Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, novembro 03, 2014

Dois juízes vão ao motel e a coisa não corre bem. Um casal vai ao futebol e a mulher e outra adepta são fãs do Macedo. 'Os banqueiros' segundo a Lovely Lídia. [Humor ao domingo]


Enviada pela Leitora Lídia, a quem agradeço, cá está uma historinha que não é senão uma gracinha inocente. A imagem abaixo, que escolhi para ilustrar o texto, foi obtida na net e apenas sou capaz de identificar os nomes: à esquerda Omar Amanat e a que era, à época, sua mulher, Helena Houdová; à direira Vladislav Doronin e a namorada, Luo Zilin. Não faço ideia de quem sejam mas admito que nenhum deles seja juíz.


CLASSE É CLASSE
  



Dois juízes encontram-se no corredor do acesso a um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.

Após alguns instantes de silêncio mas mantendo-se a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso, um diz ao outro:

- Nobre colega, e não obstante este fortuito imprevisível, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o correcto seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu.

Ao que o outro respondeu:

- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o correcto, sim... no entanto, não seria justo, levando-se em consideração que... vocês estão saindo... e nós estamos entrando.


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O meu marido está a desafiar-me para ir com ele a Alvalade na quarta feira, coisa que não me motiva especialmente. Então, juntando futebol com a cena dos juízes no motel, lembrei-me do Macedo.

Por favor, entrem comigo pela Porta dos Fundos para saberem quem é o Macedo.

[Como sempre, a apresentação do vídeo não tem muito a ver com o que se vai ver mas, enfim, predispõe.]

Transcrevo:

Macedo tem 27 anos e foi descoberto em Bom Jesus de Iracema aos 13, por olheiros locais. Teve passagem pelo Lagartense, Via Dutra F.C. e Império Toledo de Futebol, mas consagrou-se na temporada de 2008-09, quando esteve no Biguaçu A.C., o "azulão" da Ilha, jogando como volante, comendo travesti e batendo o carro na noite. Hoje, está em fim de carreira, é constantemente visto em casas noturnas, lançando cortes de cabelo ridiculos e frequentando o departamento médico do clube. Macedo não existe mas, em todo time, existe um Macedo.



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A Lovely Lídia é artista que usa a técnica do corte e colagem. De língua afiada e tesourada certeira, enviou-me a obra de arte que aqui vos mostro.


Os Banqueiros



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terça-feira, outubro 21, 2014

Porque é que há sempre tantos burros a trabalharem perto do Poder? ---- A Lovely Lídia está de volta e enviou-me a explicação. Ora confiram, se fazem favor.


Era uma vez um rei que queria pescar. 

Um dia chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas. Este assegurou-lhe que não iria chover. 

A noiva do monarca vivia perto de onde ele iria e colocou a sua roupa mais elegante para acompanhá-lo. 

No caminho, ele encontrou um camponês montando o seu burro que, ao ver o rei, e disse: "Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito". 

O rei ficou pensativo e respondeu: 

"Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. Vou seguir em frente". 

E assim fez. 
Choveu torrencialmente. 

O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado. 

Furioso, o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista. Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego. 

O camponês disse: "Senhor, eu não entendo nada disso. Mas, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover". 

Então, o rei contratou o burro. 

E assim começou o costume de contratar burros para trabalhar junto ao Poder.

Desde então, eis a razão de burros ocuparem as posições mais bem pagas, em organizações assim como em qualquer governo. 




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As três primeiras imagens pertencem à campanha Dolce & Gabanna Outono/Inverno 2014/2015. Do último, que não sei se é ministro, secretário de estado ou assessor, também não sei o nome.


Agradeço à Leitora Lídia a história que me enviou.

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quarta-feira, junho 04, 2014

A estátua de David volta a Itália depois de exposição nos EUA


Depois de no post abaixo ter mostrado o fruto da educação ministrada nas universidades do PSD, evidenciando que nem escrever sabem (coisa que poderão conferir lendo três frases escritas por um tal Duarte Marques que também é capaz de ter andado a ser alimentado como o David), aqui volto-me para a estatuária.

Foi a Lovely Lídia - que me parece ser amiga de uma boa pândega - que me enviou. Tem graça e não ofende. 

Vou é já ali ver-me ao espelho que ainda hoje, com pouco mais que uns minutos para almoçar, foi uma daquelas bombas calóricas que ingeri. Bolas.




Depois de dois anos nos Estados Unidos, a estátua de David, obra prima de Michelangelo, volta à l’Academia em Florença.





Com o patrocínio de:

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Se querem ir até ao país das vírgulas destrambelhadas, queiram, por favor, descer até ao post seguinte.


domingo, junho 01, 2014

Buracos, chineses, carros na varanda, golden visa. A palavra aos Leitores.


Da Leitora Lídia recebi um naco de filosofia que passo a transcrever e cuja pertinência deixo à vossa consideração, pedindo a vossa condescendência para a linguagem que não será propriamente de salão:

Esta vida é 1 buraco - que sina...


  • Um gajo nasce por 1 buraco
  • Come por 1 buraco
  • Fala por 1 buraco
  • Mija por 1 buraco
  • Caga por 1 buraco
  • Respira por 1 buraco
  • Ouve por 1 buraco
  • Faz amor por 1 buraco
  • E, como se isso não bastasse, morre e é metido num buraco

Merda para os buracos. Porra ....isto é demais...!!!



PS - Por falar em buracos, lembro-vos que nunca, mas mesmo nunca, virem o cu para um chinês, porque eles abrem uma loja em qualquer buraco !!!!



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Pois bem. Por curiosa coincidência, recebi de um outro Leitor, um de que não vou dizer o nome, mas que juro que é aquele em quem já estão a pensar, um mail com o texto que passo a transcrever:


A brincar, a brincar, isto poderá ser um dia a chinesada rica (ou angolana e russa) a utilizar apartamentos e viaturas destas aqui no "pagode" português, usufruindo os tais Visa Gold.

