Depois da obra vil e infecta referida no post abaixo, há que afastar o mau cheiro, limpar o ambiente, procurar o verde, o oxigénio, a natureza. E se eu já plantei dezenas de árvores e sei o quão gratificante isso é e o que isso contribui para a feliz modificação da natureza, muito gostaria que todos os fosquinhas -- que dançam, dançam, dançam mas não saem da pista, isto é, que apregoam, apregoam mas não mexem uma palha para atingirem os fins sobre os quias teorizam -- pusessem os olhos nos cavalheiros que aqui mostro abaixo, e se inspirassem.
Mais. Sei que há por ai, entre os meus Leitores, gente da publicidade e que podia muito bem lançar uma campanha de qualidade. A exemplo desta que abaixo mostro, angariavam alguns bacanos que se prontificassem a dar o exemplo. Essencial, isso. Poderia sugerir uma meia dúzia: João Galamba, João Ferreira, Pedro Santos Guerreiro, Filipe de Botton, Tiago Brandão Rodrigues, Fernando Medina. E isto para não me alongar. Vá, mais um: Nelson Evora (senão ainda pensavam que tinham que ser todos branquelas). E mais outro: João Gabriel Silva (para não pensarem que estou a excluir a Academia). Exemplos, não mais que isso.
Ponham, pois, os olhos nestes garbosos faunos que, a bem de uma nobre causa, andaram pelos bosques -- e façam o mesmo.
Got wood?
I do, but not enough
Sponsor a tree!
Mas não é que este tem mesmo ar de fauno atrevido...? Ai, ai, ai - ai ai, que me zango...! Se me cruzasse com ele na floresta teria mesmo que lhe chamar a atenção... Atrevidão...!
Mas, if you please, vamos com música para podermos captar melhor as mensagens
Não gosto de homens que se depilam mas este tem um babete de pêlo tão compacto e, a seguir, nada que acho que, se me cruzassse com ele, lhe recomendaria que pintasse de ruivo ou lourinho aquela gola frontal de pêlo. É que assim, ele a fazer de conta que ruge, armado em mau, com um tronco tão grande ali à frente, e uma pessoa nem lhe prestava atenção, só a pensar que aquele polígono de pêlo escuro ali debaixo do pescoço precisa de um jeito
Engraçadinho este, ar de boa onda e o pêlo aqui já não me chama tanto a atenção, está melhor distribuído. Neste só não gosto das botas, parece que estão a mais. Distraem. O chapéu e as pulseiras estão bem, dão graça. As botas, lamento, mas teriam que sair.
Olha para este convencido. todo com alusões e trocadilhos visuais...! Muito explícito para o meu gosto. Descaradão. Uma pessoa até quase nem repara nas árvores até porque parece que definharam à vista de tamanha pujança.
Da esquerda para a direita: Não percebo que tatuagem é aquela na barriga. Não gosto. E está a fazer chichi ou o que é aquilo que vejo a sair dali? O que se segue está quase bem mas tem as coxas muito brancas. Primeiro punha-o a fazer nudismo para ficar tostado por igual - e depois logo conversávamos. O do meio tem graça mas aquela arvorezinha... sorry mas parece-me um bocado anémica. O seguinte é malandreco. Cuidado com ele. Olha o que ele arranjou para ali ter que uma pessoa até se sobressalta. Tem potencial. O da direita quer parecer atrevido mas aquela língua de fora fá-lo parecer um carneiro mal morto. Não convence.
Discreto, pouco espalhafatoso, este talvez seja o mais convincente apesar de, naquela posição, eu não conseguir perceber se já está de bom tamanho ou se devia ter medrado um pouco mais. Mas agrada. Mostra que tem uma alma sensível pois fala de passarinhos mas, pela forma como remata, tem uma conversa viril. Além disso, revela que, perante obstáculos, lhes passa por cima. Convincente.
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Pronto. Já disse a minha opinião. isto para o caso de quererem levar a minha chamada a sério e irem já correr fazer uma campanha idêntica. Seguindo estas minhas dicas, conseguirão uma campanha irrepreensível, de sucesso garantido. Verão que, mal a gente veja os cartazes, Potugal se transformará numa imensa floresta.
