quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Um encantamento, um deslumbramentozito, uns calores, uma ternura especial, tudo em graus diferentes consoante as pessoas... Agora amor...


No post abaixo já me insurgi contra o trafulha-mor que nos engana com um descaramento que ultrapassa os limites da decência e também contra os palermas dos jornalistas que lhe dão cobertura; e depois, para ver se me me purificava, já clamei por um silêncio branco, mergulhando na pedra limpa e fria, nessa alvura macia que é como um ventre puro ao qual me acolho quando estou muito incomodada.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.

*

Música, por favor




A Leitora JV, num comentário a um post mais abaixo e do qual me permito aqui transcrever uma parte abreviando parte do nome ali referido (mas, lendo o comentário, poderão perceber a que deus adormecido ela se refere), escreveu belas palavras sobre o não-amor.
Mas a que porta veio ela bater, logo à minha que sou toda de amores, amores com todas as letras, amores que começam e acabam ou que duram uma vida, amores de todas as qualidades e feitios.
Eis então as palavras de JV:



O A. é um querido, um homem a sério, romântico até à 5ª casa, só que não mente a si próprio e, como é um tipo decente, também não engana os outros. Não ama, diz que não ama, pronto, aliás o que ele diz é que não há amor. É o que toda a gente pensa e ninguém admite, e depois vêm, a esses sim, as depressões, a procura de um estado de felicidade que não existe e os suicídios, ao que ele responde: amigo, isso é uma parvoíce, puseram-te no mundo para agora te suicidares? Vai à luta, seja ela qual for!

Oh, sim, ele é romântico e apaixonado, agora amor... 

Agora depois de ler o corcunda de notre dame, acho que toda a gente fica a saber que essa coisa do amor não existe. O padre coitado tem falta de sexo, a rapariga convence-se de que um tipo reles, mas bonitito, é um herói de contos de fadas (amor? Não, pura ilusão de mulher que enfia as qualidades que quer ver num homem no primeiro que lhe aparece), o amigo poeta ou dramaturgo, ou lá ou que ele é, gosta mais da cabrinha do que da rapariga, o corcunda também tem falta de sexo e de afeto maternal...

Um encantamento, um deslumbramentozito, uns calores, uma ternura especial, tudo em graus diferentes consoante as pessoas... Agora amor...

*



A Delphica Nº1 acabadinha de pousar no meu sofá
Ó deâmbula alma inquieta,
porque te moves às cegas
nesse ermo que se enovela
entre o que és e o que pareces?
Por que te pões tão secreta,
se debaixo de teus véus
todos logo te percebem
nos mil papéis que interpretas?
Por que temes, alma inquieta,
esse dia em que, perplexa,
souberes que não te hospedem
o paraíso ou o inferno?

(...)


Sê mais sábia, ó alma inquieta,
se concede que te levem
as águas em que navegas
sem bússula ou planisfério.

Sê mais sábia - e não espera
que te curem das mazelas
esses deuses a quem rezas
e que, surdos, te desprezam.









*

O amor em dias de chuva




*

  • A música é Baby, I'm a fool de Melody Gardot
  • O poema é Ó deâmbula alma inquieta de Ivan Junqueira in Delphica, letras & artes nº 1 (publicação a quem desejo a melhor sorte: tomara que vingue!)
  • As imagens mostram a luxuriante cor de 2014, o Orquídea Radiante, um maravilhoso quase lilás de que eu gosto até mais não poder
  • O vídeo mostra um excerto de um dos meus filmes de eleição, o Lady Chatterley
*

Relembro: No post abaixo há fúrias e arte em branco.

Convido-vos ainda a irem até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, onde hoje tenho Al Berto dito por Guilherme Gomes e palavras minhas que confessam a minha vida dupla.

*

E, com isto e perdida, mas ó senhores, perdida mesmo de sono, incapaz de reler o que quer que seja, e, por isso, desde já me penitenciando por mais do que prováveis gralhas, por agora me despeço. 

Tenham, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira!

E, assim como assim... cherchez l'amour.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Nestes dias sombrios, poluídos, em que somos espoliados, manipulados, ofendidos, apetece-me o silêncio e o branco. Apetece-me a beleza silenciosa e branca. Arte em branco, se possível.


Venho no carro, o trânsito congestionado, e tento ouvir as notícias. Ontem ouvi o mentiroso compulsivo, aquele que foi eleito com base em mentiras e que, desde então, não tem feito outra coisa senão disparates e persistir nas mentiras, aquele que aumenta a dívida quando deveria, no mínimo, contê-la, a dizer, com ar convicto e puritano, que queria pagá-la, que não é dos que defendem a sua reestruturação, e, acto contínuo, afirmou, que queria rolar o stock da dívida. Eu estava no carro e não podia largar ali o carro e ir a correr até Massamá para lhe espetar uma tarte na cara ou lhe atirar um copo de água à cara. Juro. É que já só tenho pensamentos deste género em relação a estes fulanos que mentem, disfarçando as palavras. Na mesma frase disse uma coisa e o seu contrário. Rolar o stock da dívida, naquela estúpida novilíngua que fala, significa aquilo que se designa por reestruturar a dívida, negociando a sua maturidade, ou seja, a dívida que se vence daqui por um ano, renegociá-la para a pagar daqui por três anos ou pedir novo empréstimo para pagar este. Ou seja, empurrar com a barriga. 

Pois hoje não é que ouço os jornalistas todos a noticiarem que ele quer pagar a dívida, que é contra a sua reestruturação? Jornalistas burros! Não perceberam que ele disse isso mas que, na mesma frase, disse o contrário embora mascarasse as palavras de economês? Burros que ajudam à festa, contribuindo para a manutenção do embuste.

É a mesma coisa que eu dizer que quero emagrecer e, na mesma frase, dizer que quero manter o mesmo número líquido de calorias diárias. O zé-povinho percebe a primeira parte e não percebe bem o resto pelo que regista apenas a primeira parte. E não há um único jornalista que descodifique e diga: mas, se quer emagrecer, entre as calorias que ingere e as que gasta, tem que haver uma redução. Ora, se diz que as quer manter, é porque não quer emagrecer. Está a mentir.

