Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, março 27, 2013

2014 vai ser um ano de estagnação (e não de crescimento) se o Governo avançar com os cortes previstos, avisa Carlos Costa do Banco de Portugal. Os cortes, afinal, parece que já não são 4.000 milhões de euros mas, sim, 5.600 milhões. Álvaro Santos Pereira, o ministro a quem todos os Secretários de Estado abandonam, aguentar-se-á durante muito mais tempo? Jorge Silva Carvalho, o ex-espião de quem se diz o piorio, vai ser integrado na Presidência do Conselho de Ministros (com direito a receber retroactivos?). Isto tudo é o quê? Para os apanhados? Uma piada de mau gosto? ... É que não acredito que isto seja a sério.


Nota: Quem quiser ler sobre depilação masculina e não tiver paciência para crises, pode deslizar até ao post seguinte. Quem quiser conhecer as mais recentes gémeas separadas à nascença deverá descer um pouco mais, é a seguir à depilação.

Prestada esta informação, vamos então a coisas sérias.


Quem tenha ou tenha tido um cão sabe do que estou a falar: aponte-se num determinado sentido e ver-se-á que o cão em vez de olhar no sentido para que apontamos, olha para o nosso dedo.

Presumo que seja isso que está na origem daquele ditado oriental que diz que enquanto, ao apontar para o céu, uma pessoa inteligente olha para a lua, um idiota olha para a ponta do dedo.




Tenho-me lembrado muito disto a propósito do que se passa em Portugal (em Portugal e não só, porque idiotas é o que não falta por aí). Inventam um número, dão-lhe a força da palavra sagrada e ignoram os efeitos colaterais e secundários.




É como uma pessoa ter uma dor nas costas e um médico qualquer achar que o problema é dos rins. Vai daí prescreve-lhe uns certos medicamentos. O doente, ainda mais burro que o médico, diz que, em vez de tomar 3 comprimidos por dia, o melhor é tomar 10 para ver se se põe melhor mais depressa – e concentrar-se só nisso pois, quanto mais depressa se puser da dor nas costas, mais depressa vai ficar preparado para depois se dedicar a outras coisas. E quase deixa de comer ou de fazer o que quer que seja, todo ele concentrado em tomar os 10 comprimidos por dia.

Cada vez mais fraco, cada vez com mais dores nas costas, aumenta a dose para 15. Cada vez mais fraco, já sem emprego, já sem dinheiro para os comprimidos, endivida-se e, para ver se fica melhor de vez, passa para 20 por dia.

Toda a gente lhe diz que é um disparate, que não está a resultar. Que nada. Mais dívidas para emborcar aos 30 por dia.

Até que cai de cama, já mais morto que vivo.

Ao chegar lá e ao ser examinado descobrem que o problema das costas era uma hérnia, quais rins?!, mas que, entretanto, com tanto comprimido que tomou e com a debilidade geral do organismo, não apenas os rins mas todos os órgãos estão já em pré falência - para além de ter acumulado uma dívida impossível de pagar. 

Soa familiar, não soa?




É que é isto, tal e qual, que está a acontecer ao País nas mãos do Gaspar e do Passos.

Agora já não são só 4.000.000 euros para cortar sabe-se lá onde. Do nada, apareceram mais 40%, já se fala em 5.600.000 euros! 

Porque acontece isto? Porque o buraco está a alastrar como uma ferida de um doente acamado, como uma putrefacta escara. Porque todas as medidas que se põem em prática vão no sentido errado, porque o problema do País é ter uma economia débil e tudo o que andam a fazer ainda a mata mais.

E diz o etíope que está desapontado, que não percebe nada do que se passa, que não era para ser assim e que já não sabem o que fazer e que a responsabilidade desta desgraça toda é do Governo. 

Em parte percebo-o. Desconhecendo o frágil tecido económico, imaginou uma coisa diferente do que veio a constatar. Provavelmente também acreditou que os seus interlocutores eram gente com cabeça, que o alertariam para a realidade e afinal o que lhe apareceu pela frente foi o Moedas, o Gaspar, o Passos, e outros que não conheço, tudo gente teórica, impreparada, alguns se calhar até com baixo QI.




Além do mais, quando a troika estabeleceu um plano de reformas, nunca lhes deve ter passado pela cabeça que isso seria tomado como um programa de Governo. Aquilo era para ser apenas a parte das reformas do estado, não todo o programa de festas. Ora o Governo Passos Coelho não apenas se esqueceu completamente de tudo o resto (nomeadamente da Economia!, nomeadamente da Demografia!!, etc) como, por sua alta recriação, resolveu carregar na dose.

Claro que o resultado foi este, esta porcaria.

Agora pergunto eu: sendo isto tão incrivelmente óbvio como foi que tantas luminárias não o viram? Só agora, com o País todo devastado é que estão a perceber? Agora sacodem todos a água do capote, que a culpa é deste e daquele. Uma vergonha. 




Não são umas luminárias: são, isso sim, umas alimárias, umas verdadeiras alimárias!

Agora veio o Banco de Portugal alertar para outra evidência. Se for aplicado o corte, o País não se levanta do chão, o desemprego continua a aumentar e, portanto, os últimos números previstos pelo Governo estão, de novo, todos engatados. E, mesmo assim, o BP fez as contas para os quatro mil milhões e não para os cinco mil e seiscentos milhões. Imagine-se se for para os 5.600.000. Um descalabro. A espiral recessiva a acelerar. O buraco a alastrar de forma descontrolada.

Hoje soube-se de outra anedota. Mais um da Economia que vai de asa. Já é o 5º Secretário de Estado, de seis, que se vai embora. Não páram lá. Incompatiblizam-se uns com os outros, com o ministro, o ministro com ele. Claro. Algumas vez aquele pobre daquele Álvaro tem experiência de vida para agarrar um cargo daqueles? Claro, toda a gente faz dele gato-sapato. 




Quando o problema Nº 1 do País é a economia, entregam a pasta a um pobre sem qualquer experiência de gestão, um professor que para lá estava a dar aulas no cu de judas, no Canadá veja-se bem.

Agora que sai o Secretário de Estado da Economia imagine-se qual a solução destes inteligentes: não o substituem. Dividem o serviço pelos outros. Isto é do além. Nunca se viu tanta parvoíce junta. Os outros que já não davam conta do recado agora ficam com bocados do serviço do outro. Só visto. Uma anedota.

É que já não atinam mesmo, já fazem disparates uns a seguir aos outros, descontrolados, desatinados, alucinados.




E como se a cegada já não fosse suficiente agora vão meter o Jorge Silva Carvalho - o ex-espião que tinha ido para a Ongoing e que parece que andou a passar segredos para fora - dentro da Presidência de Conselho de Ministros. 



(do blogue We have Kaos in the Garden)


Mas o que é isto, alguém me explica? Inventei isto tudo? Estou a ter um pesadelo? 



Os ministros do Governo Passos Coelho?
(... com medo de serem reconhecidos na rua...? Pudera!)


Digam-me, por favor, que isto é para os apanhados, que nada disto é a sério. Ou digam-me que aterrei no meio de um episódio dos Monty Phyton. Qualquer coisa, por favor.


