezes consigo escrever o texto ao lado ou ao meio e outras vezes nem pouco mais ou menos. Calha. E já estou maçada com isto porque fica sem uma linha gráfica coerente mas, paciência, fica mesmo assim]


Mulheres (especiais)
























Jodie Foster (aliás, Alicia Foster) nasceu bonita e cresceu sob a luz dos holofotes. Muito talentosa, uma actriz ímpar, com uma personalidade extraordinária, continua bela e, por onde passa, irradia luz e carisma. A idade não a perturba nem lhe retira elegância e graça.



(Jodie Foster nasceu em 1962)





Carolina de Mónaco foi famosa desde que nasceu filha de pais famosos, príncipes de um prinicipado que mais parece de brincadeira. Um rochedo, um mar azul, barcos, casinos, beautiful people. tem tido uma vida de paixões, desamores, infelicidades. Tudo sob exposição pública. Nasceu muito bonita, uma princesa simpática. O tempo não lhe tem retirado a elegância, a dignidade, a beleza.


É mãe de filhos lindos, uma das quais, Charlotte, a faz lembrar quando jovem. Carolina já é avó (mas avozinha só se for para despertar maus instintos aos lobos maus que por aí andam...)


(Carolina Grimaldi nasceu em 1957)




Rita Blanco é uma das nossas maiores artistas. Não se leva a sério, é uma mulher livre, tem uma personalidade forte, tem um sentido de humor desconcertante. 


À primeira vista pode parecer que não liga muito à sua imagem mas a verdade é que é elegante, moderna e, na sua simplicidade, tem charme e carácter.


(Rita Blanco nasceu em 1963)


***

Não é a Carminho com o Chico. Nem a Carolina. Esses só aqui.

É Chico Buarque com Bebel Gilberto: A mais bonita. 




***

E tenham, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo!


quinta-feira, janeiro 17, 2013

Amores clandestinos, amores negados, amores assumidos. Rumores, suspeitas e confirmações. Um pouco de tudo. E a orientação sexual de um certo deputado. E a falta de 'pica' dos homens entre os 30 e os 39 anos. E a vitalidade dos que têm mais de 60. E o conselho de Ana Carvalheira que, contra a crise e o stress, aconselha o sexo. Nem mais.


Pelas palavras que as pessoas escrevem no Google e através das quais chegam até ao Um Jeito Manso vou percebendo o que lhes desperta a curiosidade ou o que as preocupa.

Uma das questões recorrentes tem a ver com o caso entre um administrador de uma das grandes empresas do país e uma conhecida figura da museologia (digamos assim). Por razões óbvias, não vou aqui escrever os seus nomes pois se não espalho boatos ou fofocas ao vivo, não é aqui que o vou fazer. O que posso dizer é que muita gente suspeita disso, até a julgar pelo número de vezes que o escrevem no google. Posso também confirmar que uma vez, há já uns quantos anos, amigos meus que vinham dos EUA, vieram no mesmo avião que eles e, pelo que viram, acharam que se ainda não tinha rolado, já tinha pintado (ou vice-versa).

Claro que, haja o que houver, não o iriam assumir: ele é casado e bom rapaz e uma figura exemplar e ela tem pouco de mulher convencional. Mesmo que ele fosse livre, ela não se sentiria publicamente confortável ao lado de um senhor administrador tão bem comportado, tão by the book. Não joga a bota com a perdigota.

E são opções de vida. Viver uma, às claras, segundo os cânones e outra, clandestina, segundo o que os sentimentos pedem - é o que muitas pessoas fazem e lá saberão porquê. Talvez pelos filhos, ou pelos pais, ou pela opinião dos outros, ou por qualquer outra coisa.



A dama do burlesco, Dita van Teese, muito silicone, muitas plásticas, o corpo como objecto
Russel Crowe, um Óscar e 1 Globo de Ouro e várias nomeações para ambos os prémios


É uma coisa como o que agora se comenta em relação ao reputado (e agora, de novo, solteiro) Russel Crowe: que ali haverá coisa com a Dita van Teese, essa grande maluca...  Um casal que teria alguma graça pois aparentemente têm pouco a ver um com o outro. Mas isto, já se sabe: os opostos atraem-se. Nada a fazer.

Meio mundo comenta o caso entre o calmeirão, meio abrutalhado, Crowe e a trabalhada e sofisticada Dita mas eles não confirmam e as fotografias de um ao pé do outro são meras justaposições já que, publicamente, não se assumem como casal.


