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sexta-feira, abril 26, 2024

Foi bonita a festa, pá
25 de abril sempre

 

Um imenso mar de gente em festa, em família, entre amigos. Uma festa intergeracional mas, arriscaria dizer, com uma inédita e inacreditável massa de jovens e de crianças. 

Todas as ruas iam dar ao Marquês. Os relvados da avenida e da rotunda cheios de gente. Muita cor, muita alegria. Gente a cantar, a rir, a abraçar-se, a festejar, a gritar gritos de ordem: um hino à liberdade cantado a muitos milhares de vozes.

Muita emoção, uma emoção contagiante, uma vontade de que as ruas nunca percam a alma, que continuem cheias de gente, que não seja só nos 25 de Abril. As ruas querem-se vivas e alegres. É na rua que as pessoas se encontram, se abraçam, se vêem a rir, que cantam em uníssono. Não é na solidão das redes sociais. É nas ruas. É na partilha, no contacto, na felicidade de estar com os outros que a liberdade e a democracia se mantêm vivas e pujantes.

Em boa hora o meu marido se lembrou de que devíamos ir para a avenida. Estou muito feliz por lá ter estado. 

Desejo que o 25 de Abril se mantenha vivo, cada vez mais festivo, cada vez mais enraizado e pujante, cada vez mais um balão de oxigénio que alimente os nossos quotidianos. E desejo que daqui por 50 anos os meus filhos, os meus netos, os meus bisnetos e trinetos continuem a sair à rua a festejar o dia da Liberdade e da Democracia no nosso querido país.

















































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Nota: Caso algum dos que aparecem nas minhas fotografias aqui não quiser estar, peço o favor de me contactar identificando a fotografia que logo a retirarei

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Galeria de Fotografias do Guardian: clicar (link abaixo) para ver todas

Portugal commemorates the Carnation Revolution – in pictures

Thousands in Lisbon celebrated the 50th anniversary on Thursday of Portugal’s Carnation Revolution, which toppled the longest fascist dictatorship in Europe and ushered in democracy. The almost bloodless revolution was conducted by a group of junior army officers who wanted democracy and to put an end to long-running wars against independence movements in African colonies
Guy Lane
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25 de Abril sempre

segunda-feira, dezembro 05, 2022

Um ouriço-cacheiro, um ninho na roseira, uma avenida com árvores que têm pombas brancas suspensas, duas pessoas iguais. E etc.

 

Este meu fim de semana foi muito atípico, com alguns imprevistos francamente dispensáveis. Pelo que intuo, as coisas poderão não ser o que parecem e todos os transtornos poderão ter sido (e estar a ser) em vão. Mas, enfim, se eu tiver razão, menos mal. 

Por seu lado, os meninos finalmente parece que estão em fase de recuperação depois de se terem ido contagiando uns aos outros e depois de se estarem a livrar de todas as sequelas destas mal arraçadas gripes A (se é que tem sido isso que tem andado de uns para outros). Mas este fim de semana apenas os vimos por fotografias e vídeos. Apesar de se dizerem bem, estão fanhosos, ranhosos e com tosse. Mas já não há nenhum com febre ou com diarreias e, por isso, já se sentem bem. Espero que a partir de agora estejam bem e que a minha vida também se simplifique (e, claro, que a minha mãe fique bem) para que possamos estar outra vez todos juntos.

Apesar de tudo, antes de irmos para os nossos afazeres de ir buscar isto e aquilo, levar isto e aquilo, estar, voltar a ir levar isto e aquilo, conseguimos ir num saltinho até à Avenida da Liberdade, para um passeio com flavour natalício. Uma coisa é passar de carro e outra, bem diferente, é andar a pé a ver as montras, a ouvir as diferentes línguas de quem passa (muitos italianos!). As árvores estão lindas com pombas brancas suspensas. Muito bonito, simbólico. 

As grandes marcas estão lá todas a preços galácticos (ou seja, com preços à altura da carteira do Ronaldo e da sua Georgina do rabo alçado, mas muito aquém das carteiras dos vulgares mortais). Acho que, mesmo que me saísse o euromilhões, não quereria dar mil euros por uns pirosos ténis de plástico dourado ou dois mil por um vestidinho da treta, curto e de alças. Não gosto de gastar dinheiro mal gasto. Claro que poderia abrir uma ou outra pequena excepção como, por exemplo, num casacão largo de veludo muito fino em profundo azul marinho, quiçá Armani. Mas, enfim, preços à parte, há montras bem apelativas e é engraçado olhar lá para dentro, para os clientes. Como o zoom da minha máquina fotográfica não funciona, não tenho motivação para fazer as minhas habituais reportagens. Tenho que ver se arranjo tempo para ir ver se tem reparação.

