Após terem, infelizmente, ocorrido mais três fatalidades por atraso na prestação dos cuidados médicos pelo INEM, o Montenegro foi ontem à AR com a sobranceria, o descaramento e a arrogância habituais tentar passar pelo meio dos pingos da chuva. Para resolver o problema, anunciou a compra de 275 ambulâncias que estariam disponíveis no Verão. Afinal, parece que os estúpidos que governam a saúde, embora alertados pelo sindicato dos técnicos de emergência médica, não perceberam que há medidas, imediatas e bem mais simples, que poderiam mitigar os problemas que originaram estas tragédias. Primeira: usar as macas que pertencem às ambulâncias inoperacionais; segunda: adquirir macas para os hospitais, para que nunca fiquem retidas macas das ambulâncias; terceira: deslocar para o sul alguns técnicos da zona norte onde "as equipas estão robustas".
Só pessoas absolutamente impreparadas, sem competência nem experiência não teriam optado por medidas tão simples que parece já terem sido postas em prática em anos anteriores. É o resultado do governo nomear dirigentes apenas pelo cartão partidário, que estão completamente desajustados nos cargos que exercem e que, pelos vistos, nem dois dedos de testa têm.
Relativamente à compra das ambulâncias, qualquer pessoa que conheça minimamente os processos de contratação pública percebe que é materialmente impossível em seis meses preparar o caderno de encargos, lançar o concurso, obter as propostas, fazer a análise das mesmas, preparar e celebrar os contratos com o fornecedor e este fabricar, equipar, testar e entregar esta quantidade de ambulâncias. O Montenegro estaria a tentar enganar os mais incautos como sempre faz. Mas afinal o Montenegro não estava apenas a tentar enganar os incautos, o Montenegro estava, como é costume, a mentir descaradamente. Estava a mentir com quantos dentes tem na boca como já fez no caso Spinumviva, com a redução de impostos, com as promessas para a saúde, com a aquisição de carros para a polícia ... . A compra das ambulâncias tinha sido decidida pelo governo do António Costa em 2023 -- o governo que não pôde concretizar a aquisição destes equipamentos devido ao golpe do ministério público. O papel do Montenegro neste processo foi apenas o de atrasar a aquisição dos veículos, assim, originando mais problemas no funcionamento do INEM.
Hoje veio o "Lentão" Amaro tentar "limpar" a mentira do chefe. Foi pior a emenda que o soneto. O "Lentão" poderá ser aproveitado para técnico auxiliar do pré-escolar, parece-me que o seu perfil se adequa à função. A forma como fala e o que diz estão adaptados a esta faixa etária. Para ministro não serve, a não ser que nunca fale em público e não tome decisões, isto é, sirva apenas de papel de embrulho. E das duas uma: ou o tipo é retardado ou despreza os portugueses, julgando que temos uma idade mental de cinco anos. A forma como tenta explicar o inexplicável dá pena. Em conclusão, a medida anunciada pelo Montenegro destinada a resolver o problema das ambulâncias tinha sido tomada em 2023 pelo governo do António Costa e o governo do Montenegro não deu andamento a esta aquisição, emperrou o processo, sendo responsável pela falta de ambulâncias e pelas as trágicas consequências que daí resultaram.
Mas o Montenegro também afirmou que mantinha a ministra. Já aqui escrevi que, na minha opinião, só um lobby fortíssimo de apoio à ministra no interior do PSD permite que ela se mantenha no cargo. No entanto, tenho para mim que qualquer dirigente que não seja burro prefere ter a gerir as áreas que supervisiona pessoas competentes, conhecedoras da área e com experiência de gestão em vez de calhaus com dois olhos que "não dão uma para a caixa". Neste caso o PM, tendo em conta os resultados obtidos, parece ter optado pelo calhau.
Entretanto, veio o Marcelo secundado pelo "Facilitador Mor," também conhecido por "Leva e Traz" dizer que é preciso o governo dar explicações para sossegar a populaça. Já chega de hipocrisia. Não é verdade, o que é preciso é apurar responsabilidades, definir objetivos e verificar os resultados. Explicações são treta para inglês ver. Poderá parecer que o Montenegro, o Marcelo e o "Leva e Traz" são burros encartados. Não são, são é cínicos e hipócritas que só pensam neles e nos votos, marimbando-se para os portugueses. Do Marcelo ver-nos-emos livres em breve, a ministra também dificilmente aguentará muito tempo, e pior parece ser impossível. O Montenegro, a ver vamos.
