Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, janeiro 12, 2019

Luís Montenegro, o joker de mão do Láparo, está com vontade de sangue.
Não se pode dizer que Rui Rio já dançou porque tem ar de pé de chumbo.
Santana Lopes, a velha naba do regime, anda a cuscar para ver a quem ferrar.
Mas nada disso tem que se lhe diga porque é tudo uma chachada.
Prefiro dedicar-me a outras cenas.




Só para dizer que os dias passam e eu continuo sem descanso. Tenho coisas minhas para tratar e não consigo uma escapadinha nem de manhã nem à hora de almoço. Ao fim do dia muito menos, saio sempre tarde. É ridículo.

De vez em quando penso em colegas meus que, quando tinham a idade que tenho agora, começavam a deitar contas à vida, punham-se a jeito para, daí por um ou dois anos, receberem uma bela indemnização, daí saltavam para o desemprego e do desemprego para a reforma. Eram outros tempos. As reformas podiam obter-se cedo e, tanto quando julgo saber, sem penalizações. Claro que foram essas liberalidades que ajudaram a dificultar o equilíbrio das contas da Segurança Social pois gente a reformar-se cedo e a viver uma segunda vida já reformada a par da diminuição de novos contribuintes era coisa que não podia continuar.

Mas a verdade é que agora, com a reforma cada vez mais tarde, autêntico alvo móvel, uma pessoa esgota-se neste afã e parece que nunca mais lá chega. Por vezes consolo-me e penso que já faltou mais e que está na hora de arranjar sucessor, começar a prepará-lo e, aos poucos, ir entrando em phase out. Essa perspectiva agrada-me. Mas logo as circunstâncias de encarregam de me tirar as peneiras. Por isto, por aquilo ou por aqueloutro logo me vejo submersa. Na volta é inabilidade minha para me poupar ou uma certa tendência natural para -- involuntariamente -- descobrir e, a seguir, ocupar espaços vazios. Uma maçada.

No entanto, gosto do que faço porque, em boa verdade, faço aquilo de que gosto. Quando calha proporem-me coisas de que não gosto digo que não dá, azarinho, comigo não violão. Acho que já atingi um certo estatuto que me permite isso. O meu marido diz que sim, estatuto de maluca. 

Whatever.

O que sei é que, submersa como ando, vejo como se de fora os gatos manhosos e engalfinhados, no saco que é e sempre foi e será o PSD. Teve e talvez ainda tenha alguma gente de qualidade mas, basicamente, aquilo lá é gente que procura a vantagem, os jogos de interesses, gente oportunista. Conheci de perto alguns. Ainda conheço. Mas agora não andam com o rei na barriga como andaram noutros tempos, andam na moita. Conheci um, a coisa mais inculta, básica, bronca e sem ética que até hoje já conheci. Administrador de empresas, de grandes empresas, das maiores do país. Sem vergonha na cara. Amigo dos mais influentes psd's, tudo gente desqualificada. Vejo-os na televisão, sei por onde param, lembro-me dos sítios por onde andaram, o que fizeram. Na televisão armam-se em arautos do que não são. Gente sem escrúpulos constrói a sua verdade, a verdade conveniente. Gente que se faz de confiável, putativos senadores do regime -- mas em quem não se pode ter confiança.

Lembro-me de como conspiravam para guardarem e esconderem o osso. Lembro-me de como conspiravam para escorraçar possíveis ameaças.

É o que acontece agora. A perspectiva de ficarem afastados do poder durante muito mais tempo deixa-os nervosos, agitados. Os escritórios de advogados onde se acobertam estão ansiosos. Estão aí obras públicas e temem não ser contratados com a mesma ligeireza e abastança que um governo laranja faria. Ministros e secretários de estado laranjas são uma festa: assessores e avençados para todos os gostos, tudo saido do saco de gatos laranja. Mas agora as sondagens mostram o óbvio: ninguém leva a sério o mangas de alpaca. E, portanto, os Montenegros, os Morgados, os Rui Alexes e todos os sarrafeiros laranjas desta vida começam a perfilar-se. A rata velha e gorda já pulou fora, numa das suas habituais e falhadas fantasias.

A Cristas, por outro lado, por aí anda cantando de galo. Quem a ouça pode pensar que tem razões para andar naquela euforia cantante. Mas canta porquê? Canta como se tivesse 27% mas, é ridículo, não passa dos 7%. A sua popularidade tem um saldo de 2,6% contra 33,4% do Costa. Uma galinha sem cabeça que não se enxerga. Pensando bem, até dá pena.

E, tirando isto, nada. Nada se aproveita. Um PSD, um CDS e agora também uma Aliança que não valem um caracol furado. Uma indigência. Bem pode o Marcelo chamá-los a ver se enfia algum tino e sentido de responsabilidade naquelas cabeças ocas que não conseguirá nada. Desde que o Cavaco tomou conta do partido que aquilo se contaminou tudo. Os chicos-espertos minaram por dentro aquela máquina toda. E daí para cá, progressivamente, as madeiras vão ficando desfeitas, as raízes fracas, os ramos definhando, as folhas gastas -- e frutos não há.

