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sábado, dezembro 28, 2013

Edward Snowden e a sua mensagem de Natal alternativa - ou a coragem de um jovem que luta pela liberdade e a quem todos os países livres fecham as portas. [... Porque será? ... Será porque todos fazem parte da tenebrosa teia...? Se até Portugal é um escritório regional, uma célula da CIA e da NASA...]


Depois de nos dois posts abaixo ter mostrado
  •  um trabalho graficamente fantástico de Pedro Miguel Cruz que mostra um curioso ecossistema, revelando a forma como alguns ácaros ou moscas borboleteiam entre o poder governativo e alguns grupos empresariais
 e de, a seguir, ter dado nota de
  • como a imprensa espanhola vê o Portugal arruinado de hoje às mãos das políticas de austeridade, 

aqui, agora, faço questão de deixar registo de um vídeo que já tem alguns dias e que mereceu ampla divulgação: a Mensagem de Natal alternativa de Edward Snowden (alternativa, por piada, à mensagem da Rainha Isabel).


Devo dizer - e já aqui o disse muitas vezes - que a questão da privacidade e da liberdade me são caras. Defendo e defenderei sempre o direito inalienável a elas por parte de todos os cidadãos de bem.

Que alguém - por decisão unílateral, não sancionada, prepotente - ouse violar a correspondência, as conversações, a simples troca de mensagens dos cidadãos anónimos ou de políticos ou de governantes parece-me coisa de uma estultice indesculpável. É o tipo de coisa que me revolve as entranhas e que acho que deveria merecer uma repulsa incondicional por parte de toda a sociedade .

Há valores e princípios dos quais ninguém deveria abrir mão. Nunca - mesmo que se atravessem tempos de guerra como os que vivemos (guerra do sector financeiro desregulado, ganacioson e vil, a todas as camadas desprotegidas da população).

Saber que as agências de informação americanas se deram ao desfrute de espiar toda a gente, de todas as formas possíveis e imaginárias, à margem da legalidade e do escrutínio, e que contaram com a conivência de todas as grandes casas de software, hardware, consultores de informação e sei lá mais quem (Google, Microsoft, Facebook, Skype, Booz Allen, etc), é algo sobre o qual todas as sociedades livres de todo o mundo deveriam exigir consequências.


Contudo, o que acontece é o oposto disso. É que o mais grave é que, ao que parece, o Reino Unido utiliza o mesmo programa (PRISM) e que os países que o não utilizam directamente funcionarão como células regionais da CIA e da NSA. Estou com curiosidade em ver o que o Expresso deste sábado adianta sobre este fétido assunto.

E mais grave ainda: quando o normal é que Edward Snowden fosse visto como um herói por denunciar este esquema de espionagem cibernáutico, estratosférico, cavernoso, maligno, perigoso, tornou-se, em vez disso, um proscrito, alguém a quem ninguém quer receber, como se tivesse sido contagiado pela peste que viu de perto, na qual, inclusivamente, tocou.

Não sei que mundo diabólico e raivoso é este que não acolhe - dando protecção e mostrando agradecimento -  alguém que arrisca a vida para denunciar um mal tão difuso, tão viral, tão perigoso.

O poço infecto em que o mundo parece estar a tornar-se, em que vale tudo e em que todos os valores parecem ter sido virados do avesso, é seguramente um dos aspectos que faço questão em deixar aqui registado no Um Jeito Manso, agora que este malfadado ano de 2013 está quase a chegar ao fim.



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Relembro: 
descendo um pouco mais há dois outros posts que referem assuntos - deixados em comentário por um Leitor a quem agradeço - que considero dignos de serem vistos.

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No Ginjal hoje há uma coisa num registo diferente: Os amigos de Luiz Pacheco. 
Sabe-me bem o contacto com a diferença.

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E, por agora, é isto.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado.

(Está de chuva? E daí? Pode ser um bom dia na mesma, ora essa.)




Até já!