Caso queiram ver mais exemplares destes inspirados e convincentes cartazes da Greenpop, é só espreitar aqui. A bem das árvores do planeta, what else?
We are nature
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Ainda tenho uma outra: qual o destino de férias aconselhado para cada signo do horóscopo. A ver se ainda tenho tempo hoje porque, pelo menos cá em casa, bate muito certo. O meu problema é que, agora, já não dá para aqui ficar até às tantas porque, noblesse oblige, o dia de uma assalariada começa ao nascer da aurora. Mas, se não for hoje, fica para a amanhã, ok?
Mais importante isso do que as tiradas à Robin dos Bosques da menina Mortágua, certo?
No post abaixo já falei da desgovernada ministra Paula Teixeira da Cruz que, para ver se se limpava daquele transtorno do Citius, inventou uma sabotagem (como é que se chama a uma inventona de sabotagem? Sabotona, para aí, não?). Ou seja, a loura da Cruz engendrou uma sabotona mas, coitada, deu-se mal. O processo foi arquivado em três tempos e consta que o despacho vinha com uma adenda: que deixasse de pintar o cabelo de louro, que tentasse agora o castanho, a ver se deixa de dar tão mau nome às louras.
Juntei ainda um vídeo de um tal que se faz passar por muito certinho mas que, segundo as minhas fontes, é um perigoso sabotador pelo que, numa de patriotismo, aqui deixo a denúncia. Tenho esperança que, com casos concretos de perigos nacionais pela frente, a senhora se deixe de inventar maluqueiras que dão muita vontade de rir a toda a gente mas que, enfim, acredito que chateiem um bocado aqueles contra quem ela resolve marrar.
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Mas isso é a seguir. E vou ter que ser breve. Já passa um bocado da uma, cheguei a casa tarde. Como tinha dito, ao contrário do que é costume aos dias úteis em tempo de trabalho, esta segunda feira houve programa.
Chovia que Deus a dava, os faróis rasgavam a névoa de uma chuva persistente, mas, uma vez chegados, junto à sala do CCB onde a coisa ia dar-se, via-se que o ambiente estava expectante. Rui Massena ia estrear-se num concerto com música sua, ao piano. Sala cheia, caras conhecidas, um público heterogéneo.
Devo dizer que estava relutante. O apoio de Rui Massena a Luís Filipe Menezes nas últimas autárquicas chocou-me. Luís Filipe Menezes não é flor que se cheire e não percebi porque andava o Rui Massena colado a ele. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és - pensei. A meus olhos, o mérito profissional passou para plano secundário face a essa espúria colagem política; e desinteressei-me dele, enquanto músico.
Mas a minha filha convenceu-me: que eu iria gostar, que eu não estava bem a ver, que ele ao piano era qualquer coisa. E lá fui. Lá fomos.
Ficámos na terceira fila, bem perto. E então ele entrou, o piano ao meio do palco. As luzes apagaram-se e um foco vindo de cima incidiu sobre o teclado. Era uma luz vinda de cima que o iluminava. E como ilumina essa luz vinda sabe-se lá de onde. E ele tocou.
E como tocou.
Rui Massena não é um pianista imaterial, suave. Não, todo ele é corpo, todo ele se confunde fisicamente com o piano, e é um performer, as suas expressões simulam o prazer e talvez não seja simulação, talvez seja mesmo prazer porque prazer parece ser o que ele sente. E entrega-se, mas entrega-se de uma maneira absolutamente física.
Em duas das músicas um violinista acompanhou-o, ambos em total harmonia, uma empatia enorme, entregues à fruição daqueles galvanizantes momentos de entrega. Não fixei o nome do violinista, Gaspar qualquer coisa, e que foi apresentado como um dos melhores sons da Península Ibérica.
E as peças são melodiosas, suaves, pianíssimas, ou são revoadas imensas, ondas carregadas de vida que submergem o piano, o pianista e a nós que rendidos o ouvimos.
