Dia muito preenchido com limpeza e obras no telhado e obrigação do cão estar fechado em casa o que duplamente o iritou, ladrando e saltando, furioso e inquieto, todo o santo dia. E, como sempre, nunca nada corre extraordinariamente bem porque para umas coisas eram precisos uns andaimes que não vieram, depois, do que percebi, tiveram que ir comprar mais tinta, e, portanto, há sempre deslocações que atrasam o rendimento, e depois o que se vê que precisa de outra demão para eles é sombreado, amanhã, com o sol a dar, vai estar bem. Etc, etc.
E depois um telefonema ainda relacionado com a casa que era dos meus pais, e mais chatices, quando não são de um tipo são de outro. E, na sequência disso, vários telefonemas e nenhum para me tirar chatices de cima, pelo contrário.
Para agravar, acho que nem me dei conta que a temperatura estava a baixar e, quando dei por mim, não apenas estava com frio como com pingo. Vamos ver se não me resfriei.
Quando me sentei aqui no sofá tive que fazer um grande esforço para não adormecer. Mas não pude permitir-me a isso pois tive que andar a consultar legislação (leis e regulamentos em barda, uma canseira) para perceber como reajo a mais esta e, por isso, agora, meus Caros, estou mesmo para lá de Bagdad. É que, ainda por cima, em todos estes dias tenho andado a ser acordada pelo despertador (coisa que odeio, perturba-me verdadeiramente o biorritmo) e, apesar de a seguir ao almoço, bater uma vontade de me encostar e fechar os olhos, não tenho podido fazê-lo. Por isso tenho que ir antes que caia para aqui em cima do computador.
Por isso, espero que compreendam mas, por agora, não dá mais, fico-me por aqui. É fraco, bem sei, talvez ainda mais do que nos restantes dias, mas tem que ser, hoje resume-se a isto.
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Mas antes: agora, finalmente, parece claro que a lei do arrendamento, a nova, a velha ou a que há-de vir, tanto faz, não acrescenta um pint... à resolução do problema da crise na habitação (ai o que eu ia escrever, o sono tende a fazer-me ficar sem filtros, o que vale é que travei a tempo). O que resolve, gaita!, é haver mais casas, centenas de milhares de casas. Mas, bolas, que inércia mais desgraçada, vejo no Expresso que seriam precisos 10 anos. 10 anos?! Cambada de atados. São precisos 10 anos se continuarmos nas mãos de burrocratas (o erro é deliberado), mangas de alpaca, políticos de meia tigela, pessoas que se atrapalham umas às outras. Nas mãos de quem queira resolver mesmo o assunto, saía um plano que incluísse aproveitamento de quartéis, edifícios públicos sem uso, etc, etc, e entre reabilitações, aprovações de tipo flash aprovações, e construção rápida e económica, a ver se dentro de 1 ou 2 anos não iam começar a aparecer casas em força. Não têm que ficar todas prontas dentro de 10 anos, podem disponibilizar-se, distribuidamente pelos municípios onde fazem falta, mil aqui, duas mil acolá, e mais quinhentas ali, e no ano seguinte mais vinte mil ali e mais quinze mil noutro sítio e mais doze mil no outro. Tudo somado, muita gente ia ficando com o problema resolvido. Agora da maneira que são, uns fala-baratos, só me faz lembrar aquilo que o comandante lá da marinha onde o meu marido andou dizia que a quem não sabe f...r até os pêlos do c. atrapalham. Nem mais. Uns atados que só sabem mandar bocas uns para os outros, inventar dificuldados, empurrar pretextos com a barriga, e fazer o que é preciso está bem, está. Gentinha imprestável.
E, o meio disto, outra coisa: na realidade, que é feito do Montenegro? Descurtiu disto? Desaderiu? Acha que já deu demais para este peditório e foi à vidinha dele? Por acaso, é um bocado estranho. Mas, enfim, há males maiores.
Vou dormir, antes que a desconversa descarrile mais do que a conta.
Votos de um dia feliz.
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