Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, fevereiro 20, 2020

A Lena e o Paulo


Ora bem. A conversa ali mais abaixo vai animada mas o dia foi longo e passa bem da uma da manhã, hora imprópria para me meter ao barulho ou para encetar tema estruturado. Além do mais, depois da Beatriz Gosta e da vida sentimental dos portugueses, em tese pouco mais haverá a acrescentar. A vida humana, vendo bem as coisas, pode ser uma coisa muito simples.

O dia que me espera é daqueles que me traz afeliada, sem saber como devo reagir perante o que vai acontecer e, muito francamente, com muito medo da minha reacção. O dia que aí vem é de rotura, e devo dizer que hesito entre escrever rotura e ruptura, e sei que terei que apelar aos meus melhores dons de representação, coisa em que sou péssima. E o que vai acontecer durante e após seria motivo mais do que suficiente para me colocar apreensiva. Mas, ao contrário, só de pensar nisso já me apetece rir e rir é coisa que, de maneira alguma, poderei fazer em público. E, se penso no assunto e na forma como seria bom que eu reagisse, volto a desatar a rir e o que me alivia é pensar que, se continuar a rir-me, talvez esgote o riso e, quando a coisa acontecer, pode ser que consiga manter-me sisuda.

E o meu dia transacto foi muito cheio de coisas, de natureza diversa, pegas e refregas, dilemas e desabafos. Nem um pequeno espaço de bucolismo, nem uns instantes de metafísica. Como diria o outro, tudo no duro. E passaram-se umas cenas que dariam para notícia em primeira página de jornal e outras para profundas dissertações sobre a natureza humana. Mas traçando a bissectriz a tudo, neste meu mundo em permanente geometria variável, o que resulta é um vector neutro, branco e, portanto, sobre isso melhor que se abata o silêncio.

Mas, à vinda, apanhei o Guilherme Leite com o Alvim, na Antena 3, e vim a rir de gosto todo o caminho e tudo o que poderiam ser divagações ou reflexões foi, acto contínuo, para o espaço. E falaram na Marilú do Ena pá 2000 e eu cheguei aqui e fui recordar e voltei a ficar bem disposta, como se não houvesse preocupações que pudessem afectar-me. E estive vai não vai para o colocar aqui já que é um verdadeiro hino à vida fora de órbita e essa, para o meu alter ego, é a melhor forma de viver a vida. Mas como o meu alter ego não é para aqui chamado, deixo o lancinante apelo do Manuel João para outro dia e foco-me num outro grande momento: uma entrevista a um casal improvável, uma lésbica e um gay. Pode haver quem ache que isso é banal, que esse é padrão mais do que muito déjà-vu, mas eu sou assim mesmo, dada a banalidades, a commodities de toda a espécie e feitio. Portanto, com vossa licença, neste momento que deveria ser de reflexão e de interioridade, é a este emblemático casal que dou voz. É certo que a coisa se deu há já dez anos; mas o que são dez anos na longa marcha da humanidade não se sabe bem em direcção a quê?

Portanto, ouçamos o testemunho da Lena e do Paulo, um casal pouco dado a espiritualidades que, noves fora nada, não costumam ser de grande préstimo na igualmente longa construção dos caminhos da sabedoria e whatever.

Ei-zi-os: a Lena e o Paulo

(Ei-zi-os ou eizi-os? -- o priberam não esclarece, caraças)


E siga o baile. 

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Joacine & Tavares, um deus me Livre de 19 mais 22 horas de lavagem de roupa suja.
Os coelhos em risco de extinção e eu sem saber se ria se chore.
O Super-Judge Alex a mostrar ao mundo que macho mais alfa não há: quer porque quer interrogar o Costa.
E eu, face a isto tudo, começo é já a distribuir presentes pelos Leitores.
Jingle bell, jingle bell.
Oh-oh-oh.


Não vou falar de lavagem de roupa suja ao retardador. Não dá. Se fosse uma simples lavagem, em programa rápido, ainda ia que não ia. Agora 22 horas... Só se eu fosse parva. Ainda por cima com pré-lavagem. 19 horas de pré-lavagem. É certo que de cada vez que a Joacine tem alguma coisa para dizer há que multiplicar o tempo por 10. Mas um partido com meia dúzia de pessoas e uma única deputada (que se passeia com um assessor de saias, escoltada por um GNR de calças) e que, ao fim de um mês, andam todos à trolha e, para resolver a questiúncula, precisam de 19 mais 22 horas... é coisa de doidos. De doidos varridos. Poder-se-ia perguntar: quem nunca? mas eu teria que levantar uma tabuleta a dizer: eu nunca. Eu nunca dei pão para malucos. Eu nunca papei partidos burocrático-experimentais com senhoritas divo-alternativas. Portanto, passo.