Não é bom para a sustentabilidade da democracia. Está a formar-se um espaço grande demais sem nada que o polarize. São vazios destes que atraem populismos.

Mas numa noite em que já deixou de ser sexta-feira para entrar no sábado, praticamente a dormir, não consigo interessar-me mais por isto. É que nem sei que mais se pode dizer sobre o nada,

Portanto, há pouco, para ver se arrebitava, pus-me a ver o Mr. Bean. Gosto do Mr. Bean. Aliás gosto de qualquer coisa que me faça rir. Por exemplo, divirto-me imenso com o Nelo e Idália. Ainda esta semana me fartei de rir. Conheço um machão que é muito como ele. Aliás, machão esse que passa a vida a contar graças sobre bichas e que vai às lágrimas com o Nelo. Nunca percebi porque é que as bichas não perdem oportunidade para contar anedotas de bichas.


Mas, então, dizia eu antes de adormecer pela vigésima vez, que me pus a ver um vídeo do Mr. Bean. Pelo meio caí a dormir não sei quantas vezes mas, juntando o tracejado que consegui ver, dá-me ideia que é engraçado. Por isso, em vez de para aqui estar já nem sei a dizer o quê, vou partilhar o vídeo convosco.

Hoje não consigo sequer olhar para os mails nem consigo responder aos comentários. E devia tentar reler o que escrevi, que deve estar pejadinho de gralhas, mas também não consigo. Não levem a mal. O dia que está quase a chegar vai ser bem preenchido e tenho que ir carregar baterias.

Espero que tenham gostado das imagens. São pinturas de Wolfgang Lettl, doidas e divertidas  como tudo o que é surrealista. As lágrimas negras de Zu&Nuria estão aqui bem deslocadas mas porque é que este meu post haveria de estar todo bem alinhadinho? Não vejo porquê.



quarta-feira, março 28, 2018

Estou a ver o Luís Montenegro na TVI 24 e a única coisa que me ocorre é que o senhor não pode ser inteligente nem sério


E admiro-me como é que ainda há gente com paciência para discutir o que quer que seja com ele. Ana Catarina Mendes, tranquila, faz de conta que está a falar com um homem com os alqueires bem medidos e que respeita a verdade dos factos e a inteligência dos interlocutores. Ora, na verdade, Montenegro é o oposto -- e o sorrisinho sacana atesta-o.

Quando um sujeito, que tem obrigação de saber ao que anda, continua a ignorar a origem financeira sistémica e internacional da crise que assolou Portugal e vários outros países e, pacoviamente, atira as culpas para o Governo da altura (de Sócrates) que, ainda por cima, estava a seguir as recomendações europeias, só pode ser mentalmente destituído ou intelectualmente desonesto.

O que também me causa espécie é as televisões e as rádios continuarem a contratar tão fraca figura. Será que dá audiências ter um indivíduo assim a dizer parvoíces? Se calhar dá. 

Pois cá por casa, quando aparece gente destas, imediatamente fazemos zapping. Não é que a burrice e a trampolinice se pegue mas o convívio com gente assim, ainda que convívio remoto, saúde também não dá.


domingo, fevereiro 18, 2018

Recebi um mail da Autoridade Tributária a lembrar que o mato é para ser cortado mas, como aqui posso provar, já estamos a dar cabo dele.
Isto em dia de Congresso do PSD com as traições, bajulações e encenações típicas do mais do que ultrapassado mundo laranja.
E isto também em dia de confirmação do inqualificável Bruno de Carvalho à frente do Sporting.
[Este é mesmo um mundo cheio de coisas desencontradas, umas boas, outras burras e outras completamente malucas].


Senti que o meu marido se levantou ainda de noite. Voltei a adormecer. Passado um bocado veio dizer-me: 'O homem já lá anda'. Arranjei-me, tomei um rápido pequeno almoço e, armada com a máquina fotográfica, dirigi-me apressadamente para lá. 


Pelo caminho reparei no orvalho, fina rede de névoa sobre as folhas secas, entre ramos. Em Serralves, na véspera, tinha visto vários trabalhos de Marisa Merz cobertos por fina rede em tom acobreado. Pensei: mais bonito o acaso ou a ordem natural das coisas que depositou tão delicado e efémero tule sobre as folhinhas in heaven.

Quando cheguei lá ao fundo, ao pé do portão que dá para a serventia, tirei uma fotografia ao terreno do lado de lá, sabendo que provavelmente não voltaria a ver aquela barreira de vegetação. 


Fui ter com o homem. Ainda relativamente novo, alto e encorpado, e, percebi-o depois, cem por cento asssertivo. Disse-lhe: tente poupar as árvores. Resposta dele, com ar afirmativo: Vou tentar poupar as azinheiras maiores, algum carrasco que esteja mais enformado. Mas preciso de espaço para a máquina circular e para ir pondo o mato cortado. Andar a escolher árvore a árvore, só à mão e, para isso, vocês iam precisar de um ano. Ainda insisti: Mas tente não cortar o que puder ficar. Resposta dele: Vou fazer o melhor mas a lei diz 'árvores espaçadas de quatro em quatro metros' -- e lá foi ele à sua vida.