A ver vamos...





VENDO APARTAMENTO COM GARAGEM



O apartamento é óptimo, excelente localização, estou vendendo porque só tem dois lugares na garagem.





E, já agora, caso não saibam, informo-vos:


Milionários estacionam os seus super-carros na própria sala de estar




Supercar owners living in an exclusive high-rise apartment block can now park their beloved motors from their - LIVING ROOMS. Hamilton Parks in Singapore is a brand-new 30-storey development where flats cost between £6 and £15 MILLION. But with parking in the city limited, the skyscraper designer came up with an innovative way of parking some of the planets fastest cars. Residents simply drive their 200mph motors into a biometrically-controlled lift at the base of Hamilton Parks on the city's swanky Orchard Road.


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A vida é uma coisa estranha quando os ricos são muito ricos e quando os muito ricos tudo podem comprar, muitos carros, muitas casas, governantes, países. E isto já ou eu a dizer.

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quarta-feira, maio 28, 2014

Uma Milonga para a Lovely Lídia do Leitor P. Rufino. Tango no Chapitô, sugere de volta a Lovely Lídia. E, como se estivesse numa milonga, vou caminhando na noite.


Do Leitor P. Rufino a quem a Leitora Lídia tem repetidamente desafiado para tangos e toda a espécie de danças, recebi uma mensagem, dizendo-me que o vídeo que me enviava era dedicado, com estima, a essa arrebatada desafiadora. 

Aqui vai, portanto, para a Lídia.



Miguel Zotto e Daiana Guspero numa milonga (Tango Magia 2012 em Amsterdam)

*

Pois, não é que vou agora ver a caixa de correio e vejo que tenho lá um mail da ex-temível Lovely Lídia, em que, talvez por transmissão de pensamentos, ela me envia o seguinte...?


29 de Maio 2014 

das 22:00h as 02:00h


Milonga no Bartô do Chapitô



"A "Milonga no Chapitô", organizada pela escola de tango argentino Pasiontango, é um evento mensal que acontece todas as últimas quintas-feiras do mês.






O Chapitô um local fabuloso, situado em Alfama, perto das muralhas do Castelo de São Jorge, com uma vista magnífica sobre Lisboa e o rio Tejo.

Não se deixe pisar por outros ritmos.

Suba a Costa do Castelo e, pelas mãos de Adam Vucetic, viaje até Argentina.

Entrada: livre e gratuita!


Local:
Bartô do Chapitô
Costa do Castelo, n.º 1 / 7
Lisboa - Portugal



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Se descerem até ao post seguinte, encontrarão um elucidativo telefonema. Se em vez de um carro Audi, quiserem uma carrinha, saibam se é possível.

terça-feira, maio 06, 2014

E agora, para os Leitores que não têm pedalada para um tango apache, aqui vos trago (por recomendação da Leitora Lídia), a valse musette. Atenção, pois, velhinhos e velhinhas que me estão a ler: está na hora de um bailinho à maneira, coisa para cabelinho branco e prótese na anca.


Quando a Lovely Lídia está em Portugal, leva tudo à frente. Ela escreve para os ministros, para Belém, para os directores dos canais televisivos e de jornais, para bloggers que considera influentes, para amigos e conhecidos. Ela questiona, invectiva, sugere, protesta. Nada do que se passa lhe escapa.

E, no meio, ainda arranja tempo para provocar as hostes. Antes, andava a desafiar um Leitor que aqui conheceu para um tango malandro num caveau parisiense. Mas alguma coisa a fez pensar que, vendo bem as coisas, tal Leitor não deveria aguentar um tango apache do princípio ao fim.

Vai daí, enviou-me dois vídeos com danças que, segundo ela, serão mais apropriados à forma física do dito Leitor.

Eu disso não sei. O que sei é que, tal como acho o tango-apache um apontamento interessante, também agora acho estes vídeos uma graça.

E, por isso, aqui estão.



O bal-musette é um estilo de música francesa que se tornou popular em Paris por volta de 1880. 


Em 1945 era o género de dança mais conhecido em França. Declinou a partir dos loucos anos 60 e agora está a reviver. Percebe-se porquê.


De entre as variantes do bal-musette o mais praticado era a valsa-musette, em especial a toupie, em que o casal dançava muito agarrado.






Ora, então, vamos lá. 


Bengalinha de lado, dentadura na boquinha, agarradinhos um ao outro (até para ver se não caem) e bora lá à Danse Musette Passion - La valse de la forêt




*

Agora é a Musette - Le Bal des chasseurs, uma delícia que me faz ter vontade de ir a correr para o sopé de uma montanha a ver, se debaixo de uma azinheira, me aparece alguém a proporcionar-se um belo pezinho de dança. A interpretação que poderão ver está a cargo de Etienne Denormandie



***

Merci, Lidia. Jamais me lembraria de uma cena destas. Fiquei fã (da musette e do apache). 
A ver se arranjamos par para uma matinée dançante com musiquinhas destas.

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sexta-feira, maio 02, 2014

Paixão, ciúme, rancor, perdão, atracção. Mulheres com mulheres. Homens com homens. Tango apache, obscenas milongas, noites de luxúria, e até, imagine-se, damas ao bufete. De caminho, relato um divertido episódio de adultério.


Anda a Lovely Lídia a desafiar publicamente um Leitor de que aqui nem digo o nome (não vá a mulher dele ler isto e eu cá não sou de intrigas *) para uma dança apache num caveau parisiense. Convite para ser levado a sério, admite ele.