Também não vou falar naquilo de os coelhos poderem estar a correr risco de extinção. A questão é que isso desencadeia em mim uns so called mixed feelings. E nem é que goste de comê-los. Não gosto. Em tempos, no meu período bárbaro, não queria cá saber de pruridos: comia-os de gosto, de preferência à caçador, ainda a saberem a ervas do campo. Agora nem pensar. É daqueles casos em que já estou como o outro, associando-os a quando andam, fofinhos, aos saltitos. Mas, por outro, há aquele caso do láparo. Não que deseje a sua extinção física, nem pensar. Mas política, isso, era para já. Extinção de penalti. Ele e mais o outro da carinha sarcástica, o seu homenzinho de mão, aquele que agora anda a moer a paciência ao alpacas. Ou seja, não é tema que me assista em termos blogosféricos.

E depois há aquele tema extraordinário, coisa para ir parar aos casos do Além. O Super-Judge Alex, esse macho alfa da Justicite tuga, resolveu que há-de interrogar António Costa. E se o Super-Judge quer, quem é que tem poder para o impedir? Em Portugal, os malucos mudaram-se em peso para a Justiça e não há quem lhes deite a mão. Parece que a coisa tem a ver com Tancos. Não sei se acha que, apertando-o ao vivo e a cores, o Costa, qual delator premiado, vai entalar o Azeredo ou se é mais do que isso e tem daquelas suspeitas profundas que o costumam assaltar. Por exemplo, não me admira que ande a magicar que o Costa está feito com o Fechaduras ou a intuir que isto está mas é tudo ligado e que, para surpresa geral, foi o Costa que contratou o Fechaduras para arrombar o cofre da mãe do Sócrates para pagar a entrada da casa de campo da Fava, quiçá a troco do namorado dela convencer o Vara a aceitar os robalos em vez de uma casa de campo em Vale de Lobo e, en passant, a convencer o Perna a fazer atrasar os pagamentos das obras do apartamento de Paris sabendo que com isso ia servir para disfarçar que o Salgado, o Bava e o Lena estavam todos feitos com o célebre e saudoso Magalhães, o computador com super-poderes. Mas como o caso está em segredo de justicite não posso aqui falar de nada. Uma pena.

Portanto, impedida de tecer loas a uns e a outros e sem vocação para bababus e papatás, passo já aos presentinhos para os meus queridos Leitores que tanta paciência têm para aturar os meus anti-posts. Não digo para quem são, estão aqui à disposição e cada um que escolha o que quiser. Não há coerência entre eles justamente por isso mesmo: pressinto que entre os meus Leitores também não haja uma coerência por aí além. Portanto, para quem gosta de rir, está um, para quem goste de raining men em trajes menores há outro, para quem goste de orgias, incluindo elas-com-elas -- e pelo menos uma, a filha da Srª Dona Madonna, com trunfa no sovaco -- há outro e, finalmente, para que se perceba que isto é porque é Natal, temos uma christmas song mas comme il fault, com Mr Bob Dylan todo bento e devoto, oh-oh-oh.










E talvez a partir de agora, de vez em quando, volte a distribuir cadeaux para vocês. E reparem os senhores do Porto como isto do vocês é tão de tia, tão de alface em versão beta, tão de quem vive numa concha, tão de quem, na verdade, gosta de uma boa conchinha. Se é que me entendem.

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Como é bom de ver, as fotografias de animais como noses não têm a ver com nada. A menos que tenham, claro. Foram repescadas no Unsplash e no Pexels por Ahmad Habash e por Titas Burinskas e avistei-as no Panda Entediado.

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E queiram agora fazer o favor de descer para verem uma coisa boa de mais: Banksy em registo natalício.

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E um dia bué bom para vocêzes.

segunda-feira, novembro 07, 2016

Dilema que o Agente Provocador lança para discussão:
boazinha ou mazona?
[Intervalo para falar do conselheiro-comentadeiro Pin Y Pon que até já tem infiltrados no Tribunal Constitucional]


Depois de ter ilustrado a minha questão com os felinos da beira rio, se me mantivesse fiel ao que lá vos disse, deveria agora dar conta de como, pela tarde, me fui entregar à luz da beira mar e à companhia das gaivotas.

Mas, face à minha necessidade de a estas horas andar a desdireito, apetece-me fazer um intervalo.


