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sexta-feira, fevereiro 13, 2015

As 50 sombras de Varoufakis ou o escaldante encontro entre ele e Christine Lagarde. O efeito FMI parece ter-se transferido de Strauss-Kahn para a Lagarde. Depois da carga erótica que as fotografias revelam, não sei onde é que a coisa vai acabar mas só pode acabar bem.



Varoufakis e Christine, a ternura entre o FMI e a Grécia, a atracção dos opostos

e o admirável mundo das fifty shades of money







Bronzeada, feroz no seu cabedal, poderosa e in black, sorriso deleitado a prenunciar aquilo a que estava disposta, Christine Lagarde nem disfarçou.

Provavelmente com cinto em metal, talvez uma corrente com dupla utilização, com certeza com lingerie em tigresse et noir, com certeza com bota de cano alto e salto agulha, a ninguém passou despercebida a química revestida a alta voltagem que ali se gerou.


Ando arredada de notícias pelo que não sei se é conhecido o teor da conversa mas não me chocaria que logo ali tivessem combinado uma sessão em privado.

Se a coisa foi de tipo tranche strip, por cada tranche de amortização da dívida desfasada salta uma peça de roupa, isso não sei.

Se a coisa meteu promesssa de venda nos olhos também en noir, também em cabedal, algemas, chibatinha, e outros apetrechos, isso também não faço ideia.

Agora que o climinha esteve armado, ah, lá isso esteve. Não sei se pintou, se rolou, mas se ainda não, será uma questão de tempo. Varoufakis todo engatatão, ela toda prontinha para o flirt ou, quando a coisa aquecer, dominatrix ela, dentinho arrebitado ele, só de vê-los todo o mundo percebeu que a coisa tem tudo para prometer ser em grande estilo. 

Ela é um pouco mais velha e deve ter toda a escola FMI. Com certeza que Strauss-Khan deve ter feito shadowing com a sucessora, passando-lhe todos os dossiers, todas as boas práticas.

Tudo coisas capazes de intimidar qualquer calcinha mas nada que assuste um campeão como o Varoufakis, que tem ar de ter competência para lidar com a alta e a baixa finança.

Pelo ar dele, todo olho no olho, todo ele cumplicidade, as sombras a misturarem-se, os sorrisos já mergulhados um no outro, não dá é para perceber como não houve logo ali uma cena de beijo na boca.

Na volta, a seguir à sessão de fotografias, foram para uma salinha para acertarem uns pormenores relativos ao serviço da dívida e não perderam tempo, anda cá, Yanis, que és meu, e tu também, Chris, anda cá que és minha.





Mas uma coisa há: agora que os vejo juntos, acho-os parecidos, o mesmo nariz, a mesma boca, o mesmo sorriso. Se ele pusesse uma cabeleira igual à dela e se ela rapasse o cabelo para ficar com aquela cabeça malandreca até poderiam inverter os papéis. Ele de fio dental e bota alta, blusão de cabedal e chibatinha na mão, ela carregadinha de testosterona a avançar para ele, algemas na mão, sorriso castigador na ponta dos dentes. Aí ainda as coisas poderiam ser mais calientes, prometendo uma verdadeira desbunda retro-erotic.

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E, agora que já me alinhei com a comunidade invocando as 50 sombras de Grey, já posso dizer o que acho disto tudo: obviamente a Grécia vai sair-se bem. Aliás: já está a sair-se bem.

Se há láparos e seguidores que gostam de andar de gatas ou de perna aberta, é lá com eles. Agora uma coisa é certa: já pouca gente há que não despreze esta gente que se deixou pisar por bardajonas e que não faz outra coisa senão pedir mais.

Angela Merkel, uma coisa já fora de prazo,
prontinha para ir chatear outros, levando consigo a laparada que já ninguém aguenta

Alexis Tsipras e as mulheres.


E se a matrafona está capaz de arrumar as botas,
em contrapartida, veja-se o sucesso da rapaziada grega,
 gente com tudo em cima, sorridentes, atraentes,
 sexys à brava, porra.








E viva a Grécia e viva o Varoufakis e viva o Alexis
e viva quem está vivo e viva quem quer viver com esperança no futuro
e viva o humor. E viva a sedução e viva o amor.

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Não tenho os livros das sombras, não os li, não vou ler, não vou ver o filme. Do que folheei na livraria e do que vi na apresentação do filme, parece-me coisa infantilóide, fantasia de adultos literariamente pouco evoluídos e sexualmente muito acorrentados (a preconceitos, claro).



