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sábado, maio 02, 2026

Não é por nada mas, cá para mim, ela tem pacto com o diabo para se manter como se mantém...

 

Acho que a primeira vez que a vi foi no Kramer contra Kramer, num cinema pequeno, aqueles cinemas-estúdio, que ficava encavalitado creio que na Estação dos Restauradores. Tenho ideia que havia uma escada num dos lados. Será que estou enganada? Acho que não, que havia ali um cinema. O filme era muito bom, ela e o Dustin Hoffmann numa terrível disputa pela guarda do filho. Também me lembro dela num filme que me marcou, com uma componente literária como agora já é raro, A Amante do Tenente Francês. E o tocante, tocante A escolha de Sofia

Meryl Streep sempre extraordinária. Fugindo aos cânones da beleza mais formal, Meryl sempre se impôs pela contenção, pela naturalidade, pela forma como se confunde com as personagens que representa, encarnando-as. 

E, ao mesmo tempo, num registo sempre de grande simplicidade e espontaneidade, sem medos ou meias palavras, sabe fazer valer a sua presença e a sua voz para se posicionar ao lado da democracia, da liberdade, do respeito pelos direitos humanos. 

Nesta entrevista  -- com o sempre-alvo-a-abater (pela família Trump, essa familiazinha de horrores) Jimmy Kimmel --, quando disse que o primeiro filme O Diabo Veste Prada já tem 20 anos fiquei parva. 

20 anos? Já passaram 20 anos? Como assim? Lembro-me tão bem de ver o filme numa sala de cinema. E lembro-me de apreciar como a personagem representada pela Anne Hathway evoluiu na forma de se vestir e lembro-me de pensar que a minha filha também deveria ficar lindamente com aquelas roupas. 

É chiché, claro, mas, caraças, o tempo passa mesmo a correr. Vinte anos...

Agora uma coisa também posso dizer: estou como ela quando me perguntam a idade dos meus netos, tenho que pensar para não me enganar, pois, como ela refere, estão sempre a fazer anos e estragam-nos a carreirinha que tínhamos fixado. Não há muito, quando perguntei a uma conhecida com quantos anos estavam os netos, respondeu prontamente: 'Há muito tempo que desisti... não faço ideia...'. Depois ficou a pensar e disse que achava que o mais novo tinha seis e o mais velho dezoito e que, portanto, os outros onze andavam pelo meio. Tinha desculpa, são muitos. O mais engraçado foi o avô do meu genro que, quando lhe perguntei quantos bisnetos tinha, se riu e disse que não fazia ideia, que estavam sempre a nascer. Acho que alguém disse que já deviam ir em trinta e tal. Nesse caso nem eram as idades, era mesmo a quantidade de bisnetos.

Mas deixo-vos com a entrevista e com o bom humor e a genuinidade de Meryl Streep. E reparem como se mantém bonita, elegante, jovial. O diabo não apenas veste Prada como a tem poupado.

Meryl Streep fala sobre a excitação com O Diabo Veste Prada 2, ligar a Lady Gaga e ser avó

Meryl fala sobre homenagear Stanley Tucci e Emily Blunt na cerimónia de entrega das suas estrelas no Passeio da Fama em Hollywood, ser a maior queixosa do mundo, ter seis netos, ser um pouco como Miranda Priestly como avó, ler-lhes Harry Potter, imitar sotaques quando se fala com as pessoas, O Diabo Veste Prada 2, a expectativa mundial pelo filme, ligar a Lady Gaga para lhe perguntar se participaria no filme e se gostaria de ser presidente algum dia.

quinta-feira, abril 09, 2026

Sobre o que o estúpido que tem a memória e a cor de um peixe dourado e a sua turma de estúpidos andam por aí a fazer

 

Não há qualquer racional em nada do que se passa. Qualquer. Bola. Zero.

Durante uns tempos, nas empresas, estava na moda o 'racional'. Qual é o racional? Era a pergunta que se fazia. Não havia apresentação que não se estruturasse em torno do racional. Claro que, só por ser moda, já eu fugia a sete pés de usar a expressão. 

Mas agora, ao ver o desconchavo permanente, só me apetece dizer que aquilo a que se assiste é a coisa mais irracional a que já alguma vez se assistiu. Por muitas perspectivas pelas quais se olhe, não há qualquer racional.

Um fulano que nunca foi bom da cabeça e que agora, em cima do fraco intelecto e da distorção de personalidade, está demente ser o presidente dos Estados Unidos é daquelas coisas que, se fosse ficção, seria delirante.

Mas é verdade. Não é ficção. 

