domingo, julho 26, 2015

Estoril, praia em tarde de calor e mar azul. E um cachorrão politicamente incorrecto. E a Human Nature. [E como foi a minha experiência inaugural de um sábado sem Expresso]


Passa da meia noite e o dia foi, como de costume, dos bons (leia-se: dos jeitosos).

O dia começou cedo com um homem a vir cá a casa a ver onde se há-de instalar um aparelho de ar condicionado nesta sala. Sempre resisti, não queria aqui um camafeu na parede. Mas o calor venceu-me. Mas, ainda assim, a ver se dá para pôr um de chão (tenho é que arranjar um bocado de parede vazia, coisa que não é fácil, num sítio sem grandes obstáculos à frente, coisa ainda menos fácil, e, ainda por cima, na parede das janelas, para passar o tubo que liga ao aparelho que fica na varanda -- ou seja, condicionantes que são, em si, um desafio e tanto).

A partir daí foi um longo dia, a começar por uma caminhada de 7 km e, daí até agora, foi uma festa: compras, visitas aos ascendentes com os descendentes, ida a feiras, a concertos, jantares animados, etc, etc, etc.

Pelo meio, estivemos no Estoril. Não fomos à praia propriamente dita mas, estando por perto, apeteceu-nos ir espreitá-la e, então, passeámos pelo paredão, vimos gaivotas sobrevoando as águas e as pessoas e, até, uma delas descer ao areal e roubar um croissant de uma caixa cujos donos não estavam por perto, vimos veleiros e cargueiros, vimos beldades exibindo os seus bem desenhados corpos e os seus diversos tons de pele, vimos tatuagens artísticas para todos os gostos, vimos zonas de rocha e de pouca gente como se não estivéssemos onde estávamos, vimos descontraídas mulheres em topless enquanto homens solitários, no paredão, espraiavam o olhar pelo concorrido areal e etc e tal. E eu, sempre com a máquina fotográfica, lá arranjei maneira de fazer o gosto ao dedo, e levar a cabo uma breve reportagem. Eizia.














É tão bom ver o nosso país, apanhar sol, ver pessoas, ver o mar, mergulhar o olhar no azul. 

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Os meus filhos estão permanentemente a dizer-me que, quando era com eles, eu não os deixava comer cachorros, beber refrigerantes, comer gomas multicores, etc. Pois. Confirmo. Era uma fundamentalista insuportável, só lhes dava comida saudável e os coitados sofriam por não poderem enfardar aquilo que viam os amigos a comer à tripa forra. A verdade é que, com o tempo, me tornei menos ortodoxa e, quando estou com os meus pimentinhas mais lindos, nem me lembro de como era eu nessa minha outra encarnação: desforro-me eu e desforram-se eles da austeridade parental. Hoje quiseram cachorros e quiseram com tanta sofreguidão, coitados, que claro que tiveram cachorros. Cachorros carregadinhos de batata-palha em cima das salsichonas, Um escândalo. Chamaram-lhes um figo. 




Enfim. Têm os outros dias para comerem sopas, saladas e demais comida politicamente correcta.

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Este sábado teve ainda um atractivo suplementar: tal como referi no post abaixo, não comprei o Expresso e sobrevivi. Sempre pensei que não conseguiria passar sem este hábito de anos. Mas não: passei e passei muito bem. 


Não precisei de me arreliar com a oca pesporrência do Ricardo Costa, sempre a mostrar que previu, que prevê, que há-de prever, e que todas as suas previsões se hão-de verificar, nem precisei de me enjoar com as escolhas editoriais que manipulam, induzem, condicionam os leitores no sentido de que a história é a que o Expresso forja e não a real, e no sentido que esta tropa fandanga que nos desgoverna fez o que tinha que ser feito porque TINA (There Is No Alternative), nem com aquelas crónicas vazias e distorcidas do Henrique Monteiro que se acha sabedor e engraçado, nem tive que me arrepender de ter gasto dinheiro num jornal que já mais parece um pasquim ao serviço da estratégia dos PaFs e etc. 
Claro que fico com pena de não ler o Pedro Santos Guerreiro ou o Pedro Mexia ou José Tolentino de Mendonça. Mas, enfim, a vida é feita de escolhas e a minha é esta: se para os ler tenho que apanhar com as aldrabices veiculados pelos láparos, vice-irrevogáveis, cavacos e cagarras, merkels e seus discípulos, então, paciência, prescindo. E tomara que muitos leitores do Expresso façam o mesmo. Ou seja, mantenho: Expresso bye bye.
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Um Leitor que me tem dado a conhecer tanta gente fantástica, tão boa música e tão boas leituras, falou-me em Vijay Iyer. Não conhecia. Enquanto passei as fotografias para o computador e enquanto escrevo tenho estado a ouvi-lo de gosto. Partilho convosco e agradeço-lhe a ele tantas boas dicas.



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E, por agora, por aqui me fico.
Ainda vou ver se consigo ler um bocado de um livro cujo início me agarrou pelos colarinhos (virtuais): Camilo, Génio e Figura por Agustina Bessa-Luís.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo dia de domingo.

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O primeiro sábado (desde há muitos e muitos anos) em que não vou comprar o Expresso: parece um jornal de campanha dos PAFs. Uma propaganda vergonhosa. Não vou comprar, espero que muita gente não compre e não voltarei a comprar até que me pareça que ganharam vergonha na cara.


Mostro aqui as capas do Expresso principal, do suplemento de Economia e da Revista deste sábado. E o que tenho a dizer é que espero que lhes faça muito bom proveito mas os meus 3,2 € não vão eles ver. Apesar de mil reservas que vinha acumulando e apesar do meu marido já se recusar a lê-lo, sempre me mantive fiel ao meu velho hábito de, ao sábado, ler o Expresso. 

Pois bem, a visão das capas da edição deste sábado fez-me saltar a tampa: passaram das marcas, perderam a noção.

Montenegro, Cavaco, o que o Portas gostava de ter feito, as novas políticas sociais da Coligação e sei lá que mais. Pois quem não os conheça que os compre. Eu é que não! Expresso bye bye!