++++++++++


Agora que deixei de responder aos comentários para ver se consigo deitar-me mais cedo, ocupo o mesmo tempo escrevendo mais. Não tenho emenda. Este já é o meu terceiro post aqui no UJM. 

Abaixo poderão ver um post sobre a depilação masculina e, a seguir, um sobre duas gémeas separadas à nascença. 

+++++++++++


E, ainda por cima, escrevi também no meu Ginjal e Lisboa. Hoje o André Tomé levou-me a dissertar sobre a leveza, sobre a beleza, sobre a felicidade, sobre a vida. Na música temos mais uma grande interpretação de Julia Fischer, hoje tocando Brahms. Gostava que fossem até lá dar uma espreitadela.


+*+*+*+

despeço-me que já não é sem tempo. Tenham, meus Caros Leitores, um bom dia apesar deste mau tempo que teima em não nos largar. Divirtam-se (se conseguirem, claro)!

quarta-feira, maio 30, 2012

Passos Coelho vai explicar tudo sobre espionagem na Assembleia da República. Miguel Relvas e Jorge Silva Carvalho devem estar com as velas todas acesas a rezar para que a coisa não pegue fogo de vez. Vamos ver é se não vai homem ao rio como os amigos de Cristiano Ronaldo fizeram com Gonçalo Teixeira por causa da Carolina Fernandes. Já a Cynthia Nixon deu mesmo o nó com a Marinoni e assim se prova que há gostos para tudo


Música, por favor

Mika - Billy Brown



Bom, talvez seja porque o meu cérebro a esta hora ainda quer festa, vou escrever um pouco, começando por falar de mim...

É quase uma da manhã. Só consegui pegar no computador lá para as 11 e tal, já fiz uma das coisas que mais gosto de fazer que é 'falar' um pouco com os meus prezados leitores que aqui me deixam os seus comentários,  já escolhi uma música e um poema e uma fotografia e já escrevi uma 'cena' lá no Ginjal e agora, já cansada (que hoje não foi fácil), aqui estou.

Pronto, já falei. Agora coisas mais interessantes do que eu.

Ao sentar-me aqui veio-me uma ideia mas carecia de um tempo de que não disponho. 

Assim, opto por falar apenas de espuma.

*

Digo-vos apenas que toda esta história de espionagem me parece coisa do além. Se tudo isto for verdade, estaremos perante uma anedota nacional. Mas o medonho é que gente assim se dá ao desplante de investigar pessoas com o objectivo de lhes descobrir pontos fracos para poderem ser usados quando necessário (coisa que, toda ela, diria eu que não sou das leis, é capaz de ser crime). E a proximidade disto tudo com a baixa política, com a maçonaria, com negócios que ninguém percebe bem quais são, parece-me mesmo uma coisa infecta.

E depois há ainda a cara deles que não augura nada de bom.





Eu teria medo de me ver rodeada pelo Relvas e pelo Silva Carvalho. Estarei a ser preconceituosa...? Se vocês se vissem cercados por estes dois, num dia à noite, numa rua escura, sentir-se-iam tranquilos? Olhem-lhes bem os fácies... Ui... medo...

E, às tantas, ainda tinham recolhido informações a meu respeito, ainda me ameaçavam de divulgar na internet que eu vivo com um homem que não gosta do rapaz de Massamá e que o meu verdadeiro nome não é Um Jeito Manso. Cruzes, vade-retro...!

Estou curiosa para ver o que o Passos Coelho, esta quarta feira, vai dizer na Assembleia da República.




Cá para mim, para ver se safa o amigo, ainda é capaz de ir dizer que estava ao corrente de tudo, que foi ele mesmo que mandou investigar o Ricardo Costa e que em boa hora o fez, que tinha recebido informação que os manos Costa estavam a tramar um atentado contra a Tozé Seguro que é rapaz da criação dele, Passos, e, ainda por cima, afilhado ou padrinho ou lá o que é do Relvas e que, assim como assim, na oposição sempre é melhor o Tozé que o mano Costa, irmão do dito Ricardo. E que também sabia do Relatório Balsemão e que acha muito bem, porque ele tem andado a ser mauzinho para o afilhado Nuno Vasconcellos e que este se tinha queixado ao Branquinho e ao Rato e eles se tinham queixado ao Jorge e que ele, Passos, tinha achado por bem ver esclarecido o assunto, e que também sabia da investigação à Leonete Botelho e que achava muito bem porque uma pessoa que se chama Leonete é capaz de não ser de cá e, se não é de cá, sabe-se lá quem é e o que anda a tramar por aí, ainda por cima a viver com um sujeito que é da oposição, e que, quanto àqueles sms do Jorge ao vice do bancada do PSD ou do próprio PSD, sobre a Teresa Morais ser uma chata, também sabia e que concordava, que ela tem mesmo ar de ser chata, para além de dar passagem aos homens como se fosse ela o homem da cena e que todos se queixavam que, ao pé dela, se sentiam verdadeiras meninas. E, se calhar, também vai dizer que deviam era investigar mais pessoas para ver se se descobre quem foi que assaltou a pobre da tia Helena à porta de casa. 

Mas, enfim, isto sou eu a especular e não me apetece falar mais de tais coisas, vou esperar por notícias da Assembleia. Só espero é que filmem tudo muito bem filmadinho que é para a gente se rebolar a rir.

*

Mas agora também não sei que dizer mais sem parecer preconceituosa. É que me apetece armar-me em mulherzinha e pôr-me aqui na má língua... mas isso é coisa tão feia... E posso ser mal interpretada.

Mas, enfim, e não me levem a mal... Mas a mulher (ie, a esposa) da Cynthia Nixon, a Miranda de O Sexo e a Cidade, é tão mal jeitosa, senhores. A Cynthia é tão engraçadinha, como é que foi embeiçar-se por aquela Marinoni? Não é por nada mas parece que não têm nada a ver uma com a outra. Ora vejam lá se também não acham...



Olhem-me só este casal: Cynthia Nixon e Christine Marinoni, agora oficialmente casadas


Por mais que olhe, não consigo perceber, senhores. E, olhando para este par de jarras, soa-me tão estranho ler que tiveram um filho em conjunto. Não sou preconceituosa, não sou, mas este casal é do além, bolas.

*

Enfim. Continuando na fofoca (e que hei-de eu fazer...? se calhar é porque sou mesmo mulherzinha...ou, então, é porque há falta de assunto interessante, sei lá...), não é que aquele rapazinho tão jeitoso, o Gonçalo Teixeira, foi parar ao Tejo depois de um desaguisado com o Cristiano Ronaldo à porta da Urban Beach? 

O CR7 deiz que a namorada do modelo queria um autógrafo e mais não sei o quê e que o Gonçalo não gostou, tendo tido que ser acalmado no rio por amigos seus. O Gonçalo diz que foi o CR7 que queria tirar uma casquinha com a namorada e que ele não gostou nada disso, que ele fosse brincar com a Irina e mais não sei o quê e que, sem saber como, os amigos do CR7 o atiraram ao rio.


Carolina Fernandes, a rival de Irina Shayk?


Tudo por causa, portanto, dos lindos olhos da Carolina Fernandes. Percebe-se. Resta saber se a Srª D. Dolores e as manas Aveiro aprovariam a Carol mas isso agora não vem para aqui chamado.


