Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, setembro 11, 2018

Joana Marques Vidal? Maria José Morgado?
Vou ali e já venho.
Deve haver alguém competente para o lugar e parece-me óbvio que nem uma nem outra o é


Casos a arrastarem-se e arrastarem-se e arrastarem-se durante anos, incapacidade total para fixar e fazer cumprir prazos, sistemáticas fugas de informação e quebras do segredo de justiça, sistemas informáticos em que, pelos vistos, nem os responsáveis confiam, casos mediáticos em que o julgamento ocorre na praça pública ainda antes de haver acusação de facto -- estas, para mim, são algumas das características dominantes da era Joana Marques Vidal.

O meu ponto de vista é o de uma vulgar cidadã e, não obstante ter orientações naturais, 
(ex: sou heterossexual, sou agnóstica, sou a favor da liberdade, da democracia, da igualdade de oportunidades, sou humanista, sou contra a exploração do homem pelo homem -- e, daqui por algum tempo, acrescentarei que também sou contra a exploração do homem pelos robots ou pela algoritmia decorrente da inteligência artificial -- etc.), 
tento ser objectiva e imparcial na formulação das minhas opiniões. Por isso, não é porque o Marques Mendes, as Direitas-Unidas e sei lá quem mais defende que a Santa Mana Joana é a única alma à superfície da terra que pode desempenhar o cargo com competência que eu estou aqui a dizer que se vão catar.

Digo-o porque, do que conheço, o que há é uma mão cheia de argumentos para lhe dizer que adeusinho, bye-bye, que vá mas é fazer aquilo para que tem jeito. E se não souber o que é -- eu também não sei pelo que aqui não poderei deixar a dica -- pois que vá fazer testes psico-técnicos. Mas, se lhe der aquilo que é óbvio, que tem jeito é para o marketing auto-promocional, esqueça. Para esse peditório o país já deu. Já está santificada em vida sem nunca ter feito qualquer milagre. Que quer mais? Pense noutra, nessa não. Ou, se já não estiver para ir em busca do seu verdadeiro eu, pois que veja se o Costa muda a cena da idade da reforma e do diabo do factor da sustentabilidade e vá mas é curtir a vidinha.

Em alternativa à Sta Mana, há quem se lembre da Maria José Morgado. Outro susto. Falando sempre num registo encriptado, lançando insinuações contra incertos, como se tivesse muita sujeira escondida na manga e, a todo o momento, pudesse pôr a boca no trombone, dali nunca se ouviu nad que se pudesse aproveitar. Aridez total. Quem a oiça dirá que Portugal é um antro de corrupção, de sacanagem e de total ladroagem e que nada há a fazer pois, em cima disto, existe um polvo de interesses políticos, futebolísticos e, quiçá, religiosos, um gigantesco e sinistro polvo que tudo abafa, que tudo compra. E soluçoes para isto, ó Senhora Dona Magistrada? - dá vontade de lhe perguntar. Mas, se alguém lhe perguntar isto, ela certamente fará um daqueles seus sorrisos que insinuam secretas podridões e dará a entender que não valerá a pena sequer tentar. E, no meio daquelas afirmações redondas mas sempre atiradas com uma assertividade extraordinária, parece perceber-se-lhe a insinuação de que o que é preciso é uma justiça musculada, atalhar a eito, passar por cima dos direitos e liberdades individuais. E, inevitavelmente, somos levados a desconfiar de que naquele peito ginasticado pulsa um coração que, mesmo que de forma não confessa, é ainda um fiel devoto da pura e dura linha mrpp.

Por isso, por favor: a Maria José Morgado também não.

