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sexta-feira, setembro 04, 2015

"Choro, logo sou bom"...? Não, Maçães, tu nunca és bom. Não percas tempo com isto, ó Maçães. Mantém-te entretido no twitter com coisas mais à medida da tua fraca cabeça. E desaparece-me da vista, se faz favor, vai brincar para outro lado, onde não envergonhes os portugueses. Ou, então, olha para o que aqui compilei para tu veres, ó Maçães, Senhor Secretário de Estado dos Assuntos Europeus.


E agora já vêem o que se está a passar?



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Maçães partilha artigo que desvaloriza emoção com foto de criança morta



O secretário de Estado Bruno Maçães, dos Assuntos Europeus, partilhou hoje no Twitter um texto da revista britânica Spectator que trata como "pornografia moral" a difusão viral da foto de uma criança síria que surgiu morta numa praia turca.


Com o título "Choro, logo sou bom", Maçães partilha no seu Twitter um tweet com o link de um artigo de Brendan O'Neill intitulado "Partilhar uma foto de uma criança síria morta não é compaixão, é narcisismo".

No artigo, O'Neill desvaloriza a autenticidade de quem mostrou emoção com o caso partilhando de forma viral a fotografia - que hoje fez cobriu as capas dos jornais pelo mundo inteiro.

(Daqui)
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"Os meus filhos escorregaram-me das mãos", diz o pai de Aylan e Galip. 



Família síria tinha feito pedido de asilo ao Canadá, que fora rejeitado. Mas saiu da Turquia numa tentativa desesperada de chegar ao outro lado do Atlântico.


A Europa era só um ponto de passagem, mas Aylan e Galip Kurdi, de três e cinco anos, nunca vão chegar ao destino. Os dois meninos curdos morreram ontem, quarta-feira, com a mãe, num naufrágio no mar Egeu, quanto tentavam chegar à Grécia. A imagem do corpo de Aylan na areia de uma praia da Turquia tornou-se o símbolo mais recente da crise dos refugiados da Europa. Mas o destino era o Canadá, do outro lado do Atlântico, onde os esperava uma tia.

O pedido de asilo tinha sido rejeitado, mas a família saiu da Turquia numa tentativa desesperada de chegar ao outro lado do Atlântico. Só o pai, Abdullah, sobreviveu. E tudo o que quer agora é voltar a casa, em Kobane, para enterrar a família.

O pai de Aylan e Galip à saída da casa mortuária
onde estão os corpos dos filhos
"Os meus filhos escorregaram-me das mãos", disse Abdullah à agência noticiosa turca Dogan. "Tínhamos coletes salva-vidas, mas o barco virou-se subitamente, porque as pessoas se levantaram. Segurei a mão da minha mulher, mas os meus filhos escorregaram-me das mãos", explicou o pai de Aylan e Galip. Segundo o The Guardian, o comandante do barco entrou em pânico devido à força das ondas e saltou da embarcação para o mar, deixando Abdullah no comando. 

Depois de o barco virar, o sírio ainda conseguiu segurar nos braços a mulher e os filhos, que já estavam mortos.


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"Não queremos ir para a Europa. Só queremos que parem a guerra na Síria"



Refugiado sírio de 13 anos tem uma mensagem para os europeus.


Kinan Masalmeh tem 13 anos e é refugiado. Chegou à Europa com a sua irmã e, quando foi interpelado pela Al Jazeera sobre a mensagem que tinha para os europeus, não hesitou. "A minha mensagem é: ajudem a Síria. Os sírios precisam de ajuda agora", disse. "Nós não queremos vir para a Europa. Só queremos que parem a guerra na Síria".

(Daqui)
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Licença para matar


Ainda a leveza da consciência europeia


Em 2011, a Alemanha exportou 5,4 milhões de euros em armamento, dos quais 2,3 mil milhões para países do chamado terceiro-mundo (Infografia: Der Spiegel)


«Duas opções restam à indústria de armas alemã, com os seus 80.000 empregos: ou se reduz, com a diminuição da procura, ou desenvolve novos mercados. Mas acontece que esses mercados são em regiões do mundo onde os ditadores estão em guerra uns com os outros, regimes religiosos financiam terroristas ou autocratas usam a violência para suprimir os seus próprios povos. Os mercados em maior crescimento estão no Médio Oriente e nas economias emergentes do Sudoeste Asiático ou da América do Sul.»

