Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca
Mostrar mensagens com a etiqueta lingerie. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lingerie. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 05, 2018

A inominável dimensão do mistério




Tanto ele me recomendou que não deixasse para a última que acabei por dar ouvidos também à minha filha que, como se vê, sai ao pai em muitas coisas e não apenas fisicamente. E, assim, nos pequenos tempos livres, tenho ido escolhendo alguns presentes e já ali tenho uma bela teca deles.

A minha mãe tinha-me dito que nada, nada, nada, nada mesmo... só um livro. Já comprei dois. Gosto de oferecer livros. Mas a minha alegria foi maior por outro motivo: é que entrei na livraria com autorização. Concedi-me autorização para entrar e consumir. Consumir com uma condição: só para oferecer, não para mim. Mas sem problema. Estar numa livraria e saber que posso trazer alguns já é bom. Aliás, que bom... Eu, de novo, à solta no meio dos livros. Andar por ali a rondar, a ver, a passar a mão pelas capas, a espreitar as palavras que se escondem dentro de cada um... 

E depois, à última hora, achei que um dos que trazia para a minha mãe, caraças, era tão bom... tinha mesmo que o ter também. E trouxe.


E depois fui ver aquele sítio onde há sempre coisas especiais. E lá estava um. 'A grande arte tem a dimensão do mistério'. Senti logo aquele imperceptível tremor interior, aquela fina emoção, aquela vontade louca de o ter. Mas contive-me. Cinicamente pus-me a descobrir motivos de desinteresse. Procurei o índice. 
A arte também nos torna felizes

O jeito torna-se talento, e o talento, obra

...

Um mundo gémeo do da poesia
.... 

E li excertos. E, então, decidi que tinha mesmo que o trazer. Não se pode negar um amor -- e o amor dos livros e das palavras e do conhecimento e da arte é daqueles que não admite subterfúgios nem adiamentos nem desculpas. Tenho-o aqui comigo, olho-o enquanto escrevo, de vez em quando abro ao acaso e leio. Graça Morais dialoga com José Jorge Letria. 


Quebrei os meus votos de austeridade mas não me fustigo. Não estou arrependida. Não é como fumar. Desde que decidi deixar de fumar nunca mais fumei. Nem uma passa. Zero. Sei que não vou voltar a fumar. Antes, quando fumava, detestava sentir-me tão estupidamente burra embora não o admitisse. No dia em que tomei a decisão, foi como se tivesse decidido aprender a ler, uma decisão irreversível, um triunfo, um orgulho em ter deixado de ser tão estupidamente burra. Com os livros não é isso. Quero deixar de comprar porque depois fico sem ter onde guardá-los, porque não consigo ter tempo para ler nem uma parte, quanto mais todos. Mas não são votos eternos. Digamos que é mais um travão, uma tentativa de moderação. 


E, portanto, trouxe dois livros para a minha mãe e dois livros para mim. E estou feliz. E, de bónus, já sei onde gostava que fosse o meu próximo passeio.

Tirando isso.

Tinha visto uns pijamas giríssimos de um tecido que é um misto de veludo e polar, mas muito macio, térmico, levíssimo, um design mesmo bonito. Sondei a minha mãe: e um pijama muito quentinho? Não reagiu mal, não esteve meia hora a dizer que não, não, não. Perguntou foi porque não comprava eu um para mim. Expliquei-lhe que morreria assada. Ela sabe isso mas tem sempre aquela coisa de se preocupar não vá eu precisar e não ter nenhum pijama decente que vista. Já uma vez me aconteceu, há mais de mil anos. Era casada de fresco e apanhei uma amigdalite que me deixou cheia de febre, umas anginas que me puseram de cama. Chamou-se um médico a casa. E, quando o homem estava quase a chegar, lembrei-me que tinha que vestir qualquer coisa decente. E pijamas? Zero. Lembrei-me que deveria ter ainda, algures, camisa de dormir da lua de mel, uma espécie de vestidinho justo, curto, branco, todo em bordado inglês, com uma fitinha cor de rosa. Mas onde estaria? Eu de cama, afogada em febre, ele sem fazer ideia onde estaria tal peça destinada ao museu. Um horror. Não me lembro como resolvemos o problema mas ficou-me essa sensação terrível de não ter o que vestir numa emergência.


Então hoje, numa corrida, comprei-lhe um pijama tão diferente do expectável e tão, tão macio e bonito que, espero eu, a vai deixar muito agradada. Veste-se agora de uma forma mais moderna e jovem do que quando era, de facto, jovem. Parece agora, toda ela, mais jovem do que quando tinha trinta anos a menos. Claro que a oferta a nível de vestuário e adereços agora é outra. Mas as mentalidades também. Tinha muito aquilo de ser próprio para a idade, receio de dar nas vistas, receio do que pensassem. Agora, felizmente, está mais desempoeirada. Eu, que nunca quis saber de nada disso, detestava que ela se preocupasse tanto com a opinião alheia. 


Bem.

Vou interromper a conversa porque amanhã tenho que madrugar e ainda quero fazer umas carreirinhas de tapete. Estou mesmo furiosa com o tapete. Parecia que já estava na fase de encher o fundo e afinal ainda há imenso que fazer na barra. Aquele amarelo induziu-me em erro, confunde-se com a juta e sem ver bem nem reparei. Agora estou nessa, na barra, desejando de passar para o fundo. Quando estou no fundo é um desatino de urgência, não descanso enquanto não acabo. Oh, motivação mais boa.

..................................


segunda-feira, abril 09, 2018

Que lingerie vestir?
Esta...? Talvez.
Ou esta...? Talvez... talvez.
Ou, antes, esta...? Talvez, talvez, talvez.


Costumo escolher a minha roupa de véspera porque, de manhã, com pouco tempo, se desatino é um ver se te avias a escolher e a rejeitar toilettes. Preciso de tempo pois tudo tem que fazer pendant. Se penso que vou de claro, a lingerie tem que ser clara. Se a blusa é em tons de encarnado ou bordeaux, o soutien tem que ser no tom. Portanto, se penso que aquela blusa não, o mais provável é que tenha que mudar tudo e, às tantas, tenho que vestir-me e despir-me de alto a baixo até a coisa ficar a gosto. E ver o tempo a escoar-se e eu naquilo é enervante. Não dá.

Assim, de véspera, sem stress, escolho a blusinha, o top para vestir por baixo caso o decote seja excessivamente pronunciado ou se a blusa for fininha demais, as calças ou a saia a condizer ou a contrastar, o conjunto de lingerie a preceito, o colar, os brincos, o anel.

Coisa de coquette, bem sei. Sou.

Quando era miúda, os meus pais contrariavam-me, diziam que eu ainda não tinha idade para. Mas a coisa era forte, coisa de ADN, e eu reincidia. Mas era uma luta. Portanto, mal me vi com idade para, nunca mais dei descanso. Feminina até à raiz dos cabelos e em todas as manifestações da feminilidade, até nestes sinais exteriores.

E assim aconteceu hoje.

Acresce que.

Para não ver e ouvir comentários sobre a suspensão dos jogadores do Sporting e os absurdos posts no Facebook, a patética dor nas costas e a ridícula conferência de imprensa do troglodita Bruno de Carvalho, estive no meu boudoir, nas calminhas, fazendo tempo, desfrutando o gosto de estar neste meu mundinho bom, quase vitoriano, cheio de frou-frous, sedas e rendas, a arrumar a minha roupinha, a escolher o modelito de amanhã e etc.