Gonçalo Teixeira, Globo de Ouro para melhor Modelo Masculino


Quanto ao Gonçalo, diz quem o viu a sair das águas que até as rochas emergiram do fundo do rio para o fazer sobressair. Percebe-se. 

Assim como assim, a ter que me ver rodeada por desconhecidos numa noite escura, em vez do Silva Carvalho e do Relvas, sempre preferia o Gonçalo e, pensando melhor, não era preciso mais ninguém, bastava ele.

(E só espero que o homem da oposição com quem vivo não leia isto senão lá vai o Gonçalo parar outra vez ao Tejo).

***

Adiante que já não é cedo. Hoje é dia de 'cenas' lá no Ginjal em volta de um poema de Rita Taborda Duarte e ao som da voz borbulhante de uma Cecilia Bartoli entoando Händel. Passem por lá para verem.

***

E é isto: não me ocorre, por agora, mais nada.
E, portanto, tenham, Caríssimos Leitores, uma festiva quarta feira!

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O fim dos feriados mas não do orgulho de ser português; a política financeira e as dramáticas consequências; Portugal e o euro; Jorge Silva Carvalho ex-expião, ex-ongoing; os Monthy Python e as fotografias de Bettina Rheims


Ora deixa cá ver sobre o que é que eu vou escrever hoje…



 Ora bem...

1. Sobre o fim dos dois feriados escolhidos pelo nosso fantástico governo – o  1º de Dezembro, dia da Restauração da Independência, e o 5 de Outubro, dia da Implantação da República – tenho a dizer que não me espanta. 

Duvido que o Coelho Doce, o Sonso Gaspar, o Alvy del Nata e o Rasteiro Relvas saibam o significado desses dias. História, patriotismo, orgulho nacional, valores democráticos, e outras mariquices do género, cá para mim, é coisa que não lhes assiste


Cá para mim, quando se encontram para tratar do futuro do País, é tudo na base do ‘vão trabalhar malandros!’ e, a seguir, vão para a troika, mascarados de meninos marrõezinhos ou cãezinhos amestrados, e, no meio de dedinhos no ar e béu-béus à mistura, devem dizer ‘agora vamos acabar com estes dois feriados e quando já nem se lembrarem que são portugueses acabamos com o resto, e até com o descanso ao domingo, contem connosco. Béu-béu’.


2. Claro que nada disto resolve coisa nenhuma porque em casa desgovernada, tudo o que seja feito ad hoc, descontextualizadamente, sem nenhuma estratégia de desenvolvimento por trás, é o mesmo que nada. Portugal, no que se refere a feriados está em linha com os restantes países europeus e não é por reduzir 2 feriados que o país se vai tornar competitivo. Poupem-nos. 

O País está num desgoverno que assusta, o desemprego a disparar, e o Governo, em vez de atender ao problema sério que existe, entretém-se a brincar às guerrinhas parvas, desatando aos tiros na História. 

Hoje ia no carro à hora de almoço e ouvi uma notícia na TSF - o Governo tinha reconhecido o estado de emergência no sector da construção civil, tinha ido de encontro ao pedido das empresas. Respirei. Até que enfim vão fazer qualquer coisa, pensei. Mas logo a seguir veio o balde de água fria. A vontade que iam fazer era, afinal, deixar as empresas despedir trabalhadores para além dos limites estabelecidos por lei. Despejar trabalhadores borda fora, é isto que o Governo vai permitir. E o responsável pela associação do sector dizia que não há trabalho, que não vai haver trabalho e e que a situação é dramática. 

A este drama o Governo responde com palermices que são autênticas provocações a quem ama o seu País, a quem tem orgulho e respeito na sua História.


A cruz que as pessoas têm que carregar por estes caminhos desertos de esperança, não é coisa que preocupe o Governo.


3. Sobre a nova subida de juros (mais de 20% a 5 anos!!!!!), coisa que é de meter medo até ao mais destemido faquir, recomendo que façam o favor de descer até ao post seguinte para ler o comentário do meu leitor JHMP, a quem agradeço de novo, e que explica muito bem os termos e os contornos da situação financeira do País relativamente à crise da dívida pública e de que forma isso acaba por influenciar a economia. 


4. Sobre o artigo de Matthew Lynn que alerta para o risco de incumprimento português, o qual, por sua vez, pode precipitar o fim do euro, não vou aqui transcrever as suas previsões mas recomendo que o leiam - não que vos queira assustar mas porque é bom que se perceba a gravidade da situação. 

Felizmente, começa a ser consensual que é errada e muito perigosa a trajectória que está a ser seguida. Quanto mais o garrote é apertado, mais a recessão alastra e, como mais recessão significa menos riqueza, cada vez é menos provável que se consiga alguma vez pagar a dívida e, assim sendo, menos acreditam em nós, e logo, mais os juros aumentam, e mais aumenta a dívida e ... só não continuo para não parecer uma velha gagá a repetir mil vezes a mesma coisa. Mas é a isto que se chama círculo vicioso e os círculos viciosos, quando aceleram, tornam-se numa espiral recessiva e as espirais recessivas desgraçam um país. 


E também já aqui falei tanto disto que vocês já devem estar a suspirar... Mas enquanto isto não for interrompido, a desgraça a caminho da miséria não vai parar. 


5. De qualquer forma, apesar da desgraça em que estamos e que tende a agudizar-se, tenho a dizer-vos que acho que isto, não tarda, dá uma volta. Cá em Portugal, os disparates são tantos e tão básicos, a impreparação total, total, desta gente é de tal monta que, ao fim de poucos meses, já pouca gente os defende e, em breve, não sei como, não me perguntem, serão postos daqui para fora.

Entretanto, um pouco por todo o lado, desde os órgãos da UE, às cúpulas do FMI, toda a gente começa a reconhecer que esta política que está a ser seguida está a estrangular a Europa e a causar danos em cadeia e que, pelo contrário, o que há a fazer é estimular o crescimento, reanimar a economia, combater o desemprego. 

Além disso, estou confiante e já aqui o disse, que, com as eleições em França, um novo equilíbrio europeu está para nascer. Até a Merkel já anda, de rabinho (rabinho...?) entre as pernas, a dizer que defende a Europa e que se tem que estimular a economia (pudera, a crise dos outros dá-lhes cabo das exportações!).


6. Por isso, meus amigos - mesmo que agora andem sem esperança, preocupados com as vossas economias, com a vossa reforma, com o vosso futuro - vamos lá a arrebitar, vamos lá dar a volta por cima.



6. Mas, já agora, antes de me ir, deixem-me fofocar: e que tal a demissão do espião maçon Jorge Silva Carvalho da Ongoing? Diz que se demite só durante um bocadinho para se defender mas que, depois, regressa. Pelos vistos foi apanhado com fichas individuais de centenas de figuras públicas no telemóvel (fala-se em milhares... mas há assim tanta gente interessante neste país...?), o malandro...


Também não me vou alongar porque já falei várias vezes do cocktail perigoso: espião, maçon e dirigente de uma empresa de comunicação social...! Assustador.

