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sexta-feira, agosto 21, 2015

O dia em que o pénis pediu um aumento


A pedido de uma pessoa que me disse que gostava que eu hoje colocasse aqui uma coisa divertida, aqui deixo uma história em língua inglesa que Leitor, a quem agradeço, me enviou dizendo-me que era um bocado forte mas que, enfim, em inglês sempre disfarçava.

Ora bem, acho que é divertida qb e que, em português é que a gente se entende.

Portanto, cá vai - e quem achar que isto é impróprio para conversa de salão que, pois então, me desculpe e passe à frente que, quando acabar isto, logo vejo sobre que tema mais adequado a meninas bem comportadas me hei-de debruçar.
....


Cara Senhora Administradora,

Eu, o Pénis, venho por esta via solicitar um aumento no meu salário pelas seguintes razões:
  • Pratico trabalho físico
  • Trabalho a grande profundidade
  • Mergulho de cabeça em tudo o que me meto
  • Não folgo ao fim de semana nem nas férias
  • Trabalho num ambiente húmido
  • Trabalho num lugar escuro e pouco ventilado
  • Trabalho em altas temperaturas
  • O meu trabalho expõe-me a doenças contagiosas.
Sinceramente,

P. Nis
<<<>>>

Resposta da patroa do pénis

Caro Pénis,

Depois de analisar a sua solicitação e considerando aos argumentos que levantou, a administração rejeita o seu pedido com base nas seguintes razões:
  • Você não trabalha 8 horas de seguida
  • Você deixa-se dormir depois de breves períodos de trabalho
  • Nem sempre obedece às ordens da equipa de gestão. Não se mantém na área de trabalho que lhe foi destinada e é visto frequentemente visitando outros lugares
  •  Não toma a iniciativa - tem que ser pressionado e estimulado para começar a trabalhar
  • Deixa o seu lugar de trabalho bastante bagunçado no fim do seu turno
  • Nem sempre segue as regras de segurança como, por exemplo, usar vestuário de protecção
  • Pelo andar da carruagem, acho que vai querer reformar-se ainda antes de fazer 65 anos
  • Você é incapaz de fazer dois turnos de seguida
  •  Ás vezes abandona o local de trabalho antes de ter desempenhado a tarefa que era suposto
  • E, como se isto tudo não fosse suficiente, tem sido visto a entrar e a sair do local de trabalho transportando dois sacos de aspecto muito suspeito.
Sinceramente,

V. Gina



....

Alerta

A canção que se segue, o Pito Mau do Quim Barreiros, parece-me uma canção inocente, bucólica, retratando a vida no campo. Mas, seja como for, aqui deixo o alerta: talvez seja prudente passarem à frente não vá eu ter percebido mal a coisa e, afinal, isto não ser sobre piu-pius e produtos hortícolas..

...

Até já.

segunda-feira, março 23, 2015

Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa, os comentadores pimba






Não sei porque os vejo. O meu marido insurge-se, 'vou tirar este gajo daqui', mas eu insisto, quero sempre ver o que dizem estas pessoas que têm mais de um milhão de pessoas a vê-las, quero sempre ver até onde são capazes de ir.

Manipuladores, macacos de rabos pelados, fazem de conta que são isentos, conduzem a conversa de forma a estabelecer empatia e, depois, pelo meio, lá vão ardilosamente levando a água ao seu moinho.

No sábado, foi aquele Marques Mendes que tem uma habilidade de se lhe tirar o chapéu. Volta e meia aparece ligado a coisas pouco abonatórias mas, na maior limpeza, aproveita o púlpito para as sacudir de cima, e aí vai ele, ladino, sorrisinho laroca, a fazer de conta que não é de cá, e lança um veneninho aqui, insinua uma coiseca ali, ensaia uma mordidela acolá. Enquanto o ouve, a Maria João Ruela sorri com ar derretido. Não sei que raio de programas são estes.


Ontem, no meio de gracinhas, sorrisinhos, lá espetou ele mais uma farpa envenenada. Começou por mostrar desdém por Ricardo Salgado - não há cão nem gato que agora, do alto da sua cobarde pesporrência, não se dê ao luxo de dar um pontapé no corpo caído por terra em que, aos poucos, Ricardo Salgado se vai tornando - e, logo de seguida, não resistiu a comparar Ricardo Salgado a José Sócrates. E sorriu, um sorrisinho alarve.

À noite espreitei os jornais on line, e já lá estava Marques Mendes: Sócrates e Ricardo Salgado são almas gémeas. 


Uma vergonha. Eu acredito que, tal a lavagem ao cérebro a que as pessoas são submetidas - Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem, um discurso moralista que se vende como justicialista, e tudo se mistura, os maus de um lado, os que querem viver à grande, os que não pedem desculpa, os que ainda bem que todos lhes caem em cima, e que apodreçam na prisão, e nós, os comentadores, os deputados, os juízes, os amorins, todos a cuspir-lhes em cima - que, se chega a um ponto em que já tudo parece normal, em que já parece razoável que se enlameiem todos, a mesma lama, o mesmo gozo alarve.

E não há um Provedor da Decência que impeça estas lavadeiras de roupa suja de por aí andarem a espalhar veneno.
...

Hoje a mesma coisa: o meu marido não queria ouvir o Marcelo e eu, outra vez, 'mas deixa lá ver'. E, logo de início, a conversa mole do costume, as pessoas escrevem a pôr-lhe perguntas como se ele fosse aquela senhora do tarot ou o zandinga. E ele dá-se a todos os desfrutes. Seja sobre o que for, aí está o Marcelo a opinar, a fazer previsões. Hoje perguntavam-lhe ou foi o José Alberto Carvalho, já nem sei, sobre a reportagem da TVI que mostrava os dois senhores que vivem debaixo de uma ponte no Jamor. Vi a reportagem e de facto fiquei impressionada com a generosidade, coragem e dignidade daqueles dois amigos. Vi depois que se gerou uma onda de solidariedade em volta daqueles dois. Mas, ó senhores, como aqueles dois há mais mil e cada um tem a sua história, os seus motivos. Mas mal se vê uma coisa destas parece que logo se desperta a tentação generalizada de quase adoptar as pessoas quase como se fossem cães abandonados e como se todos os males do mundo estivessem naquelas específicas pessoas. E tanto é com estas pessoas como foi um cão maltratado ou um cão que era para ser abatido. 