Com vossa licença, portanto.

Esta minha necessidade de intervalar prende-se com o querer perguntar-vos se conseguem perceber como é que o catraio-conselheiro-de-estado consegue ser tão chegado a tantas e tão variadas fontes. Sabe tudo. Vai ali ao balcão da SIC e serve novidades a copo. Umas vezes revela que tem amigos no inner circle do Banco de Portugal (ainda as decisões não estão tomadas e já ele as anuncia de peito feito), outras no Governo, outras no mundo dos negócios e hoje, superando-se, até no Tribunal Constitucional. Divulgou em primeira mão, e depois ainda lhe aplicou segunda demão, que a maioria dos juízes é favorável a que a diva Domingues da CGD divulgue as suas intimidades e o pé de meia que amealhou. Ouvi e pasmei. Até ali? No Constitucional? Com o caneco...!

Ou põe escutas ou, Pin Y Pon como é, consegue infiltrar-se e enfiar-se debaixo de uma mesa sem que ninguém o veja ou, então, já arranjou um garganta funda, um juiz que, como quem não quer coisa, anda a espetar o palito no bolo dos outros para depois vir a correr, desbocar-se todo junto dele.

De cada vez que constato este dom do catraio até se me corre pela espinha abaixo um arrepio de dúvida: será que o que eu digo aqui na intimidade dos meus lençóis também transpira para os longos ouvidos do conselheiro-comentadeiro?
Corro o risco de um dia o ouvir a verter para a opinião pública confidências minhas, sussurradas na intimidade do meu ninho? Se calhar corro. Eu e todos nós. O pequeno conselheiro sabe tudo. Cuidado com ele. Ele é o verdadeiro Little Brother

No meio da célebre imparcialidade do fofo, das bicadas com biquinho atapetado a veludo para passarem por beijinhos, da espertalhicezinha simpática que tão bem se lhe conhece e que tem sido o seu salvo conduto neste pacato burgo, a uma coisa achei eu graça na charla deste domingo: a ele ter dito, com todas as letras, que o PSD anda a arrastar um morto, que Costa vai a passeio pelo Parlamento tal a ausência de oposição, que o Costa faz o que quer e soma pontos já que o PSD desapareceu.



Sabendo-se que, ladininho como é, o sorridente catraio não dá ponto sem nó, uma coisa podemos nós concluir: se disse aquilo com tanta boca aberta, é porque já deve andar, às claras, a fervilhar de contactos, toda o aparelho laranja numa inquietação, os lugarinhos nas autarquias a irem pelo cano, as hipóteses de apear a geringonça cada vez mais longínquas, e todos a conspirar, furiosos com a burrice do láparo e a sem vergonhice da pinókia dos swaps. Dentro em breve vê-lo-emos, como quem não quer a coisa, a distribuir rebuçados, cromos e berlindes (metaforicamente falando, claro) para, subrepticiamente, começar a construir um candidato ao lugar do láparo morto (politicamente morto, claro). É começar a estar atento aos subliminares das suas conversetas. O láparo já era.

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E eu, face a tantas dúvidas, perplexidades e desconfianças, acho que está na altura de espiar as actividades do ganapo, ver como consegue ele sacar tanta informação, saber quem são os seus milhares de informadores. Ou montou células? Uma organização hierárquica de informantes, de gargantas-fundas?

Hora, pois, de entrar em cena o Agent Provocateur. E só vos pergunto: preferem naughty ou nice?

Agent Provocateur’s #NaughtyOrNice


Campanha de Natal com Juno Temple.




Provavelmente só amanhã vos mostro as meninas do surf, as gaivotas e outras habitantes da beira mar.

Mas se hoje quiserem visitar-me no meu Ginjal, terei todo o gosto em vos receber e vos contar um segredo. 

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domingo, julho 24, 2016

Pedrinho, Luisinho, Nini - e os sonhos que foram ficando pelo caminho
[Ou a história dos que andam correndo atrás de sonho que corre ainda mais rápido, mesmo rápido pra cacete]





Pedrinho sonhava de ser cantor de ópera, coisa séria, porque não até mesmo no S. Carlos? Sua companheira da altura, moça de girl band, incentivava. Vai Pedrinho, porque não? Vai ficar toda a vida abrindo porta? Ou fazendo bolo p'ra vizinhos? Vai que eu apoio você.