E tão perturbante como ver a democracia a ser destruída naquele país e o mundo a ser sugado por um buraco negro é ver como ainda há anormais, tão ou mais estúpidos que ele, que, por lá, por cá e por onde calha, continuam a apoiá-lo. E os que não o apoiam, republicanos não MAGA, mas que não mexem uma palha, por cobardia ou receio de perderem o poder, são igualmente deploráveis. Hoje vi que agora até ameaçaram o Papa. Como o Papa o tem criticado, estão furiosos e, como sempre, não param para pensar- Mas ameaçar o Papa? Onde é que já vamos? É que tantas fazem que já nem dá para acreditar. 

Esta história do cessar fogo que não é cessar fogo coisa nenhuma, é um arremedo de coisa em forma de assim, um conjunto de medidas que o Irão impôs e que o palhaço cor de laranja aceitou -- certamente sem sequer saber o que estava a aceitar, deserto que estava por sair da saia justa em que a sua cabeça desgovernada o tinha metido -- é mais um episódio da fantochada circense que aqui está armada. É que ainda poderia parecer que aquilo era uma coisa assim a modos que mais ou menos. Isto se nos abstrairmos do curioso facto de agora ser o agredido a mostrar que é quem manda, e o agressor, feito caniche que já só quer é ver se consegue abocanhar algum bocado de osso, por exemplo uma percentagem das portagens no estreito de Ormuz, a andar a toque de caixa. Foi à monda e saiu mondado. O pior é o criminoso Netanyahu, que vive de espalhar sangue e que se alimenta do pó da destruição, que não consegue parar de atirar mísseis. Não sei de onde lhe vem tanto dinheiro para tanto material de guerra nem sei como consegue manter-se incólume no meio da desgraça que tem trazido àqueles territórios -- mas isso são outros quinhentos, como sói dizer-se. Mas, portanto, enquanto uns quererem fazer crer que se deu um belo passo a caminho não se sabe bem de quê, está aquele assassino a mostrar que se está bem a marimbar para tudo o que não seja escaqueirar tudo à sua volta a ver se abocanha mais um bocado de terra. Um gémeo separado à nascença de Putin.

Mais uma vez, onde ouço as análises mais interessantes para o caos e para o bailinho que está globalmente armado é nas conversas entre Joanna Coles e o muito bem informado Michael Wolff. Esta conversa foi gravada na terça feira antes de Trump ter, de novo, e neste caso ainda bem, demonstrado que TACO. Mas toda a conversa é actual e muito reveladora de como tudo aquilo funciona.

O que é mais em cima do acontecimento e igualmente imperdível é a reacção de Jimmy Kimmel, gravada já depois de Trump ter enfiado o rabo entre as pernas (vamos ver por quanto tempo, que aquilo ali, bicho maluco, cruel e desencabrestado, nunca será de fiar). Divertido, certeiro, implacável, assim é sempre Jimmy Kimmel. Não admira que Trump o odeie. Mas com as raivinhas de Trump pode ele bem. Começo por partilhar a sua intervenção sobre o Dia-D de Trump, D de Demência, claro.

Trump acobarda-se (chickens out) depois de ameaçar toda uma civilização com a morte, e até os lunáticos o acham louco.

Hoje foi o prazo final dado por Trump para o Irão abrir o Estreito de Ormuz ou ser bombardeado. Publicou esta manhã que, se não concordassem, "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta". Felizmente, era terça-feira de tacos e ele decidiu não abandonar a chalupa durante pelo menos mais duas semanas. Ninguém parece fazer ideia de qual é o plano dele. Alguns membros proeminentes da comunidade de lunáticos estão a pedir a sua remoção através da 25ª Emenda. Lindsey Graham participou no programa de Hannity para dar o seu total apoio à guerra. Bill Gates e Howard Lutnick foram intimados a depor perante a Comissão de Supervisão da Câmara sobre Epstein. O Procurador-Geral interino, Todd Blanche, falou sobre se gostaria ou não do cargo a tempo inteiro. Trump falou com a tripulação da Artemis II e o congressista Tim Burchett disse ao TMZ que viu provas de vida extraterrestre. E JD Vance tem aprimorado as suas capacidades de oratória e comédia!

E agora o Daily Beast, a impagável dupla Joanna Coles e Michael Wolff, Dentro da Cabeça de Trump

O verdadeiro motivo pelo qual Trump nunca irá recuperar: Wolff | InsideTrump's Head

Michael Wolff junta-se a Joanna Coles enquanto Donald Trump intensifica o seu bluff mais perigoso até à data, ameaçando a destruição a uma escala nunca vista desde a Segunda Guerra Mundial, encurralado por uma guerra que prometeu nunca iniciar. As ameaças tornam-se mais elevadas à medida que as opções diminuem: o Irão aperta o cerco ao estreito de Ormuz, a instabilidade global do petróleo aumenta e o presidente do "não às guerras intermináveis" vê-se preso na guerra que ele próprio iniciou. Wolff defende que o caos é agravado por um círculo cada vez mais reduzido de apoiantes leais, desprovidos de poder de decisão, um nervoso JD Vance a estar discretamente posicionado para absorver a culpa e um mundo pró-Trump já a preparar-se para as consequências políticas. Wolff sugere que este é provavelmente o início do seu fim: um presidente que intensifica as ameaças porque está encurralado e uma base dividida a clamar por rebelião.
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E, se vos apetecer desanuviar, aconselho-vos a descer um pouco mais. 
Quando duas mulheres inteligentes se põem à conversa o melhor a fazer é ficar a ouvir

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

OMG, how stupid they are...