Fui ter com o meu marido, preocupada: acho que se prepara para deitar tudo abaixo. O meu marido tranquilizou-me: deixa-o trabalhar, esta malta sabe o que faz, e é bom que fique limpo para ser fácil de manter.

Ele estava a cortar, em pedaços para a lareira, os troncos grandes que tinha cerrado ao cedro e, depois, a arrumá-los no abrigo que fica a meio caminho; e eu fui podar árvores.

Passado um bocado, foi ver como estava a correr a limpeza e, na volta, foi ter comigo para me dizer: o gajo diz que o melhor é ir-se já queimando mato, diz que com a máquina vai controlando. Fui espreitar. O mato cortado era já uma montanha imensa. Receei. E se aquilo se propaga? O meu marido, que já tinha dito que sim ao homem, voltou a tranquilizar-me: o gajo sabe o que faz.


E logo se ergueu uma enorme labareda que crepitava intensamente. E, ao longo de todo o dia (e foram mais de dez horas de trabalho, apenas interrompidas à hora de almoço), ele foi pondo mato na fogueira.

Aos poucos, o terreno foi ficando desarborizado. O vizinho lá de baixo, que tem um terrreno muito grande e muito bem cuidado e que confina em parte com o nosso, também tirou a semana de férias e andou todo o santo dia de roçadora ao peito, limpando o terreno dele e pondo o mato na nossa fogueira. O vizinho lá do fundo da rua veio ver algumas vezes. Andava entusiasmado. Nunca tinha visto aquele terreno tão limpo, nem sabia que era assim. E apareceram dois homens (separadamente) que tinham sabido que estava ali uma máquina a limpar o mato e que queriam contratar o destemido condutor para ir limpar o terreno deles.

E digo destemido porque é mesmo destemido: meteu-se com a máquina numa zona de acentuado declive e fez para ali umas manobras que eu reecei que a máquina desse uma cambalhota lá para baixo. E, no fim, fez cavalinho com a máquina para sacudir a terra das lagartas.


Já anoitecia quando se foi embora. Enviei uma fotografia aos meus filhos. O meu filho respondeu: parece um deserto. Mas a verdade é que não desgosto. Os meninos vão gostar de brincar neste bocado de terra que parece que cresceu in heaven

Tal como O Jumento, tembém eu recebi um mail com uma comunicação do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural sobre a necessidade de limpar os terrenos. Como somos donos de parcelas rurais, parece-me muito bem que seja emitido este alerta. Limpar os matos parece-me um dever cívico. Sempre o foi, não é de agora. Mas a verdade é que a falta de divulgação ou a falta de insistência pública ou a nossa pouca conscencialização colectiva, não sei ... parece que tudo convergia para que não nos apercebessemos do muito que temos a fazer. Tomara que toda a gente faça a limpeza dos seus pedaços. O pior é que, pelo que sei, metade dos terrenos não está cadastrada e, portanto, está ao deus dará. E é aqui que reside o problema. Ao contrário do que alguns débeis mentais pareciam pensar, as desgraças que aconteceram não foram da responsabilidade da Ministra Constança (que Marcelo forçou à demissão): os brutais incêndios do verão tiveram mão criminosa, foram fogo posto, e avançaram como lava sobre a vegetação ressequida num verão quente e seco como poucos, em terrenos de que, em parte, não se sabe a quem pertencem. Mas, enfim, a verdade por vezes é menos interessante do que novelas de tipo mexicano.


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Tirando isso, o Congresso do PSD. Caras gastas, ressequidas por muitos anos de caciquismo laranja. Do pouco que vi, várias figuras do pior que o cavaquismo e passismo tiveram continuam a ter todo o protagonismo. Até aquele insuportável Fernando Costa lá estava a botar faladura. Não se aguenta.


E os comentadores do costume a especularem sobre nulidades sem ponta em que se pegue. Tudo tão déjà-vu.

Montenegro a quem nunca se conheceu ideia que se aproveitasse resolveu fazer de conta que é um puro e, como se estivesse a bater a porta, avisou que vai ganhar a vida para outro lado. E logo ali se levantou um coro de espanto e, sobretudo, de tema para debate e comentário. 


Depois, oh suprema afronta, Rui Rio, essa fera, resolveu desafiar as hostes passistas e pescou a Elina Fraga para sua vice-presidenta, e isto depois de ela, quando bastonária, ter movido um processo ao Governo do Láparo e de ter feito a cabeça em água a essa ministra extraordinária que foi a exemplar Paula Teixeira da Cruz. Traição!, já gritou esta. E o inteligente Hugo Soares, apanhado de surpresa à saída da sala, mostrou que ainda nem está nele, até perdeu a pose de putativo estadista e, enquanto dava a entrevista, pôs-se a coçar a cabeça --  e a única coisa que lhe ocorreu foi dizer que a dita Paula foi do melhor que há. Então não, ó menino huguinho, inho, inho,

E isto tudo depois de Passos Coelho, ressabiado e mostrando que ainda não percebeu nada de coisa nenhuma, ter discursado sobre as vacuidades do costume e, de caminho, ter avisado que é difícil dizer mal da so called Geingonça. E depois de Santana ter elogiado Rui Rio, ao qual agora já detecta bastas virtudes e depois do dito Rui Rio ter elogiado o Láparo, que nunca houve tão grande e tão bom líder, que tudo o que fez fez bem feito,  e ter sossegado as virgens e as puras do seu partido, jurando a pés juntos que centrão nem pensar, que isso é coisa de anjos a pensarem em sexo. Talvez no encerramento da coisa até faça a vontade ao Hugo Alexandre Soares (a quem mimosamente gosto de tratar por Hugalex), e anuncie já que, ah leão!, vai votar contra o OE 2019. 


