sexta-feira, janeiro 23, 2026

A análise do que se passa em Davos por alguém que frequentou Davos durante muitos anos

 

Como é Davos, a terrinha em si? Como é o ambiente e os bastidores do encontro de Davos? Como é que a alta finança, o mundo dos grandes negócios e a política se misturam em Davos (à mistura com 'acompanhantes' russas e de outros países de Leste)? 

E porque é que todos olham para o peito uns dos outros? E não, não é pela mesma razão porque ninguém olha para a Dolly Parton mas para uma zona do corpo um pouco mais abaixo, é para lerem o badge uns dos outros para verem se é alguém que mereça uma aproximação. 

Sobre tudo isto e muito mais Joanna Coles e David Rothkopf conversam. E riem-se. A cumplicidade e o sentido de humor de ambos são permanentes e dão vontade de presenciar.

E, com olhos de ver, conversam também sobre o que se passou com o discurso e as 'negociações' (reais ou ficcionadas) de Trump, sobre as suas ofensas à Europa, sobre a forma como a Europa respondeu, sobre o Canadá e sobre o estado do mundo.

Convido-vos a verem o vídeo que aqui partilho. É longo mas vê-se de gosto. E uma visão 'por dentro' é sempre uma perspectiva que enriquece a nossa visão dos acontecimentos. 

Se é certo que todos nós sabemos que Trrump é um idiota, é interessante ver reforçada essa opinião a partir do que vozes informadas falam bem alto.

Why World Leaders Think Trump's an Idiot: Rothkopf | The Daily Beast Podcast

David Rothkopf, colunista imperdível do The Daily Beast, junta-se a Joanna Coles para analisar o desastroso regresso de Donald Trump a Davos e porque é que este pode marcar uma verdadeira rutura na ordem mundial. O que antes era um encontro movido pelo prestígio e pela hipocrisia transforma-se, este ano, numa cimeira impulsionada pelo medo — do comportamento agressivo de Trump, da sua ignorância, das suas ameaças ao comércio, à NATO, à Gronelândia e aos aliados que antes confiavam nos Estados Unidos. Rothkopf explica porque é que os líderes europeus se retiraram, porque é que os mercados reagiram negativamente, porque é que a UE congelou as negociações comerciais e porque é que figuras como Mark Carney alertam agora abertamente que não se trata de uma transição, mas de uma rutura.

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