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terça-feira, outubro 09, 2018

Ninguém nos pode parar.
["Seria incapaz de amar um filho homossexual" - palavras de Jair Bolsonaro, o preferido de muitos milhões de Brasileiros]


No outro dia recebi, via YouTube, notícia de um novo vídeo da União das Tribos. Fui vê-lo. Curioso: justamente no dia em que pessoa amiga me disse que tinha estado a almoçar com um conhecido nosso que eu pensava que ainda estaria a viver em Berlim.

Vendo o filme perceberão melhor a relação com o que vou escrever a seguir.


Como ontem referi, vou escrever com pinças. Não quero que alguém consiga saber de quem vou falar.
Lembro-me sempre de que uma vez escrevi aqui um texto violento, insurgindo-me contra uma situação que muito me abalou. Pelo tema que era, não disse o nome da pessoa envolvida nem, em meu entender, disse fosse o que fosse que a pudesse identificar. Mas penso que deixei transparecer o meu asco por quem tinha praticado tais actos. Pois bem: no dia seguinte recebi um mail da dita pessoa. Fiquei estupefacta. Era uma carta sentida. Dizia que se tinha reconhecido no que eu tinha escrito. Negava o seu envolvimento no caso e dizia que, de tudo aquilo pelo que tinha passado (e era muito), nunca nada o tinha feito sofrer tanto como as minhas palavras. Quando acabei de ler o mail, eu estava petrificada. Poderia ser que ele estivesse inocente? Seria possível que estivessem todos enganados, acusando-o injustamente, e que eu também estivesse a cometer uma tremenda injustiça? Li e reli. Eram palavras toldadas pela mágoa e nelas reconheci a verdade.
E, no entanto, relendo as minhas palavras, ninguém poderia adivinhar que era ele. Só ele. Escusado será dizer que fui alterar o meu texto e lhe pedi mil desculpas. E nunca mais deixei de me lembrar: toda agente é inocente até prova em contrário. E à Justiça o que é da Justiça. De facto, foi ilibado. De facto, eu e meio mundo estávamos enganados. Nunca me arrependerei o suficiente: como fui capaz de fazer sofrer tanto uma pessoa, ainda por cima uma pessoa inocente?

E nunca mais me esqueci de outra coisa: tem que se ter cuidado com o que se escreve aqui.
Outra vez falei aqui de uma pessoa com quem trabalhei, a pessoa com quem, até hoje, mais aprendi a todos os níveis. Um senhor. Um grande amigo. Aprendi o que é a confiança absoluta. Nunca ninguém confiou tanto em mim. Tinha defeitos e algumas pessoas odiavam-no. Eu reconhecia os seus defeitos mas gostava dele a ponto de tudo lhe desculpar. Nunca conheci ninguém tão inteligente, tão descarado, com tanto sentido de humor. Um sedutor. Um estratega. Um desafiador.
Não referi nome, traços fisionómicos, dados pessoais. Nada. No dia seguinte tinha um mail de uma Leitora que me dizia: conheci a pessoa de que falou, era exactamente assim. E dizia o nome e qual a empresa onde o tinha conhecido. Era verdade. Era ele e de facto, antes de ter trabalhado na empresa onde eu trabalhava, ele tinha trabalhado nessa empresa.
Mas isto para dizer que tenho que ter cuidado quando falo de alguém pois pode essa pessoa reconhecer-se e não gostar que eu esteja a fazer revelações sobre ela.
É o caso.

Conheci esse jovem de que falo lá em cima há uns anos. Discreto, afável, inteligente. Começou a progredir. Toda a gente lhe reconhecia valor. Passou a viajar bastante, em serviço. Era muito eficaz e alguém em quem se podia confiar para levar a cabo missões mais difíceis. Falava inglês fluente, tinha à vontade a falar em público. Low profile mas seguro, tranquilo. Almocei várias vezes com ele. Boa conversa, simpático. Os outros homens contavam viagens comuns, relatavam feitos. Sempre discreto, ele era um bom parceiro. Nada exibicionista mas também não excessivamente reservado. Lembro-me de um jantar no Porto, num restaurante escolhido por ele, o vinho escolhido por ele. Tudo irrepreensível.

Até que, um dia, um outro com quem tenho uma relação de uma certa cumplicidade, me disse: 'Cá para mim ele é gay'. Achei um disparate. Protestei: que disparate. Nem sinal disso. Nem um trejeito, nem um maneirismo, nada, nada, nada. Ele disse-me: 'Fui a um bar na sexta à noite e vi-o, numa mesa ao canto, estava com outro e tinham a mão em cima da mesa, como se estivessem prestes a dar a mão. Não me viu'. Achei uma conclusão despropositada. Às tantas tinha calhado porem o braço na mesa e ele ali, logo, a lançar tal suspeita. É que nunca, nunca, nada, nem uma forma de rir, nem um olhar suspeito, nada. 

