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quarta-feira, setembro 14, 2016

Vá lá, UJM, só mais um post com título parvinho, está bem...?
Mostra lá se és capaz de parecer um drone ou de nos pôr à procura do Wally... Vá lá...


Garantido. Hoje estou com o freio nos dentes (o que, em estando eu a escrever, quer dizer que estou de rédea curta nos dedos). Ontem alarguei-me mas em minha defesa vos digo que, estando eu sur la mer, natural é que me atire para fora de pé. Mas hoje tenho que me conter a ver se me sobra tempo e disposição para trocar convosco uns leros sobre o cherne Barroso. Aquilo ali é peixe de olho encarnado e guelra já castanha, já fedendo das entranhas, muito fénico, e eu estou mais para peixe fresco, fresquinho da lota. Mas noblesse oblige e não posso deixar os meus créditos por mãos alheias. 

Portanto, a ver se não gosto as pilhas com passeatas e maresias. Mas, a bem da minha vocação de blogger voyageuse, viagens geralmente também de rédea curta, deixem que vos mostre algumas das imagens do dia. 

Mas, se estiverem de acordo, vamos com o Mar Estranho do Rodrigo Leão.



Na praia





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A ver as vistas





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Caminhando rente ao infinito azul

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E o mar, imenso, de cores belíssimas, com uma força avassaladora





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As fotografias foram feitas na Zambujeira, no Cabo Sardão e em Milfontes.

Diziam que ia estar uma tempestade do cacete, chuva, frio e trovoada. 
Qual quê...? Um dia azul, lindo.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma quarta-feira muito feliz.


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terça-feira, setembro 13, 2016

Mas olha lá, ó UJM, mas isso deve ser uma canseira...
E massagens tailandesas... não me digas que não há...?!
[de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Bem, vou guardar para o fim o melhor da festa. 

Entra-se nestas praias e lá está a seta a indicar as massagens tailandesas. E num canto da praia lá estão as tendas e, curiosamente, apesar de haver pouca gente na praia, em cada tenda lá está sempre algum(a) cliente a ser massajado.

Eu, que tanto gosto de uma bela massagem, nunca me passaria pela cabeça pôr-me ali na praia naquilo, muito menos a ser massajada por um homem (porque, com excepção da que está em cima da vítima na fotografia aqui abaixo e que me parece ser uma mulher, o que lá vejo são homens).

Mas, enfim, acho graça ver e admito que seja uma experiência agradável.




Eu, moça mais cheia de finesse, escolho lugares mais recatados para levar uma bela de uma massage. No hotel, pois claro. Tinha marcado para as seis da tarde uma massagem relaxante, anti-stress.

Viémos da praia, fomos ainda um bocado para a piscina interior (nadar, fria e alterosa como está a água do mar, só em piscina e, se for aquecida, tanto melhor) e, a seguir, para um deliciosamente turbulento jacuzzi a 36º.

Estava eu naquele bem bom, coberta e recoberta por água borbulhante, num espaço que é envidraçado, quando vejo, a passar para a zona dos tratamentos, um homem todo vestido de branco. Disse ao meu marido: 'Não me digas que o massagista é um homem...' Tanta massagem que já levei e sempre calhou serem mulheres. 'Ai... não me estou a ver, caraças... não quero, bolas, tu não me digas...'. O meu marido disse 'faz de conta que é um médico'. Olha, como se fosse a mesma coisa, como se os médicos me dessem massagens. 

Por estas e por outras é que se vê que, ao contrário do que se possa pensar, sou uma maria-atada. Estava verdadeiramente acobardada -- que nem sei se acobardada é o termo, talvez atrapalhada, sei lá.

Portanto, perto das seis, subi ao quarto, tomei um duche, vesti-me e desci para a zona dos tratamentos. O meu marido foi para o exterior, apanhar o sol da tarde. 

Lá estava o terapeuta à minha espera, como o senhor da recepção me avisou ('o terapeuta está na zona dos tratamentos'), calças brancas, casaco branco. Indiano. Vá lá que não era tailandês senão ainda me sentia mais parva depois de estar a achar que não era capaz de me pôr deitada a levar massagens de um tailandês. Indiano, com uma pinta encarnada na testa.