 

Não foi tanto o chorrilho de mentiras, os disparates sucessivos, a infantilidade da conversa, a descarada provocação aos adversários políticos - foi, sobretudo, a atitude dos correlegionários.

De 10 em 10 segundos levantavam-se para aplaudir, sorrindo em êxtase, abanando aquiescentemente a cabeça. Como marionetas enfeitiçadas, assim eles. Dissesse Trump as alarvidades que dissesse, aldrabices sem ponta por onde se lhes pegasse, proferisse as afirmações que proferisse algumas delas de arrepiar a consciência de quem respeite o civismo, o conhecimento, a verdade, e logo os deus patetas atrás, J. D. Vance e Mike Johnson, se levantavam, desfeitos em sorrisos e aplausos. Ao mesmo tempo a plateia fazia o mesmo. 

Ora não é possível que entre toda aquela gente não houvesse um ou outra com dois dedos de testa. Não se pede muito mais. Não se pede uma boa dose de escrúpulos, de conhecimento da história, nomeadamente da história económica do país, de bom senso, de respeito alheio. E, no entanto, ali estiveram, durante quase duas horas, a levantarem-se e a sentarem-se, a babarem-se perante um burro, um demente, um estúpido, um alarve.

Que raio de mundo é este? 

Não creio que este comportamento acéfalo seja específico dos americanos. Podemos vê-lo nos cultos e nos regimes ditatoriais. Mas, mesmo aí, não sei se o grande líder tem o despudor de dizer tanta mentira, de ser tão aberrantemente provocador, mal educado. Salazar, Mussolini, Hitler e toda essa estirpe de gente, e reportando-me apenas, aos idos, despertaram grandes manifestações de apreço e gáudio.

Ou seja, é a raça humana que é mesmo assim. Quase metade de nós é para esquecer: uns ignorantes, estúpidos, acéfalos, maldosos, vingativos, invejosos, cruéis. Somos nós, ou melhor: alguns de nós, que elegemos os piores, os mais perigosos, os fascistas, os nazis, que os mantemos no poder, que lhes damos a força de que necessitam para darem cabo de parte da população.

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Felizmente, Jimmy Kimmel ainda consegue dizer das suas. E que bem que as diz. Haja alegria.

Jimmy Kimmel reage ao discurso de Donald Trump - State of the Union Address 2026

Jimmy reage ao discurso sobre o Estado da União de Donald Trump. O discurso estendeu-se por muito tempo, a popularidade de Trump está no ponto mais baixo do seu segundo mandato, todo o tempo sentado e de pé deixou o vice-presidente JD Vance entusiasmado, a equipa masculina de hóquei dos EUA compareceu após visitar a Casa Branca, a equipa feminina de hóquei dos EUA recebeu uma oferta melhor de nada mais nada menos que Flavor Flav, as pessoas estavam a apostar no que Trump diria esta noite, e temos a réplica oficial dos democratas ao discurso de Trump, feita por nada mais nada menos que o governador da Califórnia, Gavin Newsom (Josh Meyers).

sexta-feira, dezembro 12, 2025

Em dia complicado só me faltava mesmo acabar o dia com uma anedota destas

 

O meu dia foi muito complicado, as chatices sucedem-se, tudo coisas que não tenho como controlar e que envolvem outras pessoas que não ajudam, que falam muito, que me esgotam. 

Cheguei ao fim do dia exausta, à beira de me desesperar. Telefonemas consecutivos, nenhum com soluções. E tive que madrugar, quase não dormi. 

Estou esgotada demais para falar do que quer que seja. Mas voltei a ver mais uma delirante actuação de Trump num comício, mostrando que não dá para ser levado a sério, é uma fraude demencial, um entertainer em avançado estado de loucura, sem filtros. Incapaz. O mundo não pode estar dependente duma coisa destas. A Europa tem que ter dignidade e dizer bem alto que aquele homem é uma anedota. 

Como é que chegámos aqui?

Ver para crer.

Jimmy Kimmel vinga-se à grande e não faz ele senão bem.

Trump faz um discurso racista e ofensivo, chama idiota a Jimmy Kimmel e gaba-se da sua saúde.