Parece que o público feminino predomina, embora o público masculino aparentemente não lhe fique indiferente. Talvez seja uma espécie de libertação, acredito que algumas mulheres, lendo cenas pretensamente mais ousadas, se sintam arrojadas, libertárias. Nada contra, cada um é como cada qual.

Mas o actor que escolheram para fazer de Mr. Grey parece apanhado em verde, incapaz de qualquer coisa que se aproveite, uma variante de ronaldinho. Haverá anastácias desta vida que caiam de quatro perante um copinho de leite, um pãozinho se sal destes? Duvido.


As Cinquenta sombras de Grey - Trailer

com Jamie Dornan e Dakota Johnson





Um dia destes dispo-me de preconceitos e invento eu aqui um conto à maneira, coisa para adultos mesmo. A ver se não empolgo mais as hostes do que a E.L. James! Tenho é que impedir os meus filhos de lerem o blogue nesse dia e depois, no dia seguinte, retiro logo o conto de circulação. Como personagens, para a coisa ter ainda mais pimenta, usarei autores de blogues que costumo ler. Me aguardem...

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E é isto. O cansaço está a dar-me com força. Tenho tido uns dias mesmo muito esgotantes (e emocionalmente um bocado stressantes) e, por isso, hoje não consigo partir para um segundo post nem consigo desenvolver mais, tenho mesmo que ir descansar.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira 
e vamos esperar que, daqui para a frente, de cada vez que Passos Coelho ou Cavaco digam nova inconveniência lhes caia um dentinho. 
Em directo.
 (Rapidamente vão ficar completamente desdentados, ainda mais impróprios para consumo do que já são)

..

domingo, outubro 26, 2014

Passos Coelho acha que os jornalistas e comentadores são preguiçosos, marias vão com os outros, não estudam as matérias, dizem coisas patéticas e deviam pedir desculpa ao País. Ora bem, temos, portanto, Passos Coelho em versão Dominatrix. Ui. ///// E que dirá ele da versão de Carlos Mendes sobre "O Crato"?... Será que vai também exigir ao Carlos Mendes que peça desculpa ao País...? Ui... que o Carlos Mendes já deve estar aflitinho da vida.




Vinha eu no carro e, às horas certas, pusemos o rádio na TSF. Pois não é que lá estava Passos Coelho, voz empolgada, a perorar contra os mandriões que invadem a comunicação social a dizer que a sua governação tem sido um fracasso? Que nada, tudo melhor, a dívida um miminho, o desemprego ainda melhor, o PIB ora, ora, de vento em popa, a confiança dos empresários também do melhor, a situação do ensino, da justiça e de tudo o resto boa, boazona como nunca antes... e esses calões a papaguearem a conversa uns dos outros. Patético. Deviam ter a humildade de pedir desculpa.


Transcrevo uma parte do que o Público descreve:

O momento mais inflamado do discurso – que encerrou as jornadas parlamentares da maioria PSD/CDS – aconteceu quando o primeiro-ministro atacou comentadores, depois de se ter referido a jornalistas também. “Todos os comentadores e jornalistas podem olhar para os números e saber o que eles dizem”, afirmou, para logo lamentar: “Pena que para neste exercício de coerência muitos sejam preguiçosos e às vezes orgulhosos. Têm-se dito no debate público inverdades como punhos”.

(...)

“Chega a ser patético verificar a dificuldade de gente que se diz independente tem de assumir que errou, que foi preguiçosa, que não leu, que não estudou, não comparou, que não se interessou, a não ser em causar uma boa impressão de dizer ‘Maria vai com as outras’, o que toda gente diz porque fica bem”, afirmou, arrancando uma forte salva de palmas.


Passos Coelho no seu melhor, portanto. 

Ora eu já estou como o Der Terrorist: também acho que grande parte dos jornalistas e comentadores são preguiçosos, papagueiam o que os funcionários e assessores dos gabinetes comunicação dos ministérios dizem. Mas não era a esses que ele se referia. Cá para mim referia-se, isso sim, a Manuela Ferreira Leite, a Pacheco Pereira, a Pedro Marques Lopes, ou a Nicolau Santos, a Pedro Santos Guerreiro e a todos quantos ousam desdizer o discurso oficial.

Já no Expresso tinha lido que a chefe dele, a Pinókia, se tinha apresentado no outro dia no Parlamento toda mandona, castigadora, dominadora, dando ralhetes aos deputados e tudo.