Agora aqui regressada, convencida eu que o tema burlesco já se tinha esgotado, constato com desagrado que não senhor. Não se esgotou. A criatura ainda aqui está, baboseirando em directo, provocando, trumpizando o futebol português. E o meu marido, em vez de fazer zapping, está a dizer, com asco na voz, que 'este gajo á muita estúpido' -- mas mantém-se a ver. Um sportinguista é isto: gente nascida para sofrer. Ao princípio dizia que estava com esperança que o troglodita se fosse demitir. Agora acho que está apenas perplexo, quase paralisado a ver esta anormalidade.

............................................................................................

Mas voltemos, então, ao muito relevante tema da indecisão na escolha das toilettes

Halie Loren - Perhaps, perhaps, perhaps


................................................

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Marcelo Rebelo de Sousa está neste momento a acabar de refeiçoar com as operárias da Triumph à porta da fábrica de Sacavém


Recebi a informação contida no título por mail e vendo-a tal como a comprei. E é complementada com o seguinte:

O Pinóquio e eu desejamos a todos uma boa noite ou um bom dia, consoante a hora


....................................

No entanto, devo dizer que o vi há pouco na televisão e pareceu-me mais magro e cansado. Aquela coisa da hérnia a esguichar-lhe pelo embigo dá ideia que deixou que parte do gás se lhe evaporasse. Na volta, se lá tivesse estado e mesmo que alguma operária se tivesse apoderado de um conjunto de lingerie e o cumprimentasse com ar galanteador, ele limitar-se-ia a fazer um sorriso forçado com aquele facies branco e meio seco com que há pouco o vi.

.........................................................................

Adiante.

[E, seja como for, sinceramente desejo que se encontre solução para a continuidade da laboração na Fábrica da Triumph]

............................................................

quarta-feira, março 15, 2017

Passear o cão pela manhã


Nos cerca de treze anos em que tivemos uma cadela, não era a mim que cabia a responsabilidade de a levar à rua. O meu marido gosta de madrugar e aproveitava para uma caminhada matinal. À noite também era ele que ia. Quando os meus filhos ainda viviam connosco, durante o dia iam eles. Depois passou a ficar, de dia, em casa dos meus pais. Para mim sobrava o mimo doméstico. Ela ficava delirante quando eu chegava, gania de alegria, saltava, andava à minha volta, dava-me beijinhos. Era frequente eu abraçar-me a ela e ela gostava, ficava imóvel, dengosa e feliz. Umas saudades que não passam. Aquela bichinha tinha amor de gente por nós e nós por ela. Era uma boxer muito doce e muito inteligente.

Mas, portanto, não posso gabar-me de alguma vez ter ido passear a minha amiga cãzinha com um outfit semelhante ao que Emily Ratajkowski usa no vídeo abaixo, ao que parece para publicitar a marca DKNY (lingerie, certamente; ou serão as botinhas?).




Béu béu e até já.

..........................

sábado, dezembro 31, 2016

Acabar o ano sem listas de intenções, sem firmes propósitos e apenas com uma em mente:
viver o melhor possível.
Quanto à lingerie, não sou dada a começar o ano com lingerie da avó em cor azul cueca.
Prefiro entrar nele mais à minha maneira, com alguma provocação à mistura




O meu restabelecimento da gripe fez-se nas urgências de um hospital a rebentar pelas costuras. Não era eu a doente mas a acompanhante. Tentámos arranjar uma ambulância para transportar o doente a um hospital privado já que, felizmente, dispõe de seguro de saúde e sabíamos o estado de sobrelotação do público. Zero ambulâncias. Todas ocupadas nas horas seguintes. Inem, portanto. Como já não há Serviços de Atendimento Permanente, cai tudo nos hospitais. 

Uma vez que a triagem decretou pulseira laranja (ou encarnada? - nem sei), entrou logo e foi para a chamada 'sala aberta'. E eu cá fora, sabendo o desenrolar dos acontecimentos através do 'balcão do utente'. Uma hora depois: já foi visto, vai fazer exames. Uma hora depois: ainda não se sabem os resultados. Etc, etc. 

Podia agora escrever dez posts diferentes sobre o que se passa nas urgências de um hospital em dias assim. Mas não dá. Estou sem grande cabeça para isso.

Até que me chamaram: alta. Medicação, vigilância, tudo explicado, os riscos, os cuidados. 

Lá dentro, de um lado e do outro dos corredores, em camas ou macas, coladas umas às outras, gente gemendo, gritando, chamando. Uma coisa tétrica. Ou pungente. A vulnerabilidade humana ali exposta, sem pudor.

Depois a saga de arranjar ambulância para o levar de volta. Todas ocupadas, ligando para uma e outra empresa e nada, todas em serviço. Até que numa me atende um homem abrutalhado. Repito a conversa 'teria uma ambulância disponível para vir buscar ao hospital um doente que teve alta e levá-lo para casa, em maca?' e acto contínuo: 'o nome do doente?', digo e logo o homem 'já aí vou' e pumba, desliga-me o telefone.

Avisei o meu marido, 'olha que há-de aparecer aí uma ambulância (e disse-lhe o nome da empresa) e eu não sei como é que os homens dão comigo, diz que estou na 'sala aberta'.

Passado um bocado aparece um homem muito pequenino, ultra-barrigudo, boné no alto da cabeça, aos gritos pelo nome do doente. Gesticulo cá de longe. Ele vem e dá-me uma desanda 'isto não é a sala aberta!'. Explico 'Pois não, mas não vê que isto está cheio, que as pessoas estão nos corredores...?.

Mas pronto. Lá fez o que tinha a fazer, lá transportou o doente para a ambulância.

Quando enfia a maca na âmbulância e se prepara, ele próprio, para entrar também, pergunto: 'Mas então não quer saber a morada!?'. Responde ele: 'Mas você não vem tamém?'. Lá fui.

Quando chegámos a casa, diz uma das pessoas que estava à nossa espera: 'mas ele conseguiu conduzir a ambulância...? é conhecido por andar sempre com os copos...'. Pronto. Estava explicado. No fim, o ajudante voltou lá. Fui abrir a porta. Diz ele 'esquecemos uma coisa. tome lá um cartanito para outra vez que precise'. Enterneci-me com o cartanito, agradeci de gosto.

Cheguei a casa há pouco, passava da meia-noite. Tomei um banho quente que me soube mesmo bem e que espero que tenha tirado de cima de mim os micróbios que por ali andam à solta e em altas concentrações. Já comi um lanchinho. E parece que me curei da gripe. Aquela bicheza lá do hospital deve ter derrotado os meus viruzecos.

Portanto, não faço ideia de notícias, não sei o que se passou, não sei se o Trump fez mais alguma das suas ou se o Marcelo foi visitar algum gatil. Não tenho ideias, não consigo pôr-me com grandes palavreados. 

Só sei que a coisa é boa enquanto dura e que mais vale a gente aproveitá-la enquanto pode.