Mas não há crise, o povo é sereno: sendo Portugal um país de mentes brilhantes, algum magistrado capaz haverá de haver que consiga exercer a função de Procurador-Geral com denodo e competência, voltanto a devolver a confiança aos portugueses. Tenhamos fé.

terça-feira, novembro 25, 2014

José Sócrates em prisão preventiva. Três dias depois de ter sido detido e depois do incrível aparato mediático, aconteceu o que era quase inevitável. [No meio deste clima de transtorno emocional colectivo em que meio mundo acha que todos são culpados de tudo - incluindo Pinto Monteiro que, por ter ido almoçar com Sócrates e, pelo que ele diz, terem falado de livros, já é descrito como um mentiroso descarado]


O processo Marquês teve mais um episódio notável. Para um ex-Primeiro Ministro foi decretada prisão preventiva, como se estivéssemos a falar de um assassino, violador ou terrorista. Se antes, com o que os jornais e televisões divulgavam, já era difícil defender a presunção de inocência de José Sócrates, agora ainda o será mais. José Gomes Ferreira no Expresso, Helena Matos do Observador e certamente outros já andam a desenterrar suspeições antigas, boatos, desentendimentos políticos como se de crimes inquestionáveis se tratassem e já houvesse sentença transitada em julgado sobre todos eles.



José Sócrates em prisão preventiva - mais uma humilhação 


E se antes eu não percebia porque é que tinham prendido José Sócrates para o interrogar, agora fico ainda mais chocada com a decisão: prisão preventiva! Porquê?! 

  1. Havia perigo de fuga? 
  2. Mesmo depois das buscas já efectuadas, havia perigo de que destruisse provas? 
  3. Havia perigo de que continuasse a praticar crimes? 
  4. Havia perigo de que a população ficasse aterrorizada por ele ficar à solta?
  5. A sério...? Juram...? E são capazes de dizer isso sem que lhes caia um dentinho...?


A acusação é de corrupção, fuga ao fisco, branqueamento de capitais. Mas teria sido saudável para a democracia e justo para com a população - e isto já não dizendo que seria decente para com José Sócrates - que tivesse sido explicado de que se trata.

Em que âmbito esses presumíveis crimes ocorreram? Quando?
  • E foi enquanto cidadão normal? 
  • Ou enquanto primeiro-ministro? 
  • Corrompeu alguém? Quem? 
  • Ou foi corrompido? Por quem?
  • E em quanto? 

Ou seja, de que é que exactamente estamos a falar?
  • Da mãe lhe ter dado dinheiro? 
  • De ele próprio ter comprado livros seus para oferecer a amigos?
  • Ou será que estamos presente um ser alucinado, demente, que enganou amigos e correlegionários e que, esquecendo-se de todos os riscos que corria, escondeu dinheiro em contas de amigos, recebeu dinheiro em maços de notas, fez toda a espécie de irreflectidas tropelias como se de um mentecapto se tratasse? 
  • Ou, se não é nada disto, é o quê?

Nebulosa de Órion

Não deveria ter sido o Ministério Público a informar sobre que é que estamos a falar?

Fará sentido que seja o Sol e o Correio da Manhã a destilarem, gota a gota, informações que ninguém sabe se têm algum fundamento, crucificando o homem na praça pública?

Quem aqui me costuma visitar deve perceber qual o meu estado de espírito. Estou a escrever isto e estou chocada, incomodada, triste. 

Não sei de que se trata, não sei o que é que Sócrates fez ou deixou de fazer, e continuo a ter esperança de que ele esteja inocente. Mas, enquanto ouvia os comentadores durante o longo compasso de espera que decorreu até que se conhecessem as medidas de coação, fui ficando com a certeza de que seria esta a que caberia a José Sócrates. O meu marido também garantia que não podia ser outra a decisão, a Justiça seria ridicularizada e gozada se do interrogatório não escorresse o sangue de Sócrates. É que todos os jornalistas e comentadores diziam que, depois de tudo aquilo a que se vinha assistindo, era bom que os indícios fossem fortes, era bom que não tivessem feito tudo isto a um anterior governante por engano, era bom que se mostrasse que a justiça era igual para todos. Ou seja, toda a gente clamava por razões tremendas que justificassem tamanho espalhafato e, portanto, dificilmente a decisão poderia ser outra.