Mas a isso já eu estou habituada. Agora ver o Professor Marcelo a dissertar sobre o assunto, a dizer que telefonou ao presidente da Câmara de Oeiras, o Vistas, e lhe perguntou se não dava para construir um casinhoto ilegal debaixo da ponte... Bolas. E digo bolas para não dizer um palavrão. Onde chega a demagogia, o populismo mais barato e miserável. Construir um casinhoto, ilegal, junto à água, debaixo da ponte? Ridículo, absurdo. Vá lá que o presidente lhe disse que não podia abrir esse precedente.


Mas fiquei chocada - para não dizer enojada - com aquela conversa, com ele ter a lata de telefonar a um presidente de Câmara a sugerir uma parvoíce daquelas.

Uma coisa é lutar pela dignidade de todos, pela defesa do direito ao respeito por parte de todos, pelo trabalho, pela assistência aos meus desfavorecidos. E assim, sim. Agora descer ao ponto de querer fazer barraquinhas debaixo das pontes para alojar os desabrigados da vida?

Um populismo, uma vergonha, uma pimpalhice descarada.

Provavelmente o milhão e tal de pessoas que o ouvia comoveu-se com os instintos caritativos desta demagógica criatura... E um dia destes ainda corremos o risco de termos este manipulador e fazedor de factos políticos, este populista, em Belém. Gaita para isto.

O que vale é que a minha filha me ligou nessa altura e, como sempre, o telefonema foi longo e, portanto, não vi mais nada. Quando acabou, perguntei ao meu marido que mais tinha dito o Marcelo, ao que ele respondeu que obviamente tinha logo mudado de canal. Fez bem.

....

As imagens provêm de We Have Kaos in the Garden

A música só podia ser Desgarrada entre Quim Barreiros e Canário.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

No rescaldo do chumbo (por unanimidade) do Governo de Passos Coelho pelo Tribunal Constitucional, eis que recebo rascunhos de novas PACC, desta vez destinadas especificamente a Passos Coelho e a Nuno Crato (dois que estão mesmo bem um para o outro)


No post a seguir a este digo a minha opinião sobre mais este chumbo do Constitucional que o Governo sofreu; de passagem, falo na saída de uns secretários de estado e falo também em algumas reacções a quente que vi na televisão. Nesse post falo a sério.

Mas aqui, agora, retomo o tema da PACC (Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades) que ontem já aflorei, na perspectiva da componente comum, e parto para os casos particulares.



Os pelos do Coelhinho





[Responda assinalando a opção que melhor corresponde à pergunta. Use esferográfica. Não se deixe influenciar pelas imagens porque não têm nada a ver com o resto.]

PACC para qualquer Passos Coelho que pretenda manter-se em funções como Primeiro Ministro



1. Cavaco Silva enviou para o Tribunal Constitucional o diploma da convergência das pensões e o Tribunal chumbou esse diploma por unanimidade. Face a isso, qual lhe parece ser a atitude expectável de um Primeiro Ministro?


A - Ficar em casa com a mulher a ranger os dentes e a arrepelar os cabelos enquanto congemina como se há-de vingar com requintes de malvadez.

B - Mandar a Teresa Leal Coelho para a televisão partir a louça toda e tirar todos os interlocutores do sério.

C - Ligar ao Filipe la Feria a saber a data do próximo casting e, para o impressionar melhor do que da última vez, em vez de falar, desatar a cantar a plenos pulmões logo ali, ao telemóvel.

D - Na próxima vez que for a Belém, para lhe mostrar que não está nem aí, encher uma bochecha de ar e com o indicador espetá-lo na bochecha para o ar sair ruidosamente. Fazer isso repetidamente com ar de engraçadinho, para deixar o Cavaco à beira de um ataque de nervos.





2. Depois do chumbo do Constitucional, sabendo que o Presidente também põe a hipótese de vários pontos do OE 2014 serem inconstitucionais, mantendo-se os juros da dívida à volta de 6% (taxa de juro impossível de pagar, já anunciou o Machete) e constatando que os indicadores estruturais estão piores do que no início da governação, o que lhe parece mais prudente que um Primeiro-Ministro faça?


A - Ir pedir emprego ao Relvas, esse grande empreendedor
B - Montar uma bancada de cozinha na Presidência de Conselho de Ministros para fazer farófias e queijadas em vez de aturar toda a gente que insiste em complicar-lhe a vida, não o deixando violar a lei geral à vontade

C - Na próxima vez que for a Belém, passar uma rasteira ao pequeno Liberato e mandar o Presidente ir procriar com a Maria em vez de estar para ali com ar agastado

D - Defecar de vez para isto tudo.



*

PACC para qualquer Crato que pretenda manter-se em funções como Ministro da Educação



1. Quando está num Conselho de Ministros e ouve alguns colegas dizerem quaisqueres ou hádem, o que deve fazer?


A - Anotar num bloco os erros e disparates que cada um, para um dia os ir denunciar à televisão

B - Fazer uma bola de papel amarfanhado e atirar-lhes à cabeça com energia, ameaçando que mais uma daquelas e agrafará os testículos dos cavalheiros à respectiva cadeira. No caso das ministras, ameaçá-las que vai fazer-lhes piercings nos mamilos.

C - Colocar-lhes orelhas de burro e mandar que fiquem de pé, num canto, voltados para a parede a recitarem em voz baixa a letra do hino 'O pai da criança' até que o Conselho de Ministro acabe.

D - Explicar-lhes que o novo Acordo Ortográfico simplifica as coisas: que agora já não se diz quaisqueres mas sim qualqueres e, no que se refere a hádem, que agora já não é preciso o h nem o acento.



2. Leia a seguinte frase: 'Quando a Merkel se senta de perna aberta e está de saias, o Primeiro Ministro intervém, dizendo-lhe que tenha maneiras porque ele não está interessado em saber se ela usa cuecas da avó ou fio dental'. 

Se quiser referir-se a isso no passado, como deverá dizer?


A - Quando a Merkel se sentou de perna aberta e estava de saias, o primeiro ministro interviu, dizendo-lhe que tivesse maneiras porque ele não estava interessado em saber se ela usava cuecas da avó ou fio dental .

B - Quando a Merkel se sentou de perna aberta e estava de saias, o primeiro ministro interview, dizendo-lhe que não tivesse maneiras porque ele estava interessado em saber se ela usava cuecas da avó ou fio dental.

C - Quando a Merkel se sentou de perna aberta e estava de saias, o primeiro ministro fotografou-a para a interview dizendo-lhe que se pusesse à maneira porque ele queria vê-la sem cuecas.

D - Quando a Merkel se sentou de perna aberta e estava de saias, o primeiro ministro interfoi-se mas antes disse-lhe que o fazia porque não suportava imaginá-la de fio dental.


