Vocês, meus Caros Leitores, já devem ter percebido: sou um coração de manteiga. Não me importo de desancar nos poderosos mas apiedo-me na hora de criticar os fracos.
Por isso, desculpar-e-ão por ser tão branda com o láparo, com a madame da coxa grossa e com todos esses tristes. Tenho pena deles. Tenho este meu lado caridoso.
Órfãos do lado do cavaco, com os factos a demonstrarem todos os dias que andaram a fazer porcaria enquanto governaram, sem argumentos, sem causas, sem nada a que se agarrem para além do seu próprio rabo, com os números que atestam os bons resultados da so called Geringonça a serem-lhes esfresgados na cara por tudo o que é organismo nacional e internacional e, até, pasme-se, com comissários europeus a reconhecerem o mérito da estratégia seguida pelo Governo de Costa com o apoio dos 'acólitos' (Montenegro dixit) Cataraina e Jerónimo, estas pobres abéculas por aí andam a rabiar, querendo fazer alarido atrás de tudo o que mexe, mas, coitados, sem conseguirem mais do que o efeito dos estalinhos de carnaval.
E, queiram eles ou não -- inventem eles comissõezinhas de brincadeirinha para andarem a espiolhar os sms que um ressabiado com alma de alcofinha e escrúpulos de alcoviteira por aí anda a espalhar -- a verdade, verdadinha é que os cães ladram e a geringonça passa. E soma e segue mostrando bons resultados.
E é no seio do deserto intelectual que caracteriza a oposição pafiana, no meio do desatino esparvalhado em que estrebucham, que, volta e meia, nos aparece a funcionária da Arrows, a Miss Pinókia Swaps, bastamente conhecida pela seu fraco apego à verdade, a fazer declarações à comunicação social. Com o que diz, a dita madame poderia ilustrar na perfeição o que são factos alternativos.
[Quiçá Madame Albuquerque seja, afinal, a inspitarix de Kellyanne Conway, a grande defensora do palhaço Donald (a tal menina que, se necessário for, usa os ditos factos alternativos) -- e que, de passagem, faz propaganda à linha de vestuário produzida pela infanta Ivanka. Uma mulherzinha de alto coturno, portanto.]
E os portugueses -- que conhecem as bacoradas governativas da Marilu, as suas inconstitucionalidades orçamentais, os desaforos constantes, os descaramentos doentios, as inverdades patológicas, as sabujices schäublianas, os incumprimentos sucessivos, as comprometedoras distracções, as faltas de atenção para com o subordinado paulinho espertalhão -- pasmam com a sua cara de pau e interrogam-se: Madame Maria Luís da Arrows não tem espelho? Não tem decoro? Não tem memória? Não tem um neurónio que seja? Não tem censura interna? Não tem vergonha na cara?
Mas são perguntas retóricas. Os portugueses, que a conhecem de ginjeira, sabem bem a resposta. É uma resposta simples: não. Não a todas as perguntas.
(A senhora não perdia nada em ser analisada por algum especialista em desordens mentais. Chega a dar dó. Mas lá está -- é o meu lado piedoso a falar).
Mas chega de desabafos. Vamos mas é ao nimas. O filme hoje é dos bons. É entrar enquanto há lugares livres.
Estas coisas acontecem
- mais um vídeo do inigualável Luis Vargas
O comentário de Miguel Sousa Tavares sobre os resultados de 2016 e a reacção imperdível de José Gomes Ferreira
[Produções Geringonça]
......
(Oh Excelentíssimo Professor Doutor Economista Sapateiro José Gomes Ferreira, V. não me leve a mal mas a gente olha para si todo engasgado com isto tudo e tem mesmo que fazer um esforço do caraças para não chorar a rir. E ponha lá os óculos a ver se a gente o vê como deve ser, com essa carinha de inteligente a que já nos habituou. Já agora, e vai desculpar a curiosidade: ainda ninguém o convidou para o departamento de estudos da Arrows? Não? Oh que pena... Mande uma candidatura espontânea, quem sabe. Ou para aí ou para cassandra-adjunta do Dr. Medina. Ou para assessor cultural do Láparo, coitado dele, tão mal aconselhado que anda. Um mar de oportunidades à sua espera, Sr. Dr. Prof. Comentadeiro, já viu?)
.....
Já agora, antes de ir pregar para outra freguesia, permitam que dê a palavra à insuspeita Manuela Ferreira Leite.
Fala da CGD, de Centeno, dos SMS de Domingues, fala da oposição e do partido de que já foi líder.
Não sou dada a divinações que metam o capeta. Mas o Láparo é: ia o verão quente quando a excelência antecipou que em setembro o mafarrico daria as caras. Rimo-nos todos. Víamos as coisas bem encaminhadas, era mais uma patacoada do mal-encarado-mor, o rei dos ressabiados.
Veio setembro e a economia a melhorar, o desemprego a descer. O diabo afinal não tinha vindo. Gozámos.
Engano.
Estávamos a procurar no sítio errado.
Começámos, então, a ver que ao Láparo tudo lhe corria mal. Tudo. Tudo. Tudo o que fez de mal -- e foi tanta coisa -- começou a dar à costa. Que vendeu as melhores empresas a quem as quis levar, isso é um dado adquirido; que deixou o sistema financeiro numa desgraça já todos sabíamos, que implodiu parte dele era nódoa que se lhe tinha já colado à gravata, era um pin de que a sua lapela jamais se veria livre.
Mas agora sabemos da lástima que se passou na CGD: créditos sem critério, imparidades de criar bicho -- e tudo empurrado (com a barriga) para debaixo do tapete. Mais uma vergonha a somar a tantas que se plasmaram indelevelmente no seu triste CV.
Mas não só isso. Tudo o que antevê lhe sai ao lado. E é ele e a sua mestre-escola, a pinóquia do regime passista, a miss swap, a tal biscateira que agora é funcionária da Arrows e deputada nas horas livres. Ele diz uma palermice e logo aparece ela, despudorada, a esfolar o que ele matou. Uma dupla que seria de gargalhada se não fedesse.
Mas a verdade é que os indicadores não enganam e a geringonça afinal sabe o que faz, havia e há alternativa à austeridade cega, havia e há alternativa à sabujice e à cobardia perante Bruxelas e perante o FMI, havia e há um futuro digno para o país.
E eis que agora até vem o Banco de Portugal rever em alta as previsões e a dar boa nota da progressiva recuperação da economia, com a alavancagem favorável das exportações, com o retorno dos bons níveis de confiança, com o desemprego a descer e com perspectivas de, finalmente, a dívida começar, também ela, a descer.
E, como se não bastasse, Marcelo, aquele que qualquer ser inteligente não quereria ter como inimigo, não descansa. Numa óptica de patriotismo e de solidariedade institucional, Marcelo dá a mão ao Governo e, a dois, lutam pelo bom futuro do País. A cada palavra que diz, mais o tapete de debaixo dos pés do Láparo escorrega. Não se pode dizer que o Presidente lhe ponha todos os dias um par de patins porque isso se encarrega o ex-afilhado de Ângelo Correia de fazer. Ele próprio. Todos os dias. Fá-lo a torto e a direito. É isso e cuspir para o ar e depois ficar por baixo a apanhar com a cuspidela. Um ponto, este Pedrinho Abre-Portas, um case study ilustrativode como um láparo pode apresentar caracerísticas asininas.