De quando em quando, voltava à carga: 'Nunca se lhe ouve uma palavra de uma namorada, nada. Nunca nem uma palavra da vida privada. Não acha esquisito?'. Respondia: 'Não. Não acho nada. É discreto. E faz ele bem'

Pois bem. Continuou a sua justa progressão profissional, sem ninguém saber o que quer que fosse da sua vida. Sabia-se apenas que vivia num belo e caro apartamento numa das melhores zonas de Lisboa.

Até que um dia, do nada, a novidade estalou: demitiu-se. Pasmei. Toda a gente pasmou. Perguntei: Mas porquê? O que aconteceu? Faz aquilo de que gosta, parece sempre tão motivado, ganha tão bem. Disseram-me: 'Diz que vai viver para Berlim, diz que vai ter com a namorada. Diz que lá ia de vez em quando, ao fim de semana, mas que quer ir viver para junto dela'. Perguntei: Mas tem lá trabalho? Que não, que ia sem nada, simplesmente queria fazer lá a sua vida, e que arranjaria qualquer coisa. Fiquei admirada. Eu e toda a gente. Se houve ascensão meteórica, foi a dele. Toda a gente reconhecia o seu valor e era recompensado principescamente.

Mas foi.

Há uns anos. Esqueci-me dele. Pois bem, para minha surpresa, disse-me agora o meu amigo: 'Sabe com quem almocei?' E contou: 'Regressou. Telefonou-me. Fomos almoçar'. Perguntei: Mas então? O que aconteceu? Ele explicou-me: 'Parece que não conseguiu arranjar trabalho que lhe agradasse. E parece que o namoro também não correu bem. O não ter trabalho fez com que as coisas se degradassem. Voltou sozinho. Está a tentar montar a sua própria empresa'. Pensei logo que, se quisesse voltar, teria as portas abertas. O meu amigo disse: 'Também lhe disse isso mas ele disse categoricamente que não'.

Fiquei calada, sem perceber.

O meu amigo disse-me, então: 'Eu tinha razão. Ele é gay. Ele não diz nada e eu também não falo nada. Uma amiga contou-me. Contou-me que não era uma namorada coisa nenhuma em Berlim, era um namorado. Contou-me que ele saíu de cá porque vivia apavorado com medo que descobrissem'. Respondi: Mas que mal teria? Ele disse-me: 'Reconheça: é um meio conservador, machista. A minha amiga disse-me que ele não conseguia imaginar o que pensariam quando descobrissem. Tornou-se insuportável para ele manter a capa, esconder. Não conseguia mais. Ele diz que nunca ninguém desconfiou mas ele tinha horror de que um dia percebesse uma piada, de que desconfiasse de que os outros sabiam e falavam pelas costas'

E eu fiquei a pensar como deve ser horrível a vida das pessoas que se sentem obrigadas a esconder a sua natureza com medo da rejeição.


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A afirmação completa de Jair Bolsonaro, o candidato mais votado nas eleições do Brasil, é a seguinte:
"Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí" 
Bolsonaro, a par de Trump e de outros, é mais um caso extremo entre os políticos civilizados do nosso tempo --  mas a verdade é que a maioria dos votantes brasileiros escolheu-o a ele. E, para angústia dos democratas e das pessoas que prezam a liberdade e a tolerância humanista, pode acontecer que seja o próximo presidente do Brasil. 

Terá, com ele, milhões de pessoas que apoiam as suas ideias cavernícolas e assassinas. Parece mentira, parece uma loucura -- mas é o mundo perverso em que vivemos, um mundo a ser devorado pelo populismo.

Qual a vida das pessoas como aquele meu conhecido que, apesar de viver num meio civilizado e tolerante, teve medo que descobrissem a sua orientação sexual e fugiu? Como será para um homossexual viver num país presidido por um perigoso troglodita como Bolsonaro?

Quantos se esconderão atrás de máscaras --  em segredo sussurrando as palavras do refrão de 'Ninguém nos pode parar'?

Vamos fugir
Vamos deixar que as estrelas nos guiem
Vamos tentar
E começar noutro lugar
E vamos fugir
Vamos deixar que as estrelas nos guiem
Vamos lutar
E encontrar outro lugar 


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Não levem a mal que hoje não responda aos vossos comentários (e que bons eles eram...). O meu dia não foi fácil e, ainda por cima, foi longo. Cheguei a casa muito tarde e muito cansada. E ainda quero forçosamente tratar de um assunto profissional antes de me ir deitar; e, como um mal nunca vem só, amanhã tenho que madrugar. Por isso, desculpem-me mas não consigo. Se amanhã tiver a cabeça mais fresca, tentarei responder.