FIM
(provisório)


***

As imagens foram obtidas através de pesquisas do Google. Duas vejo que vêm do Kaos. Das outras não sei qual a sua proveniência original. A canção é 'Os pêlos do Coelhinho' pelo Quim Barreiros.

***

Relembro que no post abaixo há conversa a sério sobre o Chumbo do Diploma das pensões no Constitucional e sobre a remodelação que envolve a saída do Secretário Rosy (que, se não há sangue, vai pregar para outra freguesia) e do Engenheiro Civil Santo (que se aborreceu de estar como Secretário de Estado da Justiça). Por este andar, qualquer dia ainda o engenheiro civil porta moedas se cansa de estar a fazer de economista.

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Muito gostaria ainda de vos convidar a visitarem o meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, onde hoje tenho um jovem diseur que se debruça sobre a poesia de António Ramos Rosa e me leva a dizer palavras leves como gatos.

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Dado o adiantado da hora, já não consigo rever o que escrevi pelo que, por favor, relevem as gralhas (mas se forem cabeludas, por favor, avisem-me, está bem?)

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E,por hoje, nada mais. Tenham, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira!

terça-feira, julho 02, 2013

Porque se demitiu Vitor Gaspar? Porque escolheu Passos Coelho Maria Luís Albuquerque, a Miss Swaps, sua ex-professora, para o substituir? E porque a colocou ele em número 3, quando vai substituir um nº2? Paulo Portas fica a ganhar com a baldroca? E o país? Fica a ganhar ou a perder com isto? E o que vai o lombinha dizer amanhã no briefing diário? - Sei lá! Mas posso deitar-me a imaginar. Sim... porque, meus Caros, está aberta a silly season!!!!!


No post a seguir a este falo da inesperada notícia que abriu a temporada artística, trazendo-nos a público a fantástica carta de demissão de Vítor Gaspar onde se explana de a a z a narrativa do happening, deixando o Passos e o Maduro e, claro, o Lomba, sem poderem reescrever a história, e falo ainda da cómica escolha de Maria Luís Albuquerque para substituta do Dito-Gaspar-não-acertou-uma-Única.

Mas isso é no post abaixo. E, caso queiram conferir o texto da espantosa carta, é também descerem até lá.

Aqui, agora, tento responder às questões que a mim própria me coloco. Mas, para que a coisa tenha uma banda sonora à altura, aqui vos deixo o 'Pito Mau'. 

Toca a música, maestro.



//\\

1. Porque se demitiu Vítor Gaspar?





Pois bem. Cá para mim a coisa passou-se assim e passo a transcrever o pensamento do ex-Mangas, mais conhecido pelo Gaspar-não-Acerta-Uma.

Por mais que me custe assumir, isto já não vai lá de maneira nenhuma. Com um défice de 10 e picos por cento no 1º trimestre, mesmo que se invente a desculpa do critério contabilístico, fica nos 8 e tal, isto já é impossível ir aos 5 e meio, impossível, um buraco, esta gaita é um buraco sem fim. É uma barraca atrás de outra. 

E os sacanas que não páram de ficar desempregados, filhos da mãe. 

E até os broncos dos patrões se uniram contra o Governo. Corja de provincianos. Ainda não perceberam que esta política é boa para eles. Eu a querer pôr os trabalhadores bem pobrezinhos e eles, parvos, atrasados mentais, patrões da treta, ainda a protestarem. Assim é impossível ser prior nesta freguesia. 

Agora também esta gaita dos SWAPs... Ainda tentámos disfarçar, correndo com uns quantos mas a malta não larga, são comissões de inquérito e mais umas gaitas, não vão largar, agora até o Teixeira dos Santos veio dizer que me tinha avisado... como é que vou safar-me disto? Dois anos para renegociar uma coisa para a qual estava mais que avisado? 

E aquela betinha da Miss Swap a dizer que não sabia de nada... Agora vão aparecer as acusações de que mentiu. Não tem como se safar até porque eu próprio já a desmenti publicamente, para não ser parva. Impossível sair desta airosamente. Não estou para sair daqui com fama de incompetente, de trapalhão e ainda por cima de mentiroso; ela, que é tão amiguinha da Excelência, que arranje maneira de se limpar.

Mas é que isto é mesmo uma barraca atrás de outra. No dia 15 de Julho era para apresentarmos o plano de Reforma de Estado e ainda não está nada feito. A Excelência entregou isto ao Paulinho, olha a quem..., e agora claro que ainda não tem nada, nem vai ter, que aquele ali só trabalha para a popularidade, dentinhos brancos, fatinho de risca, sorrisinho, discursinho muito ensaiado, olha quem..., alguma vez dali vai sair uma reforma de estado...? É o sais! E era eu que ia dar a cara por mais essa barraca? É o vais!

E não tem mão nenhuma naquela tropa, aquela bancada parlamentar é uma bandalheira, cada um diz a sua, é o Frasquilho da pulseirinha que não se cala com a baixa de impostos, agora foram todos votar nas medidas do PS, está tudo doido, cambada, como é que eu vou impor a austeridade e sugar o sangue e arrancar o coiro e o cabelo à populaça com aquela malta toda à rédea solta...? 

Não há pachorra para aturar aquela cambada, aqueles conselhos de ministros são uma cegada, cada um atira palpites para seu lado, toda a gente contesta, todos preocupados com as eleiçõezinhas, quero cá eu saber das eleiçõezinhas, estou-me a cagar para estes burros que nem contas sabem fazer, eu, um matemático encartado que não falhei uma única meta. E a Excelência não é capaz de dar um murro na cabeça de cada um que abra a boca. Líder da treta.

Olha, ó Excelência, vai-te lixar que eu por aqui me desbaldo. E vou-te tramar bem tramado - e olha que estou a ser educado - e vou explicar tudo bem explicadinho numa carta e vou publicar a cartinha para quem a quiser ler, que é para ficares bem entalado, ó Excelência. 


2. Porque escolheu Passos Coelho a Miss Swaps, Maria Luís Albuquerque, para o substituir? 




Pois. Também não sei. Mas posso deitar-me a adivinhar. Ora vejamos o que teria sido o raciocínio de Passos Coelho (com os neurónios que lhe restam pois, se estão bem lembrados, há um gene safado, o Bmp4, que se alojou na cabeça dele, à semelhança do que aconteceu no pénis dos galos).