O In-N-Out decidiu banir o número 67 dos seus restaurantes, o Grubhub divulgou o relatório anual dos artigos de entrega mais pedidos do ano, Trump esteve na Pensilvânia ontem à noite para fazer um discurso sobre a economia, repetiu todos os seus maiores sucessos, desde "moinhos de vento" a "Joe Sonolento", fez vários comentários ofensivos, gozou com pessoas transgénero, chamou Jimmy de idiota e foi à internet queixar-se da sua saúde perfeita, além de David Ellison ter supostamente prometido a Trump "mudanças radicais" na CNN se ele conseguir o contrato e a Netflix não, e Donald canta "Bigly Days of Christmas".

sábado, novembro 22, 2025

Quiet, piggy!

 

Sem palavras...

Trump pede a demissão de Jimmy Kimmel MAIS UMA VEZ, ameaça membros do Congresso e sanciona projeto de lei sobre Epstein.


sexta-feira, agosto 23, 2024

Será o mundo em cuecas se, nas eleições, os americanos preferirem o narcisista da pilinha minúscula e cabeçuda
[Com vídeo no qual a castiça Stormy escolhe o cogumelozinho que melhor representa o pénis de Trump]

 

Ontem vi uma reportagem nos Estados Unidos em que o repórter entrevistava uns quantos que jogavam basquetebol na rua. Eram maioritariamente jovens e maioritariamente (ou todos?) negros. Todos a irem votar Trump. Porquê?, perguntava o repórter. Porque Trump não tem medo de falar, Trump não tem medo da opinião dos outros, responderam. Um dos inquiridos perguntou: 'É Trump contra quem?'. Nem sabia quem estava do outro lado. Quando lhe disseram, provavelmente sem saber quem era, concluiu que se calhar ia votar em Trump.

E é isto, meio mundo vota sem saber as razões por que vota. O que é que aqueles jovens negros sabem das intenções ou do carácter de Trump ou de Kamala Harris para optarem por Trump? Pouco ou nada.

Há cada vez mais pessoas que já não veem televisão. As redes sociais canibalizaram as televisões. E, na verdade, estão a canibalizar a democracia.

As pessoas ficam-se pelos memes, pelas tretas, cenas que, descontextualizadas e deturpadas, viralizam nas redes sociais.

Por isso, apesar de, de um lado, estar um narcisista, um aldrabão, um estafermo, um troglodita, e, do outro, estar uma pessoa decente, trabalhadora, democrata, bem intencionada e com uma visão moderna do mundo, a verdade é que não é óbvio que o primeiro venha a ter uma derrota humilhante e a segunda uma vitória retumbante.

O mundo é irracional. As pessoas são contraditórias e muitas são demasiado irracionais.

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Moments that brought the house down on day two of the DNC

Gente com piada, com pinta


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Em contrapartida:

Trump a falar do seu (impróprio) pénis


Stormy Daniels Details Sex with Donald Trump

Na primeira entrevista de Stormy para o seu novo livro Full Disclosure ela fala sobre o encontro com Donald Trump em Lake Tahoe, os pormenores da noite que passaram juntos no seu quarto de hotel, demonstra como o espancou com uma revista, testemunhando um telefonema que ele teve com Hillary Clinton revela o que encontrou na sua casa de banho, porque rezou pela morte durante o sexo com ele e escolhe qual o cogumelo que se parece mais com o pénis de Trump num tabuleiro que Jimmy lhe forneceu.

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sábado, janeiro 09, 2021

O grande Randy Rainbow parodia a sedição by Trump
e Jimmy Kimmel e Stephen Colbert -- em intervenções de antologia -- deixam dois fantásticos documentos pró-memória

 

Como sempre, Randy Rainbow mostra ser um cronista à altura. Parte da porcaria que o pato gordo, imundo e cor-de-laranja, Donald Trump de seu nome, tem sido abordada nas suas fantásticas composições.

Merece ser visto.


Para memória futura, também um vídeo com Jimmy Kimmel a falar do impensável assalto dos grunhos ao Capitólio.


E Stephen Colbert, que incansavelmente denunciou o canalha e o cobarde narcisista (mas há algum narcisista que não seja cobarde?) tem aqui mais uma intervenção antológica. A vergonha de qualquer americano decente atingiu os máximos com a invasão ao Capitólio incitada pelo porco burro que ainda não aceitou que perdeu as eleições e não quer saber de envergonhar uma nação inteira para satisfazer os seus desvairados caprichos.


quarta-feira, novembro 11, 2020

Do-Re-Mi-Fa-So Long

 



Os tempos que aí estão, pelo menos por estas nossas bandas, não são de molde a festejos. Hoje éramos oito, dois dos quais em confinamento por alguém do seu agregado estar infectado. Mas isto é apenas um exemplo, uma amostra não significativa. Significativa e muito é a curva das novas infecções. Não vou repetir-me muito mais mas, uma vez mais, estou apreensiva. Face à duração dos internamentos e face ao crescente número de novos casos, temo o que aí venha. Não faço ideia de quando se atingirá o pico nem qual será o número de mortos por essa altura. A julgar pela curva, nem quero arriscar uma previsão. Mas, numa situação destas, não é a matemática a muleta a que nos devemos agarrar: é, sim, à coragem para tomar decisões difíceis e ao bom senso para tomar decisões simples. 

