Do pouco que vi televisão, concluí que continua o mistério: ninguém sabe do Montenegro. Mas todos relevam porque supostamente vai aparecer para defender o orçamento. Se aparecer ele e não for um clone a ocupar o seu lugar, certamente fará aquele sorrisinho sacanóide de quem tem alguma na manga para entalar o próximo. Mas quem é que o leva a sério quando já toda a gente constatou que, quando a coisa aperta, o menino fica em casa, deve dizer que lhe dói a barriga, que não quer ir à escola?
A mim o que me causa agora ainda mais pasmo é que li que o IHRU nada em dinheiro, aos mil milhões para isto, mil mil milhões para acolá. Julgava eu que o grande problema era não haver dinheiro. Não senhor, é o que não falta. Portanto, uma vez que dali não sai obra que se veja, só pode estar entregue a um bando de anhucas que se ensarilham em burocracia e/ou se embrulham em incompetência.
Em vez de irem buscar gestores que saibam dar ao pedal e que conheçam da poda, foram buscar o amigo de Esposende, fiel apaniguado do Hugo Soares e do gémeo Montenegro, que deve andar a nadar fora de água, sem saber como dar corda aos sapatos.
E em vez da Oposição se centrar nisto e em coisas determinantes para os temas graves do país, andam todos armados em baratas tontas, a contar bastões ou a discutir se a lei das manifs deve ser alterada. Então não deviam era chamar o Benjamim à pedra e ele que dissesse qual o plano faseado para resolver a crise da habitação?
Outra coisa que vi comprovada pelo Centeno é o que já aqui abordei. O dinheiro que os artistas das Finanças nos vão fazer chegar a mais em novembro e no subsídio de Natal pouco tem a ver com a mísera redução das tabelas de retenção de IRS. É um simples empréstimo para agora a malta ter mais uns trocos para gastar pelo Natal, mas que terá que devolver quando fizer o acerto para o ano. Disse o Centeno e bem que a oposição bem que pode ver como pode essa verba reverter para a malta em vez de, via pagamento de IRS, o devolver ao piu-piu do Sarmento e ao chico-esperto do Mentenegro. Vamos ver o que estes tempos de negociação de orçamento nos reservam.
Os tempos políticos andam efervescentes.
Enquanto isso, em Belém, o Seguro deve estar sem saber como sair destas alhadas. Imagino que deve estar cada vez mais com cara de menino da lágrima.
Há momentos em que a política não é para meninos.
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