segunda-feira, janeiro 05, 2026

E se aquilo de os Estados Unidos irem 'tomar conta' da Venezuela tiver sido mais uma maluquice do Trump... uma maluquice que lhe ocorreu no decurso da própria conferência de imprensa...?

 

Este domingo mostrou-se afável como há muito não via os dias. Nem vento nem chuva nem frio. Um solzinho algo tímido mas, ainda assim, bem agradável. Consegui andar a varrer as folhas, consegui andar cá fora sem ter que me desviar da chuva nem andar encasacada. Bem bom.

E fizemos umas boas caminhadas. Cruzámo-nos com mais pessoas do que é costume, em especial pais com crianças pequenas a andar ou a aprender a andar de bicicleta. O meu marido disse que devem ser bicicletas recebidas pelo Natal. Também várias pessoas a passearem os cães. Os campos verdes de dar gosto. Daqui por algum tempo o verde será erva alta mas, por enquanto, parece relva e musgo, um tapete fofo por onde apetece andar.

Felizmente comprámos, há semanas, um dispositivo para secar sapatos, umas coisas elétricas que se enfiam dentro dos sapatos. Por isso, quando chego a casa costumo descalçar-me, incluindo as meias, e pôr os sapatos a secar. Andar no meio da erva molhada dá nisto. Claro que poderia usar uns ténis impermeáveis mas prefiro andar com uns muito confortáveis, maleáveis (que são porosos). Comprei há tempos uma espécie de meias de uma espécie de latex que se calçam por cima dos sapatos. E funcionou lindamente, um ovo de colombo. Mas isto de andar no meio da erva e do mato não dá saúde a coisas assim. Sem querer, em especial de noite, piso pedras, paus. Portanto, aquela espécie de botinhas elásticas já não funciona, já estão furadas, já deixam entrar a água. Mas pronto, foram baratas e já cumpriram a sua missão.

Bem. Queria eu dizer que o dia foi tranquilo. 

Ao fim da tarde, como ando incomodada com a tumpalhada da Venezuela, pus-me a ouvir várias opiniões sobre o assunto. Toda a gente converge na ilegalidade, na inconstitucionalidade, na gravidade. Claro.

Mas agora ouvi a opinião de Michael Wolff, que o conhece bem e conhece bem a sua entourage e o staff da Casa Branca, e ri-me com ele e com Joanna Coles. A opinião de Michael Wolff, baseada na sua intuição e em informações recolhidas, é que aquilo de os Estados Unidos irem tomar conta da Venezuela foi uma que lhe saiu ali, no decurso da conferência de imprensa, fruto da sua mania das grandezas e da sua demência. Segundo Michael Wolff, aos poucos todos tentarão ir chutando para canto ou fingindo que estão a fazer alguma coisa nesse sentido mas, na prática, não fazendo nada -- não têm como, não têm pessoas para deslocar para lá com conhecimentos para tomar conta do que quer que seja na Venezuela, não têm autorização do congresso para se meterem em despesas, não têm nada planeado. Ou, igualmente provável, 'tomar conta da Venezuela' na cabeça de Trump não passe de conseguir, ele, a família e os amigos, sacarem de lá o mais que puderem, o mais rapidamente possível, e não o que se poderia interpretar, levando à letra o que ele disse.

Mas, digo eu, sabe-se lá. De um descarado, prepotente, narcisista, sem escrúpulos, ainda por cima demente, o que se pode esperar...? Esperar-se-ia, isso sim, que as instituições funcionassem, que a democracia e o mundo desenvolvido tivessem mecanismos de defesa. Têm mas são tão frágeis que um único maluco pode acabar com tudo em menos de nada. Na prática, a nossa condição é a de indefesos. E isto sou ainda eu a dizer.

Mas convido-vos a ver o vídeo abaixo. Como sempre, a conversa dos velhos amigos, Joanna Coles e Michael Wolff, é bastante interessante. E traz-nos o lado pessoal do que geralmente vemos analisado sob o ponto de vista político. 

E se, mais do que uma bem pensada jogada geo-estratégica, tudo isto deve é ser ser visto como um cocktail de motivações erráticas, mais irracionais do que racionais...? Veja-se: o medo do que aí vem com a revelação de mais ficheiros Epstein em que inevitavelmente virão provas comprometedoras para Trump, o medo do que será a reacção colectiva das pessoas quando virem que o que vão pagar do seguro de saúde vai ser o dobro do que era e, em alguns casos, o triplo; isto a par da pressão das petrolíferas, do real state e das big tech para irem para lá sacar petróleo, terras raras, lítios e etc e irem construir hotéis, casinos, arranha-céus; e mais as provocações de Maduro a dançar e a mostrar que não tem medo dele -- tudo isto deve ter atirado aquele narcisista megalómano e demente para a frente, no que foi secundado por um grupo de palermas. Claro que os militares, que ainda não têm a coragem de não acatar ordens ilegais, executaram as ordens. 

JD Vance, calculista, a preparar-se para se chegar à frente mal surja a oportunidade, e que é um isolacionista, Maga puro e duro, America first e os outros que se lixem, não apareceu na conferência de imprensa. Poderá invocar gripe ou coisa do género mas só os tolos engolirão a desculpa.

Enfim. Um mundo entregue a gente doida. Um perigo temperado pela mais absoluta imprevisibilidade.

No outro dia ouvi um terapeuta que trabalha em lares onde trata de idosos com demência a dizer que acha que Trump só deve ter mais um par de meses em que possa fazer de conta que está funcional pois rapidamente o seu estado se deteriorará a ponto de terem que o retirar de cena. Veremos. 

O vídeo abaixo só começa aos 3'28". Dá para colocar tradução automática.

Michael Wolff & Joanna Coles discutem o tema Trump & Venezuela

Michael Wolff e Joanna Coles discutem a declaração de Trump de que os Estados Unidos vão assumir o controle da Venezuela após a captura do líder autocrático Nicolás Maduro.

Numa conferência de imprensa tumultuada em Mar-a-Lago, Trump também revelou planos para se apoderar das reservas de petróleo do país e alertou que "não temos medo de enviar tropas terrestres" como parte da tomada de poder.


Desejo-vos uma boa semana

domingo, janeiro 04, 2026

Isto não está a começar bem...
E não sei se o que me incomoda mais é o crime de Trump se é a cobardia dos Europeus

 

Não simpatizo com Maduro, nada mesmo. Tenho sempre muita pena dos povos que não vivem em democracia, que não têm o privilégio de viver em plena liberdade, que não têm a sorte, que toda a gente deveria ter, de viver num país desenvolvido, humanista, inclusivo, moderno. Teria ficado muito mais animada se, em eleições livres, os venezuelanos escolhessem um verdadeiro democrata.

Contudo, nem de longe nem de perto, apoio ou percebo ou justifico a criminosa acção militar dos Estados Unidos de atacar alguns alvos e raptar Maduro e a mulher, indo buscá-los à cama e depois, algemando-o, vendando-o, transportando-o para os Estados Unidos, humilhando-o de forma vil, expondo-o ao mundo nessa condição de preso, vendado e humilhado.