Mas atalhando.
Passos Coelho está sem escapatória. Sem estratégia e sem cabeça para delinear sequer uma táctica credível, Passos é, desde há muito e cada vez mais, um peso porto dentro do PSD.
E, por todo o lado, como uma sombra, o belzebu.
Vestido de laranja, o dianho rebola-se a rir. Já se percebeu: veio para ficar enquanto Passos Coelho não bater em retirada.
Chega a dar dó. Coitado do Láparo. Alguém o ajude a ter uma saída minimamente digna porque, se não sai, o mafarrico não vai descansar enquanto não puser a nu o ridículo que é a sua liderança do partido. E, por tabela, danado que é este safado do berzabau vestido de laranja, não descansará enquanto não reduzir a pó o PSD, esse cada vez mais esfrangalhado partido que a Madame Cristas quer comer como se fosse um insignificante grão de milho.
Entretanto, consta que não só Rio mas também Rangel, essa grande figura da política laranja conhecida pelo seu assisado controlo emocional e vocal e pelos seus inquestionáveis hábitos de higiene, como quem não quer a coisa, já começa a perfilar-se para apanhar os cacos do aparelho e para aparecer perante o eleitorado pafiano como o último Homo Sapiens que conseguiu conservar o báculo, capaz de, sem levantar um dedo, f... tudo o que lhe apareça à frente desde que lhe cheire a geringonça.
Pro Memoria pela mão do grande cronista e historiador avant la lettre Luís Vargas
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Conselho final da Sta UJM ao Láparo-do-Pin-endiabrado-na-Lapela
Continua, Passos Coelho, continua a dar trela ao diabo para ver se é desta que toda a gente, mesmo os teus devotos, constatam o desastre que foste para este País. Continua que estás no bom caminho.
Tirando isso, por ora nada mais que eu hoje estou boazinha, boazinha. Santinha, mesmo. O espírito natalício desceu em mim e eu, como se vê, estou numa de peace and love, não há quem me arranque uma maldade, por inofensiva que seja. Toda eu cadeaux fofinhos e bons conselhos.
E a ver se esta quinta à noite consigo fazer algum post já que devo chegar bem tarde pois terá início a saison dos jantares de natal.
E já estou a ensaiar o Jingle Bells à moda da Coligação PSD+CDS às autárquicas. Diz que os do PSD se põem de rabo para o ar e que a Cristas, o puto João Almeida e o afamado benemérito Jacinto Leite Capelo Rego fazem a festa.
O ambiente mediático está contaminado com o Orçamento de Estado 2017 e com as lágrimas e suspiros* das viúvas pafianas que, desorientadas, já não sabem o que dizem. Manda a prudência que só se meta a ser mentiroso quem tenha inteligência para sustentar as aldrabices e boa memória para não se auto-desmascarar. Não são essas as características dos ainda seguidores dessa descabelada ideologia que deu forma ao saudoso PàF: não se lhes conhece nem inteligência nem boa memória nem moral. Nem sequer vergonha na cara.
Quer Passos Coelho, o destituído que de bom só se lhe conhece a vocação para abrir portas, quer a biscateira Maria Luís Arrow Swap Albuquerque, o sorridente joker Montenegro, o nóia-catraio que acha que consegue passar por comentador isento ou um ou dois eternos jotas-mentais, quer, do outro lado, a putativa Sexy Cristas, candidata a jet-seteira, e mais um ou outro discípulos do irrevogável Portas (que, como sempre, teve a esperteza de se pôr ao fresco) por aí andam, como galinhas sem cabeça, a correrem de um lado para o outro, cacarejando arrazoados sem nexo. Mentem, ensaiam sound bites pueris, distorcem a realidade, tentam reescrever a história, esforçam-se por ser engraçadinhos e enfeitam-se com fitinhas cor-de-rosa mas, todos, a cada coisa que dizem, mais a gente lhes vê o raciocínio cariado e a moral esburacada.
A economia em Portugal continua anémica, não há investimento. É verdade -- mas nada disso é de estranhar já que não há dinheiro que se veja em Portugal, quase não há empresários endinheirados, e a banca foi deixada, pela súcia pafiana, como se sabe (por fora parecia razoável mas, por dentro, uma desgraça, o underware roto e sujo). A única maneira de ultrapassar isto é atrair investimento estrangeiro. Mas não é virem comprar o que existe (muitas vezes com crédito na banca nacional), levar os centros de decisão para fora. Não. É o contrário: é vir dinheiro de fora para construir fábricas, é instalar centros de inovação, centros de serviços: ou seja, é injectar desenvolvimento na economia, é criar postos de trabalho, é criar condições para exportar. Mas isso não se consegue em meses. Pode levar anos. Há que procurar oportunidades, trabalhá-las, criar condições a vários níveis, transmitir confiança (... e mostrar que há estabilidade fiscal) -- ou seja, requer um trabalho continuado para dar frutos.
Portanto, virem agora os infelizes psd's e cds's mostrar-se ofendidos com alguns dos novos impostos indirectos ou dizer que a economia não cresceu muito só mostra os ignorantes que são. Ignorantes e descarados. Durante quatro anos não fizeram outra coisa senão napalmizar tudo em que tocaram e agora, armados em chico-espertos, sacodem a água do capote e criticam os que, apesar de terem chegado há tão pouco tempo, já estão a ser capazes de fazer alguma coisa de jeito.
Mas, enfim, não me alongo e passo aos vídeos de Luís Vargas que esses são auto-explicativos.
Os anos da perseguição fiscal
Eu sei o que fizeste na legislatura passada.
Pedro Passos Cambalhotas Coelho
Em 2011, Passos preferia impostos indirectos em alternativa ao directos. Em 2016, numa cambalhota despudorada, os indirectos são agora injustos. Passos é basicamente um político sem qualquer orientação política. Qual catavento, dirá sempre o que lhe parecer mediaticamente mais favorável.
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(Usar, neste contexto e a propósito destes artistas pimba o título em português de um grande filme de Ingmar Bergman é quase como atirar pérolas a porcos mas, enfim, foi o que me ocorreu e agora não me apetece mudar.)
E estava aqui danadinha para falar do eterno putativo primeirinho-ministrinho, o incontornável JGF que agora tem uma certa massa de lado* -- e a ver se evitava falar de outro artista -- quando o dever bateu mais forte.
E o dever, meus Caros, é fazer-me eco dessa terrível cabala internacional em boa hora denunciada por esse crânio que dá pelo nome de Paulo Rangel.
A notícia não é de hoje mas hoje é que eu sucumbi aos ditames do dever. De facto, acho que tão grave acontecimento deveria estar a ser denunciada pela BBC, pela CNN, por todo o mundo - e não está.
E se não está, não posso ficar de braços cruzados. Junto-me a ele e dele me faço eco.