Cambada de embusteiros. E cambada de jornalistas ignorantes. 

Fico piursa com isto. É que, a toda a santa hora, há coisas que indignam qualquer um. Não há paciência. Só à estalada.

Depois, como não consigo largar o carro e ir atirar tomates, copos de água, ou coisas do género, à cara desta cambada, mudo para a Antena 2 e ponho-me a ouvir ópera, ou uma pianada ou o que estiver a dar.

Aos poucos começo, então, a tranquilizar-me, a deixar que o silêncio me envolva, e, tantas vezes, embora esteja a conduzir de noite, começo a sentir-me envolta em branco.


Maravilhosa Danaïd, também conhecida por A Primavera - escultura de Rodin


Branco. Silêncio. Quietude. É o que quero em dias assim. Por favor. Um pouco de branco.





(Da trilogia das três cores, Branco, Azul, Encarnado)
 White - Krzystof KieslowskiIntérpretes: Zbigniew Zamachowski e Julie Delpy
Maravilhosa música: Zbigniew Preisner





Adágio Branco do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky.
Bailarinos: Svetlana Zakharova, Andrei Uvarov.
Orquestra do Teatro Bolshoi 






White: A History of Art in Three Colours - apresentado por James Fox, BBC


In the Age of Reason, it was the rediscovery of the white columns and marbles of antiquity that made white the most virtuous of colours. For the flamboyant JJ Wickelmann and the British genius Josiah Wedgewood, white embodied all the Enlightenment values of justice, equality and reason.


*

NB: Este template do blogue tem vida própria e põe-me algumas linhas às cores embora eu não o queira. Queria ter esta página toda escrita a branco (com excepção para as palavras que contêm links) mas a verdade é que não consigo retirar as cores. Vai assim e um dia destes mudo o template.

'Mickey Kamasutra', 'O Anjo do Colesterol', 'O herói, o líder e deus', 'Este é o meu corpo, este é o meu sangue' - a arte feita de provocação. Alexander Kosolapov, o irreverente.


Em dia de mais uma humilhação nacional, com o leilão de Miró abortado por uma leiloeira estrangeira face aos indícios de irregularidades, com o País a assistir perplexo a um abandalhamento pelintra, a um governo desmiolado com secretários que parecem gente expatriada, já escrevi sobre a minha agonia no post abaixo.

Para gente como a que nos (des)governa, a arte é coisa de somenos, a arte é coisa nenhuma. Arte como a de Miró, então, é coisa que não lhes assiste.

Mas isso é a seguir.

*

Aqui, agora, a conversa, sendo ainda sobre arte, é sobre uma outra forma de arte.

Mas, para já, que entre a música: The Golden Voice, The Clown Pity Party com as Royal. O vídeo é do além mas até nisso acho que não está mal. Acho que  faz um bom acompanhamento ao que vou mostrar.






Vou, pois, falar de um artista que, em boa hora, me foi dado a conhecer por um simpático Leitor a quem, uma vez mais agradeço.

Lá está: gosto de bad boys e Alexander Kosolapov é nitidamente um deles. Nasceu em Moscovo em 1943; vive e trabalha em Nova Iorque desde 1975.


As suas obras estão expostas em numerosas colecções e museus.

Museum Of Modern Art, MOMA, New York.
The New Museum of Contemporary Art, New York
New York Public Library, New York.
Kupferstift Kabinet, Berlin, Germany.
Albertina, Vienna, Austria.
Chase Manhattan Bank, New York.
National Jewish Museum, B'nay B'rith Klauthznik, Washington.
Russian Museum, St.-Peterburg, Russia.
Tretjakov Gallery, Moscow, Russia.
Museum of art, The Duke University, N.C.
Wihlhelm-Hack-Museum, Ludwigshafen, Germany.
The State-Zarizin Museum, Moscow, Russia.
Zimmerly Art Museum, Rutgers, New Jersey.
Art Museum University of South Florida, Tampa.
Moderna galerija Ljubljana, Slovenia
Museum Moderner Kunst, Stiftung Worlen,Passau, Germany

As suas obras são espantosas pelo têm humor, criatividade, ironia, crítica política e social. Sem mais palavras porque elas falam por si, aqui as deixo convosco.


Da série Mickey Kamasutra







The Angel of Cholesterol




This is my body  This is my blood
















Hero, Leader, God



*

(A ver se Passos Coelho não deita a mão a estas porque senão depois, sem a gente dar conta disso, não descansa enquanto não lhes der descaminho)


***
  • Relembro: sobre o episódio negro da tentativa frustrada de Passos Coelho vender quase à socapa 85 obras de Miró, é descerem, por favor, até ao post seguinte.
  • Alerta: caso queiram ver uma troca de comentários do mais animado que há e envolvendo a Lovely Lídia, cliquem aqui. O máximo!
***

E, com isto, me fico por hoje. Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta feira. 

Está de chuva, está vento e tal. Pois que esteja. O dia pode ser bom na mesma, ora essa.


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Christie's cancela leilão da colecção Miró. Xavier Barreto diz que temeu que houvesse ilicitude na expedição dos 85 quadros para fora do País mas, assim como assim, deixou que a operação prosseguisse e pergunta se as pessoas preferem pagar mais pela saúde para manterem os Mirós. Fiquei pasma a ouvir as barbaridades que aquela estranha e irrelevante criatura disse e, sinceramente, duvido que esteja ligada à Cultura. Deve ser coveiro ou coisa do género.


El somriure de les ales flamejants

Joan Miró

Menos mal que a leiloeira Christie's tenha cancelado a venda dos 85 quadros de Joan Miró mas, ó senhores, teríamos nós, Portugueses, que passar por mais esta humilhação nacional? 


No meio de ilícitos e outras atitudes pouco claras, negligentes e ignorantes, teve que ser uma leiloeira que ainda por cima nem é portuguesa a perceber o ensarilhamento que ali estava armado?

Teve que ser uma leiloeira a travar mais uma barbaridade que esta gente desalmada e trapalhona queria levar a cabo?

Juro que isto me mete nojo. Nojo. Até me custa falar nisto. Sinto-me humilhada.