E, por falar em leão, parece que o inqualificável Bruno de Carvalho -- que envergonha todos os sportinguistas que conheço -- voltou a ganhar (não sei o quê) e que vai continuar a infectar o ambiente leonino. Não percebo nada nem de futebol nem do mundo do futebol. Diria eu, que conheço montes de sportinguistas e todos gente decente, que jamais uma criatura como este Bruno de Carvalho poderia ser presidente. E, no entanto, é.


Lá está: é bom a gente, de vez em quando, olhar para estas realidades para perceber que nesta vida tudo é relativo -- até as verdades. E que chatos, gente datada, burros, oportunistas, chicos-espertos e malucos é o que há mais.

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E pronto é isto. Permitam que vos recomende agora uma ida até à Flâneur, a nova livraria do Porto.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Luís Montenegro não vai a jogo e Jerónimo atribui a culpa das perdas a incertos.
E eu lanço quatro candidaturas a ver se vingam no PSD:
João Miguel Tavares, a dupla Rui Ramos & Henrique Raposo, Helena Matos e José Gomes Ferreira


Em dia importante, só fiz coisas pouco importantes. A vida é cheia disto. Miudezas. Queríamos uma escada mas a que queríamos não cabe no carro. Não veio. Atrasámo-nos. Paciência. Fomos almoçar ao cantonês, na esplanada. Menos mal. Aliás, nada mal. 

Depois, a casa aqui para limpar depois da nova canalização. E nem tudo bem. Nunca nada fica bem à primeira. Uma coisa ainda a pingar. Toalhas que estavam no armário para lavar. Depois roupa para estender. 

Mandei fotografia ao meu filho para ele ver como ficou, já que foi contra a solução adoptada. Mandou-me três carinhas a chorar. A mim não me dá para chorar. Já não estou para me ralar com coisas destas. Não será a melhor solução mas foi a solução mais rápida e mais económica. Se o meu filho reagiu assim, fará a minha filha. Deve ficar passada. Mas olha, azarinho, nada a fazer. 

Depois mails e mais mails e mais mails (de trabalho, imagine-se). E sei lá que mais. A bem dizer nem dei bem por ser dia feriado, muito menos da República. Passa da meia-noite e só agora aterrei no blog. E só agora vejo, de raspão, o que passa na televisão. Mas não se passou nada de mais, parece-me.

Ouvi o Jerónimo, todo cavaco, todo láparo, ressabiado, a reescrever a história para se vitimizar. Não lhe fica bem. Ao Jerónimo fica-lhe bem a sensatez, a honradez da voz do povo, alguma elevação. Esta conversa de atribuir a perda de autarquias a incertos que foram mauzões menoriza-o. Pode agradar a alguns azedos que ainda estejam com o pé preso à 'longa noite fascista' mas a conversa é disparatada e patética aos olhos de quem já vive com os dois pés no tempo presente. O PCP tem que perceber qual a sua razão de ser nos dias de hoje. E os dias de hoje têm que ser olhados com olhos de gente que vive no presente, em Portugal. Não no passado, não no Alentejo do tempo pré-reforma agrária, não no Barreiro pré 25 de Abril, não na Cuba Castrista, não na Venezuela, não na Coreia do Norte. Em Portugal, na Europa, hoje. Enquanto o PCP não fizer essa reflexão, nada feito, será sempre a descer. 


E agora ouvi que o joker-face Montenegro não vai a votos para suceder ao láparo. Não é grave. Nem agudo. Nem ninguém deve ficar triste. Acho que só o cãozinho que estava na missa fez uns olhinhos de snif-snif


Eu, cá para mim, continuo agnóstica em relação a estes temas laranjas. A bem do País era bom que aparecesse alguém de jeito. Mas, confesso, para minha diversão é bom que a coisa se mantenha na base da tropa fandanga em permanente cavalhada. Como é sabido, gosto de números de burlesco.

E o que, numa perspectiva construtiva, posso adiantar é que, na falta de gente que se chegue à frente, tenho, eu, quatro candidaturas a lançar. E só espero que os meus Leitores alinhem comigo e lancem uma volumosa onda de fundo. Não sei se estes meus candidatos já são militantes; mas não faz mal. Vão mais do que a tempo.

Mas vamos com música, para criar ambiente


1ª - João Miguel Tavares

Escuso de justificar. Dava um belo líder e não vejo a hora de poder contar com ele como putativo primeiro-ministro. Coerente, inteligente, nada sectário, lúcido. 

Poderia ter a Sofia Vala Rocha como porta-voz.