Pelo contrário, revolta-me as entranhas saber que alguém pode fazer isto, que um país resolva promover uma acção destas para, de forma prepotente e desrespeitadora, pegar no presidente de um país e levá-lo à força para ser julgado num país estrangeiro.

Revolta-me o que, antes, Trump e o gang de anormais que o rodeia andaram a fazer, disparando mísseis contra barquinhos, matando as pessoas que lá iam. Não sei se transportavam droga se não. Mas, se suspeitavam que os barquinhos transportavam droga para os Estados Unidos, então que apreendessem os barcos e prendessem os seus tripulantes para que se averiguasse se era isso mesmo. Nunca, por nunca, que, sem mais, matassem as pessoas. Isso são crimes que a comunidade internacional deveria ter condenado veementemente.

Revolta-me a desfaçatez de Trump e da corja que o apoia que declaram às escâncaras que a partir de agora vão mandar na Venezuela. Revolta-me isso até mais não. Revolta-me que, sem se dar ao trabalho de disfarçar (por exemplo nem se deram ao trabalho de dizer que vão restaurar a democracia), confesse que vai explorar o petróleo venezuelano, que vai ficar com o que calhar à conta de uma qualquer compensação. É abjecto. Uma ladroagem à descarada.

Revolta-me, ou melhor, enoja-me, a descrição que Trump fez, dizendo que a operação parecia uma série de televisão e que foi uma acção espectacular, rápida e violenta, e reforçando a palavra violenta como se ser violento fosse uma boa coisa, e dizendo que não se via uma coisa assim desde a II Guerra Mundial, e incomoda-me que tenha feito acompanhar o vídeo do ataque de uma música, absurda e despropositada naquele contexto -- tudo ridículo, abastardado, sem noção. Revolta-me a palhaçada que é tudo o que Trump faz e diz. 

Mas revolta-me também muito, muito, muito, a reacção hipócrita e cobarde dos países europeus (do que ouvi, talvez com excepção para Espanha). 

Que cara, que voz, que coerência podem os europeus mostrar na defesa da Ucrânia contra o invasor Putin quando, perante Trump, se calam? E escrevo calam quando o que me apetece é dizer que abrem as pernas. Mas não digo. O que digo é que, perante um demente, um aldrabão compulsivo, um narcisista maligno, o que se tem visto aos europeus é fecharem os olhos, apaparicarem, passarem-lhe a mão pelo pelo. bajularem. Será uma atitude estratégica. Sei que sim. Mas sei também que a cobardia tem perna curta e, pior que isso, a cobardia é sinónimo de se pôr a jeito. 

Foi certamente com o engodo da Venezuela que Putin deu a volta a Trump com a Ucrânia, tal como é com a ganância e a sem-vergonhice, e, logo, com a conivência de Putin e Trump que Xi Jinping conta para um dia ficar com Taiwan. Parece que, de repente, constatamos que o fim da lei e da ordem é um facto, é o novo mundo, parece que este é o tempo dos chacais. E nós todos presas fáceis, insignificantes poeiras.

Raios os partam. 

Esquecem-se é de uma coisa, é que não há mal que sempre dure.

sábado, janeiro 03, 2026

Imaginação

 

Como se costuma dizer, sou insuspeita. 

De Francisco Louçã creio que ninguém poderá dizer que sou suspeita de ser sua fã, sua adepta, sua seguidora, sua admiradora. Zero. Não quer dizer que nunca concorde com ele pois claro que, por vezes, concordo. Mas, em geral, não é a minha praia.

Portanto, um livro escrito por ele não me faz ir a correr para a livraria, física ou virtual. Zero. E, contudo, aqui o tenho. Surpreendeu-me o título, o subtítulo e a capa. Surpreendeu-me o texto da badana da contracapa, abaixo transcrito. Abri o livro e folheei. E não está a desiludir. Direi mesmo: a surpresa mantém-se. 

Einstein, no auge da sua fama, afirmou «sou suficientemente artista para me basear livremente na minha imaginação. A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado, a imaginação cerca o mundo» – é dela que trata este volume. Ao percorrer a revolução cromática com os sóis sobre sóis de Van Gogh e o quilo de verde de Gauguin, o ensolarado sorriso azul de Proust e o verde-ouro de Frida Kahlo, encontram-se vislumbres de harmonia em mundos devastados pelas tragédias. É sempre a imaginação que anuncia a sua libertação, como através dos percursos pelo desconhecido, como as mentiras de Preste João, o deslumbramento de Marco Polo e Ibn Battuta, as poderosas ideias religiosas, as fantasias da Itália romântica e do Oriente sensual, ou ainda como as viagens mais fascinantes, o amor e a sexualidade, que concluem este livro. O que assim se estuda é como imaginamos.


Transcrevo a primeira página e parte da segunda. Poderão ajuizar. Como a mim é tema que me interessa, vou continuar a surpreender-me. E, se continuar como até aqui, continuarei agradada.
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INTRODUÇÃO

A invenção vem da imaginação e a imaginação é um labirinto em que o difícil não é a saída, é a entrada.

Rubem Fonseca

Com a sua peça Sonho de Uma Noite de Verão, William Shakespeare encenou uma comédia amorosa em que os seus personagens se desencontravam numa floresta encantada, onde elfos e fadas lhes confundiram a razão e uma poção mágica lhes trocou as paixões. Há ainda dentro daquele Sonho o ensaio de uma representação teatral para uma boda, e os diversos níveis da história vão-se entrelaçando em sucessivos equívocos. Teseu, duque de Atenas, cidade onde decorre a peça, queixou-se deste jorro de imaginação que permitia tudo o que perturbava a ordem: «Os amantes e os loucos têm cérebros tão fervilhantes, e fantasias tão criativas, que captam mais do que à fria razão é dado apreender. O lunático, o amante e o poeta são compostos só de imaginação».¹ Este desdém era obviamente uma paródia sobre o choque entre a imaginação, designada como loucura, e o poder. No entanto, o próprio Teseu reconhecia que a imaginação chega mais longe do que a razão. Essa ideia é um dos pontos de partida deste livro, que retomará temas do mesmo Sonho, como o ímpeto carnavalesco, a afirmação do amor e, sobretudo, o imaginário como linguagem da esperança e da felicidade.

Enquanto aquela peça era apresentada, nos finais do século XVI, pensa-se que na festa de um casamento aristocrático, Miguel de Cervantes escrevia em Castela as suas novelas e algum teatro. Passada uma década sobre a estreia do Sonho, deu à estampa o Dom Quixote. Nesse mesmo virar do século, o frade dominicano Giordano Bruno, ensaísta, matemático e filósofo, foi condenado por heresia e morto na fogueira em Roma; o médico e cientista William Gilbert publicou o seu livro sobre o magnetismo da Terra e Galileu Galilei leu-o com entusiasmo, enquanto estava a observar o firmamento e a aperfeiçoar o telescópio; e Johannes Kepler completou os seus estudos sobre o heliocentrismo, ao mesmo tempo que escrevia em segredo sobre o sonho de uma viagem à Lua. A literatura moderna é contemporânea tanto da emergência da ciência quanto da invenção ou da difusão de novas tecnologias, que, com a bússola, a impressão com tipos móveis, a pólvora e o telescópio, mudaram os sistemas de autoridade. Foi igualmente o tempo do início da colonização do Novo Mundo, da Reforma protestante e de guerras no Centro da Europa e no Mediterrâneo (Cervantes combateu contra a marinha otomana em Lepanto, onde foi ferido e perdeu o uso de uma mão, e Kepler foi frequentemente forçado a fugir das refregas entre príncipes católicos e protestantes). Deveriam assim acrescentar-se à lista de Shakespeare e à de Cervantes novos personagens, pois, além das fantasias de poetas e amantes, ou do Cavaleiro da Triste Figura, seguir-se-iam outros portadores de imaginação fervilhante, que eram os cientistas, os dissidentes religiosos, os viajantes e os soldados dos impérios.

