Dia de praia, noite quente e eu aqui com um problema. A revolver os livros em cima da mesa para escolher mais algumas leituras, eis que o provável aconteceu: uma pilha desmoronou-se, contagiou outra, na queda roçaram na pilha que estava em cima duma cadeira e agora tenho o chão, debaixo dos pés, pejado de livros. Claro que poderia restabelecer a ordem mas eu, mesmo nas pilhas provisórias, gosto de alguma lógica e não é à uma da manhã que me vou pôr com isso. Caraças.
Ainda continuo entrincheirada porque ainda subsistem de pé em cima da mesa oito pilhas e meia. O que vale é que o meu marido acabou de sair da sala, senão bem o podia ouvir. Bolas para isto.
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| Banksy |
A política nacional e os seus agentes são maioritariamente medíocres, excrescências espúrias de uma sociedade que rejeita a diferença e a qualidade. Percorro os jornais e o que vejo é uma miséria.
Não são só os políticos. Os jornalistas e comentadores, salvo raras excepções, são medíocres, pouco inovadores, pouco rigorosos, em grande parte contribuem para o embrutecimento colectivo. Insuportáveis.
Gente pequenina. Gente de palha.
Não são só os políticos. Os jornalistas e comentadores, salvo raras excepções, são medíocres, pouco inovadores, pouco rigorosos, em grande parte contribuem para o embrutecimento colectivo. Insuportáveis.
Gente pequenina. Gente de palha.
Rothko
Li há pouco referência à crónica de João Miguel Tavares no Público. Fui ver.
Não ia a esperar nada de bom, dali parece que só vem cocó na fralda, conversetas para entreter adultos retardados.
E não me enganei: atira-se a António Costa por nada, apenas porque gosta de dar que falar.
Não podendo competir com a Fany ou com o Tony Carreira que à mínima saltam para a capa das revistas (e não o faz porque esse não é o seu ramo de negócios, não que não seja essa a sua vocação), arma zaragata escrita com o que lhe parece que está a dar.
É a irrelevância em forma de comentador. É ele, o Henrique Raposo e tantos outros que por aí andam a poluir a opinião pública.
Há pouco, antes do desmoronamento, na minha demanda por leituras que me motivem, fui folheando um conjunto de revistas literárias e livros de autores portugueses que ainda não li e tudo me parecia mais do mesmo.
Tenho a televisão ligada e também tenho dificuldade em escolher, só treta, banalidade, repetição, mediania.
Momentos de fractura - em que a luz entra límpida, em que a arte assoma despudorada, em que a música é única, melhor que o silêncio ou os sons inocentes da natureza, em que a opinião é despretensiosa e visionária, em que as palavras são genuínas, únicas - parecem raros.
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Richard Krush e Sylvie Guillem |
Mas talvez seja este calor que me está a cercear a tolerância. Vou beber um sumo gelado e, depois, em vez de estar aqui a destilar impaciência, vou, antes, partir em busca de qualquer coisa que me estremeça, que me leve.
E, antes, vou voltar atrás no que escrevi e vou incluir imagens, ar puro, rasgos. Podem as imagens não ter nada a ver mas ajudar-me-ão a respirar melhor.
E, antes, vou voltar atrás no que escrevi e vou incluir imagens, ar puro, rasgos. Podem as imagens não ter nada a ver mas ajudar-me-ão a respirar melhor.
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Banksy's "Artist in Residence" Video para o 18th Annual Webby Awards
To accept his Webby for Person of the Year, Banksy made this video about his Residency in New York City.
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Morton Feldman : The Rothko Chapel
La fin de "Rothko Chapel" pour alto, choeur, célesta et percussions, avec sa mélodie d'inspiration hébraïque, composée par Morton Feldman à l'âge de 15 ans.
Sons brancos
Como que nascidos
De uma fonte exausta.
Coerência baça
Construção exacta
De um quase nada.
Estranha cor
Que risca o silêncio
Antes de se esfumar
Num sensível
E belo
Arrastar do tempo.
(Joaquim Castilho, num comentário aqui abaixo)
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Suheir Hammad's Gaza Suite | 4: Jabalya
The fourth poem in Suheir Hammad's Gaza series
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Se eu fosse eu - Clarice Lispector por Aracy Balabanian
"Se eu fosse eu" parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido.
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Agostinho da Silva - Salazar, Capitalismo e CEE
"Conversas Vadias" - Entrevista com Baptista Bastos
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PICO
(Performance Indeterminate Cage Opera)
If you took the musical revolution of John Cage, the radical thinking of Marcel Duchamp, and the media anarchy of Nam June Paik, and put them in a blender... the result would be PICO (Performance Indeterminate Cage Opera).
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Já me sinto um bocado melhor: um ar fresco e limpo já passou por aqui.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira, e desculpem lá esta impaciência.
Deve ser porque o calor da noite não abrandava.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira, e desculpem lá esta impaciência.
Deve ser porque o calor da noite não abrandava.
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