Tive vontade de ficar por lá numa esplanada mas não apenas o nosso urso (antes felpudo e agora um fininho dog quase skinhead) estava connosco e costuma fazer má vizinhança pois, quando assentamos arraiais, seja onde for, acha que tem que nos guardar e em cada pessoa vê um possível agressor, como estava chuviscoso, pouco convidativo para esplanar (não confundir com explanar). Além de mais, o nosso programa de festas para depois de almoço estava carregadinho. Por isso, fomos comprar uma pizza e viemos despachá-la a casa antes de nos pormos a caminho.

Por tudo isto e porque quase nenhum tempo tive para mim, pouco tenho a dizer. 

Só me ocorre contar que, no outro dia, quando passeávamos à noite, o nosso amigo deu uma corrida sobressaltada em direcção a um muro. Lá chegado, estacou a ladrar, posto assim naquela posição de quem descobriu coisa, de quem está à espera que lhe deem pretexto para saltar em cima (quando aprender a falar, em ocasiões destas, certamente dirá 'make my day'). Olhei espantada e não vi nada. E, aqui chegada, repito em minha defesa: era de noite. Além disso, sou míope e não uso óculos. O meu marido ao princípio também não percebeu. Depois disse: é um ouriço. Aproximei-me. Há montinhos de caruma nos passeios e era isso que me tinha parecido. Mas, vendo bem, era mesmo: um ouriço! Usei o telemóvel e dei-lhe uma flashada a ver se o apanhava. E apanhei. Aqui o têm, abaixo. Até parece que era de dia, tal a luz que lhe foi despejada em cima. Ali estava encostadinho, certamente assustado com o ladrar e os saltos da fera, com a nossa presença.

No dia seguinte passei lá de dia e nem sinal dele. Aquilo que podemos observar, de dia, é uma pálida parte da animação que é a vida nocturna.


Também posso referir que no outro dia tive uma agradável surpresa. No meio dos ramos da roseira trepadeira junto à nossa entrada, um ninho. Um ninho relativamente pequeno mas, reparem abaixo, uma graça. Penso que deve ter sido feito relativamente depressa pois não tenho ideia de o ter visto antes. Ainda não tinha ovinhos lá dentro. Fiquei encantada. Os pássaros confiam no nosso pacifismo e isso deixa-me feliz. Costumo ver os ninhos nas árvores, em cima, e aqui também temos dois encostados à parede da casa, perto do telhado. Devem ser feitos com lamas e ramos pois parece que estão mesmo colados à casa. Este aqui não, este está pouco mais que à altura da minha cabeça, à altura das nossas mãos.


Também posso contar que hoje, quando íamos a passar na Avenida, vi um amigo nosso sentado numa esplanada. Ri-me, tirei os óculos escuros para me aproximar e cumprimentar. Espantei-me por ele ter ficado impassível e até surpreendido a olhar para mim. Em situações normais, ter-se-ia levantado e vindo a rir para nos cumprimentar. Foi nessa altura, quando estava mais próxima, que percebi que era uns palmos mais alto do que o nosso amigo. Disfarcei, segui, e disse ao meu marido: 'Viste? Não é igual, igualzinho ao Zé?'. O meu marido limitou-se a dizer: 'O dobro do Zé'. Rebati: 'Igual, igual. Só que é mais alto que o Zé. Só percebi isso quando me aproximei'. O meu marido acabou por me dar razão: 'Ao princípio também pensava que era ele'. 

Mas fiquei impressionada. Como é que é possível? Duas pessoas com caras iguais. Iguais. Que coisa tão estranha, tão estranha.

A mim já me aconteceu confundirem-me com outra pessoa e jurarem a pés juntos que era igual e que até a voz era igual. Uma coisa nos limites da improbabilidade. 

Enfim. 

E não me ocorre mais nada para contar.

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A música com que me despeço não tem propriamente a ver com o que escrevi. Mas agrada-me e quero ficar com ela aqui a acompanhar-me.