* Tenho ideia de que já aqui o contei mas vou repetir-me porque acho uma história deliciosa. Lembrei-me dela agora embora nem venha muito a propósito. 
Em tempos tive que coordenar uma iniciativa que envolvia mudança e alteração de instalações. Contratámos uma arquitecta (mulher, na altura, perto dos 40), e eu, não apenas por querer acompanhar o progresso da coisa mas também por gostar de obras e decorações, pelo menos uma vez por semana ia ao local e tinha reunião com ela. Às tantas, fomos criando uma certa amizade. Era divertidíssima, fazia coisas do além (a ver se um dia as conto). Era divorciada e olhava com certo espanto o meu casamento de longa data, achando que fenómeno assim era agulha em palheiro. E eu ficava espantada com a forma livre como ela vivia a sua vida, criando sozinha um filho. Com vidas tão diferentes, respeitávamo-nos e admirávamo-nos mutuamente. Em tempos eu tinha conhecido o pai dela, homem bem mais velho que eu, um sedutor de mil amores e libertinagens de bradar aos céus (talvez também um dia vos conte algumas peripécias dele pois são dignas de um Hugh Hefner). 
Uma vez, contava-me ela do namorado fantástico que tinha arranjado, um italiano giro de morrer, simpático, que estava a colaborar com ela na instalação de uma exposição na Gulbenkian, e com quem estava a passar uns tempos maravilhosos. Que o tinha ido buscar ao aeroporto e que tinha sido paixão à primeira vista, tinha-o logo convidado a ficar instalado em casa dela, e que ele era um querido para o filho dela, que o puto adorava o italiano e faziam programas fantásticos e tal e coisa. E eu ouvia o encantamento dela com satisfação, é sempre bom testemunhar um amor assim. Um dia, estava ela nisto e já era tarde, eu disse que tinha que ir para casa, para ir ter com o meu namorado. E, ao despedir-me, disse-lhe que aproveitasse bem estes dias felizes. Responde-me ela, com a maior das naturalidades: 'Ah sim, tenho mesmo que aproveitar, e tenho aproveitado, porque a mulher dele chega amanhã'. Fiquei de queixo caído. Nesse dia acho que não consegui articular muito mais, talvez 'ah, então é mesmo melhor aproveitar...', mas não estou certa, talvez tenha balbuciado 'ah... ele é casado...?', não sei. Estava mesmo perplexa, sobretudo com a naturalidade dela. Saía ao pai, não havia dúvida.
Depois acompanhei o delírio que foram os tempos seguintes, com ela, por fim, já numa pilha de nervos, 'A cabra nunca mais se vai embora, gosta de Lisboa, e nós que já tínhamos tudo combinado para irmos passar duas semanas ao Chile e agora não podemos dizer nada, temos que esperar sem nos denunciarmos, gaita, e com tudo marcado, raios a partam. Aquela cabra!'. A cabra, claro, era a italiana, a legítima. Eu ria-me enquanto ela quase arrepelava os cabelos, de raiva. A italiana instalada em casa dela, e ela em pulgas, doida da vida, chamava palavrão de meia noite à mulher do outro. 
Um dia conto com mais pormenor. Agora que me lembro disto, penso que nunca mais soube dela. Tomara que esteja bem.

Voltando ao ponto em que estava. 

Não perdendo tempo, eis que a Lovely Lidia me enche a caixa de correio com milongas, tangos, danças apaches - e tudo para que eu as mostre ao dito Leitor. Quer convencê-lo, é o que é. Que ele vá treinando para, quando chegar a hora, estar à altura. [No entanto, se não me engano, por estes dias ele está fora e, portanto, receio bem que hoje não veja a prescrição.]

E junta literatura, a Lídia, qual manual de instruções.

Compreendo.

A coisa é mesmo para ser aplicada com alguma precaução. 

Não deverão os meus Leitores pôr-se a tentar reproduzir o que aqui se mostra com o primeiro ou primeira que vos passe ao lado. 

A cena faz subir a temperatura e a tensão arterial, pelo menos junto das almas mais sensíveis.

E adiante que se faz tarde.

Passo, então, à versão mulher com mulher, um tango caliente que talvez estimule as mentes masculinas que se animam todas ante a perspectiva de presenciar uma cena assim. 

Hora de apertar os cintos que vamos levantar voo.






A companhia de dança profissional Cabaret Rouge interpreta um Tango Apache criado exclusivamente para actuar no The Black Cat Cabaret



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Mas, para que não se fiquem a rir os cavalheiros, segue-se agora a versão simétrica. 

Claro que não tem a graça da versão feminina mas, enfim, é o que é. 

Homem com homem: uma milonga no masculino.


Aliás, como devem saber, o Tango nasceu no século XIX, sendo apenas permitido que fosse dançado em público por homens dado ser considerado uma dança muito obscena. 


Apenas era dançado por casais, homem e mulher, nos cabarets argentinos, onde nasceu.





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E agora, para finalizar a sequência, mostro-vos a recriação do tango apache feita em Portugal , num vídeo que também me foi enviado pela sedutora Lídia que não brinca em serviço. O vídeo abaixo, intitulado Damas ao Bufete é um episódio da série documental TEMOS FESTA de Eduardo Geada 1978. O episódio retrata um baile de fim de semana no Independente Futebol Clube Torrense do Seixal




The dance is sometimes said to reenact a violent "discussion" between a pimp and a prostitute. It includes mock slaps and punches, the man picking up and throwing the woman to the ground, or lifting and carrying her while she struggles or feigns unconsciousness. 

Thus, the dance shares many features with the theatrical discipline of stage combat. In some examples, the woman may fight back.

Ou seja, coisa de pouco amigos. Bem vos avisei que a dose recomendada não deve ser ultrapassada e há que ter em atenção os efeitos secundários.