E, enquanto escrevo, estou a ver na televisão e tenho isto na SIC N e só ouço falar da devolução da sobretaxa, depois é o Pires de Lima também a prometer trinta por uma linha. E agora está o Cavaco a bolsar a conversa do costume. Intragável isto. Só por preguiça não vou buscar o comando para os mandar bugiar. Parece que tudo o que é do Balsemão foi tomado de assalto pelo Governo e demais Pafs. 

Pode ser que lhes saia o tiro pela culatra. É preciso topete para um disparate destes.






E como se não chegasse já de (des)governo, coligação e o escambau ainda mais o Cavaco.
Cavaco, cavavo, cavaco.

Mas depois de andar a gramar com este cavaco há 30 anos, ainda ia comprar o Expresso para levar com ele em cima?
Mas julgam que eu sou maluca ou quê?
Caraças.

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Portanto, enquanto a onda for esta: verei o Expresso apenas por um canudo e é se for.
Comprá-lo nem pensar.

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Nota escrita a posteriori, já na noite de sábado:

Caso queiram saber se ressaquei ou se tive algum episódio de carência por ter passado um sábado sem Expresso, queiram por favor clicar aqui.


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Para histórias de alunos e professores, queiram, por favor, descer até ao post já a seguir.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado.
  Peace and love.


sábado, julho 25, 2015

Histórias de alunos e professores


Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Puré de batata, senhor professor.
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O  professor ao ensinar os verbos: Se és tu a cantar, dizes: "eu  canto". Ora bem, se é o teu irmão que canta, como é que dizes?
-  Cala a boca, Alberto.
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- "Stora", alguém pode ser castigado  por uma coisa que não fez?
- Não.
- Fixe. É que eu não fiz os  trabalhos de casa.
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- Manuel, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
- Eu  caminho... tu caminhas... ele caminha...
- Mais depressa!
- Nós  corremos, vós correis, eles correm!
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Professor: Chovia,  que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor  professor.
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Professor: De onde vem a  electricidade?
Aluno: Do Jardim Zoológico!
Professor: Do  Jardim Zoológico?
Aluno: Pois! O meu pai, quando falta a luz em  casa, diz sempre: "Aqueles  camelos...".
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Professor: Quantos corações temos  nós?
Aluno: Dois, senhor  professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o  seu!
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Dois alunos chegam tarde à escola e  justificam-se:
1º Aluno: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e demorou muito a viagem.
2º Aluno: E eu fui esperá-lo ao aeroporto!
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Professor: Pode dizer-me o  nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor  professor. Um queijo e quatro vacas.
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Um professor de  Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito  indignado: Ora essa, explique-se...
Diz o aluno: Segundo o  Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância  do outro para o  prejudicar!
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Professora:  Maria, aponta no mapa onde fica a América do Norte.
Maria: Aqui  está.
Professora: Correcto. Agora turma, quem descobriu a  América?
Turma: A  Maria.
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Professora: João, menciona uma coisa importante que exista hoje e que não havia há 10  anos atrás.
João:   Eu!
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Professora: Francisco, porque é que andas sempre tão sujo?
Francisco: Bem, estou muito mais  perto do chão do que a Sr.ª. Professora.
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Professora: Agora, Simão, diz-me sinceramente, rezas antes de cada refeição?
Simão: Não professora, não preciso. A minha mãe é uma boa  cozinheira.
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Professora: Artur, a tua composição "O Meu Cão" é exatamente igual ao do teu irmão. Copiaste-a?
Simão: Não. O cão é que é o mesmo.
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Professora: Bruno, que  nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
Bruno: Professora.
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E agradeço ao Leitor que tão generosamente me envia mails com histórias que tanto jeito me dão em dias como estes em que chego a casa por volta das onze da noite, cheia de sono, sem saber o que anda o mundo a fazer.

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sexta-feira, julho 24, 2015

Angela Merkel é contra o casamento gay... mas, afinal, é lésbica...?! Eu já andava desconfiada. Bem que o Hollande não a conseguiu pôr a comer croissants... Ora qual a mulher hetero que não cai de rastos, perdida de amores, por aquele garanhão...?


Pois é, meus Caros, esta noite foi noite de festa: o último aniversário de Julho. Não tarda começam a vir os leões e virão também em força.

Isto numa altura em que o corpo pede férias, em que as temperaturas altas derretem as energias. Já nem preciso de dizer: chego a esta hora e não dou uma para a caixa. Vejo que haveria algumas coisas para comentar e poderia relatar uma cena giríssima passada esta noite. Mas não consigo.

Por isso, depois de abaixo ter relatado uma graçola e ter mostrado um vídeo engraçado, aqui continuo quase no mesmo registo.

Apenas para perceber se o mundo continua a girar na mesma direcção, dei uma volta por alguns jornais online. E qual não é o meu espanto quando vejo um vídeo com a bardajona Merkel toda romântica, à janela, com uma mulher toda in love, a abraçá-la. A seguir, já as vejo na cama, a hipotética namorada a fechar-lhe o fecho nas costas.

Ora, ora. Então a senhora dona Angela Dorothea, que não gosta de casamentos gay, na volta encontra-se à sorrelfa com uma amiga? Muito me contam.




Transcrevo da Vanity Fair:

On Wednesday, the new German magazine Straight made a bold first impression on Twitter by releasing a steamy video depicting a woman, with sexy bedhead, lovingly caressing a look-alike of German chancellor Angela Merkel.

The video immediately achieved notoriety in Germany, partly because of the mildly controversial image of the straight Merkel being in a lesbian relationship, but mostly for the fact that it mocked Merkel’s stance on gay marriage. Despite the country’s overwhelming support of same-sex marriage—the radio playing in the background of the video says 62 percent favor it; other polls place that number higher—Merkel recently said that she did not believe in it. “For me, personally, marriage is a man and a woman living together,” she said in a recent interview, but quickly emphasized that she was against discrimination based on sexual orientation. “That is my concept, but I support civil partnerships."


Leio também que, em tempos, já a Merkel tinha aparecido em duas revistas, ora feita gatinha caída de amores pelo garanhão Hollande, ora toda sedutora, capaz de se assanhar se ele não lhe desse o que ela queria. Não é de admirar tanto derretimento por parte da matrafona Merkel: se tanta mulher inteligente e bonita cai redonda aos pés do marialva Hollande, porque haveria a Merkel de escapar aos avassaladores encantos do galinho francês? 

