sábado, fevereiro 21, 2026

Bom dia, alegria!

 

Não imagino sequer o que se sente quando se deixa o corpo ir e se vai como se em voo, quando se atira o corpo para as alturas, quando se deixa cair o corpo e se rodopia sobre ele. Não imagino.

Quando era miúda, aprendi a andar em patins sobre rodas e gostava de andar, gostava de fazer as curvas, gostava de ganhar velocidade. Mas o gosto era temperado pelo receio de perder o controlo. Sempre tive a necessidade de controlar o corpo. Nunca me embriaguei, nunca me droguei, nunca fui hipnotizada. Gosto de saber que posso fazer o que quero. Fazer coisas impensadas, involuntárias, isso nem pensar. 

Ainda não há muito uma amiga recordou quando ia a minha casa e andávamos de patins lá na rua. Ríamo-nos que nem umas perdidas com as quedas que ela e outra davam, mal conseguiam levantar-se de tanto que nos ríamos.

Mas não é a mesma coisa, claro que não, nem pouco mais ou menos. Não tem sequer comparação. Aqui, no que abaixo se vê, há ginástica, há anos de treino exaustivo, há uma experiência que, à medida que foi sendo adquirido, trouxe confiança. E há um domínio absoluto pelo corpo -- embora pareça que o corpo tem vontade própria. E há perfeição. 

Mas, para além da técnica e da arte, há a alegria. A alegria muda tudo. Uma pessoa alegre traz alegria à vida dos outros. A perfeição parece espontânea, quase parece uma brincadeira. Uma folia.

Alysa Liu, ouro. É a maior, a melhor. E a mais alegre. 

20 anos. 1,58m. Um condensado de músculos, de força, de equilíbrio, de coragem, de leveza, de alegria.

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