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segunda-feira, outubro 08, 2018

Reportagem vídeo feita in heaven pela grande cineasta UJM.
Uma revelação, é o que vos digo.
Sir David Attenborough teria muito a aprender aqui com a je




Inspirada pela fabulosa Gina Geia, a mais inspirada e descomplexada blogger que conheço, decidi voltar a fazer vídeos. Tinha feito uma meia dúzia deles por altura dos dois milhões de visitas ao Um Jeito Manso mas aquilo não me deve ter entusiasmado por aí além pois a verdade é nunca mais me lembrei de reincidir. Mas também, diga-se em abono da verdade, aquilo não era bem uma cena de vídeos-vídeos, era nem sei bem o quê com o telemóvel, talvez uma graça, uma diversão, uma experiência. Ou outra coisa qualquer, não faço ideia.

Mas agora andava com vontade de fazer uma espécie de reportagem. Mas já se sabe que, em coisas assim, não sou capaz de ter paciência para me aplicar a sério. Podia estudar alguma coisa, ver uns tutoriais. Mas, a sério, não me chega o tempo e a paciência para grandes apuros em matérias que prefiro de puro gozo.


O caso é que hoje de manhã peguei na máquina fotográfica e usei-a para filmar enquanto andava. Nunca antes o tinha feito com a máquina. Sempre fui de fotografar, não de filmar. Mesmo dos meus filhos em pequenos: milhares de fotografias e uma coisa que havia na altura, diapositivos, mas zero filmes. Prefiro o imobilismo dos instantes.

Mas isto a gente tem fases. Ou vipes. Whatever. Apeteceu-me. Então, fui andando e filmando. Fiz um primeiro para ver se estava a gravar o som. Depois fiz outro. Às tantas aquilo começou a apitar, uns pi-pi-pis discretos. Olhei e não vi nada de especial. Continuei. De seguida fiz mais uns quatro ou cinco, pensei: 'se ficar razoável, publico um por dia' -- e aquilo com aqueles pi-pi-pis. Quando me ocorreu ir ver se tinham ficado bem gravados, vi que o segundo tinha sido interrompido e, portanto, acabava abruptamente. E mais nenhum. Fiquei a pensar no que é que teria feito mal. Depois percebi: a pastilha tinha ficado cheia. Portanto, fiquei com o primeiro que era só uma experiência para perceber se funcionava e com o segundo que acaba sem se perceber porquê. Um desastre.

Agora à noite estive a ver a obra no computador, com o meu marido ao lado. Escuso de reproduzir os seus comentários: minimalistas, irónicos, como se isto não fosse coisa para levar a sério e, portanto, nem valesse a pena comentar. E eu concordo com ele.


Estive, então, a ver se isto dava para ajeitar, para corrigir aquelas partes imperdoáveis em que, pensando que estava a fazer uma coisa habilidosa, pus a máquina ao alto e o resultado foi a imagem a fazer o pino ou a fazer uma prancha. Ou aqueles travellings tão velozes que até dão tonturas. Mas não descobri. Portanto, não levem a mal mas vai assim mesmo. Um nonsense pegado mas, acreditem, com a melhor das intenções. Amanhã ou noutro dia mostro o segundo. Não está melhor. As minhas palavras não são melhores que as imagens. Volta e meia não bate a bota com a perdigota. Se é assim que falo habitualmente vou ali e já venho. Mas agora não posso apagar o que digo e dizer coisas inteligentes. Fica assim e, se não se importam, conto com a vossa santa benevolência.


A ideia era tentar mostrar imagens do meu bocadinho de terra, captando o canto dos pássaros ou a música da aragem nas ramagens. Mas não consegui. Se calhar teria que accionar um outro modo de captação de som. Só que o manual da máquina é um tratado gigante e eu não me apetece pôr-me a ler aquilo tudo. Com tanto livro bom que tenho para ler não vou gastar o meu ex´guo tempo a estudar manuais de máquinas fotográficas. Penso sempre que, um dia que tenha tempo, aplico-me, esmero-me, apuro-me. Mas, cá para mim, isso nunca vai acontecer porque, quando tiver tempo para mim, hei-de dedicar-me à política, a missões não sei onde ou a outra coisa qualquer e marimbo-me para me aplicar a estudar para fazer coisas bem feitinhas.
[E, enquanto escrevo estou a ver as notícias desgraçadas sobre as eleições no Brasil e, por isso, estou meio desconcentrada. Era para aqui escrever sobre um tema inspirado por um vídeo muito interessante mas acho que terá que ficar para outro dia, talvez amanhã, pois, como perceberão se virem o vídeo e querendo eu escrever sobre casos reais, tenho que medir bem as palavras -- e isso não é consentâneo com estar com um olho no burro e outro no cigano]
E pronto. Esta conversa mole toda é para protelar o momento em que vou partilhar o vídeo "Passeio in heaven com a autora do blog Um Jeito Manso" porque sei que é uma maluqueira sem explicação. E a seguir vou ver se faço outra experiência aqui na máquina, a ver se dá para fazer filmes aqui em casa.