Poder-se-ia perguntar, como Shakespeare sugeriu pela voz do duque de Atenas, se a vida é uma tensão entre o que imaginamos, com a nossa cultura e paixões, e o entendimento.

[Excerto de "Imaginação - Cores, Deuses, Viagens e Amores" de Francisco Louça] 

sexta-feira, janeiro 02, 2026

Abrir as hostilidades lendo as mentes

 

Neste momento já não é o primeiro dia do ano e, portanto, escuso de fazer um post muito alinhado. Pensei fazer um post sobre a natureza, sobre uma extraordinária borboleta, ou sobre o que ler faz ao cérebro, e claro que só faz bem, ou sobre acontecimentos marcantes ou sobre os avisos, que se sucedem, sobre os riscos da Inteligência Artificial.

Mas o meu dia foi muito bom, mas com a primeira metade um pouco cansativa. Nestes dias, ponho o despertador para me levantar cedo e, de imediato, entro em erupção criativa a nível culinário. Só me apetece fazer coisas, um buffet completo. O meu marido entra em stress, diz que é um disparate, que eu deveria simplificar. E pergunta-me o que vou fazer. Digo que só sei quando fizer. Ele pensa que estou a desconversar mas não é. é mesmo. Faço sem antes ter pensado no que ia fazer. Pergunta-me: 'Mas nunca fizeste isso. Leste em algum sítio?'. Não. É tudo, ou quase tudo, na base do improviso. E tudo na base de muitas etapas preparativas. Tudo feito com grande prazer. Mas, como é para muita gente, a coisa complica-se. Por exemplo, fiz um lombos de salmão em papelotes com puré de batata e ovo e espinafres salteados, o peixe pincelado com uma emulsão de mostarda, sumo de lima e sal. Várias etapas: cozer as batatas (normais e doces) e os ovos, saltear os espinafres, fazer o molho, e depois dispor tudo nas folhas de papel vegetal. Muitas. A bancada de um dos lados ficou toda ocupada, até com papelotes sobrepostos. Depois tudo para o forno. Mas isto foi uma das coisas. Uma de muitas. Até fiz uma pizza. Tudo. E foi bem apreciada. Acho que nem a provei. Fiquei foi com vontade de fazer mais. Pode ser que depois conte. Hoje não.

A tarde foi tranquila, boa. Uns jogam, outros veem televisão, tudo tranquilo e animado, um ou outro com uma pancada de sono tal o reveillon, mas, enfim, a alegria do costume. 

Mas o que eu quero dizer é que hoje não estou numa de falar nem de coisas sérias, nem de coisas fofas nem de assuntos que merecem respeito. Estou é capaz de ir dormir.

Por isso, vou abreviar e vou antes partilhar um vídeo com aquele fulano que parece ter dons extraordinários. Supostamente não são dons, são habilidades. Mas é uma coisa que parece do outro do mundo de tal forma é do caraças. 

Fico super curiosa, gostava de perceber como é que uma coisa destas é possível. E, pelo que se vê, deixa estupefactas pessoas habituadas a ver e ouvir de tudo, como é o caso, por exemplo de Anderson Cooper. E é com isto, com estas cenas mentalistas, que, aqui no blog, abro as hostilidades em 2026.

O mentalista Oz Pearlman impressiona Andy e Anderson | CNN Véspera de Ano Novo 2026

"O quê?! Como isso é possível?" O mentalista Oz Pearlman aparentemente lê as mentes de Anderson e Andy ao vivo na Times Square na véspera de Ano Novo.


Desejo-vos, de novo, um bom 2026

E um dia feliz, este de hoje e todos os que se seguirem

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Feliz Ano Novo!
Venha daí esse 2026 que cá estaremos para o receber de baços abertos.

 


Como dizia um amigo, que não percamos nada do que nos é relevante. Nada nem ninguém. E, se o ano for assim já não será mau,

Poderia especificar mais alguns votos: que tenhamos saúde, saúde é tão importante, que sintamos alegria e motivação, que nos sintamos amados, reconhecidos, que nos sintamos em paz connosco e com os outros, que saibamos ver a beleza que nos rodeia, que saibamos reconhecer os gestos de generosidade e que nunca nos esqueçamos de os agradecer, que saibamos receber e retribuir o afecto, que saibamos ser justos e firmes na exigência de justiça, que saibamos ser verdadeiros e exigir a verdade, que saibamos fazer boas escolhas e percebamos que só nós somos responsáveis pelas nossas escolhas. E que aqueles que amamos ou, simplesmente estimamos, se mantenham bem e perto de nós.
E mais. E mais. Tudo de bom.

E vai daqui um abraço.

Feliz 2026!

🎇🎉🎉🎊🎊🎇

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Montenegro & Ventura - a dupla de circunstância ou o controlo de fronteiras
-- Na despedida de 2025, de novo a palavra ao meu marido --

 

Conforme planeado (ironia, claro!) e em linha com a política seguida, o governo, superiormente "governado" pelo Luís, decidiu, pelo menos nos próximos três meses, deixar de utilizar o sistema informático de controlo de entradas de extra comunitários. A EU não gostou. Pudera! E eu não percebi. 

O que me surpreende é que, a ao contrário do que faria há dois ou três anos, o Luís não ande por aí a gritar aos quatro ventos contra esta medida, que o "Lentão" num ataque de histeria não se insurja contra esta decisão, que o Hugo Soares não vocifere com a má-criação habitual, acrescentando uma boa dúzia de palavrões, contra esta desorientação e que last but not least a D. MAI não seja despedida com justa causa. 

Mas ainda é mais surpreendente que o Andrézito não fale agora de política de "portas escancaradas" e de "bar aberto", que não contrate mais dez seguranças para garantir que não é violado por um extra comunitário e que, no mínimo, não tenha um, senão, dois fanicos. Aposto que ainda vem dizer que os "bandidos" vão respeitar a decisão e não vão ousar pôr cá os pés. Será que existe um plano de cessar fogo secreto entre o Luís e o Andrézito que foi mediado pelo Trump e relativamente ao qual este último ainda vai dizer que foi mais uma guerra com que acabou? É pena é que quem vota ainda não tenha verdadeiramente topado esta malta que nos governa. Haja dó para tanta incompetência e desfaçatez!