Estamos entregues à mais desqualificada gentalha de que há memória. Desprezam o povo, desprezam o património, desprezam a cultura.

Pergunto-me: todo este empobrecimento está a ser feito em nome de quê?

Pintura de Miró
(de quem já aqui falei algumas vezes)
Para pagar a dívida não é porque quando pegaram no governo ainda não tinha atingido os 100% e, depois disto tudo, já vai em cerca de 130%.

Para travar o desemprego também não é, porque o desemprego disparou brutalmente com eles.

Para travar a emigração não é, porque os jovens não param de fugir do país.

Para eliminarem as ditas 'gorduras de Estado' não é porque não pararam de crescer.

Para relançar a economia não é porque as falências dispararam dramaticamente.


Então, se não é para resolver os problemas do País, é para quê?

Para preservar a cultura é que não é. 


E, como dizia Churchill, se não é para preservar a cultura, então para que é que estamos em guerra?


No meio disto, deste pântano infecto em que parece não se perceber quem foram os incompetentes e ignorantes que conduziram este vergonhoso processo, não vou deter-me na irrelevante criatura que parece não ter sabido da coisa a tempo e horas e que, quando soube, segundo o meu marido, deve ter dito 'que se f...' - e deixou andar.




A criatura é irrelevante, não está lá a fazer nada, deve sair não por isto mas por tudo, porque não faz falta, porque ninguém no governo lhe liga patavina e porque ele próprio não se dá ao respeito. Não vale a pena perder tempo com ele. 

Eu responsabilizo por isto duas pessoas: o Primeiro-Ministro e o Presidente da República. Se não estão cá para zelar pelos interesses nacionais estão para quê?

Por mim, há muito tempo e cada vez mais, para esta gente a porta da rua é a serventia da casa. 

Os Leitores perguntam e eu respondo. 1ª pergunta: 'Às vezes não se farta de si própria?'; 2ª pergunta: 'Acha mesmo que o príncipe Andrea é mesmo muito bonito?'. As respostas vêm já a seguir.


Bom, depois de, nos posts abaixo, já ter falado do perigo que são as mulheres ciumentas (as mais infalíveis investigadoras à superfície da terra) e de ter falado da mais recente perigosa, a Michelle Obama (o Barack que se cuide), e depois de ter apresentado uma série de sinónimos a la Lídia, agora vou falar de uma outra coisa.


Num comentário lá mais para baixo, uma Leitora cujo nick me causa brotoeja e que portanto aqui trato por JV (tal como ela me sugeriu), escreveu:

Não tenho comentado nada porque estou assoberbada de trabalho e sono e acho que o meu paleio também é um pouco limitado: a minha conversa é sempre a mesma! Às vezes não se farta de si própria?

Acha mesmo que o princípe Andrea é mesmo muito bonito? Segundo as conceções dominantes, ele é de facto muito belo, mas tem cara de quem, precisamente, se acha bonito. Nunca gostei muito desse género, sou mais Don Draper, sério e charmoso.


As perguntas talvez fossem retóricas mas eu, como hoje estou para o paleio, vou responder. Ora, então, vejamos: 


1. Às vezes não se farta de si própria?


Por acaso não é muito frequente. Tenho uma razoável auto-estima.
No outro dia estive a ver os signos e, por ser caranguejo, isto da  auto-estima e da auto-motivação bate certo.
E tento fazer tudo (ou quase tudo) o que gosto. Se de dia me maço um bocado, desforro-me aqui à noite. Ou vice-versa. Ou arranjo maneira de descomprimir, passeando, indo às compras, mandando vir com alguém.

No outro dia estava mesmo um bocado farta (mas isto de dizer um bocado é porque é mesmo um bocado, é coisa que dura no máximo umas horas). Cheguei a casa, pus-me em frente do espelho e estava mesmo farta, até do meu visual. Peguei na tesoura e foi um ver se te avias, um desbaste que só visto. Mudei completamente de look. Depois pus-me debaixo do chuveiro e, quando me voltei a ver ao espelho, estava tão outra que nem me lembrei de que, minutos antes, estava farta. Só agora é que me voltei a lembrar disso.

Isto dito assim, deve dar a ideia de que sou completamente fútil. Ora não é bem assim. Sou mas só um bocadinho.

E, para o comprovar, faço notar que nem sempre a coisa se resolve com auto corte de cabelo e chuveirada. Acontece por vezes que, em vez disso, pegue num livro e arranje maneira de me alienar. Tenho o meu lado (secreto) de intelectual.


2ª Acha mesmo que o príncipe Andrea é mesmo muito bonito?


Acho-o lindo, perfeito. Tal como referi, faz-me lembrar o rapazinho de Morte em Veneza, aquela beleza andrógina que por vezes desperta sentimentos ambíguos.

No entanto, como mulher, confesso: a beleza de Andrea deixa-me indiferente.

Já antes aqui o disse algumas vezes. O género que eu prefiro é outro. Sou mais dada a sarrafeiros (como o meu filho um dia, escandalizado ao ouvir-me exprimir a minha opinião, chamou a um dos que vou agora referir). Gosto de bad boys. Homens imperfeitos. A perfeição nos homens maça-me. Aliás maça-me a perfeição nos homens e em quase tudo nesta vida. Mas nos homens ainda mais. Gosto de homens desalinhados, que a gente perceba que não se ensaiam nada para se portarem mal. Mas que saibam sorrir com travessura, que saibam ser meiguinhos (mesmo que só em privado), e - muito importante! - que tenham carradas de sentido de humor. 


O Don Draper é um giraço, lá isso é, mas não sei se não será demasiado bem comportado, certinho, ambicioso, talvez um bocado convencido, não sei. 

Mas que se note: se tivesse que ser, não tinha problema nenhum.


Mas o meu género é mais como o Zidane ou como o Bruno Alves, isto para me ficar pelo mundo do futebol.




Acho-os com muita pinta, raçudos, têm punch, devem ter uma boa pegada (no sentido brasileiro do termo, do verbo pegar), e gosto da cara e do físico deles, gosto de homens que pareçam ter algum sangue árabe. 