Lea Desandre interpreta Handel: 

The Triumph of Time and Truth, HWV 71: "Guardian Angels, Oh, Protect me"


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Desejo-vos uma boa semana a começar já por esta segunda-feira
Saúde. Confiança. Boa sorte. Paz.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Vai uma escapadela em Lisboa, a Bela, distinguida pelos World Travel Awards, os Óscares do Turismo, como a melhor cidade da Europa para um city break...? Hoje proponho umas compras na Avenida da Liberdade seguidas de um jantar no Restaurante Avenue - isto para os meus Leitores cheios de papel, nomeadamente para os meus Leitores angolanos. Mas, para o caso de algum dos que me lêem não nadar em dinheiro, então proponho que faça como eu: um jantarito no Avenue e depois... ir ver em que param as modas, vendo as montras (Gucci, Armani, Prada, Loewe, Louis Vuitton, etc). Bora lá. Let's go for a escapadela.


O prometido é devido. No outro dia disse que vos ia falar de mais uma incursão nocturna na bela Lisboa, desta vez para vos mostrar em que param as modas – e cá estou.

Para começar, não estou aqui sozinha. Trouxe comigo a minha companheira de tantas histórias no Um Jeito Manso, a bela e misteriosa Melody Gardot. Desta vez, que nem de propósito, ela interpreta Lisboa. Ouçamo-la, pois, enquanto passeamos.






Gosto muito de Lisboa, quem me lê sabe bem disso, e gosto de andar por ela como se fosse turista. Uma amiga minha disse-me que é muito fácil distinguir os turistas dos autóctones porque os primeiros andam de nariz no ar, a olhar para cima, para os lados, a ver tudo, enquanto os habitantes usuais andam apressadamente de cabeça baixa.

Pois eu, quando faço programas de tipo escapadela (escapadela ou escapadinha? Ou estou a fazer confusão com rapidinha?), desce em mim o espírito de uma turista e ando como se fosse a primeira vez que lá passo.

Vejo coisas que nunca tinha visto, e sinto-me solta como se estivesse de férias, longe de casa. (Podem duvidar do que digo mas é verdade. Mas não me admiro que duvidem pois o meu marido, quando me vê andar feita turista, a olhar para todo o lado, toda encantada, a única coisa que faz é dizer-me 'És maluca. Vamos embora. Já chega, estás farta de ter visto isto, já passaste aqui mil vezes.' Mas ele, que é nado e criado em Lisboa, se não fosse eu, não conhecia um décimo do que conhece, porque anda sempre à pressa, não sente curiosidade em descobrir os pormenores).

Adiante, então. Venham comigo.


Depois do trabalho, fomos como habitualmente fazer mais uma caminhada pela beira do Tejo, na zona da Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Fundação Chamapalimaud. 


Estava, como sempre, repleta de turistas e de gente correndo, andando de bicicleta, passeando. O próprio rio estava, também ele, muito bem frequentado, com as embarcações cumprimentando-se com animados apitos de cada vez que se cruzavam.



O Tejo, os passeios para turistas no rio, a Ponte, o Cristo Rei


Na Fundação Champalimaud, surpreendemos uma curiosa sessão fotográfica, um número de alto risco, que passado um bocado foi interrompida por um segurança.



A jovem trepou com a ajuda do jovem, pôs-se aos ombros dele, e conseguiu colocar-se naquele grande olho que caracteriza a arquitectura da Fundação Champalimaud. Depois posou, com arte e entusiasmo, enquanto ele a fotografava (e eu fotografava os dois). Pouco depois chegou o segurança e interrompeu a festa



Depois de termos feito os nossos habituais cerca de 5 km, fomos então jantar.

Todas as grandes cidades têm uma grande avenida central geralmente na qual abunda o comércio e a animação. Em Madrid há várias que poderiam corresponder a esta descrição genérica (a Castellana, a Gran Via, a Alcalá ou a Goya, e outras), em Barcelona as Ramblas, em Paris os Champs Elysées. Noutras cidades as grandes avenidas centrais nascem na estação central de caminhos de ferro.

Em Lisboa essa avenida poderia ser a Av. da Liberdade. De resto também nasce de perto da estação de Caminhos de Ferro dos Rossio. Contudo, por razões várias, não tem sido particularmente conhecida pela movida. Aliás, durante bastante tempo foi até conhecida pela má vida. Mal caía a noite, travestis e bichas escandalosas faziam daquelas esquinas o seu lugar de ataque. Andar por ali a pé à noite não era, pois, algo que se recomendasse. Pois bem, desde há algum tempo para cá as coisas modificaram-se muito.


Não sei como é de madrugada. Até pode ser que se mantenham os velhos hábitos. Quando lá passo as horas ainda são horas decentes e não vejo nada disso.