Uma das outras questões que me aparece dia sim, dia não, aqui nas estatísticas do blogue tem a ver com a orientação sexual de um conhecido deputado, figura assaz interveniente na sua área de especialidade. Pois, isso não sei. Já o vi ao vivo, estive ao lado dele numa fila e achei-o com ar de rapaz sensível, talvez um pouco amaneirado, tom de voz a atirar para o som da gaitinha. Mas, enfim, daí não se conclui nada. E, se for homossexual, daí não virá qualquer mal ao mundo - mas já das suas orientações políticas não se poderá dizer a mesma coisa.


Jodie Foster e Cydney Bernard,
a sua companheira durante cerca de 14 anos


Mas pode ser que um dia, na AR, quando subir ao púlpito para falar das questões de que costuma ocupar-se, deixe os colegas deputados de boca aberta com uma declaração idêntica à de Jodie Foster, 50 anos plenos de elegância e carácter, na entrega dos Globos de Ouro, que declarou que não ia ali assumir a sua saída do armário porque já o tinha feito há muitos anos.

*

Tirando isto, pouco mais tenho a dizer. A política nacional anda um saco, só pinderiquices, a política anda pelas ruas da amargura, um baixo nível que até mete dó, a economia e as finanças não saem do ground zero, só tretas, tretas, tretas. A situação internacional também a desgraça do costume - e eu com falta de paciência para tudo isto, desgraças e tretas nem vê-las.

Acontecem, seguramente milhares de coisas boas mas a comunicação social só fareja o sangue, a miséria, o abandalhamento e eu estou cansada disso.

Por isso, por agora, como é notório, assim como assim, prefiro ocupar-me da espuma dos dias.

Ou seja, por hoje, a falar de mais alguma coisa, só se for para referir aqui o assunto de que um Leitor me falou num dos seus comentários de ontem e isso, sim, é caso para preocupar as mulheres, especialmente as que vivem com homens ainda na flor da idade.



Muitas ralações.... e depois dá no que dá


Já no outro dia eu tinha visto uma reportagem na televisão. Os mais velhos na maior, mas os mais novos a patinarem. Apareceu também um homem, uns quarenta e tal anos, por aí, que, com muita naturalidade, confirmava, dizia que sim, e acrescentava qualquer coisa como que, com a crise, a coisa escasseava, que antes era para aí 2 ou 3 vezes por mês e que agora é isso mas por ano. Coitado. Mas ele dizia isso com resignação. A gente habitua-se a tudo, é um facto.

Recorro de novo ao site Ciência Hoje e transcrevo:

O cansaço, stress, crise e problemas na relação podem ser as causas da falta de desejo sexual masculino, segundo um estudo realizado por Ana Carvalheira, investigadora do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) e apresentado em Lisboa. A investigação envolveu 5255 homens heterossexuais em três países de "grandes diferenças culturais" como Portugal, Croácia e Noruega.



14,4 por cento admitiu falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses


Os homens entre 30 e 39 anos são os que mais reconhecem diminuição de desejo sexual (24,1 por cento), um caso que, segundo a investigadora, “apesar de não serem resultados preocupantes”, este grupo etário está mais vulnerável à crise, e problemas como o divórcio, desemprego ou a paternidade. "Nesse período da vida é quando se casam, têm filhos, se divorciam ou realizam um maior investimento na carreira profissional", refere.



A vitalidade e a alegria do amor entre os mais maduros


Apenas dez por cento dos homens com mais de 60 anos reconheceram perda de interesse sexual.


A investigadora assume que a crise económica pode afectar a vida sexual masculina, mas sugere o sexo como "uma forma de aliviar o stresse"


Ou seja, de acordo com a investigadora, nestes tempos de crise e desânimo, nada como o sexo para espantar as tristezas e afastar preocupações. Aqui fica, pois, a dica a bem do alívio do stress dos meus leitores (masculinos ou femininos, que isto faz bem a toda a gente)



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E por aqui me fico. Mas não sem antes vos convidar a ir até ao meu Ginjal e Lisboa. Mas vou já avisando que o texto de hoje tem bolinha encarnada no canto (... não tem mas, se calhar, devia ter...) mas a culpa não é minha, é do outro menino. E, assim, reparo uma tremenda injustiça, levando ao Ginjal pela primeira vez José Régio - e logo com o seu caliente Monólogo a Dois. A música é um novo momento feliz, Luís Represas e João Gil (e algum dos dois deve ser um amável sisudo mas eu não sei qual, pois parecem-me ambos muito amáveis e pouco sisudos)


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E, assim sendo, nada mais. 
Tenham, meus Queridos Leitores, uma quarta feira 'a bombar'... ou seja, mesmo, mesmo muito boa.