Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quarta-feira, outubro 30, 2019

João Baptista, apesar de ser São, também tinha erecção



Ou, então, não. Qual São João. Diz que é um Angelo Encarnato. Mas qual anjo, qual carapuça. Onde é que estão as asas? Nunca vi nenhum anjo assim e os santos também não rezam assim. 

Parece é o mesmo que foi avistado como veio ao mundo, apenas um leve pano a esconder-lhe as pudibundícies, exibindo o corpo todo trabalhado, na volta um consumidor avant la lettre de testosterona. Tem é ali um pneuzinho mas isso também não faz mal nenhum até porque, como dizia a outra, uma barriguinha enfeita sempre. Só o penteado é que já não está com nada. Devia ter apanhado, ficava-lhe melhor. Se bem que, olhando melhor, agora já não sei se é pano se é saia aquilo que ele ali tem. Na volta, tinha era vindo de assessorar a Joacine, um Livre igualmente avant la lettre, e resolveu pôr-se ali a jeito de uma foto para o Insta. E, calma, nada a ver, cada um é como cada qual, saia de machos, saia de pregas, mini-saia, que diferença faz. Ora essa.

Bem podem os eternos falta-de-assunto atirar as mãos ao alto, aqui d'el rei, o Baco apresentou-se ao serviço de saia, que a mim tanto se me dá. Fico é com curiosidade em perceber se está ou não depilado e se, sim, se a depilação é das brasileiras ou das artísticas. Tirando isso, zero.

(Tenho uma mente perversa, nada a fazer.)


Seja como for, São João Baptista ou Baco uma ova. O calmeirão é é Mona Lisa, isso sim. Uma Mona Lisa que, quando in the mood, ri-se e diz, 'anda cá que és meu' e, pimbas, qual bandeira hasteada, ergue um fogoso falo.

Armada em Madonna, olharzinho distante, sorriso subtil de quem diz que sim, está bem e, afinal de contas, por baixo da saiinha, um pirilau de dar inveja a muito galalau. 


(E vai com música, que vai melhor)


Portanto, como se diz, ele há coisas. E que ninguém faça um esgarzinho inteligente a insinuar que é malícia minha. Qual malícia. Ou que estou a picar. Eu? Eu não. Só se for a picar bolos a ver se estão no ponto. Sim, porque no intervalo de posts de arte e de história, temas a que me dedico com reconecta sabedoria, costumo estar sempre é numa de bolos. E se não sabem que reconecta é sinónimo de reconhecida, santa paciência, não é problema meu. E, se não era sinónimo, passou a ser. Mas, enfim, ia eu a dizer que há mentes perversas para tudo. Honni soit qui mal y pense. 

Até porque isto do São João Baptista ser, afinal, o Baco e, cereja em cima do bolo, a Mona Lisa, é capaz de ser a pura verdade. Pelo menos é o que consta. E se non è vero, è ben trovato.


Estou a falar, é claro, de Gian Giacomo Caprotti da Oreno, aka Salaì, que, segundo reza a rádio alcatifa, parece que não era apenas discípulo dilecto de Leonardo como, também, seu amigo especial, predispondo-se a ser retratado de muitas maneiras. Agora uma coisa é certa: pelo sorrisinho bem disposto e pela envergadura peniana, as sessões corriam-lhe de feição e tinha que se esforçar para conter o riso e, sobretudo, para não saltar para cima do mestre.

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E isto vem a propósito de uma coisa mas não digo já o que é. A ver se ainda me atiro a ela. 

Com vossa licença, claro.

sexta-feira, outubro 13, 2017

Heresia, provocação, brincadeira, um bocadinho de arte...? What?
[E, a propósito de Louis Vuitton, memória das pechinchas da Nelinha]


Não sou naturalmente reverente. Mesmo que me esforce, a reverência não me assenta bem. Também não idolatro coisa alguma. Não sou de deuses, de santos, de ídolos, de gurus. 

Mas sou de amores, de paixões, de devoções. A arte exerce fascínio em mim. Pintura, escultura, música, dança, fotografia. Fascínio.


