domingo, fevereiro 01, 2026

Depois dos ridículos discursos dos ministros, o discurso sonso do Marcelo
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --

 

Ontem foram o "Lentão" e a D. MAI que nos brindaram com discursos ridículos. Hoje veio o PR brindar-nos com um discurso sonso, a rondar o patético. Qual Karoline Leavitt (porta-voz da Casa Branca,  seguidora acéfala e defensora feroz do Trump), veio o Marcelo fazer de porta voz do governo e, depois de várias banalidades sem préstimo, referiu que o Luís estava "muito preocupado com a situação".

Recordo que o Marcelo também disse que o Luís estava "preocupado" com o estado da Saúde, e as coisas continuaram a piorar de dia para dia. 

Suponho que, por muito mal que pensem do Luís, os portugueses julgam que ele se preocupa, pelo menos os mínimos, com estas duas catástrofes. No entanto, há que dizer ao Marcelo, que felizmente acaba em breve o mandato do pior PR dos últimos cinquenta anos, que os portugueses se borrifam para os estados de alma do Luís e para aquilo que o Marcelo acha dos mesmos. O que os portugueses querem é decisões rápidas e acertadas e informação coerente sobre os assuntos importantes. Os portugueses precisam é de um PR isento, que não aja em função da cor política do governo e que, quando necessário, critique o governo. 

É certo que os portugueses não precisam nem querem um secretário do governo na Presidência como demonstraram na primeira volta das presidenciais ao não votarem no Marques Mendes. No entanto, desde que Montenegro foi eleito, o Marcelo tem exercido as funções de secretário de estado do governo em Belém. Com todo o amadorismo e incompetência que o governo tem demonstrado, este é o tipo de PR de que certamente o País não precisava. 

Já agora dois assuntos conexos. 

1 - Os geradores não chegam onde são precisos porque o governo, à semelhança do que aconteceu no apagão, pretendeu que fossem os motoristas dos ministros a levá-los e depois perceberam que não cabiam nos carros? 

2 - O comentário mais estúpido e cretino que ouvi sobre a devastação causada pela tempestade foi feito pela Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal. Mais uma vez, torna-se evidente que fala por falar sem conhecer minimamente os fatos. Dizer que Lisboa e Porto passaram pela tempestade sem estragos porque são cidades ricas e que Leiria sofreu uma enorme devastação porque é uma cidade pobre é estúpido e não tem qualquer aderência à realidade.

O que também é extraordinário é que os "colegas" de programa não lhe tenham explicado que, embora a tempestade tenha atravessado todo o território continental, o seu centro de impacto e os danos catastróficos concentraram-se na Região Centro, particularmente no distrito de Leiria. A Clara, no Eixo do Mal, consegue frequentemente dizer uma coisa e o seu contrário e revela uma falta de preparação  assustadora relativamente aos assuntos sobre os quais opina. 

Deve haver uma razão escondida para a manterem a comentar. Qual será?

7 comentários:

ccastanho disse...

Acabo de ver na TV as pessoas em fila para receber artigos comestíveis oferecidos por particulares. Nada justifica nesta situação de calamidade, o Estado hipocritamente assobiar para o lado, e não providenciar bens alimentares básicos às pessoas carenciadas resultado da tempestade.

Não era difícil o Estado contratualizar com os hipermercados um capaz alimentar minimamente aceitável para suprir as necessidades básicas das famílias. Bastava estes supermercados dar o dito cabaz alimentar em função do NIF, ou BI e depois as caixas (penso eu) faziam o rastreio, e no fim o Estado pagava a fatura evidentemente. Quando há vigarices na banca, o Estado paga, pagamos todos até ao tutano, quando há catástrofes assobia para o lado e a sociedade que ajude quem necessita. Isto é uma filha-da-putice de gente sem escrúpulos para com a desgraça, mostrando incapacidade de decisão e sobre tudo, insensibilidade social.

Quanto a Clara F Alves, é uma insistência, criou um personagem exprimida, não dá sumo nenhum. Não me merece adjetivação qualificativa porque não há ponta por onde pegar nesta Senhora.

Marcelo?! Já não o suporto de maneira nenhuma1 Estou tão farto dele…Passo á frente como se não existisse.

Artur Pereira disse...

A MAI faz-nos lembrar o almirante Tomás e o Marcelo não está longe do mesmo.

Ccastanho disse...

Enquanto Marcelo vai papar a Óstia , Montenegro parece que não encontra transporte para geradores do Exercito. Isto não é um país, é uma herdade da porcalhota com muitos porqueiros.

E.Dias disse...

As Forças Armadas têm meios técnicos e logísticos para no 1-º impacto fornecer refeições quentes. Com falta de energia, água e até habitação não haverá grandes condições para cozinhar.

Anónimo disse...

A Clara é uma impreparada e ressabiada. Nunca ninguém lhe deu uma Secretaria de Estado ou um Ministério, como ela acha que merecia.

Anónimo disse...

Faço minhas as palavras do sr. Castanho e acrescento.
Sobre as criaturas que andam a roubar gasóleo dos geradores e sabe-se lá mais o Q, ninguém diz ou faz nada, nem o ventrulhas papagaio mete medo, diz nada.
No youtube há vários videos, até feitos por estrangeiros a enaltecer o reforço das forças mal armadas portuguesas. Vão ser 3 fragatas e um navio para brincar aos drones, e mais noventa blindados alemães 8x8 de 38 T para os militares darem umas voltas eventualmente ao serviço da otan e de interesses de outros. Tudo pago pelos ontários.
Mas como depois da tempestade vem a bonança, chamo a atenção para a votação em futuras eleições nas zonas atingidas, que tal como se tem visto, depois dos fogos etc e tal, a maltinha tem receio que alguem lhes tire a desdita e voltam a borrar os pés todos 50X por cima da cabeça. Alguns mais revoltados não votam e vai dar no mesmo.
Eu já tive um problema, que se resolveu, mas dei por mim a pensar com pena, de cá não haver supermercados de armas como na terra que a gente sabe, pois como disse o Kenedy, não penses o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer por ele, e eu era capaz de libertar alguns da irresponsabilidade que desgraça muitos.
OS CANALHÍADAS

Anónimo disse...

Era para acrescentar o verso e acho que enviei o post anterior sem querer.
OS CANALHÍADAS
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV
E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
Luíz Vais Sem Tostões