Mas a verdade é que, ao contrário do que as fotografias deixam crer e para desgosto de muito boa gente, a bardajona, não se tornou a nova primeira-dama francesa. É que, afinal, a praia dela não seria bem a dos croissants...


Ich liebe dich (moi non plus)                             « Comment on dit en français : C’est de l’amour? » 

Hey sexy bomb!
E tão fera é ele como ela, uns matadores.

Papa, papa, Gelinha, papa lá o croissantzinho,
diz o Hollandinho

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PS: Escuso de fazer notar que, em qualquer dos casos, se tratam de sósias e de brincadeiras.

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E relembrando que abaixo há mais, saio daqui directinha para pregar noutra freguesia -- não sem antes fazer votos de que a Angela Dorothea seja feliz nos braços de quem quiser e deixe em paz os povos dos outros países.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma sexta-feira muito feliz!
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Um casal entediado e a pornografia. E um homem que mora sozinho.


Um casal de meia idade está em casa a ver televisão.

O homem está com o comando e, como os homens adoram fazer, anda para a frente e para trás compulsivamente, naquele caso alternando entre um programa de pesca e um de pornografia.

Às tantas a mulher já está verdadeiramente impaciente e exclama: 'Oh homem, por amor de Deus... deixa lá isso na pornografia... Para que queres ver o programa de pesca, se tu já sabes pescar...?'

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Enfim chegou o dia de se desgarrar das asas dos seus pais. Você aluga aquele apezinho maneiro no Grajaú e começa a fazer o que sempre quis: comer Miojo e água no café da manhã, Miojo e cerveja no almoço, Doritos e cerveja no jantar, dormir todo dia às cinco da manhã, dormir em todos os lugares menos na cama, não usar roupas, trazer pessoas desconhecidas para morar com você e adotar animais diferentes para te fazer companhia. Aí, duas semanas depois, bate aquele senso de responsabilidade e você resolve que agora é hora de cuidar dos pequenos probleminhas que toda casa tem, mas você não sabia que tinha.



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quinta-feira, julho 23, 2015

Merkel já começou a salvar a Grécia. E o muçulmano, o alentejano e as mulheres da Babilónia. E o padrinho do láparo que, por sinal, é primo da Lacoisa. E a ministra Belinha que parece que (às vezes) não está lá muito bem.


Uns compram ilhas (por exemplo:“There are many opportunities in Greece at the moment and many people are ready to invest”, Mr. Buffet stated.), 
outros preparam-se para deitar o dente ao bancos ou ao que resta.
A bardajona também faz o que pode e é o que se vê. 
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Enquanto isso...


Um muçulmano durante o período do Ramadão senta-se junto a um alentejano no voo Lisboa - Funchal. Quando o avião descola começam a servir as bebidas aos passageiros.

O alentejano pede um tinto de Borba Reserva.

A hospedeira, depois de servir o vinho, pergunta ao muçulmano se quer beber alguma coisa.

Responde este com ar ofendido: Prefiro ser raptado e violado selvaticamente por uma dezena de mulheres da Babilónia antes que uma gota de álcool toque os meus lábios.

O alentejano engasgando-se, devolve rapidamente o copo de tinto à hospedeira e diz: Ê tamém prefiro.  Nã sabia é que se podia escolheri.


Edwin Long - The Babylonian Marriage Market....

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Cavaco, o Boquiaberto, padrinho do Láparo e primo da Lacoisa?


Cavaco defende Passos e contraria Juncker: Portugal não se opôs a um alívio da dívida grega antes das eleições.


“O chefe de Estado ou do governo quer chegar ao seu país e não ter de dizer aos seus contribuintes que têm de pagar para a Grécia não cumprir os seus compromissos em termos de reembolso”

Está certo.

Um mata, outro esfola, um limpa-se, outro vem e põe-lhe a mão por baixo

[E isto já começa a ser penoso, umas figurinhas pacóvias e zé-ninguéns, egoístas, provincianas. E acham que podem chegar cá ao burgo e contar lérias à vontade, esquecem-se que, acto contínuo, alguém aparecerá para os desmentir. Uma vergonha.]

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O vídeo abaixo tem uma duração do além mas podem ir saltando e procurando os excertos em que a senhora ministra Belinha intervém -- e podem apreciar o nível das suas intervenções. Quando as imagens foram conhecidas, logo as línguas viperinas vieram dizer que a senhora tem mau vinho, que quem não aguenta, pois que não beba, outros que não, que nada disso, a Belinha estaria simplesmente gaseada, quelque chose nessa base. Eu não sei. Só imagino é o que serão aquelas reuniões de conselho de ministros: entre esta Anabela Rodrigues e a Paula Teixeira da Cruz devem conseguir-se belos momentos de galhofa. Imagino o vice a rebolar-se de riso e o láparo sem saber como pôr as madamas na ordem. A Marilú não deve estar nem aí, sempre a pensar como há-de entalar os gregos.

Audição da Ministra da Administração Interna na AR



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Deixem que vos convide a ver conselhos práticos (e de ordem científica) sobre como consertar um coração partido: é já a seguir, no post abaixo.
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E hoje fico-me por aqui pois estou verdadeiramente cansada, a dormir em pé (ou melhor, sentada). 

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira. E longos e felizes anos de vida para quem hoje é menino (ou menina) dos anos.

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Como curar um desgosto de amor?


Confesso que não é tema no qual esteja muito à vontade mas leio a notícia abaixo e acho que, a ter eu que dar conselhos sobre o tema, os que aqui vejo seriam os que eu recomendaria.




Quem por aqui me acompanha lembrar-se-á de eu já ter contado que numa vez em que tive um desentendimento com um namorado, em vez de dar o braço a torcer, deu-me para pôr em prática a velha máxima do 'rei morto, rei posto' ou, 'se tenho a fama, então vou ter o proveito' (já que o meu namorado tinha uma ciumeira pegada -- e infundada -- em relação ao que viria a ser o seu sucessor) e, quando dei por mim, involuntariamente estava já a namorar com o outro. E festas e passeios e praia e, no meio de tamanha agitação, o desgosto, que não era bem desgosto, quase não tinha espaço para existir.