Aquele c... do Gaspar agora é que a fez bonita, filho da mãe. E, como se não tivesse já entornado o caldo há muito tempo, agora também toda a gente tem aquela porcaria de carta nas mãos, sacana, que nunca foi bom da cabeça, razão tinha o outro em chamar-lhe psicopata.

Deixa-me aqui entalado e logo numa altura destas. Daqui a duas semanas, no máximo, tenho que entregar à troika a gaita da Reforma de Estado e ainda não tenho nada, só um rascunho mal parido, conversa fiada. Também para que fui eu entregar aquela droga ao artista do Portas, caraças!? Alguma vez ele se ia chamuscar? Está bem, está... olha quem... aquilo está aqui só para fazer número, sacana, que mal me apanha de costas vem armar-se em bonzinho, é um artista, cai a popularidade de toda a gente menos a dele, e só não lhe chamo filho da mãe porque simpatizo com a mãe, ó sorte malvada...

E o Paulo Macedo não quer substituir o maluco do Gaspar, desculpa-se que quer acabar a missão na Saúde, ó desculpinha mais esfarrapada, quem é que quer saber da Saúde?, e contactei mais uns 50 e não houve um sacana que tivesse aceitado, cambada, nem um, todos a inventarem desculpas, hão-de pagar. Agora não tenho outro remédio senão gramar com aquela fuinha, nariz empinado, embirrante, uma chata, ainda por cima foi-se meter numa boa com aquela dos swaps, e foi dizer aquilo na Assembleia e veio logo o tarado do Gaspar chamar-lhe mentirosa, e depois apareceu o Teixeira também a chamar-lhe mentirosa e agora vou ter uma ministra que vem logo com o carimbo de incompetente, relapsa e, ainda por cima, mentirosa. Cambada. isto até parece vudu, porra.


3. Porque colocou Passos Coelho a Maria Luís Albuquerque, a so-called swinger Miss Swap, nova ministra das Finanças, em número 3, quando vai substituir um nº2? 





Não sou filha do Marques Mendes. Por isso, não herdei os genes devinatórios dele. Posso deitar-me a adivinhar mas, não se admirem, sou capaz de me enganar ainda mais do que ele. Mas vá lá, tento.

E agora vou ter aquela empertigada em meu Número 2? É o vais... Uma subalterna! Tem a mania que tem sempre a resposta na ponta da língua, e quando fala parece que pensa que ainda é minha professora, qualquer dia dou-lhe uma pisadela nos calos a ver se ela se enxerga, gaita, e já parece o Relvas, sempre a lembrar-me que sempre me apoiou, chiça, sempre a cobrarem, sempre a cobrarem. Se a ponho em número dois, havia de fazer de tudo para me passar a perna que aquilo é uma fuínha que não pára enquanto não trepar por aí acima. A minha Laurinha é que a topa. Tem-lhe um pó... Ela bem me avisa: 'não lhe dês muito troco, tem-na de rédea curta, por algum motivo lhe chamam cara-de-cavalo, tu tem cuidado com ela'. Além disso, tenho que arranjar maneira de entalar mais o Portas a ver se ele mija menos fora do penico. Se eu lhe disser que ele agora é o número 2 deve ficar todo emproado, todo ele trabalha para o cenário, não lhe vai caber um feijãozinho. A ver se, sendo número 2, tem lata de chamar as televisões para se pôr a defender os velhinhos...É o chamas...!

E quero cá eu saber dos velhinhos ou do zé povinho em geral, cambada de ingratos é o que estes zé ninguéns são, quero é que se f... 

A única coisa que me importa é que a Angela goste de mim e me arranje um lugarzinho jeitoso quando eu me vir livre desta m.... e quem diz a Angela diz um chinoca qualquer, um angolano qualquer, tanto me faz, sou agnóstico. Ou será que a palavra agnóstico não se aplica neste caso? Será que é misógino que eu devia dizer? Ou oxímero? Olha, que se lixe.


4.  Paulo Portas fica a ganhar com a troca e baldroca?





Eu acho que não, mas sei lá. Cá para mim fica numa autêntica saia justa. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Entalado, entalado. O Governo a desagregar-se à força toda, barracas atrás de barracas, a Reforma de Estado que não anda nem desanda e ele, ambicioso, aceitou ficar com essa responsabilidade e agora a batata quente a estalar-lhe nas mãos, e agora ainda mais agarrado, em número 2. Tanto que ele quer ser ministro e agora que é o que queria ser, Ministro dos Negócios Estrangeiros e de Estado e Número Dois e logo neste Governo de pés rapados, incompetentes, suburbanos, pirosos. (A parte a itálico já sou eu a ler-lhe os pensamentos.)

Esta experiência profissional vai sair-lhe cara. Podia sair pelo seu próprio pé mas já se viu que aguenta tudo só para se manter como ministro.


5. E o País ganha alguma coisa com a saída de Vítor Gaspar?





Dizer o quê? Vítor Gaspar era a face mais evidente das intenções de Passos Coelho, era o psicopata de serviço, era o compulsivo, não descansava enquanto a malta não estivesse a pão e água. Mas o responsável desta política é Passos Coelho. 

E Maria Luís Albuquerque é a subordinada de Gaspar, a sua fiel seguidora. E tem-se visto aquilo de que é capaz. A nível de ética e moral alinha pelo mesmo diapasão dos seus superiores hierárquicos.

Importante mesmo é que a economia renascesse, que passasse a haver crescimento. Enquanto isso não acontecer, népias, nada interessa. Mas com o Álvaro na Economia?! Não brinquem comigo. Mas o mal nem está propriamente no Álvaro, um fofo, um fofinho, um pastelinho, um natinhas. 

Enquanto Passos Coelho, esse pedaço de pouca sorte que nos caíu em cima, continuar a ser primeiro-ministro, com o outro pedaço de pouca sorte que é o Cavaco, nenhumas melhorias antevejo para o País. Lamento se vos desiludo mas é o que penso. Mas também antevejo que esta praga de rafeirice não dure muito mais tempo. Isto está a decompôr-se, a desconjuntar-se. 




Um dia destes a bela adormecida vai ter que acordar e fazer o que se impõe há muito tempo. Antes que alguém faça por ele.


6. E o que vai o inteligente Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto verdinho Maduro, de seu nome Pedro Lomba, o intelecto-lombinha, dizer amanhã no briefing diário? 





Pois... também não sei. A esta hora deve estar à nora a ver como se vai sair desta. Logo agora que o meteram nisto é que havia de ter acontecido uma borrada destas... Borrada ou burrada? Ou burricada? E quem é que ele irá levar pela trela? Será que vai outra vez com a Miss Swaps? Ná... Só se for o Rosalino de cabelinhos em pé? Ministro não deve conseguir apanhar lá nenhum... e o Rosalino é que está sempre em todas, desbocado que só ele, mas, enfim, se não houver outro, vai mesmo ele. 