Demitiu-se, queixando-se que a sua vida tem sido devassada. Tem graça. Uma coisa destas dita pelo chefe dos espiões... Tem graça. E que está a ser o cordeiro inocente de uma guerra entre a Impresa e a Ongoing, the poor one. Mas tantas são as coisas estranhas nesta história, que a gente já não acredita em nada. Vamos acompanhando de longe, mas bem de longe.


7. E é isto. Vou descansar um pouco que daqui a nada já tenho que estar a pé. 


Mas, para que não fiquem vocês agora com sono, aqui vos deixo este filme educativo, A book at bedtime. Vejam por favor.





Thanks God, it's friday!  Enjoy!



(Nota: Todas as fotografias são, é claro, de Bettina Rheims excepto a dos caezinhos amestrados que é minha)

sexta-feira, janeiro 06, 2012

A Loja Maçónica Assembleia da República; o caso dos seios PIP; Mrs Burge, a Barbie Humana; Elin ex-Woods, que também precisava de se internar; e, finalmente, a opinião de George Soros sobre a alarmante situação na Europa.


Hoje estou com vontade de vos trazer as reflexões de gente que sabe, Soros, Solana, Stiglitz, mas antes tenho que puxar aqui à boca de cena dois ou três pequenos apontamentos.

1. Então é mesmo verdade que aquele edifício ali ao pé de S. Bento é uma Loja Maçónica?! Uma das bigs?! Resmas de maçons, resmas!

Ali todos sentadinhos a fazerem de conta que mal se conhecem ou que se dão mal uns com os outros e afinal são quase todos 'irmãos'...! Seus malandrecos...!

Assembleia da República - deve estar carregadinha de triângulos, compassos, ...

Pareceu-me ouvir há pouco na Quadratura do Círculo que se diz que cerca de 80% dos deputados são maçons...! Bolas, bolas, bolas! Tantos?!

Mas fiquei também a saber que uns pertencem a lojas decentes, de gente bem intencionada, defensores da moral e dos bons costumes e que há outras, formadas por dissidentes, em que pululam os esquemas, as negociatas, a distribuição de lugares, jogos de influência, autênticos 'gangs' - dizem os maçons verdadeiramente fraternos tal como, por exemplo, Vasco Lourenço.

Ao que parece, agora que a Loja Mozart caíu nas bocas do mundo, os maçons daquela mal afamada loja estão todos a querer sair de lá a correr, ninguém se quer comprometer em tão más companhias. Ao que dizem, só ficará lá o rebotalho, espiões, ongoings e pouco mais. Mas isto sou eu a papaguear, que eu não sou nem mata-hari, nem amiga de nenhum ex-sied.

Ridículo, tudo tão ridículo isto.

Mas sejam lojas decentes ou lojas indecentes, pergunta a minha ignorância (e já várias vezes aqui o perguntei) - se nada do que lá fazem é ilegal, ilegítimo ou caso de polícia, de que coisas é que eles afinal lá tratam que aquilo tenha que ser uma sociedade secreta? Que sentido faz uma coisa destas, cheia de rituais e outras coisas bizarras, nos tempos de hoje? Alguém me explica?


2. Passo ao outro tema que ocupa a comunicação social - e aqui tenho que me conter para me portar bem porque a coisa não é para rir.


[Como pratico uma actuação responsável e longe de mim correr o risco de magoar algum dos meus queridos leitores, antes de a colocar aqui reduzi a dimensão da fotografia da Susana da Casa dos Segredos (Susana esta que também colocou implantes nos glúteos e aumentou o volume dos lábios) não fosse algum dos seios saltar do computador e algum de vocês ainda levar com ele na cara. Credo!]

Apelo de novo à mesma unidade de medida - resmas - para dizer que resmas de mulheres, resmas, colocam implantes mamários. Umas porque existem razões médicas que o justifiquem, outras porque não gostam de ter seios pequenos, outras, parece que a maioria, em Portugal, porque querem ter seios iguais aos da Soraia Chaves e outras porque querem ter seios XXXXXL. Nada a dizer.

O que há a dizer é que os fabriquem com gel indistrial (marca PIP), implantes que para além de, por vezes, vedarem mal (e tenho que aqui trazer outra vez a Judite de Sousa que, quando o médico dizia que alguns implantes babavam, especialmente de noite, concluiu que as mulheres acordavam com os seios molhados, esquecendo-se que os implantes estão enfiados debaixo da pele, não se 'babam' para a barriga), podem provocar cancro. Ou seja, as mulheres podem ter que ser submetidas a nova cirurgia. Coitadas. Que susto devem estar a passar. Espera-se que os fabricantes (franceses) sejam penalizados.


3. Mas doida varrida mesmo é a inglesa Sarah Burge, conhecida por ‘barbie humana’ (porque já fez tantas cirurgias plásticas que parece uma boneca) - e que, em conjunto com o marido, dirige um clube de swing, coisa que, em boa verdade, nem vem aqui ao caso - que ofereceu, este natal, à filha de sete anos um vale de 7.000 libras para fazer uma lipoaspiração quando for mais velha.

Sarah e Poppy Burge
(Não mostro aqui uma fotografia de grande plano e decotada de Sarah
porque, por muito que reduzisse, não caberia aqui,
de tal forma avantajados são também os poitrines)

No aniversário da criança já lhe tinha oferecido um voucher de 6.000 libras para colocar implantes mamários depois dos 16 anos.

Custa a crer em tamanho disparate. Coisa de doidos.

 
4. Outra maluca é Elin Nodergren que, não gostando da casita novinha e maravilhosa, a mandou demolir para a fazer de novo. Contextualizando: a casita tinha mais de 2.700 metros quadrados, tinha custado 12 milhões de dólares, era nova e dizem que espectacular. Mas Elin não estava afim, não curtia.
 
Elin Nordergren - e agora que estou a olhar
parece-me ver um par de PIP's

Quem é Elin?, perguntam vocês. Pois bem, Elin é a ex de Tiger Woods o qual, para se divorciar dela, teve que desembolsar cerca de 100 milhões de dólares. Entretanto, a temperamental Elin já contratou nova equipa de arquitectos para um projecto brand new e dizem que também já arranjou novo namorado, filho de um multimilionário. Não brinca em serviço.
 
Está certo que o Tiger era mesmo uma tigreza no masculino mas deixem estar que, em termos de maluquice, ela não lhe deve ficar nada atrás.
 
 
Bom.
 
Como até já parece mal andar sempre a prometer e nada, e porque a situação financeira na Grécia é dramática e, se não se resolver, a Europa é sugada para um buraco negro situado lá no mais recôndito do menos infinito, aqui vos deixo finalmente um bocadinho da opinião de George Soros, publicada em 30 de Dezembro, que pode ser na íntegra aqui sob o título 'O ano da indecisão na Europa'. Peço-vos para lerem porque o texto está claro, fundamentado e realista. Se conhecerem alguém na Grande Loja Maçónica da Assembleia da República ou, em especial, se conhecerem alguém do Governo, também era boa ideia dar-lhes a ler. Pode ser que percebam onde nos estão a tentar meter.
 


Como é sabido, George Soros é “chairman” do Soros Fund Management e do Open Society Institute e estou a resumir de forma mais do que minimalista o seu curriculum.


