Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, agosto 13, 2014

Três mulheres disponíveis e um fotógrafo amador. Quase podia ser um quarteto. Mas não é porque há ainda uma fotógrafa acidental e um gato. A história continua a percorrer caminhos muito estranhos. [Poderá isto ser chamado um conto erótico?]


No post a seguir a este, relatei a extraordinária entrevista concedida por Miguel Reis, o advogado que agitou as águas da informação divulgando as Actas do Banco de Portugal, a uma Ana Lourenço (humildemente) surpreendida. Cá para mim, estamos em presença de um maluco que ainda vai dar que falar. De repente, parece que alguém sem medo, com voz própria, se levanta e chama os bois pelos nomes. Ana Lourenço acabou a entrevista fazendo uma vénia verbal, Chapeau, e eu digo o mesmo, Chapeau, Miguel Reis. Demorou...

Mas isso é mais abaixo, a seguir a este. Aqui, agora, a conversa é outra. Muito outra.


Hit the Ground





Dias mais aborrecidos estes. Nem chove nem faz sol, nem faz frio nem faz calor. Um dia destes estarei de férias mas, por enquanto, ainda ando a amargar. Trabalhar nesta altura é difícil. Começam a chegar, bronzeados e bem dispostos, os que já gozaram o merecido descanso e outros, todos lampeiros, adeus até ao meu regresso e lá vão. E uma pessoa ao serviço, desertinha por se também se pôr ao fresco. Mas ainda faltam uns dias.

Para tentar atenuar o sacrifício, mal saí da empresa ao fim do dia, meti-me no carro e com vontade de ir a voar baixinho mas comedida não fosse ainda ser multada, lá fui para o meu refúgio.

Quando lá cheguei, já começava a anoitecer mas a lua cheia prometia iluminar a estrada deserta.

Antes de chegar à minha casa, passei pela quinta que já não posso dizer que está abandonada, direi apenas que é misteriosa.

Como já expliquei, a casa é recuada face à estrada e há um arvoredo alto entre ela e o muro. Por isso, de fora não há visibilidade do que lá se passa. Sempre pensei que estava desabitada e, afinal, já tive algumas surpresas.

Quando ia a passar no carro, a curiosidade levou-me a abrandar. Tentei espreitar mas não vi nada. Depois saí do carro e espreitei pelo portão. Pareceu-me ver alguma luz através dos cedros mas não consegui confirmar. Um bocado a medo, nunca se sabe que estranha gente lá se acoita, enfiei-me à pressa no carro e segui para minha casa.

Como sempre faço, mal entro em casa descalço-me e é como se baixasse à terra. Na cidade não passo sem saltos altos mas, mal piso porto seguro, a primeira coisa que faço é ver-me livre deles. Depois tirei relógio, brincos, colar, anéis, depois o vestido, depois o resto. Enfiei-me debaixo do chuveiro e ali fiquei uns bons minutos. Eu sob uma cascata, a lavar-me de canseiras, de preocupações. Era bom que fosse no Gerês mas paciência, era na casa de banho da minha casa e soube-me bem.

A seguir enrolei-me numa toalha e, assim mesmo, fui pôr-me à janela a olhar a grande serra que me envolve e ampara. Depois deixei cair a toalha, apeteceu-me sentir-me banhada pelo luar. Tenho destas coisas, nem é bem bucolismo, é mais um regresso às origens, ter vontade de ser pouco mais do que um dos animais que habita aquele espaço.

Passado um bocado, pareceu-me ouvir passos, um restolhar. Assustei-me, ainda pensei apanhar a toalha mas nestas ocasiões o medo paralisa-me. Depois um vulto voou à minha frente. Era o gato que tinha saltado para a árvore perto da janela e, num ramo, desafiador, me olhava. Quando me quer provocar, agacha-se, como se espreitasse a minha reacção.

A seguir deu novo salto para o chão e pôs-se a andar devagar e a olhar para trás, como se me convidasse a segui-lo. À pressa cobri-me com uma capa de pêlo, calcei umas sapatilhas, abri a portada que dá para a rua e segui-o. Claro, dirigiu-se ao muro que separa a minha da outra quinta. Está a tornar-se um clássico. Trepei à árvore, passei para o muro e, arriscando-me a partir um pé, saltei. O gato estava à minha espera.