Nebulosa de Hélix

Face a isto, tenho que dizer que temo o pior. Custa-me admitir que uma pessoa vivendo sob escrutínio, sob desconfiança permanente, se fosse meter em trapalhadas. Do que lhe vi, aquando da sua actuação política, custa-me admitir que, às escondidas, Sócrates fosse um vulgar corrupto, um evadido fiscal. Ele tentará agora provar a sua inocência e tomara o consiga - mas não sei como tal vai ser possível com os cães raivosos à solta, com investigadores e jornalistas em conúbio, com a opinião pública a ser violentamente manipulada a toda a hora, em todo o lado.

A sociedade portuguesa está doente. Por qualquer ângulo pelo qual se olhe para a actualidade só poderemos concluir de que algo vai mal em Portugal. É triste viver em Portugal nestes dias de chumbo. É triste e começo a sentir que é perigoso.

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Nebulosa do Caranguejo

Enquanto agora escrevo, ouço na televisão comentadores a soldo a opinar sobre tudo e mais alguma coisa, incluindo sobre a entrevista de Pinto Monteiro na RTP 1. Disse o senhor que, durante o almoço com Sócrates (almoço amplamente divulgado pela comunicação social), não falaram de problemas de justiça mas, sim, sobre livros, sobre Lula, e sobre outros temas inócuos, podendo a conversa ser transmitida na televisão que veriam que não passou disso. Vi a entrevista na televisão e nada do que ele disse me pareceu merecer desconfiança. Magistrado toda a vida, Procurador Geral, Pinto Monteiro não é pessoa que possa dar-se ao luxo de ir a um canal de televisão dizer aldrabices.


Pois bem, por algum motivo que talvez Freud conseguisse explicar, agora também ele virou bombo da festa e, sem consideração nem respeito, toda essa gente insinua que o senhor disse mentira atrás de mentira. 

Como se Pinto Monteiro não soubesse que toda a conversa foi gravada e que, se outro tivesse sido o teor da conversa,  não era a notícia do almoço que tinha aparecido nos jornais mas sim a transcrição, tim tim por tim tim, da dita conversa. 


Só me interrogo de uma coisa: porque será que Sócrates desperta um ódio tão irracional em algumas pessoas? Que demónios desperta ele? Que transtornos emocionais? Alguém me explica?


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  • A propósito do papel dos jornalistas neste processo, se me permitem, agora a palavra a Fernando Alves cuja voz, nos seus imperdíveis Sinais, tantas vezes me emociona:


  • Recomendo também a leitura do texto Sócrates no blogue Vai e Vem

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E agora música, por favor. Ar puro.


Johann Sebastian Bach: Sonata for Viola da Gamba & Harpsichord in G minor, No.3, (BWV1029)

Jordi Savall & Ton Koopman




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E, caso queiram conhecer a minha resposta ao galanteio que um gentil Leitor me enviou, desçam, por favor, até ao post seguinte.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça-feira.

(E vamos ver onde é que as centenas de polícias que agora saltam a toda a hora de debaixo de tudo o que é pedra vão escarafunchar desta vez? Ontem andaram, na Operação Remédio Santo, em farmácias e laboratórios; esta terça feira onde será? Em talhos e peixarias? No Banco Alimentar? No Palácio de Belém? Onde?)

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terça-feira, setembro 20, 2011

Dúvidas sobre o estranho caso do desvio colossal da Madeira. Que descobrirá o PGR? E que terão decidido Cacaco Silva e Passos Coelho?

Nisto da Madeira há coisas para se perceber porque não estão nada claras.