"A alarmante situação económica na qual a maior parte do mundo rico mergulhou em 2011 não foi meramente resultado de forças económicas impessoais, tendo sido grandemente criada pelas políticas levadas a cabo, ou não levadas a cabo, por parte dos líderes mundiais. Com efeito, a extraordinária unanimidade que prevaleceu na primeira fase da crise financeira que teve início em 2008 e que culminou com o pacote de resgate no valor de um bilião de dólares acordado conjuntamente na reunião do G-20 em Londres, em Abril de 2009, há muito que se dissipou. Agora, as lutas burocráticas internas e os conceitos erróneos são galopantes.

As medidas introduzidas pelo BCE deram um forte contributo para aliviar os problemas de liquidez da banca, mas nada foi feito para reduzir os enormes prémios de risco sobre as obrigações soberanas. Uma vez que os prémios estão intimamente ligados às deficiências de capital dos bancos, não basta haver uma meia solução. Se a dívida soberana da restante Zona Euro não for sucessivamente controlada, um incumprimento da Grécia poderá levar ao desmoronamento do sistema financeiro mundial.

Mesmo excluindo um tal cenário de pesadelo em 2012, a cimeira lançou as sementes para futuros conflitos – em torno do aparecimento de uma Europa a duas velocidades e da falsa doutrina económica que orienta o pacto orçamental proposto para a Zona Euro. Essa doutrina, ao impor austeridade num período de aumento do desemprego, ameaça mergulhar a Zona Euro numa viciosa espiral de dívida deflacionista da qual será difícil de escapar."



A ver se amanhã arranjo maneira de também partilhar convosco a opinião de Solano, Stieglitz e outros pois vão todas no mesmo sentido e é tudo gente isenta, inteligente e descomprometida. Hoje não que o texto já vai longo e eu estou perdida de sono, está bem?
 
E é isto. Thanks God, it's friday!
 
 
&&&&&&
 
 

!? Que é lá isto, ó gente ?!

Bem, isto é o que me parece uma escrita em que às palavras faltam letras.

Por isso, enquanto não me sentir pré-histórica, vou continuar a escrever marimbando-me no Acordo Ortográfico. Não me levem a mal.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Judite de Sousa está a ganhar balanço para ser a próxima Pin-Up do Hot Magazine? Luís Montenegro também usa aventalinho com o monograma da Loja Mozart? Mas que bem. Espiões, deputados, jornalistas, ministros, olha que bela mistura. E pérolas dentro de ostras algarvias. E esperma feito em laboratório. Que rica caldeirada! Só falta mesmo uma posta de safio.

 
Meus Caros, hoje estava cheia de boas intenções, juro. Queria falar-vos da situação na Grécia, da forma desastrosa como a Zona Euro está a ser gerida, queria partilhar convosco a opinião de Georges Soros, tudo assuntos prementes e actualíssimos.


Mas há pouco, enquanto jantava, vi o final do Jornal das 8 na TVI, conduzido pela Judite de Sousa. Enquanto falava e só lhe via a parte de cima do corpo, já pressenti que aquilo não augurava nada de bom. Já ontem tinha tido um arrepio quando a vi mas estava ainda sob o efeito da visão da D. Elma e relevei a D. Judite, até porque só a apanhei de relance, quando se levantou para encerrar as hostilidades. Mas agora, que reincidiu, tenho mesmo que puxar o assunto à colação. Ontem estava de mini-saia preta, meia preta, bota por cima do joelho e camisa reluzente de um encarnado vivo. Um despropósito que só visto.

Hoje estava de blusa preta cheia de pedrarias junto ao pescoço. Como está loura platinada, carregada de pintura, aquela concentração de grandes pedras sobre preto tornava o conjunto nitidamente too much. Mas o pior veio mesmo quando se levantou. Ó senhores... Estava de sainha rodada e estampada, curtinha, pelo meio da pernoca e de novo de bota alta, desta vez pela rótula. Uma coisa inexplicável. Nem sei se não estava ainda mais espampanante que a D. Elma de mãos nas mamocas e casaquinho de peles.

Não percebo o que lhe deu - é que até há pouco tempo parecia que tinha atinado com a imagem, estava mais discreta, parecia até mais bonita, mais simétrica. Agora deu-lhe para isto. Oh senhores...!

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Mas até ser vítima deste choque estético, até me estava a parecer que o dia estava repleto de notícias promissoras.

1. O dia noticioso andou à volta da Loja Mozart. Há que séculos que aqui, neste mesmo sítio, dei conta das dangereuses liaisons entre esta lojinha maçónica (70 membros mais coisa, menos coisa), o poder, o coito dos espiões (coito=lugar protegido e não coito=cópula, que é lá isso...?), a comunicação social.

De lá vem o inefável e anafado Jorge Silva Carvalho, o supostamente ex-espião do SIED - mas, ao que consta, ainda com muitas liaisons - de lá vem Nuno Vasconcelos (ou Vasconcellos?) da Ongoing, de lá, pelos vistos, vem também Luís Montenegro líder parlamentar do PSD, ao que soa, de lá vem o omnipresente Miguel Relvas, tudo gente fina. O que eles para lá congeminam, só eles sabem. Influências, jogos de poder, interesses, intrigas, espionagem à mistura, cartas na manga, fotografias em envelopes (?) - são coisas que nos podemos divertir a imaginar mas que não temos como provar. Parece que há uma Comissão Parlamentar, da qual o próprio Luís Montenegro é membro, que faz de conta que anda a investigar. Não vai dar nada como é mais que óbvio.

Mas não é essa caldeirada que agora me interessa. O que me interessa é imaginar o cenário em que aquelas reuniões decorrem.


Esta fotografia está na net e refere-se a um encontro creio que no Brasil. Será que aqui em Lisboa, na Loja Mozart, é uma coisa assim...? Todos de aventalinho muito engomadinho, cheio de gregas acetinadas, bordadinho inglês e outras aplicações mimosas? E de babete ou gola da mesma cor que os enfeites do aventalinho...? Tão giros...! Gostava tanto de os ver...! De ouvir, não, que deve ser uma coisa a atirar para o assustador. Mas, vê-los, deve ser tão enternecedor.

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2. Bom; mas as notícias interessantes não se ficaram por aqui. À vinda para casa (que é meu grande momento de absorção informativa) ouvi uma coisa mesmo empolgante. Foram encontradas pérolas em ostras algarvias do género Crassostrea.

A descoberta deveu-se ao Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e ao Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) e, em 750 ostras, apenas 2 estavam recheadas com 6 pérolas ao todo.


A imagem acima corresponde a uma dessas pérolas.

Fiquei entusiasmada com a notícia. Vocês, meus Caros, devem achar que 6 pérolas não são motivo de conversa. Mas, sabem, vou confessar-vos: adoro pérolas. Verdadeiras de preferência, mas também de cultura e, à falta de melhor, também de pura fantasia. É daquelas coisas intrinsecamente elegantes, que tornam interessante qualquer mulher.


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3. Mas o mais interessante fica para o fim. Investigadores alemães e israelitas conseguiram produzir esperma em laboratório. Dizem que os espermatozóides eram muito jeitosinhos, muito bem feitinhos, a cabecinha muito bem desenhadinha. Nadam numa solução gelatinosa muito parecida com a que se encontra nos testículos.