Muito bom. Ainda se dançará assim no Independente Futebol Clube Torrense do Seixal?

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Sei que este não seria o texto mais oportuno para escrever no rescaldo de um 1º de Maio mas, como vos disse, este meu feriado não foi de luta, foi de (tudo menos) descanso. Caminhada matinal, depois preparação do almoço, a casa cheia, uma animação, a seguir mini-descanso - nessa altura, o meu marido desapareceu, deve ter ido deitar-se num qualquer esconderijo, e eu deitei-me no sofá com a confusão do costume à minha volta, coisa de uma meia-hora, talvez quase uma hora, nem sei - depois praia (a praia a rebentar pelas costuras mas boa, tempo de verão, as crianças felizes, felizes da vida, brincam, brincam, brincam) e, no regresso, de novo parte da tripulação cá em casa com banhos, jantar, leitura de livros, miminhos, doçuras, colinhos. Resumindo: só cheguei ao computador às tantas. Mas, hélas, estava a dar o Mad Men e não resisti. Ou seja, já andaria pela meia noite quando aqui voltei de novo, não faço ideia.

Portanto: depois de uma jornada como a minha e a estas lindas horas, como poderia eu ser capaz de ainda me pôr a gastar estes meus últimos pingos de energia para falar de gente mentirosa, incompetente, ignorante, mal educada, desrespeitadora? Não podia, não é? Láparo, Vice-não-sei-de-quê, Pinókia, Porta-Moedas, e outros de que agora nem me lembro do nome, são para mim hologramas que, não tarda, vou arrumar no canto mais sombrio da minha memória. Por isso, hoje não tenho o mínimo de pachorra para falar deles nem das trampolinices que por aí andam a fazer à custa do zé pagode.

Também, como não vi notícias, não faço ideia de se esteve muita ou pouca gente nas manifestaçõesda CGTP ou da UGT, mas essas manifestações, então, parecem-me mesmo coisa datada, fora de moda, déjà-vu, coisa que não acrescenta nem arrefenta.

Acho que o futuro não passa pelo passado. 

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E, portanto, com vossa licença, vou retirar-me para os meus aposentos que amanhã é dia de trabalho e o despertador não tarda a tocar.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira.

quarta-feira, abril 30, 2014

Atenção! Atenção! Lovely Lídia is back e vem com a corda toda...! Aos abrigos!


Já aqui há tempo, Leitor atento me perguntava, em mail, que teria sido feito da fantástica Lídia. Que era mulher de muitas guerras e que estaria em missão noutra terra (ou noutro planeta, sabe-se lá), sosseguei-o eu.

Mas eis que a caixa de correio me volta a transbordar com as munições da guerrilheira Lovely Lídia. Não há outra como ela. As rajadas de fogo cruzado já se fazem ouvir.

Ora ele é o Pires de Lima, ora é o paizinho de estimação do dito, ora é o nouvel Conde de Farrobo, ora é o director de programação da RTP. Veio armada até aos dentes e danadinha para a briga. Cuidado com ela!

De entre o que recebi, permito-me transcrever o texto abaixo e, uma vez mais, informo que o que a Lovely Lidia, mulher maior e vacinada, diz é da responsabilidade dela pelo que elogios, aplausos, reclamações ou ralhetes é a ela que devem ser dirigidos que ela, seguramente, dará resposta à altura.


Atenção: abram alas para a Erva Venenosa





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Mulher voltei e a luta continua. 

Lindos temas no blog, mudança de imagem maravilhosa. 

Parabéns o relato do 25 de ABRIL a que não assisti. Foi-me relatado por si e é como se  eu lá tivesse estado. Só ouvir Joan Baez cantar GRANDOLA VILA MORENA. já me encheu as medidas.

Ainda nada disse sobre o despedimento do meu amigo risonho, o Senhor CAO GUANGJING. da THREE GORGES, que foi deportado para os confins da China, por ter caído em tentação com o Catroga e seus muchachos

Conheci-o antes de partir, na Torre 3 das Amoreiras, pois tinha ligações com mon grand patron, que me encarregou de falar com ele. 


Soube que estava em negociações com o Horribilis Braga de Macedo para concessionar o Jardim Tropical nas traseiras do Palácio de Belém, (não sei se for concretizado!); até lhe sugeri ele concessionar o Palácio e ter como prémio o  casal MARIANI e o seu séquito. 

Entretanto o casal MARIANI que marcou a viagem para a China para 11 de Maio, por 10 dias, para a Maria comprar uns recuerdos e ver a Grande muralha do Camarada MAO do Durão. 

Os MARIANI devem ir lá desatar os nós das luvas. 

Je vous embrasse.

Colagem da autoria de Lídia, a Guerrilheira


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Ora bem.

E seja bem vinda Lídia. A sua irreverência contém oxigénio.

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terça-feira, fevereiro 11, 2014

Olhos nos Olhos com Judite de Sousa, Medina Carreira e Henrique Neto. Eu não vi mas houve quem visse. Lovely Lídia, a temível guerrilheira, passou por aqui a toda a velocidade, armada até aos dentes, e deixou à minha guarda um conjunto de munições (como esta que aqui vos mostro)


No post abaixo mostro-vos umas misteriosas portas que se abrem sobre a Europa e, vendo-as, percebemos como poderia ser maravilhoso o projecto europeu. Não deixem de ver porque aquilo é mesmo uma fantástica ideia tornada realidade.

Depois, a seguir, há um cartoon cheio de humor. Paulo Portas e as PPP. 

Aqui, agora, continuo a dar a palavra aos Leitores (os anteriores resultaram também de 'material' que me foi enviado e que muito agradeço).