Pedrinho foi mas não deu certo. Filipe queria moço mais talentoso. Bem que Pedrinho tirou aula de canto mas não deu, faltava-lhe alma, para ser alguém nisso da cantoria não basta ser capaz de puxar dó de peito, tem que vir emoção junto. Por isso, voltou ao de sempre. De biscate em biscate, Pedrinho se foi safando, chegou onde nunca ninguém alguma vez acreditou que chegasse. A falta de vergonha na cara e de miolo na cabeça são boas aliadas das trepadas fáceis. Esteve quatro anos no poleiro fazendo desfeita p'ra todo o mundo, causando desgraça pr'ó país, e fazendo frete p'ra todo o poderoso. Até que caíu, sem perceber como, e não deixando boa lembrança. Ainda anda por aí, feito gente importante no exílio, bandeirinha na lapela, causando troça de todo o mundo. Mas Pedrinho não liga para bobagem. Sua inteligência não chega para tanto.

Outro é Luisinho. Quando era pequenino sonhou de ser grande. Mas quando era já hora de ser grande ainda ele era mindinho. Arranjou amigos grandes a ver se a grandeza era contagiosa. Não foi. Deu jantares em casa, estabeleceu contactos, foi ministro, agenda sempre bem nutrida, mas nada: minguingo continuou. Sonhou de ser chefe de partido, de ser importante, arranjou amigos entre a gente com dinheirão fresco nas malas, olhos em bico, tanto fazia. Fingiu de isento, de conselheiro, de comentador bem informado. Ainda por aí pisa mas, coitado do Luisinho, ninguém leva o pininim muito a sério. Sua catraice é ladina e seu sorriso parece de bom moço, mas já não leva ninguém no bico. Luisinho continua sendo aquele puto manhoso que se quer fazer passar por grande.

Ah, e o Nini. Nini sonhou de ser estimado como o outro que também começou nas Finanças e acabou eleito figura de Portugal. Nini queria isso, o reconhecimento. Andou sempre dizendo que não era político (apesar de viver dela), que pr'a alguém ser tão sério que nem ele só nascendo duas vezes e outras algaraviadas mal paridas do mesmo género. Todos os bêpêénes por que passou e todas as aleivosias que foi construindo foram fazendo com que fosse cada vez mais desprezado pelo povo, mas o Nini é outro que não se enxerga. Acabou fazendo comentário brejeiro sobre fornicação de cavalo e lisonjeio pr'a vaca, cagarra e, na fase final, até pr'a banana. Assim sua esposa, a gaiteira D. Maria, possessiva como uma velha governanta, não ia pegar no seu pé. No fim, saíu pl'a porta baixa, todo o mundo desejando ver a múmia ressabiada p'las costas. De vez em quando, todo o mundo pensando que a enfernizada criatura se mantém esquecida a escrever inúteis roteiros, volta a sair à cena. Mas só em situações inconvenientes é que dá as cara: para ver se ainda chateia alguns. Aí, vem na dele, continuando a insinuar que sabe muitos segredos e acreditando que alguém está p'ra se interessar pelas suas inventonas pueris. Só pode ser por caridade que ainda ninguém lhe disse que se pode deixar ficar na rósea palaçota, que lá é que está bem. Coitado do Nini.

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O que acima escrevi foi inspirado no texto da Revista Bula, da qual transcrevo abaixo um excerto

ESTOU CORRENDO ATRÁS DE UM SONHO, MAS ELE CORRE RÁPIDO PRA CACETE


Felipe sonhava em construir foguetes para a NASA. Imaginem só, um brasileiro na agência espacial norte-americana. Dizem que já existe um por lá fazendo feijoada, tocando pagode, pensando em esquemas. Coisas de Brasil. Felipinho tinha talento nato para fugas homéricas do planeta. Com a cabeça no mundo da lua, hoje ele bate o polegar em beira de estrada, pede carona para qualquer pessoa que veja, vai para qualquer lugar que seja, desde que siga em frente. Para onde o nariz aponta qualquer lugar serve. Sua mente solitária é confusa, ferve.

Rebert sofria excesso de verve. Sonhava em ser mais famoso do que Jesus Cristo e os Quatro Garotos de Liverpool juntos. Um escândalo digno de se espatifar discos de vinil na cara dele em praça pública. Convertido ao mais completo ateísmo e abissal anonimato, ele carimba (com toda descompostura, é bom que se diga) alvarás na secretaria municipal de códigos de postura. Ganhou notoriedade entre os despachantes por cobrar cafezinhos para liberação das licenças. O sonho não somente acabou, como Rebert se transformou numa espécie de pedra rolante, a passar por cima de tudo e de todos, inclusive da lei vigente e do seu extinto entusiasmo adolescente. 