Por enquanto ainda são apenas experiências com ratos mas a ideia é estender a coisa aos humanos e os cientistas estão muito animados.


Também acho empolgante - pérolas nas ostras algarvias ou espermatozóides feitos em laboratório, tudo coisas que dão jeito.

Claro que os meus amigos homens já devem estar a sentir-se incomodados. Mas que não seja por isso. As mulheres não vos querem apenas para procriar (agora até me lembrei de um deputado, de seu nome João Morgado, que tinha essa ideia e que, inclusivamente, inspirou um divertido poema a Natália Correia). Procriar é apenas uma ou duas ou três vezes na vida (em média, claro). As mulheres dão várias outras utilidades aos homens, estejam descansados.

Por isso, se se portarem bem, se forem simpáticos, se forem bons e pacientes companheiros, se trocarem as lâmpadas em casa, se pendurarem quadros ou cortinados, se montarem estantes do IKEA e não andarem ofegantes e revoltados enquanto carregam os caixotes para dentro do porta bagagens, se forem carinhosos, se perceberem quando mudamos de penteado, se não se importarem de esperar que a gente se arranje como deve ser, se gostarem de andar a passear de mãozinha dada, enfim, se merecerem, talvez as mulheres não vos descartem. Capisce?!

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E pronto, meus amigos, hoje fico-me por aqui. Amanhã logo tento trazer assuntos mais maçadores, está bem? Hoje deu-me para isto, para coisas de insustentável leveza.

Divirtam-se!
  

terça-feira, julho 26, 2011

Onde se tenta falar da Ongoing (maçonaria?, mozart?, espionagem?, media?) e onde se mostra que isso perde relevância, here, in heaven

Começo a escrever já passa da uma da manhã. Os meus meninos, os grandes e os pequenos, já dormem e a casa, finalmente, ficou silenciosa. Esta semana dificilmente poderei escrever grande coisa pois chego a esta hora já estafada. 

Tenho aqui um livro, ao meu lado, para ler antes de adormecer mas duvido que lhe consiga pegar.

Estava com a ideia de hoje me voltar a pronunciar sobre uma coisa de que já aqui tinha falado há tempo: o Grupo Ongoing, o Grupo em que o big chief é maçon e gosta, o que é natural, de se rodear de irmãos mas que tem um fraquinho, e isso já não me parece tão natural: gosta de ter consigo ex-espiões.

Nuno Vasconcellos, grande apreciador de Mozart, mais Jorge Silva Carvalho, ex-SIED, e ex-adjuntos, mais José Eduardo Moniz, mais amizades fraternas com o governo, nomeadamente através de Miguel Relvas, interesses vários em negócios vários, entre os quais, ao que parece a RTP - ou seja, temos aqui os contornos de uma potencial bomba-relógio ao retardador que Passos Coelho terá que gerir com pinças.

Houve promessas? Houve investimentos e compromissos assumidos com base nessas promessas? Está, agora, a haver a cobrança dessas promessas? Não foi isso que o irmão Jorge Coelho há tempo nos quis dizer na Quadratura do Círculo?

Pelo que se percebeu o pobre Bernardo Bairrão já foi uma vítima deste equilíbrio instável mas a ver vamos se a coisa vai ficar por aqui.

Dado o adiantado da hora não tenho cabeça para dissertar sobre o tema. Não quero parecer uma lírica ou uma saudosista até porque a influência do longo braço maçónico sempre se fez sentir nas sociedades e seria ingénuo da minha parte vir aqui questioná-lo.

O que a mim me causa alguma perplexidade ou prurido (no sentido mesmo de reacção alérgica) é este cocktail: maçonaria, ex-expiões, comunicação social. Não sei. Parece-me que há qualquer coisa de perigo dissimulado nisto. Gosto de sociedades abertas, transparentes, em que as pessoas vão à luta em campo aberto, dando o peito às balas. Não gosto de poderes ocultos, segredos guardados, meios de comunicação social, tudo misturado.

Mas, enfim. Enquanto ao lado agora ouço um bebé que há instantes chorava e que agora faz aqueles sons gostosos de quem mama regalado, vou despedir-me mostrando-vos alguns fragmentos do meu mundo, here in heaven. É uma forma de vos dizer que ataques nervosos como os da Ana Cristina Leonardo, Ongoing e as suas movimentações, e outras coisas do género, me parecem algo irrelevantes quando aqui estou, pés descalços, mãos na terra.

É também uma forma de vos dizer que sejam bem vindos aqui, a esta minha casa, ao Um Jeito Manso. 

Os loendros estão carregados de flores de perfume doce
(que começam a murchar, dado o calor intenso)


À tardinha, recanto junto a uma janela
(os meus chapéus)


Há sempre um deus fantástico nas casas
em que vivo, e em volta dos meus passos
eu sinto os grandes anjos cujas asas
contêm todo o vento dos espaços

(o poema é de Sophia mas sinto-o como meu - porque exprime o que sinto)
 
Pôr-do-sol: os meus cedros lá em baixo em primeiro plano
A serra, ao fundo, a recortar o horizonte

segunda-feira, julho 04, 2011

O irmão Fernando Nobre diz que vai pregar para outra freguesia, ser deputado não lhe dá pica. Para assessoria política, o Governo contratou gente da blogosfera que chama alforreca a Passos Coelho, Torquemada a Miguel Relvas e por aí fora. O Álvaro, há tempos, sugeriu que se desse a independência à Madeira. E ainda a procissão vai no adro. Se continuam nisto, o Governo de Santana Lopes ainda vai ser recordado como um Governo a sério. E deixa-me mas é estar calada antes que o Miguel Relvas me queira contratar para lhe dar umas ideias.

A nova legislatura começa bem... disparates atrás de disparates.

Eu quero que eles se portem bem, que a vida lhes corra bem (porque este período é vital para Portugal), eu quero que eles tenham 700 dias de graça, eu juro que quero. Mas, senhores, eles não ajudam....

O Irmão Fernando Nobre que, ao que consta, a Maçonaria não conseguiu colocar na presidência da AR, descurtiu e vai pregar para a AMI

Fernando Nobre, a primeira má escolha de Passos Coelho, depois de uma humilhante dupla derrota na eleição para presidente da Assembleia da República e depois de uns dias de falta ao plenário, sai pela porta pequena da política. Tal como tinha referido, se não conseguisse a presidência da AR, apenas como um simples deputado não ficaria.

Meus senhores, para além de uma coluna cheia de curvaturas, parece que toda a ossatura do Dr. Fernando Nobre padece de avançado estado de osteoporose. De apoiante do Bloco de Esquerda, de candidato a Presidente da República contra os partidos, a candidato a presidente da AR pelo PSD, tudo num curto espaço de tempo e agora 'adeus, passem bem que eu por aqui me desbaldo'. Sim senhor, belo exemplo de cidadania. 

Mas, se me permitem a opinião, grave mesmo é o Dr. Passos Coelho não conseguir avaliar as competências e as motivações das pessoas e fazer escolhas destas. É que foi ele que colocou o Fernando Nobre como o número 1 por Lisboa e, pasme-se, convidou-o para presidente da AR, a 2ª figura de Estado. Mas pensaria Passos Coelho que qualquer um pode convidar quem quer para aquele cargo? Não sabia Passos Coelho que o presidente da AR é eleito pelos deputados? Que o seu convite não valia nada? Não sabia?

