Já aqui escrevi várias vezes que a maioria dos ministros deste governo não têm nem conhecimentos nem capacidade para exercerem as funções que ocupam. A notória, manifesta e indecente incapacidade do governo para gerir crises bem o demonstra.
Os expoentes máximos desta incompetência são a ministra da saúde, o ministro da defesa, o ministro da presidência e a antiga e atual ministras da administração interna.
Quem vê a actual ministra na televisão com ar de pânico a dizer parvoíces aos jornalistas pode imaginar o que será esta mulher a dirigir uma reunião em que têm que ser tomadas decisões acertadas e urgentes. Um zero à esquerda. Apostaria que cada vez que é preciso tomar uma decisão se levanta para ir ao WC para não ter que opinar.
Mas acima desta gente temos o Montenegro, e aí a coisa é diferente. O Montenegro é um tipo "fino", que, como já aqui escrevi várias vezes, se está absolutamente nas tintas para a populaça e só pensa nos votos que o podem manter no governo e, assim, defender os interesses próprios e daqueles que o suportam no partido e nos vários setores da economia (por exemplo, acredito que a ministra da saúde só é mantida no cargo porque nomeou laranjas que não acabam e porque defende os setores privados da saúde -- e que se lixe se criou o caos no sistema de saúde).
A forma como se desviou da verdade em diversos assuntos (o caso Spinumviva é exemplar), as leis que aprovou como a lei dos estrangeiros e a lei da nacionalidade ou as que tenta aprovar como o novo código do trabalho revelam que o que interessa é seguir a vontade dos populistas e dos grupos económicos mais retrógrados, sem olhar aos interesses da maioria dos portugueses.
Mas, na crise atual, o Montenegro ultrapassou os limites. Na declaração que fez, a forma como abordou os acidentes e fatalidades que ocorreram é nojenta. Na minha opinião não o fez porque se enganou. Proferiu aquelas palavras porque é realmente o que pensa e, num momento de stress, não conseguiu, ao contrário do que é costume, dizer o que convinha e não o que pensa. Uma vergonha! No mínimo devia pedir desculpa. Só falta vir agora o Marcelo tentar desculpá-lo. Espero tudo do secretário do Montenegro em Belém que, por acaso, é o pior presidente dos últimos cinquenta anos.
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