Depois das cenas de Perdoa-me que mandou o C-Rato e a Cruzes-Canhoto fazerem, eis o Láparo de volta ao seu número preferido: ele e a sua Mestra como um grupo de castigadores, cada um armado em dominatrix. Cuidado com eles.


Estão danadinhos para distribuirem tau-taus a torto e a direito. 

Ui....




E nada de serem piegas, senhores jornalistas e comentadores. Apanhem e mostrem que gostam.


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Recebi agora por mail um vídeo com Carlos Mendes a dedicar uma canção a Nuno Crato e a outras adjacências. Vou já divulgá-lo embora receie que o Láparo Dominatrix ainda um dia destes dê uma desanda no Carlos Mendes, umas chibatadas verbais, e o obrigue a ajoelhar e pedir perdão.


Por isso, en garde, Carlos Mendes.





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Volto de novo a este mail para lhe juntar o início do artigo de Nicolau Santos no Expresso online de segunda-feira a que ele deu o título de : O dr. Passos nunca errou. Só ele é que vai com o passo certo.




Ao dr. Passos não lhe bastam a cumplicidade entusiástica do dr. Marques Mendes, porta-voz oficioso do Governo. Ou o criticismo benevolente do Prof. Marcelo e do dr. Morais Sarmento. Ou os elogios firmes do dr. João Carlos Espada. Ou a cobertura científica dos professores João Cantigas Esteves e João Duque. Não. O dr. Passos é ambicioso. Queria mais.


...

domingo, fevereiro 02, 2014

Para ser coadjuvada na organização do antes e na reconstrução do depois, estou a pensar seguir o exemplo da dominatrix do vídeo que aqui vos mostro. Se ela, só para receber o marido, recorreu a este estratagema, eu, para receber também os meus pimentinhas (e respectivos progenitores), tenho mais do que razões para recrutar uma resma de masocas...!


No post abaixo já vos falei das razões particulares para a animação que hoje (uma vez mais) reinou aqui por casa. 

E, claro, da animação nasce a desarrumação. E antes da animação há a preparação. E, depois de tudo, começa outra fase que é a da arrumação.

Ou seja: agora que aqui estou, a coisa já está minimamente regularizada mas acho que, daqui para a frente, vou adoptar a táctica da dona de casa que aparece no vídeo que vos vou mostrar lá em baixo.

Entretanto, mostro-vos um bocadinho da festa que acontece de cada vez que os quatro pimentinhas estão juntos. 


Chegaram vindos da ginástica e, portanto, supostamente cansados. Mas qual cansaço...? Nenhum. 

Depois de almoço brincam, brincam, pegam-se uns com os outros especialmente quando o sono espreita, fazem as pazes, brincam, brincam. É que nem pensar em dormirem a sesta. Nada. Depois lancham. E, a seguir, brincam, brincam, brincam. Só quando, ao fim do dia, caem no carro é que adormecem, perdidos de sono com tamanha estafadeira.

A minha bonequinha mais linda está grande, doce e sempre muito feminina. 

No meio da maior confusão que os três rapazes armam, ela mantém-se a brincar sossegadinha. 

Hoje estava com o cãozinho de louça que se vê na fotografia. 

É um cão a que achei muita graça uma vez em que estava em Honfleur e com saudades da minha cadelinha que tinha ficado em Portugal. A minha não era nada assim, era uma boxer, mas enfim, cão é cão. 

E então hoje a minha menina pegava-o ao colo, tapava-o, toda maternal a tomar conta do cãozinho. 

Claro que volta e meia se passa com os primos mas é coisa passageira, pois adoram-se. E com o irmão é uma doce, meiguinha que só visto.



O bebé é um pândego. Está quase a fazer ano e meio e já é super-independente. Come completamnete sozinho, seja o que for. Senta-se à mesa e nem é preciso assistência: seja sopa, seja peixe ou carne, seja sobremesa ou iogurte, manueseia a colher como um rapaz crescido. Por exemplo, revira a embalagem de iogurte para limpar tudo com uma destreza surpreendente. Até lambe a parte de dentro da tampa.

E imita a irmã e sobretudo os primos em tudo o que os vê fazer. Ri, 'fala', brinca na maior das alegrias. Gosta imenso de fazer 'moches' ao primo ex-bebé e o ex-bebé, que adora o primo-bebé, deixa-o fazer tudo o que quer. Hoje fazia de cavalo e transportava o primo ou, simplesmente, andavam na brincadeira no meio do chão.


E depois, de vez em quando, são os três mais crescidinhos que começam a fazer desenhos e jogos uns com os outros, compenetrados. 