Um dia que se alcandorasse ao ambicionado lugar de chefe de Governo, poderia nomear a mana Vidal como Ministra da Justiça, o Super-Judge-Alex como Ministro da Administração Interna, o saudoso Lombinha dos Briefings na Economia, o 007 da política, Sérgio Monteiro de seu nome, na Arca do Tesouro, a Pipoca mais Doce no Ministério dos Cupões, o Pipoco mais Salgado no Ministério dos Machos-Alphas, a Cocó na Fralda na Economia Doméstica e a Dias de uma Princesa nas Dietas da Moda. Poderia ainda propor uma alteração legislativa que lhe permitisse ir ele, em pessoa, -- e dispensando julgamentos na Justiça (que só servem para atrapalhar) -- apanhar o Sócrates à mão e levá-lo para uma masmorra em S. Bento para, pessoalmente, o manter a pão e água e lhe aplicar as merecidas vergastadas, quiçá, até, arrancar-lhe todos os dias um bocadinho do escalpe e polvilhá-lo com pulgas.


2ª - Rui Ramos & Henrique Raposo

Uma liderança bicéfala que também não carece de justificação. 

Falariam ora em uníssono ou a
duas vozes, consoante a profundidade de campo que pretendessem alcançar.

Poderiam ter a Manuela Moura Guedes como porta-voz. 

Um dia que capitaneassem o Governo poderiam ter a Madre Paula como ministra dos Affaires, a sexy Felícia Cabrita como ministra das Notícias & Esquadras de Polícia, a enfermeira Cavaco na Saúde (das Finanças da Ordem), o inspector Rosarinho na Caça ao Tesouro, o marido da Pinókia Albuquerca na Administração Interna, o Hugalex nas Tiradas Parlamentares, o Vai-Estudar-ó-Relvas no Ensino Superior, a Srª Dª. Maria Cavaca nas árvores de Natal, o saudoso alemão Bruno Maçães nos Negócios Estrangeiros e o incontornável Catroga no ministério dos Pêlos Púbicos.



3ª - Helena Matos

Já é tempo do PSD ter uma mulher à sua frente e esta é das tesas. Depois de anos a defender o Láparo, é de bom tom que as hostes laranjas lhe estendam a passadeira laranja.

Poderia ir buscar o colega Dâmaso do Correio da Manhã para porta-voz. Solidariedade entre iguais.

Um dia que chegasse a 1ª ministra poderia ir buscar o mano Costa para ministro do Boato, o João Vieira Pereira para ministro das Vacuidades fora de Prazo, o Pedro Santos Guerreiro para ministro do Apelo ao Sentimento,  o Balsemão para ministro da Impresa Empenhada, o Nóia M. Mendes para o Ministério das Gargantas Fundas, o Baldaia para ministro Rolha, o  Rangel para ministro das Limpezas de Salão e a Parrachita para ministra das Bocas no Facebook.


4ª - José Gomes Ferreira

A mais que justa e óbvia candidatura. Longa caminhada tem o Zé Gomes percorrido. Merece lá chegar, ó lá se merece.


Poderia ter a Cristina Ferreira (a do Goucha) como porta-voz. 

Um dia que se visse em Primeiro-Ministro quase que podia fazer a festa sozinho pois melhor que ele não há. Mas, enfim, noblesse oblige.

E, portanto, vamos lá. Poderia ter o João Rendeiro como ministro das ex- Fortunas & Falências, Zeinal Bava como ministro das Finanças e das Condecorações, o João Duque como ministro do Não Acerta Uma, o Granadeiro como ministro dos Vinhos & Duvidosas Parcerias, o Mexia da EDP como ministro da Coltura e da Cagança, a Judite de Sousa como ministra das Finanças (porque tem obrigação de ter mais do que aprendido a lição do Ó-Dr. Medina), a Drª Teodora como ministra da Inovação, o Carlos Costa (o do BdP) como ministro das Decisões Rápidas e Boas e, para dar mostras de modernidade e de inclusão, o Carlos Costa, o outro, como ministro das Coisinhas mais Sexys.


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Só boas ideias e, já viram?, a malta do PSD nem precisa de gastar dinheiro com opinion makers.
Aqui a Sta UJM dá-lhas de mão beijada, é tudo pro bono.

E que comece a engrossar a onda. Qualquer um dos meus putativos & alegados é bom. Força aí.

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sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Alô, alô puto malcriado do PSD (Leitão Amaro de seu nome): que tal ouvir a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Paulo Rangel que, em Bruxelas e em todo o lado, anda histericamente a dizer horrores do Governo do seu País: que tal ouvir Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Matos Correia que com ar blasé dá a entender que este governo é apologista da rebaldaria: que tal ouvir a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô José Manuel Fernandes e demais jornalistas e comentadores que enxameiam a comunicação social, confundem alhos com bugalhos e o género humano com o Manuel Germano: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Duarte Pacheco e Luís Montenegro que andam a lançar poeira e confusão a propósito da TAP, dando a entender que este agora foi um mau acordo: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô viúvas do láparo, mariazinhas, troca-tintas e louras burras (de ambos os sexos) que por aí andam a dizer que a turbulência dos mercados tem a ver com o coitado do Orçamento português: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?