(...)

Zecarlos sempre fora o mais sonhador de todos os sonhadores dessa joça que estou a escrever, pois sonhava, não apenas por si, mas pelo resto da humanidade. Aquelas coisas de paz mundial, de fim da opressão, de justiça social, de distribuição da renda, love and peace e outros delírios que carregava desde 1968. As pessoas rotulavam-no como um político de esquerda, mesmo que ele não fosse filiado a nenhum partido, senão ao coração partido de que cantava Cazuza. Portanto, tinha um altruísmo que poucos compreendiam. Era gentil demais, constrangedor demais. Duvidam dele. Desconfiavam que ele possuísse interesses escusos por trás daquela sanha de justiça. Ora, ninguém era capaz de amar ao próximo daquele jeito. Zecarlos não era santo (já fora acusado de ter alma feminina e um pacto com o cão). Ele continua a correr atrás do sonho de um dia vivermos todos em paz, como irmãos.

Paulo Laranja nunca sonhou com porra nenhuma. Nada que merecesse ser ressalvado aqui nesse texto, e ponto final. Aplacado por um ceticismo revoltante (de arrancar santos-de-barro do oco), nos incontáveis meses de vida que os médicos lhe atestaram (afinal, arrancaram-lhe cerca de sete metros e meio de tripas, e nem assim foram capazes de fazer nele um coração), contenta-se em escrever crônicas semanais para uma revista literária (a menos lida no seio familiar e no seu vasto círculo de ex-amigos). Ele se ocupa em enterrar esperanças. PL teve o disparate de batizar a sua coluna semanal como Cemitério de Sonhos. Vai ser desagradável assim lá em casa.


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As imagens, como é bom de ver, não têm qualquer relação com o texto que, como também é bom de ver, pelo menos na parte que me diz respeito, também estão muito aquém da realidade. São apenas fotografias a que acho piada da autoria do fotógrafo francês Maurice Renoma que, no início deste ano, teve a sua obra exposta em 7 lugares distintos em Paris.

A senhora que lá em cima canta a plenos pulmões é Edita Gruberova cantando a Cunegonde da ária "Glitter and be gay" da opereta Candide de Leonard Bernstein.

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domingo, setembro 07, 2014

Então afinal o garganta funda do Governo é Paulo Portas? É isso que Passos Coelho e os seus comparsas acham...? É ele o informador secreto de Marques Mendes?


Depois de no post a seguir a este ter posto uma pedra em cima da provocação descarada de Maria Luís Albuquerque relativa à dívida, feita no decurso do ATL de verão da JSD, aqui vou ser também minimalista: segundo li no Expresso, cresce o mal estar no Governo, na ala PSD, por acharem que é Paulo Portas o garganta funda*, a fonte da qual partem as informações que alimentam o arautozito do regime, Marques Mendes, na sua charla semanal na SIC.


Dizem que há reuniões em que só estiveram 3 pessoas: Passos Coelho, a sua chefe Maria Luís e Paulo Portas e que, depois, ao sábado, lá aparece Marques Mendes a relatar o que se passou e sempre numa versão favorável a Paulo Portas. E que, se não foi Passos Coelho ou a chefe que falaram com Marques Mendes, então...



Parece que este sábado o Evidente Mendes apareceu com detalhes sobre como vai ser a venda do Novo Banco, sobre uma reunião com o Paribas, tudo, tudo. Alguém lhe dá semanalmente todos os pormenores do que se está a passar ou do que se vai passar relativamente aos temas quentes da actualidade. 

Pois eu, sobre o assunto, só tenho a dizer o seguinte: não comento conversas de vizinhas. Vizinhas, ouviram bem. Comadres. Alcoviteiras. Calhandreiras. É o que toda esta gente me parece, desde o Mendes, aos jornalistas, a quem dá as informação ao Mendes, a todos estes agentes do que de pior a política tem. Intriguistas, leva e traz, nulidades.

Não é a minha praia.



[Nota: Deep Throat - an anonymous informant who secretly provides inside information to a journalist.]


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As imagens provêm, como é bom de ver, do blogue We Have Kaos in the Garden.

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Tinha há bocado começado a escrever outra coisa mas ocorreram-me estes dois outros assuntos pelo meio e agora já estou com sono para o retomar. 

Veio a chuva e ao mesmo tempo acabaram-se os banhos a sul. 