Só depois de saltar, pensei que uma vez mais estava a arriscar-me demais. Da casa vinha uma luz, várias janelas levemente iluminadas. O gato arqueou a coluna, ergueu a cauda, silencioso, cúmplice, e eu, silenciosa também, fui andando, naquele misto de medo e excitação. Não sei o que me leva a correr estes riscos.

Da casa vinha uma música lenta e eu avancei até à porta. Cheirava-me levemente a tabaco. Não ouvi vozes, apenas uma música vinda não percebi bem de onde, baixa mas audível, envolvente, cheia de silêncios. O gato avançou rente a uma parede e eu como ele, quase como se me preparasse para assaltar a casa. Fui em busca da música, desci umas escadas. Estava agora numa cave. Parecia um outro mundo. Paredes forradas de um papel vitoriano, apliques nas paredes, uma alcatifa do século passado, veludos. A música era agora mais audível. O coração batia-me descompassado, o gato gemia.

De repente dei um salto, o meu coração quase parou. Uma mulher olhava para mim. Imóvel, presa no tempo. Ainda esbocei um leve cumprimento mas era como se não me visse.

Parecia que posava para um pintor ou para um fotógrafo. Com uma lingerie provocante, lábios pintados, olhos pintados, cabelos caindo sobre os seios.

Desconcertante.

Devia ter idade para ser minha mãe. Reparei que tinha uma carteira nas mãos.

A pose era sensual, a expressão também. Mas ignorava-me, como se estivesse em frente de um fotógrafo inexistente.

O gato afastou-se, pêlo eriçado.


Afastei-me.

Mas logo a seguir outro susto. Na divisão ao lado, uma outra mulher, talvez da mesma idade. Se estivesse mais calma ou se percebesse o que estava ali a passar-se talvez conseguisse elaborar um raciocínio e concluir que as mulheres são sensuais em todas as idades. Contudo, apanhada desprevenida, pareciam-me patéticas, talvez mesmo grotescas.

Sobre uma pele de urso no chão, de joelhos, esta outra mulher parecia desnudar-se, seios fartos, olhar disponível, cabelos orgulhosamente grisalhos. Pensei que esta me fosse falar, tentei esboçar um sorriso, aproximei-me com vontade de perguntar o que se passava ali.

Mas a mulher continuou a esboçar um leve sorriso como se não me visse e apenas estivesse interessada em qualquer outra coisa.

Intrigada e trémula, como se qualquer coisa de estranho estivesse para acontecer, afastei-me de novo. Pensei que deveria sair rapidamente daquela casa. De onde tinham saído aquelas estranhas mulheres?

Mas, por uma porta entreaberta, pareceu-me perceber haver ali  uma casa de banho e decidi entrar.

Outro susto, outro salto, e o gato, aflito, gemeu.

Num pequeno alguidar cheio de espuma, uma mulher sentada, nua. De olhos fechados, nem se mexeu com o meu grito. Continuou em pose. Pensei que deveria ter posto um banquinho dentro do alguidar para poder sobressair. A espuma cobria os pesados seios. Pensei, as mulheres ficam com os seios maiores, mais pesados, quando atingem a menopausa. Tinha barriga mas era elegante na forma como elevava os braços acima da nuca e esticava a ponta do pé.

Pensei que pareciam todas a mesma mas não podiam ser. Mas depois pensei que naquela casa acontecem coisas muito estranhas pelo que talvez eu estivesse mesmo perante um fenómeno raro.

Enchi-me de coragem e disse, Boa noite.

A mulher manteve o meio sorriso, a pose, e nada me disse.

Aproximei-me. Peguei numa escova, molhei-a na espuma e passeia-a sobre o seu corpo. A espuma era perfumada. A mulher encolheu-se muito ao de leve mas depois retomou a pose silenciosa e sensual.

Um pouco enervada, perguntei-lhe, Mas o que é que se está aqui a passar? Está tudo doido ou quê? 

Então a mulher abriu os olhos, sorriu e disse, Estamos à espera do Tomás. Uma vez por mês, ele vem. Costuma vir a esta hora, fotografa-nos e depois faz amor com aquela que ele achar que ficou melhor, mais ousada, nas fotografias. Chega e começa a fotografar, não gosta de esperar. Gostamos de lhe agradar. Nos dias em que vem mais bem disposto ou em que nós estamos mais atrevidas, juntamo-nos todos e é uma festa.