Quando se tenta comparar o que aconteceu na Madeira, e que eu ainda não percebi exactamente o que foi, com o que aconteceu no cont’nente gerido por Sócrates, penso que se está a perceber mal o que se passou (ou então sou eu que não estou a perceber, o que também não admira: vivendo na grande lisboa sou quase cubana, além disso sou rural, gosto de poesia, sou mulher, e só não digo que sou loura para não me acusarem de pleonasmo).

No Expresso de sábado passado, o Martim Avillez, insuspeita criatura, em seu tempo crítico de Sócrates e apoiante da alternativa ganhadora, refere uma interessante história que reflecte o que é a economia a funcionar.

Conta ele que um sujeito foi a um hotel para reservar um quarto, deixou uma nota de 100 euros no balcão (não me recordo bem nem deste nem dos pormenores seguintes - e não estou com tempo para ir à procura do jornal -  mas imaginemos que estes 100 euros seriam tipo caução) e pediu para ir ver o quarto.

O funcionário que estava no balcão, admitindo que ele ficaria mesno com o quarto, pegou na nota e foi a correr pagar ao sapateiro a quem devia dinheiro. Este, face a isso, foi a correr com essa nota, pagar ao alfaiate a quem devia 100 euros, este foi a correr pagar à prostituta a quem devia 100 euros; esta foi a correr pagar ao hotel a quem devia 100 euros e deixou o dinheiro no balcão. Entretanto chegou o potencial cliente, resolve não ficar no quarto, pega na nota e vai-se embora.

Esta história exemplifica bem o que é a economia e qual a importância de a manter a rodar. Os mesmos 100 euros - e que, no fim do ciclo, acabaram por permanecer no local de origem, isto é, com o potencial cliente do hotel - enquanto estiveram a circular, permitiram a uma porção de pessoas pagar as suas dívidas, permitindo com isso que outros fizessem o mesmo. No fim os 100 euros não estavam já lá, mas uma porção de gente honrou compromissos.

Injectar recursos na economia é isto. Não é despejar dinheiro em cima de tudo e todos. É, tão só, criar as condições para que a moeda de troca circule (mesmo quando a moeda de troca não passa de números registados nas contas de uns e outros - quando você recebe um pagamento, o que vê é uma parcela a somar na sua conta. Quando você paga por cartão, o que vê são parcelas a abater. Dinheiro físico nem o cheira. Mas não tem mal. É preciso é que esse ciclo não se interrompa).

Quando Sócrates tentou fazer crer que não se estava tão mal quanto já se estava, o que queria era que os agentes económicos não deixassem de investir, e criou vários programas, como o tão injustamente criticado Parque Escolar, pois era isso mesmo que ele pretendia: manter a economia a funcionar. Um paga a outro, que paga a outro, que paga a outro e por aí fora e tudo registado para que todos pagassem impostos, impostos esses indispensáveis a manter a máquina em funcionamento.

In extremis ele tentou que o ciclo não se interrompesse.

(Para que não me acusem de ser tendenciosa, repito uma vez mais que acho que nem tudo o que ele fez foi bem feito. Por exemplo, aumentar a função pública numa altura de evidente desequilíbrio foi estúpido e incompreensível; tal como o voluntarismo e a firme determinação com que pretendeu manter a máquina a rolar o impediu de ver, a tempo e horas, que a máquina estava a ficar sem óleo, com o motor em sérios riscos de gripar. Mas que lutou como um leão, lá isso lutou.)

Agora o que o Alberto João fez é bem diferente embora, na génese, a ideia possa ter sido basicamente a mesma: manter a economia a rolar. Mas fê-lo em tão grande escala e tão desorçamentadamente, tão grosseiramente, e de forma tão caciquenta, e tão fora de articulação com as finanças do país, que teve que o fazer à sorrelfa, clandestinamente, ilegalmente. E aí entramos num outro domínio. Aí ele está nos antípodas de Sócrates.


Mas temo que a coisa não se fique apenas por aqui; não sei, posso estar a ser pessimista mas há aqui aspectos que me estão a fazer muita espécie. Vou tentar exprimir-me de forma o mais simplista possível, os especialistas que me perdoem.