No sábado de manhã, a nossa caminhada foi no meio de uma névoa branca, que nos impedia de ver um palmo à frente do nariz. Muito bonito. Tirei uma série de fotografias meio às cegas e agora, ao vê-las, descobri coisas curiosas, muito a la Noronha da Costa. Depois ainda estivemos a nadar e tal e fomos almoçar à Marina de Lagos. De caminho, já cá para cima, ainda fomos ao supermercado para irmos a casa dos meus pais, onde estive e, a seguir, tive cá um simpático casalinho para jantar cujos pais foram passar a noite à chuva num já aqui referido summer festival. Chegaram-me com a menção de que já tinham jantado, ela, então, muito bem mesmo. Afinal, mal aqui entraram, quiseram o programa completo: tomar banho e jantar. Agora dormem ambos aqui ao pé de mim, lindos e fofos, depois de me terem feito contar uma boa meia dúzia de histórias que eu ia inventando enquanto bocejava cada vez mais, já mais adormecida do que eles. E amanhã recebo o resto da turma, incluindo o mais crescido que, imagine-se!, já está na primária, e o seu mano que diz que entraram muitos bebés para a sua sala (como é muito alto, diz a minha filha que ele fala dos colegas como se fosse pai deles).

Saudadinhas boas destes meus fofésimos que, quando me vêem, se me atiram ao pescoço para me darem abracinhos tão bons e que me contam mil novidades.


A ver se amanhã consigo acabar o texto que vai a meio (e a ver se estes meus amores não acordam mal o galo cante para à noite não estar perdida de sono).

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Relembro: para verem a pedra que pus em cima das palavras da Miss Swaps é favor descerem até ao post seguinte.

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Desejo-vos, meus Caros leitores, um bom domingo.
Chove...? Pois que chova que até sabe bem.

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quarta-feira, junho 04, 2014

Os palhaços escaparam-se do circo? - Não sei. Pergunto. O que vale é que, mesmo assim, ainda lá ficou gente de talento como a fabulosa Emma Haslam que não tem igual na dança de verão. Apanhada a fugir de mota foi encontrada uma cabra de capacete.


No post abaixo poderão ver o que aconteceu a David depois de ter estado dois anos nos EUA. À praia tão cedo não vai poder ir. O que vale é que Michelangelo já cá não está para ver tal desgraça.

Abaixo desse post falo de outra desgraça, de um recém avençado pelo Expresso, jornal que já deixa os pergaminhos na mão de qualquer cão ou gato, um tal Duarte Marques que ainda não percebeu bem para que servem as vírgulas.

Aqui, agora, deveria falar de outra coisa. Mas não sei se o vou fazer. Comecei esta terça feira cedo e, ainda mal tinha acordado, já estava a conduzir uma reunião em inglês. Poderia ter-me refeito a seguir mas a verdade é que o dia foi de tal ordem que só agora, cheia de sono, é que estou a conseguir espairecer. Mas não é por muito tempo que amanhã o dia promete, ó se promete.

Por isso, não sei do que vou falar mas sei do que não vou falar. (José Régio a uma hora destas...? Ná).




Poderia falar das palhaçadas do Passos Coelho que agora anda armado em técnica administrativa de processamento de salários, uma técnica  inexperiente e naba, coitada, que nem sabe como fazer em relação aos duodécimos e se faz os acertos no subsídio já pago, etc, e tal - mas não me apetece. 

O que não falta, no dia a dia da nossa vida profissional, são pessoas que têm dúvidas no exercício das suas funções. Geralmente dirigem-se ao chefe, que, por sua vez, questiona o chefe, até que a coisa se esclareça. Passos Coelho talvez não seja a pessoa mais habilitada para saber processar salários nem sei a que porta poderá ir bater pelo que só por instinto palhaçal é que se pode ter metido numa conversa destas. Só se for bater à porta do Palácio de Belém. O tal das cagarras é o chefe dele, não é? É capaz de ser um bom tema de conversa quando se encontram à hora do chá para falarem oralmente dos problemas da governança. Dado o silêncio do das cagarras, capaz de se juntar ao outro a cortar na casaca do Tribunal Constitucional. Começo a pensar que respeitar as instituições é coisa que não lhes assiste.

Também poderia, claro, falar das palhaçadas desse vice-irrevogável a quem lhe está a puxar o pé para o palco mas a coisa não tem qualidade, não me apetece juntar-me à festa.

