Ela é a Sylvie Grateau da Emily in Paris. E, na série, o que veste e como se porta talvez a tornem mais apelativa do que a personagem principal daquela série da Netflix. Vivendo a vida de uma mulher livre que não tem satisfações a dar, irreverente, segura de si e elegante, ela mostra-se como uma mulher interessante a quem o facto de não ter a tenra idade da Emily, o facto de não fazer uso de redes sociais como a Emily, o facto de ainda ser casada e o facto de, profissionalmente, estar a perder autonomia face às regras da casa mãe (americana) em que trabalha não atrapalham quaisquer movimentos. Sylvie ousa em toda a linha.
Aparentemente também é (quase) assim na vida real. E se não é a primeira vez que aparece despida nas passadeiras vermelhas desta vida, esta última vez deu que falar. Ao assistir -- e ter lugar na 1ª fila -- do desfile outono inverno 2022/2023 da griffe Ami Paris, apresentou-se orgulhosamente transparente.
Está a caminho dos 60, é verdade. E daí?
Claro que eu não teria coragem para tal mas, confesso, tenho pena de ser tão betinha como sou. Tenho também pena de não ter o peso ideal que ela tem. Olho para Philippine e acho o máximo. Tomara eu conseguir fazer o mesmo.
A idade é, sem dúvida, uma coisa psicológica.
Ou melhor... também é física. Não precisa é de ser castradora. Pelo contrário, faz sentido que seja é libertadora. Uma pessoa fazer o que lhe dá na bolha, ousar, ousar à descarada, ousar à grande e à francesa, e não estar nem aí para o que digam. Isso, sim, deve ter uma coisa absolutamente fantástica.
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Já agora
Para quem queira aprender a andar com uma mulher fatal, aqui está Sylvie Grateau | Philippine Leroy-Beaulieu em Emily in Paris