A avenida é sim, agora, o lugar onde se têm vindo a instalar as marcas de moda. E há belos hotéis e belos restaurantes e escritórios de advogados e os edifícios estão restaurados, e o clássico mistura-se com o moderno e tudo se conjuga muito bem. O facto de ser uma avenida com largos passeios e várias fiadas de árvores ajuda a manter a identidade mesmo quando os prédios se modificam um pouco, pois o traçado e o arvoredo ajudam a manter a identidade do lugar.


Jantámos num restaurante que tem cerca de 1 ano e uma vez mais vou dizer qual foi pois acho que a sua qualidade, a nível de conforto, ambiente, localização e qualidade gastronómica o merece. Já quanto às contas, recomendo que a verifiquem pois tenho ideia que ainda não atinaram bem e, ainda esta quarta feira, lá calhou uma parcela errada. 

O restaurante é o Avenue (coloco o link mas a ementa que está no site está muito desactualizada). É num amplo primeiro andar, tem uma música ambiente calma, é bem decorado, cosmopolita, agradável. Quem não o conheça ou não vá atento, nem dará por ele pois, ao nível do passeio, apenas tem a entrada. 


Optámos pelos petiscos, ou seja, não fomos para os pratos de peixe ou de carne.

Depois do couvert (bom, incluindo uns feijões verdes em tempura sobre maionese de coentros, ou seja, uma adaptação dos peixinhos da horta), trouxeram, como amuse bouche, oferta da chef, um consommé. Nessa altura eu estava na conversa pelo que não ouvi a descrição. Quem a ouviu também não a soube reproduzir. Mas eu diria que é uma açorda alentejana fria, açorda de bacalhau talvez, passada pela varinha mágica, um caldo leve, cremoso. Nesse caldo nadavam lascas de bacalhau, cubinhos de pão torrado e rebentos de poejo. Muito agradável.

Depois, passei então aos petiscos e vou referir os que eu comi (não liguem muito aos nomes pois se calhar o nome que está na ementa - na real, não na que está no site onde isto nem consta - é diferente; não os fixei e, por isso, digo aquilo de que me lembro):
  • choquinhos estufados com tinta, 
  • ovo escalfado com lasquinhas de farinheira frita por cima, 


  • bacalhau em tempura sobre puré de não sei o quê com saladinha de qualquer coisa de que não me lembro (é a imagem acima)
  • filetes de cavala com cebolinha roxa alimada e puré de abóbora, 
  • e hambúrguer de pato em pequenos pães de caco (imagem à direita) com batata doce frita em finíssimas rodelas

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Tudo muito bom mesmo. Talvez o ovo escalfado com a farinheira fosse aquele de que menos gostei. De cada coisa vem uma travessinha com 3 ou 4 peças e, portanto, dá para partilhar entre vários comensais. O preço de cada travessinha varia entre os 5 e os 10 euros (salvo erro). Com algum jeito conseguirá fazer-se uma refeição económica. A questão é que a gulodice é muita e, às tantas, vem isto, aquilo e o outro para se provar e, quando chega a conta, ui, ui. A lista de vinhos é variada mas, no nosso caso, como estávamos numa de petiscaria, as bebidas foram água e cerveja (servida em flute, bem gelada, bem boa).

Para sobremesa comi um leite creme queimado com merengue estaladiço por cima e morangos laminados. Muito bom mesmo. Dá à vontade para 2 pessoas.

(Aqui na fotografia aparece um bocado desmantelado porque me distraí e quando o fotografei, já ele tinha sido alvo de ataque. Ainda tentei recompor um pouco mas não ficou fantástico.)

À noite não gosto de comer muito mas na quarta feira acabei por comer demais.


O couvert é generoso e também não contava com a sopa e depois, com petiscos tão apelativos na mesa, não ia deixar de os provar.

De qualquer forma, para quem não coma muito e queira comer na base dos petiscos da gastronomia portuguesa reinterpretada e (relativamente) em conta, pode ficar-se pelo couvert e, para dois, pedir uns 3 ou 4 petiscos e rematar com 1 sobremesa. Se a chef também oferecer um amuse bouche como fez connosco então a coisa chega mais do que bem. Mas, enfim, cada um adequará conforme o gosto e os que quiser gastar.

A seguir, para ajudar a digestão, fomos passear avenida acima, avenida abaixo.

Alguns restaurantes com esplanada estavam bastante compostos e num deles, num dos separadores, havia música e bailarico. Uma animação. Ainda desafiei o meu marido para um pé de dança. Mas qual quê? A resposta foi a do costume: 'Estás maluca?'. É um pé de chumbo, nada a fazer.