O que a comunicação social, com má fé ou estupidez natural, propala, empola, distorce, deturpa, macaqueia -- dando voz a toda a espécie de caceteiros, sarrafeiros, trauliteiros, vendidos, ignorantes e estupores -- é muito grave e perigoso.

Falam do que não sabem, assustam as pessoas, mentem à descarada, fazem o jeito a quem não se ensaia nada para dar cabo do país, preparam o terreno para que os abutres pousem perante a passividade ou agradecimento das vítimas. 

Um nojo.

Pouco já leio, ouço ou vejo o que esta matilha anda a fazer mas, quando se dá o caso de ver, fico com o estômago virado do avesso.


Salvou-me hoje a Manuela Ferreira Leite na TVI 24 com o Paulo Magalhães que desmontou, uma por uma, todas as patranhas que essa cambada por aí anda a espalhar. 


Louvou o facto de haver uma alternativa à estratégia política e económica que tem vindo a ser seguida nesta Europa esfrangalhada (o 'esfrangalhada' é coisa minha), falou com serenidade do Orçamento, desdramatizando os riscos, quase gozou com a estupidez de quem acha que o que se passa nos mercados tem a ver com o pobre coitado do OE, explicou como uma declaração infeliz dos lados da Reserva Federal ou do mastim rafeiro Schäuble causam maior perturbação do que tudo o resto que se diga ou faça, demonstrou como o anterior acordo de venda da TAP feita às pressas pelo desclassificado Passos Coelho (o "desclassificado" é meu) é cinquenta mil vezes pior do que o acordo que o Governo do Costa agora conseguiu (os 50.000 também são meus), elogiou o incentivo à economia com o financiamento às empresas por onde, segundo ela (e segundo qualquer pessoa com dois dedos de testa), passa a recuperação do País.

E eu, ouvindo Manuela Ferreira Leite -- serena, didáctica, assertiva até dizer chega -- pensei que que seria bom que ela se pudesse fechar num retiro espiritual, durante 1 ano, com a cambada do PSD e CDS e com a trupe de jornalistas, papagaios e comentadeiros avençados, a ver se lhes consegue ensinar alguma coisa.

Não seria fácil porque há por ali muita gente completamente nhurra e uma data deles formatados para serem uns reles vendedores de banha da cobra. Mas, enfim, talvez os tornasse, pelo menos, civilizados. E seria bom que fosse devidamente equipada para aplicar os justos correctivos aos relapsos e insurrectos. Mas aplicar sem medo.

Só por exemplo, acho que àquele puto que agora se tornou omnipresente, o tal Leitão Amaro, não se deveria ensaiar nem um bocadinho para lhe aplicar uns belos carolos e proibi-lo de ver Playstaion como castigo por ser tão mal educado. Que sujeitinho mais precisado de ser posto de castigo e de levar umas belas palmatoadas. Não sabe o que diz, fala do que não sabe, não se cala, é malcriado, vulgar, insuportável.


E não digo mais nada porque falar desta gente me dá ânsias.

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As imagens, como é bom de ver, provêm do fantástico We Have Kaos in the Garden. 

E, vejam só ao ponto a que isto chegou: eu a elogiar desta forma tão rasgada a Manuela Ferreira Leite. Se isto não é o fim dos tempos...  

E o PS, BE e PCP que não começam a combater a sério a guerra suja dos PàFs, não...

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Volto aqui para vos dizer: quando o Paulo Magalhães perguntou a Manuela Ferreira Leite se o Ministro das Finanças tinha que se preparar para medidas extraordinárias ela explicou, com muita calma, que quem gere um orçamento tem que estar sempre preparado para ir fazendo ajustamentos, cá como em todo o lado, mas que não estava a ver que houvesse necessidade disso a menos que acontecesse algum drama fora de normal.

Pois bem: o que é que a seita do Expresso colocou no título da notícia sobre a intervenção dela?

Ferreira Leite: O ministro das Finanças “tem de estar preparado para tomar medidas adicionais”


É certo que, no corpo da notícia, a coisa já tem outro tom mas a má impressão já ficou. E, portanto, uma vez mais aqui digo: o Expresso está transformado num pasquim. Tenho pena.


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E agora, com vossa licença, vou navegar nas subtis ondas gravitacionais.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira.

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segunda-feira, abril 06, 2015

Pedro Santos Guerreiro em 'Os Imortais, os Imortais' empareda, ou melhor, encosta à parede Miguel Macedo, Luís Montenegro e Marques Mendes. (Os Imortais a que ele se referia eram obviamente outros: Herberto Helder e Manoel de Oliveira). E um PS sobre as presidenciais.


Diz Pedro Santos Guerreiro na sua crónica 'Os imortais, os Imorais' no Expresso deste sábado:





(...) Os casos são todos desta semana. Miguel Macedo, segundo o jornal 'i', foi investigado pelo Ministério Público, que encontrou indícios do crime de prevaricação no caso dos vistos gold. Prevaricação não é corrupção nem tráfico de influências, é agir de modo contrário ao interesse público (foi por este crime que Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada). Macedo não é sequer arguido, no que parece ser uma nova política do Ministério Público de deixar os suspeitos à torreira do sol enquanto constrói o caso. Mas o acórdão fala de encontros, telefonemas, jantares, presentes que destroem a carapaça que Miguel Macedo construíu para si mesmo quando se demitiu do Governo. Uma demissão é um acto honrado, mas não de imunidade; é uma consequência política, não um saneamento da responsabilidade.