Contudo, não acredito que a arte deva viver numa redoma mental nem que tenhamos que pôr um joelho mental em terra sempre que se o tema é uma obra de arte das mais sagradas e consagradas.

Gosto até de ver brincadeiras ou exercícios de desconstrução e de subversão sobre obras de grandes mestres.


Por isso, foi com expectativa que quis logo ver o vídeo relativo à colaboração entre Jeff Koons e Louis Vuitton

Louis Vuitton - Masters, a collaboration with Jeff Koons


A collaboration between Louis Vuitton and artist Jeff Koons, the ‘Masters’ Collection remixes the iconic artworks of the Old Masters and presents them in a way that encourages new interpretations.





E, já agora, que venham as celebridades.

Uma noite no Louvre com Louis Vuitton e Jeff Koons



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Disclaimer: 

Não gosto de valises de mão Louis Vuitton -- e não gosto nem daquelas letras ali estampadas nem do preço que elas custam. Nem as da candonga, por 10 euros, me atraem.

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E, agora que estou a escrever, até me lembrei de uma colega que em tempos tive. Uma vez, em conversa, ouço dizer que à quarta-feira a Nelinha (chamemos-lhe assim) limpava a carteira ao pessoal. Fiquei estarrecida. Ladra? A Nelinha...!? Exlicaram-me: não! Traz material para vender. E, espantados, decretaram que eu era, com certeza, a única pessoa que não sabia. Mas não sabia. Contaram-me: sapatos de marca, carteiras, roupa diversa. Fiquei parva. E que se podia pagar a prestações. E que todas as semanas ela vendia tudo o que levava. E que era variável. Ou a pedido ou o que calhava. Perguntei: mas onde arranja ela isso tudo? É que a Nelinha era a funcionária administrativa mais low profile que se possa imaginar. Disseram-me: Isso não se sabe. Nem se pergunta.

A minha secretária foi buscar um saco espampanante. Louis Vuitton. Embevecida: não é um sonho...? E eu, estupefacta, incapaz de dizer que não fazia o meu estilo mas sem querer desiludi-la.

Contaram-me. Era na copa que, às quartas-feiras à tarde, se juntavam mas, para clientes especiais, a Nelinha ia aos gabinetes ou, junto dos mais discretos, a coisa era intermediada pelas secretárias. Pedi à minha para saber o que traria ela na próxima semana. Veio dizer-me que ela tinha devolvido a pergunta: que é que quer?

Perplexa. Perplexa. A Nelinha toda orientada para o serviço ao cliente. Quem diria uma coisa destas?

À noite contei em casa. Estava quase em choque com esta actividade subterrânea lá na empresa, pelos vistos às escâncaras. Pois bem. Comecei logo a receber pedidos. Uns Timberland para o meu filho. O meu marido também uma coisa qualquer. Acho que, por essa altura, a minha filha já vivia com o namorado, não me lembro de requisições dela.

E assim foi que uma semana depois a encomenda chegou. Acho que os do meu marido eram Gant. Aparentemente genuínos, em caixa que parecia de origem, e, claro está, a preço de chu-chu.

Em casa ainda formulei a dúvida que me assaltava: serão coisas roubadas? O meu marido disse que era melhor não aprofundar. Pensei: estamos a compactuar para com alguma actividade marginal. Mas, caraças, não ia denunciar a Nelinha. Além disso, todo aquele mulherame que se vestia como se vivesse na 7ª Avenida e todos os homens que se vestiam e calçavam como betinhos jamais me perdoariam.

Para mim não trouxe nada. Mas, na volta, devia ter pedido uns sapatos, uma carteira, um cinto -- tudo Chanel.  Mas não o fiz. Mais tarde, um colega disse: isso é malta que rouba contentores e que tem uns capangas na revenda. Não faço ideia. O que sei é que desperdicei a oportunidade de poder andar por aí a armar-me ao pingarelho.