Eu nem queria acreditar no que ouvia. Não era possível. Só podia ser piada.

Mas a mulher disse-me, Dispa-se. Tire essa capa. Escolha um quarto e espere também pelo Tomás.

Não o fiz, claro. Mas fui até outro quarto e procurei roupa. Se esse tal fotógrafo obsceno aparecesse não queria que me visse quase nua.

Encontrei vestidos incríveis. Vesti-me, apanhei o cabelo, maquilhei-me. O gato andava à minha volta, inquieto.

Deixei-me ficar assim, imóvel, silenciosa, encostada ao roupeiro.

Passado um bocado, ouvi passos apressados, alguém que descia as escadas quase a correr.

O gato miou, nervoso. O meu coração quase parou. Senti-me gelar de medo.

Ouvi que entrava num dos quartos, ouvi a máquina a disparar. Nem uma palavra nem dele, nem da mulher. Depois ouvi-o a passar para outra divisão. A mesma coisa.

E assim continuou até que, quando ele estava a regressar a uma das divisões onde já tinha estado, talvez a ir ter com a contemplada, e eu já pedia por tudo que ele não me visse, viu-me. Estacou, admirado. Olhou-me.

E eu, vendo-o assim, desejei que ele também me fotografasse. Ele aproximou-se. Perguntou, De onde apareceu você?

Eu, quase sem voz, respondi, Saltei de uma árvore para um muro e do muro para aqui.

Ele riu. Boa explicação. E posso perguntar o que está  a fazer aqui?

Respondi, e o susto já estava a transformar-se em malícia, Quero que me fotografe para ver se ganho um prémio.

Ele riu.

Olhou-me. Sustentei o olhar.

Então disse-me, Tem roupa a mais.

Despi o vestido. Fiquei nua. Olhei-o de frente, desafiadora. O gato gemeu.

Quando ele acabou de me fotografar, eu disse, Agora vou vestir a minha capa e vou-me embora, mas, antes, vou esperar para ver qual a sua escolhida. 

Ele disse, a voz rouca, A escolhida é você.

Previsível. Desiludiu-me, claro, gosto de ser surpreendida.

Tirei-lhe a máquina fotográfica e disse-lhe, Eu não. Eu sou apenas uma fotógrafa amadora. Vá. Quero fotografá-lo enquanto entrega o prémio.

Ele olhou-me admirado. Mas foi.

Foi ter com a primeira mulher.

Fez-lhe uma festa nos cabelos, despiu-se, beijou-a, ela deixou-se beijar, bela, intemporal como todas as pessoas nos momentos de prazer. Deitaram-se.

A mulher ignorou-me, totalmente entregue a ele. As outras aproximaram-se, espreitavam atrás da porta, voluptuosas no seu desejo não satisfeito.

Enquanto isso, eu andava em volta da cama, a fotografá-los. De vez em quando, Tomás olhava-me, tentador, mau rapaz. Captei esse olhar. Captei o seu corpo. Captei-o a olhar-me enquanto saciava a outra mulher.

Depois pousei a máquina, afastei-me, corri pelo jardim, a lua iluminava-o bem, o gato corria atrás de mim, subi pela fonte, trepei o muro, passei para a árvore e agora, coração ainda acelerado, aqui estou para vos contar.

Não acreditam...?


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A música é Hit the Ground na interpretação de  Lizz Wright. 

As fotografias, excepto a primeira, são do fotógrafo holandês Erwin Olaf.


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Permitam que relembre: descendo até ao post já a seguir poderão ler sobre as inesperadas afirmações de Miguel Reis, o extraordinário advogado que chegou com estrondo à actualidade política nacional, numa entrevista de Ana Lourenço na SIC Notícias.


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E, com isto, me vou. 

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

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segunda-feira, março 31, 2014

Os meus livros, as minhas estantes, a minha bonecada - em suma, a minha casa


No post abaixo falei de elos que inesperadamente se ligam, falei de fraternidade e de liberdade. Falei de Luanda, filha de Alípio que foi cantado por Zeca e que agora canta Zeca. Muitos anos separam os gestos de afecto e isso ainda os torna mais emocionantes.

Mas isso é no post abaixo.


Coming home, por favor





Aqui falo-vos da minha casa. 

De facto, a minha casa não é uma, mas duas. Complementam-se. Falo da minha casa como se fosse uma única porque para mim é como se fossem duas partes da mesma casa mas, quem por aqui me visita, sabe que são duas e que por elas me divido.