*

Lovely Lídia não descansa. Como se andasse a galope pelas ruas onde acontecem as coisas, ela passa a grande velocidade e vai recolhendo informações sobre o Gaspar que aí vem de novo pela mão da Maria João Avillez, sobre o Relvas, essa inefável e impoluta criatura, sobre a refinada maldosa Albuquerca, sobre o Portas que desperta o seu ímpeto viperino, sobre essa figurinha deprimente que dá pelo nome de Coelho e sei lá quem mais. Por onde passa Lídia, a Blondie, vai lançando desafios e as suas desabaladas provocações.


Depois passa por aqui como se viesse tomar o seu bem merecido chá e trocar uns dedos de prosa. E, por simpatia, oferece-me revelações e opiniões.

Com o meu tempo tão escasso não consigo digerir tudo o que por aqui me deixa mas fica tudo bem guardado para que, se for o caso, na altura certa, sejam usadas.

Entretanto, hoje não são revelações escaldantes o que aqui vos mostro mas, sim, a sua opinião a quente acompanhada por uma das suas extraordinárias obras de arte, uma colagem a propósito.

Disse-me ela e passo a transcrever:



Hoje, en passant, parei na TVI 24. 

Estava a dar OLHOS NOS OLHOS com outro VELHO IDIOTA que se diz Engenheiro, mas foi aluno do LOUCO na Escola Comercial, segundo o próprio.

Discussão tremenda, o IDIOTA HENRIQUE NETO apresentou os seus 8 itens para salvar o País.

Portos de mar  para aqui, portos para acolá,  não queremos mais portos. 

O Portas foi a Madrid dizer que vai fazer o SIMPLEX 2.


Ladraram, ladraram, não chegaram a nenhuma conclusão e a pobre Judite ficou NESTE ESTADO. 

A vida de uma comentadeira é dura. 

Ainda vai ficar como o Crespo.



***

Relembro: desçam por favor que há mais dois posts abaixo ainda quentinhos.


(E já sabem: se quiserem dizer de vossa justiça, no presente caso o tiroteio partiu todo da guerrilheira Lídia, será a ela que se deverão dirigir).


sábado, fevereiro 08, 2014

Aos abrigos! A Lovely Lídia está de regresso ao Um Jeito Manso. Vem de peito feito, destemida como sempre. Cuidado com ela, que é rápida no gatilho e não falha uma. Mas hoje, para começar, ela vai dançar o Oblivion de Piazzola. É que a Lovely Lídia é também exímia no tango. Claro.


Este é o meu 4º post desta noite. 

  • Já a seguir tenho um vídeo com os piores momentos de Portugal. Ainda lá faltam alguns pois tesourinhos deprimentes é o que não tem faltado nestes últimos quase três anos. Mas, enfim, o filme tem apenas cerca de 1 minuto e não cabia lá tudo.
  • Depois, a seguir, tenho mais uma fantástica intervenção de Mário Crespo, desta vez secundado pelo Prof. Valadares Tavares. Eu acho que o espírito de La Pasionaria baixou no corpo do Crespo. Só pode. Mas é bom de ver. 
  • Depois, mais abaixo ainda, tenho a fantástica entrevista que Liem Hoang Ngoc, o deputado europeu francês que está a investigar a actuação da troika nos países entroikados, concedeu ao Público.

Mas isso tudo é a seguir.

*


Aqui, agora, tenho mais uma vez Lídia Drummond, a Leitora que nos comentários aparece como Lídia Santos Almeida Sousa.


Se nos mails me aparece com a imagem da sedutora Blondie, as suas palavras são as de uma guerrilheira.

E é para essa suas desbragadas palavras que hoje, de novo, abro alas - para as palavras e para a sua artística montagem.




Mas antes, para lhe fazer a vontade, que entre Piazzola e o seu Oblivion. 



Lídia, imagine que aquele a quem anda a desafiar corresponde ao seu pedido.

Pode começar a dançar.


É hora de tango.








*
E, agora, que comece o tiroteio
(tiroteio verbal, é claro, que por aqui é tudo gente de paz)

*

PARA O SENHOR PRESIDENTE MANUEL VIOLAS



Que sorte, viu-se livre do "CAGA-MILHÕES", o Pires de Lima, que tal como o Cómico Cantinflas, fala, fala, fala mas não faz nada. 



Ele o seu amiguinho Portas já correram com o Santos Pereira e sua equipe que deixou pronto o pouco trabalho que o Lima faz. Além dos road shows, nunca dali sai nada.


Agora vão correr com o badocha Pedro Reis da AICEP pois não está lá a fazer nada. O Paulo e o Lima abicham tudo. O Paulo demitiu-se irrevogavelmente, para obrigar o Alforreca a contratar o Lima e ele ficar como Vice 1º Ministro, como exigiu o verdadeiro mandante de Portugal, o merceeiro-mor Soares dos Santos. E a exigir morar e trabalhar no Palácio Conde de Farrobo, perto do Zoo onde estão os seus parentes mais chegados, as hienas e os répteis rastejantes.  


Quem acode a este pobre País? Terão de ser os homem de bem. Quem me dera que seu Ilustre Avô fosse vivos.

Já não há Capitães da Indústria.



Cumprimentos.

*

Para Pires de Lima


Desculpe a expressão mas ontem fez-me lembrar um velho Provinciano que embirrava com um emigrante novo rico que só falava em milhões e passou a ser conhecido pelo "CAGA MILHÕES": ele são 500 milhões para aqui e para acoli, que depois de espremido não dá nada.

Lembra-se do seu Pai, pessoa horribilis, referindo-se ao Sócrates? Chamou-lhe "ladrão de feira". Pode dizer-lhe que eu mando dizer que o filho dele está incluído num bando de "ladrões de feira", mentirosos como ontem a Ministra da Justiça, que mentiu ao dizer que o fecho dos Tribunais estava incluído no memorandum, que ela repetia até  à exaustão que foi assinado pelo PS quando foi negociado, pelo Teixeira dos Santos, pelo Catroga e com a conivência do PR e assinado pelo PS, PSD e CDS.