Não sei se Paulo Rangel
descobriu sozinho esta tão grave cabala,
se recebeu inside information, e nesse caso de quem:
quiçá dos espiões que trabalharam em tempos para a temível dupla Lima & Aníbal?
quiçá dos que escutam o ex Super-Juíz Alex, agora um simples Saloio de Mação (o tal mouro de trabalho que apesar de enfronhado em papéis e escutas dia e noite e fins de semana não consegue dar conta do recado; veja-se o caso do Processso Sócrates em que para ali andam todos ensarilhados uns nos outros e em que, apesar de andarem a chocar o ovo há anos, não conseguem que nasça um único pinto)?
quiçá ainda dos informadores que trabalham para o Láparo, dando-lhe dicas sobre os locais onde há mais pokémons?
mas para ele é claro: esta onda generalizada de indignação por o golden reformado Durão Barroso ir vender os seus bons préstimos à mãe de todos os abutres, a Goldman Sachs, não tem a ver com mais nada senão com uma campanha orquestrada para prejudicar Guterres. Nem mais.
Ora, obviamente, isto tem que ser alardeado e tão terrível urdição denunciada. É grave demais para passar despercebida.
Segundo a lógica inderrubável de Paulo Rangel, se queremos António Guterres à frente da ONU, então temos que querer Durão Barroso a passar, a peso de ouro, contactos e informações à Goldman Sachs! Quem dissocie uma coisa da outra, cuidado que está a fazer o jogo das adversárias de Guterres. Crystal clear.
E não venham para cá dizer que o Paulo Rangel não bate bem da bola, que é daqueles desvairados que se auto-entusiasma tanto com as suas epifanias que até se esquece que os outros não são igualmente parvos ou que, desde que perdeu peso e que os três cabelos ganharam uma crónica electricidade estática, parece que ficou balhelhas. Essa não. Paulo Rangel é conhecido, nacional e internacionalmente, por ser alguém que se destaca, nomeadamente no Parlamento Europeu.
Poderia aqui atestar as suas bastas qualidades através de numerosos vídeos. Só o não faço para não cansar a vossa beleza; cinjo-me a dois e um deles até aqui aparece pela 2ª vez. Mas é tão ilustrativo das insofismáveis características deste nosso ladino representante, que ouso repetir-me,
Paulo Rangel, um euro-deputado brilhante apesar dos problemas de nariz
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Paulo Rangel, um brilhante e poliglota euro-deputado que prestigia o PSD além fronteiras, apesar da comichão generalizada
Uma estrela, um tribuno, uma inteligência fulminante, uma obra asseada.
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Como é bom de ver, as imagens que escolhi para acompanharem o texto são da responsabilidade exclusiva de quem as produziu, nomeadamente os autores dos blogs We Have Kaos in the Garden e 77 Colinas
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Não vem muito ao caso mas, já agora que falei nele, no tal que tem uma certa massa de lado, deixo-vos com o jornalista que gosta de se fantasiar de economista e que, quando for grande, gostava de ser primeiro-ministro -- the only and only José Gomes Ferreira. Mais um vídeo de Luís Vargas.
A "tentação" de desagravar os que ganham até 7 mil euros por ano e o drama "sociológico" das classes mais altas. Ou como o José Gomes lhes chama, "os melhores". (LV)
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E agora, queiram ser generosos e descer para irem dar também uma ajudinha ao nosso ex, o pobre coitado aprendiz de caçador de pokémons.
Praticamente não tenho visto televisão e apenas vagamente vou detendo o meu estival olhar nas fracas notícias que a imprensa tuga vai propalando sobre o que por cá se vai passando. A verdade é que estou de férias e, talvez por isso, o distanciamento em relação ao que os media nos dão a comer ainda me parece maior.
Já não me lembro se foi ontem que vi o mal alimentado rangel que não dá uma para a caixa e a quem o palco parece fazer soltar a franga que tem dentro dele. No bocado que vi, aquilo parecia uma rábula. Nem sei a quem é que ele estava a querer impressionar: se era aos miúdos do PSD, se às miúdas do CDS. O diabo do catraio parece que fica azougado, que se acha um malandro pronto para f... tudo o que mexe. Vai para falar numa coisa mas, tal o entusiasmo (chamemos-lhe assim), parece que não consegue parar de ter orgasmos -- mas daqueles bem exuberantes -- e desata a ter prazer com coisas que não têm nada a ver. Parece que ia falar da Europa mas, naquilo, deve ter-se desnorteado e acabou por montar a barraca e armar um festim em torno da geringonça. Credo.
Parece que há para aí a decorrer não sei se um ou dois daqueles encontros de jotas a que alguém se lembrou, um dia, por piada, de chamar universidade. Ainda se fossem honestos e especificassem que o objectivo daquilo é que, à saída, os supostos alunos venham com um QI inferior ao que tinham à entrada, ainda vá. Agora assim... Mas, enfim, é uma festa temática como outra qualquer e presumo que cerveja e preservativos também não faltem por lá.
Também vi um excerto daquele nosso bem conhecido láparo mal resolvido, a querer armar-se em doninha fedorenta mas sem conseguir que aquele ar de figurinha de Estado lhe saia do pêlo. Patético. Augura azares, antevê tempestades, lança olho gordo, deve fazer 'trabalhos', imagino que a culinária dele agora seja na base da cabeça de galinha, cascas de batata, fotografia da vítima, benzedura malévola. Tenebroso. Mal aparece na televisão, de imediato desligamos não vá aquele mau olhado fazer efeito mesmo ao longe - até porque incompetente como é, capaz de querer rogar pragas ao Costa ou ao Marcelo e ainda lhe sair ao contrário e fazer mal é aos inocentes que o vêem na televisão. Foge!
O Marcelo, como se sabe, tem o corpo fechado: nada o torce nem amolga. Ligue-se a televisão a que hora for, lá está sempre o nosso presidente abraçado a alguém ou a largar comentários como quem larga gafanhotos (qual Mira Amaral, não consegue ter mão naquela boca). A ver no que dá tanto frenético rodopiar. Até agora não tem feito mal, antes pelo contrário. Mas todos sabemos que há um catavento louco dentro dele.
Quanto à Cristas, é deprimente. Parece-me uma daquelas zinhas a quem saíu a taluda e, de repente, aparecem de casaco de peles em pleno verão armadas em rainhas do pedaço. Anda deslumbrada mas, coitada, como parece ser fraca de cabeça, só apetece dizer-lhe que se limite a fazer presenças e sessões fotográficas. Depois, tal como é prática na escola no CDS, fala como os outros de lá: soletrando, sílaba a sílaba, matraqueando, como se falasse para néscios, surdos ou crianças muito pequenas. Pior: o que diz tem conteúdo que é explicitamente para esse nicho de mercado - mentecaptos, retardados ou crianças de tenríssima idade. Portanto, sobre esta criatura também não sei que diga. Nem dela, nem do carroceiro Melo nem da que tem cara de bruxa má, a Meireles. Tudo gente deprimente demais para o meu gosto.
E mais? Quem mais tem por aí andado a fazer de conta que é esperto e que se acha com capacidade para animar a cena política?
Não me ocorre. Vejo os do PS, do PCP e do BE a fazerem o seu trabalhinho, volta e meia a tropeçarem mas ainda focados no seu objectivo. E, portanto, quanto a esses nada a dizer excepto que se vão aguentando e, sobretudo, que ousem fazer diferente.
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E já agora, tem circulado por aí e não será novidade para os meus Leitores mas, caraças, é tão, mas tão bom que tenho mesmo que ter aqui. É do fantástico Luís Vargas e é do melhor que há.