Isto há-de acabar, claro. Talvez daqui por um ano possamos estar mais tranquilos. A vacina talvez já esteja, nessa altura, para quem quiser, facilmente distribuída, bem testada. E, sobretudo, tratamentos mais efectivos talvez já sejam conhecidos. Antes disso teremos o verão, descontração, vida ao ar livre. Portanto, provavelmente a doer, a doer, teremos ainda mais uns seis ou sete meses. 

Se há empresas e actividades que se aguentem em hibernação durante tanto tempo, muitas afundar-se-ão irreversivelmente. E isso é outro drama a acrescer ao drama das famílias com doentes ou perdas.

Acresce que os hábitos das pessoas alteram-se. No domingo fui a uma grande superfície. Precisava de alguns produtos e lá encontrá-los-ia a todos. Noutros tempos jamais iria a um centro comercial a um domingo. Contudo, admiti que não haveria confusão. E não havia. Estava com pouquíssima gente face ao que, nos áureos tempos, lá se encontraria. Qual confusão...? Passei pela Zara, pela Parfois e por essas lojas que, noutros tempos, estariam cheias e o que vi deu-me muita pena: praticamente vazias. Tantos empregados e sem nada que fazerem. Lojas e lojas sem ninguém. Na zona da restauração algumas pessoas, algumas pessoas com famílias a almoçarem como se não houvesse covid. Mas poucas face ao que era usual num domingo à hora de almoço. Vários restaurantes sem ninguém. E isto num fim de semana 'normal'. Quantos restaurantes não fecharão até ao verão? Quantas lojas não fecharão? Por não haver consumo quantas empresas não fecharão a montante? E quando estas grandes superfícies também não aguentarem os custos fixos e começarem a fechar portas? E toda a brigada de serviços de manutenção, limpeza, segurança que vivem da vida destes espaços...?

Não são tempos fáceis, os que aí estão. O Governo injectará, e bem, dinheiro na economia. O défice vai disparar, a dívida vai disparar, os juros que andam tão bons não sei como vão ficar. A Segurança Social vai pagar, e bem, subsídios e mais subsídios e a almofada da sustentabilidade vai esvaziar e a ver se um buraco não começa a desenhar-se. Tempos difíceis para todos, mesmo para os que se julgam a salvo.

É certo que não é só por cá -- e a bazuca europeia vem ajudar. Mas como vai tudo conjugar-se e o tempo que vai levar a atingir o equilíbrio eu não sei. Sei é que, no meio tempo, haverá vítimas. E não serão poucas.

E já se percebeu que, em cima da pandemia, aparecerão as legionelas e outras bactérias, outros vírus, os calores excessivos, os vendavais, as enxurradas. 

Portanto, há que tentar encontrar forças, há que apelar à criatividade, há que ter inteligência. Qualquer bicho, quando o que está em causa é a sua sobrevivência, sabe virar-se. Sei que há muito céptico que desdenha do apelo a uma mudança, que se acha superior a preocupações, gente que sabe tudo, que não acredita em nada de bom, que não quer saber de tempo usado a querer melhorar as coisas. Deixá-los. Nestas alturas é que se vê quem gosta de se enterrar em vida, começando por enterrar a cabeça, e quem são aqueles a quem as gerações futuras serão devedoras. 

Onde uns se entregam a curtir fossas, dissertando sobre os que tentam manter-se fora delas, é necessário que outros se unam, ignorem os velhos do restelo e as vizinhas carpideiras e tentem encontrar novos rumos. 

Para começar já é bom que o poluidor-mor, o estupor-mor, o bronco-encartado tenha sido apeado. É uma das grandes notícias para o mundo. Com Trump despedido e o trampismo em queda, espera-se agora que os seus sucedâneos vão pelo mesmo caminho, a começar pelo analfabeto Bolsonaro. 

É tempo para gente com nobreza de carácter, com cultura, com sentido de abnegação. É bom para a Europa e para o mundo que esta mudança nos Estados Unidos tenha acontecido nesta altura tão crítica.