À noite, um horrível Velosa, em discussão com o Lacão acabou por confessar que esse acordo foi feito pelo PSD/CDS  numa das alterações ao Memorandum, sem o apoio do PS.


Diga à Ministra que os mentirosos/aldrabões não olham aos detalhes e ela se fosse boa advogada, sabia isso, mas como o seu negócio são os Pareceres, está desactualizada. É muito mal educada e berra como uma peixeira do Bolhão. Nesse aspecto o Senhor e o Ministro da Saúde são bem educados, nem sequer sai ao seu Pai.



*

Para a Procuradoria Geral da República


MP INVESTIGA FAVORES DE RELVAS A PASSOS 





Este assunto tem uma testemunha silenciada que foi despedida do Gabinete do 1º Ministro, quando o escândalo rebentou por iniciativa do José António Cerejo. 


Chama-se Maria Helena Belmar Costa, foi durante 30 anos funcionária do PSD e secretária do Relvas no Governo de Durão quando este caso ocorreu. 


Foi expulsa do Governo de Passos quando era sua secretária pessoal. 

Encontra.se a trabalhar na REN, mas ninguém melhor do que ela para saber esta enorme vigarice dos fundos estruturais para formar técnicos para Aeródromos não existentes, havia para aí três.


Espero que o processo avance para que o bom nome do MP e da Procuradoria se afirme pois nenhum processo do PSD avança.






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NB: Quaisquer elogios, protestos, desafios para duelos ou convites para tangos devem ser dirigidos à perigosa Lovely Lídia já que os fantásticos textos são de sua autoria.


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Relembro: se quiserem seguir para bingo, é irem descendo por aí abaixo. Isto hoje foi dia de festa, uma farturinha que só vista, quatro posts, quatro.

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E pronto, por agora é isto. Este fim de semana parece que vai estar um tempinho de susto pelo que ainda nem sei bem qual vai ser o meu programa de festas. Amanhã será, como geralmente, dia de família, ascendentes e descendentes, mas ainda não sei bem como nem onde e, no domingo, a ver o que o tempo nos deixa fazer. Seja como for, será bom até, porque, por definição, para mim fim de semana é sinónimo de coisa boa.

E eu a vocês, meus Caros Leitores, desejo-vos também um fim de semana bom, bom, bom. 
Sintam-se felizes, está bem?


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Mulheres ciumentas são fogo . [O Barack Obama que o diga que já nem deve saber para que lado se há-de virar com os ciúmes da Michelle]


Depois de, no post abaixo, vos ter deixado com oportunos sinónimos enviados pela Lovely Lídia, agora aqui deixo-os com uma anedota que ela me enviou. A seguir, teço uma série de considerações e falo da mais recente fofoca. Sou opiniosa e cusca, que hei-de eu fazer?

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MENSAGENS TROCADAS ENTRE MARIDO E MULHER


Marido:
- Fui atropelado na saída do escritório. A Paula trouxe-me ao Hospital. Estive a fazer exames até agora. A pancada na cabeça parece que não causou lesão séria. Mas tive uma fractura feia na perna direita e talvez tenha que amputar o pé.

Esposa:
- Quem é a Paula?

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E, sabido que é que sou dada a relambórios e post quilométricos, para este postezito não ficar muito pequenino, junto três imagens que falam por si. 





Há mulheres doentiamente ciumentas, que em tudo vêem indícios de traição. Não é bom isso, especialmente para as próprias.

(Até porque isso vai fazer com que o companheiro passe a ser mais cauteloso e, portanto, se torne mais difícil de apanhar)






Isto aqui ao lado, de uma mulher ciumenta fazer uma investigação melhor que o FBI, é um facto. 


Tenho na família mulheres que, a partir de simples e aparentemente inócuos indícios, conseguiram descobrir traições e, inclusivamente, apanhar o marido praticamente com a boca na botija. Uma mulher ciumenta parece que fica possuída, mas possuída a sério, coisa mesmo de ficar com poderes incomuns. Um homem que ande a pular a cerca e perceba que a mulher está desconfiada, mais vale pôr as barbas de molho: mais tarde ou mais cedo vai ser apanhado. E, enquanto isso não acontecer, a mulher vai vasculhar toda a vida e todos os hábitos da sua rival e só não lhe fará a vida negra se tiver uma grande força de vontade. 

Uma mulher ciumenta é um perigo.



Uma mulher ciumenta torna-se má, incompreensiva, a sua tolerância baixa para grau zero. Nada a fazer. Uma mulher ciumenta é uma espinha na garganta do marido, uma bolha no pé. Faça o homem o que fizer, vai ter a mulher à perna. Pode o homem julgar que lhe está a dar a volta, que se anda a portar bem e que a mulher se tranquilizou. Engano. Uma mulher ciumenta não dorme, não dá tréguas, uma mulher ciumenta não vai descansar enquanto não tirar tudo a limpo, enquanto não juntar provas, enquanto não se vingar. 

Pode dizer-se que uma mulher ciumenta o é porque é insegura. Não sei. Isso já é psicologia a mais para mim. Eu só sei o que vejo e o que vejo é que qualquer homem, se for inteligente, nunca dará motivos à mulher para que ela sinta ciúmes.




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A mais recente ciumenta enfurecida parece ser Michelle Obama que, perante o encantamento todo sedutor do sexy Barack com a ministra dinamarquesa no funeral de Mandela, quando tiraram a famosa selfie (com o Cameron a colar-se), não apenas se passou dos carretos como se pôs de novo em guarda. Parece que, já há uns anos atrás, ela o tinha avisado mas, qual quê, o poder dá muita pica e a adrenalina puxa para o pecado. O certo é que ela ficou brava.


