Depois dos passeios e lides no campo,
-- e se me veem no Instagram (e já tenho 726 seguidores... -- dá para acreditar...?) --,
estarão a acompanhar as minhas deambulações pelo meio das árvores, umas de pé, outras já cortadas às postas, pelo meio das silvas e etc., eis que agora, recolhida, tenho estado a ver uma dupla com que me divirto grandemente: conversar ou ouvir a conversa entre gente inteligente é outra coisa.
Joanna Coles solta gargalhadas de gosto, e eu com ela, e, quando David Rothkopf afirma que o morto que Jesus Trump tenta acordar do seu leito de morte não é outro senão Jeffrey Epstein, por pouco não projecta todo o chá que tinha na boca.
E eu, que tenho estado a beber um belo chá de curcuma, por pouco não fiz o mesmo. O Jon Stewart achou que era ele e, de facto, assim de lado, quase poderia ser. Mas, vendo bem, parecido, parecido mesmo, o morto é bem capaz de ser o Epstein.
E isso torna a maluquice ainda mais disparatado, mais insólito.
Outro momento delicioso, embora de humor negro, é quando J.D. Vance é comparado ao gato Oscar, o célebre gato que quando se deitava ao pé de uma pessoa no lar em que vivia, pouco depois a pessoa estava morta. Por mais de 100 vezes, isso aconteceu. Andava por ali a vaguear e, de vez em quando, entrava num quarto e aconchegava-se ao pé da pessoa. De duas a quatro horas depois, já estava, a pessoa quinava. Por fim, a família já corria com o gato, chega para lá, ó urubu. Punham-no fora do quarto, fechavam a porta. Mas o gato não se afastava, ficava à porta a miar.
Ora acontece que o J. D. Vance foi visitar o Papa Francisco e, hélas, pouco depois, o Papa morreu. Agora foi pôr-se ao lado de Órban e, ups, Órban levou uma banhada monumental, incrementada pelo efeito J.D. Vance.
Mas, enfim, é ver porque aqui fala-se de tudo. Por exemplo, estará a base MAGA a desmoronar-se? E o que dizer da derrota da Hungria, do desastre do Irão?
I've Got the Proof: Trump Is History's Worst Idiot | The Daily Beast Podcast
David Rothkopf, correspondente principal de assuntos globais do Daily Beast, junta-se a Joanna Coles para explicar porque está convencido de que a história vai julgar Donald Trump como o idiota mais poderoso e o maior idiota de sempre. Numa conversa abrangente e dinâmica, Rothkopf e Coles analisam os crescentes conflitos de Trump — do Vaticano ao Irão — juntamente com o espetáculo surreal das suas publicações autoproclamadas como "divindade" e as consequências globais das suas decisões. Exploram também as repercussões políticas nos Estados Unidos e no estrangeiro, incluindo a surpreendente derrota de Viktor Orbán e o que isso sinaliza para o futuro do populismo de direita. É uma análise perspicaz e provocadora sobre o poder, a instabilidade e a realidade cada vez mais bizarra que molda a política global.
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