Numa vivo na cidade, perto do rio, levanto-me e tenho o Tejo na minha janela. Espreito o amplo espaço à minha frente e vejo as gaivotas e os veleiros cruzando o azul. Assim começo os meus dias e assim os acabo quando aqui estou.

Na outra, vivo no meio do campo, um vale verde à minha frente e logo uma imensa montanha azul ao longe. Os ventos atravessam o espaço e as árvores e os pássaros são presenças amigas que contemplo e escuto com cuidado e devoção.

Em ambas as casas os livros. Mais do que qualquer outra coisa, é dos livros que eu mais dependo.

Quando estou no campo, in heaven, os livros vão ficando. 

Uns vieram para o fim de semana ou para as férias, outros ainda não foram concluidos, outros parece que ali fizeram o ninho. São avulsos, não seguem qualquer lógica. Acomodaram-se uns aos outros e foram ficando. 

Transbordaram das estantes de portas de vidro que estão escavadas na parede do corredor (em tempos falei aqui dessa peripécia que, por sorte, não me deitou a casa abaixo e que ainda me arrepia só de nela pensar) e, por isso, agora na sala da televisão, onde temos a salamandra, vou pondo pequenas prateleiras brancas na parede. No outro dia, quando chegámos estavam vários livros no chão. Uma destas pequenas prateleiras tinha dado de si e, na queda, fez cair a de baixo. 

De cada vez que quero colocar outra, tenho a resistência do meu marido pela frente, que não quer estar a esburacar ainda mais a parede e que as pequenas prateleiras, assim, com o que lhes ponho em cima, ficam instáveis. 

Estive, portanto, a aliviá-las. Agora as prateleiras de cima têm pouco peso a ver se não há novo desastre.. 

Tenho outra prateleira para colocar, já lá deve estar há uns dois meses, mas já sei que, primeiro que o meu marido se convença, tenho que ir esperando pacientemente.

Na cidade, onde estou neste momento que vos escrevo, a coisa é mais dramática. Tenho móveis com livros em vários locais da casa. A maior parte concentra-se aqui nesta sala mas há também no corredor, no hall, numa outra sala, nos quartos. E depois há os montes, os que estão nesta mesa, os que estão nos cestos, os que estão ao lado dos sofás.

A maior parte das minhas estantes tem portas de vidro e algumas foram desenhadas por mim e mandadas fazer em marcenarias do Norte. Outras foram compradas (modelos clássicos, quase sempre em nogueira mas algumas também em mogno) e, recentemente, rendi-me aos preços baixos e à versatilidade e, portanto, tenho várias do Ikea. Mais: agora, por baixo das janelas, até tenho estantes abertas, coisa impensável até há pouco tempo a esta parte.

Mas nas estantes fechadas, como as prateleiras são largas, aproveito para as encher de objectos. À frente dos livros e dado que as portas de vidro sempre protegem um bocado do pó, aproveito para lá colocar as minhas caixinhas de música, as minhas ampulhetas, os meus bonecos.

Sou toda dada a pequenos objectos, objectos que me acompanham e a que me afeiçoo. Copinhos de vidro pintados à mão, relógios em miniatura, colherinhas de prata, saleiros de porcelana, lupas, um leque antigo em madeira. Há de tudo.



Não há uma lógica, um pressuposto. É tudo do mais variado que há: desde coisas que me oferecem até coisas que vou trazendo dos sítios por onde passo.

Claro que o meu marido, quando me vê a querer trazer bonecada e caixas e caixinhas, tenta demover-me, que já chega de tralha, que não me ponha a gastar dinheiro em porcarias que não servem para nada e sei lá que mais. Mas é escusado. É mais forte do que eu.

Aqui à direita poderão ver uma que trouxe do passeio maravilhoso à Normandia (não sei se já vos falei do passeio que fizemos às praias do desembarque). É tão mimosa, a bonequinha, gosto de passar a mão pela roupa, é uma porcelana macia como seda bordada à mão.


Mas depois, se algumas foram presentes e outras são recuerdos de viagens ou peças especiais, há outras que são apenas bonequinhos que vi e achei bonitos mas que pouco valor material têm.