[Fonte: Der Spiegel, 3 de dezembro de 2012]

O resultado de tal estratégia de desenvolvimento de novos mercados é o que está à vista.


(Daqui. E, se me permitem, vejam também aqui - pois nos factos aqui referidos está, em parte, o fundo da questão)

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NB

E quem diz Maçães diz qualquer um dos outros que têm contribuído para que a Europa seja o bordel que é hoje, contribuindo para espalhar o mal por esse mundo fora.
(Maçães é apenas uma caricatura maior, uma coisa ao nível do absurdo, e ilustra bem o que são as criaturas ineptas que opinam, decidem, empatam, atrapalham e dão cabo da Europa e da vida de muita gente por esse mundo fora)
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A imagem que encabeça este post tal como a que o fecha fazem parte de uma série na qual artistas de todo o mundo reagem à dolorosa imagem de Aylan Kurdin, o menino morto na praia que não me sai da cabeça, um menino que saíu de casa todo arranjadinho para ir em busca de um futuro melhor. 

Estas imagens podem ser vistas no Bored Panda.




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5 comentários:

Anónimo disse...

Este Maçães só por ali continua, porque este governo tem a mesma insensibilidade de uma pedra. Ainda há pouco, um outro idiota, o Poiares Maduro, perorava sobre esta matéria, na TVI 24, com o Paulo Magalhães como moderador, dizendo umas tantas parvoeiras de uma vacuidade que metia nojo. O Maçães é, bem vistas as coisas, a imagem desta cáfila que nos governa – como Passos, Portas, Albuquerque e outros antes deles, como o Gaspar, Relvas, etc – para quem as questões de ordem social, moral, humanitárias, de solidariedade, etc, não contam. Alguém imagina, ou acredita, que gente como Passos, Portas, Albuquerque, etc, alguma vez perdem minutos de sono (já nem falo em horas) a pensar em quem sofre? Que este drama que aqui nos fala os comove? Nada! As decisões que o governo tomou, de acolher uns tantos desses refugiados, serviram, exclusivamente, fins eleitorais. Voltando ao Maçães, julgo que se calhar seria tempo para nos perguntarmos se a criatura não estaria melhor num qualquer hospício, em vez do lugar que ainda ocupa.
Quanto à indústria de armamento e dos países que o fabricam e exportam sempre conviveram bem com conflitos, atrocidades, genocideos, crises humanitárias, etc. Recordemo-nos dos Balcãs, há pouco mais de uma década, do Iraque, Afeganistão, Líbia, Palestina, etc. E depois, quando se olha para o actual Secretário-Geral da Nato, um ex-PM da Dinamarca e sabendo que foi um alto funcionário da Goldman Sachs, um banco (e agencia de "rating") que associado a financiamentos dessa mesma indústria, para além de outras patifarias de carácter politico-economico-social, que, até por experiencia sabemos bem, só temos é de não nos admirar.
P.Rufino

Humberto Barbosa disse...

Caríssima UJM
Este Bruno Maçães é um canalha.Nasceu canalha e morrerá canalha.
Quando vi isto na página de uma amiga nem sei o que me apeteceu fazer a este FdP.
E é gente desta que nos tem estado a governar, são todos do calibre deste aborto.
Uma boa noite
HB

Anónimo disse...

uma tragédia efectivamente, mas a realidade é esta.
O juiz que um dia tenha a infelicidade de levar a tribunal os responsáveis por isto, provavelmente vai ser reformado compulsivamente, ou ficar proibido de exercer durante 10 anos, na melhor das hipóteses, a pior é se "suicidar" por motivos de pressão a que estava sujeito


uma morte singular é uma tragédia, milhões é estatística - estaline

Bob Marley

Anónimo disse...

pode acontecer de o juiz se lembrar de Rommel

o perigo de morte é um antídoto eficaz contra ideias fixas

e morra de velhice


Bob marley

Rosa Pinto disse...

Tamanha anormalidade. Como é possível?