Encontrei um colega no hospital. Ficou a olhar para mim, admirado. Perguntou-me o que se passava. Contei-lhe. Ele disse-me que todos os dias, desde há quinze dias, quando o pai entrou em falência respiratória (parece que foi o que ele disse) o ia ver, despedir-se. Emocionou-se ao dizê-lo.

Quando nos despedimos, tive um bloqueio, não soube o que lhe desejar: 'as melhoras' não, pois se o pai estava a morrer, boas entradas também não pois o que é uma boa entrada com um pai moribundo? Não disse nada, só 'olhe...' e encolhi os ombros e ele é que me disse 'boas entradas' e eu agradeci.

Por isso, Caros Leitores, talvez compreendam que agora, depois da uma e meia da manhã e depois de um dia destes, não consiga mais do que isto.

Pode ser que mais logo, à meia-noite, se tudo se aguentar menos mal, eu consiga festejar o fim deste ano, comer passas, beber champanhe, formular votos, bater tampas para afugentar o ano velho, E se no dia 1 tudo se mantiver na mesma, menos mal, talvez eu consiga fazer o meu almoço de ano novo e ter a casa cheia e transbordante de animação.

Lingerie nova em azul cueca, para entrar no ano novo, não tenho. Velha também não. Não ligo a nada disso. Vou pelo que me agrada. Li que o que está a dar para festejar o réveillon é a lingerie encarnada. Ora bem. Parece-me uma boa maneira de sair de um ano e entrar no outro.

Tirando isso, batatas. 

E viva a vida!

Não tenho boas intenções nem grandes objectivos. Tenho uma única vontade: aproveitar cada dia com a consciência plena de que tudo isto é desoladoramente efémero e que mais vale que tentemos estar bem e fazer bem a cada momento.

Devia talvez aqui colocar um poema, um bailado, qualquer coisa do género. Mas não. O que vou pôr é outra coisa porque é uma forma de eu ter bem presente um princípio cá muito meu: a subversão é importante, o politicamente incorrecto também e a alegria de viver deve vestir-se com todas as cores e sabores de que formos capazes.

Portanto, meus queridos Leitores, se acharem que a música da Melody Gardot está aqui deslocada saibam que concordo. Mas é o que está a apetecer-me ouvir. E se também acharem que as fotografias que escolhi não têm nada a ver com o que estive para aqui a escrever, saibam que vos dou toda a razão. Mas não ia aqui colocar fotografias de doentes, de ambulâncias ou de lingerie beata.

Tenho cá para mim que se eu puder quebrar regras e daí não vier mal ao mundo e, pelo contrário, se for coisa que se traduza em doces festejos... pois porque não?


Até porque, a bem da verdade, estas são as regras da casa

(Por acaso são as Regras do Agent Provocateur mas poderiam ser as do Um Jeito Manso)



.......

E, não vá dar-se o caso de, por algum motivo, eu não conseguir vir aqui antes da meia noite, deixo-vos já os meus votos.

Para todos vós, meus Queridos Leitores, um feliz 2017. 

Saúde, sorte, afecto, boa disposição. Tudo, tudo de bom.

.....

segunda-feira, novembro 07, 2016

Dilema que o Agente Provocador lança para discussão:
boazinha ou mazona?
[Intervalo para falar do conselheiro-comentadeiro Pin Y Pon que até já tem infiltrados no Tribunal Constitucional]


Depois de ter ilustrado a minha questão com os felinos da beira rio, se me mantivesse fiel ao que lá vos disse, deveria agora dar conta de como, pela tarde, me fui entregar à luz da beira mar e à companhia das gaivotas.

Mas, face à minha necessidade de a estas horas andar a desdireito, apetece-me fazer um intervalo.


Com vossa licença, portanto.

Esta minha necessidade de intervalar prende-se com o querer perguntar-vos se conseguem perceber como é que o catraio-conselheiro-de-estado consegue ser tão chegado a tantas e tão variadas fontes. Sabe tudo. Vai ali ao balcão da SIC e serve novidades a copo. Umas vezes revela que tem amigos no inner circle do Banco de Portugal (ainda as decisões não estão tomadas e já ele as anuncia de peito feito), outras no Governo, outras no mundo dos negócios e hoje, superando-se, até no Tribunal Constitucional. Divulgou em primeira mão, e depois ainda lhe aplicou segunda demão, que a maioria dos juízes é favorável a que a diva Domingues da CGD divulgue as suas intimidades e o pé de meia que amealhou. Ouvi e pasmei. Até ali? No Constitucional? Com o caneco...!

Ou põe escutas ou, Pin Y Pon como é, consegue infiltrar-se e enfiar-se debaixo de uma mesa sem que ninguém o veja ou, então, já arranjou um garganta funda, um juiz que, como quem não quer coisa, anda a espetar o palito no bolo dos outros para depois vir a correr, desbocar-se todo junto dele.

De cada vez que constato este dom do catraio até se me corre pela espinha abaixo um arrepio de dúvida: será que o que eu digo aqui na intimidade dos meus lençóis também transpira para os longos ouvidos do conselheiro-comentadeiro?
Corro o risco de um dia o ouvir a verter para a opinião pública confidências minhas, sussurradas na intimidade do meu ninho? Se calhar corro. Eu e todos nós. O pequeno conselheiro sabe tudo. Cuidado com ele. Ele é o verdadeiro Little Brother

No meio da célebre imparcialidade do fofo, das bicadas com biquinho atapetado a veludo para passarem por beijinhos, da espertalhicezinha simpática que tão bem se lhe conhece e que tem sido o seu salvo conduto neste pacato burgo, a uma coisa achei eu graça na charla deste domingo: a ele ter dito, com todas as letras, que o PSD anda a arrastar um morto, que Costa vai a passeio pelo Parlamento tal a ausência de oposição, que o Costa faz o que quer e soma pontos já que o PSD desapareceu.



Sabendo-se que, ladininho como é, o sorridente catraio não dá ponto sem nó, uma coisa podemos nós concluir: se disse aquilo com tanta boca aberta, é porque já deve andar, às claras, a fervilhar de contactos, toda o aparelho laranja numa inquietação, os lugarinhos nas autarquias a irem pelo cano, as hipóteses de apear a geringonça cada vez mais longínquas, e todos a conspirar, furiosos com a burrice do láparo e a sem vergonhice da pinókia dos swaps. Dentro em breve vê-lo-emos, como quem não quer a coisa, a distribuir rebuçados, cromos e berlindes (metaforicamente falando, claro) para, subrepticiamente, começar a construir um candidato ao lugar do láparo morto (politicamente morto, claro). É começar a estar atento aos subliminares das suas conversetas. O láparo já era.

____


E eu, face a tantas dúvidas, perplexidades e desconfianças, acho que está na altura de espiar as actividades do ganapo, ver como consegue ele sacar tanta informação, saber quem são os seus milhares de informadores. Ou montou células? Uma organização hierárquica de informantes, de gargantas-fundas?

Hora, pois, de entrar em cena o Agent Provocateur. E só vos pergunto: preferem naughty ou nice?

Agent Provocateur’s #NaughtyOrNice


Campanha de Natal com Juno Temple.




Provavelmente só amanhã vos mostro as meninas do surf, as gaivotas e outras habitantes da beira mar.

Mas se hoje quiserem visitar-me no meu Ginjal, terei todo o gosto em vos receber e vos contar um segredo. 