O Montenegro, o PGR e as Presidenciais
-- A palavra ao meu marido --

 

Num País em que o PM apresenta como exemplo para a populaça um jogador de futebol (boa Luís! viva o populismo!) que foi capaz de ir bajular o Trump, que trabalha para um "patrão" que não sabe o que é democracia, que promove um país em que as liberdades e os direitos individuais são uma miragem e ao qual nunca se viu a mais pequena defesa de causas relevantes. 

Num País onde o PR promulga a concessão dos casinos do grupo que pagava ao PM porque o PM estava de férias quando a decisão foi tomada (boa Marcelo, então estando o Luís de férias tinha lá alguma hipótese de influenciar a decisão... nunca!). 

Num País em que o governo campeão do controlo de fronteiras suspende a utilização de sistema informático que permite um controlo eficiente das fronteiras durante três meses (boa "Lentão", boa D. MAI, o sistema só serve para "chatear... Isto é que é trabalhar como deve ser, não há dúvidas!). 

Num País em que o MP, mais uma vez, se veio meter na campanha eleitoral só para lançar lama para cima de um dos candidatos e, assim, proteger outro,  "Maques" Mendes de seu nome (boa Amadeu, é claro que o que fizeram agora ao Almirante não tem nenhuma semelhança com o que aconteceu com o caso da averiguação ao Pedro Nuno Santos quando a Spinumviva começava a ser difícil de conter e é claro também que o MP não é dominado pelo PSD e que é pura coincidência aparecerem casos semelhantes aos que incomodam a rapaziada do PSD contra malta de outros quadrantes políticos -- "honi soit qui mal y pense"). 

Num País em que o candidato mais lobista de que há memória se finge de virgem ofendida e a propósito do Conselho de Estado nos quer fazer de parvos (boa 'Maques", a malta sabe que pautas a tua atuação pela transparência). 

... Neste País, ainda parece haver alguém que sabe o que diz e que se percebe que conhece bem e tem ideias definidas sobre problemas que nos afetam cada vez mais, nomeadamente, a nível internacional. 

Ouvi ontem a entrevista do Gouveia e Melo no NOW, e gostei bastante. Tem um registo completamente diferente de outros profissionais da politica cujos expoentes máximos no caso das presidenciais são o Andrézito e o Mendes, e percebe-se que do ponto de vista da politica internacional, da Europa e da geopolítica mundial tem conhecimentos que poderão ser muito úteis a um PR nos tempos que se avizinham. Dá 10 a 0 (zero) a qualquer dos outros candidatos. Também sobre os maiores problemas do País defendeu posições que me parecem adequadas. 

Por estas e por outras é possível que o Gouveia e Melo seja o candidato em quem deveremos votar.

terça-feira, dezembro 30, 2025

O que querem? Sou humana, chateio-me com porcarias, o que é que posso fazer...?

 

Há um problema de infiltrações e entupimentos, não aqui onde estou agora mas num lugar em que somos nós, eu e o meu marido, que temos que responder. Mil vezes penso que não era mau de todo quando tínhamos em quem delegar. Aqui não dá. 

Tenho até andado enervada pois não se vê solução que seja boa. Todas são complexas e muito dispendiosas e cada uma pior que a outra. Acordei com mensagens e vídeos do canalizador e só pensava que queria que me tirassem do filme de terror em que me estou a ver metida.

Claro que, quando falo com o meu filho, ele desvaloriza, diz que já não me lembro de quando tinha problemas a sério. Lembro-me. Mas as responsabilidades, por serem a nível da empresa, eram, digamos, colectivas. Ou partilhadas. Aqui somos só nós os dois. As decisões temos que ser nós a tomá-las e os custos temos que ser nós a arcar com eles.

Optimista como sou, de vez em quando pensava que o telefonema ou a mensagem seria a dizer que a origem do problema estava detectada, a resolução seria simples. Mas não. Em crescendo de pioria. E depois uma coisa que me enerva. Uma vez inclinava-se para uma coisa, na vez seguinte já era o contrário. Parece que o raciocínio analítico não funciona muito por ali. E eu, nestas coisas, sou cartesiana, lógica, coerente. Desnorteio-me quando me levam a pensar que a origem do problema é uma e portanto é preciso partir tudo ali e acolá e, meia hora depois, já não é isso, o problema deve estar noutra coisa qualquer e tem que se partir noutro lado completamente diferente.

E foi ao longo de todo o santo dia. 

A culminar, já ao fim do dia, veio a indicação dos custos do trabalho do dia, na prática quase todo inconclusivo. Eu estava preparada para que fosse caro e para que não se tivesse andado muito. Só que não se andou praticamente nada e foi para aí quatro vezes mais caro do que o que eu e o meu marido antecipávamos. Um inusitado balúrdio. Usou uma máquina cujo uso implica custos da ordem das muitas centenas de euros. Mas quando disse que a ia usar não avisou. Fiquei, por uns momentos, calada. Incapaz de falar. Não ia insultá-lo, não é a minha maneira de ser, não ia dizer para ir roubar para outro lado. O meu marido tem uma outra reacção. Acha que não é no fim que se discute o valor, se fez e diz que é aquilo, é pagar. Eu torço-me. Não fez orçamento porque não sabia o que ia encontrar, usou uma máquina que não disse que tem custos astronómicos, e no fim é pagar sem protestar? Enfim, fico doente. Protestei, claro. Disse que poderia arranjar outra pessoa, que não levaria a mal. O pior é que não arranjo.

Uma situação que me faz sentir a modos que impotente. O problema tem que ser resolvido, as condicionantes são mais que muitas, não consigo controlar as coisas a ponto de conseguir arranjar alternativas. Tudo coisas que detesto. 

E isto foi só o princípio. 

Não quero pensar agora, nem ficar a pensar que o ano poderia acabar melhor. E que o próximo ano escusava de começar com isto. Mas já estão coisas combinadas para o início do mês que vem. Por isso, o ano vai mesmo começar com chatices que odeio.

Bem sei que há coisas piores, por exemplo aquela velha máxima de que pelo menos não parti uma perna. Claro. Pode um tsunami avançar sobre uma terra e engolir mil e oitocentas pessoas que se pode sempre dizer que pior era se fosse em época alta, a praia estivesse cheia e tivesse engolido duzentas e oitenta mil. Claro. Bem sei. A gente pode vestir a pele da santinha, da optimista compulsiva, e, por mais chatices que tenha, sorrir e mostrar que até está agradecida por ser aquilo e não um meteorito a cair-nos na cabeça. Mas, caraças, às vezes só apetece mesmo é espingardar.

A minha filha compreende a chatice mas também tenta relativizar, diz que estas coisas acontecem. Pois. Sei de tudo isso. Mas sintonizei-me para ter uma vida zen, na maior tranquilidade, longe de problemas, sem contratempos maçadores e dispendiosos, e agora fico desconfortável, incomodada, parece que me estão a puxar para zonas de desconforto em que não quero estar.

Enfim.

Mas olhem, relevem, ok? Não tem jeito nenhum estar a maçar-vos com problemas de entupimentos, esgotos, canalizações, sifões que deveriam existir e que não existem, caixas de esgotos que ninguém encontra, danos progressivos, fugas de origem desconhecida e sei lá que mais. Amanhã tentarei falar de alguma coisa mais interessantes.