Fujam todos, vem aí [inserir calamidade] !!!
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Escuso de dizer que as imagens que usei para ilustrar o texto provêm do saudoso, saudoso, saudoso, We Have Kaos in the Garden.
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E, assim sendo, a ver se agora vou falar sobre um tema mesmo interessante. Pelo meio mostrarei a brasa do PCP, o João Ferreira, e logo perceberão porquê - mas não tem a ver com a Festa do Avante.
Pergunto. Só pergunto. Mas não me admirava nada. Ele e a Miss Cambalhotas Leite*, os dois de mão dada, a defenderem os subsídios aos colégios mesmo havendo escola pública disponível na zona. Não me admirava nada.
Não li nem ouvi a entrevista do dito, nem é criatura que me desperte pitada de interesse. Francisco Assis, do que lhe conheço, é daqueles seres inconseguidos que queriam ser mas não são, queriam que gostassem dele mas não gostam, queriam que o escolhessem para qualquer coisa mas não escolhem. Se ainda houvesse a moda de uns irem buscar outros para dançar e fosse ao contrário, as mulheres a escolherem os homens, o Assis seria daqueles a quem mulher alguma ia buscar. Não tem graça, não tem sentido de humor, é um maçador, e, para além disso, dá ideia que não consegue tirar um pé do chão.
Talvez por isso, sempre que pode, vinga-se.
Ora, como a comunicação social que temos (especialmente a que pertence ao redil do militante nº 1, o datado Balsemão; mas não só, porque ninguém lhe quer ficar atrás, namely o DN ou o Observador ou as televisões papagueadoras), não faz outra coisa senão andar a ver se desencanta múmias, mesmo que paralíticas, para andarem a dizer mal do governo do António Costa, dando primazia aos dissidentes e amarelos, eis que o Assis, todo contente, logo se prestou ao número.
Assis: É "uma deturpação da realidade" dizer que Passos é neoliberal
Do que vejo nos títulos e parangonas, disse mal do governo do Costa e, de caminho, disse que, bens vistas as coisas, o Passos Coelho não é neo-liberal e que, que ele saiba, as vacas não voam. Boa, Assis.
E o Cavaco, conta lá: um estadista do melhor que há? E a Maria Luís, é meu, diz lá: uma nobelizável nas finanças?
Ai, Assis, Assis, a que triste figuras te prestas, rapaz... E para quê? Julgarás que te tornarás mais amado....? Não. Não penses nisso. Roma não paga nem jamais pagará a traidores. Se bem que tu, a bem dizer, não é bem traição, pois não?, é mais uma descontrolada pirraçazinha, uma vingançazinha mal atamancada, um descontrolo emocional, talvez até um excruciante ataque de rangelite, uma histeria contida que de vez em quando se manifesta, um padecimento recorrente, uma coisa assim nessa base. É isso, não é, ó Assis? Vá, confessa.
Em qualquer época ou regime há sempre personagens destas. Ressabiados, despeitados, padecendo de dor de cotovelo ou de corno, eis que desfilam a sua prosapiosa figura à espera que alguém lhes dê palco. Mas, enfim, dão bons personagens literários ou de filmes cómicos, mas hélas, não ficam para a história. Temos pena, Assis.
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* Já agora, por falar na Miss Manuela Cambalhotas Leite, permitam que vos mostre a Senhora numa intrépida manobra acrobática (e daqui agradeço ao Leitor que me enviou o link)
As cambalhotas de Manuela Ferreira Leite sobre a Escola Pública, os contratos de associação e as ideias que (alegadamente) já não tem idade para mudar - mais uma produção de Luís Vargas.
É assim, em épocas de mudança aparecem sempre anedotas destas, de um e outro lado das trincheiras.
Por isso, suas mentezinhas perversas, façam-me o favor de não se porem para aí a conjecturar que isto é alguma indirecta para o distinto deputado amarelo -- digo europeu, sorry.
Enquanto é sexta-feira - e antes de entrar no período de reflexão - permitam que partilhe convosco algumas reflexões. É que eu reflicto muito. Reflicto antes, durante e depois. Sou uma reflectora militante.
Então, com vossa licença, é assim: os PàFs não têm programa, não têm obra feita (só desfeita), não têm vergonha na cara, nada. Apenas têm lata, descaramento.
Ao fim de 4 anos, com a dívida bem maior do que herdaram, um défice a milhas da meta, um desemprego terrível (e cujos números não cobrem os que desistiram de procurar trabalho e tantos outros), com a emigração em níveis preocupantes (e humilhantes para o país), com a justiça num caos, a investigação em retrocesso, com grande parte da população a viver pior - tiveram a habilidade de chutar para canto todas essas nódoas e desviar as atenções para o programa eleitoral do PS, feito com seriedade e rigor.
Por isso, imagino a galhofa que deve ter sido ensaiar os discursos mentirosos com que os PaFientos tentaram enganar os portugueses. Ver o vídeo abaixo é quase vê-los a eles, aos desartistas de serviço que nos têm desgovernado.
Este é o Programa Político dos PàFs (Portugal em Fanicos)
- na versão Porta dos Fundos
(Onde se ouve 'eleitor brasileiro', ouvir 'eleitor português')
- com o grande Fábio Porchat no papel do político aldrabão que engana o povo, que sabe que está a enganar e que, ainda por cima, se ri que nem um perdido
Os PàFiosos Passos & Portas bem ensaiaram mas faltou-lhes aquele toquezinho de graça que faz a diferença. De qualquer maneira, treinados como estão na trampolinice, cá para mim já conseguem dizer tudo o que dizem sem se desatarem a rir. O Seu Aristidies Nelsonn é um aprendiz ao pé do Láparo e do Vice-Irrevogável, não é não?
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O grande líder dos PàFs, Passos Coelho, volta à carga
(e ele mente, mente, mente....)
Vídeo do grande Luís Vargas
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Parece que só falhou uma coisinha aos PàFs: ensaiarem bem as coreografias. É que a mensagem quando é PaFia e PraFalhona passa melhor quando enquadrada por uns passos de dança à maneira.
Desemprego, penhoras, pobreza, insegurança, etc, - tudo isto passa despercebido quando a coreografia é ensaiada com profissionalismo.
Deviam ter posto os olhos nos Monty Python e no seu o coreógrafo político
Se o Passos tivesse dançado assim enquanto prometia aumentos aos enfermeiros, restituição de subsídios aos carenciados e, por trás, aparecesse o Portas, a Cristas, a Teixeira da Cruz, o C-Rato, o Lombinha dos Briefings e Maçães-o-Alemão a dançarem de perna alçada a coisa talvez tivesse soado mais credível. Assim, cá para mim, pouca gente os terá levado a sério.
...
Por isso, eu mantenho-me na minha: penso que os portugueses não são parvos e continuo a acreditar que os PàFs (PSD+CDS) vão perder e que o PS vai ganhar (e que o BE vai ter um belo resultado, sim, senhor). Mas isto são coisas cá minha, que, a bem dizer, sou muito mediúnica.
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E agora a sério:
quer chova quer vente, nada de ficar a renhonhar no sofá, preguiçando em caselas, no bem bom, certo...?