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As fotografias foram feitas este fim de semana in heaven e mostram telhas e reflexos do interior na janela da sala.

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Se quiserem saber o que acho da Clara de Sousa é só descerem

terça-feira, novembro 21, 2017

Bruno Maçães e o seu pénis viral.
Lily Lynch acha que o tema é pequeno demais para tanta prosa.
E sobre isto o que me espanta mais é ainda não saber o que pensa o nosso Marcelo sobre tal epifenómeno.




Continua a polémica em torno da pilinha digital do Bruninho.


Agora a Lily diz que não quer estragar a vida do Bruninho e que, por isso, não vai divulgar as fotografias que ele lhe mandou. Não diz, mas eu depreendo, que o que lá se vê não abona a favor do dono. E diz ela que não vale a pena, que o assunto é pequeno. Para bom entendedor... Se bem que nisto, como é sabido, tamanho não é documento.


Diz também ela que nunca falou em assédio. Talvez uma brincadeirinha de mamãe e papai adaptada aos tempos correntes (digo eu). Não se julgue que há, nesta minha prosinha, algum laivo de juízo de valor. Não há. Zero. Cada um sabe de si. Presumo que a conversa entre ela e o garboso cavaleiro da Eurásia tenha decorrido numa de calorosa empatia em que, às tantas, inocente mental como o Maçães tem carinha de ser, achou que estava a pintar e a rolar um climinha e de tal forma que se lhe empolou o ânimo a ponto de o pirilau ter resolvido fazer-se à selfie. Isto digo eu. A verdade é que a Lily se condoeu com a figurinha e, face às insinuações de que é russa e outras coisas, já veio deitar água na fervura, a ver se a pilinha do Maçães sai de cena. Pelo menos da cena dela.

E agora vai mais longe, a Lily: diz que na terra dela é normal pregar partidinhas a políticos, só mesmo para os humilhar. Ou seja, parece que ele lhe enviou mesmo fotografias do que ele acha que é o seu lado mais fotogénico (e se non è vero, è ben trovato) mas que ela não se importou a ponto de se sentir molestada e que só o divulgou para gozar com ele. Mas que daí a estragar-lhe a vida vai um grande passo.

Pronto. Ficamos, então, assim. Também não me pronuncio muito mais sobre a cena porque, no meio de tanta maluquice, chega-se a ponto de não perceber nada dela.

De resto, dele não sei mais nada. Nem sei por anda anda. Parece que vai publicar um livro. Não se sabe se escrito por ele se por algum dos escritores fantasmas da nossa praça. Parece que é qualquer coisa na base do intelectual... mas não acredito. Talvez intelectual à moda dele, uma coisa na base da "pura imaginação". Só sei que, de tudo o que lhe conheço, tem ar de quem não tem os cinco alqueires bem medidos.

Transcrevo da Sábado:
Durante mais de um mês, o antigo "ajudante" de Paulo Portas – que se apresenta como "ex-ministro dos Assuntos Europeus" no perfil do Twitter –, conviveu com ruínas antigas, palácios restaurados, refugiados em fuga, jovens manequins russas (sim, leu bem) e combates de boxe em pavilhões seculares. 
E volta e meia vêem-se fotografias dele armado em bom. Estranho. Alguém com cara e corpo de Maçães, com um espelho em casa e os parafusos todos no sítio, ia achar-se um garanhão? Ia publicar fotografias suas, armado em bom no meio de mulherame? Um cagalhoças destes...? Desculpem mas não me parece normal. E ex-ministro...? Ui. A criatura não bate mesmo bem da bola.

Dela, da Lily, já por aí li que o facto de ser blogger não lhe dá o título de jornalista. É que os jornalistas sentiram-se atacados na sua honra de excelentes profissionais (upa, upa na excelência) ao ter aparecido umazinha a assumir que mantém conversas com totós que lhe mandam fotografias da genitália. Jornalista que se preze não dá bola a totós. 


E, tirando toda esta pequena polémica, nada mais tenho a dizer a não ser que, se ele é mesmo disso, de andar a tentar cativar garinas internéticas exibindo os seus dotes baixos, então, certo e sabido que, mais dia menos dia, vamos mesmo ter por aí em circulação a pilinha virtual do Bruninho.

Esta não será uma das tão propaladas dick pics do Bruno Maçães
mas é uma pilinha que não renega a sua orientação partidária,
ou seja, uma pilinha do PSD --  of course


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Tirando isso, já soube que o nosso Presidente já estava mesmo à espera que o Porto não fosse escolhido para sede da Agência do Medicamento. Sabe tudo, o nosso Presidente. Quem sabe um dia destes não nos presenteia com a chave do Euromilhões. 


