O Montenegro acompanhado pelo Sarmento juram (quem mais jura mais mente!) que não é possível ajudar o povinho porque o orçamento não aguenta, e não querem correr o risco de haver défice no fim do ano.
O que é curioso é que não é possível ajudar o povinho mas é possível ajudar os que estão em melhores condições para enfrentar a crise (por exemplo, o IRS jovem beneficia mais quem tem melhores condições). O ponto é o seguinte: o Estado deixou de arrecadar cerca de 1,3 mil milhões de euros com as medidas ditas emblemáticas do governo, como o IRS jovem e as isenções e apoios para os jovens adquirirem casa. E quais foram os resultados destas medidas levianas do governo?
Os resultados são uma lástima!
- Embora não existam dados definitivos, a opinião generalizada é que a emigração jovem até parece ter aumentado.
- Relativamente à habitação, confirmou-se o que se previa: as medidas do governo originaram o aumento dos preços das casas e um aumento sem precedentes da taxa de esforço para muitos daqueles que adquiriram casa, o que poderá ter consequências muito nefastas para esses jovens num futuro próximo.
Para além de deixar de arrecadar dinheiro, a política do governo promoveu aumentos na função pública, muitas vezes sem critério, como aconteceu com os professores, que oneram bastante a despesa pública. São custos fixos, que passaram a pesar nas contas do Estado e esmagaram a margem de manobra necessária para superar situações de crise. É esta a política do governo AD tendo como expoente máximo a dupla Montenegro & Sarmento que, curiosamente, ao contrário do que acontecia com governos anteriores, não merece uma crítica veemente de comentadores económicos, geralmente próximos da apoplexia com governos anteriores.
Governar também é saber ler os números, ser prudente e não hipotecar o futuro. Neste governo ninguém terá estas capacidades, muito menos o Montenegro.
Ontem ouvi a parte final da entrevista ao José Luís Carneiro na CNN e gostei da forma como se apresentou e respondeu às perguntas. Apesar dos entrevistadores demonstrarem, como também aconteceu recentemente na SIC, uma animosidade intrínseca, não conseguiram montar as armadilhas que pretendiam. Pode gostar-se ou não das políticas do PS, mas é certo que se percebe que o José Luís Carneiro é uma pessoa honesta, sólida, que conhece os dossiers e que está a tentar definir uma política que possa projetar o Pais para um futuro melhor. Quando o comparamos com o Montenegro e com o Ventura as diferenças para melhor saltam à vista, a começar pela honestidade intelectual.
Alguém que afirmou no Parlamento que tinha uma empresa para gerir terrenozitos com meia dúzia de árvores de fruto quando, afinal, a empresa prestava serviços de consultoria diferenciada, recebia avenças para completar ordenados e suportava custos, é intelectualmente honesto? E um tipo que publica geralmente notícias falsas é honesto? Não são, pois não?
Para além disso se são impreparados e não conhecem os dossiers pouco se pode esperar deles. Estou convencido que o José Luís Carneiro, se continuar neste caminho, dará um bom primeiro ministro. Espero que sim.
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