___

quarta-feira, novembro 02, 2016

A festa dos anjos



Tudo muito bonito, roupinhas muito lindas, todas muito frescas e fofas, rosadinhas e saudáveis, nem um quilinho a mais, nem um, pernocas que nunca mais acabam, cavalinhos brancos insufláveis que dá gosto, um mimo. Tudo um mimo.
Até a nossa Sarita, cada vez mais jeitosa, por ali anda, olho verde e lábio carnudo, cabelo forte e brilhante, uma malícia em forma de mulher.
Mas não sei. Não me convence. Parece que falta ali qualquer coisa, não é...? 

Que graça é que aquilo tem, todas dengosas e sorridentes, meladas e malandras e, afinal, não há homens. Quer dizer, homens com papel activo. Há por ali uns quandos a fazerem de mobília mas isso não conta. Olha. Só por causa disso já não quero nenhum daqueles modelitos. Pronto.

A coisa passa-se no Château de Vaux-le-Vicomte e, dizem eles, é um very private affair.


Victoria’s Secret Holiday 2016



____

Ainda se ao menos houvesse alguma distração... um tigre, sei lá, qualquer coisa.

Um tigre que goste de usar Prada, por exemplo.


O fotógrafo da National Geographic, Joel Sartore, consegue pôr um tigre (do Cheyenne Mountain Zoo) a posar. Não foi com bifes nem com a visão de anjinhos. Apenas com Prada. 

__

sábado, setembro 24, 2016

Break the rules, baby


Podia aqui falar de Sócrates, sempre escorreito no físico e na verve, imbativelmente igual a si próprio, ou da big mouth Ana Gomes que, no histrionismo, se parece cada vez mais com a sua gémea, a igualmente estridente Júlia Pinheiro. Podia. Mas não me apetece porque ela às vezes diz algumas coisas acertadas.


Podia também falar naquele desinfeliz do Subir do FMI que anda há anos a dar tiros ao lado. Ou podia até trazer à colação o desavergonhado e invertebrado Durão que agora, imitando a galinha rangélica, inventa conspirações de mosquitos na outra banda a ver se a gente se distrai e se esquece que os europeus o tomaram de ponta não por ele ser português mas por ser parvo, por ser uma nódoa, um resíduo tóxico. Podia, claro que sim. Mas já entrámos no fim de semana e imagino que vocês, Caros Leitores, queiram tanto ler sobre essas más rezes como eu quero sarna para me coçar.
[E refiro-me, neste caso, aos três da vida airada, cócó, ranheta e facada. E decidam vocês quem, de entre o Sr. LOL e borra-botas Cherne, é o facada e quem é o cocó. O ranheta, claro, é a rangélica galinha-macaquinha].
Por isso, não apenas porque cheguei a casa tarde e más horas (friday night é para sentir o fresco da maresia nocturna) mas também porque a qualidade da minha tez pede que me afaste do ar viciado do dia-a-dia, vou dedicar-me ao que se sugere, ao que fica implícito, ao que fica no ar (para os perspicazes). Por acaso é uma campanha, por acaso fala-se de Calvins mas não é por isso que aqui lhes dou palco. Gosto de irreverências, gosto de imagens como aqui se vêem, gosto do que não encaixa no politicamente certinho - e estes curtos vídeos são assim. 

Espero que sejam como eu, sempre a espreitar a ver onde é que a coisa descarrila com inteligência e com graça -- e que gostem.

Calo-me já -- e que entrem os malucos. E as malucas, bem entendido. Para começar, pensem em quais os vossos verbos preferidos para não ficarem confundidos depois do que a senhora baixo vai dizer.

E agora play it 
(again, sam).


Kate Moss, Miss Calvin Klein



Quebra as regras


 Cobre-te 
(ou não)


___

E, caso se sintam românticos como eu, desçam, por favor, até ao post já aqui a seguir.

E não se esqueçam: portem-se mal, break the rules.

__

terça-feira, dezembro 29, 2015

Dois tipos de striptease: é favor escolher


Tal como referi no post abaixo (no qual falei na insuportável Teresa Leal ao Coelho, no suposto fim da impunidade piropal e no bye bye do ex-irrevogável-Portas), agora vou mostrar duas mulheres num número de striptease. Como é sabido, o striptease é a forma decente de uma mulher se despir quando tem espetadores (ou, neste caso, por prudência, deveria manter o c, que, apesar de mudo, talvez imponha algum respeito?).

Adiante.

Ora, bem. Assim sendo, e dado que o Um Jeito Manso é, não apenas um blog de família mas, também, um blog que preza as boas maneiras, vou aqui partilhar convosco dois vídeos instrutivos. 

Assim, consoante o seu tipo corporal e os seus dotes vocais, as minhas Leitoras poderão avaliar qual o striptease que conseguirão fazer com maior competência. Despir, sim, claro; tirar a roupinha, com certeza -- mas não de qualquer maneira. 

E aos meus Leitores (homens) digo: também deverão despir-se com arte e boas maneiras mas, a menos que sejam do género da rapariga dinamarquesa, não deverão reproduzir os números que aqui irão ver. Poderão fazê-lo mais na base daquele GNR que foi apanhado a fazer strip. Não encontro o vídeo com o dito artista mas é capaz de ser qualquer coisa como isto.

Bem. Introdução feita, vamos lá, então, a isto.

1º caso de estudo


Em primeiro lugar temos uma moçoila com corpinho bem feito.
(Quando eu fizer uma dieta valente, a ver se não volto a ser assim. É só passarem as festas que a minha boquinha vai passar mais tempo fechada do que a manducar, ai não que não. Dieta rápida só mesmo com fomeca.)
Esta que aqui se mostra é capaz de saber tocar piano, ou pelo menos, parece ter vontade de aprender. Mas não canta. Eu, pelo menos, não a ouço. Só dança. E parece que a especialidade é dançar deitada. Não é difícil fazer isto e não arranja problemas a quem a vê. É brincalhona, mas as brincadeirinhas parecem inocentes. Portanto, esta modalidade é para quem não sabe fazer melhor e para espetadores pouco exigentes.
Mas isto, claro, sou eu a dizer. Na volta, sem dar por isso, estou mas é a ser invejosa, a padecer daquilo a que se chama invejinha branca (não sou santa - pode parecer que sou, mas não sou, ai Deus, e u é.

Chama-se, ela, Abbey Clancy e aqui  é filmada por Sam Faulkner para a revista Lover.



....

2º caso de estudo


Em segundo lugar tenho uma outra, um género bem diferente. Esta não tem aquele ar tenrinho da Abbey. Tem generosa carnadura e elevados dotes canoros. Saem-lhe as carnes por tudo o que é decote e espartilho -- e a voz vem atrás (atrás e à frente que o vozeirão se projecta para bem longe).

Como é lógico, não se arma em menininha preguiçosa, não se espreguiça dengosamente: não, esta vai à luta e canta que dá gosto. É fogosa, toda ela é Carmen, toda ela transpira paixão. Uma mulher assim é para quem pode: deve inspirar respeito pelo que não será qualquer homem que conseguirá tê-la por perto.

