quinta-feira, agosto 13, 2026

Alguém aí que perceba de veterinária?

 

Não vou escrever muito porque estou chateada. Já não é a primeira vez que não concordo (ou melhor, não percebo, parece-me contraproducente) com o tratamento que na clínica veterinária aplicam ao meu cãobeludo mais fofo. Dizem que têm que arrancar as crostas que se vão formando. Mas, na prática, não deixam cicatrizar. Insistem que é assim, que a cicatrização tem que ser feita de dentro para fora e mais não sei o quê.

O que sei é que o pobre animal hoje foi levado para ser tratado e foi feito o que é recomendado: limpar vigorosamente, retirar qualquer crosta. Ficou outra vez com as feridas em carne viva. Veio de lá aflito.

Ele que dorme que se farta e que, à noite, adormece cedo, não se senta nem se deita nem dorme desde então, de um lado para o outro. Parece uma alma penada a vaguear pela casa.

Já na véspera, quando veio do consultório, veio de lá muito mais incomodado do que tinha ido. Liguei e disseram que era normal, que era comichão, ardor da desinfecção. 

Mas hoje, então, está pior, não pára, fica parado a olhar, depois põe-se a andar. Não consigo ver o animal neste desatino. E duvido que seja comichão ou ardor, deve ser é dor por terem esfregado as feridas do animal. E na cauda que é só pele e osso, coitado.

Não é possível que este seja o tratamento indicado. Está a antibiótico, e isso tranquiliza-me. E eu até perceberia uma limpeza ao de leve com algum desinfectante suave. Mas não: betadine numa gaze e vá de esfregar com força. 

A minha vontade é suspender esta tortura ao pobre animal. O drama é que se eu vou dizer à veterinária que não admito mais tortura, que isto não está a fazer bem ao animal, ela é bem capaz de me mandar arranjar outra veterinária. 

Além disso, tenho receio de que, se paro com estas esfregas com desinfectante, alguma coisa de complicado aconteça. Eu diria que não, que a pele há de regenerar por si. Mas a veterinária diz que não, que tem que se ir arrancando as crostas. Mas, então, quando é que cicatriza? Não percebo nada. 

O que sei é que acho de uma violência incrível sujeitar o bichinho a isto.

Portanto, olhem, não escrevo mais nada. Se alguém souber a sério disto, agadeço conselhos. Não quero palpites leigos pois não quero correr riscos com o meu fofo indefeso, quero é que ele se ponha bom e, de preferência, que o tratamento não seja mais diabólico do que a doença em si, não suporto ver o animal a sofrer.

3 comentários:

Maria Martins disse...

Bom dia. Confesso que até fiquei arrepiada com a sua descrição. Não sou especialista, mas tenho animais há muitos anos, porque os adoro.
Se o seu está a tomar antibiótico, está medicado, deverá sentir o seu efeito daqui a alguns dias.
Eu não iria fazer esse tratamento local tão agressivo,aguardava que o tempo e o próprio corpo do animal, fizessem a sua cura. Nem imagina como me chegou um gatinho a casa, um dia, todo rasgado. Foi medicado e eu e o tempo curaram- no.. E olhe que impressionavam os ferimentos que trazia..

Anónimo disse...

Querida UJManso, Gosto muito de animais, sobretudo cães. Tive uma má experiência com um veterinário. Num mês o meu último Cocker custou me mais em tratamento e exames de cardiologia que a minha filha até aos dez anos. Desde então recorro á E De Medicina Veterinária. Essa de retirarem as crostas as feridas não me convence. Tente a Escola de Medicina Veterinária em Lisboa. Isso é mesmo tortura. Pobre amicao. As melhoras.

Tomé Namora disse...

Bom dia,
Desde que descobri o seu /vosso blog que sou visita frequente. Identifico-me bastante muito com o que aqui escrevem, muito provavelmente até pela proximidade das nossas idades... Normalmente leio-vos à noite, mas como tenho acompanhado o sufoco dos últimos dias com o "cãobeludo," não consegui deixar para mais tarde a busca de notícias! E partilho a estupefação da comentadora acima. Também não sou especialista, agora já não tenho animais, mas o senso comum diz-me que tratamento que na veterinária estão a dar ao animal é, pelo menos, questionável. Para mim, a cicatrização das feridas superficiais não melhora com o arranque das crostas... penso eu. A limpeza possível e delicada da zona afetada, em complemento ao antibiótico, farão o percurso natural da cura. O meu desejo é que assim seja, que as melhoras surjam rapidamente e que a angústia desapareça das vossa vidas.