E, numa de afago à auto-estima, ouvi um senhor a dizer que, se fosse pelo mérito, tinha ganho o Porto mas que tinham querido uma cidade do norte da Europa e que, entre as três primeiras cidades, figurava Milão que, dizia ele, já é quase na Áustria ou seja, uma cidade do norte da Europa. Me engana que eu gosto. Um país habitado por zés pacóvios.


Ah, sim, outra novidade. A minha Beny desfilou como anjinho da Victoria's Secret na China. Ia disfarçada de Bella Hadid mas não despistou ninguém: era ela.


Aborrecido foi que a bela chinesa Ming Xi, ao desfilar dando às asinhas, tanta a alegria, derrapou e foi uma um trambolhão dos antigos. O terror das modelos. Ela bem continuou a rir mas coitada.



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Bem. 
À falta de mais notícias, termino com um gif 3D da autoria de Kate Bones

Glastonbury’s gay nightclub



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Lá em cima a União das Tribos e o Tim interpretam Sozinho num vídeo a não perder


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E um dia feliz a todos quantos por aqui passam.

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quarta-feira, março 01, 2017

Lojas de Lisboa
[4º de 8 Postais ilustrados de Lisboa, a bela]


Quando estou dentro de um dia assim, a sentir que é domingo mas com a vantagem de não ter que fazer ainda um monte de coisas para deixar tudo adiantado para a semana que aí vem, fico a sentir que estou de férias. E o que eu gosto de me sentir de férias... De um dia faço muitos dias, de cada hora extraio mil prazeres, parece mesmo que ando contra o tempo. 

Se durante a semana útil por aqui passasse, passaria de carro, depressa, a caminho de um qualquer lugar a que não poderia chegar atrasada. 
Mas, na maioria dos casos que aqui mostro, estes não são caminhos por onde se passe a caminho de reuniões executivas. Aliás, em muitas destas ruas nem passam carros ou, se passam, é bom que vão devagar para não deixarem parte da carroçaria nas paredes do casario, tão estreitas e inclinadas são as ruas.
Num dia como esta terça-feira de Carnaval, para mim dia feriado, vou devagar, espreitando tudo, sem qualquer pressa, não temendo não ter tempo para cumprir com alguma obrigação. O tempo estava meio cinzento mas assim é bom para fazer caminhadas de horas, nem frio, nem calor.

São bonitas as lojas em Lisboa e tão bonitas as mais tradicionais quanto as mais modernas mas de elegante decoração como esta que aqui se pode ver já abaixo. Gosto de as fotografar e, depois, aqui em casa, tantas fotografias faço que me vejo e desejo para fazer uma escolha razoável para vos mostrar. Acho que, partilhando-as, é a maneira de que, quem vive longe, possa ver o que os meus olhos viram. Espero que gostem.








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União das Tribos feat. Mafalda Arnauth - Contratempo



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E saibam, Caros Leitores, que abaixo poderão continuar a ver Postais de Lisboa. Há mais quatro. 
O próximo tem a ver com algumas coisas típicas de Lisboa.

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domingo, fevereiro 12, 2017

O chorajoãozinho do CDS, o desatinado láparo e a madame cristas da coxa grossa.
Quanto mais as sondagens se lhes baixam mais, eles, quais galinhas sem cabeça, andam às voltas.
Já o Domingues abalou e ainda eles andam atrás do assunto, incapazes de verem para além da ponta dos dedos.

[Chiça que já cansam!]

(Em actualização)




Há aquele ditado oriental que diz que, quando uma pessoa inteligente aponta para as estrelas, uma mentecapta põe-se a olhar para a ponta do dedo. E, se não é bem isto, é qualquer coisa nesta base.

Quando a equipa do Governo andava ensarilhada a ver se conseguia formar uma Administração para a CGD eu falei nisto aqui. Achei que o Centeno e o verdinho do primo Mourinho estavam a demonstrar não ter o savoir faire necessário para gerir um processo desses (é necessário muita diplomacia, muita politiquice, muito rabo pelado para formar uma mesa de jogo que agrade a todas as sensibilidades). Achei que Costa tinha que se chegar à frente. Depois também. Quando aquilo das declarações de rendimentos do Domingues & Cia. começou a ser empolado pela oposição (e já o Tribunal Constitucional metido ao barulho) voltei a falar nisto aqui: a turma dos PàFs é uma turma ressabiada, meninos que não descansam enquando não dão cabo de tudo, e o Centeno é menino do coro ao pé daqueles malandros encartados.
A CGD está-lhes atravessada há que tempos, quando mais puderem escaqueirar mais a desvalorizam, mais barata ela fica. E, se puderem causar danos graves neste governo, que continuam a achar que é ilegítimo, não se ensaiam nem um bocadinho. Cuidado com eles.
Costa e Marcelo, dizia eu, nessa altura, deveriam sair a terreiro para neutralizarem os danos que o PSD e CDS pudessem causar, para ver se a equipa das Finanças conseguia desarrincar uma solução alternativa a Domingues e a Caixa podia avançar com as operações necessárias ao seu reequilíbrio financeiro.

