Alinhado com o chefe Passos Coelho, diz Paulo Portas que nós não somos a Grécia e, como é seu hábito, contabiliza pelos dedos o número de razões que o comprovam.
Nós somos quase a Irlanda, acrescentam em uníssono.
E todos, por aquelas bandas políticas, repetem esta
mensagem. Querem demarcar-se dos gregos sarnentos, acham preferível colar-se
aos irlandeses que são mais limpinhos.
Errado. Errado! Numa estratégia negocial (e o que eu gosto de
negociar…?! vocês nem imaginam… ) o inteligente seria fazer justamente o
contrário.
O nosso grande problema - e quando digo nosso refiro-me,
por exemplo, a Portugal, à Grécia, à
Espanha, que também vai de mal a pior - é que os mercados ‘atacam’ quem lhes parece mais vulnerável.
Uma vítima
isolada é sempre uma vítima frágil.
- [Abro aqui um parêntesis para voltar a recordar que os ditos 'mercados' se têm uma parcela racional e razoável, têm também um lado negro, funesto, especulador, ganancioso, apostando fortemente no incumprimento e isto porque têm fundos que ganham com isso e, por isso, fazem de tudo para que haja mesmo incumprimento, bancarrota – tal como agora há fundos que apostam na morte antecipada dos segurados. E se isto tudo vos parece necrófago e acham que estou a delirar, cliquem aqui e vejam com os vosso próprios olhos. E vamos ver qual o desenlace da tragédia grega em curso.)
Voltando à cold cow: Passos Coelho, como se tem vindo a demonstrar, é uma pessoa
com algumas limitações* e as pessoas assim, para não se sentirem inferiorizadas,
gostam de se rodear de gente mais fraca ainda, como é o caso, por exemplo, do
grande guru da economia e finanças portuguesas, o engenheiro civil Moedas, do sonsinho trapalhão
Gaspar, do atarantado Álvaro e outros que tais. Por isso, é gente que não pensa
e que, de resto, também não tem experiência. Gente assim apanha-se à mão e isto
é um perigo para nós, portugueses.
| Tudo pequenino...? Ah isso não sei. Mas que tem limitações, lá isso tem, basta olhar-lhe para o fácies. |
- [Outro parêntesis, agora para falar das limitações de Passos Coelho. Há pouco vinha a ouvir na TSF o Proença de Carvalho e o Nogueira de Brito. A propósito do que Passos Coelho diz, nomeadamente, que os portugueses devem ser mais descomplexados e menos piegas, dizia o insuspeito Nogueira de Brito que como é sabido Passos Coelho tem algumas limitações a nível do vocabulário e que, portanto, usa palavras desapropriadas porque não conhece muitas mais]
Volto à cold cow: o que deveria ser feito era Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha, Itália, pelo menos estes (PIIGS, com muito orgulho e não inferiorizados), unirem-se, delinearem uma estratégia comum e, solidariamente, defenderem na UE uma solução conjunta que implicasse equilíbrio e desenvolvimento.
Havendo um bloco coeso de países em dificuldade, um bloco
com o peso que este teria, de certeza que outro galo cantaria. A ver se andavam
para aí de cimeira em cimeira atrás daquela galinha loura (galinha! estou a chamar-lhe galinha. Pensavam que a cow de que eu estava a falar era ela, jurem lá...) com cabelo cortado à
tigela, filha de pai pastor luterano e educada no regime comunista - bela
mistura como background - a ver se andavam anos neste faz que chove mas não
molha, deixando a Grécia agonizar, deixando que Portugal para lá caminhe, deixando que a coisa vá piorando para toda a gente na Europa.
- [Já agora por falar na Merkel: que não morro de amores pelo Alberto João é sabido e ressabido. Mas que admita que uma bardajona qualquer (e desculpem-me o linguajar...) ande por aí a dar lições de moral, apresentando como mau exemplo o que foi feito numa parte do território português, acho uma coisa intolerável. Onde é que pára agora o piegas do marido da D. Laura? Não os tem no sítio para vir a terreiro dizer àquela galinha intrometida para se ir meter lá com os da terra dela?]
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Bom, mas nem tudo é mau dos lados de Berlim. Não confundamos uma dirigente parva com uma nação.
Um exemplo? Vejam, por favor.
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E tenham, meus Caros, uma boa quinta feira!
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... e de bónus...
![]() |
| Audrey Hepburn por Richard Avedon |
Música*, por favor.
[* Já depois de ter publicado este post, voltei cá para incluir esta uma música, 'Silêncio e tanta gente' de Maria Guinot e agradeço à minha leitora Pôr do Sol que, no comentário à história de ontem a'o homem das mãos vazias' ma recordou; ficaria talvez melhor lá, ao pé daquele homem, mas apeteceu-me colocá-la hoje aqui - é uma voz dissonante na aridez dos temas destes dias de apreensão e isso é coisa que faz tanta falta. Precedi-a da belíssima fotografia de Avedon para ficar melhor acompanhada]