Não admira, pois, que a alegria tenha eclodido de forma tão espontânea e efusiva nas ruas e nas casas de todo o mundo. Uma vez mais, partilho dois vídeos que mostram bem o ambiente que se vive nos Estados Unidos. No meio da mortandade que por lá grassa, o pessoal saíu à rua para fazer a festa. E Colbert, Kimmel, Fallon, Corden e outros dão conta da alegria e esperança que varre aquele grande país.

Por enquanto, limitamo-nos a fazer as despedidas da tartaruga obesa e do trampismo. Do-re-mi-fa-sol. So long, farewell, auf Wiedersehen, goodbye. Seria bom que, dentro de meses, estivéssemos a despedir-nos também da covid. E, algum tempo depois, poucos anos, dos riscos climáticos. Gostava que, dentro de algum tempo, todos pudéssemos deixar aos vindouros um mundo melhor do que o que os nossos antecessores nos deixaram. 

Do-Re-Mi-Fa-So Long, Donald!



Trump Melts Down Over “Stolen" Election



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Fotografias de Bryan Huynh @bryanhuynh ao som de Quem me dera na voz de Mariza
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E que não seja por isso: So long, farewell


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E queiram continuar a descer caso queiram justar-se aos festejos.

E tenham, por favor, um dia feliz

quarta-feira, março 04, 2020

Pode apontar um país?



Confesso: não sou boa a geografia. Quando andava no liceu eram os meus dois pontos fracos: geografia e história. Nos dois casos, as professoras queriam que decorássemos a matéria. Grande parte dos meus colegas tirava de letra: 'marravam' e já estava. Espantavam-se quando eu me queixava que não era capaz: mas qual é a dificuldade? Mas... e eu que nunca consegui decorar nada? Mas é que nem consigo tentar. Desespero perante a perspectiva de ter que fazê-lo. Nem consigo tentar. Nunca consegui.

A única vez que me lembro, tinha para aí uns cinco anos, foi quando, na festa de natal da escola infantil, tive que ir declamar um poema de homenagem a um senhor director, que era estrangeiro, senhor de idade, que provavelmente ia retirar-se. Então a plateia estava cheia e eu subi ao palco, de tranças e creio que com o vestidinho que tinha levado como menina de alianças ao casamento dos meus tios. E declamei o poema e toda a gente bateu muitas palmas. E eu tinha uma salva de prata para oferecer ao senhore na salva estava um papelinho com o poema. Esse poema eu decorei e não me lembro de sentir stress na situação.

A partir daí só me lembro de não voltar a conseguir. Nem isso nem corrigir os erros. Aquilo de ter que escrever cinco vezes a palavra onde tivesse dado erro. É que eu percebia o erro e achava que já não precisava nem queria repetir. Achava uma humilhação e um absurdo. Geralmente dava poucos erros mas, se um acontecia, não havia necessidade de me submeter à violência de escrever cinco vezes a mesma palavra.

Quando estava na quarta classe, muitos meninos iam para a explicação para se prepararem para os exames não apenas da 4ª classe mas também de admissão. Eu não fui porque, sendo a minha mãe professora, era estúpido ir para a explicação. Então a minha mãe tentava que eu fizesse ditados e só isso já me enervava. Detestava ditados, coisa sem valor acrescentado, uma perda de tempo. E, se calhava algum erro, era uma guerra. Levava a minha mãe ao desespero. Recusava-me a cópias, recusava-me a repetir as palavras em que tinha errado. Não havia dia que ela não ficasse possessa, capaz de me desfazer à bolachada. Claro que não o fazia mas lembro-me bem da pilha de nervos em que ficava. 

Agora imagine-se ter que decorar países, capitais, população, orografia, clima, coisas assim. Não tinha pachorra, abria o livro e via tanta coisa para decorar que desistia logo. Sofria com aquilo. Foram sempre as minhas notas mais fracas. Apenas sabia o que apanhava do ar. Não mais que isso. Ainda agora, dez mil anos depois, por vezes sonho que chego ao liceu e toda a gente sabe que há teste menos eu, que ali estou sem ter estudado, sem saber nada. Penso que vem das agruras que sentia quando chegava ao dia do teste e ouvia os meus colegas dizerem que tinham feito uma directa, que tinham feito cábulas, que estavam mais do que preparados. E eu, que nunca fiz uma directa enquanto estudei, não tinha tentado decorar coisa alguma, nem sequer me tinha dado ao trabalho de fazer cábulas, coisa que nunca fiz, e, de repente sentia um quase pânico, sentindo-me irresponsável, preguiçosa, inconsciente. E entrava para o teste pensando que deveria ter-me esforçado, arrependida. Mas, na vez seguinte, acontecia o mesmo. Não conseguia.