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Desejo-vos uma terça-feira feliz

segunda-feira, dezembro 29, 2025

Solidão

 

No tema das doenças mentais há várias vertentes, qual delas a mais interessante e, talvez, a mais complexa. Como leiga, direi: misteriosa. 

De um lado há as causas, muitas vezes ocultas, da doença. E, num outro lado, há os meios para as descobrir ou controlar. De forma mais material, de um lado estão as pessoas que têm os problemas e de outro estão as pessoas que conseguem tratar as primeiras.

Se nem sempre é fácil a quem tem ataques de pânico ou sofre de depressão ou de uma qualquer outra patologia perceber o que origina as crises também não será menos verdade que também não é fácil encontrar o terapeuta que acerta na abordagem ou que consegue despertar a confiança virtuosa junto de quem precisa de apoio.

Tenho aqui partilhado diversos vídeos sobre o tema e fica claro que estes domínios não são da ordem da ciência exacta. E fica também claro que o tempo dos estigmas ou dos tabus deve ser do passado. Tem que ser do passado. Ninguém está livre de ter um problema destes ou de ter que lidar com quem esteja afectado. E é importante que todos estejamos sensibilizados para esta temática seja por nós seja para podermos compreender e apoiar quem disso precisar.

Mas se as causas profundas destes distúrbios são misteriosos, também o são os vínculos entre médico/psicólogo/terapeuta e o doente, ou a forma como o terapeuta tem que se despir de si próprio para conseguir alcançar o paciente.

Já falei várias vezes de uma amiga psiquiatra que é das pessoas com a vida mais problemática que conheço. Perdi-lhe, entretanto, o rasto pois divorciou-se e éramos amigos do casal e algo se desmoronou depois dos inúmeros conflitos que ensombraram o fim do casamento. O meu marido chegou a um ponto em que, de cada vez que estávamos com eles, me dizia: 'Não tenho paciência para aturar esta maluca'. E chegava a sair da sala em que ela estava de tal forma ficava exasperado. Sendo fisicamente uma bela mulher e aparentemente normal, era, de facto, uma mente perturbada. No entanto, a nível profissional, parece que era muito competente. Chegou a directora do serviço num grande hospital. E depois deixei de saber dela. Com isto das redes sociais, descobri, no outro dia, que é amiga de um amigo meu. E vive no estrangeiro. Hei-de saber dela. Mas o que me espanta é como é que uma pessoa com forte pancada consegue ajudar os doentes de foro mental a encontrarem equilíbrio quando ela é, na sua vida pessoal, completamente desequilibrada.

Conheço também uma psicóloga, embora não tão bem como a psiquiatra. Mas, do que lhe conheço, também lhe detecto aqui e ali uns pontos que me colocam alerta. No outro dia estava com duas amigas que a conhecem muito bem e que se referiram a ela como alguém com alguns desequilíbrios. E, no entanto, profissionalmente, é conceituada e reconhecida. Portanto, há nisto também um certo mistério.

O vídeo abaixo é muito interessante. Sem meias palavras, com muita objectividade, Henrique Dias descreve o surgimento dos primeiros sinais e guia-nos pelos caminhos da sua ansiedade, da sua depressão, dos tratamentos, da procura do terapeuta que, finalmente, conquistou a sua confiança e conseguiu conduzi-lo para fora dos labirintos onde o negrume imperava.

Diz ele que quem tem problemas de ansiedade ou depressão muitas vezes não o partilham. Talvez  por amor aos mais próximos, para não os preocuparem. Talvez por incapacidade. Talvez caiba, pois, a quem está bem a responsabilidade por estender a mão. Não deixemos que os que se sentem sós no seu sofrimento, por dificuldade em sair da solidão, não possam contar com a ajuda de quem poderia ser, de alguma forma, uma boia de salvação.

Henrique Dias, depressão e ansiedade. “Há uma solidão tremenda nas doenças mentais”

Foram precisos 12 anos, a partir do diagnóstico, para encontrar o psiquiatra certo para ele e a terapia que o pôs no caminho onde está hoje. Henrique Dias, guionista, autor de inúmeros textos no teatro e na televisão e um dos criadores da série “Pôr do Sol”, da RTP, era um jovem de 22 quando teve o primeiro ataque de pânico. No Labirinto — Conversas sobre Saúde Mental, fala do percurso entre o diagnóstico, o internamento num hospital psiquiátrico e a descoberta da psicanálise.


Desejo-vos uma boa semana

domingo, dezembro 28, 2025

Nabinho entrevista Manuel João Vieira

 

Já disse em quem vou votar, no Almirante. De todos parece-me o mais confiável e quem melhor desempenhará as funções de PR numa altura tão complexa. Não dá para brincar em serviço. Não será com artolas e com videirinhos que lá vamos. Tem que ser com quem não tenha o rabo preso, não tenha medo de ferir amigos e amigalhaços e seja capaz de dar um murro na mesa quando isso for necessário. Portanto, dito isto, e estando claro que, para a primeira volta a decisão está tomada, tenho que confessar que, se o contexto fosse outro e houvesse um circuito paralelo em que a gente pudesse votar em quem queria ver e ouvir mais vezes, o meu voto iria para o only and only Candidato Vieira.

O país politicamente cinzento em que os candidatos que se destacam nas sondagens, tirando o Almirante, são uma Aberração Taberneira, um Totó Inseguro e um Chico-Espertinho de fraquíssima craveira, e em que o Primeiro-Ministro faz um apelo a que tentemos ser o Cristiano Ronaldo, 

(não ouvi, claro, cá em casa praticamos uma certa higiene, mas os salpicos do disparate chegaram até mim), 

necessita de oxigénio, de gente que pense fora da caixa, com sentido de humor e irreverência. Ouvir uma pessoa como o Manuel João Vieira é fechar a porta à estreiteza mental em que vogam grande parte dos políticos do mainstream e comentadores avençados, e, em contrapartida, a abrir a porta a um mundo em que apetece participar ou escutar as conversas.

Miguel Nabinho, conceituado galerista, é bom de conversa, faz entrevistas com piada.

O vídeo é longo e, neste tempo do toca e foge em que apenas temos tempo para o imediato, é coisa em contramão. Mas a mim soube-me estar a ouvir as recordações e as opiniões do fabuloso Candidato Vieira.

Para quem se assuste com hora e tal de conversa, aqui ficam as pistas para os short cuts.