Claro que seria diferente se ele quisesse interpretar uma peça à altura das suas ambições, qualquer coisa como Apogeu e queda de um jornalista que quis ser político e falhou, mas não, puxa-lhe a melena para interpretar dramas de faca e alguidar, argumentos baratos, coisa déjà vu. 
Por isso, por aí anda, a fazer de conta que não percebe a votação do Tribunal Constitucional, que se aclarem, que se descolorem, que digam se querem sangue, faca nas costas, madeixas ou nuances, novela mexicana a sério. Mais conversa de cabeleireira do que de governante. Uma pouca vergonha.

Não alinho.


Também poderia falar desse outro, o menino da lágrima, a patética figura que se põe de cócoras, não para fazer cocó mas para fazer uma selfie mas, quando dá por ele, fugiram-lhe todos de trás e vê-se sozinho, de cócoras a fazer uma selfie a ele próprio. 


Por amor de Deus, chora-se ele.



Vídeo do pobre Tozé Seguro a tirar uma selfie sem ninguém atrás.  Tadinho, que dá mesmo pena.




Por aí anda a ver se ganha tempo, se engendra expedientes. Os outros dois a fazerem palhaçada a sério, mostrando que só sabem mesmo agir na base do roubo por esticão, e sem plano B, o País entregue a uma incompetência assustadora e perigosa e o PS entregue a um noninhas destes.

É o Passos e o Portas, e mais o Cavaco (com a sua cara-metade) e o Seguro, todos de calças na mão, cada um pelos seus motivos mas todos sem saberem o que fazer. 


Os portugueses tiraram-lhes o tapete nas eleições e agora o Tribunal deu os primeiros por culpados; e os fulanos, como quaisquer vulgar meliantes, atiram-se ao juiz, culpam a sociedade, querem dar cabo do polícia que os prendeu, montam vinganças. Enquanto isso, os dois últimos andam às voltas, a ver se apanham o próprio rabo, taralhoucos, sem saberem o que fazer. 


Com vossa licença: se não é, parece - uma palhaçada.



António José Seguro encontra-se com Jesus


Uma rábula com Unas, o António Machado e o talentosíssimo Manuel Marques que é uma versão mais credível para liderar um partido do que o Totó Zero.



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Ou seja, poderia falar de tudo isso. Mas não me apetece mesmo. Gentinha de quinta categoria, produto de terceira escolha, daqueles com defeito que são vendidos a preço de uva mijona. Para que hei-de eu perder tempo com tal refugo, não me dizem...?

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Por isso, se me permitem, vou antes mostrar uma palhaçada como deve ser: uma cabra a andar de mota com capacete e tudo.

É no Irão e tudo ali é diversão pura. Agricultores irarianos deslocam-se com as suas cabras e, por cavalheirismo, põem o capacete à senhora.

Não é por ser cabra que deixa de ser uma senhora, ora essa.





Iranian farmers equip goat with helmet on motorbike ride




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E, para acabar com talento a sério e fazer esquecer os aprendizes de babalu que lá mais acima referi, deixo-vos com a extraordinária Emma Haslam  numa acrobática e arriscada dança no varão. Poderia dizer-se que não está ao alcance de todos mas a fantástica Emma prova que peso não é inimigo de leveza.

As minhas Caras Leitoras não deverão tentar reproduzir o que aqui vão ver mesmo que queiram deixar os vossos namoradões (ou namoradonas) de boca aberta. Cuidado.

Identicamente, os meus Leitores que queiram surpreender as namoradinhas (ou namoradinhas), deixando-as de queixo caído, devem pensar bem antes de se abalançarem  a tão altos voos.

Depois não digam que não avisei.



A pole-dancing masterclass from Emma Haslam | Britain's Got Talent 2014




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As pinturas são de Fernando Botero

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Se quiserem seguir para bingo vão descendo, passem, por favor, pelo David e continuem até irem parar à casa das vírgulas embrutecidas onde encontrarão um jota requentado.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa quarta feira.

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segunda-feira, maio 28, 2012

Tal como o Prof. Marcelo na TVI, fazer o balanço de 1 ano de Governo? Falar de Passos Coelho, Miguel Relvas, Álvaro, Vítor Gaspar? Ou falar do ex-espião que tinha tudo escrito no telemóvel e deixou que lho tirassem...? - Ná... Prefiro o Manuel Marques, os Gato Fedorento, o Agente 86 e, até, o David Cameron chamando Muttering Idiot a Ed Balls!


O professor Marcelo Rebelo de Sousa hoje, na TVI, com a Judite de Sousa, fez o balanço do 1º ano de Governo. Não me tinha dado conta que já lá ia 1 ano mas se calhar é verdade. 

