Depois de um dia preenchido como um ovo, e estando o dia de amanhã também já todo cheio de programas, resolvemos, esta noite, ir ao cinema. As opções de qualidade são razoáveis (O Mentor, o Lincoln, o Argo, etc) mas eis que me apeteceu, antes, ir ver uma coisa simples, pouco estrelada pela crítica. Notas de Amor que, no original é, Take This Waltz.
Quando ando mais cansada, gosto de ver comédias românticas ou coisas assim nessa base.
Transcrevo a sinopse do Cartaz de cinema do Sapo:
Quando Margot (Michelle Williams) conhece Daniel (Luke Kirby) surge de imediato entre eles uma química intensa. Mas Margot reprime esta atração repentina, já que tem um casamento feliz com Lou, um escritor de livros de culinária. Quando Margot descobre que Daniel vive do outro lado da rua, começa a pôr em causa as certezas que tinha sobre a sua vida. Ela e Daniel vão estando juntos durante todo esse quente verão de Toronto, mantendo uma amizade cujo erotismo é exacerbado pela contenção que ambos mantêm.
Não quero desvendar o resto do filme mas vou já avisando que a partir de certo ponto a contenção desaparece.
E, para os devidos efeitos, aqui também declaro que fiquei encantada com a interpretação, o registo contido e o aspecto físico de Luke Kirby.
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O giríssimo Luke Kirby, aqui numa cena em que se demonstra bem o potente efeito erótico das palavras |
O nome do filme reporta-se à canção que serve de fundo a um dos momentos mais fantásticos do filme: Take this waltz de Leonard Cohen, canção de que muito gosto e que sempre me dá vontade de ser levada nos braços, voando pela sala, abraçada, amada. Nunca tenho essa sorte porque, aqui por estas minhas bandas, não há bailarinos. Posso ser abraçada, amada, mas voar só em pensamento.
Esta música é linda e a voz de Leonard Cohen é qualquer coisa...
Quanto ao filme, não é extraordinário nem eu ia à espera que fosse. Mas vê-se bem, é agradável e aborda o tema da atracção fora do casamento de uma forma muito realista e com uma sensibilidade serena, digamos assim.
E tem momentos divertidos e tem momentos românticos - e isso é mil vezes preferível a violência, a crises existenciais, a um negrume depressivo.
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E tenham, meus Caros Leitores, um belo domingo!