Por vezes os focos luminosos mudavam mas, em geral, havia uma escuridão silenciosa que envolvia a assistência e todo o palco e, no centro, iluminado, ele, o compositor e pianista de cujas mãos parecia nascer, em ondas incontroláveis, uma música emocionante. Emoção é a palavra que me ocorre para descrever o que ali se passou.
Sou leiga, apenas sei aquilo de que gosto. Da música não sei teorias nem técnicas. Não posso pronunciar-me sobre aspectos de que outros falarão. Eu apenas posso falar do que ouvi, vi, senti.
E de uma coisa não tenho dúvidas. Antes eu tinha o Bernardo Sassetti de cujas composições e interpretações eu gostava muito. Havia nele uma luz que, apesar das sombras, o trazia pairando até nós. Quando ele se foi, fiquei como se tivesse perdido alguém muito próximo.
Hoje senti-me feliz. Agora temos o Rui Massena. Não é um ser contido ou lunar como parecia ser Bernardo Sassetti. Tumultuoso, arrebatador, Massena é uma criatura solar. Exuberante. Comovente outras vezes, como os apaixonados o são quando quebram.
No Youtube apenas encontrei o D-Day. Amanhã vou ver se descubro o cd. A quem puder, recomendo o mesmo. Ouçam. Não será a mesma coisa que vê-lo ao vivo mas, ainda assim, acredito que aquela emoção e aquela energia que quase se agarram com as mãos, se deixem sentir.
Quando se despediu, falando com os espectadores, mostrou-se um pouco emocionado. Conhecido sobretudo como maestro, contou que há muito que desejava apresentar-se como compositor, interpretando as suas peças no piano. Riu, 'Saí do armário...' e, com os dedos da mão direita fez umas aspazitas, 'Atenção às aspas'... e riu-se. Tínhamos percebido.
E bem que já podia ter saído há mais tempo e tomara que assim se mantenha, as mãos gozando sobre o teclado, a música circulando no seu corpo, emanando dele, envolvendo quem o ouve. E que a inspiração se mantenha, que a motivação e o prazer não o abandonem.
Rui Massena, maestro e também compositor e pianista - parabéns pelo belo concerto no CCB no dia 10 de Novembro do ano da graça de 2014.
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O vídeo lá em cima dá-nos a conhecer a música, da autoria e interpretada por Rui Massena, intitulada D-Day.
A primeira imagem é um desenho da autoria de Maria Antónia Siza.
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Relembro: sobre aquela senhora transtornada que parece ter descoberto a sua vocação, criadora de sabotonas, falo no post já seguir.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.
Saúde, sorte, alegria e motivação são os meus votos para todos vós.
(Cá está, uma vez mais resisto à vontade de repetir os meus desejos e formulo antes os meus votos :))
Estou com muita vontade de lá ir. Parece-me ser uma coisa com qualidade.
A Orquestra dirigida pelo Maestro Rui Massena - fantástica.
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Nota: Como podem ver, hoje comecei a colocar ali ao lado uma lista dos blogues que conheço e que visito. Sendo eu consideravelmente desconhecedora do quem é quem na blogosfera, tive conhecimento da grande maioria através das estatísticas do blogger dado que são blogues que costumam visitar os meus e cujo link fica registado - e atrás de quem eu fui. Se alguns dos meus leitores que têm blogues não os virem ali não fiquem aborrecidos comigo - a não inclusão na lista ali ao lado quer, com certeza, apenas dizer que não os conheço ou que, por razões técnicas, não os consegui colocar (em relação a alguns recebi a mensagem de que não tinham 'feeds' ou coisa que o valha)
Para os identificar, não usei o seu nome próprio mas segui a ideia da Margarida que até há pouco tempo os identificava com nomes que ela própria atribuía. Assim fiz eu. Usei nomes que, na minha cabeça, associo ou aos blogues em si ou ao respectivo autor [nos casos em que autor e escrita quase se confundem (em minha opinião, é claro)]. Espero que ninguém fique melindrado com o cognome que atribuí. Se aqui coloquei estes blogues é porque gosto deles e o acto de os renomear pressupõe sempre um certo afecto.
Hoje não escrevo mais porque apenas aqui vim já muito tarde e, com a tarefa acima descrita, ainda estive um bom bocado; é tardíssimo, estou cansada.