Felizmente, assim aconteceu embora, infelizmente, a alternativa que arranjaram fosse pouco mais que medíocre. Macedo não é flor que se cheire e, nos actos que pratica, é mais a fama que ele alcança do que o proveito real que se divisa. Mas, enfim, o problema foi estancado, arranjou-se uma administração e a famigerada recapitalização pode começar.


Só que os PàFs são mais tinhosos que a peste suína. Não largam. Não largam, não deslargam, não descansam enquanto não virem sangue a escorrer.

O Domingues já se foi embora e eles aí continuam. Caniches raivosos, ladram por tudo o que é canto e esquina. 

Mário Centeno tem provado ser um ministro das Finanças competente. Os resultados que tem alcançado são extraordinários dado o ponto de partida e dada a adversidade que tem encontrato, não apenas por cá como, inicialmente, pelos bafientos corredores europeus.

Agora que o seu mérito é reconhecido e o seu trabalho elogiado não apenas cá mas também junto dos anteriores cépticos, continuam aquelas fracas figuras presas a tretas que não interessam nem ao menino jesus.

Que o Centeno mostrou ser aselha a resolver questões que metem sensibilidades de divas e prima-donas já todos o sabemos, que se enredou, atrapalhado, a querer ver se acalmava o chinfrim crescente em torno da questão mas sem atinar bem com a saída do labirinto, isso já todos estamos fartos de saber.

Mas já acabou. 

O assunto está ultrapassado. 

O Domingues já se foi embora.

Agora há mil desafios pela frente. O PSD e a CDS deixaram a banca no lindo estado que se sabe. Devem saber, melhor que ninguém, o quanto há a fazer para arrumar a casa. Ou nem isso conseguem perceber...? Caraças. Incompetentes e inconscientes.


Há que consolidar a estabilidade financeira dos bancos. Há que olhar para a dívida. Há que relançar em força a economia. Mil desafios. E em vez de incentivarem o Governo, esta porcaria de oposição não faz outra coisa senão andar às voltas atrás do próprio rabo ou a cheirar o rabo uns aos outros.


As sondagens mostram bem o que os portuguesas acham do lindo trabalhinho que andam a fazer mas nem isso estas tristes almas penadas conseguem perceber.

Mentecaptos como são nem me admiraria muito de um dia destes, descerebrados como andam, ainda desatassem às bicadas na Maria Luís dos swaps e da Arrow, no Gaspar não-Acerta-Uma, no Vai-estudar-ó-Relvas ou no irrevogável vice-Portas. Quiçá o láparo se lembre até de levantar o assunto do seu esquecimento de pagar a segurança social ou outras das suas várias louváveis proezas. 

Que gente esta, caraças. Raios os PàFam.

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Lá em cima, António Manuel Ribeiro e Carlão interpretam, com a União das Tribos,  do seu CD "Amanhã", Só eu Sei Porquê 




[A propósito: grande concerto hoje da União das Tribos em Almada. Casa esgotada e rendida.]


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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Amanhã





Por estes dias terei que me deitar mais cedo. Tenho cá uns queridos habitantes que alvorecem cedo e para os quais quero estar disponível caso seja necessário. Acresce que hoje estou com uma dor de cabeça que me tolda as mãos. Isso a somar à dor de garganta que já está reduzida mas que ainda existe. Podia tomar um comprimido mas já basta quando são indispensáveis. Estou desde o início da tarde a ver se passa por si mas não. Também tive de tarde a casa cheia e, como sempre, o mais pequeno fez uma extraordinária performance, alto e bom som. Tirando ele, também os outros não pouparam nos decibéis. Ora barulho e confusão é do melhor que há para quem está com uma estúpida enxaqueca.

Não me queixo e tento disfarçar para não quebrar a alegria dos demais mas o incómodo foi avançando em crescendo.


Agora, quando peguei no computador, de cada vez que escrevia qualquer coisa aparecia-me uma voz a dizer, em voz alta, o que eu estava a fazer. Se eu escolhia um endereço, a voz lia, letra por letra, o endereço. Tinha sido o mais novo que, durante a escassa fracção de tempo em que mexeu no computador, não estando eu aqui, instalou a funcionalidade de 'narrador' que eu nem sabia que existia. O pior foi dar com a maneira de fazer calar a senhora. Valeu-me a mãe do pequeno génio que lá conseguiu dispensar a linguaruda.