O mais crescidinho já sabe escrever sozinho, descobrimo-lo para nossa surpresa. Começou a aparecer com frases escritas e coisas da lavra dele (ou seja, não eram palavras copiadas). Ninguém lhe ensinou, aprendeu sozinho. Sabe as letras e, pelos sons, deduz.

Claro que, volta e meio, lanço-lhe desafios a que ainda não consegue ir e fica todo arreliado comigo, acha que estou a chateá-lo (e estou... adoro pregar-lhes partidas e, para ele, são partidas que lhe prego quando lhe peço para escrever coisas a que ele, pela dedução, ainda não chega). Por exemplo: agora não me lembro qual a palavra mas sei que metia um lh e duas vogais juntas. Agora que estou a escrever isto só me lembro de coelho mas não foi, não ia sacrificar a criança com uma malapata dessas. 

E, no meio da confusão, ainda houve lugar para cortes de cabelo. O bebé já estava cabeludo, o cabelo a precisar mesmo de uma aparadela. Não foi fácil porque não pára quieto mas ficou mesmo giro, muito rapazinho, cabelinho todo curtinho.

Quem, de imediato, foi logo buscar um banquinho para que eu lhe cortasse também o cabelo foi o ex-bebé. Adora. Nem se mexe. Até me chama a atenção para cortar mais aqui ou ali para prolongar a sessão. 

Mas, enfim, como eu também adoro cortar cabelos, fico toda contente quando tenho clientela.

Bom, mas voltando à 'cena' da trabalheira que estas movimentações sempre envolvem, dizia eu lá em cima que, de futuro (um futuro muito próximo, a começar já este domingo - pois quer-me cá parecer que daqui a nada já cá os tenho de novo), vou adoptar os truques da senhora do vídeo aqui abaixo.

Ora vejam se não é uma boa (uma boa ideia, quero eu dizer).




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Sobre festas de aniversário, stripteases e parabéns a você, é favor descerem até ao post seguinte o qual não é recomendado a meninas seja de que sexo forem.

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Estava cheia de boas intenções, queria responder aos comentários e aos mails. Mas não consigo, estou cheíssima de sono. E ainda quero dar uma espreitadela ao Expresso, sendo mais do que certo que adormecerei a meio.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo, belo domingo.


sábado, novembro 30, 2013

Acções dos CTT - parece que a procura dos pequenos investidores já supera em 10 vezes a oferta. Pois eu, para que conste, não me cheguei à frente. Não concordo com a privatização dos CTT pelo que, por muito aliciante que o investimento possa parecer, não serei accionista dos Correios de Portugal. O País a ser vendido a retalho (e de forma descontrolada) e nós a pormo-nos a jeito. Até parece uma cena bondage. Credo.


Um dia, quando dermos por ela, estaremos completamente nas mãos de quem se está marimbando para nós.

A EDP e a REN na mão da República Popular Chinesa, a ANA nas mãos de franceses que desde que lá deitaram a mão já aumentaram duas vezes as taxas do aeroporto, a TSF e outros órgãos de comunicação social nas mãos de angolanos, a PT nas mãos de Angola, Brasil e incertos, os bancos nas mãos nem se sabe de quem, grande parte das empresas industriais nas mãos de brasileiros, alemães ou outros, os CTT também nas mãos de incertos... e por aí fora.


Uns retirarão de Portugal os centros de decisão com o que isso significa em termos de desemprego do mais qualificado que há e em desinvestimento generalizado, outros retirarão as sedes sociais para não pagar cá os seus impostos, outros anularão direitos dos trabalhadores.

Isto é a verdadeira perda de soberania. O que Passos Coelho e Paulo Portas têm estado a fazer a Portugal é isto - danos irreparáveis que se farão sentir por gerações. A eles devem ser atribuídas as responsabilidades por esta situação dramática que está a acontecer debaixo do nosso olhar passivo e submisso.

Uma coisa quase na base do que se vê aqui abaixo: um bando de malfeitores manipulou a opinião pública de forma a acharmos que estávamos doentes, que precisávamos de tratamento de choque. Só que, em vez de médicos honestos, saíu-nos uma gente que gosta de cenas bondage. Tiram-nos o couro, o cabelo e a roupa, deixam-nos de mãos atadas (o irrevogável vice-Portas dixit), põem parte da população de gatas e inflingem sevícias de toda a espécie. 


O drama é que, ao contrário do que acontece no vídeo abaixo, no nosso caso não é para os apanhados: é mesmo a doer.


Cenas sado-masoquistas com uma putativa médica.


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