A coisa está curiosa. O Seguro manda dizer (afinal tem ou não tem quem fale por ele?) que ficou "furioso" com o discurso do Neves na Madeira. Deve ter sido uma gritaria das antigas em Belém, só é pena que ninguém tenha ouvido. Em contrapartida, o Montenegro diz que está tranquilo quanto ao discurso do Neves. Claro que a questão de ter sido desautorizado pelo Neves é um pormenor sem importância. Antes assim, mais vale malharem no Neves do que falarem nas 12 horas de espera nas urgências, na compra das fragatas, na barraca dos exames e, sobretudo, do que falarem no aumento do custo vida. Percebe-se que o Montenegro esteja tranquilo, a coisa está tão complicada que dá jeito ter um Neves para aparar os "raios". O que o Montenegro não percebe é que, quando o raio cai, tudo o que está perto fica chamuscado.
Já agora, falando em gente inconscientemente tranquila. Alguém tem que dizer à mocinha da saúde que os ministros, teoricamente, estão lá para resolver os problemas pondo em prática as medidas que são necessárias. Vir para as televisões dizer que está muita coisa mal, que algumas ainda vão piorar, como por exemplo os tempos de espera, e não resolver um único problema, antes pelo contrário tomar medidas que os agrava como faz a Ana Paula, é de uma pelintrice de espírito que até chateia. Aliás, o diretor executivo do SNS tem exatamente o mesmo discurso e também não dá uma para a caixa. Estas coisas pegam-se, sabe-se! Será que o Seguro também fica furioso com estas tiradas dos responsáveis pela saúde e ninguém nos diz nada?
Em resumo entre as fúrias do Seguro e a pelintrice de espírito e falta de ética de quem nos governos a coisa vai mal.
Haverá luz no fundo do túnel?
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