Agora o computador está estranho, muito lento, com um delay entre o momento em que digito e o momento em que aparece¨m as letras no ecrã. Deve ter mexido noutra coisa qualquer. O poder de distruição de uma criança de quatro anos é incomensurável, Já o primo, com uns três anos, uma vez, num ápice, apagou-me do telemóvel os contactos, as fotografias, as mensagens: tudo. 

Portanto, estou assim: sem condições.


Não sei de notícias. Não vi o telejornal nem prestei atenção a Marques Mendes que, por acaso, até estava em fundo enquanto jantávamos. Mas vi agora no DN que Marques Mendes, o garganta funda do regime, contou que Passos Coelho convidou José Euardo Moniz para canditado por Lisboa. Não sei a que propósito, deve ser por ser uma cara conhecida. Na volta, se o marido da Manela der uma nega, o láparo avança para o Goucha. E, se o Goucha falhar, a Teresa Guilherme. Tudo gente na qual o pessoal laranja se há-de rever fortemente. Marques Mendes terá dado a entender que o Passos é um catavento mas eu acho que não é isso, inclino-me para que seja simplesmente destituído. E não digo de quê para não acharem que é embirração minha, na volta ainda fruto da dor de cabeça. 


Mas a sério. Uma pobreza franciscana de ideias, este PSD. Nem se consegue dizer muito mais sobre isto. Dá dó.


Leio também que nos States a perplexidade perante a aleatoriedade de reacções do Trump vai alastrando. Gente mais experiente aconselha-o a deixar-de de tweets destemperados ou a medir melhor o que diz ou a forma como destrata a comunicação social que não lhe agrada. E leio que os europeus estão preocupados não vá aquele maluco ainda arranjar um trinta e um e desencadear-se, para aí uma nova guerra.

Não é abstrusa esta preocupação já que uma coisa é a gente saber que em lugares relevantes haverá sempre alguém mais inteligente ou ponderado que evitará que um maluco qualquer carregue no botão errado -- e outra coisa é os botões perigosos estarem cada vez mais nas mãos de gente doida.

Custa perceber como tantos séculos de civilização descambaram nisto que se vê: essa mole humana que dá pelo nome de povo parece ter ganho aversão às elites (leia-se, aos melhores) e, quando vai votar, escolhe os mais básicos, os mais impreparados, os que se apresentam como palhaços, como biltres, como canalhas.

Dir-se-á que foram os tais melhores que estragaram tudo. Contraporei que, na minha modesta opinião, não foi bem isso. As elites tendem a preocupar-se com assuntos supostamente importantes e, para além disso, tendem a ser generosas e tolerantes para com os mais fracos. E o que me parece que aconteceu foi que não prestaram garnde atenção ao populismo que tem vindo a propagar-se e, não apenas isso, como deixaram que esses tais demagodos fáceis pusessem o pé à porta, que entrassem, que se fossem instalando. Ora lutar contra muitos medíocres instalados é complicado. Quem não é medíocre tem dificuldade em baixar-se para se pôr ao nível dos que o são. E a mediocridade e o perigo que daí vem alastra, quase sem resistência, como uma mancha de óleo imparável.


Felizmente ainda há quem se levante e denuncie, alerte, informe. Pode dizer-se que é chorar sobre leite derramado, chover no molhado, trancas à porta depois da casa arrombada. Pois. Mas mais vale isso do que nada fazer.

Kate Perry produziu um vídeo que não passa indiferente e que chama a atenção para os riscos que aí vêm caso o maluco do Trump ponha em marcha o seu desvairado plano de acções.

Se o fizer, o mundo vai continuar a regredir mas a regredir para onde pensávamos serem tempos mortos e enterrados.

Quando eu era jovem e assistia à integração na União Europeia com a expectativa de quem achava estar a entrar num mundo mais progressita e mais moderno, pensava que o meu futuro ia ser um mar de rosas e que o dos meus filhos seria a terra do leite e do mel e que os filhos dos meus filhos viveriam diariamente  a possibilidade de cumprirem a sua vocação, de construirem a sua vida em prosperidade e segurança.

O amanhã era, então, para mim a promessa de um dia sempre melhor.

Gostava muito de voltar a ter essa esperança inocente e despreocupada. Gostava mesmo. E gostava de saber o que fazer para lutar por isso.


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E abaixo poderão ver o vídeo de que acima falei.

IS HISTORY REPEATING ITSELF?


President-elect Donald Trump promises a registry for all Muslim-Americans. This heart-rendering PSA from executive producer Katy Perry (via Mashable) draws the parallels between what Trump plans to do, and horrific national tragedy of Japanese internment camps.


Directed by Japanese-Australian filmmaker Aya Tanimura, it tells the story of 89-year-old Haru Kuromiya. Spoiler alert: In the end, there is a reveal that although Kuromiya's story is true, she's being played in the PSA by actress Hina Khan, in prosthetics.