Chama-se Anna Caterina Antonacci  e no vídeo abaixo interpreta Verdi: Grave a core innamorato... - "Un giorno di Regno"

O striptease não é total mas acho que a sua não-nudez será perdoada.


Resta-vos escolher. 
Às minhas Leitoras  digo que se apliquem nos treinos. 
E aos meus Leitores homens digo: faites vos jeux - ou seja, que género de mulher preferem?
....

E, agora, se descerem, poderão ver gente mais vestida mas, cá para mim, piores companhias do que estas duas mulheres que aqui estiveram a partilhar connosco os seus generosos dotes.

..

quinta-feira, dezembro 17, 2015

O que é o amor? Como ser feliz? Como ser bonita?


Estive a ver as listas 'mais' do motor de busca da Google em Portugal, ao longo de 2015, e fiquei como boi para palácio. Na maior parte das vezes não sabia do que se tratava (Desafio Final, Agario, etc), de quem se tratava (Maria Zamora, Sofia Ribeiro, por exemplo) e, no caso das questões que as pessoas escrevem, embora perceba o significado, fiquei admiradíssima. 


A mim não me passaria ir ao Google e escrever 'O que é o amor?' ou 'Como ser feliz?' ou, ainda, 'Como ser bonita?'- e, no entanto, foram estas algumas das questões mais colocadas.

Mas, porque se constata que, de facto, é isto que mais desperta a curiosidade dos portugueses, vou ousar responder e faço-o na convicção de que sei o que é o amor e de que, pelo menos com frequência, me sinto feliz. Quanto a ser bonita, aí já não sei bem o que dizer pois, cá para mim, ou se é ou não se é; ou melhor, ou uma pessoa nem pensa nisso e se sente bem como está... ou chapéu. Mas, enfim, vamos lá.


O que é ao amor?




Em minha opinião, amor é aquilo que a gente sente quando se sente bem ao pé de uma pessoa, quando sente saudades se não estiver junto dela, quando dava tudo para poder estar todos os dias com ela, quando, estando, sente vontade de lhe contar coisas, de saber coisas, de a olhar nos olhos, sente vontade de se aproximar, sente vontade de a tocar, sente vontade de a abraçar. E, quando está longe, pensa mil vezes que dava tudo para poder abraçá-la. E quase que vive como se, em silêncio, lhe estivesse sempre a contar coisas, e tivesse vontade de partilhar com ela tudo o que de bom vive e vê e ouve e lê. E, quando está perto, tem vontade de se rir, tem vontade de a beijar, tem vontade de se sentir amada, tem vontade de se sentir desejada. E tem vontade de lhe oferecer coisas e de também receber atenções, afagos, gestos, beijos, carícias, e tem vontade de fazer projectos ou de acreditar que se hão-de, um dia, concretizar. E tem vontade de a levar para junto dos amigos e da família e quer sentir que a outra pessoa também a quer saber apreciada pelos amigos e tem vontade de falar dela a toda a hora.

O amor é bom. O amor só faz sentido se for bom, se nos fizer sentir bem, se nos fizer sentir um fremitozinho bom na barriga, um apertozinho gostoso no coração. O amor é tudo isso. E mais. Muito mais. Tanto que não cabe em palavras.


Claro que há também o amor maternal (que é absoluto e incondicional), e o amor filial, e o fraternal, e o amor por animais, etc. Tantos amores.

Sem-abrigo dorme encostado ao seu cão:
uma ternura, um amor muito grande, sem dúvida.

Mas penso que, quem vai ao google e escreve aquela pergunta, anda mais à procura do amor romântico, apaixonado, do que dos outros tipos de amor - e, por isso, fico-me por aqui.


Como ser feliz?



Já aqui o escrevi e ainda há pouco tempo falei dessa forma de vida dinamarquesa que os torna o povo mais feliz do mundo: o hygge, o prazer das pequenas coisas na companhia daqueles junto de quem nos sentimos bem.

Para mim a felicidade alcança-se quando nos sentimos livres (e isto, para mim, talvez seja a primeira condição), quando nos sentimos agradecidos, quando sentimos que estamos em paz connosco e com os outros, quando nos sentimos disponíveis para aceitar sem condições e apreciar o que nos é dado presenciar ou viver - e pode ser um céu azul, uma flor escandalosa de tão bela, uma árvore de onde saem chilreios e que dá uma sombra acolhedora, um rio largo, um pássaro que brinca na relva, uma gaivota que dança no ar, uma criança que descobre o mundo ou um casal que se abraça, tomar um chá quente e saboroso, ler um bom livro, ver um filme que nos envolve, estarmos deitados na relva de um jardim ou numa rocha junto ao mar, apanhar sol na pele nua, ouvir a chuva, estarmos sentados numa esplanada a ver quem passa, sorrir para alguém, receber o afecto de uma pessoa, de um cão (ou de outro animal de estimação), merecer a confiança de outra pessoa, escrever, sentir o retorno de quem nos lê, recordar bons momentos, imaginar alegrias futuras, caminhar num bosque, num jardim, numa praia, estar nos braços de quem se ama, respirar um ar fresco com cheiro a maresia, contemplar uma cidade bela demais. E, quem tem filhos e netos, saber que estão bem, estar com eles, vê-los felizes. E tantas, e tantas outras coisas que nos fazem sentir felizes. 



Como ser bonita?


Nisto, eu acho que o que torna uma mulher mais atraente é o sentir-se segura. Ou nem isso, talvez sentir que, querendo, conseguirá agradar. Ou talvez não se preocupar muito com isso. Não sei o que dizer aqui. Talvez que, como no amor ou na felicidade, o principal seja tirar o peso de cima, não racionalizar demais, deixar que a leveza nos leve, não nos preocuparmos com insignificâncias, acreditar que o que for soará e que há sempre alguém, algures, para nos amar, para nos fazer felizes, para nos fazer sentir bonitas.

E, portanto, não sabendo o que dissertar sobre o tema (porque acho que não é a maquilhagem, o corte de cabelo, as marcas ou tipos de roupa ou os sapatos que farão milagres - embora um mix acertado de tudo isto possa produzir impressionantes efeitos) passo aos exemplos.

As meninas do vídeo abaixo, os Anjos da Victoria Secret são das mulheres mais belas do mundo mas têm, também, graça, descontração, charme, alegria - e isso ajuda muito nesta coisa da beleza feminina. 

O vídeo foi divulgado há poucos dias e é relativo à época festiva - Victoria’s Secret Holiday 2015. 


Porque se trata de publicidade a roupa interior feminina, a sua apresentação reza assim:

The greatest gift of all is love, but some stunning lingerie never hurts. 

(Confirmo)

...

O pior é quando as anjinhas se põem elas a cantar... Ui, até dói...

Mas, vá lá, acho que a gente lhes perdoa (mas é só porque nos fazem rir).
E a nossa Sarita não vai nada mal.

Victoria’s Secret Angels cantam 12 Days of Christmas



.........

E há a felicidade suprema de uma mulher livre que se sente bela, que muito ama e se sente amada -- e que faz o que quer, como quer, onde quer, com quem quer, porque quer.

Trouble in Paradise


Com a surreal e por aqui muito apreciada Dame Vivienne Westwood (74 anos) e o seu marido Andreas Kronthaler (49 anos) fazendo de Eva e Adão -- com muito amor e muito humor, a favor de uma grande causa: a sustentabilidade do planeta.