Entrámos. Aquele lusco-fusco, aquela música suave, indiana neste caso. Falava em inglês. Perguntou se eu tinha lesões com as quais ele tivesse que ter cuidado. Depois disse para eu tirar a roupa. E ele ali. Em todas as outras vezes, a massagista diz para uma pessoa se despir e se deitar na marquesa, coberta por uma toalha. Elas saem e só regressam passado um bocado, quando já estamos deitadas e cobertas. Este não: que eu me despisse -- e ele ali. Fiquei sem saber o que fazer à minha vida. Se estivesse descontraída e com à vontade, ter-lhe-ia dito, com ar de brincadeira, que se virasse para lá, que não me apetecia fazer strip tease para ele. Mas nem para isso tive discernimento. De olhos baixos, encabulada, despi a saia e a blusa e fiquei de cuecas e soutien. Quando levantei os olhos para subir para a marquesa é que vi que ele estava a segurar a toalha de braços no ar, ou seja, ele escondido atrás da toalha. Gostei. Fiquei mais tranquila. Que me deitasse de barriga para baixo, disse. Depois pousou a toalha em cima de mim. E eu a pensar: bonito serviço, agora vou levar uma massagem de soutien. Mas ele não se atrapalhou. Com delicadeza, desabotoou o soutien e afastou as partes para o lado. A seguir avisou-me que, se durante a massagem, eu achasse que estava a fazer muita pressão, que o avisasse.

Colocou-me um rolo debaixo de cada pé. Colocou os meus braços ao longo do corpo mas um pouco afastados. E eu a pensar, ai mãezinha, caraças que não me sinto nada à vontade...

Bem. A seguir, despejou, pingo a pingo, um óleo morno ao longo da minha coluna, ao longo dos meus ombros e dos meus braços. Depois espalhou-o devagar e pousou as duas mãos nas minhas costas, primeiro devagar, depois em pressão crescente. Agradável. E deu, então, início ao que me pareceu uma dança de movimentos sobre o meu corpo, ora pressionando, ora pontilhando, ora deslizando sobre mim toda a zona dos seus antebraços, ora vigorosa ora delicadamente. 

Para quem não conheça, a marquesa de massagens tem uma abertura, que estava contornada com uma toalha enrolada para dar alguma altura, para pormos a cara. E, portanto, enquanto eu estava de cabeça para baixo, pela abertura, podia observar o movimento das suas pernas. Estava descalço e quase parecia dançar. Escusado será dizer que se eu, ao entrar, tinha algum músculo mais embrulhado, no fim, com aquela maravilhosa massagem, estava levezinha, descontraída, capaz de voar.

Felizmente a que escolhi era, sem que eu antes o soubesse, só nas costas porque, senão, ao ter que me pôr de papo para o ar, lá voltaria, outra vez, a minha atrapalhação. Mas não havia razão para isso, eu é que sou mesmo uma maria-palerma, uma maria-saloia: foi tudo na maior decência e profissionalismo, pois claro, poderia lá ser de outra forma...? 

No fim, outra vez as duas mãos abertas pousadas nas minhas costas, imóveis, primeiro com pressão e, progressivamente, a pressão a desaparecer, apenas um toque muito suave. Quando acabou, como sempre, até tive pena, tão bem me estava a sentir.

Disse-me que já me poderia levantar mas antes, com a mesma delicadeza, abotoou-me o soutien. Levantei-me, esperando que se tivesse, outra vez, escondido atrás da toalha mas, de novo, fui de olhos baixos e apressadamente enfiei a roupa pelo que não faço ideia. No fim, acompanhou-me à porta e perguntou-me se me sentia bem e se tinha gostado. Puxa, se gostei. Gostei mesmo.

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E pronto, foi esta a minha primeira vez: o dia em que um indiano fez dançar as suas mãos sobre o meu corpo.

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E queiram seguir por aí abaixo, porque há mais, muito mais.
(Até tenho vergonha de dizer mas... há mais 10 posts.)

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Bolas, ó UJM, gazelas...?
Mas então trocaste as gaivotas por gazelas, ó tu, femme infidèle...?
[5º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Ná, nada de conclusões precipitadas... as gazelas eu posso achar que são meigas, elegantes e serenas, posso gostar de vê-las, posso ter vontade de sentir o seu pêlo que deve ser tão macio. Mas com as gaivotas é outra coisa. As gaivotas são irmãs, se não de sangue pelo menos de coração. Das gaivotas eu não posso estar longe, não. Temos sempre muita impressão a trocar. O ar pode estar carregado de maresia, fresco e húmido, e o mar pode estar arisco, frio e revolto, que eu hei-de largar a areia seca até que esteja perto delas. Ao lado delas. Ou sou invisível ou sentem-me como irmã. Aproximo-me até onde lhes posso tocar e elas não se mexem, tal como se eu fosse uma delas. E sou.