Mas dizer o quê, senhores? Que esta barracada já estava prevista? Que já toda a gente sabia que o maluco do Gaspar, mais dia menos dia, iria pregar uma partida destas? Caraças. Ainda vou mas é buscar o Relvas, o Relvas é que não tinha vergonha nenhuma, inventava logo uma saída airosa, uma parvoíce qualquer. Agora eu, com o meu arzinho de apanhadinho em verde, tadinho, a dizer coisinhas em off, piu-piu. 

[A parte em itálico já sou eu a imaginar os pensamentos do lombinha. Piu Piu]


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As ilustrações provêm do blogue We Have Kaos in the Garden. A última não precisou de ser montada: é o Lomba tal e qual, a apoiar o PS. Hilariante qb para figurar ao lado das restantes.

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E pronto, por aqui me fico. Relembro que sobre a notícia em si e o link para a carta do Gaspar, é descer até ao post seguinte.

Tenho ainda o desplante de vos convidar a virem de passeio até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, a love affair. Hoje tenho lá uma Poetisa que desconhecia, a Marta Chaves. Com ela apareceu uma certa gata, se é que me entendem. A música é, outra vez, um espanto:  Pavel Sporcl interpretando Tchaikovsky.


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Desejo-vos, meus Caros leitores, uma terça feira. E que todos os santinhos nos protejam!

sábado, setembro 08, 2012

Passos Coelho e o anúncio, mesmo antes do futebol, de mais medidas de austeridade (a saber: os que têm escapado, continuam a escapar; o rombo no rendimento dos trabalhadores da administração pública mantém-se; e os trabalhadores de empresas privadas sofrem mais um rombo de 7% no seu ordenado - olé!!!!). E isto, diz ele, para acabar com o desemprego. Boa! Esta desculpa não lembrava ao careca. Mas lembrou-lhe a ele. Seria um escândalo, um atentado à nossa inteligência, se fosse para levar a sério. Mas eu não as levo. Aquilo são só mais uns passos em falso de um coelho sem jeito nenhum para isto. Até lá muita água vai correr debaixo das pontes.


Arre burro
 ou arre burra ou seja o que for relacionado com isso ou com coisa nenhuma
(como música de fundo)

Quim Barreiros

*

Passos Coelho, institucional, ar de espírito de missão, primeiro aparece com uma pinta muito low profile, compungido, quase simpático, os portugueses tão pacientes, todo ele falinhas mansas, banalidades, meias verdades, vamos todos combater ao desemprego, rebéu-béu pardais ao ninho,




... e a gente a ver que aquilo era tudo uma 'armação'. 

Depois, logo a seguir, disfarçadamente, como quem diz mais uma insignificante banalidade, antes de se raspar a grande velocidade, anuncia que quem já foi espoliado, espoliado fica e que os que trabalham em empresas privadas, tau: menos 7% ao fim do mês!

Todos os meses, meus amigos!

Não faz por menos, não senhor. Lindo serviço!

A Passos Coelho e amigos não basta espalhar o desemprego, não basta espalhar a insegurança e a precariedade, não basta a miséria, não basta a quebra da economia como não há memória por cá nem paralelo na Europa. Não, Passos Coelho quer sangue! Sangue!




Mas eu, muito sinceramente, não consigo estar já preocupada. Eu acho que ele ainda não percebeu que o primeiro milho é para os pardais. Para ali anda a fazer umas atrás de outras, cada uma dando pior resultado que as anteriores. Tudo o que faz, mas tudo, atira o País para um buraco ainda mais fundo. E ele continua sem perceber. Isto da relação causa-efeito é um mistério para ele. 

Atira um ovo cru ao chão e o ovo parte-se. Toda a gente - mas toda a gente, senhores - sabia que o ovo se ia forçosamente partir. Toda a gente  - excepto ele, o inteligente Gaspar e outros intelectuais do género. Eles não. Não percebem porque é que o ovo se partiu. E, então, aparecem com uma nova solução: atirar dois ovos crus ao chão e agora com mais força.

E, ao fim de uns meses, quando já não há mais ovos para atirar ao chão, aparecem com uma ideia ainda mais brilhante: matar as galinhas todas pois assim deixa de haver ovos e, deixando de haver ovos, deixam de se partir quando se atiram ao chão. 

Espertos, sim senhor.

Passos Coelho já é uma caricatura. Um governante não faz tantas coisas assim. Bem, talvez o Bush, o George. Mas talvez não muitos mais. 

Tantas, tão absurdas e tão inqualificáveis tem feito que já não há quem o apoie. Bem, talvez o Relvas. Ou talvez a Isabel dos Santos ou outros angolanos com dinheiro fresco. Ou talvez alguns chineses. Ou alguns brasileiros (e não estarão também para aparecer por aí alguns russos?) - mas, tirando esses, acho que já não há muito mais humanos a apoiá-lo. 

Talvez indo para outro género se descubra alguém que perceba e aceite as rocambolescas medidas de Passos Coelho. Talvez esta tresloucada figura aqui abaixo perceba tudo muito bem - tem ar de ser apoiante do Passos Coelho, do Gaspar-não-acerta-uma e do Vai-estudar-ó-relvas.




Ou este, este tem um ar liberal, acho que também deve ser do grupinho, aliás, é capaz até de ser um dos muitos assessores do governo, tem ar disso:




Resumindo: isto que ele hoje se lembrou de vir à televisão dizer é só para 2013. Ora, até lá não me doa a mim a cabeça. Até lá, alguém lhe há-de pôr um valente par de patins.

Não acredito que este seja um país só de frouxos e que, fiquemos todos aqui (e até me apetecia referir a posição das pernas mas, enfim, não vou descer das minhas ricas tamancas), à espera que ele se vá lembrando de mais destas. 