Mas eu não sou exemplo para ninguém pelo que passo a transcrever (na íntegra, dada a relevância do tema), do Observador, Como consertar um coração partido?:


Não existe nenhum truque de magia para que um coração partido se recomponha da noite para o dia. E, regra geral, todos os conselhos dados nessas alturas são difíceis de pôr em prática. Mas como chorar pelos cantos ainda não é receita de sucesso, o melhor, ao que parece, é fazer exercício.

O conselho é dado por celebridades, gurus de ioga e até pelo Royal College of Psychiatrists, que defendem que a prática de exercício físico tem o condão de reduzir os sentimentos de tristeza e de raiva, para além de ajudar a dormir, melhorar o humor e a auto-estima, mesmo quando o sentimento de rejeição parece mais forte do que tudo. Ou seja, as endorfinas libertadas durante a atividade física são o medicamento dado pela natureza para o alívio da dor.

A quantidade de exercício recomendado pela Mental Health Foundation (que não se aplica necessariamente a situações de coração partido) é de 30 minutos, cinco vezes por semana. No entanto, com menos tempo também sentirá benefícios. No caso de achar que o seu ex-parceiro não merece nem uma gota do seu suor, o The Guardian sugere outros conselhos que pode seguir:

Parar de visitar a página do seu ex-parceiro no Facebook de cinco em cinco minutos. Um estudo feito com 464 voluntários, maioritariamente estudantes (80% mulheres), concluiu que as pessoas que não conseguem parar de visitar a página de Facebook do “ex” levam mais tempo a recuperar emocionalmente e não conseguem seguir em frente tão facilmente. O melhor que tem a fazer para esquecer um amor que não correu bem é não ter qualquer contacto com ele.

Falar sobre o seu coração partido pode ajudá-lo. Um estudo feito com 210 jovens adultos que tinham passado por uma separação recentemente, descobriu que aqueles que completaram tarefas que obrigavam a que refletissem sobre a sua relação — incluindo falar para um gravador quatro vezes ao longo de nove semanas — recuperaram melhor do que aqueles que só preencheram questionários e não fizeram nenhuma outra atividade. 

Grace Larson, a autora do estudo publicado na Social Psychology and Personality Science, diz que voltar a pensar em si próprio ajuda bastante. Por isso mesmo o seu estudo procurava fazer com que as pessoas refletissem no que tinham negligenciado em si mesmas durante a relação.

Começar a sair com uma pessoa só para evitar a dor causada pelo fim do relacionamento anterior é, tradicionalmente, considerada uma má opção, uma vez que a pessoa pode procurar um parceiro semelhante, repetir velhos hábitos ou acabar por magoar a pessoa que não tem culpa de nada. 

Mas estudos mostram que começar uma nova relação rapidamente pode ser bom para a auto-estima e pode ajudar a esquecer o ex-parceiro.


Se este conselho e o do exercício lhe parecem os melhores, o ideal mesmo é conhecer alguém no ginásio.


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As fotografias foram publicadas na Vogue (a última é de Mario Testino). How Can You Mend A Broken Heart  é interpretado por Diana Krall

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quarta-feira, julho 22, 2015

Bruno Maçães e Sara Sampaio: têm alguma coisa em comum? Eu ajudo: o primeiro acha que é lindo e que há quem o leve a sério; a segunda é linda e tira toda a gente do sério (enfim, quase toda a gente - digo eu). Mais: o Bruninho Maçãezitas pela-se para aparecer no WSJ; a Sara Sampaio aparece em tudo o que é sítio, pelada, ou não pelada, como lhe apetecer. Ele é um pintas, ela tem uma grande pintarola.




Sara Sampaio fez 24 anos e continua a sua ascensão no panorama da moda internacional, num ano em que se tornou oficialmente um dos «anjos» da Victoria`s Secret.





Get intimate with Sara Sampaio on her 24th birthday!


Join us in wishing two-time SI Swimsuit model Sara Sampaio a happy birthday! 

The Portuguese bombshell has already had one heck of a year, and we're pretty sure it's only just begun. With campaigns for everyone from Banana Moon to Calzedonia, a super steamy commercial for Carl's Jr., and a new contract as a VS Angel, Sara is in high demand, and we can't say we're the least bit surprised. 



Belíssima. Não precisa de se pôr em bicos de pés para lhe prestarem atenção.

Swim Daily, Sara Sampaio Outtakes




Já o nosso Bruninho, este fofinho que nos calhou na rifa como Secretário de Estado e que é conhecido por 'o alemão' (e não é por ser louro, alto e espadaúdo), deu para se pôr em bicos de pés a ver a ver se alguém o toma por importante. 


A minha mãe, já aqui o contei, é muito bem disposta. Usa com imensa graça e frequentemente imitando sotaques expressões populares (especialmente quando conta histórias passadas com ex-alunos ou com os pais deles ou com colegas alentejanas que são divertidíssimas). Quando em ambiente informal, costuma referir-se a criturinhas assim como uns cagalhoças.  
Ora bem, quando olho para o Bruno Maçães todo emproado, armado em bom, apesar daquele seu ar insignificante de quem foi parar a secretário de estado sem se saber como nem porquê, só me ocorrem pensamentos do género: este cagalhoças gosta mesmo de se pôr a jeito, de fazer figurinhas do caraças.

Cá está o nosso Bruninho numa foto de arquivo: um macho man a quem as mulheres não dão sossego

Transcrevo as últimas da nossa putativa fera:

Desemprego em Portugal gera discussão entre Bruno Maçães e Wall Street Journal no Twitter


A discussão sobre os dados do desemprego português atravessou o Atlântico. O jornal norte-americano, Wall Street Journal, publicou na sexta-feira, 17 de Julho, um artigo sobre as consequências do plano de resgaste nos dados de emprego português. No entanto, os valores utilizados para falar do desemprego não agradaram ao secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, que na sua página do Twitter pediu ao jornal que corrigisse a peça. O jornal respondeu dando lastro a uma polémica que já fez correr muita tinta em Portugal. 