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quarta-feira, abril 26, 2017

Desenha-me





Desenha-me. Olha para mim e vê o que se esconde debaixo da minha pele. Olha os meus olhos. Vê se há lagos dentro de mim. Se os descobrires, percorre as minhas margens, mergulha nas minhas águas. Olha o vagar com que as minhas pálpebras se movem, as pestanas. Olha-as. São, talvez, ramos que as árvores que se debruçam nas margens entregam para que as encontres, os meus braços chamando por ti. Olha para mim de outra maneira. Cobre-me de verde. Vê se há em mim montanhas imensas, mistérios silenciosos, o aconchego dos leopardos, varandins, mares, lonjuras, horizontes só teus. Espreita bem. Descobre-me.

Desenha-me. A minha boca. Olha bem para ela. Passa os teus dedos devagar nos meus lábios. Sente a pele, sente a macieza vermelha e húmida que se esconde do olhar esperando que os teus dedos ou os teus lábios ou a tua língua a procurem. Olha como os meus lábios se abrem com o riso, como se mordem com a impaciência da espera. Sente o meu sabor.

Desenha-me. Afasta o cabelo da minha testa, olha-me bem. Afasta o cabelo do meu pescoço. Observa a curva da nuca. Vê como o sol se refecte na minha pele. Aproxima-te. Vê a tua sombra em mim. Olha como deixo que te aproximes. Toca a minha pele. Passa a tua mão pelo meu braço, pelas minhas costas, pelos meus seios, pela curva do meu ventre. Baixa-te. Espreita-me. 

Desenha-me. Fala devagar palavras que venham de dentro de ti, inventa palavras para mim. Olha-me nos olhos, toca-me, cobre-me com a música do teu olhar, cobre-me com a doce toada das tuas palavras. Olha como fecho os meus olhos para melhor sentir a tua presença. Chega-te a mim. Cheira-me. Diz que cheiro a erva fresca, a laranjas, à aragem que faz dançar os pinheiros, ao fundo do mar. Cobre-me com o perfume das flores, com o canto dos pássaros, com o calor do teu corpo.

Desenha-me. Diz-me que sabes de mim o que eu não sei, inventa-me, pinta-me de azul ou de mar ou de cor de fogo e depois deixa que a luz da tarde tinja os meus cabelos, deixa que se saiba que arde em mim a chama da saudade, ah como me arde esta saudade, deixa que as palavras voem em volta de mim e da tua mão que me pinta, deixa à vista de todos o pássaro inventado que em mim canta e grita e, como um louco, ri sem parar, deixa à vista o meu coração que não sabe esconder-se ou parar de sonhar. Diz-me. Diz-me devagar o que sabes de mim, diz-me devagar que me queres.

Diz-me. Conta-me como me vês. Desenha-me. Com cores. Apenas com traços. Apenas com palavras.

Ou não.

Deixa. Não digas nada. Não faças nada. Não me desenhes.
(Eu já sei como me vês).

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É assim

Tilda Swinton diz 'Like This' de 'The Essential Rumi' 


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Hung in Time: John Berger desenha Tilda Swinton



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As imagens mostram trabalhos respectivamente de John William Waterhouse e Leonardo da Vinci

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E aceitem o meu convite e queiram continuar a descer

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quinta-feira, setembro 08, 2016

Arte - ou a arte da ambiguidade
[Ou como é o nosso cérebro que finaliza as pinturas]


Leitor, a quem muito agradeço, enviou-me um vídeo interessantíssimo. Nele Eric Kandel, neurocientista que já recebeu um Nobel, disserta sobre um tema que me é especialmente caro. Arte.

O que é aquela coisa especial, difícil de verter em palavras, que transforma uma obra numa obra-prima?

O que ele diz agrada-me particularmente (afinal não sou uma maluca encartada!) pois, como bem sabe quem por aqui me acompanha, em arte, nomeadamente em pintura, prefiro a abstração ou o pouco explícito ao que é tão perfeito que parece uma fotografia. É que eu, quando olho para uma pintura, não procuro ver uma réplica de alguma coisa que existe mas, sim, alguma coisa que nunca vi, que não sei o que é, que não precisa de ser a representação do que quer que seja. 