Tudo a votar, ok? E não valem votos nulos ou brancos, está bem...?
[Fotografia de Gotas de Chuva da autoria de Joni Niemelä]
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Yiruma - Kiss The Rain
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E agora vou dormir que já é quase meia-noite e eu tenho que ir reflectir um bocadinho mais.
Ai que vida a minha.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado pré-eleitoral.
Passos Coelho converteu-se? Pois que grande notícia teve o padrinho, o cabo Angel, que não sabia de nada...
Para Passos Coelho, vale tudo. Mas, quando se diz tudo, é mesmo tudo. Junto de um público formado por gente idosa, resolve fazer-se passar por fiel praticante, beato encartado. E, para se credibilizar, não tendo tido lata para aparecer vestido de padre, saca de um crucifixo, diz que só o vai tirar do bolso quando chegar a casa.
Leio: Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e “muita fé nas pessoas”. Só faltou o bispo. Criancinhas, velhinhos, Nossa Senhora de Fátima, beijos aos “que mais precisam”. Passos anda de crucifixo no bolso. E mostra-o.
Pois bem. Se todos ficámos desconfiados com aquilo, ainda mais ficou o seu padrinho Ângelo Correia que, com o seu fino humor, gozou que nem um perdido.
Ângelo Correia confrontado com a conversão de Passos Coelho
(Vídeo carregado pelo grande Luís Vargas)
....
.2.
Só não sei se os senhores de idade não terão mesmo tomado o desavergonhado Láparo por padre e não lhe pediram a comunhão.
Na volta, até isso ele fingiu dar, um papelinho na boca de cada velhinho e está a andar.
Esta até me fez lembrar a história do médico.
Eu conto.
..
A história do médico pediatra que fez confusão
Uma mulher leva um bebé ao consultório do pediatra.
Depois da apresentação, o médico começa a examinar o bebé, vê que o seu peso está abaixo do normal e pergunta:
- O bebé bebe leite materno ou biberão?
- Leite materno - diz a Senhora.
- Então, por favor, mostre-me os seus seios.
A mulher obedece e o médico toca, apalpa, aperta ambos os seios; gira os dedos nos mamilos; primeiro suavemente, depois com mais força, coloca as mãos por baixo e levanta-os uma vez, duas vezes, três vezes, num exame detalhado;
Inconformado, chupa os mamilos diversas vezes. Depois, como se não percebesse, sacode a cabeça para ambos os lados e diz:
- Pode colocar a blusa.
Depois da Senhora estar novamente composta o médico diz:
- É claro que o bebé tem peso a menos... A Senhora não tem leite nenhum.
- Eu sei, doutor. Eu sou a avó... Mas, olhe, não seja por isso: adorei ter vindo.
... ...
.3.
A declaração de voto da minha santa sogra
A minha sogra tem 88 anos bem aviados. Já foi operada duas vezes, de cada vez aproveitaram para lhe tirar umas peças, já teve uma tromboflebite, tem angina de peito, tem cataratas, artroses, joanetes e provavelmente outras coisas de que agora não me estou a lembrar - e, o pior, é que também já teve um AVC muito razoável (não tão grave como o do meu pai mas, enfim, não ficou em excelente forma). A dependência também é grande e, embora esteja boa da cabeça e ainda consiga andar - embora com apoio e a custo -, a vulnerabilidade é considerável.
Pois bem, quer ir votar, diz que vai votar no PS (e não fui eu nem o filho que a catequizámos!), e diz que não percebe como é que depois de tudo o que 'estes' andaram a fazer durante 4 anos, ainda se ponha a hipótese dos PàFs irem ganhar. Firme, garante que com o voto dela isso não acontecerá e que, mesmo que chova, quer ir votar.
Toma e embrulha, ó Passos. Pode ser que nem o crucifixo te valha.
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Pode ser que te enganes, ó Láparo, pode ser que os portugueses não sejam tão parvos como tu pensas.
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Muito gostaria ainda que me visitassem no meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, a love affair, onde me entrego à rêverie pela mão de Alice Vieira e nos braços de Yiruma
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.
É alérgico a pessoas (e as pessoas alérgicas a ele) e não diz uma que se aproveite. Dentro da bolha, não apenas está a salvo do contacto humano como não precisa de falar e, a bem dizer, até pode arranjar um boneco que diga umas coisas à toa para fazer as vezes dele.
Leio que é deliberadamente que Passos e Portas não aparecem nos cartazes, nem nos que já aí estão afixados nem nos próximos. Esperam, pois, que as pessoas se esqueçam que foram eles que estiveram aos comandos da (des)governação do País nos últimos 4 anos.
Vejo também que, onde quer que vá, Passos Coelho vai rodeado de seguranças, apoiantes e jornalistas pois, fora deste escudo protector, são mais os insultos e queixas do que palavras simpáticas.
Leio que, por onde passa, montam-lhe quase uma cápsula protectora para que as televisões não o voltem a apanhar a ser confrontado com a ira dos lesados do BES, com novas senhoras cor de rosa ou com gente a chamar-lhe gatuno.
No entanto, quer ele quer o seu vice-irrevogável, são animais de palco: onde quer que os vejamos, riem, fazem de conta que não é nada com eles, que não são de cá, viram-se contra o PS como se o governo em funções fosse do PS e não deles, inventam feitos despropositados*, desbocadamente acusam o PS de ser o que eles próprios são.
Com estes PàFs vale tudo. Desconhecem conceitos como os da vergonha, ética ou moral. Para eles vale tudo.
Mas agora digam-me, meus Caros Leitores:
Pode o País eleger para Primeiro Ministro e para seu Vice duas criaturas que os portugueses já não podem ver nem pintados?
Pode o País ser governado por duas criaturas que são um mau exemplo?
Que fazem de tudo para governar como se o país fosse terra de ninguém, sem Constituição?
Que envergonham os portugueses?
Um não paga a segurança social, mente com quantos dentes tem, outro não tem palavra, vende a sua honra por um cargo no governo.
E isto só para falar de algumas das mais gritantes que eles fizeram.
Pode o País eleger duas criaturas que só vão à rua desde que protegidas e bem protegidas?
É isto que Portugal espera dos seus governantes?
Não, não pode ser, nem pensar, jamais, em tempo algum, só se fossemos um país de totós, seria de gargalhada, etc, etc, etc.. NÃO!
Por isso, bem pode Cavaco andar com uma mão por baixo, outra por cima e meia dúzia de lado amparando estes dois incompetentes, bem pode a comunicação social enxamear as televisões de avençados pafientos e o Expresso manipular a informação com despudor a mando do seu balsemão-patrão, que eu, sim Senhor, ó Leitor Nuno, continuo a achar que os portugueses vão mandar o Láparo e o seu Vice-Irrevogável para ajudantes de campo do ex-Cavaco e de sua Senhora, a Dona Cavaca. Ou isso ou vão dizer-lhes para irem dar banho ao cão. Ou para irem cantar para outra freguesia. Ou para fazer cinquenta travessias no deserto. Qualquer coisa. Mas longe da nossa vista. Acredito.
E, se vir a coisa mal parada, faço uma promessa: se os PàFs ganharem, deixo crescer a barba.
