sexta-feira, março 13, 2026

O Um Jeito Manso já ultrapassou os 9.000.000 (9 milhões!) de visualizações
Muito obrigada

 

E, quando dei por ela, já tinha, mais uma vez, deixado passar o marco que gostaria de ter assinalado em cima da hora. Só espero que, qualquer dia, não deixe também de dar conta do meu dia de anos. 

É que, à data e hora que escrevo, a número de visualizações já ultrapassa os 9.054.000. 

Há uns tempos tinha pensado que, quando chegasse aos 9 milhões, deveria festejar de alguma forma. De início, arranjava maneira de fazer qualquer coisa diferente mas agora, muito sinceramente, também não sei bem o que fazer para marcar este patamar. Gostava de ter uma ideia original e que fosse recebida por vós como um presente. Mas esta cabeça já não é o que era... E, ao fim de tanto tempo por aqui, o que posso fazer que ainda vos surpreenda...? Não sei...

Embora nas palavras de pesquisa que as pessoas colocam nos motores de busca para virem aqui dar continue a aparecer muito "Quem é a autora do blog Um Jeito Manso?', pergunta que tem acompanhado este blog desde sempre,  tenho para mim que não há muito mais a dizer. Sou uma pessoa normalíssima (pelo menos é o que acho; se calhar quem comigo convive bem como vocês que por aqui me aturam acham que sou doida varrida mas isso já não sei, cada um pensa o que quer)

Agradecer parece-me a única forma intrinsecamente devida de assinalar um número de visitas de que, confesso, sinto um certo orgulho -- agradecer-vos a companhia, agradecer-vos a paciência, agradecer o não se fartarem de mim. Ao fim de tanto tempo, continuo a receber um número assinalável de visitas e isso deixa-me feliz e, ao mesmo tempo, espantada. E é com humildade que vos digo que gostaria de continuar a contar com a vossa presença aí desse lado. 

De resto...

Recentemente, houve uma mudança aqui no blog: de vez em quando o meu marido tem escrito uns textos, e parece-me que há muitos Leitores que apreciam e partilham o que ele escreve pois, nesses dias, aumentam as visitas via facebook ou por entrada directa no que ele escreveu. Quando o ouvia a reclamar contra alguma coisa, frequentemente contra algumas políticas ou algumas atitudes do Montenegro, dizia-lhe: 'escreve isso, que eu publico'. Resistiu, dizia que não tinha pachorra. Mas depois cedeu, e ainda bem. Quando o vejo concentrado, agarrado ao telemóvel, num canto do sofá, já sei que lá vem bomba. O meu filho também escreveu uns textos de fundo que, igualmente, mereceram bastante atenção, e isso, naturalmente, deixa-me orgulhosa pois ele pensa bem e escreve bem (posso não ser isenta, mãe é mãe, mas, neste caso, penso que é mesmo verdade).

Se me debruçar mais detalhadamente sobre as estatísticas, e vou usar mais ou menos a terminologia do software de análise de dados, vejo que a taxa de retenção de leitores usuais é alta e a taxa de 'aquisição' de novos leitores é linearmente crescente. Obviamente não sei quem são mas o algoritmo lá deve saber. E isso traduz-se numa linha de visualizações crescente ao longo dos anos. Se os blogs estão em crise, tenho tido a sorte de me conseguir ir 'aguentando'. Naturalmente, Portugal continua a ser o país em que mais Leitores me visitam, seguido do Brasil. França, Alemanha, Espanha e, embora menos, o Reino Unido e os Países Baixos, contribuem também com números significativos. Os Estados Unidos, este ano, também se têm movimentado bem, presumo por eu tanto falar de Trump e de todas as suas infames trumpalhadas.

Outra estatística que vejo e que me parece um bom sinal é o tempo de permanência por página, ou seja, o tempo que cada Leitor, em média, demora desde que entra no blog até que muda de página, parecendo evidenciar que, quem entra, fica a ler ou a ver os vídeos, ou seja, não vem apenas espreitar.