Isto perturba-me, a sério. E preocupa-me.

Passos Coelho vai fazer com que toda a gente daqui por pouco tempo implore, 'Volta Sócrates, estás perdoado' (ou, os que apreciam outro género: 'Volta Menino Guerreiro que não te daremos mais pontapés na incubadora')

Ou, mais uma vez, como se tem referido e como aqui já me interroguei houve, de facto, combinações feitas a compasso e esquadro, arranjinhos de avental, ou seja, a santa mãozinha da maçonaria? Foram os manos maçons capitaneados pelo grande irmão Relvas que congeminaram este flop? Se foi, serviu-lhes de muito.

Mas quero ainda falar de outra das barraquinhas que por ai anda a ser falada: a contratação ad hoc da maltinha mais assanhada dos blogues, mais dada a sound bites, que se destacaram no derrube  de Sócrates.

Face à vacuidade política da equipa ministerial, resolveram colmatar o défice deitando a rede à blogosfera - mas de forma relapsa. É que veio de tudo, desde os que chamaram alforreca ao Primeiro Ministro, Torquemada a Miguel Relvas, até aos que disseram que aumentar a carga fiscal através do subsídio de natal era confiscação pura e simples.

Pelo que se lê nos jornais e na blogosfera, João Gonçalves do Portugal dos Pequeninos e Miguel Morgado do Cachimbo de Magritte, são dois dos exemplos referidos.

Agora lê-se que também o Álvaro, o célebre Álvaro (o Ministro Álvaro Santos Pereira da Economia, Transportes, Comunicações, Trabalho e mais algumas coisas) terá dito que, se a Madeira quiser mais dinheiro e ameaçar tornar-se independente, então que acha que se lhes dê a independência.

O Álvaro, que chegou do Canadá para aterrar na FIA, assessorado por Cristina Caras Lindas (que, infelizmente, não aparece na fotografia) e para pedir aos media que não o tratem por Ministro, apenas por Álvaro

O Nuno Crato, da Educação, também já está a deixar-me de pé atrás: agora suspendou o fecho das escolas quase vazias. O Aguiar Branco, da Defesa, suspendeu a reestruturação dos Estaleiros de Viana do Castelo e ainda só vamos na primeira semana. Por isso, meus amigos, daqui por um mês não se admirem se o resto do subsídio de Natal for também à vida.

Isto está bem entregue, está...



Vamos lá a acender uma velinha, ok?

Bernardo Bairrão, o homem que tem inimigos perigosos (desculpem, poderosos)? O ex-futuro Secretário de Estado foi vítima de vingança? A Manuela Moura Guedes não lhe perdoou?

Até ouvi dizer que, quando defendeu Sócrates, dizendo que a saída da Manuela Moura Guedes da TVI era devida a decisões editoriais e não a pressões políticas, lhe apareceu uma cabeça de cavalo na cama. Brincadeirinhas de mau gosto...

Bernardo Bairrão que ia ser Secretário de Estado e que, segundo relata o Expresso na edição deste sábado, devido a um SMS de Manuela Moura Guedes para o Primeiro Ministro Passos Coelho, acabou por ficar pendurado
Ongoing, o Grupo que, segundo o Expresso, é muito 'próximo' deste governo e que estará interessado na privatização da RTP (privatização que não merece agrado a Bernardo Bairrão)
Boneco de espetar agulhas
(não sei a que propósito veio aqui parar)

O casal Manuela Moura Guedes (que agora também foi repudiada pelo Balsemão, poor girl) e José Eduardo Moniz que saíu da TVI e que agora é vice-presidente da Ongoing


A OnGoing, Grupo de Nuno Vasconcellos, já despertou o meu interesse quando contratou Jorge Silva Carvalho, ex-chefe dos espiões. Acho também engraçada a dangereuse liaison de tantos deles à maçonaria. Ao que consta é um Grupo cheio de fraternidade, todos irmãos de Miguel Relvas, a verdadeira eminência parda do Governo. Estas coisas despertam-me perplexidade, curiosidade.

Ou seja, coitado do Bernardo Bairrão.

quarta-feira, junho 22, 2011

O caso Fernando Nobre e a uma dúvida existencial sobre a razão da existência da Maçonaria e da Opus Dei no Portugal de hoje

Fiquei satisfeita com a eleição de Assunção Esteves para Presidente da Assembleia da República pois creio que é competente, acredito que vai desempenhar bem a sua função. O seu discurso foi uma coisa e tanto, uma peça que ficará na história daquela casa. Liberdade, Democracia, Justiça, Entrega, foram palavras que ela usou com mestria e com emoção e a que deu invulgar grandeza.

Felizmente acabou por se arranjar uma saída airosa para o vexame de ontem.


Ora hoje Eduardo Pitta refere a questão maçónica para enquadrar o assunto Fernando Nobre - e estas liaisons, que me causam alguma alergia, fizeram-me recordar um assunto que passo a relatar.

*

Quando eu andava a estudar, embora não fosse dada a grandes sessões de estudo e fosse fisicamente incapaz de ‘marrar’, tinhas notas relativamente altas e isso acontecia de forma consistente. Era também pessoa de convicções e, já nessa altura, tão assertiva como sou hoje (ou seja, de acordo com testes efectuados por profissionais, quase 100% assertiva).

Talvez por isso, na faculdade fui contactada, desafiada, convidada, etc, para aderir a todas as juventudes partidárias activas na época. Mas a minha cabeça sempre foi livre demais para poder comprometer-me com partidos, clubes, religiões e, reiteradamente, declinei. Por mais que tentassem aliciar-me, nunca nenhum argumento me convenceu.

Entretanto, quando estava no 3º da faculdade tive que mudar de alojamento e, enquanto andava à procura de alternativa, uma colega de curso com quem me dava medianamente, veio dizer-me que conhecia um sítio óptimo: uma professora universitária que tinha uma espécie de residência, uma moradia num local muito bom, com jardins, óptimos acessos, perto da faculdade, o melhor bairro de Lisboa. Uma maravilha.

Fui lá ver (acompanhada do meu namorado) e a dita professora estava à minha espera, já sabia algumas coisas de mim, muito simpática, tentando cativar-me. A casa era, de facto, muito boa e o preço uma agradável surpresa. Quando relatei em casa o achado, os meus pais acharam que ‘quando a esmola é grande, o pobre deve desconfiar’, e colocaram muitas reticências. Alguma coisa não batia certo, pelo que, à partida, sem mais, a decisão era negativa. Mas tanto insisti que, pelo sim, pelo não, a minha mãe lá se deslocou a Lisboa para vir avaliar, ela própria, a situação.

Lá estava, de novo, a referida dona da casa à nossa espera, muito atenciosa. Mostrou a casa de alto a baixo, tal como na vez anterior, até uma capelinha tinha (o que, de certa forma, tranquilizou a minha mãe), e uns óptimos quartos, com grandes janelas para o jardim, e uma cozinha que podíamos usar à vontade, e sala à disposição, uma localização que não podia ser melhor, podia ir a pé para a faculdade e, não menos importante, embora intrigante, um preço imbatível. A frequência, para além da professora, era constituída por umas quantas estudantes universitárias, talvez uma meia dúzia, não me lembro bem, e a minha mãe viu algumas, vieram cumprimentá-la, muito simpáticas, e a minha mãe ficou bem impressionada por ver, a meio da tarde, as raparigas em casa, na sala, a estudarem e todas muito gentis, muito bem educadas. Uma cena de filme.