00:00:00 Introdução 00:01:06 Percurso Académico 00:06:44 Banda desenhada 00:08:06 Início da Pintura 00:11:40 Aulas de desenho 00:12:45 Introdução à música 00:14:08 Fazer uma rádio 00:14:40 A banda almôndega 00:15:16 Campo de Ourique 00:17:46 A desilusão 00:18:09 A mudança na política 00:18:59 Eco nas artes plásticas 00:20:05 Consciência ideológica 00:23:55 "Wokismo" 00:29:38 Machismo 00:32:14 Candidatura à presidência da República 00:33:53 Filme candidato Vieira 00:36:46 Nascimento do candidato Vieira 00:37:20 Quem vai escrever 00:37:58 Qual o objectivo 00:39:47 Candidato Vieira vs Trump 00:41:12 Ficção vs Realidade 00:42:25 Em quem votar? 00:47:10 Seriedade vs brincadeira 00:47:43 Artista na presidência 00:49:24 Humor institucionalizado 00:51:29 Originalidade e o belo 00:52:25 Experimentação 00:52:43 Dar a volta 00:54:08 Falta de capacidade na arte 00:54:42 Fim do modernismo 00:55:06 Arte Nazi e arte soviética 00:57:44 Primeira medida como Presidente 00:58:25 Conselheiros 00:59:11 Narrativa do discurso 01:01:36 "Vieirópolis" 01:03:06 Mais propostas 01:10:28 Melancolia no percurso artístico 01:11:47 Política portuguesa

Desejo-vos um bom dia de domingo

sábado, dezembro 27, 2025

Ementa do almoço de Natal com fotografias, não da comida mas de quem a comeu

 

Ora bem, então vamos lá. Almoço de Natal com todos. Momentos de felicidade em família.

 

Entradas

Camembert derretido

Coloquei uma massa folhada redonda sobre a folha de papel vegetal em que vinha. Barrei grosseiramente com marmelada. Era o doce que tinha em casa, mas podia ser uma qualquer compota. Por cima, a meio, coloquei o camembert inteiro. Por cima, coloquei outra peça dessa folhada. Aconcheguei o queijo com a massa da cobertura. Depois, com a faca fiz golpes desde o rebordo até ao queijo, como se quisesse fazer uma franja com tirinhas de cerca de 2 cm de largura. Bati a gema de 2 ovos e pincelei toda a superfície. Salpiquei de sementes de sésamo. Tinha a ideia de fazer uma gracinha que tinha visto no Instagram que consistia em colocar um mirtilo no interior da ponta de cada franja mas, quando fui buscá-los ao frigorífico, vi que afinal eram amoras. Para o efeito não era bem a mesma coisa mas, ainda assim, usei-as. Portanto, descolei a ponta de algumas franjas e coloquei uma amora. Voltei a fechar. Depois, torci cada franja. Voltei a pincelar com ovo e a colocar mais sementes. Forno pré aquecido. Fica lá, dobre o papel vegetal, numa grelha do forno, a cerca de 170° durante uns 40 minutos. Quando está na mesa, com uma faquinha retira-se a cobertura (que se come, bem entendido). E abre-se o queijo em cima. Arranca-se cada torcidinha que se mergulha no queijo derretido.

Tiropita XXL de salmão 

Sobre o papel vegetal, coloquei uma massa folhada rectangular. Barrei com uma embalagem inteira de queijo Philadelphia de ervas. Por cima, cobri com quartos de maçã lamelada (lamelada grosseiramente e pouco fina). Usei 2 maçãs. Por cima, dispus fatias de salmão fumado (200 gr). Por cima, piquei cebolinho. E tapei com uma segunda folha de massa folhada. Uni as pontas da base e do topo a toda a volta. Pincelei com gema de ovo e salpiquei com orégãos e com sementes de sésamo. E forno com ela. Também à volta de uns 40 minutos. Nota: a maçã derrete, apenas dá um certo toque de acidez e ténue doçura.


Peixe

Prato de bacalhau, porque a tradição ainda é o que é. Ravolis com bacalhau.

Num tacho com água abundante, escaldei duas grandes postas de bom bacalhau.

Separei o bacalhau, para depois tirar pele e espinhas.

No caldo do bacalhau, cozi ravolis recheados com ricotta e espinafres. 

Entretanto, num outro tacho, refoguei duas cebolas, duas cenouras picadas, quatro ou cinco grandes dentes de alho. Ficou ali a refogar, juntando, de vez em quando, caldo de cozer bacalhau e, posteriormente, as massas. Quando as cenouras estavam cozinhadas, juntei um frasco de grão cozido, incluindo o respectivo caldo. Deixei cozinhar um pouco. Depois desliguei. 

Juntei três ovos previamente cozidos. Depois, triturei muito bem até ficar um creme caldoso e macio. Com um ramo de hortelã, agitei esse creme para assimilar o seu perfume. 

Num tabuleiro grande despejei o caldo de grão e ovo. Depois juntei os raviolis e, por cima, o bacalhau desfiado.

Carne

Arroz de forno com borrego desfiado por cima

De véspera, coloquei uma perna e uma mão de borrego em vinho branco, pimentão doce, sal, orégãos, alecrim, salsa, louro, cebolas e alho, e banha. Esfreguei bem a carne neste pré-tempero. Marinou enquanto pôde.

Passadas umas horas, coloquei tudo num panelão para dar uma boa entaladela na carne. Amaciou como devia ser. Depois passei-o para o forno. Lá ficou a assar, até a carne se despegar dos ossos e ficar com ar de se ir desfazer na boca. 

Depois, separei o molho da carne. Mais tarde desossei.

Depois fiz o arroz

Fiz assim: num panelão, refoguei em azeite com um pouco de banha, duas cebolas grandes, uns quantos dentes de alho, louro, salsa. Depois, juntei dois bons nacos de bom bacon, pouco gordo, bem fumado, um bom paio inteiro (ao qual tirei a pele) cortado aos bocados, meio chouriço de carne de boa qualidade, picado. Deixei cozinhar. Juntei o arroz e deixei que absorvesse os sabores. Cheirava bem na cozinha que nem vos digo... 

Depois juntei um pouco de vinho branco e mexi-o bem para evaporar um bocado. Como fiz 3 copos de arroz basmati, precisava de 6 copos de caldo. Usei o caldo da canja e o molho que sobrou de assar o borrego diluído em água. Não tenho referido mas, obviamente, vou sempre rectificando o tempero, nomeadamente o sal. Quando vi que estava quase no ponto, verti para um grande tabuleiro. Foi arroz a mais, não coube todo.  Cobri com o borrego desossado. Foi ao forno para terminar.

Pie ou lá o que for

Na véspera, porque precisava do caldo de galinha para o arroz, fiz canja de galinha. Água abundante, 2 cebolas grandes, 2 cenouras grandes e carne e miúdos de galinha. Depois separei o caldo e desossei os bocados da galinha 

Também tinha estufado os miúdos do borrego em vinho branco. Separei um pouco.

Misturei os bocados da galinha e dos miúdos, as cebolas e as cenouras e dei uma trituradela básica, pouco apurada. Depois juntei as claras que sobraram ao ter separado as gemas para pincelar as cenas acima referidas, salsa picada e o sumo de uma lima (limão também estaria bem). Ao lume, liguei tudo bem. Depois deixei arrefecer um pouco.

Numa tarteira de silicone, coloquei uma peça de massa quebrada, usando o papel vegetal para depois ser mais fácil desenformar. Piquei a massa com um garfo. Despejei, então o recheio, já só apenas morno. Cobri com outra folha de massa quebrada e uni a massa de cima e a de baixo. Cortei um pouco a de cima, porque sobrava. Pincelei com ovo. E forno com ela. E lá ficou até parecer bem. Talvez também uns 40 minutos, mas não garanto.