Ganda maluca! Esta é cá das minhas.

....

Quanto às outras questões, como por exemplo, 'o que é papel comercial?', ' o que é o Paypal' ou 'o que é o Uber?' agora não me está a apetecer responder. São temas chatos: outra pessoa que se chegue à frente que eu sou mais dada a frescuras.

...

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.
Sintam-se belos, amados e felizes -- está bem?

(Nisto da felicidade, se acharem que não têm muitas razões para se sentirem felizes, pensem que acabou a coligação dos PàFs, que o Láparo já correu com o Portas e que não tarda o Rio corre com o Passos e, não tarda, também, alguém há-de correr com o Portas e, de limpeza em limpeza, talvez o ar em Portugal se torne mais respirável --- e isto são boas notícias. É caso, até, meus Caros, para fazermos uma party)


...

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Lingerie - um presente sempre muito apreciado nesta santa quadra natalícia. Dita Von Teese, a Dama do Burlesco, uma verdadeira expert, vestida a rigor, explica porque gosta de lingerie.



Dizem que Dita Von Teese é a Meryl Streep do burlesco. Não sei. Já aqui a tive de visita ao Um Jeito Manso inúmeras vezes. Gosto do burlesco, tal como gosto do surrealismo, tal como gosto de tudo o que me cheire a maluqueira, a subversão, a pontapé nos preconceitos cinzentos, daqueles que espartilham a boa disposição e a liberdade de pensamento. 

Em poucas palavras, dela pode ser dito o seguinte:

Dita Von Teese’s real name is Heather Renée Sweet, and she was born in working-class rural Michigan in 1972, the daughter of a machinist and a manicurist. 
She now lives in a swell 1920s Tudor Revival house in Los Angeles. “I’m a natural blonde, you know,” she confided, and perhaps one would never suspect it, even when she’s performing. “That’s what G-strings are for,” she explained with her customary tact.

Usando toda a espécie de peças de lingerie enquanto actua, é quase uma decorrência normal da sua actividade, que tivesse lançado uma linha própria de roupa interior sexy. 

No vídeo abaixo, que foi lançado no dia 30 de Novembro, Dita fala da lingerie sexy dizendo que todas as mulheres a podem usar, criando uma persona secreta que fica escondida dos olhos dos outros.

Eu, já aqui o disse, gosto imenso de lingerie. Já não me imagino a vestir roupa interior sensaborona. Além disso, a minha roupa interior tem sempre qualquer coisa a ver com a roupa exterior. Se me visto em tom bordeau, claro que não ia vestir lingerie azulinha. Nem todas as peças são obras de arte mas algumas são-no, até evito usá-las com muita frequência para não se desgastarem com as lavagens. Já aqui uma vez mostrei o meu bustier Soleil Sucré cuja aquisição foi uma aventura. Claro que este não o uso frequentemente, dá uma trabalheira abotoá-lo. Aliás, tenho que pedir ajuda e, claro, requer óculos e alguma mão de obra pois tem imensos pequenos colchetes nas costas - o que, convenhamos, de manhã, a correr, não é muito conveniente.

Pensando que a maioria das mulheres partilham os meus gostos - coisa de que não estou nada certa - daqui lanço uma sugestão aos meus leitores cavalheiros que não sabem o que oferecer, pelo Natal, à sua namorada, mulher, amante ou amiga colorida: um conjuntinho de lingerie dá sempre jeito e, havendo tanto por onde escolher (e agora já a bons preços), facilmente terão dificuldade em encontrar peças que a farão perder a cabeça (a elas ou a quem as olhe com olhos de ver).

Mas, deixo-me de conversas e passo à empresária e dama do burlesco Dita Von Teese.


Dita Von Teese Reveals What She Loves About Lingerie—While Wearing It




E, para os que pensam que uma mulher, lá por gostar de uma bela lingerie ou por não se envergonhar de o confessar, já é uma maria-maluca, aqui deixo Dita Von Teese agora num look conservador e bem comportadinho a responder a questões sobre si própria, sobre os seus adereços, sobre a sua actividade.


Visiting with Dita Von Teese


....

Para quem ontem não viu o Um Jeito Manso senão de manhã, recomendo ainda o texto sobre o jornalismo que se pratica, presentemente, em Portugal: é já a seguir.

....

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

Be happy. Enjoy.

..

terça-feira, novembro 24, 2015

As respostas de António Costa às seis questões de Cavaco Silva. Olha a noiva se não vai linda (não me deslargues), com lingerie assimétrica.


O Um Jeito Manso adere à prática corrente de usar gatinhos para despistar os cavaquistas.
Uma vez que a onda é a de temer os maus hábitos comunistas, cá está um gatinho que, por ser comunista, em vez de dizer miau diz mao.
Grave, diria Aníbal, como pode esta gente querer apoiar um Governo se nem miar sabem?!

E vamos com música que vamos melhor.

Olha a noiva se não vai linda!

...

Tal como referi no post abaixo, António Costa, mostrando uma vez mais que é rápido no gatilho, já respondeu a Cavaco Silva. O documento ainda é sigiloso mas aqui a jeitosa, com os seus dotes paranormais, conseguiu conhecer as respostas e, zelosa que é do seu dever de informar, aqui delas vos dá conta:

Transcrevo de seguida parte do documento da Presidência da República (a bold, pela sua importância), escrevendo, em itálico, debaixo de cada questão, as respostas de António Costa.

Nesse sentido, o Presidente da República solicitou ao Secretário-Geral do Partido Socialista a clarificação formal de questões que, estando omissas nos documentos, distintos e assimétricos, subscritos entre o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes”, suscitam dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura:


a) aprovação de moções de confiança;

Não se percebe qual é a dúvida. O Estimado Senhor Presidente quer que se clarifique concretamente o quê? Como definimos 'moções de confiança'? Se vamos apresentar moções de confiança ao Governo? Se vamos votar favoravelmente moções de confiança que os PàFs apresentem? Não percebemos. Cá estaremos para o elucidar, Estimado, mas tem que explicar melhor o que quer saber. 

b) aprovação dos Orçamentos do Estado, em particular o Orçamento para 2016;

Uma vez mais, Senhor Presidente: o que quer saber? Se o PCP e o BE vão aprovar o Orçamento que o Governo do PS vai apresentar para 2016? Vão, sim senhor, pode estar descansado porque já está praticamente pronto e foi alinhavado na sua presença. Afinal eles são o padrinho e a madrinha da noiva: assistem à prova do vestido do casório. Quer a Excelência também saber se vão eles aprovar também os orçamentos daí para a frente? Pois, é quase certo que sim já que, não sendo nós uns totós, trataremos de nos articularmos entre nós para que os ditos mereçam a concordância de todos. Mas, se não aprovarem, quem lhe garante a si, ó Excelência, que os novos líderes do PSD e do CDS não os aprovarão também? Ou acha que estes artolas aí se vão aguentar à frente dos partidos? É o vão. Vai uma apostinha...? Por isso, quer futurologia para quê, ó Estimado? 
Mas, conte lá, o que é que verdadeiramente receia, ó Excelência? 
É que de uma coisa pode estar certa, ó Excelência: é que a gente vai respeitar a Constituição. Não somos como uns e outros de que nem precisamos de dizer o nome...