Director Tanimura told the LA Times that they cast the Pakistani-born Muslim actress to draw the clear connection between what happened then, and what could very well happen again. She also took to Twitter to thank Katy Perry, and remind everyone not to normalize what is happening in this country.




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As fotografias que usei ao longo do texto são da autoria do fotógrafo francês Thierry Bornier.

A música lá em cima é Amanhã da União das Tribos.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira.

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terça-feira, maio 24, 2016

Paulo Rangel - ou o deputado europeu do PSD que, digo eu, precisa que alguém lhe ensine algumas coisitas
( boas maneiras, por exemplo... não?)

[Mas, pergunto-me eu: o que é que se pode esperar de um partido que faz cartazes como este da JSD
“Isto Stalin(do), está!”...?

A ignorância e a estupidez, quando andam de mãos dadas e à solta, só podem dar nisto
]

É caso para perguntar se estaremos mesmo Rockin in The Free World - mas, enfim, deixo isso para a União das Tribos


Oh Caro Leitor que me enviou este vídeo... isso faz-se...? Não digo eu que ninguém me poupa? Senhores. Chega uma pessoa a casa com a cabeça feita em água, que isto são umas atrás de outras, e, abrindo a caixa do correio, dá com uma destas... Ai, que mal fiz eu para merecer tamanho castigo...?

Começo a ver o vídeo e nem estava a perceber, estava atenta à intervenção da senhora, à espera de ver, a seguir, o Rangelito a ter uma das suas exorbitantes intervenções. Eis senão quando vejo a criatura, a mal-comportada criatura, quase qual macaquinho encarrapitado no ombro da senhora, a fazer coisas parvas. 

Não sei se é porcalhão, se aquilo será um tique incómodo para quem vê, se quê. O que sei é que não quero um deputado português a fazer figuras destas. Que horror.

Não haverá por lá quem marque faltas de mau comportamento? Acho que devia haver porque uma destas deveria ser castigada. Que porquinha nos saíu a histérica criaturinha, credo.

Bogeyman in European Parliament


Portuguese MEP Paolo Rangel has a good ol' rummage.




Isto é muito mau.
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De qualquer forma, o seu chefe, o láparo de Massamá, também conhecido como o Tuga-Trump, deve apreciar o género porque, por mais que o rangélico petiz faça, continua a mantê-lo em posição de destaque.


passos coelho trump

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E vejam bem a mais recente aberração parida pelas mentes perturbadas da seita dos láparos cor de laranja.


“Da mesma forma que Estaline se considerava o único interpretador correto do verdadeiro comunismo, parece-nos que estamos perante um caso em que Mário Nogueira e o Partido Comunista Português, com o senhor ministro da Educação e o Partido Socialista a dizerem ámen, julgam-se os únicos iluminados naquilo que diz respeito às políticas de educação em Portugal”, justifica ao Expresso Cristóvão Simão Ribeiro, líder da JSD. 


Este cartaz, e a mensagem do mesmo, poderão num futuro próximo saltar das redes sociais para outras plataformas: “Utilizando uma linguagem que a esquerda bem gosta, a nossa luta não pára por aqui. Mais formas de combate político virão”. (Diz a mesma inteligente criatura: Aqui)


Ou seja, eles aí estão. Quando o desatino toma tonta das desmioladas cabeças do PSD/JSD, avançam as campanhas negras, as redes sociais com perfis aldrabados, os cartazes arruaceiros. Poder-se-ia pensar que é gente que se mete nos copos ou que inala coisas que não deve porque gente na plena posse das suas capacidades não consegue fazer tanta porcaria. Mas acho que nem deve ser isso: cá para mim, e do que tenho observado ao longo dos tempos, isto tudo é coisa de gente desqualificada, pouco abonada do ponto de vista intelectual. Não falo em ética neste contexto porque isso já é coisa elaborada demais para esta gentinha.

Isto é mesmo muito mau.
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Com tanta mediocridade, tanto jota-vale-tudo, tanto láparo-capacho, tanto cherne-concièrge, tanta gente caladinha quanto a essa coisa que, por entre os pingos da chuva vai andando (a TIPP), tantos burocratas a gerir o destino das nações, tantos agentes dos mercados a decidir o futuro do mundo, tanto idiota, tanto trump, não admira que o país esteja a caminhar como está, na europa a soberania e a democracia pelas ruas da amargura, nos States o pesadelo que pode estar a chegar, uma desregulação pegada.

Mas, enfim, poderemos sempre dizer que estamos

Rockin in The Free World


(Um grande som pela União das Tribos, uma banda formada por músicos conhecidos de grandes bandas portuguesas. 


Um grande som e um grande vídeo. Não deixem de ver porque é mesmo muito bom)




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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça-feira.
Sejam felizes, apesar de tudo.

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