Um àparte: Eric Kandel publicou um livro, Reductionism in Art and Brain Science e, para a capa, escolheu uma pintura de Mark Rothko.


Mas voltando à tese que ele explana no vídeo: a chave da questão, conforme abaixo poderão ouvir, reside na ambiguidade que permite que seja cada um, ao observar a obra, a adaptá-la (ie, a vê-la) tal como lhe parece.

Abaixo do vídeo, transcrevo, na íntegra, as palavras de Eric Kandel, pois talvez seja mais fácil de acompanhar. Vou juntar ao texto as duas pinturas que são referidas como exemplo.

How Your Brain Finishes Paintings
ou
How Art Can Inform Brain Science, and Vice Versa



The idea that a painting is not complete until the viewer responds to it was conceived of by Alois Riegl. He determined that as art evolved, you see there's a conscious attempt on the part of the painter to paint people who look at you, who interact with you.


Transcrição

We don't have a deep understanding of the Beholder's Response, but it's interesting that if you put together what we know from disorders of brain function and the normal physiology, we begin to understand an outline what the beholder's response is. And this is so important because in 1906 when Freud was active and Klimt, Kokoschka e Schiele, the artists, were active, there was a major person at the Vienna School of Artistry called Alois Riegl. And he said that the problem with art history is, it's going to go down the tubes because it's too anecdotal, it's too descriptive, it doesn't have enough of a science base. It's got to become more scientific. And the science it should relate itself to is psychology. And the key problem that it should address right off is the beholder's share. You have a painting, that painting is not complete until the viewer responds to it. 

It's obvious once you say it, you know, this is why it was painted in the first place. But he pointed out; this has become more explicit in the history of art. If you look at Renaissance art, particularly early Renaissance art, it's very inner directed. And he points to a painting in Florence of the Trinity in Santa Maria Novella painted by Masaccio, which has one of the early paintings to show you a wonderful sense of perspective. You see Christ on the cross, you see Mary and Joseph, they're turning toward him. God is above, he looks down, the two donnas at the side, they're looking -- they're all looking at Christ. It's a very inner directed picture and it doesn't really recruit the involvement of the beholder dramatically. But as art evolved, particularly when you move to Dutch art, which Riegl was very impressed with, you see that there's a conscious attempt on the part of the painter to paint people who look at you, who interact with you. And that made him aware of the fact of how important the beholder was and to try to understand how does the beholder's response works. 

He had two very gifted students, Ernst Kris and Ernst Gombrich, and they began to put this on a really rigorous basis. Ernst Kris said, "Great works are great because they are ambiguous." They allow for alternative readings. 

So you and I look at that Masaccio painting, we would have somewhat different responses to it which means that the beholder's share varies for each of us because we see somewhat different things in the painting. 

Now, what does that mean? He said, if that means that beholder's share varies, it means you and I must be creating different images in our brain about that particular portrait. So even though you and I are looking at the same object in the world, we are creating slightly different visual impressions in the mind. Emotional impressions in our mind are looking at this. And they began to document it. First he and then Gombrich showed you how you can trick the mind into alternate interpretations with illusions of various kinds. And they began to realize that when you look at a painting, you're undergoing a creative experience that is at least an outline similar to the painter.  


The painter exercises a dramatic amount of creativity in doing a portrait, but you, yourself, generate a fair amount of creativity in reconstructing it in your head and reconstructing it in a way that is unique for you and it's slightly different for me. This was a remarkable insight and has really given rise to the sort of the current understanding of what goes on in our head. 