Olhem agora é que vai ser bom, vamos todos ser mais felizes, vamos acabar com os desempregados e com os pobrezinhos que são uns chatos (e, já agora, vamos roubar um rim a cada português que ainda os tenha; aos que já não têm, roubamos um olho); 

e, a seguir:

Vamos todos ser os mais ricos da Europa, os melhores alunos, uns fofinhos, é essa a nossa preocupação porque gostamos muito de vocês, queridos portugueses (e, para isso, vamos lá rapar o cabelinho, especialmente o cabelinho liso que a gente quer vender aos angolanos que eles se pelam por isso);

e, depois:

Queremos que todos recebam uma pensão de reforma mais confortável e que não tenham preocupações com o vosso futuro e eu, mais do que ninguém, quero o vosso bem (e, para isso, vamos lá todos cortar os dedos porque os colombianos pagam bem por dedos, porque já se fartaram de anéis)




 - e nós aqui, sorridentes, paciente, mansarrões:  ai é, ó Passos...? é isso que queres? Então, toma lá um rim, o cabelo, os dedos (mas só queres os das mãos? não queres também os dos pés? ó pá, leva lá...!)

Ná...!

Não acredito que sejamos assim, os pastelões da Europa, os parvalhões, os passivos, os open leg (pronto, já disse!; mas disse em inglês, soa melhor)

Acho que vamos acordar desta dormência e dizer-lhe alto e bom som que vá chatear outro (e só não escrevo aqui aquilo, exactamente, em que estou a pensar porque, enfim, este é um blogue de família).

E Cavaco Silva, por uma vez na vida, é capaz de ser coerente e mandá-lo de volta para o Ângelo Correia, e o Tozé talvez se deixe de infantilidades e faça oposição a sério, ou talvez o Paulo Portas tenha um rebate de consciência e resolva passar uma das suas valentes rasteiras ao colega de coligação. Ou qualquer outra coisa. 

Com estes artistas é claro que nunca teremos um 'filme' de qualidade mas, enfim, já nem ouso ambicionar tanto, já me basta que tirem de lá este bando de impreparadas criaturas que, se não interceptadas a tempo, não deixarão pedra sobre pedra.




Por isso, é com tranquilidade que irei assistindo a estas blagues pífias, pois estou em crer que já não falta muito para este coelho ser corrido daqui para fora, não vindo, depois, a figurar em parágrafo nenhum da história (nem sequer na do Rui Ramos, rapaz de alta erudição). Bem, talvez figure na petite histoire da Felícia Cabrita.

E, assim, atenta mas confiante num rápido desenlace, gozando estes dias de um sweet september, por aqui vou ficando a pensar se haverá alguma coisa, ao meu alcance, que eu possa fazer para acelerar o processo.


**

E, por hoje, nada mais. Tenham, meus Caros Leitores, um doce sábado!

segunda-feira, setembro 03, 2012

Ainda não é desta que me atiro a este Governo, a este Passos Coelho que parece que ainda não percebeu que os sacrifícios que nos anda a infligir não servem para nada, só pioram tudo, a este Vítor Gaspar que continua sem acertar uma e que vai levar o défice para uns expectáveis 6,9%, a este Paulo Portas que dá uma no cravo e outra na ferradura e se esvai em puros tacticismos e nada mais... enfim, a esta gentinha toda. Ainda não é hoje. Falta-me a vontade para falar desta gente que tanto mal anda a fazer a Portugal.


Como música de fundo para o não-tema de hoje, 'A Quinta dos Animais' em versão Quim Barreiros

 isto é: Os bichos da fazenda

*

Devo andar ainda anestesiada. Acho que as gotas que o anestesista, há quase 2 meses, colocou no soro para eu ficar zen ainda  continuam a fazer efeito.

Assisto, 'passada':



O número um e o número dois do Governo, gente fina,
 gente 'altamente preparada do ponto de vista académico e profissional'
para as funções que desempenha

. ao descalabro absoluto das políticas deste Governo - que são o oposto das promessas eleitorais; que são as medidas da troika revistas e aumentadas em tudo o que tem a ver com austeridade (e esquecendo tudo o que tinha a ver com medidas de reforma do aparelho de estado, 'gorduras intermédias', rendas, ppp's, fundações, etc); que são pouco claras; que são mal fundamentadas; que têm conduzido o País a uma espiral recessiva; etc, etc,


*

Passos Coelho: esta cara nunca me enganou, cara de quem não percebe nada


. aos disparates sem nexo de Passos Coelho - que, talvez devido à sua estonteante impreparação a todos os níveis, continua sem perceber que as suas ideias não têm sustentabilidade teórica nem prática, que continua sem perceber que está a conduzir o País para a miséria e a desfazer-se, a preço de saldo e sem critério, das empresas mais estratégicas e/ou mais rentáveis, que não coordena os ministros, que não sabe a quantas anda, etc, etc,


*

Vítor Gaspar: cara de quem anda perdido, não pertence a este filme,
aqui está num papel errado, ainda não percebeu o que se espera dele,
falha todas as deixas, não acerta uma


. ao fracasso permanente de Vítor Gaspar - que vê 'chumbada' as suas medidas em toda a linha, que falha  uma a uma todas as metas, todos os objectivos, todas as previsões, que desde que aqui chegou ainda não acertou uma, etc, etc,


*

Miguel Relvas: o emplastro do Governo, a vergonha que rapidamente
ultrapassou fronteiras, a anedota nacional, a caricatura do que é este Governo


. ao espalhanço público de Miguel Relvas - que tamanhos são os despautérios em que se vê envolvido que já envergonha todos os que lhe são próximos ou, melhor, já envergonha o País e que, por isso, anda escondido... e nem me alongo mais tantas as embrulhadas em que se está metido,


*

Álvaro, o fofinho que gosta de se armar em duro, o dos pastéis de nata
e de outras ideias peregrinas,
um erro de casting desde que aterrou no Governo

. ao desaparecimento do Álvaro  - que já nem se lembra que era ministro da Economia, do Emprego e de mais não sei o quê, e logo numa altura destas em que seria vital ter um ministro inteligente, experiente,


*

Nuno Crato, uma decepção, segundo toda a gente diz um troca-tintas,
um diz que diz que e que nada faz do que diz que faz, só se ri


. à hipocrisia gratuita de Nuno Crato, à miopia política, à falta de pensamento estruturado sobre o que é a educação - e que sorri com ar de quem tem mamar doce mas que só espalha confusão no seio dos meios ligados ao ensino,


*

António Borges, ao que se diz, o homem dos grandes interesses, a sombra pardacenta.
Para quem é que anda verdadeiramente a trabalhar?


. ao papel dúbio, estranho, desagradável do que parece ministro António Borges - que espalha incerteza, suspeição, desconforto por onde passa,


*

Paulo Portas: levou demasiado à letra a ideia de que é um verdadeiro artista,
e, no entusiasmo das performances, perdeu a identidade 


. ao tacticismo, típico de um macaco de rabo pelado, de Paulo Portas - que dá o dito por não dito e suporta gente de quem aparentemente sempre quis distância; e tudo a troco de quê, de um cargo de ministro num governo desqualificado e que há-de envergonhar quem dele fez parte?