Quando chegou a casa, a minha mãe conferenciou com o meu pai e depois comunicou-me: ‘Pois, sendo assim, de facto, não se vê nada de mal, parece bom demais para ser verdade mas, se é, então, está bem, podes mudar-te para lá’. E lá fui.

Havia regras, que me tinham sido comunicadas antes, do género aos dias de semana ter que se entrar até à meia-noite, o namorado não poder entrar senão para a sala e apenas até determinadas horas, coisas normais para a época.

E, de facto, eu estava ali muito melhor do que no sítio anterior. Só via vantagens.

De vez em quando diziam-me que ia lá jantar um padre amigo e convidavam-me a ficar a jantar lá ou, não querendo, a ir depois de jantar para a conversa que era giríssima, um padre desempoeirado, e um dia a conversa era sobre o aborto, outro sobre já não me lembro o quê, mas sei que a coisa era temática (o que me intrigava um pouco) mas eu declinava sempre porque, na altura, namorava intensamente e não desperdiçava um minuto que fosse, nem sequer a matutar nas coisas. Depois percebi que, afinal, o padre ia lá fazer a missa, que era habitué da casa e muito amigo da professora. Um dia veio ter comigo, que então eu é que era a tal menina fugidia, que andava desejando de me conhecer, que gostava de ter poder ter oportunidade para falar comigo. E eu sem perceber bem os sorrisos delas todas, como se fossem todos muito íntimos, como se antes o tema já tivesse sido objecto de conversa. Lembro-me que registei mas não pensei mais no assunto.

Outras vezes, iam todas passar o fim de semana a um sítio muito giro e queriam que eu fosse. Depois começaram a falar-me em retiros, em sítios lindos, e que eu ia adorar e eu, na maior inocência, perguntava se o meu namorado podia ir e, claro, não podia e eu, que então nem pensar.

Depois, aos poucos, comecei a reparar que parece que só eu é que namorava e que, a nível de vestuário, as minhas vizinhas de quartos, seguiam um padrão muito homogéneo. Saias pelo joelho, camisas ou blusas pelo pescoço. Eu concluia que era gente muito bem comportadinha, beatas, marronas, coisa assim, nada demais e, quando as descrevia, ao falar com amigos ou família, imitava-as, a vozinha singela, as blusas sem decote, descrevendo os convites que me faziam para ficar a jantar com o padre ou para ir meditar ao fim de semana. Pensava que, por coincidência, as últimas representantes de uma realidade rural do século anterior, tinham desaguado ali. Nunca me ocorreu algo mais.

Passados talvez uns dois ou três meses, não me lembro, estava eu já eu a deitar-me, ouvi tocar à campainha.

Reacção dentro da casa: nenhuma.

A campainha tocava cada vez mais insistentemente e eu não ouvia a professora, nem ninguém, a ir abrir a porta. Abri a porta do quarto, espreitei. Ninguém, silêncio. Fui bater à porta do lado. A rapariga que lá estava, abriu a porta e disse que era a A., uma colega de quaro, que estava a chegar atrasada mas que as ordens eram rigorosas, ninguém podia entrar depois da meia-noite. Eu argumentei que não se ia deixar a nossa colega no meio da rua àquela hora, quase 1 da manhã e a outra, friamente, respondeu que ordens são ordens e fechou-se no quarto.

Subi as escadas, fui ter com a professora. Estava de roupão e disse-me a mesma coisa.

Entretanto, lá fora, a outra, coitada, tocava e tocava, já quase em contínuo. Já inquieta com aquilo, eu disse à professora, ‘Se não lhe abre a porta, abro eu’. Seca, a professora respondeu-me ‘Está proibida de o fazer’. Tentei convencê-la ‘Abra-lhe a porta, peça-lhe explicações, avise-a de que não haverá segunda vez, o que quiser, mas não a deixe ficar na rua, é desumano, é absurdo’. Seca, fria, respondeu-me ‘ Já disse que ninguém lhe abre a porta, para ela aprender’ e, com uma agressividade que eu não lhe conhecia, disse-me em tom ameaçador ‘Livre-se de lhe ir abrir a porta’. E virou-me as costas.

Desci as escadas, furiosa, as outras todas fechadas nos respectivos quartos - por dentro eu ia pensando, revoltada, ‘Olhem-me estas estúpidas, tão boazinhas que são e agora não se importam de deixar a amiga na rua, de noite’ - e, como é óbvio, fui abrir a porta à minha colega.

Ela estava a chorar, agradeceu-me muito e avisou-me ‘Estás feita’. Descansei-a, ‘Ah, não estou, não, está descansada’.

Depois voltei para o quarto, fiz a mala e fui dormir.

No dia seguinte, quando me levantei já a professora tinha saído, dava aulas cedo e, além disso, a faculdade dela era do outro lado da cidade. Deixei-lhe um papel lacónico, dinheiro e as chaves e nunca mais lá pus os pés.

Decorrido algum tempo, falei no nome desse professora e alguém exclamou, ‘Essa?! Então, mas essa é a chefe das mulheres da Opus Dei em Portugal. Tem uma casa de raparigas da Opus Dei na L.’.

Fiquei passada. Não queria acreditar. E essa pessoa continuou, ‘São muito selectivos, recrutam jovens entre os melhores alunos universitários, quase que lhes fazem lavagem ao cérebro com retiros, encontros com padres, missas lá em casa, coisas do género’. Eu perplexa.

Fui confirmar com pessoas mais ou menos ligadas ao meio e assim era, toda a gente sabia, pelos vistos toda a gente menos eu.

E ainda é. Googlei antes de escrever isto e lá me aparece ainda tudo.


Opus Dei


Ou seja, fui arregimentada sem saber e, durante algum tempo, vivi sem saber numa moradia da Opus Dei - e ainda hoje me interrogo porque agiram desta forma, sem me dizerem nada, que planos é que teriam para mim.

Organizações assim, coisas meio secretas, tudo isso me causa estranheza, me causa aversão.

Opus Dei ou Maçonaria não entendo a justificação nos tempos de hoje, em sociedades livres, não entendo como se sujeitam a essas práticas e rituais, não entendo.


Vejo na net os nomes ligados à maçonaria e fico incrédula, concentram-se à volta do PS e do PSD, mas não só: António Costa (que não por acaso disse que, se fosse deputado, votava em Fernando Nobre), Emidío Rangel, Henrique Monteiro (cuja crónica no Expresso, esta semana, não por acaso, era um elogio e um apelo ao voto em a Fernando Nobre), e José Nuno Martins, António Nunes, os famosos Miguel Relvas e Isaltino Morais, João Soares, etc, etc, e custa-me a imaginá-los de avental, de cabeça tapada, em ridículos rituais.

Porquê? Alguém consegue explicar-me?

Para agirem como grupos de pressão, grupos de influência? Mas, para isso, tem que haver secretismo, rituais?

Não percebo.