Se ele incorreu em despesa não ‘escrita’ na ordem de mil e seiscentos milhões de euros (que parece que afinal, com outro buraco escondido de mais de duzentos milhões entretanto descobertos, afinal já vai quase em 1.900.000.000 euros!!!!!), ou seja, se escondeu compras que fez nesta ordem de grandeza, então os fornecedores, ao longo destes anos, aceitaram ficar a 'arder' com tanto dinheiro durante tanto tempo?

(E note-se que isto não é a despesa total – não: isto apenas o desvio encoberto)

Custa a crer que haja fornecedores tão beneméritos que aceitem trabalhar para aquecer e em montantes desta ordem, não é? Com a falta de liquidez a que assistimos por todo o lado, há fornecedores que financiam gratuitamente o governo da Madeira?

Acho estranho.

Além disso, o que parece que levantou as suspeitas e que, do que percebi, já vinha sendo objecto de referências por parte do Tribunal de Contas, é que haveria, da parte do Governo Regional, pedidos de empréstimos aos bancos para despesas maiores que as contabilizadas.

Pergunto eu: em completo desrespeito pelas boas práticas contabilísticas, em vez de contabilizarem as facturas quando as recebiam, guardavam-nas na gaveta para as lançarem só quando fossem ser pagas?

Do que depreendi das palavras do competente e seriíssimo Dr. Oliveira Martins, do Tribunal de Contas, passar-se-ia isso mesmo, ou seja esconderiam as facturas, não as registando, até que tivessem dinheiro para as pagar (ou seja, contabilizá-las-iam no acto do pagamento e não no acto da sua recepção). Foi isto?

(Espero que seja isso, que já é grave em si - e não que fossem feitos ‘pagamentos por fora’. Porque, se fosse isso, seria mesmo o fim da macacada. Mas isso não creio, seria too much.)



Mas, mesmo que isto configure apenas uma ocultação temporal de verbas (ao longo de anos!), será que os fornecedores emitiram as facturas a tempo e horas e pagaram o IVA devido ou também atrasavam todo esse processo?

É que, por lei, os fornecedores devem emitir facturas num determinado prazo após o fornecimento, e nessa altura, apura-se o IVA a pagar.

Ora, temo bem que com todo este jogo, os próprios fornecedores tenham atrasado a emissão das facturas para não pagarem o IVA, uma vez que só iriam receber o dinheiro do fornecimento mais tarde. Ou seja, a ser isto, nem é o caso de o Governo esconder facturas pois elas eventualmente nem existiriam ainda. Ou seja, ter-se-ia um conluio, uma ocultação de compromissos, uma subversão de contas mas também, a ser isso, a não cobrança de IVA relativo a essas facturas.

Mas enfim, isto sou eu a raciocinar, são meras conjecturas. Se calhar estou a ser pessimista e, se assim for, aqui virei pedir desculpa pela má impressão que tenho àcerca desta forma de governação. Mas o PGR vai investigar e logo saberemos se há ou não matéria criminal. E a ver se desta vez chegam a alguma conclusão (esperemos que, à semelhança de vezes anteriores, os procurdaores não se empecilham uns nos outros e em vez de investigarem os potenciais prevaricadores, acabem a investigar-se uns aos outros)

Entretanto, o Alberto João, em estado já de incontinência verbal e de aparente desvario total, depois de ter explicado, preto no branco, porque decidiu enganar o Teixeira dos Santos, veio agora dizer que foi um lapsus linguae no calor do discurso e nem quis ouvir os jornalistas, mandou dizer isto por comunicado.

Uma vergonha tudo isto e que nos faz parecer uma ridícula república das bananas. Só espero que Cavaco Silva e Passos Coelho actuem de forma exemplar. Quem nos anda a emprestar dinheiro espera isso. O País espera isso.