*

Paula Teixeira da Cruz: parece que é conforme os dias


. ao funcionamento ad hoc de todos, cada um apontando para seu lado, cada um dizendo cada coisa, descoordenados, baralhados, agindo como free lancers - como ontem a ministra Paula Teixeira da Cruz que se atirava contra o endeusamento da iniciativa privada (ao invés do pensamento oficial deste governo) mas a gente fica com a sensação de que disse isto como poderia ter dito o contrário porque já lhe ouvimos de tudo,

... etc, etc, etc.

... e, apesar de assistir passada, não me apetece falar de nada disto.

Custa-me viver num país governado por gente tão impreparada, tão incompetente, tão incapaz, claro que me custa. Esta gente está a destruir o País e a destruí-lo a grande velocidade, numa vertigem.

E o que me preocupa mais é que isto é bem capaz de ser tudo apenas estupidez. É que se fosse por qualquer ideia estruturada, ainda havia a esperança de caírem neles, de arrepiarem caminho. Agora, se isto é apenas estupidez e sendo a estupidez uma coisa genética, que esperança podemos ter?

Cá para mim, a esperança reside em que façam tantas e tão boas que o Governo impluda, que desatem todos à estalada uns aos outros, ou que Cavaco os despeça liminarmente, xô!, xô daqui para fora que me andam a sujar a casa!, ou que aconteça um qualquer número gago desse género, uma cena de gargalhada porque este Governo é tão mau, mas tão mau que se não fosse dramático o que andam a fazer, era de a gente se agarrar à barriga de tanto rir.

Repito-me: isto é tudo tão triste, tão triste, tão mau, tão medíocre, tão fraquinho, tão inenarrável que fico passada com esta gente e com o que dizem e fazem ... mas e vontade para me debruçar com mais profundidade sobre tão fraco material...?

Não consigo, não consigo, não me apetece, é que isto é mesmo mau demais, tenho até medo que isto me faça mal só de falar neles, sei lá.

Por isso, lamento, mas ainda não é hoje... 


*

E tenham, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda feira.
E vamos esperar que isto já esteja por pouco tempo porque, afinal, merecemos melhor, não acham?

domingo, julho 15, 2012

Uma vez mais sobre o Relvas que felizmente ainda é ministro, o braço direito de Passos Coelho. E, numa de fuga (ao Relvas e ao calor), deslizo da indolência do sofá até à frescura no fundo do mar


Então e para o Relvas não vai nada, nada, nada...?!

Então não...? Toca a música...!


Pela segunda vez no UJM: 
Quim Barreiros e Os Pêlos do Coelhinho (referir-se-á ele aos pêlos do cada vez mais descabelado Passos Coelhinho?)

*

Relvas virou anedota generalizada. Pelos jornais, pelos blogues, pela televisão, por todo o lado, a galhofa é geral. 

Mas, mais divertido do que as anedotas (a das relações sexuais aos 13 anos obtidas por equivalência a outra actividade mais solitária, a do jantar sozinho no jantar de fim curso, a do dá licença? está licenciado, etc, etc, etc), são as imagens do próprio Relvas. 




A hilariante declaração do Relvas, numa biblioteca com uma televisão por trás, a dizer, antes de fugir, que sempre norteou a sua vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente (terá sido a assessora de imagem de Passos Coelho, também, surpreedentemente, nomeada para coordenar um grupo de trabalho para as TIC, uma tal Marta Sousa, a escrever-lhe aquela extraordinária sound bite?),

ou a imagem que sempre aparece dele na televisão em que, junto a uma porta, aquele sujeito insuportável, um autêntico papagaio televisivo, o deputado Carlos Abreu Amorim, se atira solicitamente sobre ele, num gordo abraço arrebatado,

ou, ainda, a imagem dele, dizendo as suas habituais faceirices, a rir - hélas, faltando-lhe um dentinho...,

tudo o que aparece do Relvas é digno de sitcom, é digno de rábula de revista, é digno de anedota, e de  anedota para todos os gostos, desde a anedota de mais fino recorte blogueiro até a piadolas de taberna.

Passos Coelho mantém-no como número dois do Governo e faz muito bem porque assim percebe-se melhor quem é Passos Coelho e de que material é feito este Governo. 

(Mas o drama português vai muito para além da mediocridade do Governo. Só que estou a escrever isto na noite de sábado para domingo e há que ter noção das coisas: numa noite de sábado para domingo não se fala de misérias tão deploráveis.)

*

Assim sendo, vou falar de coisas simples, ligeiras (... enquanto, nos bastidores do País, o Coelho, o Relvas, o Borges, assessores, consultores e escritórios de advogados trabalham afanosamente para passar a patacas as maiores empresas do País - ...mas, ok, agora, faz de conta que agora não me lembro disso...).

*

Se já ouviram a música dedicada ao inexpugnável Relvas, então, está na hora de mudar de registo.

Música de novo, por favor



Katie Melua - If you were a sailboat

*

Ora, então, o que tenho a dizer é que é uma saturação estar a maior parte do tempo restrita a um sofá, de pernas estendidas. Chega-se a um ponto em que já não há paciência.




Fotografia de  Guy Bourdin


Falta-me a paciência para ler, para ver televisão, para tudo. Não obstante, hoje esforcei-me e felizmente fui bem sucedida. Estive a ler um livro que me atenuou a moleza: 'Os amores difíceis' de Italo Calvino, um conjunto de saborosas histórias - e chamo-lhes saborosas por mero espírito estival. 





Fotografia de  Guy Bourdin  


Ou seja, apesar de na horizontal e com tanto calor como se tivesse um urso a dormir em cima de mim, gostei imenso daquelas histórias em que pequenos e irrelevantes acontecimentos acabam por ter um efeito enorme, senão brutal, na vida das pessoas.

De qualquer forma, acho que estou melhor (mal fora... já lá vão oito dias) e já começo a ensaiar passos mais longos, até por vezes já me sento quase normalmente (enfim, quase, pois ainda há algumas restrições).




Fotografia de Steven Klein 


Passo ante passo, com mil vagares, já me aventuro a outros poisos, já me sento à mesa (mantendo os devidos cuidados porque a mobilidade ainda não é perfeita). E amanhã já vou almoçar fora e já estou na disposição de ir passear (de carro, claro). Por isso, não tarda estou a voltar aos meus passeios pela beira do rio, contemplando os barcos, os pescadores, os peixes que nadam junto à superfície.