Acompanhamento 

Tomate cherry

Num tabuleiro coloco azeite, alho picado, alecrim e orégãos. Junto os tomatinhos (lavados, claro). Misturo tudo. Vai ao forno até que fiquem assadinhos, sumarentos.

Salada 

Junto alface com bolinhas de mozzarella. Tempero com azeite e sumo de limão.

Sobremesas

A minha nora trouxe farófias que fez, óptimas. Trouxe também rabanadas que fez com a mãe, e tarte de amêndoa. A minha filha fez bolo com cobertura de chocolate. Tudo bom demais.

Claro que tinha também fruta - laranja e dióspiros, às rodelas, e uvas pretas, brancas e rosé.

Vinho

O meu marido abriu um rosé. Andamos numa de rosé. Perfumado, leve, fresco. Mesmo bom. Não sei qual mas tenho ideia que o escolheu com cuidado. 

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Ele é um anjo

 

Se me disserem que estas piadas não são apropriadas para o Natal, armada em sonsinha vou eximir-me à responsabilidade e vou passar as culpas para a rapaziada da Porta dos Fundos: Não sou eu, são eles... Eu não fiz nada...

Deve ser por ser como sou que tenho alguma dificuldade em desejar aos outros um 'santo' Natal ou em aceitar a recomendação sem baixar as expectativas a quem mo deseja a mim -- é que de 'santinha' tenho pouco. Posso ser boazinha (porque boazona não sou) mas santinha tenho que confessar que não sou. 

Portanto, pedindo que não levem a mal e aceitem a brincadeira, segue uma revelação em forma de vídeo, antecedida de um santo conselho. E ponham aspas e mais aspas no santo que antecede o conselho.

Traição é traição, romance é romance e milagre é milagre. E Jesus é isso, um milagre. Neste natal comemore o milagre natalino, o milagre do nascimento de Cristo e traia um homem. Não só traia, como convença que essa traição foi um milagre de Deus. Eu ouvi um amém?


A ver se esta sexta-feira não estou a dormir (como agora estou) para contar qual a ementa deste dia de Natal e para mostrar algumas fotografias.

Be happy

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Feliz Natal

 


Tenho todos os bicos do fogão ocupados e o forno também está a bombar. Tudo preparativos para o almoço de Natal. No meio da confusão culinária é que me sinto bem. O jantar na véspera não foi em minha casa.

De qualquer forma, não podia deixar de aqui vir desejar uns dias felizes, se possível vividos em harmonia, entre afectos e em volta de uma mesa com belos acepipes.

Como sempre, nestas alturas penso sobretudo em quem tem famílias pequenas ou, mesmo, ninguém com quem estar nestes momentos. Que estes dias não vos pesem.

Por isso, para todos, tenham uma família numerosa, ruidosa e alegre, ou não mais que uma exígua bolha, vai o meu abraço solidário e amigo.

Tentemos ser felizes.

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Conversa muito desapropriada para uma véspera de Natal


O tema domina a actualidade internacional, apesar de o que se sabe ainda ser a ponta do iceberg e de grande parte estar truncada. Os textos vêm rasurados, há muitas páginas totalmente pintadas de preto e as fotografias também estão meio encobertas. Contudo, do muito que se sabe, creio não errar se disser que o principal está por saber. 

De facto, do que se vai descobrindo fica sobretudo a estranheza, a perplexidade.  Como é que um rapaz de famílias remediadas, que não conseguiu concluir a licenciatura, conseguiu tornar-se bilionário, arquitectar e manter uma teia internacional na qual enredou os maiores empresários e banqueiros, académicos prestigiados, gente da cultura, da realeza, da política...? Como...?

Ninguém consegue explicar a origem de tanto dinheiro nem de tanta influência e poder. Todos os que com ele mantinham sessões de brainstorming sobre temas como física quântica, biogenética, filosofia, inteligência artificial ou geo-estratégia ficavam impressionados com a profundidade dos seus conhecimentos sobre a matéria e com o genuíno interesse que revelava. Ora, como conseguia aprender tudo isso? Como tinha sequer tempo para isso? E era para seu próprio deleite ou para recolher informação e passá-la a outrem? Financiava fundações e projectos por altruísmo ou porque era um predador? Ou um mercenário?

Movimentava-se entre as suas várias casas, longe umas das outras, todas extraordinárias, tinha aviões, praticava actos sexuais várias vezes por dia, estão identificadas cerca de 1000 mulheres com quem esteve, organizava festas, transacionava favores sexuais para ele e para os amigos, escolhia obras de arte (muitas estranhíssimas), fartava-se de trocar mails com amigos e de tirar fotos com eles... e acredito que conseguia ter tempo para dormir. Mas como...? Dizem que havia câmaras em todos os quartos. Mas não sei se teria tempo para as ver ou se eram apenas um "activo".

Dizem-no o maior chantagista de todos os tempos, dizem-no agente secreto de Israel e da CIA e há quem diga que não se suicidou coisa nenhuma, há quem o diga assassinado e há quem o diga vivo. Um mistério absoluto.

Trump inventa guerras, inventa maluquices em catadupa para ver se distrai a opinião pública. Grandes amigos, compinchas, não tinham segredos um para o outro. A sua cabeça perturbada deve dar pinotes todo o santo dia, temendo o dia em que até os Magas mais burros o apupem e lhe virem as costas. Com um historial de vários casos em que foi acusado de ter tido relações com meninas ou abusado de mulheres, o grandão da pila minúscula não passa de um grunho que deveria estar atrás das grades.

Mas o tema Epstein é também curioso pelo tema da pila. O grande garanhão, o que não passava sem meninas a massajá-lo a toda a hora, meninas sempre novinhas e variáveis, o que não passava sem várias ejaculações diárias, era afinal mais um que tinha uma pila minúscula, minúscula e invulgar, não apenas a diziam muito pequena como a descreviam como parecendo um pequeno ovo ou um limãozinho. 

Em contrapartida tinha uns mamilos grandes e salientes. Não se vêem bem nas fotografias em que está em tronco nu pois, como era muito peludo, disfarçava essa particularidade. 

Não sei se há aqui um padrão, de os homens com pilas minúsculas, para disfarçarem algum trauma que isso lhes provoque, quererem parecer uns fornicadores insaciáveis ou se é pancada ainda mais grossa (no pun intended) e se, quase como uma vingança, tendem a ter comportamentos psicopatas. 

Não sei até se não é de ficar de pé atrás quando se descobre que um fulano tem essa particularidade, não tanto por aquela lendária e nunca devidamente esclarecida questão sobre se o tamanho afinal importa ou não, mas, sobretudo, porque atrás de uma pila minúscula poder estar um estupor de todo o tamanho. Livra...!

Enfim...

Mas que tudo isto -- e agora refiro-me a tudo, t-u-d-o, e não apenas ao detalhe anatómico --, é muito estranho, lá isso é. Parece não haver um prisma por onde a gente olhe para estes estafermos e pense "o tipo, parecendo que não, tem um lado humano, normal...".