Mas centremo-nos, então, no que interessa: as marcas. Claro que não tem nada a ver com o que se encontra no Faubourg Saint-Honoré ou numa George V (só para referir Paris), essas ruas em que as lojas são seguidinhas e em que há sempre um bulício em volta delas. Aqui são mais espaçadas, e talvez por isso mesmo, não se sente aquele ambiente de curiosidade junto às montras. É claro que era de noite, as lojas estavam fechadas, mas ainda assim, nada a ver. Mas é o que é - e ainda assim é curioso de se olhar.

Seja como for, para os meus Leitores que não são de Lisboa nem terão possibilidade de vir tão cedo, aqui deixo a imagem de algumas montras. Naturalmente a minha atenção prende-se mais nas lojas de mulher (vestuário, calçado, carteiras) mas, pensando nos meus leitores homens que gostam de se vestir de forma abichanada ou a tender para o intelectual-alternativo, deixo também uma imagem. Sempre que me lembrei, fotografei também o cartão com os preços para que possam fazer o vosso orçamento e resolverem se compram uma carteirita por 2.000 euros ou se têm melhor destino para arejar a nota.

[Para as fotografias dos preços ficarem junto à fotografia da montra respectiva, tive que as pôr em ponto pequeno. Temo que não vejam bem os números mas, enfim, também pode ser que, assim em ponto pequeno, pareçam mais em conta. De qualquer maneira, se quiserem mesmo apanhar um susto, podem clicar em cima da fotografia que verão os preços em ponto grande.

Uma vez mais a formatação disto não está grande coisa mas ainda não aprendi bem a lidar com o editor do blogger: quero arrumar as imagens de uma forma mais artística e umas vezes consigo, outras nem pouco mais ou menos.]



Carteiras Loewe - não fotografei os preços



Armani - também não fotografei os preços

(Mas eu aqui tenho que confessar que gosto muito das peças Aramani.
Tenho um fato completo de calças e blaser e tem um corte, um tecido com um toque que o tornam intemporal,
mas não fui eu que o comprei que eu sou forreta, foi um presente do meu marido)

























Esta não sei se é Gucci, acabei por não fotografar bem, nem fotografei os preços. Fiquei assustada. Isto é capaz de já ser trauma meu mas os malditos coelhos parece que me perseguem, senhores.
Já viram isto, coelhos por todo o lado?
Fugi a sete pés...! 



Antes de me despedir mostro ainda alguns painéis de azulejos que se podem ver na Avenida da Liberdade. Sou amante da azulejaria portuguesa. Se um dia me sair o Euromilhões tenho muita coisa para fazer e uma delas é tentar dinamizar a azulejaria (artes e ofícios de mãos dadas e, além do mais, um grande potencial de exportação).




Esqueci-me de registar a autoria. Imperdoável.



Belo painel de Teresa Cortez, 1985, da Fábrica Viúva Lamego



E porque de escapadelas estamos a falar, não quero sair daqui sem referir os belos hotéis da Avenida da Liberdade. Digo-vos que merecem ser apreciados mas isto já vai para além de longo. Para não vos maçar mais, mostro apenas uma bela entrada de um belo edifício antigo que penso ser a entrada de um hotel.




Provavelmente nunca vou ficar num destes hotéis (uma pessoa não vai para um hotel perto de casa, acho eu, a menos que seja, lá está, para a dita rapidinha - rapidinha ou escapadinha? ou é escapadela? que confusão... mais vale dizer em inglês: para um city break) mas, a quem tenha oportunidade, penso que ficar aqui, pelos hotéis em si e pelo lugar que é a Avenida da Liberdade e toda a Baixa de Lisboa, deve valer bem a pena.

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E depois disto só me resta aconselhar-vos a - seja em férias, seja ao fim de semana, seja ao fim do dia, seja numa escapadela durante o dia, seja no que for - visitarem e a ver com olhos de ver a bela cidade de Lisboa, uma das mais belas cidades do mundo. Eu nunca me canso, há mil recantos a visitar, mil pormenores a descobrir.



Não foi à toa que Lisboa foi, uma vez mais, distinguida pelos World Travel Awards, os chamados Óscares do Turismo, como o melhor destino europeu para um city break (Europe's Leading City Break Destination 2013), a dita escapada ou escapadela de que os órgãos de comunicação social têm feito eco. Entre a beleza natural, o património histórico e arquitectónico, o comércio, a actividade cultural, os jardins, o ambiente, etc, tudo convida a conhecer melhor a cidade.


E tenham, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira!