O meu filho repreende-me: 'Não fales com ele como se fosse um bebé. Não é. É um cão.'. Bem sei. Mas é também um serzinho dependente de nós, um serzinho que precisa de atenção e de mimo. Claro que depois também é independente, por vezes barulhento, por vezes desaustinado. Mas também nos divertimos com isso.
E, se o carteiro deixa qualquer coisa, eu sei logo. E, se vem alguém e não ouço a campainha, ele não se cala até eu perceber que alguém está ao portão. E se vou na rua e me cruzo com alguém que, noutra situação, me atrofiaria um pouco, com ele ao meu lado sinto-me segura.
E a ternura que sinto quando se senta todo encostado a mim e deita a cabeça na minha perna ou quando faz uma habilidade e se vira a olhar para mim enquanto dá ao rabo e todo ele parece rir, isso não tem explicação.
Por isso, no seguimento do post de ontem, não levem a mal se reincido mas gostava que vissem este vídeo:
A psicologia das pessoas que estão profundamente apegadas aos seus cães vai para além da simples amizade. É uma necessidade biológica. Este vídeo explora a neurociência da ligação humano-cão, explicando porque é que o seu cão não é apenas um animal de estimação, mas um "guardião" do seu sistema nervoso.
Se se sente mais seguro com o seu cão do que com a maioria das pessoas, não está sozinho. Neste ensaio visual, mergulhamos nos conceitos de "Corregulação", "Testemunha Silenciosa" e porque é que os cães são essenciais para a estrutura da saúde mental. Discutimos como os cães ajudam a lidar com a ansiedade, a depressão e a solidão, ancorando-nos no momento presente.
Sem comentários:
Enviar um comentário