The painting, the Mona Lisa, by Leonardo da Vinci is generally considered one of the greatest masterpieces in western art. And the reason it's so great is for the same reason we talked about before. It has a great deal of ambiguity. And ambiguity is what brings out difference of interpretation. It makes -- it contributes to work being great. And with her, one of the very specific points of ambiguity is the nature of her facial expression. Is she smiling or is she not? And there's been endless discussions about this. And we want to understand why does that ambiguity arise? And there are two major interpretations. One is, it's the form of painting that Leonardo used in which he purposely paints over the edges of the mouth, a technique called Sfumato smoke. So it's a little bit hazy and not clearly outlined, and that gives rise to the ambiguity. And Marge Livingston has made the point, it's how you focus on it. If you focus on it with central vision, which sees detail, you don't see the smile. If you focus on peripheral vision, which sees the broad outlines, you do better at seeing the smile.  
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quinta-feira, agosto 25, 2016

"Italianos com 18 anos recebem 500 euros para cultura"
- Isto, sim, é uma medida estruturante que eleva o nível intelectual de um país para um outro patamar







Se há medidas que eu acho que moldam o desenvolvimento de um país, que o tornam mais competitivo, mais rico, mais forte e coeso são as que se relacionam com o ensino, o fomento da capacidade de estudar, de investigar e de ousar inovar, e a defesa intransigente da cultura e de uma visão abrangente e inteligente de tudo o que são valores ou recursos culturais.

Não vejo estas medidas como um custo mas como um investimento. E um investimento de alto e rápido retorno.

Agora -- já aqui aboletada no meu sofá mágico, fresquinho como uma suave barca, apanhando de feição a aragem da noite -- ao folhear os onlines, deparei como uma notícia no DN que instantaneamente me fez ficar rodeada de estrelas. Estrelas virtuais, claro, mas igualmente luminosas e felizes.

Transcrevo, fazendo votos para que Portugal adopte esta ou outra medida semelhante:




Era uma promessa eleitoral de Renzi que, soube-se hoje, começa a tomar forma. 


Foi aprovado o "abono da cultura", isto é, 500 euros que podem ser usados pelos jovens italianos (ou com visto de residência) em atividades e produtos culturais.


Não se trata de um cheque passado em mão a todos os jovens nascidos em 1998, mas de uma aplicação que se descarrega nos telefones móveis, chamada 18app. Uma vez registados, os jovens começa a ter acesso a este plafond. 


O sistema entra em funcionamento no próximo dia 15 de setembro, coincidindo com o regresso às aulas, e é válido até 31 de dezembro de 2017.


Com este fundo de maneio, os jovens poderão aceder a museus, parques arqueológicos, teatros, cinemas, concertos, exposições, mas também livros, segundo o ministério dos Bens Culturais italiano, promotor da iniciativa e, ao mesmo tempo, responsável pela escolha das propostas culturais que farão parte deste pacote.

Dados divulgados pelo ministério da Cultura italiano, a iniciativa deverá abranger 574 593 jovens e corresponde a um investimento de 290 milhões de euros que sairão dos cofres do governo.

O investimento "envia uma mensagem clara: o de uma comunidade que dá as boas-vindas à idade adulta recordando o importante que é o consumo da cultura para o enriquecimento pessoal e para fortalecer o tecido social do país", disse o subsecretário do Conselho de Ministros, Tommaso Nannicini.

No próximo ano, o governo de Matteo Renzi pretende alargar a proposta a todos os professores.


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Ao som do Va pensiero da ópera Nabucco de Verdi (1842), aqui interpretado por Pavarotti e Zucchero, para exemplificar de forma rápida a forma como a cultura abre as mentes para a diversidade e para a aceitação de diferentes visões sobre a mesma realidade, apeteceu-me mostrar o mesmo S. João Baptista respectivamente por:
  • Leonardo da Vinci 1513
  • Caravaggio, 1602
  • Giovanni Francesco Guercino (Barbieri), ~1645
E porque a defesa da cultura nacional não deve ser encarada de forma chauvinista, o mesmo S. João Baptista mas agora segundo um francês
  • Rodin, 1878–1880
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Por isso, alô, alô Tim Tim no Tibete!
Siga o bom exemplo de Renzi e ponha os nossos jovens a apaixonarem-se pela nossa cultura, va bene?

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma saudável, sortuda e alegre quinta-feira.

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