Os textos mais vistos nos últimos 12 meses são os seguintes, podendo V. clicar em cada um, caso queiram tentar perceber porquê (retiro-os directamente da página das estatísticas, colocando apenas os que, à data, tiveram mais de 5.000 visualizações):

Posts

Ao todo, desde que o blog foi criado, já publiquei 8.510 posts e já recebeu um pouco mais de 25.000 comentários. 
E, por falar em comentários, tenho que me desculpar. Ultimamente não tenho respondido nem agradecido os comentários. Não sei bem porquê mas mantenho o estúpido hábito de apenas pegar no blog ao fim da noite. Quando trabalhava, percebia-se. Durante o dia obviamente não tinha tempo para tal. E chegava a casa e tomava banho e preparava o jantar, jantava, fazia telefonemas, espreitava as notícias e, com isso, já era tardíssimo quando conseguia debruçar-me sobre o blog, para escrever, para responder aos comentários. Por vezes, ficava até de madrugada. E levantava-me pouco depois, fresca para um dia de luto.
Contudo, parece que acumulei o sono de anos. Ou isso, ou a Covid. A minha capacidade de me aguentar sem dormir já não tem nada a ver. Como só escrevo no blog às tantas, quando acabo, já estou capaz de ir dormir. Acresce que, não sei explicar porquê, desde sempre os Leitores, a maioria, sempre preferiu um registo de maior proximidade através de mail. Portanto, tenho sempre mails para ler e aos quais vou tentando responder (mas, alguns, acabam por ir passando e, quando me lembro, já lá vai um ou dois meses ou mais....). E não me sobra tempo nem energia. Peço desculpa. Não é falta de interesse, é frequentemente mesmo uma incapacidade quase física.
E é isto. Comecei num dia à noite, in heaven, sem saber nada de blogs nem como se mexia nisto. Porque o meu marido tinha passado o dia a cantar 'o meu amor tem um jeito manso que é só seu...'  e eu, por tabela, também andava com essas palavras na cabeça, foi o nome que me ocorreu: Um jeito manso. Não sabia o que ia fazer com isto, se era divulgar pinturas ou livros de que gostava, falar dos tapetes de arraiolos que fazia, escrever sobre coisas de nada, divertir-me e provocar ou, apenas, desistir depois de perceber como funcionava isto. Mas fui ficando. Gostei. Gosto. Por vezes, antes de desligar isto, vou espreitar quem está. Não as estatísticas gerais (e por isso deixei passar os nove milhões...) mas as estatísticas do momento. Escolho, como horizonte temporal, 'now'. E está sempre alguém. Eu a escrever e, ligados a mim, através das minhas palavras, pessoas em todo o mundo. Acho isso fascinante. Gostava de conseguir mandar um 'olá', saber se estão bem, se gostam de ler o que escrevo. 

Neste momento, estão estas pessoas:


Sobretudo através dos mails que recebo, vou sabendo que há quem sinta que lhes faço companhia, já houve quem me dissesse que sou a família que não têm, já houve quem me dissesse que nos momentos mais difíceis de um período de doença fui a presença alegre que ajudava a afastar as nuvens mais escuras. Palavras assim sensibilizam-me muito. Jamais as esquecerei. Tenho recebido desabafos, confissões, pedidos de ajuda. Tenho-me sentido muito próxima de quem me escreve e não sei se por vezes não fiquei aquém do que de mim esperavam. E tenho saudades de pessoas que deixaram de me contactar. Não sei se estão boas, se estão vivas ou se, simplesmente, desistiram de esperar por uma palavra mais acolhedora da minha parte.

A todos agradeço do mais fundo do meu coração.

E espero que nos vamos continuando a encontrar por aqui. No mínimo, será sinal de que estamos vivos. 
😜

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