Ou seja, resumindo: como mulher, o meu género é o anti-Andrea.

Mas, de qualquer maneira, reconheço que ele é uma gracinha, especialmente quando se despenteia e anda mal vestido. E com barba ruiva, desportivo, e todo querido no seu papel de pai, começa a densificar e a ficar mais interessante. Mas, enfim, é o que é.



Espero ter respondido cabalmente às duas perguntas...


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Relembro: Por aí abaixo há mais um pouco de tudo. Hoje estou estafada demais para me estar a maçar com Medinas Carreiras, Poiares Maduro, Palermas a metro e outros Papagaios que por aí andam. Tenho mais que fazer.

Se vocês, meus Caros Leitores, estiverem como eu, terão pano para mangas nos dois posts seguintes.


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E há ainda o Ginjal e Lisboa. Hoje, por lá há Inquietação com o Camané e os Dead Combo sobre uma maravilhosa animação. As minhas palavras e uma fotografia estão a condizer com o ambiente. Deve ser porque me inquietei por lá que, a seguir, vim para aqui jardinar.

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Bem, e com tanta escritura já passa outra vez das duas da manhã. Santa paciência comigo mesma: ando a ver se me domestico para ir cedo para a cama e, afinal, é sempre esta pouca vergonha.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça feira!

Mulheres ciumentas são fogo . [O Barack Obama que o diga que já nem deve saber para que lado se há-de virar com os ciúmes da Michelle]


Depois de, no post abaixo, vos ter deixado com oportunos sinónimos enviados pela Lovely Lídia, agora aqui deixo-os com uma anedota que ela me enviou. A seguir, teço uma série de considerações e falo da mais recente fofoca. Sou opiniosa e cusca, que hei-de eu fazer?

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MENSAGENS TROCADAS ENTRE MARIDO E MULHER


Marido:
- Fui atropelado na saída do escritório. A Paula trouxe-me ao Hospital. Estive a fazer exames até agora. A pancada na cabeça parece que não causou lesão séria. Mas tive uma fractura feia na perna direita e talvez tenha que amputar o pé.

Esposa:
- Quem é a Paula?

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E, sabido que é que sou dada a relambórios e post quilométricos, para este postezito não ficar muito pequenino, junto três imagens que falam por si. 





Há mulheres doentiamente ciumentas, que em tudo vêem indícios de traição. Não é bom isso, especialmente para as próprias.

(Até porque isso vai fazer com que o companheiro passe a ser mais cauteloso e, portanto, se torne mais difícil de apanhar)






Isto aqui ao lado, de uma mulher ciumenta fazer uma investigação melhor que o FBI, é um facto. 


Tenho na família mulheres que, a partir de simples e aparentemente inócuos indícios, conseguiram descobrir traições e, inclusivamente, apanhar o marido praticamente com a boca na botija. Uma mulher ciumenta parece que fica possuída, mas possuída a sério, coisa mesmo de ficar com poderes incomuns. Um homem que ande a pular a cerca e perceba que a mulher está desconfiada, mais vale pôr as barbas de molho: mais tarde ou mais cedo vai ser apanhado. E, enquanto isso não acontecer, a mulher vai vasculhar toda a vida e todos os hábitos da sua rival e só não lhe fará a vida negra se tiver uma grande força de vontade. 

Uma mulher ciumenta é um perigo.



Uma mulher ciumenta torna-se má, incompreensiva, a sua tolerância baixa para grau zero. Nada a fazer. Uma mulher ciumenta é uma espinha na garganta do marido, uma bolha no pé. Faça o homem o que fizer, vai ter a mulher à perna. Pode o homem julgar que lhe está a dar a volta, que se anda a portar bem e que a mulher se tranquilizou. Engano. Uma mulher ciumenta não dorme, não dá tréguas, uma mulher ciumenta não vai descansar enquanto não tirar tudo a limpo, enquanto não juntar provas, enquanto não se vingar. 

Pode dizer-se que uma mulher ciumenta o é porque é insegura. Não sei. Isso já é psicologia a mais para mim. Eu só sei o que vejo e o que vejo é que qualquer homem, se for inteligente, nunca dará motivos à mulher para que ela sinta ciúmes.




*

A mais recente ciumenta enfurecida parece ser Michelle Obama que, perante o encantamento todo sedutor do sexy Barack com a ministra dinamarquesa no funeral de Mandela, quando tiraram a famosa selfie (com o Cameron a colar-se), não apenas se passou dos carretos como se pôs de novo em guarda. Parece que, já há uns anos atrás, ela o tinha avisado mas, qual quê, o poder dá muita pica e a adrenalina puxa para o pecado. O certo é que ela ficou brava.


E mulher em guarda que se preze, se vai à procura, encontra. E encontrou. Aparentemente os Serviços Secretos andam a encobrir um (ou mais?) affair do Presidente. Não sei se a coisa se passa na Sala Oval, se mete charutos ou vestidos azuis. A Casa Branca, tal como o Eliseu, são férteis em puladas de cerca e tudo é de esperar dos Presidentes que por lá passam.

Mas a Michelle tem ar de ser temível e ginástica não lhe falta para lidar com a situação. Consta que já dormem em quartos separados e que a coisa está por um fio. Pode ser que o casamento se aguente até ao fim do mandato mas o sexy Barack que se cuide. Não sei não. Eu, no lugar dele, tinha medo. É que ela, quando abre a boca e franze o sobrolho, fica com um ar ameaçador.

*

Relembro:  significados é com a Lovely Lídia. Já aqui abaixo.