Prevaricação é ser amigo do seu amigo, dando uma mão, abrindo uma porta, fazendo um telefonema para a pessoa certa. São os 'facilitadores', nome detestável para um detestável modo de ser que se infiltrou na política como minhocas nas maçãs. Facilitam negócios, contactos ou cursos na Lusófona (Miguel Relvas foi um de 153 que o terão feito, segundo o Ministério da Educação). o escritório de advogados do deputado* Luís Montenegro, segundo a TVI, ganhou contratos de 70 mil euros por ajuste directo da Câmara de Espinho, de cuja Assembleia Municipal o próprio Luís Montenegro foi presidente. Outro escritório de advogados, o de Aguiar Branco, promove negócios nos países que o ministro visita.





Este é o mesmo país onde há funcionários do Fisco a aceder a dados de contribuintes de forma ilegal e descontrolada, alguns por curiosidade, outros porque talvez os queiram vender. Os vistos gold encheram cofres em Portugal, por venda de cidadania europeia, mas encheram também bolsos de intermediários.


Na semana passada, o Expresso entrevistou um empresário do Porto, Ricardo Costa, que ganhou um prémio da Christie's pelo desempenho na venda de imóveis de luxo, sobretudo a estrangeiros. Quando lhe perguntámos se o negócio vinha dos vistos gold, ele respondeu: 'Isso é um fenómeno de Lisboa, suportado pelos escritórios de advogados'. Ele lá sabe. Nós também. Qual foi o escritório que mais negócio fez nos vistos gold? O de Marques Mendes, um prodigioso 'fazedor de chuva'.

(...)


E eu, se fosse qualquer um dos visados, preparava-me já para o pior porque, como é sabido, alvo para que, com aquele seu ar de menino bem comportado, Pedro Santos Guerreiro aponte é, mais cedo ou mais tarde, alvo abatido. 


* Por lapso, no texto do Expresso está escrito 'do agora ministro' quando Luís Montenegro é deputado - coisa que o Mestre Plúvio (que regressou depois de uma longa e notada ausência) fez questão de não deixar passar em branco. E fez muito bem: nenhuma argolada ali passa despercebida (e o responsável não se escapa de uma valente palmatoada que, lá nisso, Mestre Plúvio tem a mão bem pesada).

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As imagens provêm do blogue We Have Kaos in the Garden

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PS: Sobre as presidenciais ainda não me apetece falar porque nada é certo, porque é cedo, porque a coisa está meia pantanosa. De todo os que se perfilam acho que o prof. Marcelo da TVI é um psico-tretas do qual nada de bom o país poderia esperar, seria uma intrigalhada permanente, do Henrique Neto só se fosse para me rir mas, a sério, vontade de me rir não me dá, do Sampaio da Nóvoa ou do Carvalho da Silva acho que há boas razões para estarmos favoravelmente expectantes mas um exclui o outro. E não sei se há mais. Não inclui aqui o Santana porque acho que, se ele se chegasse à frente, teríamos o país transformado numa gargalhada geral e isso também não me parece grande ideia.





Da reacção do Sérgio Sousa Pinto à eventual candidatura de Sampaio da Nóvoa também não gostei, parece-me coisa de fedelho birrento, e assusta-me pensar que o PS de hoje é isto.


Portanto, um dia destes pode ser que me apeteça dizer qualquer coisa sobre as presidenciais. Até lá a ver se me vão aparecendo melhores assuntos.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira.

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sábado, maio 24, 2014

Luís Montenegro, Judite de Sousa e Isabel Figueiras na NOVA GENTE - ou o garanhão de uma 'ménage à trois' que parece que afinal o não é, sendo apenas o tal líder da bancada do PSD que disse que Portugal está bem, os portugueses é que não. Assim como assim, se calhar era melhor para todos se fosse apenas o vértice de um triângulo amoroso. Ou, se calhar, se o amigo Henrique Blanc fosse líder da bancada, sabe-se lá. Seja como for, para os garanhões desta vida, aqui deixo o Manolito. Um presente em dia de reflexão.




Solteiras, Judite de Sousa e Isabel Figueira saem com o mesmo homem casado
Luís Montenegro é líder no partido do Governo

(capa da NOVA GENTE à esquerda)



Hoje quase dei um salto para trás, um flic flac à rectaguarda e um mortal encarpado no passeio em frente do expositor das revistas quando vi, na capa da Nova Gente, o sonso do Montenegro, rabo quase ao léu, bronzeado e deitado ao sol, ao lado de uma Isabel Figueira igualmente bronzeada e com fio dental. Mais acima já se apresentava mais composto mas, ainda assim, de gola levantada, ar malandreco, desta feita com a solteiríssima e sorridente Judite de Sousa.


