Não há muito tempo ficámos chocados e enojados com o comportamento inqualificável que vários GNR e um PSP tinham com imigrantes no Alentejo. Uma verdadeira máfia.
Esta semana foram noticiados, com pormenor, os horrores que dois anormais que foram recrutados para a PSP faziam aos mais frágeis e desprotegidos. Como é costume, este tipo de anormais só consegue ser forte com os mais fracos. Não existe diferença entre o que estes dois energúmenos faziam e o que os PIDES faziam. Os PIDES prendiam e torturavam ao serviço do regime, estes dois merdas prendiam e torturavam provavelmente por prazer, seguramente ao "serviço" das redes sociais e com certeza "suportados" pelo discurso de ódio de uma extrema direita cada vez mais violenta.
Pior ainda! Hoje veio a público que as imagens eram partilhados com cerca de setenta outros agentes da PSP. Que PSP é esta? Que tipo de gente é recrutada para as polícias?
E, como sabemos, estes casos não são únicos. Já foram noticiadas outros casos semelhantes de violência sobre cidadãos indefesos, de desrespeito pela liberdades individuais, pelos direitos humanos e pela lei!
O governo tem que responder rápida e claramente a várias perguntas. Como são recrutados os polícias? A que formação são sujeitos? Como são avaliados? A que controlo estão sujeitos? Qualquer anormal tipo besta pode ser incorporado nos quadros da PSP, da GNR, dos guardas prisionais ou do SEF?
E outra questão, também pertinente, o que andam as chefias a fazer? São coniventes? Fecham os olhos? Ou andam distraídos? Não controlam os subordinados?
Tudo isto é gravíssimo e contribui para cada vez para um maior desconforto e completa descrença dos portugueses nas instituições. Se tivéssemos no governo e nos postos de comando gente com alguma ética, a ministra e o comandante da PSP já se tinham demitido. Mas, se o Montenegro mantém a ministra da saúde no governo depois de tudo o que já aconteceu, é pouco provável que agora tomem uma atitude que revele um mínimo de decência. Virem dizer que estes polícias não representam a generalidade dos polícias é pouco, é irrelevante, e mostra mais uma vez que não respeitam os portugueses e que não sabem honrar os cargos que ocupam.
Há muito que se diz que as polícias estão infiltradas pela extrema direita. Tenho para mim que esta gente, se por acaso vota, vota no Ventura. O discurso do Ventura alavanca este tipo de comportamentos.
Porque a democracia é diferente da barbárie, estes dois anormais devem ter um julgamento justo e, se provados os factos, devem ser sujeitos a penas exemplares, sem qualquer dó nem piedade!
Como é possível que um número tão grande de polícias tenha ou aprove estes comportamentos? As polícias estão mesmo doentes e precisam de uma terapia de choque!
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