Lovely Lídia e os significados


Desde que:

  • a memória de um amor foi definida "a cristalização do sentimento", 
  • e a pontualidade "um furto feito ao tempo", 
  • a arte "uma doença",
  • o amor "uma ilusão", 
  • a mulher "uma esfinge sem segredos", 

tornou-se um exercício escolar definir:

  • o amor "o contacto entre duas epidermes", 
  • a cólera  "uma descarga adrenalinica"; 
  • a vida "um passeio para o cancro"; 
  • o pranto, "uma solução de água e cloreto de sódio; 
  • a dança "uma ginástica do adultério; 
  • o beijo," uma troca de bacilos"; 
  • o Jornalista "uma consciência alugada"; 
  • os negócios "o dinheiro dos outros"; 

  • a guerra "um jogo entre o dollar, a libra e o Euro, ou seja "o mais belo match nulo deste século"



*  *  *

[Recebido por mail da Leitora Lídia Drummond, a Crazy Blondie]

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

As cidades e o desejo


No post a seguir a este mostro as fotografias do casamento religioso de Andrea, o belo filho de Carolina de Mónaco, com a rica Tatiana Santo Domingo. Glamour, romantismo, magia e belas toilettes - a principesca família monegasca (quase toda) num dia de neve, rosas brancas e centenas de velas. A não perder.

Mas isso é mais abaixo. Aqui, agora, a conversa é outra.

*



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Dali, ao cabo de seis dias e sete noites, o homem chega a Zobaida, cidade branca, bem exposta à lua, com ruas que se viram sobre si próprias como num cotovelo.

Conta-se isto da sua fundação: homens de nações diferentes tiveram um sonho igual, viram uma mulher correr de noite por uma cidade desconhecida, por trás, de cabelos compridos, e estava nua. Sonharam que a seguiam. Ora um ora outro, todos a perderam. Depois do sonho andaram à procura dessa cidade; não a descobriram mas encontraram-se uns aos outros; decidiram construir uma cidade como a do sonho.





Na disposição das ruas cada um refez o percurso da sua perseguição; no ponto em que tinha perdido o rasto da fugitiva ordenou diferentemente do sonho os espaços e as paredes de modo a que ela já não lhe pudesse fugir.

Esta passou a ser a cidade de Zobaida em que se estabeleceram à espera de que uma noite se repetisse aquela cena. Nenhum deles, nem em sonhos nem acordado, voltou a ver essa mulher.


As ruas da cidade eram as mesmas em que eles iam para o trabalho todos os dias, já sem nenhuma relação com a perseguição sonhada. Que de resto já tinha sido esquecida há muito tempo.

Chegaram mais homens de outros países, que haviam tido um sonho como o deles, e na cidade de Zobaida reconheciam algo das ruas do sonho, e mudavam de lugar pórticos e escadas para que se parecessem mais com o caminho da mulher perseguida e para que no ponto em que desaparecera já não tivesse saída.




















Os primeiros chegados não compreendiam o que atraía esta gente a Zobaida, a esta feia cidade, a esta ratoeira.


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  • O texto é As cidades e o desejo - 5  de Italo Calvino in 'As Cidades Invisíveis'
  • A música é The Beatitudes de Vladimir Martynov interpretado por Sirin Ensemble.

  • As fotografias são fantásticas vistas aéreas respectivamente de Paris, Barcelona, Nova Iorque (com o Central Park no centro - passe a redundância) e Berna e não sei quem as fez mas eu obtive-as no Obvious. Todas as cidades começaram um dia e começaram com motivações individuais, pequenos sonhos, fantasias, desejo de uma qualquer coisa.



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Relembro: para verem fotografias do casório principesco de um dos mais belos rapazes de famílias reais é descerem até o próximo post.

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Muito gostaria ainda de vos convidar a irem de visita ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa. Hoje tenho a poesia de A. M. Pires Cabral e uma certa Balada Astral de Miguel Araújo que aqui é acompanhado por Inês Viterbo.

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E, por agora, por aqui me fico. 
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira.

domingo, fevereiro 02, 2014

Fotografias do casamento religioso de Andrea Casiraghi e Tatiana Santo Domingo. Foi um momento romântico em Gstaad, Suiça: nevava e a igreja era pura magia, entre centenas de velas e rosas brancas. Tão notada foi a elegância dos convidados como a ausência de outros.


Aquela família tem glamour. Façam o que fizeram há neles qualquer coisa que atrai as atenções. Talvez seja porque ali há de tudo: beleza, elegância, glamour, tragédias, irreverência, traições, paixão.

É certo que as famílias reais já não são a mesma coisa, é tudo muito diferente dos contos de princesas na nossa infância e é também um facto que o Mónaco não é propriamente um reino que meta medo a alguém, até o Eurodisney lhe fica a ganhar. Parece tudo a brincar, desde o tamanho do território, à sua bela localização, à vida plena de aventuras de todos os seus membros.

Andrea Casiraghi e Tatiana Santo Domingo já em Agosto se tinham casado, conforme na altura aqui comentei. Tinha sido uma cerimónia hippie chic, tão ao gosto da noiva, muita animação e pouco formalismo e tinha sido um casamento civil.



Pois bem, se na altura era verão e tudo se passou em ambiente encalorado, agora que o casamento foi religioso, escolheram o frio a sério.

As fotografias, pintalgadas pela neve, quase remetem para aquele ambiente mágico dos filmes de príncipes e princesas, castelos de altas ameias e fadas madrinhas.

O acontecimento teve lugar na igreja de Saint-Nicolas, em Rougemont, Gstaad, na Suiça, um frio de rachar, roupas a condizer - mas sempre aquela fantástica elegância que sempre caracteriza estes encontros de beautiful people.


Tatiana desta vez vestiu Valentino (que também foi convidado) e, em vez do cabelo solto que tinha no casamento civil, agora tinha-o caprichadamente apanhado e usava uma bela tiara de diamantes.


Andrea, o noivo, um dos homens mais belos da realeza de todos os tempos segundo a  BeautifulPeople.com, estava como é: lindo. As suas feições perfeitas sobressaíam naquele cenário irreal. Um verdadeiro príncipe, um principezinho. (Nesta fotografia até quase parece aquele etéreo efebo de A Morte em Veneza)


Carolina, elegante como sempre, lá compareceu em mais um evento dos seus irreverentes filhos.  Na fotografia aqui ao lado parece estar de robe de chambre mas admito que, ao vivo, a coisa fosse diferente e que, por baixo, tivesse um vestido de arrasar.


Não há muito tempo foi avó pela segunda vez, desta vez do filho da sua bela filha Charlotte. 


