sábado, agosto 15, 2026

Férias & fragatas Luís Nuno Montenegro Melo
(E uma breve actualização sobre o estado do nosso cão)
--- A palavra ao meu marido ---

 

A rapaziada do governo continua a julgar que a maralha é ignorante, que pensa pouco e que acredita na primeira patacoada que é posta a correr na comunicação social. 

É provável que assim seja em muitos casos, mas felizmente ainda há quem tenha dois dedos de testa e ainda vai existindo alguma imprensa que lá vai escrutinando minimamente o governo. 

Depois da descarada mentira do Montenegro que não tirava férias e agora ser apanhado dia sim dia sim a descansar de férias, vem a justificação do Nuno Melo sobre o preço das fragatas que tem tudo para ser mais uma efabulação a la Montenegri. Vir dizer que a diferença de 25% no custo das fragatas, comparativamente com as fragatas compradas pela marinha italiana se deve à inflação, a serem destinadas a operar no Atlântico ao contrário das italianas, e aos sistemas que vão ser instalados não é credivel. Primeiro as fragatas portuguesas e as italianas serão entregues nos mesmos anos. A inflação tem que afetar de forma semelhante ambos os fornecimentos e os preços finais devem ser idênticos. Este argumento nada justifica. Não cola  dizerem que as fragatas compradas por Portugal são diferentes das italianas porque estão preparadas para operar no Atlântico e as compradas por Itália vão operar no Mediterrâneo. Qualquer um com um conhecimento médio ou, quiçá, médio baixo sabe que a Itália faz parte da NATO e que, pelo menos, no âmbito da NATO as fragatas italianas têm que operar no Atlântico Norte. Também não é justificação. E vão dois a zero. Resta a história dos sensores serem especiais de corrida. Se tem a ver com a operação no Atlântico não se percebe, se tem a ver com particularidades de actuação da MP ainda se percebe menos. Os requisitos operacionais são fundamentalmente definidos pelas operações de âmbito NATO nas quais ambos os países participam. E diferenças de preço de centenas de milhões não podem ter a ver só com sistemas diferentes nos navios, quando, ainda por cima, os navios são desenhados para operar nos mesmos cenários e no mesmo tipo de operações. Também não é justificação para diferenças de centenas de milhões de euros. Aliás, é curioso comparar este tipo de justificações com o que ministro disse numa entrevista à CNN. Referiu que ainda não estava definido o que estava incluído no fornecimento de cada fragata e, pasme-se, não conseguiu confirmar ou desconfiar se as fragatas traziam helicóptero. Se ainda não está definido o equipamento das fragatas como podem justificar a diferença de preços com este argumento?

Sabemos que este governo é bom a esbanjar dinheiro mas neste caso não é esbanjar, é pornografia. A despesa pública dispara, o ministro da educação tem um devaneio sobre digitalização de exames e gasta milhões ao erário público, a ministra da saúde gasta sem controlo e o serviço piora,... Verdade seja dita que nesta onda de despesismo se salva o Luís (neste caso Neves). O tipo em vez de gastar dinheiro a destruir resíduos, manda-os para Barcelos borrifando para as questões legais e para a saúde e segurança públicas (na verdade, não resolvendo coisa nenhuma -- mas isso os palermas não descortinam, por isso faz de conta que poupou) e consegue comprar herdades, dizem que por metade do preço. Sugiro que numa hipotética remodelação do governo passe para as Finanças. 

Isto é cada cavadela, sua minhoca. Até a ministra do ambiente que tantas vezes veio a público sugerir que as gasolineiras se aproveitam das alterações nos preços dos combustíveis foi hoje desmentida pela entidade reguladora. Pena que ela não bata à porta do colega das Finanças para ele justificar a carga fiscal sobre os combustíveis.

É chato, ninguém se aproveita!

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Nota sobre o nosso cão

Está menos incomodado. Já começa a deitar-se e a dormir durante o dia, coisa que não acontecia há vários dias. Parece estar a voltar à normalidade. As feridas começam a secar, apenas uma está ainda feia. Quando a semana passada arrancou o funil e fomos dar com ele agarrado à cauda e até um tufo de pêlo arrancou, dá ideia que arrancou mais que isso, parece que lhe falta ali qualquer coisa, pelo menos um bom bocado de pele. Essa é que está a custar mais a iniciar o processo de cicatrização. O tratamento hoje foi mais cuidadoso e o desinfectante que hoje começou a usar parece ser menos agressivo e é em spray. 

Hoje já não parece ter dores. Tem razão o João que estranha não ter sido prescrito nenhum analgésico. Também nós. A veterinária que o tratou no primeiro dia e que o torturou disse que era necessário esfregar vigorosamente as feridas para desinfectar em profundidade e que aquilo passava, era apenas um incómodo momentâneo, que só queria que andasse com as feridas ao ar e que tomasse antibiótico. A enfermeira veterinária que o tratou no dia seguinte seguiu as indicações dessa veterinária. 

A veterinária que tratou dele ontem é mais cuidadosa que a primeira. Aparentemente a injecção de anti-inflamatório que ontem levou teria também algum efeito analgésico. Desde ontem que notamos que está mais aliviado. Ainda não deixa tocar, mas é natural, nem que seja por estar traumatizado com o que tem sofrido.

Agradecemos os vossos comentários e a vossa simpatia. 

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