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segunda-feira, setembro 25, 2017

Lisboa, a bela.
[E o que se vê dela. Mais concretamente: o que se vê do Panorâmico do Monsanto]


Open House Lisboa. Edifícios nem sempre acessíveis ao público abertos durante o fim-de-semana, com o apoio de simpáticos voluntários que nos contaram a história das construções, realçando os aspectos ligados à arquitectura.


Começámos pelo Panorâmico de Lisboa. Transcrevo do site:

Não existe vista sobre Lisboa como esta. Construído a uma altitude de 250 metros, este edifício inaugurado em 1968 já foi um restaurante de luxo, uma discoteca, um bingo, já albergou escritórios e um armazém de materiais de construção civil. Abandonado há mais de uma década, esta obra maior de arquitectura tem no seu interior painéis cerâmicos de Manuela Madureira e um mural de Luís Dourdil. Para já, o plano da Câmara Municipal de Lisboa é dotá-lo de condições de segurança para que possa ser visitado por todos, e assim se devolva este miradouro à cidade.
Uma construção espectacular, de onde se tem uma vista absolutamente deslumbrante -- e ao abandono. 

Do Panorâmico de Monsanto se faria um fantástico museu. Um museu, por favor. Um garnde museu. Se Philippe Starck está a viver em Portugal, vão buscá-lo, está perto. Ele poderá dar uma preciosa ajuda. Um museu  com restaurante, com ateliers, com residência de artistas, uma sala de concertos, uma biblioteca de artes. O edifício é enorme, dará para tudo.O que é que o Ministro da Cultura, o da Economia (na vertente Turismo), o Presidente da Câmara de Lisboa ou sei lá quem mais estão à espera, eu não sei. Façam qualquer coisa. E construam um hotel lá ao pé. Despachem-se. 


Neste post não estou a mostrar o edifício em si mas sim a vista que dele se tem. Uma vista absoluta que o tempo limpo permite que se estenda até às maiores lonjuras. Noutro post já mostro o estado em que se encontra, uma desolação. Mas agora o que quero que vejam é o que os meus olhos viram.



O Cristo-Rei, o Tejo, a Ponte 25 de Abril
(e mais um cruzeiro a entrar a caminho de Lisboa)



Ao fundo Palmela, a Arrábida. Junto ao Tejo, penso que o seixal.
No meio Almada e virado para cá, uma rua estreita rente ao Tejo, quase invisível, o Ginjal.
Do lado de cá, Lisboa, Lisabona, Lisbon, Lisbonne -- la ville blanche


O aqueduto das Águas Livres e, sobrevoando Lisboa, um aviãozinho

E eis que o aviãozinho desceu -- e cá está ele a aterrar

Uma cidade branca espraiada ao longo de rio largo e igualmente belo. E a outra margem, la rive gauche.


As Amoreiras que, em tempos, tanta polémica geraram. E afinal tão bonito que é.

A noiva. Os cabos da Ponte Vasco da Gama como se fossem véus brancos 

Para os meus Leitores benfiquistas, um miminho: o Estádio da Luz 

Do lado de lá, Cacilhas e o início do Ginjal e, do lado de cá, o Museu de arte Antiga


Uma das varandas de onde se vê o que vos mostrei

As alturas e a beleza da paisagem inspiram o corpo que parece ter vontade de ganhar asas

Não identifico esta paisagem pois as opiniões, aqui em casa, dividem-se.
Na verdade, não estou a perceber onde é embora aqui ao meu lado teimem que é óbvio. Para mim não é.

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