(Já está a ver, Nuno, que estou à vontade)
1.2. O Vídeo do Homem-Bolha e sugestões ao RAP
Bem, mas aqui está o filme do Homem-Bolha para ver se o RAP se inspira e, já que o Láparo em pessoa não lhe dá a honra de uma visita, pois que no Isto é tudo muito bonito, mas..., apareça o homem-bolha a falar por ele.
(Ó Ricardo, e até podia ir buscar aquele isento comentador da SIC, o catraio Mendes, para fazer de anãozinho - ver ali aos 58 segundos do vídeo, para ver se o nosso querido coisecas tem altura que chegue).
E nada contra os pequeninos, juro, até os acho amorosos. Só me maçam os pequeninos armados em conselheiros de estado, que contratualizam vistos gold no intervalo dos biscates na televisão e assim.
(Olhe, olhe, ó Ricardo!, e também podia ir buscar aquela ministra que dá mau nome às louras - a das inventonas, a que armou um granel dos grandes nos tribunais, a que ia derretendo os processos todos naquela bronca (ainda não resolvida,a do Citius), -- para fazer de moçoila gaseada que anda de mangueira na mão a fazer números sexy em cima do carro)
Vá lá, RAP, faça lá isso.
Coisa esperta, este homem-bolha do vídeo. Mas, apesar de tudo, ligeiramente mais esperto que o Láparo.
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1.3. Em contrapartida, António Costa
Em contrapartida, vejo António Costa na rua, a andar à vontade, sem medo, entre abraços, risos, toda a gente fala com ele, há afabilidade e alegria no ar.
E explicou - e bem - aquilo da Segurança Social e só espero que os pafientos percebam que não vale mais a pena continuarem a chover no molhado, que aquela furdunço que armaram já foi chão que deu uvas.
António Costa pode não ser um santo (espero bem que não seja, que de santinhos está o inferno cheio) mas é, de certeza, mais inteligente, mais sério, mais patriota, mais decente, mais respeitador, mais humanista, melhor defensor dos interesses dos portugueses que esta cambada dos pafiosos que só não nos trataram na base da chicotada para que nos vergássemos aos interesses dos chineses, angolanos, brasileiros ou quem calhe porque, em 4 anos, não tiveram ocasião de chegar a essa fase. Era deixá-los mais 4 anos e a ver o que eles seriam capazes de fazer. Foge!
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1.4. Diz Nicolau Santos sobre Passos Coelho
* Sobre os feitos que, pela boca dos cabecilhas dos PàFs, saem à cena sejam ou não verdadeiros, transcrevo o que diz Nicolau Santos:
O Alexandre Abreu podia ser apenas um homem bonito.
Se os olheiros da Dolce & Gabanna o vissem chamavam-lhe um figo: ia direitinho para modelo da marca. Que belos fatos eles lhe vestiriam, que belas poses eles o poriam a fazer. Tem uns olhos lindos e um sorriso florentinamente inocente (ou quase).
Mas ele não é apenas bonito: é também inteligente, focado, rigoroso, sistemático.
Ler o que escreve é um prazer. O seu último texto no blog acima referido deveria ser decorado e, a toda a hora, debitado pela oposição em peso.
Transcrevo apenas a introdução mas aconselho a sua leitura integral pois, ponto a ponto, o economista que tem uns belos blue eyes desmonta o embuste que é o sucesso que os PàFs andam por aí, pelas feiras, a ver se vendem aos distraídos.
À luz da sua própria avaliação, o governo PSD-CDS deixa um “triste legado” que “vai marcar inexoravelmente as nossas vidas e as dos nossos filhos”.
Em maio de 2011, a poucas semanas das últimas eleições legislativas, Álvaro Santos Pereira procedeu no blogue Desmitos a uma avaliação do desempenho do anterior governo PS à luz de oito critérios – oito indicadores económicos, analisados em sucessão a fim de proporcionar uma perspectiva abrangente da situação da economia portuguesa.
Santos Pereira concluiu essa análise ao legado do governo PS afirmando que estávamos perante, “de longe, os piores indicadores económicos desde 1892” e apelando a que os portugueses não esquecessem esses factos no dia das eleições. Poucas semanas depois, tomava posse um novo governo de coligação PSD-CDS, sustentado por uma maioria absoluta parlamentar. O Ministro da Economia desse governo era o próprio Álvaro Santos Pereira, certamente determinado a inverter a catastrófica situação que tão exaustivamente diagnosticara.
Quatro anos depois, é da mais elementar justiça que avaliemos os resultados alcançados por este governo à luz dos indicadores que o seu próprio Ministro da Economia original considerou mais apropriados para aferir o desempenho governativo. Quais eram os desequilíbrios então identificados? E qual o desempenho do governo PSD-CDS à luz desses mesmos critérios? Quando actualizamos os gráficos de Santos Pereira, trazendo-os até ao presente, verificamos que os resultados são esclarecedores. (ler o artigo todo; também foi publicado no Expresso)
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3. David Cameron: sexo, pias virtudes e cabeças de porco
A propósito dos santinhos, era para falar do Cameron mas agora, aqui, não vem a propósito.
Ainda se o post fosse só sobre o Láparo, o novo Homem-bolha, ainda fazia sentido, são ambos conservadores, ambos muito certinhos, muito apertadinhos.
Mas, assim, depois de ter falado de coisas sérias, até o Alexandre Abreu me deserdava se eu o misturasse com tão bizarras criaturas. Não pode ser.
Por isso, só mesmo um brevíssimo apontamento, para quem não está ao corrente dos gostos sexuais do exemplar Primeiro Ministro britânico:
Segundo relata um amigo do peito, nos tempos de esbórnia, Dave (como agora lhe conheço certas intimidades, acho que já posso tratá-lo por Dave) não se pôs, qual Edite Estrela na imaginação do Herman há uns anos, ou seja, qual leitão, todo nu de maçã na boca, num tabuleiro de ir à mesa - mas, ao invés, praticou um curioso número com um porco morto (ou melhor: com a cabeça do porco).
Diria eu que a coisa desentusiasmaria qualquer homem normal mas, para ele, pelos vistos, foi gratificante.
(Há gostos para tudo, ó caraças, que esta não lembraria nem ao Maçães, esse nosso intrépito animal sexual.)
Claro está que o Dave teve sorte porque, se fosse na China - em que, volta e meia, declaram o óbito e, umas horas ou dias depois, o morto começa a bater à porta da urna porque, afinal, a notícia da morte foi precipitada - ainda se arriscaria a que o porco, envergonhado, fechasse a boca e ai!... bye bye, valentia.
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STOP
Bem, fico-me por aqui neste tema porque hoje estou que não me recomendo. Se continuo, ainda vou desenterrar gostos excêntricos de outras proeminentes figuras do nosso espaço político e ainda se armava aqui no Um Jeito Manso uma verdadeira hórgia, como dizia o outro. É que podia não haver cabeça de porco mas teríamos animais para uma verdadeira cena em grupo; um cherne, um c-rato, um láparo, um cão com pulgas, uma galinha, um lombinha, um bando de papagaios, sei lá - uma verdadeira desbunda.
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4. Passos Coelho debate com Passos Coelho - mais um vídeo do grande Luís Vargas
O Passos Coelho de 2015 em debate com o de 2011.