E mulher em guarda que se preze, se vai à procura, encontra. E encontrou. Aparentemente os Serviços Secretos andam a encobrir um (ou mais?) affair do Presidente. Não sei se a coisa se passa na Sala Oval, se mete charutos ou vestidos azuis. A Casa Branca, tal como o Eliseu, são férteis em puladas de cerca e tudo é de esperar dos Presidentes que por lá passam.

Mas a Michelle tem ar de ser temível e ginástica não lhe falta para lidar com a situação. Consta que já dormem em quartos separados e que a coisa está por um fio. Pode ser que o casamento se aguente até ao fim do mandato mas o sexy Barack que se cuide. Não sei não. Eu, no lugar dele, tinha medo. É que ela, quando abre a boca e franze o sobrolho, fica com um ar ameaçador.

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Relembro:  significados é com a Lovely Lídia. Já aqui abaixo.


Lovely Lídia e os significados


Desde que:

  • a memória de um amor foi definida "a cristalização do sentimento", 
  • e a pontualidade "um furto feito ao tempo", 
  • a arte "uma doença",
  • o amor "uma ilusão", 
  • a mulher "uma esfinge sem segredos", 

tornou-se um exercício escolar definir:

  • o amor "o contacto entre duas epidermes", 
  • a cólera  "uma descarga adrenalinica"; 
  • a vida "um passeio para o cancro"; 
  • o pranto, "uma solução de água e cloreto de sódio; 
  • a dança "uma ginástica do adultério; 
  • o beijo," uma troca de bacilos"; 
  • o Jornalista "uma consciência alugada"; 
  • os negócios "o dinheiro dos outros"; 

  • a guerra "um jogo entre o dollar, a libra e o Euro, ou seja "o mais belo match nulo deste século"



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[Recebido por mail da Leitora Lídia Drummond, a Crazy Blondie]

sábado, fevereiro 01, 2014

Atenção! Atenção! A Lovely Lídia chegou! Vem armada até aos dentes! Onde chega põe a boca no trombone. Aos abrigos! Aos abrigos!


Meus Caros, cheguei a casa tarde e más horas. A bem dizer cheguei foi cedo, já sábado dava os seus primeiros passos. Fui lendo os vossos comentários, li-os agora de novo mas, uma vez mais, não vou responder pois, senão, daí tinha que seguir directinha para a cama, sem aqui escrever mais nada. Daqui a nada tenho que pôr o almoço ao lume, que é demorado, e à uma ou antes tenho a casa cheia. Esta é a história da minha vida.

Há bocado, quando vínhamos a entrar em casa, ambos com sono, o meu marido desafiava: sempre quero ver se, cansada como estás, te vens já deitar... Pois, devia, eu sei que sim. Mas aqui estou.

No entanto, arredada que estou da realidade destas últimas 24 horas (e neste período que parece prenunciar o fim dos tempos, tantas as enormidades desta gente, que raro é o dia em que não se saíram com mais uma alarvidade ou manipulação), vou antes dar a palavra a uma Leitora de quem tenho recebido fantásticos comentários e mails. 

Tal a sua verve apaixonada, tal a avalanche de opiniões e revelações que produz que acho que merece destaque de primeira página.

Claro que, sendo ela maior e vacinada, o que ela diz a ela apenas responsabiliza.

Mas é com todo o gosto que aqui lhe abro alas. 

Quem quiser comentar ou rebater, sinta-se à vontade mas tenha presente que a partir de agora o que vai ser lido é um best of do que tenho recebido: a palavra de Lídia Drummond, mais conhecida na blogosfera por Lídia Santos, a Lovely Blondie.


I

Já deixei de comprar há muito o EXPRESSO, mas um vizinho compra e coloca-o no contentor do papel. Retirei-o e li por alto.


Eis senão quando vejo a crónica da pernóstica-possidónia Filomena Mónica a dissertar sobre o Hollande e as 3 mulheres. E diz ela que merecem ir para o panteão francês por terem ido para a cama com um homem com cara de periquito. 


Como desconheço o endereço dela, enviei um mail ao obstruso director Ricardo Costa, para lho entregar e disse: 

Diga à Senhora Dona pernóstica Filomena Mónica que merece ir para o panteão por dormir na mesma cama com um homem com cara e barbicha de chibo e que ainda por cima leva horas a falar sem dizer nada e que a sua única função é ser "his master voice"

A propósito nesse mesmo Expresso vem o que me parece ser a história verdadeira da perversa Valérie que já se tinha vingado da Ségolène com um ardil de grande maldade, e agora já se prepara para ir à India como primeira dama, pois os seus objectivos foram alcançadas e já meteu o periquito tonto na gaiola. A falta de homens está a perverter cada vez mais as fêmeas.


[Comentário enviado pela Lovely Lídia para o blogue O António Maria e do qual me deu conhecimento]


II

Todos os regimes têm os seus artistas, Salazar tinha o António Ferro, o Alforreca e o Manequim da Rua dos Fanqueiros têm a Joana Vasconcelos, a quem a pirosa Primeira Dama deu 300.000 Euros do seu orçamento para ela levar um cacilheiro ornamentado a Veneza. 


O marido tem o Ronaldo a quem condecorou recentemente. 

Estou a pensar comprar um batel muito velho, pintar umas coisas, colocar sapatos velhos do Velho e da Velha para ver se tenho um subsidio. 

Quando a Joana apresentou uma colecção no Casino Estoril telefonou-me a convidar pata ir à inauguração. Apareceu lá a Dona Maria, que tinha estado em poisio mais o Aníbal pelo menos 45 dias, tempo para lá ir o quirófano pôr-lhes botox a ela nas bochechas. a ele nos vincos da boca. A Maria parecia ter dois tomates na cara. 