(...)
Bruno Maçães @MacaesBruno
@gksteinhauser @StephenFidler1 @kowsmann Not sure what your point is. First you recover from bailout. Done. Then older problems. Ongoing
 Stephen Fidler ✔@StephenFidler1
@MacaesBruno @gksteinhauser @kowsmann Portugal bailout out approved May 2011. Eurostat unemployment rate 12.3%. May 2015 13.0%. Case closed.12:36 PM - 20 Jul 2015

Pelo meio, Bruno Maçães é convidado a colocar o seu ponto de referência e comparação num período anterior à crise e é confrontado com os números da emigração (procurada como alternativa ao desemprego nacional), que terão contribuído para a diminuição da população activa e consequentemente a uma melhoria na taxa de desemprego. (...)

[É no que dá pôr-se uma figurinha destas pôr-se a jeito. Artigo completo no Jornal de Negócios]


Bruninho, sempre perseguido por mulheres.
Paf, paf, Bruninho, olha para a expressão de matador do valentão.
Parece um bandarilheiro. Olé!

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Moral da história

O Bruninho não tem corpinho nem cabecinha para se armar em bom pelo que mais vale que se deixe ficar na moita, caladinho, sossegadinho.

Já a Sara Sampaio tem tudo para estar cada vez mais saidinha da casca e pode fazê-lo à vontade.

Portanto, daqui lanço um apelo ao Bruninho Paf-Paf: a bem do orgulho nacional deixe o palco para a nossa gloriosa Sara e deixe-se ficar a brincar com pecinhas da Play Mobil em vez de nos lembrar a sua existência, está bem?

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Sobre a entrevista do vice-irrevogável Portas e sobre os comentadores que a SIC levou a dissertar sobre tão importante momento, falo no post já a seguir.

E, mais abaixo, tenho dois momentos dedicados ao ensino. A não perder. Dedicado a professores, alunos, pais de alunos, c-ratos --- ou seja, a toda a gente.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira. E haja alegria.

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A SIC está em campanha a favor da coligação dos PAFs? Pergunto. É que a comentar a entrevista do vice-irrevogável Portas levou três cromos que puxam todos para o mesmo lado: a Maria João Avillez, o Ricardo Costa e o inteligente Joaquim Aguiar - cada um vendo só virtudes e particularidades justificáveis no parlapié desse grande artista que dá pelo nome de Portas. Faf, paf.


Os cabecilhas do gang dos PAFs: o irrevogável-Portas e o Láparo-pasteleiro


Não tenho mais nada a dizer sobre o assunto porque, enquanto os ouvi, não disseram nada que se aproveitasse. Ricardo Costa tem aquela conversa redonda e pretensamente independente mas que pende sempre para o mesmo lado, a Madame Avillez cristalizou no seu ódio à esquerda, seja ela qual for, e só vê virtudes nos agentes de direita, por muito ética e profissionalmente indigentes que sejam (embora possa fazer de conta que é imparcial) e o Joaquim Aguiar é aquela insustentável leveza da conversa sem nexo. Espreme-se o que dizem e não se obtém pinga de sumo. Zapping, claro.

Quanto à entrevista do vice-artista Portas, o pouco que vi chegou para perceber que foi ele em grande estilo: uma representação vazia de sentido. Um demagogo, um manipulador, um artista. Já não há pachorra. Zapping. 

Quem não os conhecer que os compre: a todos.

E, portanto, perante a falta de independência que a SIC anda a demonstrar (depois daquele trio de tristes, levou outro dueto para esquecer, Santana Lopes e o António Vitorino - e, concordarão comigo, o António Vitorino deve ser o maior repelente que há à superfície da terra em relação ao PS e à esquerda em geral: não se aguenta) e perante o panorama televisivo em geral, desisto da televisão. Que seca. 

Estou, portanto, bored e meus Caros, como muito bem sabem, pouca coisa haverá de mais perigoso do que uma bored woman. Cuidado comigo.



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E queiram, por favor, descer para o que interessa: o ensino de matemática e os problemas linguísticos. Humor na Porta dos Fundos, pois claro. Hilariante.

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Os bons alunos de Matemática e os de Língua Portuguesa


A Roma Antiga deu ao mundo ocidental várias coisas boas: saneamento, estradas, vinho, bacanais... mas também trouxe outras coisas não muito boas, tipo aqueles números escrotos. É um festival de letras e tracinhos que dão uma pane na sua cabeça. Mas fica a pergunta: como eram as aulas de matemática? Eram juntas com as aulas de latim? Como que você sabia que estava diante de uma equação e não uma oração? Aliás, quem foi o génio que teve essa brilhante ideia de colocar letras e números iguais? Infelizmente, isso são fatos que se perderam pela História.


Romanos by Porta dos Fundos








Quiçá a língua portuguesa é um idioma difícil de dominar. Todavia são muitas regras por aprender que ao propósito podem acabar confundindo a pessoa. Excepto a dedicação e o estudo são as maneiras consequentemente que você em contrapartida irá talvez aprender a usar o língua corretamente. Ademais.

Problemas linguísticos by Porta dos Fundos





terça-feira, julho 21, 2015

Dar à luz num carro. Imagens reais (que não impressionam ninguém). E os meus filhos que tiveram que ser arrancados de mim a ferros.


Tomara que os meus filhos tivessem nascido assim, de um tirinho, como o que abaixo se mostra.

Com uma barrigona imensa, com um peito também bem maior do que era antes, eu era uma grávida feliz. Sem um enjoo, sem um incómodo, toda eu era felicidade. Mexiam-se e remexiam-se dentro de mim, enormes, e quase me reviravam as entranhas do avesso, e eu radiante. Estavam bem dentro de mim. Já o contei: passava o prazo e eles nada. Eu na maior, apesar de ser verão, nem tornozelos inchados, nem tensões arteriais alteradas, nem sonos alterados. Nada. Na maior. Se me davam o lugar no eléctrico, eu nem percebia bem porquê já que não era uma débil velhinha nem estava doente, nem tão pouco me sentia cansada ou pesada. A gravidez no limite e as enormes barrigonas não me tiravam a agilidade nem a boa disposição. Era uma miúda feliz que adorava estar grávida. Só que eles não saíam.