Aos 27 anos, Charlotte Casiraghi, solteira, foi mãe de Raphäel, fruto da sua relação com o actor e humorista francês Gad Elmaleh, de 42 anos.


Ao casamento religioso do irmão, Charlotte compareceu sozinha. O pai da criança não compareceu, parece que tinha que fazer. Quem também não compareceu foi a tia do noivo, a desenfiada Stephanie. Nem ela nem as filhas. As relações entre ela e a mana Carolina não estão grande coisa, pelo que li.

Outra que também não apareceu foi a aparentemente sempre triste Princesa Charlene. Dizem que teve compromissos oficiais. Nada de estranho dado que as relações entre ela e o ex-solteirão Albert parece que estão frias desde o dia do casamento.

De resto, nevava, os convidados tinham que se abrigar - e a igreja, ao que dizem, estava linda, toda decorada com rosas brancas e iluminada por centenas de velas.

Aqui à esquerda parece-me ser a bela e elegante Beatrice Borromeo, a namorada de Pierre Casiraghi, o mais novo dos três filhos de Carolina e Stefano Casiraghi. O vestido é uma maravilha e combina lindamente com o agasalho.



Esta beldade aqui à direita não sei quem é mas gosto do conjunto, desde o penteado, ao vestido e ao casaquinho.


Bem que me estava a apetecer ter agora algum casamento deste género para poder vestir um modelito assim, à maneira.

E, tirando todo este glamour e rêverie, o que digo é que tomara que este casamento dê certo e que sejam muito felizes - e desejo isto a este casal como desejo a todos. 

É bom as pessoas sentirem-se amadas e terem vidas longas e felizes, sem dramalhões, tragédias, tristezas, coisas que toldem a alegria de viver. 

*

[Sou assim, nada a fazer: pelo-me por uma bela história de amor e por uma festa de casamento com toilettes elegantes. Dá-me logo para o romantismo. 

Foi pena foi não ter estado mesmo lá mas, enfim, vejo as fotografias e imagino o resto.]


Para ser coadjuvada na organização do antes e na reconstrução do depois, estou a pensar seguir o exemplo da dominatrix do vídeo que aqui vos mostro. Se ela, só para receber o marido, recorreu a este estratagema, eu, para receber também os meus pimentinhas (e respectivos progenitores), tenho mais do que razões para recrutar uma resma de masocas...!


No post abaixo já vos falei das razões particulares para a animação que hoje (uma vez mais) reinou aqui por casa. 

E, claro, da animação nasce a desarrumação. E antes da animação há a preparação. E, depois de tudo, começa outra fase que é a da arrumação.

Ou seja: agora que aqui estou, a coisa já está minimamente regularizada mas acho que, daqui para a frente, vou adoptar a táctica da dona de casa que aparece no vídeo que vos vou mostrar lá em baixo.

Entretanto, mostro-vos um bocadinho da festa que acontece de cada vez que os quatro pimentinhas estão juntos. 


Chegaram vindos da ginástica e, portanto, supostamente cansados. Mas qual cansaço...? Nenhum. 

Depois de almoço brincam, brincam, pegam-se uns com os outros especialmente quando o sono espreita, fazem as pazes, brincam, brincam. É que nem pensar em dormirem a sesta. Nada. Depois lancham. E, a seguir, brincam, brincam, brincam. Só quando, ao fim do dia, caem no carro é que adormecem, perdidos de sono com tamanha estafadeira.

A minha bonequinha mais linda está grande, doce e sempre muito feminina. 

No meio da maior confusão que os três rapazes armam, ela mantém-se a brincar sossegadinha. 

Hoje estava com o cãozinho de louça que se vê na fotografia. 

É um cão a que achei muita graça uma vez em que estava em Honfleur e com saudades da minha cadelinha que tinha ficado em Portugal. A minha não era nada assim, era uma boxer, mas enfim, cão é cão. 

E então hoje a minha menina pegava-o ao colo, tapava-o, toda maternal a tomar conta do cãozinho. 

Claro que volta e meia se passa com os primos mas é coisa passageira, pois adoram-se. E com o irmão é uma doce, meiguinha que só visto.



O bebé é um pândego. Está quase a fazer ano e meio e já é super-independente. Come completamnete sozinho, seja o que for. Senta-se à mesa e nem é preciso assistência: seja sopa, seja peixe ou carne, seja sobremesa ou iogurte, manueseia a colher como um rapaz crescido. Por exemplo, revira a embalagem de iogurte para limpar tudo com uma destreza surpreendente. Até lambe a parte de dentro da tampa.

E imita a irmã e sobretudo os primos em tudo o que os vê fazer. Ri, 'fala', brinca na maior das alegrias. Gosta imenso de fazer 'moches' ao primo ex-bebé e o ex-bebé, que adora o primo-bebé, deixa-o fazer tudo o que quer. Hoje fazia de cavalo e transportava o primo ou, simplesmente, andavam na brincadeira no meio do chão.


E depois, de vez em quando, são os três mais crescidinhos que começam a fazer desenhos e jogos uns com os outros, compenetrados. 

O mais crescidinho já sabe escrever sozinho, descobrimo-lo para nossa surpresa. Começou a aparecer com frases escritas e coisas da lavra dele (ou seja, não eram palavras copiadas). Ninguém lhe ensinou, aprendeu sozinho. Sabe as letras e, pelos sons, deduz.

Claro que, volta e meio, lanço-lhe desafios a que ainda não consegue ir e fica todo arreliado comigo, acha que estou a chateá-lo (e estou... adoro pregar-lhes partidas e, para ele, são partidas que lhe prego quando lhe peço para escrever coisas a que ele, pela dedução, ainda não chega). Por exemplo: agora não me lembro qual a palavra mas sei que metia um lh e duas vogais juntas. Agora que estou a escrever isto só me lembro de coelho mas não foi, não ia sacrificar a criança com uma malapata dessas. 

E, no meio da confusão, ainda houve lugar para cortes de cabelo. O bebé já estava cabeludo, o cabelo a precisar mesmo de uma aparadela. Não foi fácil porque não pára quieto mas ficou mesmo giro, muito rapazinho, cabelinho todo curtinho.