Nem mais! E que o malandro, esse Casanova da era Passista, seria, portanto, suficientemente competente para se aguentar à bronca com as duas e que, até, vejam bem, tomava conta do filho da apresentadora. Ao ler isto voltei a dar um triplo mortal. Uau! O maganão, para além das duas, ocupa-se ainda do filho da Judite, um calmeirão com uns 30 anos?! Fogo que aquele safadão não se contenta com pouco. Depois esclareceram-me: a apresentadora deve ser a Figueira, não a Judite. Bom, menos mal, a coisa tratar-se-ia mesmo de baby sitting. De facto, debaixo da perturbação nem raciocinei: a Judite não é apresentadora, é jornalista.

Mas a Judite não namorava outro, um tal consultor informático, mais novo, todo giro?... Agora namora o Montenegro? Depois do Seara, o Montenegro?! Que mau gosto.


Confesso, portanto: fiquei de queixo caído. O Montenegro?! E ainda por cima casado! Contabilizei: a mulher, a boazona da Isabel Figueira, a Judite das botas altas. 3 mulheres! Três! Ou seja, qual ménage à trois...?! À quatre! Qual triângulo amoroso...? Quadrado! O Montenegro, um lado de um quadrado amoroso? Olé!


Dar conta de tanto mulherio e, na bancada, ainda ter que aturar a Teresa Leal Coelho que deve ser pior que meia dúzia... Credo. Que herói me saíu.

E ainda tem que obedecer às ordens do Láparo e mudar as fraldas àqueles Jotas burros que por ali andam... E mesmo assim consegue manter aquele sorrisinho...? Comecei a admirar o homem. Um leão, um valente, um hércules, um zezé camarinha, um santo.

Mas agora, ao cirandar pela net, desfez-se a magia. Afinal, tudo aquilo não passava de falsa publicidade. Cá para mim deve ter sido obra do partido, desesperado, que, vendo que a arma secreta do ataque ao Sócrates não estava a dar resultado, deve ter achado que, começando a propagandear os méritos garanhescos dos seus mais destacados elementos, iria atrair o eleitorado feminino.
Vale tudo. Isto já não há limites. Como se as mulheres se deixassem enganar com lérias pacóvias, banhas da cobra, basófias de meia-tigela.

Ou seja, do que li, a Isabel Figueiras veio estragar a festa. Qual Montenegro, qual carapuça! Afinal aquilo é um gémeo separado à nascença, um clone, uma ovelha Dolly que saíu mal, que saíu com cara de líder parlamentar pê-esse-dê. Henrique Blanc, um amigo - segundo leio.


Galo. 

Perante isto, o putativo garanhão não teve como não sair a terreiro, mostrar-se ofendido, que vai processar a Nova Gente, que mata e que esfola e o escambau. Pois claro. 

E a Nova Gente já veio penitenciar-se, que tinha ido na conversa, que não tinha investigado como deve ser, que lamenta.


Ou seja: fim de história.

Agora o que eu acho graça é a reacção do Montenegro. Pensará ele que alguém levou aquilo a sério? Numa primeira reacção uma pessoa prega-se ao teto, fica de boca aberta, olha melhor para ele para ver se descobre ali alguma coisa. Mas a treta não se aguenta muito mais porque, a gente olha, olha, e o facto é que não descobre nada, não vê como. Se nem da Catarina Martins, nos frente-a-frente da Sic Notícias, ele dá conta, como é que haveria de ser capaz de dar conta de um regimento delas? 

Ai minha mãezinha, que ninguém me poupa. 


Só falta amanhã, na capa do Correio da Manhã aparecer um clone do Rangélio agarrado à Cláudia Vieira, depois a dançar agarradinho à Fátima Campos Ferreira e, como se fosse pouco, também de mãozinha na perna da Ana Gomes, com um título sensacionalista a insinuar que aquilo é macho para se aguentar com um regimento de amazonas e muito mais.

Qualquer coisa como:


O devorador de gatas Rangélio 
dá tudo por tudo para não sair de gatas das eleições


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A primeira imagem creio ser oriunda da própria Nova Gente, a dupla Montenegro & Leal Coelho não sei de onde vem, a Cláudia Vieira anuncia lingerie Triumph e o Rangélio, quando estava mais fofo e mais penteado, provém do saudoso Kaos.

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E, porque este sábado é dia de futebol e de reflexões, não vou falar de coisas sérias nem de coisas hilárias como a política tuga em tempo de eleições (repararam como versejei). Vou antes, com vossa licença, introduzir um momento musical de fino recorte.

Considerem que é um presentinho desta vossa amiga, Ujotamezezinha.



Dedicada aos candidatos que tanto se esforçaram por convencer o povo que a política é uma chachada, por exemplo andando aos saltos pela rua (e salta! e salta! e salta!), aos garanhões desta vida, e, claro, aos nuestros hermanos que, por estes dias, se mudaram para Lisboa, aqui fica uma inspirada canção:


Manolito dos Ena Pá 2000 com o meu ídolo, o bem comportado Manuel João Vieira


[Aviso: as virgens deverão agora tapar os ouvidos e os olhos]



Olé!

Hihihihihihihi....!

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado! E reflictam bem, tá?