E eu pedi ao médico: nem cesarianas nem anestesias. Só em último caso. Caso contrário, eu aguentaria. Queria sentir tudo, senti-los a sair, sentir o que sentem os animais, e não queria arriscar que a anestesia ou o que fosse viesse mais tarde a provar-se prejudicial para os miúdos. Eu aguentava. Achava que isso da dor era coisa psicológica, coisa de quem tinha medo,  e eu, descontraída e sem medo, não sofreria nem um bocadinho. Achei isso quando tinha vinte e dois anos e nenhuma experiência em partos e achei o mesmo menos de três anos depois, apesar de já ter tido uma experiência que poderia ter sido traumática mas que, com a minha maneira de ser inconsciente e inocente, achei que não voltaria a acontecer. Mas aconteceu.

E aguentei. Mas só eu sei.

Das duas vezes, parto induzido e, nas primeiras horas, mesmo assim, nada, depois, aos poucos, umas dores brutais, alagada em transpiração, a dilatação a fazer-se, as dores a apertarem, contracções fortíssimas e eles sem descerem. Dores, dores, dores, parecia que estava a romper-me por dentro, e eles sem descerem. Foram ambos tirados a ferros, a sangue frio. Puxados, puxados, e eu com medo que eles saíssem magoados, feridos, sei lá, e a pensar que não aguentava tanta dor. Mas aguentei. A minha filha pesava 3,630 kg e media 49 cm mas o meu filho pesava 4,230 kg e media 53 cm, enorme, um bebezão grandão, o primeiro par de fórceps era pequeno para a cabeça dele, e eu a sentir todas aquelas manobras de entra e sai de pinças de ferro, mas isso até era pormenor porque toda eu emitia aqueles sons da expulsão, meio gritos, meio rugidos, meio grunhidos, dor, dor, mas em voz baixa, não me dava para gritar, não era medo, era apenas que não conseguia conter, sentia que eles queriam sair mas os ossos não abriam, e eles não podiam descer e toda a gente me gritava que não fizesse força senão rompia o útero. Mas não era eu que fazia força, eram as crianças que a faziam e eu não aguentava mais sustê-los, nem aguentava as dores do corpo todo a expulsá-los.

Mas, logo que saíam, que alívio, que alegria, que felicidade imensa. Aquelas crianças ensanguentadas e eu a acariciá-los, as minhas crias, e nem me fazia impressão nenhuma que estivessem cobertas de restos de placenta, de sangue. E eles olhavam para mim e ouviam-me e eu estava tão, tão feliz. parecia-me um milagre, uma coisa inexplicável e mágica, umas pessoinhas lindas tinham saído de dentro do meu corpo.

Durante muitos anos o meu corpo sentiu a nostalgia dessa experiência limite e feliz, saudades de sentir uma criança a crescer dentro de mim, saudades de sentir uma criança a sair de dentro de mim, saudades de sentir uma criança a alimentar-se do leite que jorrava dos meus seios. Tivesse eu algum apoio familiar efectivo para me ajudar a criar os que já estavam cá fora enquanto ia dando à luz outros e teria, certamente, tido mais uns quantos. O instinto da maternidade é em mim fortíssimo.

Mas, se o momento em que pari os meus filhos foi de intensa realização e felicidade, tenho que confessar que felicidade ainda maior tive-a de cada vez que os meus filhos tiveram os seus próprios filhos: uma felicidade tão absoluta que me dá para chorar, que o coração se me aperta, uma alegria tão brutal que não sei explicar. É a felicidade de nascerem crianças que são também um bocado minhas mas, ao mesmo tempo, é o sentir os meus filhos tão felizes, tão realizados -- e uma pessoa saber os filhos felizes é o mais importante da vida. 

Penso que já o contei antes e talvez mais do que uma vez. Quando nasceu o meu primeiro neto, eu estava lá e telefonei ao meu marido para lhe dizer que já era avô. Mas tal a intensidade da emoção que a garganta ficou estrangulada e eu, embora querendo estar contida, chorava completamente feita parva. Se calhar, se chorasse a bandeiras despregadas, aliviava a tensão emocional. Mas, como quis portar-me decentemente, a coisa traduziu-se em lágrimas imparáveis e em não conseguir falar. E, então, começava a querer pronunciar a primeira palavra e não conseguia e ele só me ouvia chorar. E já estava a ficar assustado: 'Mas aconteceu alguma coisa?' e eu queria sossegá-lo mas qual quê? E ele 'Fala! Aconteceu alguma coisa? Diz qualquer coisa'. Finalmente, depois de grande esforço, lá achei que era parvoíce a mais e lá consegui segurar-me por dentro e lá consegui dizer qualquer coisa -- mas não me esqueço da imensa alegria que não cabia no meu peito. Nas outras vezes, quer com a minha filha quer com o meu filho, a alegria foi a mesma mas, como o meu marido estava comigo, tive amparo e, sobretudo, não tive que falar, a barraquinha não foi tão desatinada.

Voltei a lembrar-me disto ao ver o vídeo que aqui vos mostro. Que aflição a da jovem mãe e, acto contínuo, mal a criança saíu, que alegria a dela.

Extraordinário o sangue frio do pai que se manteve aparentemente calmo enquanto conduzia. A verdade é que conseguiu captar um momento único, o nascimento do seu filho no carro. E sorte a mãe que, depois das contracções, foi só puxar as calças para baixo e lá vai disto, que a criança já estava com a cabeça de fora.

Adorei ver. E daqui envio os meus votos de felicidades ao bebé, Josiah, e aos pais, Lesia e John Pettijohn.


Woman gives birth to 10lb baby in car


Baby born going down Beltway 8 in Houston on the way to birth center.



Lesia and John Pettijohn thought they had time to spare before their baby was born. However, forty-five minutes into their drive to the Bay Area Birth Center in Texas, Lesia went into labor and gave birth to their first son, Josiah. The footage was filmed using a GoPro camera.

“The only reason I would pull over is if there is something wrong that needed to be dealt with immediately,” Jonathan told KHOU. Wife Lesia added, “I was probably freaking out way more than I should have. But I really didn’t want to have him in the car. I was scared. I didn’t know if he’d be breathing OK or if he would need anything else.”

Josiah weighed about 10lb at birth, and is the couple’s third child. Jonathan is a machinist, and he claims that he didn’t pull over because his wife told him to keep driving, and they didn’t have a working cellphone with them.





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Tive conhecimento deste momento feliz no Bored Panda

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira. 
Felicidades a todos!