E essa ignorância e aversão manteve-se. Até tremo quando o meu filho, querendo apanhar-me na curva, me pergunta, à frente dos meninos, qual é a capital do Casaquistão. Não faço nem ideia. Mas, ainda assim, apesar de tudo, sei bem mais do que os ignorantes viscerais que aparecem neste vídeo. Há gente mesmo bronca. 


sábado, agosto 17, 2019

... e o maluco agora diz que quer comprar a Gronelândia...
[quando a malta ainda não consegue sequer reconhecer o país onde vive]
Mas é melhor não me rir muito que pode bem acontecer que, um dia destes, por cá, apareça o Pardal a dizer que o seu sindicato quer comprar a American Airlines


Juro. Estou a precisar de férias. E é que são umas a seguir às outras e todos os dias tenho que fazer isto, aquilo e o outro. De tarde, quando eu estava a trabalhar, o meu marido enviou-me uma sms a ver se o que eu tinha que fazer antes (antes mas depois do trabalho, claro) fazia a tempo de ainda irmos aos meus pais e, de lá, para o campo. Mas não deu. E tive foi pena de não ter um tempinho mais livre para me ter deixado pelo CCB que se estava mesmo bem por lá e a companhia melhor ainda. Mas não deu. Nunca dá para estar à larga onde estou. E não é que haja trânsito. Não há. Lisboa a meio de Agosto é do melhor que há. Mas não há trânsito mas há sempre afazeres, umas coisas numa ponta, outras noutra desta cidade grande. Quem viva em cidades pequenas, vilas ou aldeias talvez não imagine bem o que é fazer quilómetros num sentido, quilómetros noutros, semáforos, controlo de velocidade a 50 km/h. Perde-se muito tempo.

Enfim.

Portanto, de lá ainda me fui juntar a ele para irmos aos meus pais. Ou seja, para isso ainda deu mas já era tarde para ainda nos pormos a arranjar as coisas para irmos depois de jantar, ainda por cima estafados como andamos.

Portanto, aqui estou, no sofá da cidade, com preguiça, quase abúlica.

E a esta hora já não consigo falar de coisa séria. E há assunto importante e que, ao mesmo tempo, me dá bom ânimo para falar e eu, quando o vi, coisa de primeira página, pensei logo que tinha que vir aqui fazer festa e quase deitar foguete. Mas há temas que requerem algum espaço e algum tempo e eu hoje estou toda esgotada, nem espaço, nem tempo, nem energia.

Por isso fico-me pelos temas mais rasteiros e, de entre eles, um que roça o ridículo. E não quero saber se lá para trás, no século passado, um outro teve a mesma brilhante ideia.

Trump quer comprar a Gronelândia. Provavelmente quer derreter o gelo mais depressa. Obviamente a resposta da Dinamarca não se fez esperar: que fosse dar banho ao cão.

E eu relaciono isso com aquela do Jimmy Kimmel, mais uma daquelas dele em que se diverte a constatar quão ignorantes são os seus compatriotas: mostra-lhes o mapa dos Estados Unidos e pergunta-lhes que país é aquele. Claro que, volta e meia, faz por confundi-los. Mas a questão é que, notoriamente, alguns não fazem a mínima. Já carradas de inquéritos ou entrevistas mostraram isto: aquela malta não pesca uma de história ou geografia. Presumo que no resto sejam também uns broncos. Mas nestas áreas a ignorância pode ser hilariante.


E quer o maluco comprar a Gronelândia... Já estou a ver a malta: "Greenland? What? Where? In L.A.? A new Disneyland? Or is it in Europe?'

Há doidos tão varridos, tão egocêntricos, tão despropositados que acham que vale tudo: ser gabarolas, mentirosos, garganeiros, estapafúrdios. Gente que não tem a noção dos limites do ridículo. E, calma, não estou a pensar em nenhum dos artistas da actualidade tuga. Ná. Estou a falar em geral.

E agora vou descansar a minha beleza. E as minhas desculpas a quem tem comentado ou escrito mails e a quem eu não tenho conseguido responder. Se puser o sono em dia, tentarei responder durante o fim de semana. 

E enjoy o fds, ok?

sexta-feira, maio 10, 2019

Nos States as pessoas não estão nem aí para a extinção do Homo Sapiens.
E por cá?


Com a camada de ozono esburacada, com as emissões de porcarias carbónicas e muitas outras para a atmosfera, com os oceanos pejados de palhinhas, cotonetes e toda a espécie de restos de plástico, com os rios cheios de resíduos de estupefacientes e outras coisas pouco abonatórias do comportamento humano, o clima está alterado (para pior) fazendo com que tempestades façam o mesmo estrago que os acts of God, os insectos comecem a escassear pondo em risco a polinização--  e  um pouco por todo o planeta há muitas espécies que se exinguiram ou que estão em vias disso.