c) cumprimento das regras de disciplina orçamental aplicadas a todos os países da Zona Euro e subscritas pelo Estado Português, nomeadamente as que resultam do Pacto de Estabilidade e Crescimento, do Tratado Orçamental, do Mecanismo Europeu de Estabilidade e da participação de Portugal na União Económica e Monetária e na União Bancária;

Not again, Mr. Presidente... Mas isto é lá enunciado que se apresente? Então não há verbos nas suas frases? Quer saber o quê? 
Se o PCP e o BE amam de paixão aqueles tratados todos? Mesmo aquele que a França e, se calhar, a Alemanha vão incumprir? Os que não tarda vão ser ajustados à realidade? Não será altura de cair na real, ó Excelência...? 
Mas pronto, se quer que eles digam que o coração até lhes salta do peito, tanto o amor que sentem por aqueles tratados, pois eles dizem que sim. 
Aliás, mandam-me dizer: 'O PCP e o BE vão cumprir aquilo tudo melhor, mas mesmo muito melhor, que os calinas pafientos, que não foram capazes de cumprir um. Sua Excelência, El-PAF Cavaco, que veja as performances da Marilú ou do Gaspar...'

d) respeito pelos compromissos internacionais de Portugal no âmbito das organizações de defesa colectiva;
Pronto, desisto. Mais uma pseudo-questão. Quer trazer a NATO para cima da mesa, certo? Qual perú na mesa de Natal? Cheira-lhe a presépio, não é Estimado Aníbal? A sua feliz consorte já deve andar a apreparar a árvore e os enfeites de Natal, não? Pois, está bem, a gente desculpa - já é por pouco tempo e o nosso coração é grande. Quer que a gente fale da NATO. Pois aqui os meus amigos dizem que acham que, à luz da realidade actual, a NATO já cheira a mofo. Mas se a Excelência, que tem ar de se perfumar com naftalina, quer que eles digam que estão desertos por verem o Tejo cheio de barquinhos da NATO, pois eles dizem. Esteja lá descansado com isso, ó Senhor Presidente. 

e) papel do Conselho Permanente de Concertação Social, dada a relevância do seu contributo para a coesão social e o desenvolvimento do País;
Bolas, Estimado Presidente. Assim não é fácil. Tenho que adivinhar o que a Excelência quer saber? Quer saber o quê? Se o PCP e o BE aceitam que o PS fale com o patronato? Então não hão-de aceitar... Já se deixaram de esquisitices. Quer a prova disso? Olhe esta: imagine como eles já estão por tudo... até aceitam que eu, António Costa, perca tempo a falar e a escrever a V. Excelência. Não é que não lhes apeteça, tal como me apetece a mim e a toda a gente com dois dedos de testa, dizer a Vossa Excelência que, com todo o respeito, vá dar banho ao cão - mas os comunistas hoje em dia, Excelência, já têm boas maneiras. Por exemplo, depois de comerem as criancinhas ao pequeno-almoço, até limpam a boca, lavam os dentes e, imagine, até usam fio dental (elas, claro; eles, apesar de tudo, são mais conservadores, e - sem ofensa! - usam fio dentário).

f) estabilidade do sistema financeiro, dado o seu papel fulcral no financiamento da economia portuguesa.
Bom... Esta tem que se lhe diga... Esta dava mesmo muito pano para mangas, ó Estimado Cavaco... Sabe alguma coisa que a gente ainda não saiba? Conte tudo. 
Desta vez o Carlinhos avisou-o a tempo? Está mais algum banco para rebentar? Conte, conte...!
Ou é o Novo Banco (o tal que, quando era BES, V.Excelência afiançou ao País que era solid as a rock), que, afinal, continua a sorver dinheiro não se sabe para onde e os contribuintes vão ter que suar mais um bocadinho para pôr lá mais uma pipa de massa? 
Ou não é isso? Quer que a gente se comprometa a não mandar averiguar aquela cena das acções da SLN e do seu enriquecimento espectacular com as acções do Grupo a que pertencia o banco dos seus amiguinhos? 
Mas, seja lá o que for, ó Presidente, sobre esta vai ter mesmo que dizer o que quer saber, que esta a gente não atinge. Até o Professor Marcelo, o seu putativo sucessor, ficou incomodado com este seu estranho e insólito pedido, achando de mau tom que o PR esteja a levantar suspeições sobre matéria tão sensível. Está certo que ele é aquele catavento que se conhece mas, ainda assim, veja lá isso, ó Senhor Estimado.
....

E eu daqui lanço agora uma sugestão a António Costa. Envie uma adenda, Sr. Futuro Primeiro-Ministro Costa, a pedir explicações ao Cavaco sobre aquela boca de ele dizer que os vossos acordos são assimétricos. Qualquer coisa nesta base:
Mas, permita-me ainda, ó Excelência: o que é lá isso de falar nesse tom depreciativo da assimetria dos nossos acordos? Tem alguma coisa a assimetria? Ai, querem lá ver que temos que nos aborrecer e abrir já aqui um conflito institucional? Ai, ai, ai.
Pois fique a saber o seguinte:


E já que ele gosta de empurrar com a barriga, colocando questões mal formuladas só para ver se a malta escorrega nas cascas das bananas grandes e saborosas que ele gosta de deglutir e que deixa espalhadas pelo chão, apresentem-lhe esta -- e ele que, na próxima audição, lhe apresente a si, Caro Dr. Costa, um documento clarificador sobre esta magna questão. A ver se ele se safa...!

..

De resto, aqui, eu, Jeitosa Mansa, faço uma declaração: não acho nada mal a assimetria, nomeadamente na lingerie. 

Por isso, aceite, Caro Dr. António Costa, mais esta minha sugestão: que tal levar ao Estimado Dr. Cavaco, à laia de presentinho de Natal para a Dona Cavaca, esta peça de lingerie toda ela assimétrica e, nem por isso, menos estável e duradoura?


...

Lá em cima os Tais e Quais (João Gil, Sebastião Santos, Celina da Piedade, Tim, Paulo Ribeiro, Vitorino, Serafim e Jorge Palma) interpretam Olha a Noiva se Vai Linda (não me deslargues). Uma graça!!!!!


Várias imagens, as que se encontram devidamente identificadas, provêm do querido blog We Have Kaos in the Garden. O que eu gosto de descobrir coisas divertidas nessa inesgotável arca...

....

Sobre as intenções subjacentes ao documento com que o Cavaco tagueou o Costa na manhã de segunda-feira, falo no post abaixo.
...

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira.

...

quinta-feira, novembro 12, 2015

Só para provar que não é maluquice minha: as mulheres têm asas, sim!


Acho que hoje não vou conseguir falar de acordos -- assinados de pé? que coisa horrível! -- nem das agências de rating -- governo apoiado à esquerda? oh sacrilégio! -- nem dos debates a toda a hora, em todo o lado -- calem-se todos, please... -- nem de nada disto.

O dia não foi famoso, o sono é algum, e a mim só me apetece é ligeireza para ver se descanso a minha beleza.