Estas aqui à esquerda são anjinhas de louça para pendurar na árvore de natal. Achei-as uma ternura e mal empregadas para estarem guardadas à espera da época natalícia e, por isso, agora aqui estão ao pé dos livros de escritores orientais.

Imagine-se se tudo isto não estivesse fechado dentro de estantes com portas. Os pimentinhas haveriam de lhes tratar logo da saúde. No outro dia, o bebé, lesto, abriu uma porta e tentou tirar de lá qualquer coisa. Felizmente, o mais crescidinho também foi rápido e puxou-o logo pelo braço, dizendo esta coisa surpreendente: 'Aí não se mexe que aí é o museu da Tá'. Claro que o bebé ficou a olhar, muito admirado. Museu é conceito que ainda não atinge. Mas achei o máximo. O meu museu. Pois. De facto, é como se fosse. Um museu de memórias, de afectos - e de boas companhias para os meus livros.


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A bela música lá em cima é Coming home de Lizz Wright


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Relembro: se descerem um pouco mais poderão ler e ouvir sobre uma história tocante, uma história que ilustra bem o espírito de Abril.

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Muito gostaria ainda de vos convidar a visitarem-me também no meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa, onde hoje tenho poesia de Carlos Drummond de Andrade dita por Fernanda Torres. A propósito das desilusões de amor falo de um tema que me é mais caro: as ilusões de amor.

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E, com isto, por aqui me fico por agora. 
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda feira.


sexta-feira, março 28, 2014

Alexandra Lencastre e Fernando Alvim têm um caso? Namoram? Têm encontros secretos num hotel? São apenas amigos? Negam tudo? --- Não sei. Só espero que se divirtam e sejam felizes.


Bem, meus Caros, por aí abaixo poderão encontrar posts para todos os gostos: vídeos emocionados com artistas e escritores, testemunhos de afecto, opiniões a ouvir com atenção, um Nobel a falar de dívida e austeridade, carros de luxo, parabéns a quem acabou de ganhar eleições.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, aligeiro, torno-me levezinha. Faço-me, pois, eco da fofoca de momento.


I'm Confessin' diz Lizz Wright




*

Por estes dias, no meio das confusões e convulsões causadas pelo Governo, eis que as revistas aparecem com um improvável casal na capa. Pasmei. E sorri. Mal dá para acreditar mas, vendo bem, talvez estejam bem um para o outro.


A atriz Alexandra Lencastre, de 48 anos, e o humorista Fernando Alvim, de 39, estarão a viver um romance secreto, com encontros pontuais num hotel da zona de Paço de Arcos.


A notícia é avançada pela revista “TV 7 Dias” desta semana, a quem Alvim, alegre animador de rádio e escritor, terá confidenciado que mantém um romance com uma mulher “famosa, loira e bombástica” e que se a relação viesse a público seria “um escândalo”.




Mas eis que o próprio Fernando Alvim, esse maluco, o desmente:



Humorista diz que "infelizmente não é verdade" que esteja a viver um romance com a atriz. E brinca com o assunto: "seria o casamento do ano"


Fernando Alvim não esconde que mantém uma amizade com Alexandra Lencastre. "Ela é uma mulher muito bonita e interessante. Já saímos algumas vezes. Só que não somos namorados e nem temos qualquer esconderijo", afirma Alvim ao nosso jornal.


Não sei nem tenho nada a ver com isso.

A ser verdade, imagino que se fartem de rir quando estão juntos. Casal animado e inesperado. Teria graça e talvez, juntos, fossem felizes. Talvez ela serenasse. Talvez se apoiassem e fossem cúmplices na vida (vida que, por vezes, quase parece andar nos limites da border line). 

Apesar de alguns excessos, são simpáticos e, acho eu, boas pessoas. Merecem ser felizes. Aliás, toda a gente merece ser feliz.

E nada mais tenho a dizer sobre o badalado assunto.


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A música lá em cima é I'm confessin' de Lizz Wright


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E, se me permitem, volto a recordar: se continuarem a descer, há mais uns quatro posts. Acho que são quatro mas não garanto. São muitos e variados.

E eu agora vou dormir. Tem razão a Leitora que me avisa: tenho que dormir mais antes que me dê alguma. Por isso nem vou rever nada do que escrevi. Tomara que esteja tudo mais ou menos direitinho.

***

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um POETS day muito feliz 
(apesar deste tempo que não dá tréguas: frio e chuva outra vez, que chatice)