Quem, de imediato, foi logo buscar um banquinho para que eu lhe cortasse também o cabelo foi o ex-bebé. Adora. Nem se mexe. Até me chama a atenção para cortar mais aqui ou ali para prolongar a sessão. 

Mas, enfim, como eu também adoro cortar cabelos, fico toda contente quando tenho clientela.

Bom, mas voltando à 'cena' da trabalheira que estas movimentações sempre envolvem, dizia eu lá em cima que, de futuro (um futuro muito próximo, a começar já este domingo - pois quer-me cá parecer que daqui a nada já cá os tenho de novo), vou adoptar os truques da senhora do vídeo aqui abaixo.

Ora vejam se não é uma boa (uma boa ideia, quero eu dizer).




Anúncio de Vodka (Wodka Vodka - Dominatrix Cleaning)


*

Sobre festas de aniversário, stripteases e parabéns a você, é favor descerem até ao post seguinte o qual não é recomendado a meninas seja de que sexo forem.

*

Estava cheia de boas intenções, queria responder aos comentários e aos mails. Mas não consigo, estou cheíssima de sono. E ainda quero dar uma espreitadela ao Expresso, sendo mais do que certo que adormecerei a meio.

*

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo, belo domingo.


sábado, fevereiro 01, 2014

Pepper Sparkles, a nova Mata Hari, no dia dos seus aninhos ... (Aviso às almas sensíveis: este post vem com bolinha encarnada no canto)


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Depois de ontem de madrugada vos ter deixado na companhia da Lovely Lídia, a mais temída cronista social da actualidade (confiram, por favor, o post seguinte), regresso ao computador depois de um dia assaz animado.

Por aqui é sabido: ou há passeata ou almoçarada ou festança. Motivos nunca faltam. Aliás nem são precisos. Hoje tivemos festa de anos, cantoria e brincadeira. Mas tudo muito caseiro. Nada de palcos, nada de números especiais. Somos gente discreta.

Já o mesmo não pôde dizer a menina Pepper Sparkles que o ano passado festejou o aniversário em palco. Não sei quantos anitos terá ela feito mas, assim como assim, deve ter sido uma surpresa agradável: a assistência brindou-a com uns Parabéns a Você adaptados às circunstâncias e ela ficou toda contente.

Ora bem. É sábado à noite, altura boa para cantar, dançar e festejar. Bora lá, é hora do mais puro burlesco. Festa com sorrisos e um striptease à mistura.



PS: Para que não fiquem tentados a darem-me os parabéns, vou já avisando: não fui eu que fiz anos pois, como sabem os que por aqui me visitam há algum tempo, eu sou carangueja dos pés à cabeça.





Pepper Sparkles apresenta o seu tributo a Mata Harino Festival Helsinki Burlesque Festival 2013


Atenção! Atenção! A Lovely Lídia chegou! Vem armada até aos dentes! Onde chega põe a boca no trombone. Aos abrigos! Aos abrigos!


Meus Caros, cheguei a casa tarde e más horas. A bem dizer cheguei foi cedo, já sábado dava os seus primeiros passos. Fui lendo os vossos comentários, li-os agora de novo mas, uma vez mais, não vou responder pois, senão, daí tinha que seguir directinha para a cama, sem aqui escrever mais nada. Daqui a nada tenho que pôr o almoço ao lume, que é demorado, e à uma ou antes tenho a casa cheia. Esta é a história da minha vida.

Há bocado, quando vínhamos a entrar em casa, ambos com sono, o meu marido desafiava: sempre quero ver se, cansada como estás, te vens já deitar... Pois, devia, eu sei que sim. Mas aqui estou.

No entanto, arredada que estou da realidade destas últimas 24 horas (e neste período que parece prenunciar o fim dos tempos, tantas as enormidades desta gente, que raro é o dia em que não se saíram com mais uma alarvidade ou manipulação), vou antes dar a palavra a uma Leitora de quem tenho recebido fantásticos comentários e mails. 

Tal a sua verve apaixonada, tal a avalanche de opiniões e revelações que produz que acho que merece destaque de primeira página.

Claro que, sendo ela maior e vacinada, o que ela diz a ela apenas responsabiliza.

Mas é com todo o gosto que aqui lhe abro alas. 

Quem quiser comentar ou rebater, sinta-se à vontade mas tenha presente que a partir de agora o que vai ser lido é um best of do que tenho recebido: a palavra de Lídia Drummond, mais conhecida na blogosfera por Lídia Santos, a Lovely Blondie.


I

Já deixei de comprar há muito o EXPRESSO, mas um vizinho compra e coloca-o no contentor do papel. Retirei-o e li por alto.


Eis senão quando vejo a crónica da pernóstica-possidónia Filomena Mónica a dissertar sobre o Hollande e as 3 mulheres. E diz ela que merecem ir para o panteão francês por terem ido para a cama com um homem com cara de periquito. 


Como desconheço o endereço dela, enviei um mail ao obstruso director Ricardo Costa, para lho entregar e disse: 

Diga à Senhora Dona pernóstica Filomena Mónica que merece ir para o panteão por dormir na mesma cama com um homem com cara e barbicha de chibo e que ainda por cima leva horas a falar sem dizer nada e que a sua única função é ser "his master voice"

A propósito nesse mesmo Expresso vem o que me parece ser a história verdadeira da perversa Valérie que já se tinha vingado da Ségolène com um ardil de grande maldade, e agora já se prepara para ir à India como primeira dama, pois os seus objectivos foram alcançadas e já meteu o periquito tonto na gaiola. A falta de homens está a perverter cada vez mais as fêmeas.


[Comentário enviado pela Lovely Lídia para o blogue O António Maria e do qual me deu conhecimento]


II

Todos os regimes têm os seus artistas, Salazar tinha o António Ferro, o Alforreca e o Manequim da Rua dos Fanqueiros têm a Joana Vasconcelos, a quem a pirosa Primeira Dama deu 300.000 Euros do seu orçamento para ela levar um cacilheiro ornamentado a Veneza. 


O marido tem o Ronaldo a quem condecorou recentemente. 

Estou a pensar comprar um batel muito velho, pintar umas coisas, colocar sapatos velhos do Velho e da Velha para ver se tenho um subsidio. 

