Sempre que a democracia ou a liberdade são atacadas há quem considere que, por via das dúvidas, o melhor é não fazer ondas e aceitar o que o agressor quer. Há quem lhe chame querer a paz (ou a paz social) mas, na verdade, a isso chama-se cobardia. Geralmente uma cobardia hipócrita pois traveste-se de uma roupagem que pretende fazer-se passar por moderação, racionalidade ou coisa do género. Mas, pelo contrário, há quem considere que viver sem democracia e sem liberdade é uma porcaria, que isso não é viver nem é nada, que mais vale dar o peito às balas, lutar, lutar, lutar.
E pode lutar-se de muitas maneiras. Uma delas é a cantar.
As senhoras que se juntaram e que, com o nome de Piedmont Raging Grannies, compõem letras que têm a ver com a actualidade e que, sobre músicas conhecidas, mostram que não se conformam e que o caminho é denunciar, reivindicar, mostrar que não têm medo nem se calam, são um exemplo notável de cidadania e de responsabilidade social.
Nas manifestações de Outubro, geralmente designadas por #NoKings, aí estiveram elas. Para elas, lutar pela democracia e pela liberdade é uma festa. Grandes mulheres.
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