Aproximou-se de mim, como se fosse uma Lady: Olá, já nos conhecemos? 

- Sim, sim Dona Maria, tomámos chá em casa da sua filha Patricia, quando casou e os Padrinhos de casamento José e Yolanda,(Oliveira e Costa) lhe ofereceram como prenda de casamento o andar na Rua Ferreira Lapa. 


Ela embasbacou e eu perguntei: Então a Senhora Dona Yolanda encontra-se bem? 

- Não sei de quem está a falar - e fugiu de mim como se tivesse peste. 

Foi uma risota com as tias, mas não com a Vasconcelos, que ficou fula, era o seu mealheiro a voar.


III


Ontem mais uma edição de OLHOS NOS OLHOS.

O Convidado era o habitual Avelino de Jesus, a quem o Ogre de vez em quando chamava de Adelino Faria. Mais uma vez lamentava a dureza dos direitos laborais, a Judite fez umas perguntas pertinentes, os patrões dizem que não, que as leis laborais estão certas e o Tonto Avelino dizia isso são os grandes empresários a quem estas leis beneficiam.


O Ogre não gostava da intromissão da loura assanhada e plastificada até que depois de uma grande zaragata, o Avelino desbobinou, o perdão da divida fiscal que o Governo fez foi uma grande fraude, aqui d´el Rei a Judite assanhou-se ninguém diz isso, antes o contrário. O Tonto Avelino insistiu e disse foi um grande erro porque demonstra aos investidores estrangeiros que dizem que aqui o crime compensa.

O Ogre saltou-lhe em cima, não o deixou explicar mais nada, foi despedido como persona não grata. 

Por um lado é bom porque não me suja os olhos. Por outro revela a censura que grassa por aí em que um Neo-Liberal já não pode criticar uma medida infame que prejudica todos os que se sacrificam para cumprir com o fisco.

Mandei-lhe uma colagem que fui fazendo à medida que se desenrolava a comédia e enviei para a TVI e para a Media Capital e para si, meu alter ego, obviamente.


Mas sobre o Medina Carreira ocorre-me o seguinte:


Para a filha não ter problemas quando ele morrer com a sua enorme fortuna em cash e propriedades (Medina tem 3 reformas e pensões e ainda recebe muita massa pois é vogal pago de muitas empresas entre elas a Fundação Oriente), pôs tudo em nome da filha e mora agora numa habitação/escritório que juridicamente é da filha. 


Quando se desbobinou o processo MONTEBRANCO, que envolve uma poderosa Advogada Ana Bruno e muitos banqueiros ( ameaça! vou mandar-lhe uma colagem cómica) um Suiço Canals e um portuga muito PSD dono de uma antiga casa de câmbio chamada MONTENEGRO (daí a gracinha da PJ chamar Montebranco). Este PSD Francisco Canas é conhecido pelo Zé das Medalhas. Nas buscas aos armazéns do Zé das Medalhas foram encontrados fortes indícios que que o Medina Carreira estava envolvido em branqueamento de capitais e dinheiro em off shores. O Procurador Rosário Teixeira, face aos fortes indícios, pediu ao Juiz Carlos Alexandre licença para fazer buscas à casa/Escritório de Medina Carreira. Mais uma fuga de informação, quando lá chegaram já lá estava a SIC do impoluto Balsemão que é unha com carne com a Justiça. Terminadas as buscas o Ogre foi a correr dar uma entrevista à Judite. A Joaninha que foi lá posta pelo Pai, o hediondo José Marques Vidal, pois o filho João (o desejado) não podia ser pelas irregularidades cometidas no processo Face Oculta que não ata nem desata, tratou de repreender o Procurador que agora está inerte. Foi posta a circular uma boutade que Medina Carreira era nome de código. Vitória! Vitória!, acabou-se a história ou não.


NB: Avelino de Jesus é professor de economia do ISEG, é neo liberal e seria seu desejo que os trabalhadores não tivessem nenhuns direitos. Ao ouvir este homúnculo fico arrepiada. Como não tenho nenhum retrato da besta, mas acho-o parecido com o Marcello Caetano para pior, só o vi sentado, utilizei uma foto deste. Não posso dizer nada sobre a sua postura corporal. Sentado, fica todo encolhido e atemorizado com o Medina Carreira que é feio de fugir. 


A minha produção é repentina e nasce da raiva que aquelas pessoas momentaneamente me provocam. A sua fisionomia é inexistente. Não tem traços fisionómicos e ainda por cima usa uns óculos no estilo do tio Marcello.

Já tenho saudades do Gaspar que conheci jovem. É sobredotado e um pouco autista. É de uma familia de Manteigas, o tio era industrial de lanificios e escritor. Chamava-se António Alçada Batista. A mãe é alentejana, irmã da mãe do Sinistro Louçã que, tal como o Alforrreca, tem um rictus satânico, mas é um bom professor.



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E, pronto, por hoje ficam por aqui as espadeiradas da muito bem informada Lovely Lídia. Devo dizer que, entretanto, já recebi mais informações mas algumas tão cabeludas que provavelmente não as darei à estampa. Ou darei? Tenho que pensar bem.

Seja como for, mantém-se o aviso. Cuidado com ela. Não venham depois dizer que eu não avisei. É que a Lovely Lídia é também conhecida por La Pasionaria. Leva tudo à frente. Nem sei até se em vez de a tratar por Lovely Lídia não deveria antes dizer Crazy Lídia. Aos abrigos, portanto! Ela anda aí... 

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E, assim sendo, por agora por aqui me fico. Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo fim de semana.
A vida é bela, o que é preciso é que a gente não dê cabo dela. 
(Eu, por mim, aproveito qualquer coisinha para me divertir.)