Fotografia de  Guy Bourdin  


Até lá, contento-me em olhar os peixes através de um aquário imaginário, imaginado-me eu própria dentro de água, nadando, sentindo a água fresca, o maravilhoso cheiro da maresia.

E, então, fecho os olhos, ouço os movimentos quase silenciosos dos peixes, sinto a frescura da água em volta do meu corpo e, quando dou por mim - para que eu, ainda convalescente, não me canse - já um cavalo me leva agarrada ao seu pescoço, como se fosse um ágil sailboat.




Fotografia de Steven Klein   


O mar é azul marinho, a temperatura é baixa, tão fresca, tão retemperadora, a luz é escassa, o meu corpo branco é quase o único ponto de luz e eu ali vou, feliz e expectante, levada por um veloz cavalo marinho.

E o cavalo voa dentro de água, voa sem se cansar e depois mergulha, mergulha, vai até ao sítio mais escuro e mais fundo onde só habitam vultos, deuses, sereias, corais, tesouros, e leva-me para os braços do meu amor que me espera num castelo verde, forrado de limos macios como veludo, com algas douradas como cortinas.

Que bom é o amor nos castelos do fundo do mar.

***

E é domingo, um dia para se estar muito bem disposto. Tenham, meus Caros, muita saúde e muita alegria.

quarta-feira, maio 23, 2012

Miguel Relvas e a vida privada, Álvaro Santos Pereira e o coiso, Vítor Gaspar e os números ao lado, Passos Coelho e os desempregados e as inúmeras oportunidades. Stop. Mudança de cena. Stop. Agora coisas com interesse: Casimiro de Brito e 'Amar a Vida inteira'


Meus amigos, com as respostas aos comentários e com o que escrevi no Ginjal, estive até agora e já é quase 1 da manhã. Vou, portanto, tentar ser breve.

*
Música, por favor


Quim Barreiros e os Pêlos do Coelhinho

*


O Ministro de quem se fala, Miguel Relvas, aqui provavelmente
recebendo um clipping telefónico do seu amigo  maçon e ex-espião,
Jorge Silva Carvalho,
informaçõezinhas que, ao que parece e a ser verdade o que a direcção do Público diz e
que a ERC irá tentar apurar se é verdade, e segundo se comenta por todo o lado,
 são capazes de dar muito jeito quando quer intimidar alguém


Estava cheia de vontade de vir dizer que acho do além que um ministro ameace uma jornalista dizendo que vai publicar na internet dados da sua vida pessoal (onde os obteve ele?). Mas, tratando-se do nosso bem conhecido Miguel Relvas, essa distinta figura da nossa politiquice nacional, não me espanto.

*


Álvaro Santos Pereira, o ministro do Coiso, da Deseconomia e de outras 'coisas',
aqui a espremer uma borbulha enquanto pensa nos coisos


Estava também cheia de vontade de vir dizer que acho do além que o Ministro da Economia, do Emprego e mais não sei do quê, ao referir-se ao 'desemprego' não lhe ocorra a palavra e diga 'o coiso'. Mas tratando-se do nosso bem conhecido Álvaro, esse insigne ministro que tanto tem feito pelo rápido afundanço da economia e pelo descalabro no desemprego, não me espanto.

*


Vítor Gaspar, o ministro cuja carinha não engana e que até hoje ainda não acertou uma
(e que é o único que se espanta por serem todas ao lado), aqui num exercício de fala gestual,
provavelmente referindo-se ao coisinho


Estava também cheia de vontade de vir dizer que o Vítor Gaspar não acerta uma. Todas as estatísticas internacionais (como as da OCDE) e todos os relatórios (como os elaborados pelo Conselho das Finanças Públicas presidido pela insuspeita Teodora Cardoso) mostram que a trajectória que está a ser seguida pelo actual governo são um desastre, que é gente que não sabe sequer fazer projecções pelo que andam sistematicamente enganados e admirados pela desgraça que provocam. 


Passos Coelho e o seu Número 2, aqui, aparentemente,
um assoando-se à mão e o outro preparando-se para lhe  aplicar um justo  correctivo
ou, não sendo isso,
um fazendo um briefing a partir do clipping e outro fingindo que não ouve, tapando o nariz


Mas tratando-se do Governo do inteligente e sensível Passos Coelho que acha que estar desempregado é uma oportunidade (pois é: com tantas oportunidades que há, não é...?) e do governo de rapaziada como o Relvas e o Álvaro ou Gaspar, não me espanto.

E, portanto, assim sendo, não gasto a minha energia com gente que não me espanta e passo para temas mais interessantes.

**

Música, de novo, por favor

Banda sonora do filme O amante 
(baseado na obra homónima de Marguerite Duras)



Intercalando com fotografias tiradas na beira do Tejo e com Lisboa em pano de fundo, vou mostrar-vos três poemas de um livro que hoje adquiri e que é uma preciosidade. 'Amar a vida inteira' de Casimiro de Brito, que ele dedica assim: 'Para os meus filhos. Para as águas que me têm iluminado'. Não é uma dedicatória linda?

Acho que vêm mesmo a propósito depois do romance que começou entre Eva e Tomás.





Quem toca na espuma
mergulha no mar.
Assim comecei a amar-te.
Primeiro uma gota
invisível. Agora
no sexo que me abres
na saliva que me sacia
a terra toda e todos 
os seus rios.





Fui jovem nas danças quando nos teus braços
respirei, no doce vazio que me deixava 
entrar. E cantei. Não fales,
não digas nada se te resta algum segredo
na boca. Deixa-me ser triste,
a tristeza enrouquece-me e já não sei 
se o amor é possível ou já caído.
Fui jovem nas danças.
Não digas nada, se acaso te resta
algum sabor nas bocas mais íntimas
do corpo. Deixa-me respirar
a flor efémera que nada sabe
do seu mistério.




Deus
é o teu corpo
nu. Deusa
quando te dispo
e ajustas
ao meu corpo.
Mulher apenas:
água e vinho
quando te bebo e me
embriago.


***

E, por hoje, é isto. Espero que tenham gostado tanto como eu dos poemas. Acho-os belíssimos. 

E, por falar em poesia.... Bem hoje a coisa estava animada ali para os lados do meu Ginjal e as minhas palavras ajoelham e logo verão porquê em volta de um pouco inocente poema (vou já avisando...) de João Paulo Cotrim. A música é do melhor que há, a bella figlia dell' amore e continuamos, obviamente, com Verdi.

***

Tenham, Magníficos Leitores, uma bela quarta feira. E divirtam-se à grande, está bem?