Brilhante!
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Usei outra vez duas imagens do Kaos. I love, love, love Kaos in the Garden.
(Atenção: a 2ª imagem, a última ceia a la PaF, não é obra do Kaos, é obra mesmo dos pafiosos)
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Pronto. calo-me já.
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela e divertida quarta-feira.
Há coisas em política que parecem impensáveis. Um palhaço ser eleito como deputado propondo-se, tão só, fazer palhaçadas; um empresário de canais comerciais de tv estar à frente de um país, a tudo se assiste neste mundo em que, cansadas, mal informadas ou alienadas, as pessoas votam em qualquer coisa.
Os Estados Unidos são terreno fértil e à sua frente tem havido de tudo, desde uns que, para sempre, serão uma referência positiva até outros que o serão pela negativa, anedotas que têm espalhado desastres de toda a espécie um pouco por todo o mundo.
Este agora, que quer ser candidato pelos Republicanos, mais parece um Alberto João - espalhafatoso, amigo de uma bela farra, provocador. É dos que mais congrega sobre si o tempo dos media e, portanto, está com sondagens assustadoramente favoráveis: Donald Trumpo.
Mas uma coisa eu aprecio nesta gente: o sentido de humor.
O vídeo abaixo é um piadão. Jimmy Fallon transforma-se em Donald Trump para que pareça que o narcisista Donald Trump se auto-entrevista -- e a coisa prossegue num registo de paródia, ambos à altura do desafio, entrevistador e entrevistado.
E não é que seja mau pessoas assim terem um sentido de humor à prova de bala, é até saudável (Obama é um dos que mais goza consigo próprio e fá-lo sempre com uma graça desconcertante); mau é que sujeitos com ideias perigosas e estapafúrdias tenham um tão elevado grau de aceitação junto do eleitorado. E, se os eleitores mais evoluídos conseguirão reconhecer que um sujeito pode ter poder de encaixe e sentido de humor mas como presidente não, nunca na vida!, já pessoas menos informadas, escolherão votar nele por andar sempre na televisão e ser tão divertido.
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Por acaso seria engraçado sujeitar Passos Coelho a uma destas. Com a falta de jeito, falta de cabeça e de sentido de humor que o caracteriza, havia de ser a maior barracada de todos os tempos: piadolas secas atrás de piadolas secas, perdido na sua desconformidade.
Parece que foi o único que não aceitou ir aos Gato Fedorento (porque será...?) mas, se fosse, bem que o Ricardo Araújo Pereira poderia ver como é que o láparo reagiria a uma cena destas pois uma coisa se poderá, à partida, garantir: a ele nunca uma destas beneficiaria. Aliás, deixá-lo em campo aberto é desastre certo para a coligação. Paf, Paf, tiro nos pés um atrás de outro.
E, aliás, também já em tempos aqui o disse: uma arma imbatível contra o láparo é o humor (vide o trabalho do magnífico Luís Vargas): deixar a nu a burrice de tudo o que o láparo tem feito e de tudo o que se propõe fazer. É certo que, de cada vez que o paf-láparo põe em prática uma das suas burrices, mais uma data de portugueses fica pior e é um bocado doloroso parodiar uma má governação quando tem tão nefastas consequências. Mas nada como, pelo humor, mostrar que aquela lápara criatura e o seu vice-irrevogável ajudante de campo não atinam, são anedotas que a história tuga um dia pôs à frente de um governo.
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Mas, enfim, eis o vídeo
Donald Trump Interviews Himself In the Mirror
[antes da entrevista a sério (se é que é possível fazer uma entrevista a sério a um performer como o descabelado Trumpo) no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon]
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[Agora não vem a propósito, pelo que desculpem lá o à parte mas não é que vi há bocado aquele descarado mentiroso - depois de ontem ter garantido ao senhor lesado do BES que sim senhor, iria ele mesmo organizar uma subscrição para os ajudar a custear os processos e que ele seria o primeiro subscritor, e o senhor insistindo, mas o senhor garante?, e ele que garanto, sim senhor, garanto - agora a fazer-se distraído, que há mecanismos para tratar dessas situações e que não falava mais no assunto...? A sério. Ouvi-o mesmo a chutar a bola para canto como se não fosse nada com ele. Descarado e destrambelhado, o homem.
E agora fui ver se o super-eficiente Luís Vargas já tinha novo vídeo e, pumba!, já cá está e que nem de propósito. Lindo menino.]
Perguntei à minha mãe: mas então porque é que não viu o debate todo? Disse que se fartou, que há anos que anda a ouvir as aldrabices do Passos Coelho, que já não tem paciência para ouvir mais desculpas, mentiras, passa-culpas, que a conversa dele era mais do mesmo e que o que queria era ouvir com mais pormenor o que o António Costa tinha para dizer e -- mas que os jornalistas não dão tempo para ninguém se explicar como deve ser. Portanto que foi para a cama ler.
A seguir ligou-me o meu filho. Disse que o debate tinha sido uma pobreza. Que as diferenças de inteligência e de preparação entre o Costa e o Passos são óbvias (a favor do Costa, claro) mas que estava à espera de conseguir conhecer com algum detalhe as propostas do Costa para a Saúde ou para a Educação e que pouco ou nada falaram disso - responsabilidade do modelo do debate, disse-lhe eu..
A minha filha diz que já não há pachorra, que estes debates são uma seca e que já lhe tinha bastado o dia difícil que tinha tido.
O meu marido apreciou incomparavelmente mais o Costa - aliás, abominou o Passos Coelho (melhor: antes tinha dito que não sabia se ia conseguir ver o debate porque já não consegue 'ouvir aquele gajo') - mas lamentou que não tivessem colocado questões sobre a Educação ou Investigação ou outros assuntos.
Concordo com todos. E tenho também pena que não tivesse havido nenhuma questão que tivesse permitido que falassem das privatizações e das vendas de empresas ao desbarato bem como do ataque soez aos direitos dos trabalhadores -- pois teria sido bom que os telespectadores percebessem bem a ideologia de pacotilha que orientou os dislates levados a cabo nos últimos 4 anos e percebessem que, a ter Passos Coelho no governo por mais uma legislatura, iria ser mais do mesmo até que não sobrasse pedra sobre pedra.
Este modelo de debates, em que os entrevistados têm que se cingir ao que os entrevistadores lhes colocam e, ainda assim, têm 1 ou 2 minutos para cada resposta, não permite aos eleitores conhecer bem as intenções dos candidatos. O que seria necessário seria que se conseguisse conhecer com mais pormenor as propostas de cada um, quando em confronto com as do adversário político - e isso, obviamente, não passa por estes debates toca-e-foge, altamente mediatizados, em que se admite que o tempo de concentração dos espectadores é curto pelo que é dizer meia dúzia de sound bites e partir para outra. Um erro, este modelo.
Tirando isso, e cingindo-me agora aos dois principais intervenientes, António Costa conseguiu mostrar que tem sangue quente - e sangue frio, quando necessário - levou gráficos e números, falou de coisas concretas e enunciou propostas que mostra serem fundamentadas. Esteve francamente bem: enérgico, firme, bem temperado (ie, com segurança, bom humor, boa atitude, boa educação).