Quando a Joana apresentou uma colecção no Casino Estoril telefonou-me a convidar pata ir à inauguração. Apareceu lá a Dona Maria, que tinha estado em poisio mais o Aníbal pelo menos 45 dias, tempo para lá ir o quirófano pôr-lhes botox a ela nas bochechas. a ele nos vincos da boca. A Maria parecia ter dois tomates na cara. 

Aproximou-se de mim, como se fosse uma Lady: Olá, já nos conhecemos? 

- Sim, sim Dona Maria, tomámos chá em casa da sua filha Patricia, quando casou e os Padrinhos de casamento José e Yolanda,(Oliveira e Costa) lhe ofereceram como prenda de casamento o andar na Rua Ferreira Lapa. 


Ela embasbacou e eu perguntei: Então a Senhora Dona Yolanda encontra-se bem? 

- Não sei de quem está a falar - e fugiu de mim como se tivesse peste. 

Foi uma risota com as tias, mas não com a Vasconcelos, que ficou fula, era o seu mealheiro a voar.


III


Ontem mais uma edição de OLHOS NOS OLHOS.

O Convidado era o habitual Avelino de Jesus, a quem o Ogre de vez em quando chamava de Adelino Faria. Mais uma vez lamentava a dureza dos direitos laborais, a Judite fez umas perguntas pertinentes, os patrões dizem que não, que as leis laborais estão certas e o Tonto Avelino dizia isso são os grandes empresários a quem estas leis beneficiam.


O Ogre não gostava da intromissão da loura assanhada e plastificada até que depois de uma grande zaragata, o Avelino desbobinou, o perdão da divida fiscal que o Governo fez foi uma grande fraude, aqui d´el Rei a Judite assanhou-se ninguém diz isso, antes o contrário. O Tonto Avelino insistiu e disse foi um grande erro porque demonstra aos investidores estrangeiros que dizem que aqui o crime compensa.

O Ogre saltou-lhe em cima, não o deixou explicar mais nada, foi despedido como persona não grata. 

Por um lado é bom porque não me suja os olhos. Por outro revela a censura que grassa por aí em que um Neo-Liberal já não pode criticar uma medida infame que prejudica todos os que se sacrificam para cumprir com o fisco.

Mandei-lhe uma colagem que fui fazendo à medida que se desenrolava a comédia e enviei para a TVI e para a Media Capital e para si, meu alter ego, obviamente.


Mas sobre o Medina Carreira ocorre-me o seguinte:


Para a filha não ter problemas quando ele morrer com a sua enorme fortuna em cash e propriedades (Medina tem 3 reformas e pensões e ainda recebe muita massa pois é vogal pago de muitas empresas entre elas a Fundação Oriente), pôs tudo em nome da filha e mora agora numa habitação/escritório que juridicamente é da filha. 


Quando se desbobinou o processo MONTEBRANCO, que envolve uma poderosa Advogada Ana Bruno e muitos banqueiros ( ameaça! vou mandar-lhe uma colagem cómica) um Suiço Canals e um portuga muito PSD dono de uma antiga casa de câmbio chamada MONTENEGRO (daí a gracinha da PJ chamar Montebranco). Este PSD Francisco Canas é conhecido pelo Zé das Medalhas. Nas buscas aos armazéns do Zé das Medalhas foram encontrados fortes indícios que que o Medina Carreira estava envolvido em branqueamento de capitais e dinheiro em off shores. O Procurador Rosário Teixeira, face aos fortes indícios, pediu ao Juiz Carlos Alexandre licença para fazer buscas à casa/Escritório de Medina Carreira. Mais uma fuga de informação, quando lá chegaram já lá estava a SIC do impoluto Balsemão que é unha com carne com a Justiça. Terminadas as buscas o Ogre foi a correr dar uma entrevista à Judite. A Joaninha que foi lá posta pelo Pai, o hediondo José Marques Vidal, pois o filho João (o desejado) não podia ser pelas irregularidades cometidas no processo Face Oculta que não ata nem desata, tratou de repreender o Procurador que agora está inerte. Foi posta a circular uma boutade que Medina Carreira era nome de código. Vitória! Vitória!, acabou-se a história ou não.


NB: Avelino de Jesus é professor de economia do ISEG, é neo liberal e seria seu desejo que os trabalhadores não tivessem nenhuns direitos. Ao ouvir este homúnculo fico arrepiada. Como não tenho nenhum retrato da besta, mas acho-o parecido com o Marcello Caetano para pior, só o vi sentado, utilizei uma foto deste. Não posso dizer nada sobre a sua postura corporal. Sentado, fica todo encolhido e atemorizado com o Medina Carreira que é feio de fugir. 


A minha produção é repentina e nasce da raiva que aquelas pessoas momentaneamente me provocam. A sua fisionomia é inexistente. Não tem traços fisionómicos e ainda por cima usa uns óculos no estilo do tio Marcello.

Já tenho saudades do Gaspar que conheci jovem. É sobredotado e um pouco autista. É de uma familia de Manteigas, o tio era industrial de lanificios e escritor. Chamava-se António Alçada Batista. A mãe é alentejana, irmã da mãe do Sinistro Louçã que, tal como o Alforrreca, tem um rictus satânico, mas é um bom professor.



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E, pronto, por hoje ficam por aqui as espadeiradas da muito bem informada Lovely Lídia. Devo dizer que, entretanto, já recebi mais informações mas algumas tão cabeludas que provavelmente não as darei à estampa. Ou darei? Tenho que pensar bem.

Seja como for, mantém-se o aviso. Cuidado com ela. Não venham depois dizer que eu não avisei. É que a Lovely Lídia é também conhecida por La Pasionaria. Leva tudo à frente. Nem sei até se em vez de a tratar por Lovely Lídia não deveria antes dizer Crazy Lídia. Aos abrigos, portanto! Ela anda aí... 

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E, assim sendo, por agora por aqui me fico. Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo fim de semana.
A vida é bela, o que é preciso é que a gente não dê cabo dela. 
(Eu, por mim, aproveito qualquer coisinha para me divertir.)