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segunda-feira, julho 20, 2015

Se você me ama --- uma gaivota caminha sobre um espelho, um homem caminha com as suas asas. E uma árvore carregada de flores que parecem rosas brilha à luz de uma lua incompleta. E mais.


Dia de praia. De manhã, entre névoas brancas. Ao fim da tarde, uma acalmia doce e o sol a pôr-se. À noite, a lua entre os barcos da beira d'água, vultos marinhos, sussurros, a música das ondas, da espuma deslizando na areia. 

Dia, portanto, todo feito de mar, de maresia, de homens com asas caminhando na areia, as asas querendo voar, as asas fingindo ser asas de pássaros tranquilos, e eles, em silêncio, caminhando junto à água.




Dia também de flores belas -- e efémeras como são os seres frágeis que ninguém sabe amar de verdade. Na areia, entre cardos e sol, nascem flores assim, brancas, elegantes, perecíveis como os olhares sem destino.



Não te escondas no silêncio de uma muda flor




E dia de flores ásperas de cores azuladas, quase irreais, cores que os meus olhos inventam. A perfeição intangível e invisível. A beleza que os homens ignoram, apressados, querendo o inalcançável e cegos ao que têm junto a si.




E depois o dia esvai-se, as cidades perdidas em neblinas, as nuvens envolvendo as casas, as serras diluindo-se no céu, o mar adoçando-se. Não há ninguém no mundo. Apenas silêncio e paz.

Sugestões, insinuações, carícias murmuradas como ondas suaves. E ninguém para as ouvir. Pela beira da água caminham uma mulher, um homem, transparentes os dois, silenciosos, invisíveis, inventados. Mas ninguém os vê, nem eles próprios suspeitam da sua própria e apaixonada existência.




E eu caminho, secreta, pela beira da água e, como eu, uma gaivota caminha sobre um espelho. Uma pertence ao ar onde caminha e voa e outra, o seu reflexo, pertence ao espelho e só a água sabe da sua existência, a gaivota e o seu outro-eu, unidos, descobrindo-se, iguais, o coração de uma batendo ao mesmo tempo que o coração do outro, o reflexo secreto. A gaivota é feliz, vive rodeada de espelhos, tem o mar imenso para ela. E eu feliz olhando-a, à minha irmã.



Mar e vento, meu tormento, minha solidão


E depois vem a noite, descem dos céus os sonhos, a gaivota esconde-se, o seu reflexo desaparece. As luzes do outro lado acendem-de, o perfume do mar intensifica-se, de lá sobe o cheiro das sereias, das mulheres que vivem no fundo do mar.

Na areia há barcos. Poderiam ser leitos de amor. Talvez as sereias procurem barcos assim, coloridos, assentes na beira da praia, cobertos pela noite escura, talvez lá dentro se escondam os reflexos perdidos das gaivotas que gostam de caminhar livres olhando as mulheres com asas.



Dois amantes naufragados, nesse mar de amor


No céu negro está um pequeno esboço de lua. A gaivota esqueceu-se de a desenhar toda e a mulher com asas que subiu de dentro do mar escondeu-se, silenciosa, paciente, no fundo do barco que o pescador trouxe para a estrada. Espera. Sabe que a noite lhe trará súplicas, cânticos, sons de amor, confissões silenciadas.

O pescador virá, mãos ásperas e subtis, um olhar líquido, um peito vasto, um abraço onde apetecerá naufragar. E as ondas subirão do mar para o corpo do pescador e do pescador para a mulher onde o pescador veio navegar.



Nessa tarde que a lua, já se mostra tão nua


Depois, quando a madrugada se anunciar, o pescador retirar-se-á, arrastará o pequeno barco para as águas, para longe, em busca de peixes azuis, escorregadios como corações vivos, nadando num mar de amor. A essa hora a mulher estará já longe, perdida entre grutas brancas com paredes de vidro, e a mulher sentir-se-á transparente, respirando ar condicionado, esquecida de homens com asas, de flores inventadas, de espelhos que reflectem espelhos. Será outra mulher, a mulher outra que vive dentro de si.

Mas, de vez em quando, fechará os olhos, respirará fundo e lembrar-se-á de como são floridas as árvores da beira da praia, árvores carregadas de flores perfumadas cor de rosa, e quase verá, no céu, o esboço de lua que a gaivota se esqueceu de completar, impaciente que estava por vir passear junto à água, para ouvir o coração sonhador do reflexo que, com ela, caminha sobre as águas.



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As fotografias foram feitas este domingo, a horas diversas, em duas das praias do vasto areal da Costa de Caparica

Melody Gardot interpreta Se você me ama

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Quero ainda pedir desculpa a todos os Leitores a quem não respondo a mails há mais de duas ou três semanas. Tenho andado cheia de trabalho, de festas de anos, de cansaço. Vou tentar responder esta semana (embora a tenha já também carregada de reuniões e com mais um aniversário a festejar). Leio os mails que tão generosamente me escrevem mas não quero responder a correr e, por isso, vou retardando e depois dá nisto, um atraso que já mais vos deve parecer uma falta de educação. As minhas sinceras desculpas.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana, cheia de boas surpresas, e de saúde, e de alegrias -- a começar já esta segunda feira.

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domingo, julho 19, 2015

Sócrates será cúmplice do Lula? Ó pá...! Depois de andar a assediar a Maria Elisa na televisão e a levar mulheres para hotéis caros, querem lá ver que também usou o Lula como barriga de aluguer para os milhões que escondeu por todo o lado? O Rosarinho já deve estar a salivar e o super-Alex até se deve babar de excitação... E não será que a própria Dilma, amiga do Lula, também transportava envelopes de dinheiro para o Sócrates? Ó pá, Rosarinho, vai atrás dessa pista, vai. Busca, busca.


No post abaixo já vos mostrei a praia transparente e silenciosa onde caminhei este sábado, uma maravilha em estado líquido. Mais abaixo, mostrei jóias muito belas e as mãos amorosas que as fazem.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, mudo completamente de registo.

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Digo-vos outra vez: se Sócrates for culpado de crimes de corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal e sei lá que mais, ficarei furiosa com ele e acharei lindamente que seja condenado. Qualquer pessoa que seja comprovadamente culpada de tais crimes merece repúdio, reprovação, etc. -- mas um ex-primeiro-ministro ainda o merecerá mais, em especial um que eu tenha apoiado.