António Costa evidenciando como o Láparo, Gaspar e adjacências resolveram ir muito para além da troika
Passos Coelho foi o que se sabe: jogo branco, uma língua de trapos, diz uma coisa hoje e, com igual convicção, o oposto no dia seguinte.
António Costa mostrando que nenhum governo antes
destruíu tanta riqueza como Passos Coelho
Em síntese, neste debate televisivo de difusão alargada à RTP, SIC e TVI, António Costa:
esteve bem ao apontar o dedo ao aventureirismo e aos riscos das propostas dos PàFs para a Segurança Social,
esteve bem ao apontar o dedo à postura do Governo perante o que se passou com o BES em que deixou ruir um banco, lesando muita gente, depois de ter garantido aos portugueses que o banco era saudável,
esteve bem ao demonstrar como o governo carregou na dose de austeridade, indo muito para além da troika,
by Luís Vargas
esteve bem ao denunciar as mentiras permanentes de Passos Coelho,
esteve bem em evidenciar a ausência de contas no programa eleitoral dos PàFs
esteve bem quando referiu que há casos em que não é preciso gastar mais dinheiro para se melhorarem as condições de vida das pessoas - dando como exemplo o do Centro de Cuidados Continuados de Melgaço, pronto desde 2012 e sem ser utilizado;
esteve bem ao apontar o absurdo que é o País estar a preparar bons enfermeiros... para os enviar para o Reino Unido;
by Luis Vargas
esteve bem ao recordar a palhaçada que é aquele programa do Vem, apresentado pelo Lombinha-dos-Briefings (esta do Lombinha dos briefings é minha, não do Costa, claro; e a palhaçada também), que é suposto atrair 20 emigrantes, uma macacada sem igual (esta da macacada também é minha),
esteve bem ao lembrar que Passos Coelho é muito esquecido (e, para bom entendedor, meia palavra basta - nem teve que lhe atirar com o esquecimento de pagar a Segurança Social...)
esteve bem ao gozar com a fixação de Passos Coelho em Sócrates, convidando-o a visitar Sócrates e a debater com ele.
As sondagens vão começar a ser favoráveis ao PS e é bom que António Costa e o partido não percam este élan.
Passos Coelho todo arreganhado,
todo enxofrado, com um mau perder insuportável,
com uns maus fígados verdadeiramente desagradáveis
Por outro lado, com aquela boca em forma de esgar, ar contrafeito --- quando sorri é um sorriso postiço -- aqueles olhos sem vida que parecem pertencer a um peixe morto, Passos Coelho mostrou uma vez mais que, apesar de ter uma voz bem colocada que o favorece, é uma criatura desagradável que não cria empatia com ninguém nem ninguém com ele. Perdeu em toda a linha.
Tal como referi no post abaixo, para além das vacuidades e deturpações do costume, parece ter-se esquecido que o ajuste de contas com Sócrates já teve lugar em 2101 e que agora é ele, Láparo, como Primeiro-Ministro dos últimos 4 anos -- em que só fez porcaria e da grossa -- que está em avaliação. Mas não. A sua fraca cabecinha não chega para tanto. A sua conversa centrou-se em Sócrates, Sócrates, Sócrates. De resto, mostrou que não percebeu nada de nada da crise internacional e das consequências para Portugal e que se prepara para, se ganhar, fazer mais do mesmo: empobrecer os portugueses, dar cabo da economia e das finanças públicas, agoirar o futuro de todas as gerações (e, digo eu, porque isso ele não teve a franqueza de dizer, passar o país a patacos e colar-se ultrajantemente aos pés da Merkel, mas só no que a Merkel tem de pior).
Quanto a mim, Costa só esteve menos bem numa coisa: quando lhe perguntaram se ia agradecer pessoalmente ao Sócrates, mostrou desconforto e quis fugir à resposta. Não percebo. Se não quer ir, poderia ter dito que a agenda eleitoral, preenchida como está, lhe torna um bocado difícil manter uma agenda pessoal; mas também podia ter dito que, quando a agenda eleitoral lho permitisse, seria com todo o gosto que iria dar um abraço ao amigo. Acho que lhe teria ficado melhor.
Mas, enfim, foi um aspecto que acho menos bom, no meio de muitos em que acho que esteve bem, ágil no raciocínio, claro na argumentação, credível, confiável.
Relevo, portanto, essa sua questão mal resolvida. Um dia destes, tenho a certeza, arranjará maneira de corrigir a sua atitude.
Penso que, com este debate, Passos Coelho iniciou o caminho descendente que o levará de vez para fora das nossas vidas - porque não apenas não terá lugar num próximo Governo como, certamente, será pontapeado para fora do PSD por aqueles meninos que só apoiam os que os podem aproximar do pote e lhes permitam farejar poder e d$nh€$ro.
Passos Coelho e a sua cara de mau perder
Olha: Adeus, ó vai-te embora.
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Uma palavra para os entrevistadores: não é que tenham estado mal. Não estiveram. Aliás, nem bem, nem mal.
A questão é que esta forma de debates é um apelo à superficialidade e isso não me agrada.
Não contribui especialmente para o nosso cabal esclarecimento.
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E, para já, é isto que me ocorre dizer.
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Porque maravilhosa, permito-me agora transcrever aqui, na íntegra, a crónica do fabuloso Ferreira Fernandes, no DN:
Passos puxou pelo fantasma e saiu-lhe Costa
Ontem aconteceu uma derrota para o jornalismo. E não tem que ver com os três que a RTP, a SIC e a TVI enviaram. Tem que ver com uma intromissão indevida. Mas que raio estavam lá a fazer os jornalistas? Aqueles ou outros? Portugal precisa de ser governado e ontem havia dois homens que tentavam convencer os portugueses de que podem ser o próximo primeiro-ministro. E acontece que esses dois eram, são, os únicos que o podem ser. E acontece, ainda, que ontem foi o único dia que os dois tinham para se combater - dando a cara e as ideias. Alguém a intrometer-se estaria sempre a mais. Os portugueses só precisavam de que as televisões lhes dessem câmaras, luzes e microfones para que o duelo lhes chegasse a casa. A haver alguém a mais só seria necessário quem soubesse como funciona um relógio, para repartir o tempo a meio. Mais nada. Ontem, porém, meteram no estúdio três jornalistas que cumpriram a mesma função intrusiva e desnecessária dos pés de microfone que, nos corredores, pedem a opinião daqueles que, um minuto antes, estiveram no estúdio a dizer o que queriam. Com um agravante: os três de ontem, porque importunavam, não deixaram que se visse, como completamente devia ter sido visto, a coça que Passos Coelho levou. Primeiro, de si próprio, porque medíocre. Segundo, de si próprio, porque sonso (inventando um adversário que não o que tinha à frente). E, terceiro, de si próprio, porque manifestamente inferior a António Costa.
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E, já agora, mais um vídeo do grande Luís Vargas sobre os brilhantes feitos, desfeitos e tentativas em boa hora desfeitas (pelo Tribunal Constitucional) dos malfadados PàFientos
Episode II - Attack of the Clones #PortugalPodeMais
E permitam que vos faça uma recomendação: há comentários fundamentados, detalhados e oportunos nos posts a seguir. Não os percam porque, estou certa, vão gostar de os ler.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.
Haja esperança.