O dia teria sido todo muito bom (festejando o aniversário de um carneiro muito querido) se não tivéssemos depois, no regresso a casa, apanhado um trânsito que, tal a demora, acabou por se misturar com o normal congestionamento de fim de tarde. Anos e anos metidos em filas de trânsito tornaram-nos alérgicos a isso.
Eu ainda tentei adoptar a estratégia que seguia naquelas alturas: se não posso fazer mais nada senão deixar-me estar e seguir ao ritmo a que vai o resto do rebanho, já o meu marido vinha numa impaciência crescente...E, depois de termos estado a almoçar numa esplanada (coberta) num belo dia de verão, quando chegámos a casa o céu estava quase coberto e pingava.
Parece que a chuva vai estar de volta e, se não for uma chuvada pegada e se não arrefecer estupidamente, posso até não me importar muito.
Afinal. está tudo viçoso que dá gosto. Há florzinhas por todo o lado, ervinhas e mais ervinhas, tudo rebenta numa grande alegria, uma primavera pujante.
Por exemplo, as florzinhas amarelas (Euryops pectinatus?) estão floridas e rebentam por todo o lado. O alecrim floresce em força, as glicínias pendem em lindos cachos lilases. E por entre a relva há florzinhas do campo que eu teimo em que aí fiquem.
Jardinar é pintar? Ou é apenas cuidar? Amar?
O vídeo abaixo enternece-me.
Sem comentários:
Enviar um comentário