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E é descer, caso queiram pisar terra seca e fazer uma festinha a uma gazela.

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Mas, ó UJM, tu não tens vergonha de não leres nada?
Porque é que não pões os olhos nas outras que não é por estarem na praia que deixam de ler?
[ 6º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Pois é verdade. Digo que o sol me atrapalha a leitura, e se não for o sol é a neblina e se não for a neblina é a vontade de ir para o pé das gaivotas... e tudo são desculpas.

Mas desculpas de má pagadora porque para tudo há solução. É só pôr os olhos nos bons exemplos.


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Desculpa lá, ó UJM, mas praia sem pescadores à linha e sem surfistas não é praia...
Não me digas que nem um? Ou fugiram com medo do mar...?
[ 7º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Claro que havia, ora essa. Praia que é praia acolhe todos, especialmente os que não passam sem o mar.

As fotografias podem trazer a névoa e a maresia colada a elas mas aqui fica a prova provada que faça chuva ou faça sol, esteja o mar grande ou o mar pequeno, cá estão eles, os amantes do mar.




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E não desesperem, meus Caros Leitores, com a quantidade anormal de posts com títulos parvos, que o melhor está para vir. Já vos conto por onde é que tenho andado.

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Ó pá, UJM, praias são praias, tudo a mesma coisa.
Engraçado era se descobrisses uma praia em que as pessoas andassem com os pés no ar....
[ 8º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Ah era...? Então vejam lá. 




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Peçam coisa mais extravagante, ok...?

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É pá, ó UJM, já que tens a mania que consegues resposta para tudo, vê lá se consegues agora para esta:
mostra lá, se és capaz, um bebé a entrar sozinho pelo mar adentro...!
[ 9º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Ah, ah! Claro que sou. Um bebé de gatas, de fralda, todo corajoso a avançar a caminho de um mar revolto...? Ó pá, é canja, é canja, é canja de galinha!

Cá está ele! O super-bebé!


Sem photoshop, sem truques, sem nada na manga. Um surfista em potência, um destemido baby.

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Caraças, UJM, mas essas praias são um perigo! Por Cristo!
E não há lifeguards nem nada para algum salvamento que seja necessário?
Mas daqueles bem jeitosos, já agora...?
[ 10º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Ó meus amigos, já sabem que não quero que vos falte nada. Nadadores-salvadores? Foi isso que pediram? Mas jeitosos, é? Daqueles à hollywood? É isso...?

Ok, já sabem: é só pedirem.

Cá estão eles.


E vejam lá, se quiserem tenho mais. É só dizerem. Encarrapitados nas rochas, bronzeadinhos e vestidinhos à maneira, prontos para deitar a mão a quem esteja em apuros.

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Olha lá, ó UJM, assim não vale...
Mas assim não dá para perceber como é que é essa praia...
Não há aí uma fotografia panorâmica para se ver a praia toda?
E isso é cá? Em Portugal?
[ 11º de uma série de 11 posts com títulos parvos]


Então não...? Os vossos desejos são ordens para mim. Uma vista panorâmica? É que é para já. E não uma mas várias.

E para quem pensa que ir para a praia é estar no meio de uma multidão de marabuntas, a fritar ao sol, todo coberto de areia -- sim, porque há quem pense -- aqui fica a prova provada de que nem sempre isso é verdade. Haverá dessas para quem gosta. Pas pour moi que sou bicho do mato. Ou melhor, bicho do mar.

Estas fotografias são todas da mesma praia porque as outras foram fotografadas debaixo de neblina mas, com excepção de uma, são muito deste género.










E em Portugal, com certeza, como atesta a bandeira que um corajoso conseguiu colocar no alto de um rochedo.

As fotografias acima foram feitas na Zambujeira do Mar. A dos barcos de pesca, lá num post mais para baixo, na Azenha do Mar. Outra muito bonita e parecida é a do Carvalhal. Diferente é a de Odeceixe, aqui abaixo.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.
(E rezem para que eu perca o gás, ok?)

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