Mas, até ser efectivamente condenado no sítio certo (leia-se, nos tribunais), não sei de nada sobre o caso -- tal como não sei de nada relativamente a quem quer que seja que não tenha sido condenado e relativamente a quem se ouçam rumores, boatos, correio-das-manhãzices, o que for.

Acontece que, no caso vertente, Sócrates ainda nem acusado foi. Está preso há meses sem que ainda ninguém possa saber qual o crime concreto que possa ter cometido nem, sequer, perceber qual a linha de raciocínio que está a ser seguida na investigação. Parece coisa delirante conduzida por gente paranóica e muito volúvel.  Ora é Vale de Lobo, ora tem a ver com a CGD, ora com o Grupo Lena, já antes tinha sido Angola, já tinha sido a Venezuela, agora já os jornais andam a falar no Brasil e em Lula.

Daqui a nada já vamos em Plutão, esse misterioso planeta, a ver se lá se encontra o nó que falta para unir tanta ponta solta.

Transcrevo:

(...) Algumas pontas tocam-se nos dois processos sobre alegados actos de corrupção cometidos dos dois lados do Atlântico e que colocaram José Sócrates, e agora Lula da Silva, na mira da Justiça. 


Dois anos antes desta visita, em Setembro de 2011, Lula da Silva deslocou-se a Lisboa, como “embaixador” de investimento brasileiro em Portugal, nomeadamente nos Estaleiros de Viana e na TAP. Duas semanas depois nesse mesmo mês, Sócrates participou na cerimónia de homenagem ao antigo presidente do Brasil Lula da Silva, em Paris. (...)

E hoje, no supermercado, vi uma revista, a Flash!, que tinha na capa o Sócrates com indicação que gastava fortunas com mulheres, um sedutor engatatão. 


Entre viagens, hotéis de luxo, férias, casas e jantares, José Sócrates gastou quase um milhão de euros com quatro mulheres.
Sofia Fava, Fernanda Câncio, Sandra Sá e Sandra Santos foram o objeto de sedução do antigo primeiro-ministro. 

No outro dia era que tinha assediado a Maria Elisa na RTP. 

Dias depois veio ela dizer que era mentira, que não tinha dito nada daquilo, que a jornalista tinha querido que ela dissesse isso e que ela não tinha dito tal coisa, disse que a entrevista era para falar do livro que tinha publicado e ponto. 
Uma perseguição inacreditável ao homem. Mas a verdade é que as capas dos jornais e das revistas continuam a ser alimentadas com boatos, fugas de informação, especulações e ficções de toda a espécie. 

Usando a terminologia do nosso vai-estudar-ó-Relvas, uma coisa se pode dizer: Sócrates é uma marca que ainda vende.

Histórias atrás de histórias. Os ministros e quem com ele privava de perto, descrevem-no como um trabalhador incansável, reuniões e mais reuniões, visitas oficiais permanentes dentro e fora do país, a ver se dinamizava a indústria, se encontrava mercado para as exportações, sempre debaixo dos holofotes da comunicação social. Pois, no meio de toda essa agitação que o país inteiro testemunhava, o procurador Rosarinho Teixeira e o super-judge Alex acham que ele ainda conseguia tempo para estratagemas e tramóias de toda a espécie, aquém e além-mar - e, no meio, vá de seduzir mulheres, pernoitar em hotéis de luxo e, na volta, sabe-se lá?, presenteá-las com belas jóias Dior. Um leão. 

Não digo que sim nem que não, não sei, não digo nada sobre isso, digo apenas que tantas e tão surpreendentes são as suspeitas que me parece improvável que tudo aquilo possa ser verdade. Parece que certo, certo, terá sido ele cravar o amigo não se sabe bem para quê nem em que montantes (e digo isto porque tenho ideia de que isso, nas cartas que escreveu da prisão, ele admitiu -- embora não tenha referido montantes). Mas, até ver, ser crava não é crime. Pode ser chato, pode ser feio, pode ser de se fugir deles, dos cravas, mas crime, que eu saiba, não é.

Mas vamos ver no que dá agora esta suspeita que já vai no Brasil. Na volta, até a Dilminha vira suspeita. Às tantas, foi uma das seduzidas pelo galaroz e, quem sabe, num momento de delírio e paixão, aceitou ser mula a mando do temível garanhão, transportando bolotas recheadas de euros em pó --  por certo, milhões e milhões de euros, quiçá condensados para mais facilmente serem transportados -- para algum refúgio secreto que o Socas e seus cúmplices mantêm nalguma favela guardada por discretos jagunços. 

E eu, que tanto tenho falado no assunto, estou para aqui na risota mas, às tantas, já estou também sob escuta.
(... E a ver é se o Rosy não descobre que ofereci uma sardinha a um vizinho de mesa na tasca onde no outro dia jantei e que isso foi um suborno a mando do super-prisioneiro 44. Bolas, bolas, olha se ele descobre... 
Resta agora saber: quem será esse meu secreto vizinho de mesa...? Ah... 
E o que escondia a sardinha no seu interior...? Ah... 
Tantos e tão suculentos mistérios...
Busca, busca, Rosy).
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Já agora, a propósito de presos, que entre a malta da Porta dos Fundos com o seu  Preso.

A cadeia deveria ser o lugar onde os bandidos são contidos e ressocializados, mas parece que é lá que eles se sentem em casa. Rola até churrasco, cerveja, pagode, pelada, smartphone, tudo com evento e foto no Facebook. Isso sem contar os ataques, assassinatos, extorsões, rebeliões, e sequestros que são diariamente comandados de lá dentro. Estão tão acostumados que já virou rotina. Por isso, dá até medo pensar do que eles seriam capazes caso estivessem livres nas ruas... 


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E desculpem por vos relembrar: já aqui abaixo poderão ver uma praia envolta numa névoa suave, perfumada pela maresia. Por ali caminhei, os pés na água, o coração nas nuvens. E a seguir, por falar em jóias caras, queiram, por favor, descer até ao dioríssimo post ainda mais abaixo.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um feliz dia de domingo.

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