O Luís (neste caso Neves) seguiu as pisadas do Luís (neste caso Montenegro) no caso Spinumviva. Arranjou um empreiteiro amigalhaço que tinha feito obras para a PJ, da qual era diretor, para fazer umas obras lá em casa num espírito de grande informalidade. A coisa já tem que se lhe diga, mas piorou. Soube-se que o Luís (neste caso Neves) autorizou que um atrelado apreendido numa operação de droga, cheio de químicos, parqueado num depósito da Marinha no Seixal, fosse parar às mãos do empreiteiro amigalhaço. Tão inverossímil que parece fake. Se o MAI não for corrido depois desta, nunca ninguém será corrido de um governo de Luís (neste caso Montenegro). E já agora sugiro uma linha de investigação à PJ sobre este caso. Parece que o Luís (neste caso Neves) cravou uma solipas à IP para fazer obras lá em casa. Será que o atrelado não foi cedido para transporte do material cravado? Já agora um conselho ao responsável pelo depósito do Seixal. Vi numa imagem televisiva que há imensas lanchas parqueadas no depósito -- será que ainda estão lá todas? Uma embarcação destas dava imenso jeito para dar umas voltinhas tanto no mar como no rio em Odemira.
O caos nos exames é inacreditável e o comportamento do ministro ainda pior. O Alexandre mente, ameaça, chuta responsabilidades e enxovalha os professores. Para além disso é burro que nem uma porta. Um tipo com inteligência mediana nunca cometeria tantos erros em tão pouco tempo como o Alexandre fez no processo dos exames. Os senhores comentadores que achavam que este tipo é o suprassumo da batata frita o que dizem agora? Pois,... A talhe de foice, os professores que foram desrespeitados, acusados de várias formas e ameaçados com demissões impossíveis comeram, calaram e não fizeram birras. Longe vai o tempo em que por dá cá aquela palha amuavam e faziam greve. O dinheiro é um poderoso motivador não é?
Este governo é um governo de incapazes e mentirosos, até a ministra pepsodente mentiu descaradamente sobre as instruções da UE relativamente à gratuitidade em algumas entradas nos museus.
As sondagens indicam que os portugueses pensam o pior sobre as políticas setoriais e, no entanto, também mostram que querem que o governo se mantenha até ao fim. Há muito tempo que conclui que somos um povo de masoquistas, o que se confirma com esta opção paradoxal.
Um governo em que não fazem nada que se aproveite, criam problemas atrás de problemas, mentem descaradamente... e a malta quer mantê-los a governar? Está tudo bêbado ou é do calor que se tem sentido?
1 comentário:
Como parece óbvio, Montenegro não enxotará nenhum ministro ou ministra do seu governo. Os ministros são o bimbo, o escudo, que protege o Montenegro. Com os ministros a fazer de barreira e com a capacidade oratória (vazia de conteúdo) que acredita ter (feita de lugares-comuns e dichotes popularistas), a que associa as idas a futebóis, festivais e outros eventos popularuchos, acredita ele que tem tudo controlado, que o povo o entende e até lhe tolera os deslizes, a arrogância, a falta dos mínimos que o cargo de primeiro-ministro exige.
Entretanto, Luís Carneiro está a deixar-se arrastar para a discussão do Orçamento, só querem saber quais as “linhas vermelhas”, isto quando nada se sabe sobre o Orçamento.
Ou seja, tudo pode correr mal ao Governo. Ministro a ministro bem podem encetar pseudo-reformas que mais não são que a destruição do aparelho de Estado e consequente degradação dos serviços públicos (Saúde, Educação, Transportes) ou a retirada de direitos aos trabalhadores (Trabalho e Segurança Social), porque a oposição que tem não lhe fará grande mossa, a não ser que mude de atitude e não se deixe arrastar para a agenda proposta pelo pessoal de microfone na mão.
O grande criador de factos políticos, Marcelo Rebelo de Sousa, que nos conduziu para esta política de bandalheira generalizada, é que deve estar orgulhoso (ou envergonhado?) da herança que deixou aos portugueses.
J. Carvalho
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