E eu a gabar a presciência do algoritmo do YouTube. Está bem, está... Ou, então, está mesmo bem. Tem-me na conta de uma pírulas da cabeça e, se calhar, até sou. É que abri para perceber que coisa mais mirabolante era aquela e, quanto mais via, menos acreditava no que estava a ver e, menos ainda, que continuava a ver.
O que se passa é que, na volta, sou ainda menos preconceituosa do que penso que sou. É que, na ideia que tenho de mim, bastava ver o outfit para intuir que dali não saía coisa de jeito e bye bye maria odete. Mas eu, na realidade, pelo que constato, sou permissiva, tolerante, curiosa. Ou maluca.
Acho que nunca mais vou conseguir ouvir o Clair de Lune sem pensar nesta virtuosa pianista em alvos trajes menores, com uma rosa a aflorar-lhe os lábios, depois numa pose absurda, rodeada de flores, uma virgem sem tirar nem pôr. Tudo de um kitsch inenarrável. Quase dá vontade imaginá-la como deputada, uma cicciolina reciclada. Talvez deputada do Livre.
Acho que nunca mais vou conseguir ouvir o Clair de Lune sem pensar nesta virtuosa pianista em alvos trajes menores, com uma rosa a aflorar-lhe os lábios, depois numa pose absurda, rodeada de flores, uma virgem sem tirar nem pôr. Tudo de um kitsch inenarrável. Quase dá vontade imaginá-la como deputada, uma cicciolina reciclada. Talvez deputada do Livre.
Lola Astanova, a musa, interpreta Clair de Lune
Até já