Segundo Pedro Pinto e Miguel Sousa Tavares informaram, a TVI convidou também Assunção Cristas e Rui Rio --- mas ambos declinaram apesar da TVI lhes ter dito que enviaria entrevistadores onde eles estivessem.
Percebe-se. O melhor agora é fazerem-se de mortos, caladinhos, na moita.
Mas na volta, com a fraca cabeça que mais uma vez demonstraram neste lindo servicinho, a Cristas e o Rio acham que, se Marcelo está em silêncio, então o melhor é seguirem-lhe o exemplo -- e não percebem que entre eles e Marcelo vai uma certa distância.
Mas isto para dizer que, à entrevista, só compareceu António Costa. E, entre o Pedro Pinto e o Miguel Sousa Tavares, António Costa esteve outra vez seguro, convincente, confiável.
E a graça de todo este processo é ver-se tudo o que é comentador, incluindo os mais ferozes anti-PS, agora a louvarem o político de mão cheia que é António Costa. Todos, mesmo os que costumam triturar o PS e idolatrar a direita, agora enaltecem a inteligência, a segurança e rigor de António Costa. Estou até estupefacta com a vénia que lhe fazem. Dá ideia que viram a luz.
Em contrapartida, todos dão tareia, mas tareia a sério, no Rio e seus seguidores e na Cristas e seus seguidores. Só lhes falta fazerem a mímica do vómito: chamam-lhes amadores, irresponsáveis, desajeitados, inconsequentes, fazem sorrisos de desprezo.
Só posso concluir que estes comentadores são também pouco inteligentes pois foi preciso a Cristas e o Rui terem feito porcaria da grossa para perceberem o que, desde sempre, esteve à vista.
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Abro aqui um parêntesis para mostrar a cena da malta à volta da mesa, as esquerdas e direitas encostadas, a cozinharem em conjunto o lindo caldinho que eram para dar à boquinha do Nogueira mas que, afinal, serviram foi de bandeja ao Costa.
Sempre que algum dos líderes envolvidos na Última Ceia vierem com conversas da treta, alguém deverá mostrar-lhes esta fotografia: o bando dos quatro, PCP, BE, PSD e CDS, reunidos para verem como melhor darem um tiro nas contas públicas.
Sempre que algum dos líderes envolvidos na Última Ceia vierem com conversas da treta, alguém deverá mostrar-lhes esta fotografia: o bando dos quatro, PCP, BE, PSD e CDS, reunidos para verem como melhor darem um tiro nas contas públicas.
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| Os cozinheiros do absurdo (que acabaram aos tiros nos próprios pés): Do Eco: Da esquerda para a direita (sem conotações políticas) na foto (em cima) estão: Ilda Araújo Novo do CDS-PP; um funcionário parlamentar de gravata azul; Ana Rita Bessa também dos centristas; Ana Mesquita do PCP no centro da fotografia; Joana Mortágua do Bloco do Esquerda em pé; Margarida Mano do PSD ao lado da assessora do partido para a área da Educação Eugénia Gamboa (em pé); e, por fim, Pedro Alves, deputado do PSD. |
E, para trazer aqui um apontamento de elegância, agora, o que poderia ser uma recriação da cena à volta da mesa -- mas em bom:
The Statement
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Retomo o Jornal das 8 na TVI
E Miguel Sousa Tavares, que esteve lindamente com António Costa, esteve também muito bem com o artista Pardal, o sindicalista-motorista que nunca foi motorista. E assim ficámos a ter a certeza de que aquela reivindicação assente na suposta miséria que ganham os motoristas, só uns euritos acima do salário mínimo, afinal não é nada disso já que, em cima do ordenado base, há subsídios de tudo e mais alguma coisa e, se bem percebi, no mínimo ganham mil e muitos euros, podendo chegar aos quatro mil.
E ficámos também a saber, por uma simples conta, que aquela conversa de que todos os motoristas (bem, rectificava ele, todos não, a maioria, bem, a média, bem...) fazerem dezoito horas por dia era, afinal, também não é bem assim já que tudo se resume a alguns fazerem, de vez em quando, algumas horas extraordinárias, supostamente, as que se encontram cobertas pela lei e reguladas por equipamentos que têm nos camiões e que são fiscalizados.
Miguel Sousa Tavares, com distanciamento e calma, só com uma ou outa pergunta e desmentindo-o quando a mentira era mais descarada, conseguiu desmascarar a criatura. Um exemplo do que é fazer bom jornalismo
E ficámos também a saber, por uma simples conta, que aquela conversa de que todos os motoristas (bem, rectificava ele, todos não, a maioria, bem, a média, bem...) fazerem dezoito horas por dia era, afinal, também não é bem assim já que tudo se resume a alguns fazerem, de vez em quando, algumas horas extraordinárias, supostamente, as que se encontram cobertas pela lei e reguladas por equipamentos que têm nos camiões e que são fiscalizados.
Miguel Sousa Tavares, com distanciamento e calma, só com uma ou outa pergunta e desmentindo-o quando a mentira era mais descarada, conseguiu desmascarar a criatura. Um exemplo do que é fazer bom jornalismo
Uma palavra também para a sobriedade e simpatia de Pedro Pinto, um senhor. Estou em crer que este convívio, às segundas-feiras, com o Miguel Sousa Tavares no noticiário das oito vai fazê-lo crescer ainda mais do ponto de vista profissional.
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Ainda só mais um aspecto que nem tem a ver com isto. Ouço por aí, aos comentadores e papagaios avençados, que a campanha do PS nas Europeias estava a correr mal. Ai é? Estava a correr mal? A sério? Onde? É que, tanto quanto julgo saber, as sondagens não dizem isso (nem é essa a minha percepção).
Volto a dizer: quando as pessoas confundem a sua vontade com a realidade, geralmente estampam-se. Ou alguém de bom senso acha que a campanha do Nuno Melo e a do Rangel é que estão a correr bem?
Vamos ver quem é que vai dar com os burrinhos na água. Estaremos cá para fazer o balanço no dia das eleições.
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nem tudo o que parece é
e que
as pessoas evoluem
resolvi 'enfeitar' o texto com imagens que mostram trabalhos que podem não parecer mas são de Piet Mondrian.
[E agora até me ocorreu que tenho mesmo que perder uns três ou quatro quilos para que a blusinha que comprei no Rijksmuseum, com aquele belo padrão de uma das suas pinturas mais conhecidas, volte a assentar-me como deve ser. Parecendo que não tenho este meu lado coquette...]
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Pode ser que ainda cá consiga voltar mas não garanto pois agora, sem falta, tenho que ir ali tratar de um assunto