Quem more na margem sul está, certamente, apreensivo quanto à capacidade de haver uma atuação atempada da emergência médica em caso de necessidade. Nunca imaginei que o SNS chegasse a este estado. Será que não é de propósito para alavancar o setor privado da saúde?
Nota: espero que o Trump, tendo conhecimento do estado da saúde em Portugal, planeie uma "intervenção benigna" para fazer a extração da Ana Paula Martins. Ficaríamos finalmente livres da moça. E, en passant, mais uma observação: como é possível termos um ministro dos negócios estrangeiros que, com aquele seu ar apertadinho, consegue dizer um disparate tão grande?
O governo não tem ponta por onde se pegue!
7 comentários:
Pois é caro Senhor, este desgoverno não tem ponta por onde se pegue. É uma bola de neve que arrasta tudo para a desgraça do país. Entende que a saúde é um negócio que tem que dar lucro. Por isso propôs -se dar cabo do SNS e está a conseguir apesar do sacrifício do pessoal médico. Mas não é o único. Marcelo deu um bom empurrão. Tenhamos fé na inteligência dos votantes nestas eleições. Cumprimentos.
A comunicação social está sem um pingo de vergonha no favorecimento da direita ao nível de comentário e de tempo antena. Agora, a SIC já percebeu o fiasco do seu candidato MM e já aposta no travesti Seguro o "carteiro" de Passos Coelho e Santana Lopes.
O PS perdeu o respeito pelos seus eleitores de longos anos ao apoiar um candidato vendido ao PSD . Até os as figuras de relevo na historia do PSD ao longo da democracia dizem que Zé Tó Seguro é um homem sem ideias adquirindo as do governo como suas.
É humilhante para a esquerda dentro do PS.
Cada vez mais o voto contra a direita só pode ser no Almirante GM.
O rapaz tem razão ao dizer que -não há falta de meios- não disse foi que - há é doentes a mais -. Deixem o luis trabalhar.
PS. ontem no insta. surgiu-me uma dinamarquesa a falar tuga, a dizer que tinha saudades do SUS dos anos que trabalhou no BR. pois lá na terra dela tem de se ligar a um numero -deve ser tipo S24- e se o dr não entender não pode ir ás urgencias. Há tempo no utube outra, esta americana e dra. LIZ, que também trabalhou no BR, a contar que quando teve necessidade de ir ao SUS, a médica levou quase uma hora a fazer perguntas sobre se tinha alergias o que comia se dormia bem etc e tal. Estava espantada pois na terra trampa e logo no curso, são mentalizados a não PERDER mais que 7 minutos com o paciente.
Até me admirei de o kennedy ter convencido o trampa e companhia a inverter a piramide dos alimentos, e a dizer que os governos tem enganado as pessoas sobre isso, coisa que alguns médicos já diziam há muito tempo. Vamos ver se a coisa vai em frente, se toda a malta desata a comer bifes, o preço vai disparar e o ze so vai mesmo continuar a poder comer ração.
PS2. Essa noticia da piramide invadiu logo a net, mas nas tvs que passam o tempo a mostrar as parvoices e fanfarronices do trampa, que eu visse ainda não deram por isso. Curioso.
Quando diz "...sacrifício do pessoal médico.." refere-se aquele bando (de pessoal médico) que se recusa a deslocar-se de Almada para o Barreiro, para garantir as urgências, dada a distância extrema entre ambas as localidades?
Alegremo-nos, a pesar de levarmos com um governo e presidente que desrespeitam os portugueses. Uma grande banda portuguesa.
https://www.youtube.com/watch?v=Hsk03KqDsX4&list=RDHsk03KqDsX4&start_radio=1
Talvez fosse de tentar o recurso aos médicos do hospital de Setúbal, mas vendo as notícias a miséria é igual ou parecida. Quem sabe, despachar para o Barreiro médicos dos hospitais centrais de Lisboa, onde as urgências são exemplares. Até há barco e é rápido.
Preocupações para quê? A manada vai, daqui a oito dias, votar mansamente.
Depois admirem-se que o outro já seja o segundo partido mais votado!
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