Pensei fazer também aqui um balanço mas é tudo tão mau que não me apetece gastar o meu tempo e sacrificar a vossa paciência com coisas de tão fraca qualidade.

Em vez disso, vou antes aconselhar-vos um vídeo que o blogue Aventar publicou em Outubro de 2011. Fala por si e vale a pena ser visto. Chama-se Pedro Passos Coelho - Best of 2010-2011. Vendo-o assim, em versão compacta, fica mais patente a sinceridade, a firmeza no cumprimento de propósitos e promessas,   enfim, a confiabilidade da figura. 

Adiante. Poderia aqui abrir uma excepção para vos falar de Miguel Relvas. Há quem ache que, com isto que se vai sabendo aos poucos, ele está a fritar o Governo em lume brando, que está a dar ainda mais cabo da já tão depauperada imagem do Governo, há quem defenda que deveria sair já do Governo. Pois eu acho que não, que está lá muito bem. Aliás, acho mesmo que deve lá continuar por mais algum tempo. As revelações não vão parar e sabe-se lá o que mais se vai saber. E talvez também haja outras coisas que se vão sabendo e o Professor Marcelo hoje já as aflorou. Portanto, é deixá-lo lá estar. Por um lado, enquanto estiver, paralisado como está, não vai provocar dano ao país e, quanto mais tempo lá estiver, mais claro vai ficar o material de que são feitos alguns dos amigos ou correligionários de Passos Coelho.

Bem, podia também abrir outra excepção, agora para vos falar do coisinho. Mas prefiro antes os Gato Fedorento. Ora vejam este debate sobre o coiso para perceberem quem são os gurus de Álvaro Santos Pereira:



Podia também falar daquele olheirento que não acerta uma e que nunca percebe porque é que não acertou. Mas também aqui prefiro o Manuel Marques:




No entanto, neste caso, pensando bem, não sei qual é a versão mais doida, se é a do fantástico Manuel Marques se é daquele rapaz que o imita, aquele cujo nome artístico parece que é Gato Gaspar. Ora vejam o GG em acção:




Podia também agora falar aqui um pouco de espiões mas não conheço nenhum a sério, só artistas, só anedotas. Por isso, mostro aqui aquele que eu prefiro (...e claro que não é o big bear Jorge Silva Carvalho):


Get Smart com os agentes 86 e 99

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Portanto, desisto. Passo à frente e vou em busca de momentos de diversão noutro sítio. Mostro-vos outra figura curiosa, o primeiro ministro inglês, que tem fama de ter mau feitio, de ser indelicado, de partir a louça no Parlamento. Quando vejo estas imagens, todos em cima uns dos outros, acho uma coisa mesmo bizarra. E a forma como falam... parece uma representação cómica, uma divertida peça de teatro. Estes têm mesmo graça a sério, vê-se que estão ali para se divertirem como deve ser.

Vejam por favor a mais recente tirada de David Cameron...



E esta outra, anterior... Ri-se ele, riem os outros (afinal que é isso de fleuma inglesa...? Não senhor, aquilo ali é mesmo BritCom e da boa):





E mais não mostro que vocês já devem estar a pensar que têm mais que fazer do que estar para aqui a ver tesourinhos deprimentes e coisas cómicas. Se calhar hoje estão virados para coisas a sério e a mim só me está a dar para isto. Ficamos assim, portanto.

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Assim sendo, resta-me convidar-vos a irem até ali ao lado, ao meu Ginjal e Lisboa, que por lá hoje falo a sério. Hoje falo de amor, o que é, o que não  é, como se usa para não fazer mal, etc. Deu-me para isto ao ler Nuno Júdice. E a música, meus senhores, é da boa. Abro hoje a semana Händel. 

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Tenham, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira. Divirtam-se!

sábado, outubro 29, 2011

Dia de entrevistas: António Lobo Antunes que é melhor como entrevistado do que como escritor de romances; Clarice Lispector, a fantástica escritora brasileira; Pedro Paixão, that crazy guy e, porque é fim de semana e humor é coisa boa, para finalizar numa apoteose de cultura: Cátia na Casa dos Degredos com os fantásticos Manuel Marques e Maria Rueff


Não gosto dos romances do António Lobo Antunes, mas gosto muito das Crónicas, género no qual o acho uma maravilha.

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Clarice Lispector, uma mulher escritora muito especial



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Pedro Paixão no 5 para a meia-noite com outro crazy guy, o Alvim



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Manuel Marques e Maria Rueff tão bons que apetece nem ver os originais, a Cátia e a Teresa Guilherme



   Enjoy!!!!