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A ver se consigo tempo para, durante o dia escrever uma coisa mais natalícia... 

terça-feira, dezembro 23, 2025

No Almirante, claro

 

Como já referi muitas vezes, nenhum dos candidatos se apresentou, à partida, como meu inequívoco preferido. Aliás, quase todos apareceram como, de caras, não merecedores do meu voto. Portanto, será, para mim, uma votação por exclusão de partes.

Claro que, em primeiro lugar, me preocupo com a primeira volta. E, aqui, claro que não dá para vacilar. O pior, na segunda volta, seria ter que escolher entre um escroque e uma nulidade. Portanto, em Janeiro, na 1ª votação, vou votar naquele que, à partida, do que lhes conheço, me oferece mais garantias de não fazer porcaria.

E chamo a atenção do que a seguir vou dizer pode vir a ter que ser engolido caso aquele em que votarei não passe à segunda volta. Aí, posso ter, de novo, que ir por exclusão de partes.

Mas, concentrando-me na primeira volta:

  • Não votarei em Seguro pois, para mim, o Menino da Lágrima é uma espécie de amiba, uma rolha, um zero.
  • Não votarei em Marques Mendes, esse facilitador, esse chico-esperto, esse videirinho, essa perfeita nulidade.
  • Não votarei em Cotrim. É bonito, é charmoso, é civilizado, veste-se bem, sabe estar. Aprecio a sua boa pinta e seu sentido de humor. Mas não. Para presidente da República, obrigada mas não.
  • Não votarei no Jorge Pinto porque, embora goste da sua atitude e partilhe muitas ideias, me parece que lhe falta vivência para um lugar que requer mundo, experiência, reconhecimento.
  • Não votarei em Catarina Martins embora lhe reconheça boa cabeça, uma visão humanista e moderna. Mas ainda a colo muito ao Bloco, e o Bloco, como se tem visto, para além de traições, inconsequências e descaminhos, agora, na prática desembocou em coisa nenhuma.
  • Não votarei no Antônio Filipe, que é um fofo, pois é PCP da cabeça aos pés e a incapacidade que todos eles têm de renegar utopias comprovadamente falhadas, ao mesmo tempo que não conseguem compreender o que é o novo mundo, coloca-o naquele infeliz caminho descendente que conduz à total irrelevância.
  • Obviamente não votarei em Ventura. E nem vou dizer porquê pois a eleição não é para animador de uma taberna.
  • Sobra o Almirante e, como é evidente, é nele que votarei na primeira volta. E na segunda, claro, se, como desejo, lá chegar.

Intuo que será um bom PR. Gouveia e Melo não é um totó, não é uma galinha descerebrada, não é um medricas, não é um chico-esperto, não é uma vizinha, não é um choramingas, não acredita em amanhãs que cantam, tem maneiras, é educado, não é fofoqueiro nem intriguista, parece-me inteligente, optimista, positivo, e, forçosamente, pelas funções que já desempenhou, razoavelmente culto e bem informado. Acresce que, na situação de instabilidade política interna e, talvez até ainda mais, geo-estratégica a nível global, parece-me o único com estaleca para enfrentar situações potencialmente sensíveis.

Portanto, Almirante, conte com o meu humilde voto. 

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Por cá, decorações natalícias. Por lá, as perplexidades de não saber como lidar com um narcisista em acelerado processo de demência

 

Hoje acordei a ouvir movimentações dentro e fora de casa. Ao fim de um bocado, ocorreu-me que estava a ser cumprido um meu pedido: que as bolas gigantes de Natal fossem penduradas nas árvores do jardim, de preferência antes de Natal. Levantei-me e fui espreitar: a porta da rua escancarada, um frio de rachar. Pensei que devia ter vestido alguma coisa. E lá andava ele, com a caixa das bolonas, fio de nylon, a engalanar o jardim para que o Santa Claus não se esqueça de nós. O cão de roda dele, o pelo todo molhado. Fotografei-os.

Fui também espreitar à sala. Ontem eu já tinha trazido para cima a árvore grande mas hoje já tinham vindo mais umas quantas, as pequeninas. Faltam as grinaldas com luzinhas que não sei onde ele as guardou pois no outro dia andou na garagem a fazer arrumações. 

Não tenho paciência para fazer decorações muito rebuscadas ou complexas mas gosto de ter recantos da casa com luzinhas. E nisso existem discordâncias, pois de bom grado deixaria algumas como presença efectiva, ao longo de todo o ano. Várias das minhas arvorezinhas são tão abstractas que bem poderiam passar por simples elementos decorativos, independentes do Natal. 

O meu marido, minimalista, acha que quanto menos melhor e é frequente que a seguir aos Reis, ao levantar-me, dê com a casa e o jardim já inapelavelmente despidos de bolas, árvores e luzes.

Entretanto, a minha cabeça já está nas comidas do repasto e, como sempre, só me apetece inventar e adicionar. O costume é dizerem-me que não devo dispersar-me por várias coisas pois acabo por ter trabalheiras infinitas. Mas é mais forte que eu. Contudo, tenho a restrição do forno. Precisava de ter um forno duas vezes maior ou, então, ter dois. Infelizmente o forno de lenha está com um problema. O revestimento tem estado a desprender-se e não sei a quem recorrer. E não me arrisco a que caiam bocados nos tabuleiros com comida. Claro que os poderia tapar com papel de alumínio, mas sei lá se, às tantas, não cai algum bocado mais estrutural. Além disso, leva muito tempo a ficar quente. Um forno elétrico maior é que era. Mas não cabe. Portanto, tenho que me organizar e auto-limitar.

Mas, enfim, depois logo conto.

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Agora à noite pus-me aqui a ver as notícias e as novidades e voltou a aparece-me a Joanna Coles, desta vez com o Dr. John Gartner a conversarem sobre o comportamento errático, impulsivo, narcisista, destravado, ganancioso, corrupto, mentiroso, a atitude um alcoólico que acha que tudo pode (Susan Viles o disse) que, ainda por cima, evidência um progressivo quadro demencial.

Quem já lidou com alguém que entrou no enevoado corredor da demência sabe que não vale a pena contrariar ou tentar pôr ordem na cabeça deles. É improdutivo, inconsequente.

O drama maior neste caso é tratar-se do homem com mais poder no mundo. Talvez por isso, não deixa de ser extraordinário podermos assistir a esta situação insólita, perigosa e, ao mesmo tempo, caricata.

O declínio mental de Trump está a acelerar: afirma o psicólogo Dr. John Gartner
| Podcast do The Daily Beast

O psicólogo Dr. John Gartner junta-se a Joanna Coles para analisar o mais recente discurso de Donald Trump na Casa Branca e explicar porque é que o seu ritmo frenético, a rígida disciplina com o teleponto e a velocidade vertiginosa alarmam os profissionais de saúde mental. Com base em décadas de experiência clínica, Gartner defende que a hipomania, o narcisismo maligno e a demência progressiva de Trump já não são teorias abstratas, mas padrões visíveis — acelerados, mensuráveis ​​e cada vez mais descontrolados. Examinam porque é que os testes cognitivos repetidos sugerem a monitorização do declínio em vez dos exames de rotina e como as noites sem dormir, as decisões impulsivas e as publicações compulsivas apontam para um líder à beira de um colapso cognitivo.


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Desejo-vos uma bela semana