Claro que os causadores de todo o estrago são os humanos, esses bípedes desmiolados que se acham o máximo mas que, na volta, mais valia que se tivessem mantido nas quatro patas. Não sabem nada e acham que sabem tudo, fazem opções baseadas no seu fraco intelecto e, com isso, entregam o poder a outros que tais, e, à sua passagem, fica um rasto de lixo e ignorância.

Não serão todos, claro, e haverá até clareiras onde o ar ainda é respirável, os rios e montanhas ainda estão limpos e onde a sociedade que habitam é um lugar bom. Mas são clareiras, oásis -- porque, visto em perspectiva, é um desastre.

Jimmy Kimmel levou a pergunta às ruas de um país que deveria ser um exemplo de avanço e de conhecimento mas que, desde há muito, sabemos ser um buraco negro -- ou não tivessem eleito um nefasto bug para presidente.

We Asked People If They Care About Homo Sapiens Extinction


The U.N. released a big report this week that says among other things, that more than a million species of plants and animals are facing extinction. This is something we need to act on, so to raise awareness, we went out on the street to ask people if they were worried about one endangered species in particular - 'Homo Sapiens.' Homo Sapiens, of course, are humans. So we asked humans if they care about the extinction of humans, and this is what we got back.


E não, não é para rir. Aliás seria interessante fazer uma reportagem igual a esta por cá.

Para começar, proponho que entrevistem o Rui Rio.

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quarta-feira, julho 18, 2018

Há um lugar no mundo onde muita gente não sabe o nome de um único país nem é capaz de apontar um único país no mapa-mundo.
É o país que é governado por um so-called génio estável, um troca-tintas que dá o dito por não dito, um trumpalhão que envergonha o mundo.
Ver para crer.


Tenho para mim que os populistas são altamente perigosos, mais perigosos que os bandidos encartados, que ladrões de esticão, que malta que cospe na sopa ou goza com velhinhas. Os populistas sabem ser simpáticos, ser sorridentes, sabem fazer promessas que são um engodo para os desvalidos, chegam mesmo a distribuir umas esmolas que sabem a tesouro aos pobrezinhos. Os mais desfavorecidos são, pois, o grande apoio deste tipo de gente. Regra geral, os populistas têm também uma conversa em que apelam ao medo -- aparecendo, a seguir, a prometer protecção. E aí, portanto, têm os mais indefesos a suportá-los.

Têm ainda alguns traços comuns: não têm escrúpulos, não distinguem a verdade da mentira, são egocêntricos, ambiciosos, são destituídos de remorsos, de consciência, de empatia. 

São perigosos porque enganam muita gente. São perigosos porque são imprevisíveis, incontroláveis. São perigosos. Ponto.

Trump, a um nível transnacional, tal como tantos palhaços por aí -- e, a nível tuguinha e nos tempos recentes, lembremo-nos de Bruno de Carvalho no Sporting -- eles alimentam-se da iliteracia que abunda nas redes sociais e da presença omnimediática. Os tempos desregulados em que vivemos são pasto favorável para animais destes.

Imagine-se, pois, o terreno favorável que é a própria terra do animal, uma terra onde há brutamontes aos molhos. Apesar de Trump ser uma óbvia cavalgadura, ganhou as eleições (é certo que com muitas maozinhas escondidas atrás das moitas). Mas ganhou. Está lá.

Gente inculta, deformada, gente com cérebros deturpados, atrofiados. Não são todos. Mas são muitos os que são assim.

O vídeo abaixo, muito recente, dá que pensar. É certo que a amostra pode não ser significativa mas, caraças, é assustador. Aquela gente não vê boi de coisa nenhuma. Não sabem o nome de países, não fazem ideia das geografias, não fazem ideia de nada. 

Como podem eles perceber que são governados por uma besta populista se nem fazem ideia onde se situa o país em que vivem?

Vejam, por favor. Passou no programa de Jimmy Kimmel.

Can you name a country?



Em contrapartida, extraordinária é a canção do expressivo Randy Rainbow. Humor do bom. Os States são um vexante atraso de vida mas são também o país da democracia e onde o humor cintila.

Vejam também, por favor. A very stable genius.


Só para lembrar: estamos a falar do maior trafulha dos tempos modernos, um doido e descarado trapalhão. Passará à história como palhaço. E digo isto na esperança que seja corrido antes que tenha oportunidade de fazer mal a sério.

Agora diz que se enganou ao falar da interferência russa nas eleições. Mentiras parvas, imaturidades de babaca.

Igualmente: ver para crer.


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Ai és tão lindo

Um cabelinho à fo...-se mesmo lindo
Uma sugestão à Melania:
abra uma excepção e vá ao quarto do estupor e.... corte-lhe a palha capilar... à escovinha.

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E queiram, por favor, descer para escolher: qual o presidente que dá beijinhos mais fofos, abracinhos mais aconchegadinhos?

O nosso Marcelo ou a fogosa Kolinda?

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