Depois da derrota humilhante deste domingo, Montenegro, demonstrando que é um democrata de pacotilha, não aconselhou o voto em Seguro na segunda volta.
Dirão que, depois do erro que cometeu ao apoiar Marques Mendes -- que ampliou ao envolver tudo o que era ministro menos mal visto na campanha -- e da percentagem que o Marques Mendes obteve, não tinha saídas airosas.
Eu repito o que já aqui escrevi. A democracia do Montenegro e de alguns dos atuais dirigentes do PSD, dos quais o Hugo Soares é o expoente máximo e a eminência parda (ou talvez pior que isso), não é assente em valores humanistas e de ética democrática. Não existem para eles linhas vermelhas relativamente ao populismo, à demagogia e à mentira. Confirma-se que Montenegro escolheu o seu caminho, e esse caminho, ao que parece, passará pelas ideias e pela agenda do Ventura.
Depois de apoucar e responsabilizar o PS, muitas vezes sem qualquer razão, por todos os males do mundo, a posição que tomou relativamente à segunda volta vai reforçar objetivamente o Ventura, porque, depois da lavagem ao cérebro que levaram, muitos militantes do PSD vão votar no Ventura apenas para não votarem em alguém do PS.
Assim, o Montenegro vai trilhando, passo a passo, o seu caminho. E esse caminho tem um fim pré-anunciado.
Nestas eleições percebeu-se claramente quem defende os valores da democracia ou quem se está marimbando para estes valores e tem com objetivo único caçar votos.
Vamos ver como corre a segunda volta.
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