A propósito de beleza: volta e meio falo em voar (até porque, às vezes, sonho mesmo que voo) e tenho vontade de apanhar o ventinho de feição, levantar os braços e deixar-me ir pelos ares. Quando digo isto ao pé do meu marido ele ou não diz nada ou encolhe os ombros e diz que sou maluca. Não sei, vocês aí, o que acham. Se calhar também acham que não bato bem da bola. Pois bem, para os cépticos, aqui fica a prova provada que as mulheres têm asas. Não sei se são todas as mulheres que as têm ou apenas algumas - mas não interessa. Se calhar quem as não tem é uma questão de tempo, um dia as asas nascer-lhes-ão.





Até a nossa menina, a Sara Sampaio, as tem


As meninas bonitas com as suas belas asinhas desfilaram para a Victoria's Secret (uma marca de lingerie - para os distraídos que não sabem).

...

Há também as mulheres que têm asas na voz, na alma. Sora, é uma jovem coreana que resolveu interpretar o hit Hello da Adele. E a sua interpretação tem tal força, intensidade (ou leveza?) que impressiona. Já vai a caminho dos 10 milhões de visualizações no youtube e não admira.




...

E há as que dançam como se o seu corpo fosse alado. 

Quando eu era pequena fazia ballet e o que eu gostava de dançar, o meu corpo tinha uma flexibilidade que me espantava. Era tão bom dançar.

Polina Semionova e Vladimir Malakhov sobre  Prayer Of The Heart Bjork - Caravaggio

(Coreógrafo: Mauro Bigonzetti )


...

E há as que têm asas na voz, nas palavras, nos dedos que desenham poesia.

Maria Bethânia - Poema Azul de Sophia de Mello Breyner



...

E as que têm asas na alma e nas mãos e todas elas são asas.

Paula Rego, que há muito voa bem acima das incertezas miúdas, pintou esta mulher terrena com asas brotando do coração



...

Mais provas? É preciso mais? Então as mulheres têm ou não têm asas?

..

Desejo-vos, meus Caros Lleitores, uma excelente quinta-feira.

..

quinta-feira, novembro 05, 2015

Francisco Assis e os Leitões Falhados, "Ainda há tempo" mas não foram à conta, Respostas automáticas a Mails e Cuecas de Gola Alta [.... e será que este post foi escrito por mim ou foi um algoritmo da Google que o gerou...?). E, para acabar, as prováveis cenas dos próximos capítulos: Catarina, a Grande, em entrevista com Ana Lourenço, a Maga Patalógica; o que o corte de cabelo diz da personalidade do cabeludo; e como ser bonzinho em função do signo.


1. Francisco Assis é aqueles que basta a gente olhar para ele para ficar logo a saber que não nasceu para ganhar. Lamento se firo susceptibilidades mas as coisas são o que são. 

Agora que tinha organizado uma 'cena' tão boa e mediática para ir comer leitão... nem isso conseguiu. As reuniões do PS à mesma hora e ele, coitado, a ter que desmarcar tudo. Azarento como só ele a ver é se ainda não tem que indemnizar o restaurante. Agora que as coisas lhe estavam a correr tão bem, toda a gente a querer entrevistá-lo, ele a pensar já em contratar uma agente para lhe organizar as presenças, e uma destas. Bolas, coitado, que não nasceu mesmo com o rabo virado para a lua.


2. Outra que também teve graça foi aquela 'cena' de uns quantos bacanos de mão quase dada pelas ruas de Lisboa a ver se unem os pàfianos aos socialistas. Dizem que 'Ainda há tempo' e querem 'Unir o que está desunido'.

Parece que só aparecerem umas quantas pessoas para juntar parte do percurso, uma coisa apenas da Assembleia ao Rato e que, mesmo assim, não conseguiram bem, que faltavam mais umas quantas - mas eles dizem que não faz mal. Pelo meio, disseram que o país está à beira do abismo e que a Catarina Martins é uma falhada e que fala como uma ditadora. Nem mais. Alguns devem ter sido entrevistados para a televisão e, só por isso, devem achar que já valeu -- afinal devem ter tido o seu minuto de glória. Acho que sim, que deve ter sido uma 'cena' com muita força, uma corrente muita boa.


3. Outra notícia boa que li foi esta aqui - a Google vai avançar com mais uma novidade: respostas automáticas aos mails. E que não se pense que vai ser chapa 4. Nada disso que a Google não brinca em serviço.

Do que lhes conheço e do que leio, a 'cena' terá um algoritmo que vai ler o mail original, identificar as palavras chave, ler mails anteriores, estabelecerá um padrão de escrita, um estilo, e depois proporá três respostas alternativas. Começarão em breve a ser disponibilizadas versões para teste. Isto tem tanto de extraordinário como de aterrador. De facto, de futuro, quando recebermos um mail de resposta, como saberemos se foi o destinatário do mail original que respondeu ou se foi a google por ele?

[Já havia geradores de poemas, a gente diz duas ou três palavras e aquela 'cena' sai-se com um soneto que quase parece obra do Camões em versão inglesa. Agora isto...]


4. E quando eu pensava que já não me iam aparecer mais 'cenas' bizarras eis que vejo que parece que o cuecão de gola alta está mesmo em vias de reabilitação e que já por aí há muito boa menina a adoptá-lo. Não consigo perceber qual a graça. É certo que começam a alindar as peças mas acho que não há rehab que lhes valha.

Bem podem dizer que é bom para a silhueta, que disfarça muito pneuzinho retaliador, que tapa muita coisa indesejável, que já não é aquele verdadeiro mata-amor... que a mim não me convencem. 

Ou seja: comigo não vão contar como embaixadora do conceito! Bem... a menos que o Assis ofereça uma dúzia delas de brinde da próxima vez que organize uma leitãozada na Mealhada que aí, para comer leitão, para me divertir a assistir à putativa liderança musculada do Assis e para ganhar uma mão cheia de cuecões à borla sou bem capaz de lá ir fazer de conta que sou da corrente dele.
...

Tinha ainda vontade de escrever sobre quais os gestos de generosidade mais adequados a cada signo e, como se tivesse alguma coisa a ver, tinha uma coisa sobre o que os cortes de cabelo dizem da maneira de ser de quem os usa (claro que os carecas ficariam fora disto) mas distraí-me com outra coisa e agora já estou que não me aguento. Tenho que ir meditar. Por isso, por ora, fico-me por aqui e talvez amanhã me debruce sobre estes temas altamente.

Também gostava de dizer que vi, na SIC, a Catarina Martins, a tal que fala como uma dominatrix (como o senhor da corrente humana diz), a ser entrevistada pela Ana Lourenço (que, cada vez mais, anda armada em Maga Patalógica) e que voltou a mostrar que sabe ao que anda. Esperta, viva, controlada. Ganda pinta a da Catarina, a Grande. Se amanhã não se meterem outros assuntos transcendentes, logo falo delas. Senão, adianto já que a Catarina tem um sorriso bonito mas que a Maga está com sorrisinhos sonsos, ar de perigosa. Eu tinha medo de ser entrevistada por ela, não se sabe se, às tantas, não me envenenava just for the fun of it, tem ar de perfidazinha.

....

Muito gostaria que ainda dessem um salto até ao meu Ginjal onde hoje vou amorosamente pela mão de Manuel Alberto Valente (salvo seja, ouviu Maria do Rosário Pedreira?) e ao som de Jacques Brel.

...

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.

..